Maquete do novo TWA Hotel at JFK

Cinco razões para dormir no TWA, novo hotel do aeroporto JFK, em NYC

A NYC & Company, responsável pela promoção turística de Nova York, apresenta 2019 como um “ano monumental”. Estão previstas novas atrações culturais e gastronômicas, como o Hudson Yards; a cidade vai sediar a WorldPride, que marca os 50 anos de Stonewall, em junho, e há novos hotéis, afinal é de Nova York que estamos falando. Um deles mexe com a imaginação de fãs de hotelaria, de arquitetura e, principalmente, de aviação.

É o TWA Hotel at JFK, na área ocupada pela companhia americana Trans World Airlines no John F. Kennedy International Airport. O TWA Flight Center, projetado pelo arquiteto finlandês Eero Saarinen, estava vazio desde 2001, quando a empresa aérea interrompeu suas operações. O grupo americano MCR Morse Development começou as obras do hotel em 2016, prometendo recuperar o glamour da era dos jatos em um ambiente único.

TWA Flight Center TWA Hotel at JKF
As linhas arrojadas do TWA Flight Center (foto de divulgação/Max Touhey) | Na imagem em destaque no alto, o esboço do projeto com os dois prédios erguidos para abrigar o hotel

O TWA Hotel entrou na lista de inaugurações mais esperadas de 2019 de publicações tão diferentes como Forbes e Vogue. Mês passado, até o britânico The Guardian, jornal diário de grande prestígio, fez uma extensa reportagem para anunciar o início das reservas, três meses antes da abertura. O primeiro check-in será no dia 15 de maio.

Quarto com janelas à prova de som no novo TWA Hotel at JFK
Quarto com janelas à prova de som no novo TWA Hotel at JFK | Foto de divulgação

Listamos aqui cinco razões pelas quais vale a pena considerar o TWA como um hotel destino e abrir mão de uma noite em Manhattan ou no Brooklyn para dormir no aeroporto.

TWA Hotel at JFK

Todos os quartos tem bar em madeira feito por comunidades amish | Foto de divulgação

1 Obra-prima da arquitetura. O terminal da TWA, inaugurado em 1962, foi desenhado pelo arquiteto finlandês Eero Saarinen (1910-1961), considerado um dos pais da arquitetura moderna (quem gosta de design provavelmente conhece a mesa Saarinen, hoje comercializada no mundo todo). O prédio, de meados do século 20, abrigará o imenso lobby do novo hotel. Com 18,5 mil m², é sério concorrente ao título de maior lobby de hotel do mundo.

Womb Chair Saarinen TWA Hotel at JFK

Telefone da década de 1950 e a Womb Chair, desenhada por Saarinen | Foto de divulgação

2 Décor à la Mad Men. A decoração dos 512 quartos (os menores com 30 m²), distribuídos em dois novos prédios de seis andares cada, erguidos atrás do terminal, segue o estilo retrô, com paredes brancas e pisos em madeira escura. Quem assistiu à série de televisão Mad Men pode ter uma boa ideia. Algumas peças do mobiliário são clássicos assinados por Saarinen. A maioria dos quartos terá janelas envidraçadas de alto a baixo com vista para o terminal da TWA e o aeroporto. Sem barulho, garante o hotel. Os telefones serão de disco. Foram comprados modelos originais dos aparelhos, pela internet, e adaptados para a tecnologia atual. Talvez os mais jovens precisem de manual de instrução de como usar…

Amenities TWA Hotel at JFK

Amenities originais da TWA, que inspiraram os produtos do hotel | Foto de divulgação

Os minibares, com bebidas alcoólicas, foram feitos em nogueira por comunidades amish de Ohio com zero desperdício de material. Os copos de água serão iguais aos que eram usados nos voos da TWA. As amenities terão o logotipo da companhia e virão em nécessaire como as de bordo, em estilo vintage, que o hotel espera que os hóspedes levem para casa. As roupas dos funcionários seguem a temática e são inspiradas nos uniformes dos comissários. Cartazes antigos de propaganda da companhia estarão nos quartos e nas áreas comuns.

