Brasileiro dá mais importância à hotelaria

Passado um ano da declaração de pandemia da Covid-19 (em 11/03/2020), a indústria turística não apenas sofreu o maior baque de sua história como também viu o perfil dos viajantes mudar muito em pouco tempo. Grandes mudanças ocorreram não apenas na infra-estrutura e operação da hotelaria, por exemplo, como também no próprio jeito do turista viajar. E pesquisas confirmam que o brasileiro dá cada vez mais importância à hotelaria durante a pandemia. 

ACOMPANHE TAMBÉM AS NOVIDADES DO SETOR NO NOSSO INSTAGRAM!

A mais recente delas foi divulgada pelo Airbnb. Um estudo encomendado às agências Somos e Novelo com brasileiros das classes AB de São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Recife, que já tenham viajado durante a pandemia, revelou mudanças comportamentais no perfil do turista.

Dentre diversos itens (escolha dos destinos, meios de deslocamento etc), a principal alteração no comportamento do viajante brasileiro na pandemia diz respeito à indústria do hospitalidade. Ao invés da exploração de um destino em si, o turista brasileiro tem investido cada vez mais na exploração da acomodação escolhida para a viagem.

LEIA MAIS sobre o novo perfil do turista brasileiro na pandemia.

.

Foto: Four Seasons Tamarindo/Divulgação

Brasileiro dá mais importância à hotelaria durante a pandemia

A escolha da acomodação, antes considerada pouco importante para uma parcela significativa dos viajantes, passou a ter importância fundamental para a maioria, seja para escapar no final de semana ou para fazer viagens mais longas. E são vários os fatores que levaram a isso, a começar pelo mais importante deles: segurança sanitária. 

VEJA TAMBÉM: Quando o hotel é o destino.

Muitos brasileiros passaram a dar mais atenção às reviews e depoimentos de hóspedes prévios na hora de escolher seu hotel, pousada ou imóvel de temporada. A curadoria dos bons agentes de viagem também tem sido fundamental nesse processo. Tudo para garantir uma estadia segura e satisfatória, em um local que esteja realmente respeitando o cumprimento dos protocolos de contenção do vírus, garantindo distanciamento entre hóspedes, segurança do staff e ambientes higienizados e muito bem ventilados. 

Além disso, boa parte dos viajantes em tempos de pandemia estão passando muito mais tempo (quando não todo o tempo!) dentro do local. Eu mesma fiz algumas viagens assim, de staycation em hotel em plena São Paulo a turismo de isolamento em hotéis em Monte Verde e em Atibaia, e encontrei sempre vários outros hóspedes fazendo a mesma coisa.

VEJA MAIS: Como a staycation está beneficiando a hotelaria brasileira durante a pandemia

.

Tendências migram para além do mercado de luxo

Embora estas tendências sejam definitivamente mais fortes no mercado de luxo, há cada vez mais brasileiros investindo em staycations e propostas de turismo de isolamento também em outros nichos do mercado.

Este tipo de “escapada” é cada vez mais vista como alternativa mais segura para viajar nesta fase, com o mínimo contato possível com outros viajantes e risco zero de aglomerações. Turistas com orçamentos mais reduzidos têm, muitas vezes, diminuído a duração da viagem para poder investir um pouco mais na acomodação que consideram mais adequada. Assim, mais viajantes brasileiros passaram a priorizar opções mais confortáveis para suas acomodações, mais seguras e com melhor infra-estrutura, independente do orçamento disponível.

O estudo também revelou a preferência por estadias em locais já conhecidos, seja o destino em si ou o próprio hotel, pousada ou imóvel de temporada escolhido. 

VEJA TAMBÉM: 10 imóveis de temporada para se isolar na pandemia

.

MudançaS de preferências e prioridades

A pesquisa gigante dos imóveis de temporada confirma a tendência de valorização dos meios de hospedagem durante a pandemia, apontada por relatórios anteriormente apresentados por outros órgãos e empresas internacionais, da McKinsey&Co ao Euromonitor. E aponta também que a tendência do turismo de isolamento/isocation deve seguir em alta ainda por um bom tempo por aqui.

LEIA TAMBÉM: Os termos do turismo popularizados durante a pandemia.

Muitos entrevistados apontaram a preferência por propriedades mais afastadas dos grandes centros urbanos, com distanciamento razoável entre acomodações e com fartura em áreas externas. A maioria dos hotéis deste tipo tem tido excelente desempenho durante a pandemia. Caso, por exemplo, do Unique Garden, em Mairiporã/SP, com reservas completas praticamente de segunda a segunda nos últimos meses.

Fazem sucesso também os hotéis que acabam de abrir as portas nessa linha, como o charmoso Canto do Irerê, em Atibaia/SP, sobre o qual já falei em coluna anterior aqui sobre os novos hotéis com bom desempenho na pandemia.  E também aumenta cada vez mais a procura por imóveis de temporada isolados.

VEJA TAMBÉM: 10 hotéis no Brasil para praticar turismo de isolamento

.

CRESCE A IDEIA DE “VIAJAR SEM TIRAR FÉRIAS”

A ideia de “viajar sem tirar férias” prevaleceu no estudo da Airbnb, e parece mesmo cada vez mais fortalecida entre os brasileiros. Embora a maioria dos hotéis veja a ocupação crescer significativamente nestes meses apenas aos finais de semana e feriados prolongados, hotéis que oferecem boa infra-estrutura física e em serviços têm visto ocupação maior também durante a semana.

LEIA TAMBÉM: Tendências do turismo em 2021

Tudo graças à crescente demanda de brasileiros em trabalho remoto, que estão viajando simplesmente para variar o ambiente do home office. A workcation ou anywhere office já é e será uma realidade para várias pessoas pelos próximos meses (e potencialmente anos). Sobretudo no segmento do turismo de luxo, que tem se beneficiado também de viajantes que estão gastando muito mais em hotelaria no Brasil neste período por não viajarem ao exterior neste momento.

A recuperação do setor, é claro, tem sido inegavelmente mais rápida em propriedades com foco em lazer do que aquelas que antes mantinham foco corporativo.

VEJA MAIS: Como hotéis estão driblando a crise na pandemia.

.

Fuso Hotel Florianópolis
O novo Fuso Hotel Florianópolis. Foto: Divulgação

Cenário otimista para a hotelaria

A indústria da hospitalidade internacional, que tem vivido tendência semelhante, vê com bastante otimismo essa migração do foco principal das viagens passar do destino para a hotelaria neste momento da pandemia. 

No Brasil, diversos novos hotéis estão abrindo suas portas com sucesso em plena pandemia, como já mostramos aqui. Um estudo recente da STR mostrou que em outubro de 2020 havia 121 projetos de novos hotéis em pleno andamento no país, todos com inauguração prevista neste e nos próximos quatro anos. Segundo a consultoria, apenas 10% dos projetos de novos hotéis desenvolvidos antes da pandemia foram abortados.

VEJA TAMBÉM: Oito tendências para a hotelaria em 2021

A STR apontou também a possibilidade de conversão de muitos hotéis independentes em unidades de redes hoteleiras maiores frente aos desafios da pandemia. Acabamos de ver, por exemplo, o hotel Botanique, em Campos do Jordão, que passou a operar desde fevereiro como parte da rede Six Senses. 

Embora os números de ocupação ainda sejam desfavoráveis para muitas propriedades nos últimos doze meses, a indústria da hospitalidade em geral tem realmente se fortalecido aos olhos do viajante no último ano e parte dela já começa a ver uma recuperação consistente. Um “copo meio cheio” extremamente bem-vindo para um setor tão afetado pela pandemia. 

.

.

.

Leia tudo que já publicamos sobre hotelaria em tempos de pandemia.

Acompanhe o Hotel Inspectors também no Instagram @HotelInspectors, no facebook @HotelInspectorsBlog e no Twitter @InspectorsHotel.

Casa na árvore no Xigera Safari Lodge, em Botswana

De predador a construtor: é a vez do turismo regenerativo

Viajar de maneira sustentável, sem causar danos ao meio ambiente, não é mais o suficiente. O conceito de turismo regenerativo surgiu antes de pandemia, mas ganhou força nos últimos meses. Você sabe do que se trata? E o que tem a ver com hotelaria? Em viagens regenerativas viajantes e empresas não prejudicam o planeta, compensam os danos causados (através de programas de neutralização de carbono, por exemplo), e promovem melhorias

No turismo regenerativo o envolvimento social, econômico e cultural de toda a rede de viagem é maior e mais ético. O oposto do overtourism. O impacto positivo pode acontecer de diversas maneiras, como melhorar as condições econômicas da comunidade local ou recuperar um ecossistema. Ou seja, tornar um lugar melhor do que ele era antes, e não apenas deixar igual.

Informação & inspiração: acompanhe @HotelInspectors no Instagram

Leia também

Respire fundo: hotéis investem em bem-estar na pandemia

Buyout: reservar hotel inteiro é tendência na pandemia

O conceito de turismo regenerativo é relativamente recente. Já o termo “regenerativo” é usado há mais tempo em outras áreas, como arquitetura, design e agricultura, frequentemente associado à economia circular. No Brasil ainda são poucas as referências a viagens regenerativas ou turismo regenerativo. Mas em 2020 a regenerative travel começou a ser discutida mais constantemente por publicações estrangeiras especializadas em viagens ou não, como The New York Times.

Uma reportagem publicada em agosto no jornal americano chamou a atenção para o tema com o título “Move over, sustainable travel. Regenerative travel has arrived”. O texto aponta vários caminhos para ações regenerativas seguidos por organizações sem fins lucrativos, associações de operadores de viagem, escritórios de promoção turística de lugares tão diferentes quanto Nova Zelândia e Bélgica e hotéis. Selecionei outras tendências e novidades do turismo em 2021 para uma reportagem do jornal O Globo, publicada em janeiro

Turismo regenerativo: fachada do Bentwood Inn, em Jackson Hole, Wyoming | Foto de Danny Barnes/Divulgação
Fachada do Bentwood Inn, em Jackson Hole, Wyoming | Foto de Danny Barnes/Divulgação

turismo regenerativo: ‘além do sustentável’

No início da pandemia muito se discutiu como seriam diferentes as viagens pós-vacina. Hoje vemos que não será a covid-19 que tornará o ser humano melhor. Temos que perseverar. Até pelo conceito em si, turismo regenerativo não pode ser considerado um nicho de mercado (como aventura, por exemplo). Também não é um substituto de turismo sustentável. É mais amplo. Mas diversos hotéis em todo o mundo, inclusive no Brasil, já fazem questão de destacar que vão “além do sustentável”. Para dar mais visibilidade a estas propriedades surgiu no final de 2020 a marca Beyond Green, do mesmo grupo que administra a Preferred Hotels & Resorts. E há pelo menos uma agência online usando o termo “viagem regenerativa” no nome: a Regenerative Travel, criada pouco antes da pandemia.

Marcas já existentes também começam a dar os primeiros passos “além do sustentável”. Em reportagem sobre viagem regenerativa publicada no início de 2021, a Forbes destacou o exemplo da Red Carnation Hotels, com 20 hotéis de luxo em três continentes. Através da fundação sem fins lucrativos ThreadRight, a rede hoteleira vai analisar pelos próximos cinco anos a pegada ambiental e o impacto nas comunidades locais das operações da empresa e priorizar ações regenerativas. Os tópicos vão de diversidade e inclusão no local de trabalho ao bem-estar da fauna.

.

respeito ao meio ambiente ‘além do básico’

Não por acaso algumas propriedades da Red Carnation estão no portfólio de hotéis de luxo da Beyond Green, como o Ashford Castle, na Irlanda; o Bushmans Kloof Wilderness Reserve, na África do Sul, e o recém-inaugurado Xigera Safari Lodge, em Botswana.

A proposta da Beyond Green é “levar o turismo sustentável para um outro nível” e formar um portfólio com hotéis, resorts e lodges que contribuem para o bem-estar social e econômico das comunidades locais, protegem o patrimônio natural e cultural e respeitam o meio ambiente indo “além do básico” e seguindo os Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável (ODSs) das Nações Unidas.

No Delta do Okavango, o Xigera (foto no topo do texto) é um dos 24 membros fundadores da Beyond Grenn, que tem representantes de 15 países em cinco continentes. O ir “além do básico” pode incluir a monitoração de toda a fauna e flora local, um compromisso que o lodge assumiu com o Departamento de Vida Selvagem e Parques Nacionais, órgão do governo federal. Ou a encomenda de 90% dos móveis, objetos de decoração e obras de arte para serem feitos a mão por artistas e designers africanos, a maioria jovens. Ou a transformação em compostagem dos resíduos orgânicos da cozinha, doada para as comunidades locais usarem em suas plantações.

Leia também: Novos hotéis de luxo previstos para abrir em 2021

Turismo regenerativo: Comuna do Ibitipoca, fazenda histórica em Minas Gerais | Foto de divulgação
Comuna do Ibitipoca: fazenda histórica em Minas Gerais | Foto de divulgação

‘Regenerative travel’: do Wyoming a Ibitipoca

Outro fundador da Beyond Green está no portfólio da Regenerative Travel. É Bentwood Inn, em Jackson Hole, no Wyoming, construído com madeira recuperada de um grande incêndio no parque de Yellowstone, em 1988. Com apenas cinco quartos, o lodge tem um coordenador de sustentabilidade que supervisiona iniciativas regenerativas, como o plantio de árvores frutíferas pensando na migração de animais selvagens.

Entre os hotéis com os quais a Regenerative Travel trabalha estão alguns razoavelmente conhecidos dos viajantes de luxo brasileiros, como os safari camps Singita na África do Sul, que promovem cursos de educação ambiental para as comunidades locais, e o Sublime Comporta, em Portugal, com uma piscina biológica na qual a água é tratada com plantas aquáticas, criando um ecossistema.

Há também um representante brasileiro na Regenerative Travel, a Comuna do Ibitipoca, em uma fazenda do século XVIII em Minas Gerais. Aqui a compensação de carbono é feita localmente: árvores nativas da Mata Atlântica são plantadas na região em um projeto que tem a parceria das comunidades vizinhas. É apenas um exemplo de como o turismo regenerativo é um convite para, nas palavras da Comuna, “refletir sobre questões globais e agir localmente”.

Clique aqui para ver tudo o que já publicamos sobre hotelaria na pandemia.

Hotel Inspectors está no Instagram @HotelInspectors, no facebook @HotelInspectors, no Twitter @HotelInspectors e no LinkedIn @HotelInspectors

Vista do Praia Ipanema Hotel, no Rio de Janeiro

Staycation: Praia de Ipanema sem aglomeração

Como é fazer uma staycation na Praia de Ipanema e evitar aglomeração? Staycation vem do inglês stay + vacation e é o termo usado no setor de viagens para quando somos turistas na própria cidade ou nos arredores. Aqui no Hotel Inspectors somos fãs desde antes da pandemia.

Minha primeira escapada na pandemia foi justamente uma staycation. Passei dias deliciosos no Sheraton Grand Rio, resort urbano na praia, com ampla área ao ar livre e muito verde. Contei aqui como foi a minha experiência. Minha segunda escapada foi outra staycation. Desta vez a vontade de mudar de cenário, inclusive para o trabalho remoto, me levou ao Praia Ipanema Hotel, também à beira-mar. As staycations e as workcations (ou workations) cresceram muito e têm beneficiado a hotelaria das grandes cidades brasileiras, especialmente a do Rio de Janeiro, como já mostramos aqui.

Leia também: A transformação do Fairmont Rio durante a pandemia

Inspiração & informação: acompanhe @HotelInspectors no Instagram

.

Praia Ipanema: boa relação custo x benefício

Completando 40 anos este ano o hotel fica no final de Ipanema, já quase no Leblon. A localização é muito boa para quem se sente confiante para aproveitar o melhor da gastronomia e do comércio carioca. Para os mais reclusos, o endereço à beira-mar torna descomplicado admirar a paisagem e dar um mergulho no mar nos horários em que a praia estiver menos cheia. Para começar e encerrar o dia com distanciamento social, o restaurante Espaço 7zero6, no 16º andar, é literalmente um ponto alto do hotel.

O Praia Ipanema não é um endereço de luxo, mas foi renovado para as Olimpíadas de 2016 e está bem conservado. Oferece boa relação custo x benefício e é confortável. Inclusive para trabalho remoto, com um ótimo Wi-Fi. Afinal, a staycation pode ser também uma workcation, quando o quarto do hotel vira um room office.

Leia também: ‘Buyout’, quando o hotel é todo seu

.

Como o Praia Ipanema Hotel está funcionando na pandemia

No rápido check-in, uma barreira em acrílico protege os funcionários. Há álcool em gel por toda parte, inclusive dentro dos elevadores, e sinalização lembrando do distanciamento social. O uso de máscara é obrigatório nas áreas comuns, com exceção da piscina e à mesa do restaurante.

O 7zero6 (o nome vem do endereço, Avenida Vieira Souto 706), sobre o qual já escrevi aqui, é daqueles lugares frequentados por cariocas e procurado para pequenas comemorações. Para quem quiser ir ao restaurante sem estar hospedado no hotel, é importante fazer reserva.

O restaurante tem paredes em vidro e oferece vista panorâmica estonteante, da Lagoa Rodrigo de Freitas e do Cristo Redentor às Ilhas Cagarras. Com pé direito alto, as mesas estão espaçadas e a capacidade foi reduzida, permitindo uma melhor circulação de ar. Os funcionários estão adaptados aos novos procedimentos, inclusive para impedir de maneira gentil mas firme que um hóspede negacionista circulasse sem máscara pelo salão.

O café da manhã, chamado de Café Boulanger, é servido à mesa em etapas. