St Barth

Hospitalidade diversa é aposta de Saint-Barth

É bastante óbvio que a hospitalidade é parte fundamental da experiência do viajante, em qualquer lugar. Entretanto, em alguns destinos, a hotelaria tem papel ainda mais vital, sendo realmente capaz de criar uma jornada completamente diferente da que o hóspede experimentaria em outra propriedade. É o caso, por exemplo, de Saint-Barth (St.Barth, ou ainda Saint-Barthélemy), onde a hospitalidade cada vez mais diversa virou grande aposta do turismo local.

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Afinal, ali, em um território tão pequeno, bastante dependente de sazonalidade (a maior parte da ilha “fecha” para o turismo na temporada de furacões), com oferta bastante limitada de infraestrutura e mão de obra, hotéis são parte fundamental da engrenagem que faz a própria ilha francesa funcionar tão bem como destino turístico tão exclusivo quanto sustentável.

St Barth
foto: Mari Campos

Ou seja, mais do que nunca, a hotelaria pode não apenas determinar onde o turista fica, mas também quanto tempo permanece no destino, que lugares frequenta e, mais importante ainda, quanto gasta – e quanto deste investimento permanece na economia local.

Segundo levantamento de 2024, St Barth tinha então 26 estabelecimentos de hospedagem tradicional (hotéis de distintos tamanhos e estilos), somando mais de 500 acomodações no total. Quase metade dessa oferta estava concentrada em propriedades de altíssimo padrão – incluindo o único hotel palace do Caribe, o excepcional Cheval Blanc St Barth.

Esses números não consideravam a impressionante quantidade de villas privativas disponíveis para aluguel de temporada (muitas delas com serviço de alta hotelaria), um segmento que não para de crescer nesta ilha caribenha – e já soma mais de 2.500 unidades.

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St Barth
foto: Mari Campos

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Turismo controlado e planejado

As limitações geográficas de St Barth tornaram-se também um mecanismo de proteção ambiental – e isso inclui um turismo planejado e extremamente controlado. Na ilha, não existem grandes resorts com tudo incluído nem airbnbs fora de controle; a maior parte da hotelaria ali é composta por propriedades de pequeno e médio porte, e construções com mais de quatro andares não são permitidas.  

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Mas nem só de hotéis e villas de luxo vive a ilha, é claro; há também oferta de hospedagens voltada para orçamentos mais apertados, de airbnbs a cottages, espalhada pelo território. A ideia geral é que, mesmo com o turismo bastante controlado e planejado, cada vez mais gente possa de distintas origens e backgrounds possa aproveitar a mescla perfeita de belas praias, paisagens caribenhas, alma francesa e boa mesa que St Barth oferece.

A existência de pequenos hotéis, imóveis de temporada e ecolodges amplia o espectro de visitantes, permite estadias mais longas para muita gente e ajuda a manter a ocupação no destino sempre em alta. E cada viajante encontra ali seu pedacinho de paraíso.

St Barth
foto: Mari Campos

Assim, St Barth mostra cada vez mais sua pluralidade; até porque tentar reduzi-la a uma mera coleção de hotéis de luxo seria perder parte importante de sua dinâmica. Durante o ano todo, o fluxo turístico é cuidadosamente planejado e razoavelmente controlado. 

As praias bem preservadas, a enseada bem protegida e o estilo de vida discreto de seus moradores segue mais ou menos os mesmo preceitos de quando a ilha começou a pensar o turismo internacional, nos anos 1970.

Com uma permanência média geral de 5,5 noites por hóspedes em uma ilha que não dispõe de uma grande capacidade hoteleira, ocupar bem cada quarto disponível durante os meses mais importantes é decisivo.No entanto, ao contrário das demais ilhas caribenhas, Saint-Barth não compete jamais por número de visitantes; e por isso mesmo atrai um segmento cada vez mais disposto a pagar por exclusividade e sossego – inclusive brasileiros.

O Brasil, aliás, está entre os quatro maiores emissores internacionais de turistas para a ilha e os brasileiros se hospedam quase que exclusivamente em hotéis de luxo – preferência de mais de 70% dos viajantes dos EUA também. Já nos estabelecimentos mais econômicos, os próprios franceses são a maioria, ultrapassando os 34% do total de hóspedes.

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St Barth
foto: Mari Campos

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UMA ILHA CADA VEZ MAIS PLURAL

O Les Îlets de la Plage é um ótimo exemplo, e justamente tenta resgatar um pouco essa vibe do começo da atividade turística de St Barth. Não se trata de uma hospedagem econômica, mas propõe uma estadia confortável, simpática e bastante acessível em comparação com os valores praticados na maior parte da ilha.

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Instalado à beira-mar, tem apenas 12 unidades e um toque old fashion, que o faz ser adorado por franceses saudosos dos old times da ilha. Suas cottages individuais, com os típicos telhados vermelhos de St Barth, muitas em dois andares, ficam em meio a jardins ou ao longo da beira-mar e contam com cozinha (com geladeira grande, cooktop, micro-ondas, torradeira etc), living, quarto, banheiro e áreas de convivência externa bastante acolhedoras.

As quatro unidades em frente ao mar contam com deck externo privativo mobiliado, gramado e deliciosas espreguiçadeiras. Vale saber que não há academia e a pequena piscina comum esteve interditada durante toda a minha estadia por ali.

O acesso direto ao mar (é frente ao mar mas não pé na areia) pode ser feito diretamente das unidades em frente ao oceano através de escadas de madeira. Mas um dos pedacinhos mais gostosos da praia de St Jean, de águas turquesa tranquilas e cristalinas, sempre vazio, bem ao lado do aeroporto, fica a literalmente cinco minutos de caminhada – com direito a um cantinho com ombrelones e espreguiçadeiras reservado para os hóspedes.

A ideia do Les Îlets é ser um híbrido entre um hotel e um aluguel de temporada. Não há recepção 24h, concierge, nem serviço de café da manhã. Por outro lado, há cápsulas de café, leite, suco, manteiga e geleia na geladeira e todos os dias algo de uma padaria local (um croissant, um brioche ou algo do gênero) é deixado na varanda por volta das 8h da manhã. Por isso mesmo, é mais procurado por viajantes que desejam estadias mais longas.

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Cheval Blanc St Barth
Cheval Blanc St Barth. Foto: Mari Campos

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A excelência na hospitalidade

É justamente a combinação de poucos quartos, alto gasto médio, forte presença internacional, grande peso da hotelaria de luxo e uma camada menor de hospedagens independentes que faz de St. Barth um caso tão peculiar no Caribe: um destino que vive do turismo mas não depende de grandes volumes para sustentar sua economia.

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Talvez por isso mesmo a hotelaria de luxo sempre tenha feito tanto sucesso em St Barth, e siga se reinventando, mesmo quando a ocupação bate recordes. É também graças a essa excelência em hospitalidade que a ilha é capaz de arrecadar mais de €15 milhões em taxa turística por temporada – equivalente a 5% do valor líquido da diária, essa arrecadação arrecadado financia a manutenção de estruturas turísticas, infraestrutura, entretenimento e a própria promoção do destino.

É em St Barth que fica o único hotel com distinção palace de todo o Caribe: o irrepreensível Cheval Blanc St-Barth, única propriedade hoteleira a ocupar a paradisíaca praia de Flamands.

Nesse ecossistema privilegiado, hotéis como Eden Rock (que, além de seu delicioso restaurante à beira-mar, agora é pioneiro a oferecer tratamentos de K-Beauty em seu premiado spa, ambos sempre abertos também para não hóspedes), Rosewood Le Guanahani (que acaba de lançar uma coleção cápsula de beachwear com o artista Daniel Dugan, cujas obras de arte feitas especialmente para o hotel também ilustram agora diversos ambientes da propriedade), o clássico Fouquet’s St-Barth, Le Sereno (que reabrirá totalmente renovado), o encantador Le Manapany, o suntuoso Le Toiny ou o adorável hotel boutique Tropical St Barth se tornaram muito mais do que meros endereços de hospedagem.

São essas propriedades que ajudam majoritariamente a sustentar um modelo turístico de muito sucesso há tantas décadas, baseado em baixa densidade de visitantes, gasto per capita elevado e alto consumo em serviços, gastronomia, experiências e varejo local.

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St Barth
foto: Mari Campos

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Queridinho dos brasileiros

Como quarto maior emissor internacional de turistas para a ilha, o Brasil passou a ser um dos principais focos de promoção turística de St Barth. Com um adendo importante: além de gastar bastante em serviços, restaurantes e lojas no dia-a-dia no destino, o brasileiro que viaja à ilha francesa se hospeda majoritariamente em hotéis de alto luxo.