Lockheed Constellation  “Connie” TWA Hotel at JFK

“Connie” rumo ao JFK e a uma nova vida | Foto de divulgação/Aaron Flacke

3 Bons drinques. Do lado de fora, já está estacionado desde o final do ano passado um restaurado Lockheed Constellation. “Connie” pertenceu à frota da companhia e agora vai abrigar um bar de drinques, um dos oito do hotel. O avião estava aposentado no Maine, a 482 quilômetros de distância, e foi levado por terra até o JFK. Para quem saber mais sobre a movimentada vida pregressa de “Connie”, há muitas informações no site do TWA Hotel.

Sunken Lounge TWA Hotel at JFK

Sunken Lounge: cenário perfeito para um martini | Foto de divulgação/Max Touhey

Outro bar que tem tudo para chamar a atenção é o Sunken, no restaurado lounge do terminal, com assentos “encravados” no chão e carpete no tom de vermelho original. Com carta de drinques clássicos da década de 1960 e mexedores iguais aos que eram usados nas bebidas servidas a bordo, parece lugar perfeito para pedir um old fashioned ou um martini.

Sunken Lounge TWA Hotel at JFK
Queremos um destes misturadores de drinque: sim ou com certeza? | Foto de divulgação

4 Grife à mesa. Um dos seis restaurantes, o Paris Café, é uma versão do que existia no terminal. O design do café, que foi mantido, é assinado por Raymond Loewy, autor da contour bottle da Coca-Cola. O cardápio será assinado pelo estrelado celebrity chef Jean-Georges Vongerichten, do Palácio Tangará, em São Paulo, e de mais de três dezenas de outros restaurantes mundo afora. Os pratos serão inspirados nos menus servidos pela TWA (abaixo, as capas originais de alguns dos cardápios de bordo).

5 Voo de madrugada. Bem, neste caso nem precisava de todas as razões anteriores. É sempre melhor dormir perto do aeroporto. No TWA Hotel at JFK será possível transformar a noite geralmente estressante que antecede um voo de madrugada em uma experiência ímpar e divertida. O hotel, o único dentro do aeroporto que recebe quase 60 milhões de passageiros por ano, fica atrás do Terminal 5, usado atualmente pela JetBlue. Terá acesso a todos os outros terminais através do AirTrain. O TWA Hotel também parece uma boa opção para uma conexão longa, que deve justificar a função de sair do terminal e passar pela segurança.

Leia mais sobre o H Hotel, ao lado do aeroporto de Los Angeles.

Sunken Lounge TWA Hotel at JFK
O Sunken Lounge e o lobby do TWA Hotel at JFK | Foto de divulgação/Max Touhey

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Casa de Uco Mendoza

Ainda a retrospectiva 2018: mais melhores hotéis do meu ano

Antes de entrar de vez em 2019, dei uma última olhada para o meu 2018 e selecionei outros bons hotéis do ano. Para ver os primeiros (em ordem cronológica, de janeiro a maio) é só clicar neste link que leva à lista inicial dos melhores hotéis do meu 2018. Agora relaciono os meus hotéis preferidos entre junho e dezembro. Estive em todos estes hotéis durante as minhas viagens, a trabalho ou pessoais. Nestas duas listas não estão incluídas as propriedades visitadas pela inspector Mari Campos.

Quarto Biltmore Miami
Um dos novos quartos do Biltmore, em Coral Gables, Miami | Foto de divulgação

Junho. Estive em quatro diferentes bons hotéis na Flórida, cada um de um estilo. Dois foram novidades pra mim. Em Palm Beach, pouco mais de uma hora ao norte de Miami, o resort Breakers (com destaque para a exclusiva e recém-renovada área do Flagler Club) e o intimista e low profile Brazilian Court dividiram meu coração. Em Miami, voltei ao Biltmore e ao W South Beach. O clássico Biltmore precisava mesmo de um ar fresco nos quartos, que foram renovados ao longo do segundo semestre. As áreas comuns estavam impecáveis e e o brunch de domingo continua ótimo (e lotado). O festeiro W comemora dez anos este ano em forma e com novas suítes. As áreas ao ar livre foram refeitas depois do furacão Irma, que passou em setembro de 2017. Com humor e foco em sustentabilidade, o novo bar ao ar livre, inaugurado no fim do ano, chama-se Irma’s e aproveita a madeira de uma árvore que ficava no local e foi derrubada pelo vento.

Irma's Bar W South Beach
O novo Irma’s Bar, no W South Beach | Foto de divulgação

Julho e agosto. Foram meses de Rio de Janeiro e viagens curtas pelo Brasil. Aproveitei para voltar aos meus restaurantes favoritos nos hotéis do Rio.

Quarto Andaz Mayakoba Riviera Maya
O quarto do Andaz Mayakoba, na Riviera Maya | Foto de Carla Lencastre

Setembro. Voltei ao delicioso Andaz Mayakoba, onde fiquei pela primeira vez em 2017, alguns meses depois de inaugurado. Conheço os outros três hotéis do complexo na Riviera Maya, todos bons, mas o Andaz me conquistou com seu estilo de casa de praia chique. Desta vez fiquei em um quarto pé na areia, o que recomendo para uma experiência ainda mais relaxante. Clicando aqui você lê sobre outros bons hotéis na Riviera Maya, como o Nizuc, perto de Cancún, e, na direção oposta, perto de Tulum, Hotel Esencia. Gosto dos dois.

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Welcome to Life! A fachada do prédio histórico do Life Hotel | Foto de Carla Lencastre

Outubro. O novo Life Hotel não é de luxo nem fica em uma região de Manhattan que eu curta muito, Midtown. Mas me surpreendeu pela história (fica no prédio da Life Magazine); o quarto confortável, bonito, amplo (para os padrões nova-iorquinos) e com boas soluções de design; o maravilhoso bar e restaurante (na lista das melhores novos restaurantes em Nova York em 2018 segundo o New York Times); a relação custo x benefício e, acredite, o serviço, acima da média para hotéis desta categoria nesta cidade.

O panorama da janela da minha suíte na Casa de Uco, em Mendoza | Foto de Carla Lencastre

Novembro. Duas viagens bem diferentes, dois bons hotéis: Casa de Uco, em Mendoza, na Argentina, e Hyatt Centric Brickell Miami. Com uma vista incrível para a Cordilheira dos Andes e os vinhedos (como mostra a foto em destaque no alto do post), no meio do nada, a Casa de Uco foi um dos hotéis mais gostosos do ano. As 16 suítes do wine lodge são acolhedoras, com design clean e moderno, e amplas janelas em todos os ambientes, inclusive no banheiro. No restaurante com paredes em vidro, durante o dia, fica difícil saber se é melhor olhar o prato ou a vista.

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Vista Hotel Lutetia Paris
Outono em Paris visto da suíte presidencial do Hôtel Lutetia | Foto de Carla Lencastre

Dezembro. O ano viajante começou a terminar onde começou, na Europa. Em Paris, visitei a maior novidade de 2018 na hotelaria de luxo da capital francesa, o lindo Hôtel Lutetia. Reaberto em meados do ano passado, parece corresponder a todas as expectativas. E no finzinho de 2018 passei uns dias perfeitos de sol e sal em Búzios. Aqui meu coração é do Casas Brancas, no Morro do Humaitá. Além de um ótimo restaurante, o hotel agora tem um delicioso bar de gim, o 74, com entrada pela Orla Bardot.

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Que venham as novidades de 2019!

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