Terraço do Hotel Arpoador | Foto de Carla Lencastre

Como é o Hotel Arpoador, pé na areia no Rio de Janeiro

São muitos os hotéis na orla da Zona Sul carioca. De todos eles, o Hotel Arpoador, entre Ipanema e Copacabana, é o que está mais perto da areia da praia. Sua localização é única. Apenas uma estreita rua estreita em paralelepípedos separa o hotel de lifestyle do mar.

Em janeiro, o Arpoador completa um ano de cara nova. Antigo Arpoador Inn, o hotel é da mesma família do Ipanema Inn, ambos construídos da década de 1970 pelo casal Manoel e Rachel Strosberg. Hoje os dois hotéis são comandados pelos netos dos fundadores, Daniel e Marcelo Gorin. São eles que estão à frente das mudanças. O Ipanema Inn teve uma renovação mais leve, assinada pela arquiteta Bel Lobo, pouco antes dos Jogos Olímpicos de 2016. Já no Arpoador a mudança não foi apenas no nome. O hotel ficou quase dois anos fechado para obras e passou por um retrofit comandado pelo arquiteto Thiago Bernardes.

Piscina do Hotel Arpoador, no Rio de Janeiro, com vista para o Oceano Atlântico e as Ilhas Cagarras
Piscina com vista para o Atlântico e as Cagarras | Foto de Carla Lencastre

O terraço, que lembra a proa de um navio, ganhou uma piscina triangular com vista para o Oceano Atlântico, as Ilhas Cagarras e o pôr do sol mais bonito do verão carioca. A inspiração náutica está por todo a parte. Os corredores, por exemplo, têm janelas redondas, como escotilhas. Os 49 quartos foram reconstruídos. São claros, em branco e azul. As camas têm cabeceira em palha. O piso é em madeira, assim como os móveis desenhados especialmente para o hotel. O ambiente é o de uma casa de praia sofisticada.

Quarto com rede e vista para o mar no Hotel Arpoador, no Rio de Janeiro
Rede com vista para o mar | Foto de Carla Lencastre

Mesmo os menores quartos, com 16 m² e sem vista, são luminosos. Nos 15 quartos de frente para o mar, com 24 m² ou 32 m², gostei especialmente das redes ao lado da janela envidraçada de alto a baixo ou na varanda, caso dos quartos maiores, os únicos com banheira. O Arpoador tem apenas uma suíte, com a área de estar integrada ao quarto em um ambiente de 50 m². O minibar é abastecido com produtos brasileiros, como o gin Amázzoni, e todos os quartos têm máquina de café. As amenidades de banheiro são Granado.

A gastronomia é outro ponto alto do hotel. Quem comanda o restaurante Arp do café da manhã à la carte ao jantar é a premiada chef Roberta Sudbrack, que assina também o cardápio do room service. O restaurante é aberto ao público em geral, com varanda voltada para a praia, e está sempre movimentado. Ao longo deste ano, estive lá algumas vezes, nos mais variados horários, e foi sempre bom, tanto a comida quando o serviço. Melhores lembranças das vieiras na manteiga, que chegam à mesa em uma panelinha borbulhante. Os drinques também são ótimos, com carta assinada por Néli Pereira.

A Zona Sul carioca não tem tradição de restaurantes com vista para o mar, e o Arp é uma das poucas exceções (outra é o Marine Bistrô, no recém-inaugurado Fairmont Copacabana). Como ele fica no térreo, com salão é contíguo ao calçadão, dá para sair da praia e ir direto almoçar. Com areia nos pés e tudo, como em uma casa de praia.

Como é o novo Fairmont Rio de Janeiro Copacabana

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Fairmont Rio: piscina com vista para a Praia de Copacabana

Como é o novo Fairmont Rio, o primeiro da marca na América do Sul

A mais esperada abertura hoteleira do Brasil em 2019 aconteceu esta semana, discretamente. O Fairmont Rio de Janeiro abriu as portas segunda-feira no Posto 6, no final de Copacabana, a cinco minutos a pé do Arpoador e do início de Ipanema. Em uma das localizações mais privilegiadas da cidade, é o primeiro hotel na América do Sul da marca de luxo da Accor. E fomos um dos primeiros a visitá-lo.

De frente para o Oceano Atlântico, o Fairmont ocupa um prédio importante na hotelaria de luxo carioca. Nas décadas de 1980 e 1990 chamava-se Rio Palace e era endereço de celebridades em visita ao Rio, que usavam uma discreta saída pelos fundos. Paul McCartney, por exemplo, foi um dos que se hospedou ali em 1990, quando se apresentou pela primeira vez no Brasil, no Maracanã. Mais recentemente, já parte do portfólio da Accor, o hotel funcionou como Sofitel Copacabana. O restaurante Le Pré Catelan, comandado pelo chef francês Roland Villard, com uma estrela Michelin, fez história na alta gastronomia da cidade.

Os detalhes do hotel de luxo Fairmont Rio, em Copacabana

Depois de dois anos de obras, no Fairmont o glamour e as boas vibrações do passado ecoam em um ambiente contemporâneo. A começar pela chegada do hóspede. Na entrada, na Avenida Atlântica, há o Coa&Co Café e uma loja conceito da H.Stern com objetos criados por designers brasileiros. Entre o café e a loja, esta integrada ao lobby, há um balcão onde o hóspede é encaminhado para o check-in, no sexto andar. Aí entra em ação o “fator uau”.

Loja de design brasileiro, com curadora H.Stern, integrada ao lobby | Foto de Carla Lencastre

O sexto andar é onde bate o novo coração do hotel. A recepção dá acesso direto a uma das duas piscinas do Fairmont, com vista espetacular para toda a praia, com o Forte de Copacabana à direita e o Pão de Açúcar à esquerda (foto no alto em destaque). As portas que separam a piscina da recepção são espelhadas, refletindo a paisagem carioca e permitindo um panorama em 360 graus. O sol bate na parte da manhã. Para o sol da tarde, há uma outra piscina, na parte de trás do hotel, ao lado do fitness center e do spa Willow Stream. Com cinco salas de tratamento, o spa característico dos hotéis Fairmont deve ser aberto na próxima semana.

Fairmont Rio: vista do bar Spirit of Copa
A vista do bar Spirit of Copa em uma manhã de inverno carioca | Foto de Carla Lencastre

A piscina principal, voltada para o mar, é ladeada pelo Marine Restô e o bar Spirit of Copa, ambos com paredes em vidro. O novo diretor de bebidas do hotel é o premiado bartender Tai Barbin. O francês Jérôme Dardillac, que assumiu a cozinha do então Sofitel na saída de Roland Villard, continua como chef executivo. A ideia é oferecer cardápio internacional com toque brasileiro. No bufê de café da manhã, por exemplo, tem pain au chocolat e brigadeiro.

É difícil sair do sexto andar, onde a mágica acontece, mas os hóspedes da exclusiva categoria Fairmont Gold têm ainda um lounge exclusivo para café da manhã e happy hour. Fica no quarto andar, onde funcionava o Le Pré Catelan. São 54 apartamentos nesta categoria, todos no último andar do hotel, o 13º, com serviço de mordomo 24 horas.

Divididos em duas torres interligadas, os 375 quartos com varandas, sendo 68 suítes, têm décor elegante e sóbrio, com móveis de designers brasileiros, pisos em tacos de madeira espinha de peixe, banheiros em mármore (alguns com banheira) e os confortos tecnológicos que se espera em um hotel de luxo moderno. Janelas corta ruído garantem o silêncio. O design valoriza materiais brasileiros e obras de arte originais. É assinado pelo escritório da arquiteta Patricia Anastassiadis, de São Paulo, que também desenhou o paulistano Palácio Tangará, da Oetker Collection.

As acomodações estão divididas em quatro categorias: Signature Suite (apenas duas, nos andares mais altos, com dois quartos, living e sala de jantar), outros dois tipos de suíte e os quartos standard, estes com 35 m². Há três opções de vista: praia, que vale cada centavo; lateral, com visão parcial do mar, e cidade, com quartos voltados para o pôr do sol em Ipanema.

Com a inauguração do Fairmont, a AccorHotels continua investindo no Rio e fecha para obras de renovação o Sofitel Ipanema. Na categoria luxo, a rede francesa tem ainda na cidade o charmoso Santa Teresa Hotel Rio MGallery, sobre o qual escrevemos aqui recentemente.

A fachada do Fairmont Rio, em Copacabana
A fachada do Fairmont Rio, em Copacabana | Foto de Carla Lencastre

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Piscina Santa Teresa Hotel Rio de Janeiro MGallery

Accor investe em sustentabilidade e ‘storytelling’ na marca MGallery

Queijo de cabra empanado com perfeição em meio a plantas que você nunca viu. Raviólis recheados de taioba e repletos de sabor. Pudim de pão com gosto de infância, sorbet de goiaba e queijo. Café acompanhado de cocada com casca de melancia ou de petit four de casca de abóbora. Um cardápio original que evita o desperdício de alimentos foi o destaque de um evento realizado esta semana pela rede francesa AccorHotels, no Santa Teresa Rio de Janeiro MGallery, para promover ações que têm como foco reduzir o impacto de seus hotéis e restaurantes no meio ambiente.

Mesas do restaurante Térèze, no Santa Teresa Hotel Rio de Janeiro MGallery
Térèze, o restaurante do Santa Teresa Hotel | Foto de Carla Lencastre

As metas de sustentabilidade do gigante grupo hoteleiro, que faturou 36 bilhões de euros em 2018, estão reunidas no programa Planet 21. São alinhadas com os 17 Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável (ODSs) da Organização das Nações Unidas (ONU). O cardápio do almoço no restaurante Térèze, elaborado pelo chef Esteban Mateu, atende ao ODS 12, de produção e consumo sustentáveis. Reduzir o desperdício de alimento é um dos principais compromissos da Accor.

Santa Teresa Rio MGallery é hotel com história singular

O evento demonstra que sustentabilidade e valorização da marca são dois conceitos cada vez mais indissociáveis. Não por acaso, entre seus mais de 30 hotéis no Rio, a rede escolheu como cenário o MGallery, marca de hotéis de lifestyle sempre com uma história única para contar em mais de 100 propriedades boutique mundo afora. O Santa Teresa, por exemplo, tem apenas 48 quartos em um casarão de meados do século 19, sede uma fazenda de café e cercado de verde. Não há dois iguais.

O novo Palladio Hotel Buenos Aires, o primeiro MGallery porteño

Outra característica da marca é ter bons bares e restaurantes com influências locais. No Santa Teresa estão o Bar dos Descasados e o Térèze, ambos frequentado por moradores da cidade. O restaurante já era bom antes de o Santa Teresa ganhar o sobrenome MGallery. A começar pelo ambiente. Janelões mostram um panorama do Centro do Rio e da Baía de Guanabara, bonito de dia e de noite. Mesas e cadeiras, e alguns objetos de decoração, são em madeira certificada, de demolição ou reflorestamento. Há quase dois anos a gastronomia é comandada pelo chef uruguaio Esteban Mateu, que tem no currículo passagens pelos premiados Pujol, na Cidade do México, e D.O.M., em São Paulo. Mateu deu toques mais latinos ao cardápio da casa.