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Embora brasileiros sejam figurinha fácil em todos os hotéis de primeira linha em St Barth, o queridinho nacional das últimas temporadas segue sendo o charmoso Le Barthélemy. O português virou idioma tão frequente entre os hóspedes por lá que parte do staff já arranha algumas palavras, entende fácil os vícios de linguagem e já está totalmente acostumado aos hábitos e preferências desse hóspede.

Localizado à beira-mar na bela praia de Grand Cul-de-Sac, uma das mais bonitas da ilha, frequentemente visitada por tartarugas marainhas e baby sharks, o Le Barthélemy é uma propriedade 100% pé na areia e totalmente voltada para o descanso e o prazer.

Perfeitamente adaptado também a famílias com crianças pequenas, tem acomodações muito espaçosas, todas com excelentes banheiros, varanda privativa e vista para o mar, os jardins ou a lagoa. Algumas contam com plunge pool privativa e as mais disputadas são suites duplex com acesso direto à praia.

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As amenidades de higiene são da Diptyque, mas há tantas amenidades de outros gêneros que fica difícil computar todas elas. Algumas são lindamente ofertadas dentro de uma nécessaire pensada para o hóspede levar para casa. Há bolsa de praia, chinelos para quarto e praia, saquinhos customizados para roupa de banho molhada e vários outros mimos.

Há uma tecla no telefone específica para pedir champagne, que chega em poucos minutos, geladinha, em um case de madeira lindo, feito sob medida, para manter a bebida na temperatura ideal por mais tempo.

Há restaurante interno e pé na areia (o delicioso café da manhã é um serviço híbrito buffet + à la carte), uma bela piscina, vários lounges, dois bares, mesas de jogos ao ar livre e um excelente spa La Mer, imperdível. Tudo a cara da joie de vivre de St Barth.

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Cheval Blanc St Barth

Review: Cheval Blanc St Barth

Um belo hotel, com excelência em serviço e gastronomia caprichada, é receita de sucesso em qualquer lugar. Se esse hotel ainda estiver rodeado de paisagens belíssimas, localizado em um destino idílico, essa receita vira quase covardia com a concorrência. E é bem esse o caso do excepcional Cheval Blanc St Barth, localizado na mais francesa das ilhas caribenhas.

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Construído em meio a um cenário tipicamente caribenho – mar turquesa, vegetação exuberante – quase imaculado, o Cheval Blanc St Barth reina soberano na bela praia de Flamands, na ponta noroeste de St Barth, há doze anos.

No entanto, embora tenha sido inaugurado em 2014, não parou no tempo: além de seus edifícios originais, comprou, remodelou e incorporou também um resort vizinho durante uma grande reforma em 2019 – que, aliás, parece ter acabado de ser concluída de tão bem mantidos que estão os móveis e os ambientes.

Cheval Blanc St Barth
foto: Mari Campos

Em uma ilha tomada por dezenas de hotéis de alto padrão e mega villas de luxo em apenas 20 quilômetros quadrados de área, o Cheval Blanc St Barth se destaca – e muito – da dura concorrência por ali.

A começar pela discrição, que o tornou queridinho também de celebridades que buscam alguns dias de ócio e anonimato absoluto: apesar de estar a exatos sete minutos de carro do aeroporto e pouco mais que isso de outras praias ou das lojas e bares da capital Gustavia, é o único hotel de Plage des Flamands, rodeado apenas por algumas poucas casas, colinas verdejantes, areia clarinha e mar turquesa.

Melhor ainda: do hotel, são apenas cerca de 30 minutos de caminhada até a selvagem e divina Colombier, uma das mais bonitas praias de todo o Caribe, acessível apenas via trilha ou barco.

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Cheval Blanc St Barth
foto: Mari Campos

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Palácio tropical

O Cheval Blanc St Barth é o único hotel de todo o Caribe com a designação “palace“, criada pelo governo francês para homenagear as hospedagens mais excepcionais do país. Mas não poderia ser mais diferente das outras propriedades que compartilham da mesma distinção: de forma bastante intencional, combina como poucos a excelência de seus serviços com a informalidade, a tropicalidade e até uma certa simplicidade que um resort de praia pede.

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Os edifícios baixinhos e muito brancos, sempre rodeados de um verdejante e impecável paisagismo, garantem privacidade através de belas passarelas e escadarias de madeira que serpenteiam por entre os jardins criados pelo mesmo designer dos Jardins de Majorelle de Marrakech.

A mais elegante e sofisticada propriedade hoteleira de St Barth tem quartos, suítes, bangalôs e vilas – margeando a faixa de areia ou espalhados pela encosta tropical – ,elegantemente decorados com interiores projetados pelo francês Jacques Grange em paleta de cores de tons pastel magistralmente rompidos por almofadas com estampas caribenhas multicoloridas.

Cheval Blanc St Barth
foto: Mari Campos

Todas as acomodações incluem varandas ou terraços com vistas para o mar ou para os belos jardins do Cheval Blanc St Barth, algumas unidades possuem também piscina privativa também.

As deliciosas e enormes Beach Suites compõem a categoria mais popular dentre suas 61 acomodações: têm enormes portas de correr envidraçadas que se abrem para o terraço privativo com piscina com vista para o mar (perfeita também para assistir o sol se pôr sobre as colinas) e acesso direto à praia. com amplo living, área de trabalho, pequena área de refeições, closet espaçoso e imensos banheiros (com banheira e chuveiro).

Essa categoria de suítes também têm todos os itens não alcoólicos do minibar e a primeira bolsa de lavanderia como cortesia.

Além de 13 categorias distintas de acomodações, o Cheval Blanc St Barth tem ainda uma impressionante vila de cinco quartos distribuídos em dois andares.

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Cheval Blanc St Barth
foto: Mari Campos

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Como é se hospedar no Cheval Blanc St Barth

O Cheval Blanc St Barth é daqueles hotéis de serviço realmente excepcional, em que o staff sabe bem “ler” cada hóspede e antecipar gostos e desejos. Das camareiras aos mordomos e garçons, pequenos gestos e cortesias diariamente tornam a estadia melhor.

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Em um dos dias, o mordomo apareceu com dose dupla de mostarda de Dijon, minha preferida, no café da manhã: “Tive a impressão que você aprecia esse tipo de mostarda, então tomei a liberdade de trazer um pouquinho a mais”, me disse com um sorriso.

O serviço impecável do hotel se estende também à praia, onde há literalmente uma espreguiçadeira disponível para cada hóspede, o dia todo. Há também duas piscinas, uma pequena (mas cheia de mordomias) academia, bar, boutique, extensa coleção de arte contemporânea e Spa Guerlain.

O novo spa, aliás, conta com belos interiores projetados pela francesa Isabelle Stanislas e um novo menu de tratamentos corporais e faciais 100% Guerlain. Há uma gostosa área de espécie à sombra, ao ar livre, e a recepção funciona também como boutique Guerlain, com venda dos principais produtos da marca – inclusive uma fragrância desenvolvida especialmente para o hotel.

80 painéis solares para alimentar aquecedores de água termodinâmicos e uma impressionante unidade de dessalinização, também movida a energia solar, estão entre as iniciativas sustentáveis da propriedade.

São dois restaurantes zelando pela boa mesa: o praiano e informal La Cabane, onde você pode almoçar peixes locais e delícias caribenhas em um terraço de madeira frente ao mar ou com os pés literalmente na areia, e o sofisticado La Case, do chef Jean Imbert.

O delicioso café da manhã é servido com buffet e menu de pratos quentes à la carte no La Cabane mas também no conforto de sua acomodação, sem custos extras – o que recomendo muito.

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Cheval Blanc St Barth
foto: Mari Campos

Como boa propriedade francesa, tem também um chef pâtissier excepcional, que elabora não apenas os croissants e brioches do café da manhã como deliciosas sobremesas que mais parecem obras de arte.

E, como se não bastasse tudo isso, o Cheval Blanc St Barth é também campeão no quesito “mimar os hóspedes”: são mais de 70 amenidades diferentes, a depender da categoria da acomodação, entregues não apenas para tornar a estadia mais confortável como também esperando que os hóspedes as levem consigo para casa como lembrança da estadia – de máscaras capilares e velas perfumadas a elegantes bolsas de praia.

Parte do conglomerado de luxo LVMH, o grupo Cheval Blanc possui outras cinco propriedades hoteleiras na França, Seychelles e Maldivas.

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LATAM Airlines
foto: Mari Campos

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Como chegar

A rota mais comumente utilizada para chegar a St Barth é voar a Saint Maarten via Miami e, de lá, pegar uma pequena aeronave que em menos de 15 minutos chega à ilha francesa. Voei mais uma vez com a LATAM Airlines, que conta com uma ampla área de check in no Concourse J do aeroporto de Miami, fast track para passageiros voando em classe executiva Premium Business (ou com status Priority no LATAM Pass) e lounge exclusivo. 

Os assentos da Premium Business da LATAM, companhia aérea que mais conecta os brasileiros com o Brasil e o mundo (chegando a mais de 50 destinos nacionais e mais de 20 internacionais com voos diretos), são full flat, com sistema de entretenimento que inclui alguns lançamentos do cinema, amenity kit em nécessaires que homenageiam destinos sul-americanos e excelente menu.

De Saint Maarten a St Barth, são diversas as pequenas companhias que fazem o trajeto ao longo do dia; recomendo fortemente a Tradewinds, que também voa a partir de Antigua e Porto Rico para lá.

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St Barth

A impecável cena hoteleira de St Barth

St Barth (ou St Barths, ou Saint-Barthélemy, tanto faz) é definitivamente um destino-case. Afinal, uma ilha na qual nunca se conseguiu cultivar nada, e que viveu por séculos alheia ao turismo e às realidades gerais das vizinhas caribenhas, logrou nas últimas décadas se consolidar como um dos mais luxuosos destinos do mundo. E é também inegável a excelência da impecável cena hoteleira de St Barth.

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Vítima da avassaladora passagem do furacão Irma em 2017, St Barth precisou ser em boa parte reconstruída nos últimos anos – inclusive durante a pandemia. E contou com um comovente empenho da população local para isso.

Hoje, esta finalmente completamente pronta para receber visitantes do mundo todo – mas ainda mais cuidadosa com o acesso de turistas (grandes navios continuam proibidos por ali, por exemplo) para garantir que a ilha permaneça alheia ao overtourism.

St Barth
A bela piscina do renovado Le Sereno. Foto: Mari Campos

As necessárias reconstruções pós furacão tiveram, por assim dizer, um efeito benéfico: sua cena hoteleira, que já era considerada excelente, conseguiu ficar ainda melhor. Mais farta, mais repleta de opções; e sem perder seu ar de exclusividade e o serviço caprichado à francesa com a inevitável bossa e informalidade caribenhas.

Hotéis mais antigos ganharam incríveis retrofits que os deixaram ainda mais interessantes. Alguns tiveram áreas inteiras completamente transformadas (ou até acrescentadas!) em seus terrenos, como o belo Rosewood Le Guanahani (que ficou ainda mais cheio de bossa com boa parte da área social reunida no mesmo local), as novas áreas sociais (e restaurante) do belo Barrière Le Carl Gustaf e o tradicionalíssimo Éden Roc, com seus indefectíveis toques vermelhos ampliados.

Até o ultra luxuoso Cheval Blanc St Barth conseguiu ficar ainda mais elegante – e felizmente com mais toques de informalidade também.

Surgiram novos restaurantes (inclusive dentro dos hotéis), novas lojas, novos hotéis e St Barth vê também a ilha viver o maior boom de villas e propriedades para aluguel de temporada de sua história. Definitivamente, o furacão passou; agora só os bons ventos sopram sobre St Barth.

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St Barth
Vilas e hotéis com vistas matadoras são garantidos. Foto: Mari Campos

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O boom das super villas

Que St Barth sempre focou no turismo de luxo não é novidade; os custos bastante inflacionados da ilha ao longo do tempo também sempre se encarregaram de “ajudar” a manter o overtourism longe.

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Nem por isso pode-se dizer que não existam opções mais econômicas de hospedagem, seja em pousadas ou em imóveis de temporada. Não mesmo, ainda que as opções neste sentido não sejam super numerosas.

Mas, como a ilha segue atraindo visitantes mais abastados e os repeated guests são figurinha fácil por ali, em qualquer hotel, era natural que hoje, com St Barth vivendo o maior boom de sua história em imóveis para aluguel de temporada, as super villas fossem maioria.

St Barth
Detalhe da piscina renovada do Le Sereno. Foto: Mari Campos

Durante a pandemia, inúmeras ultra luxuosas villas foram construídas por ali, em todo canto da ilha, das proximidades da costa ao interior. De lá pra cá, diversos hotéis ganharam também suas private villas, de olho nesse mercado que não para de crescer – o discreto Le Sereno (o belo hotel ganhou três delas, todas com quatro quartos cada e vistas lindas) e o adorável Le Barthélemy (o único com vilas realmente pé na areia) são bons exemplos disso.

CLIQUE AQUI para mais detalhes sobre valores e disponibilidade das suítes e vilas do hotel Le Sereno

Hoje, são tantas super villas espalhadas por St Barth que estima-se que já sejam mais de 800. A maioria delas oferece não apenas múltiplas suítes e vistas panorâmicas como também serviço de hotelaria, para que o hóspede não precise mesmo se preocupar com nada.

Esse número ultrapassa as 2.500 se as casas, cabanas e demais propriedades para aluguel de temporada também forem somadas – isso tudo em uma ilha pequena, de pouco mais de 11.000 habitantes.

St Barth
Detalhe da piscina de borda infinita da Villa Jade. Foto: Mari Campos

Dentre as muitas centenas de villas luxuosas de St Barth, uma das mais pesquisadas é a Villa Jade, a icônica antiga propriedade do cantor francês Johnny Hallyday (falecido em 2022).

CLIQUE AQUI para detalhes de valores e disponibilidade da Villa Jade

São oito enormes e estilosas suítes (construídas em pavilhões separados para garantir total privacidade) e espetaculares vista para a praia de Marigot a partir de todo canto, é mesmo uma beleza. Localizada no alto de uma colina, a vila tem décor de inspiração asiática (uma homenagem de Hallyday às duas filhas adotadas) e sua piscina aquecida de borda-infinita tem mesmo um panorama espetacular.

A Villa Jade tem ainda academia, sauna, hamman, cinema e diversas outras facilidades. E pode ser reservada com serviços completos de hotelaria, fornecido pelo renovado Hotel Tropical.

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St Barth
A vista arrebatadora para o pôr do sol do novo Beef Bar do hotel Barrière Le Carl Gustaf. Foto: Mari Campos

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Novidades bem-vindas

Dentre as boas novidades hoteleiras da ilha, vale destacar a grande mudança de target do Hotel Tropical . O segundo mais antigo hotel de St Barth foi totalmente repaginado e, de um hotel mais antigão e econômico, tornou-se um delicioso hotel boutique em estilo vintage-chic. 

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As mudanças são mesmo impressionantes – e extremamente bem-vindas. Localizado em uma pequena colina, a cinco minutos de caminhada da praia de St Jean, bem na direção do famoso beach club Nikki Beach, é opção certeira para quem quer mais sossego e não liga para hotéis pés na areia.

St Barth
Vista do porto de Gustavia, a capital. Foto: Mari Campos

Não há beach club nem nenhum tipo de convênio com serviços de praia; mas o Tropical tem duas gostosas, tranquilas e discretas piscinas, cheias de privacidade. Uma delas é exclusiva para os hóspedes das quatro deliciosas “pool villas” do hotel – categoria altamente recomendável na hora de escolher a hospedagem.

Além do caprichadíssimo décor artesanal em toda parte, das áreas comuns às acomodações, o maior destaque do hotel é sua gastronomia: restaurante de menu asiático- francês é simplesmente delicioso. Conselho: dada a intensa vegetação da pequena propriedade, capriche no repelente de insetos!

CLIQUE AQUI para mais detalhes sobre valores e disponibilidade do Hotel Tropical St Barth.

St Barth
O hotel Le Barthélemy visto do pier de Grand Cul de Sac. Fotos: Mari Campos

Mas o novo queridinho da ilha, sobretudo entre brasileiros, é sem dúvidas o delicioso Le Barthélemy, resort verdadeiramente todo à beira-mar. Localizado na praia de Grand Cul-de-Sac, repleta de tartarugas marinhas, o hotel é relativamente pequeno mas repleto de facilidades e caprichos – inclusive para famílias com crianças, que são muitas por ali.

As acomodações são muito espaçosas, todas com varanda privativa, amenidades Diptyque, gastronomia muito caprichada (a começar pelo espetacular serviço de café da manhã, que mescla um grande buffet com amplo menu de pratos à la carte incluídos) e belas vistas panorâmicas (seja para o mar, os jardins ou a lagoa atrás do hotel).

O Le Barthélemy tem ainda uma gostosa piscina frente ao mar, empréstimo de equipamentos para esportes aquáticos, um excelente spa La Mer e até uma mesinha de pebolim! Isso tudo com um serviço gentil, eficiente, elegante e informal ao mesmo tempo. A cara de St Barth.

CLIQUE AQUI para detalhes sobre valores e disponibilidade do hotel Le Barthélemy.

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