Almoço e jantar começam sempre com uma referência local. Pães frescos e manteiga com flor de sal chegam à mesa em suportes feitos por artistas das redondezas, que lembram o trilho dos bondes que percorrem Santa Teresa e os paralelepípedos que calçam muitas das ruas deste bairro histórico no Centro do Rio. Todos os outros pratos são serviços em louças antigas ou novas feitas em ateliês locais. No menu sustentável do evento da Accor, em seguida veio um crudo de pescado, com ají amarelo e quinoa crocante. O grupo está comprometido em retirar peixes de espécies ameaçadas dos cardápios dos restaurantes de todos os seus hotéis. No caso do Santa Teresa, uma rede de 80 pescadores do Rio atende ao restaurante. A cozinha adapta os pratos ao que tiver sido pescado a cada dia.

Valorizar pequenos produtores locais é outro compromisso. As plantas alimentícias não convencionais (pancs) do menu criado por Mateu vieram da vizinhança, do coletivo Organicidade, que promove biodiversidade alimentar através de agricultura urbana. O ravióli de ervas da floresta já faz parte do cardápio normal do restaurante (está inclusive no menu degustação) e o pudim de pão é servido no bufê do café da manhã. Fico na torcida para que também entre no cardápio o queijo de cabra com picles e pancs, meu prato favorito do almoço por sua variedade de texturas, sabores e cores locais.

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Arcos da Lapa Selina Rio

Como é o Selina Rio, o primeiro hotel da rede no Brasil

A rede panamenha Selina chegou ao Brasil pelo Rio de Janeiro. Assumiu o hotel 55 Rio, na Lapa, bairro histórico e boêmio no Centro da cidade. Poderia ser apenas uma mudança de administração, mas chama a atenção o modelo de negócio da Selina. A plataforma de mídia americana Skift, voltada para viagens, disse no final de 2018 que esta é a rede na qual você deve ficar de olho se quiser entender um pouco mais sobre como os millennials viajam.

Um dos quartos do Selina Lapa Rio
Um dos quartos do Selina Lapa Rio, novidade na hotelaria carioca | Foto de Carla Lencastre

Criada em 2015, a marca geralmente aluga um hotel que já existe, como era o caso do 55, inaugurado às vésperas das Olimpíadas do Rio, e faz ajustes na decoração e na distribuição dos espaços e suas ocupações. As 39 propriedades administradas pela rede em 12 países da América Latina e em Portugal oferecem quartos privativos, camas avulsas em quartos compartilhados, áreas comuns abertas aos moradores da cidade, como bares e restaurantes, e espaço de coworking.

Mural no Selina Lapa Rio
Mural na área ao ar livre que separa os dois prédios do Selina | Foto de Carla Lencastre

Em 2018, o até agora bem-sucedido modelo multiuso da rede, tendência na hotelaria mundial, chamou a atenção de investidores e recebeu dois aportes milionários, um de US$ 95 milhões, no início do ano, e outro de US$ 150 milhões, em dezembro. Os planos de expansão são ambiciosos. Segundo a revista americana Forbes, a marca pretende alcançar 350 endereços e um total de cem mil camas nos próximos anos.

Ainda neste 2019, há uma unidade prevista para São Paulo, na Vila Madalena, e outra para Florianópolis, na Praia Mole, onde o bar já está funcionando. Os primeiros hotéis nos Estados Unidos também devem ser inaugurados este ano, com Miami (Little Havana) e Nova York (Lower Manhattan) liderando a lista. Já com data marcada de abertura, entre março e maio, e aceitando reservas, há o segundo e o terceiro hotel em Portugal e o quarto no Peru.

O novo Selina Rio fica ao lado dos Arcos da Lapa

Fundada em 2015, a rede Selina se promove como um hotel para nômades digitais, que teoricamente podem morar e trabalhar em qualquer lugar. Quando visitei o hotel carioca, mês passado, a convite da marca, ainda não existiam o espaço de coworking nem a cozinha comunitária (outra característica da rede). Ambos estavam previstos para breve.

Um dos quartos compartilhados do Selina Lapa Rio
Um dos quartos compartilhados do Selina carioca | Foto de Carla Lencastre

O Selina Lapa Rio ocupa dois prédios no Largo da Lapa, um histórico, onde no início do século passado funcionou o Grande Hotel Bragança, e outro de 2016, construído nos fundos do terreno para abrigar parte do 55 Rio. O hostel está concentrado nesta construção mais nova, de oito andares. O Selina aproveita toda a infraestrutura do 55, inclusive nas acomodações que foram transformadas em dormitórios, com banheiro dentro do quarto.

Banheiro do Selina Lapa Rio
O banheiro é sempre assim. Só muda o tamanho | Foto de Carla Lencastre

Os dormitórios têm quatro, seis ou oito camas, com decoração clean, bem simples. Os banheiros são iguais em todo o hotel, apenas com variação de tamanho. Todos são em preto, branco e cinza, inclusive nos quartos mais caprichados do prédio histórico. O prédio novo tem ainda quartos privativos, com decoração minimalista, alguns com vista para Santa Teresa.

Quarto para casal no prédio novo do Selina Lapa Rio
Um dos quartos para casal no prédio novo | Foto de Carla Lencastre

No edifício histórico de três andares e terraço, o tom é outro. Não há dois quartos iguais, nem em tamanho nem em decoração, já que todos se adaptam à estrutura original do prédio. Toda a cor que falta no hostel está nesta parte da propriedade (com exceção dos banheiros monocromáticos). Os quartos mantêm o design do 55 Rio, que preservou elementos da construção, como paredes em pedra, e têm pisos em madeira e cores fortes nas paredes. Portas e janelas em madeira do prédio original também foram aproveitados na decoração.

Quarto do Selina Lapa Rio
Porta do antigo Grande Hotel Bragança usada como biombo | Foto de Carla Lencastre

O Selina Lapa Rio tem capacidade para 406 pessoas. Nas áreas comuns, todo mundo se encontra. O terraço fica entre as duas cúpulas do topo do prédio. Tem vista para os Arcos, logo ao lado, e também para o Aterro do Flamengo, um pouco mais distante. A ideia é que, a partir de março, seja endereço de festas noturnas. No térreo ficam o restaurante e o bar, que já abriga happy hours com DJs. Alguns hotéis da rede têm piscina, mas não é o caso aqui.

As duas cúpulas no terraço. Ao fundo, o Aterro do Flamengo | Foto de Carla Lencastre

O hostel, com 100% de ocupação neste carnaval, atende ao jovem viajando sozinho, a grupos de amigos, jovens casais e até famílias com filhos adolescentes (há quartos com cama de casal e beliches). O hotel é bom para quem já conhece o Rio e quer investir em uma programação cultural pelo Centro e nas noites da Lapa com algum conforto. O Selina fica pertíssimo de todos os bares e restaurantes da região e do Circo Voador e da Fundição Progresso, dois dos principais endereços de shows no Rio. Além do Teatro Municipal, do Museu Nacional de Belas Artes, das ruas do Rio Antigo… A estação Cinelândia do metrô está perto e dali se vai para as praias de Copacabana, Ipanema e Leblon. O VLT leva até o Aeroporto Santos Dumont.

O Selina não é a única novidade na hotelaria carioca. Acabou de reabrir o Hotel Arpoador, em um dos endereços mais privilegiados do Rio, na Praia de Ipanema. Vem aí o Fairmont, na Praia de Copacabana, a grande abertura do Brasil este ano. E no final do ano passado, foi inaugurado o Janeiro, de Oskar Metsavaht, no prédio do antigo Marina All Suites, na Praia do Leblon. Já o Hotel Marina, também no Leblon, continua em obras. Dizem que o Four Seasons está de olho, mas, por enquanto, são apenas rumores.

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O melhor bar de hotel do mundo

A fundação Tales of the Cocktail acaba de anunciar seus eleitos de 2018. A festejada organização americana sem fins lucrativos, que apoia, incentiva e premia bares, elegeu um bar de hotel como melhor do mundo. Não por acaso, são também bares de hotéis que ocupam os quatro primeiros lugares da edição atual da lista britânica The World’s 50 Best Bars. Os dois rankings têm endereços em comum, a começar pelo do campeão. O melhor do mundo em ambas as seleções é o American Bar, do Savoy Hotel, em Londres.

Os prêmios em lugar de destaque no bar do melhor bar do mundo / Foto de Carla Lencastre

Um dos primeiros hotéis de luxo de Londres, entre a movimentada Strand e o Rio Tâmisa, o Savoy passou por uma reforma de 220 milhões de libras. Reabriu em 2010 sem perder suas características originais. O ambiente elegante com poltronas forradas em couro escuro, luzes indiretas, fotografias em preto e branco e espelhos, e uma carta impecável com clássicos e inovações justificam o merecido sucesso do American Bar, no térreo do hotel. Foi ali que Harry Craddock, lendário bartender da casa, reuniu uma centena de receitas de drinques para o “Savoy cocktail book”, em 1930. Reeditado até hoje, o livro é um ícone da coquetelaria. No American Bar, drinques convive bem com a carta de vinhos, que ostenta o Pol Roger Cuvée Sir Winston Churchill, champanhe criado em homenagem ao primeiro-ministro britânico.

Negronis no American Bar, no Savoy / Foto de Carla Lencastre

O Spirited Awards, nome do prêmio da TOTC, foi entregue no fim de julho na festeira Nova Orleans. O American Bar recebeu também os prêmios de melhor equipe de bar fora dos Estados Unidos e de melhor bar de hotel fora dos EUA. E ainda foi finalista de melhor carta de drinques em todo o mundo. O primeiro lugar na categoria melhor menu ficou com o Dandelyan, outro bar de hotel. No térreo do moderno Mondrian London, com vista para o Tâmisa, o concorrido Dandelyan é o segundo melhor do mundo na lista do World’s 50 Best Bars (a relação é uma versão etílica do ranking mais famoso, The World’s 50 Best Restaurants).

(O Savoy é considerado um dos hotéis mais mal assombrados da Inglaterra.)

Para mulheres viajando sozinha, bar de hotel é a quase certeza de poder tomar um drinque com o mesmo atendimento dedicado aos homens e sem ser importunada (programa testado e aprovado de Nova York a Tóquio, de Helsinki a Cidade do Cabo, incluindo cidades no Oriente Médio, como Dubai e Doha). Se a ideia for puxar papo, bar de hotel também é ótimo para isso. No Brasil, parte da hotelaria sabe que um bom bar atrai visitantes que estão em outros hotéis, e acabam conhecendo a sua propriedade. E, principalmente, conquistam moradores e ajudam a manter o movimento mesmo quando a taxa de ocupação está baixa.

Spencer Amereno Jr, head bartender do Frank Bar / Foto de Carla Lencastre

O campeão brasileiro nesta área é o ótimo Frank Bar, no lobby do Maksoud Plaza, em São Paulo, comandado por Spencer Amereno Jr. e equipe. Inaugurado há três anos, o Frank estreou em 2017 na 66º posição na lista dos World’s Best Bars (é o brasileiro mais bem colocado). Está também no recém-anunciado ranking dos dez melhores bares das Américas (fora dos EUA) do Tales of the Cocktail. O outro bar de hotel no Brasil que faz parte do top ten Américas do TOTC é o do Belmond Copacabana Palace, no Rio de Janeiro (leia aqui sobre um dos restaurantes do hotel carioca).

Dandelyan, o premiado bar do Mondrian London / Foto de Carla Lencastre

Como os Inspectors são fãs de bons drinques, este é um assunto ao qual voltaremos outras vezes. Inclusive para contar como é o maior concorrente do American Bar. O Dandelyan, no Mondrian London, é em tudo diferente do bar do Savoy. E ainda assim com as mesmas características que fazem um bom bar em hotel ou não: clássicos perfeitos, receitas originais, equipe afinada, atmosfera envolvente… Passe por aqui de vez em quando para conferir.

Leia aqui sobre o novo Belmond Cadogan, hotel de luxo em Londres.

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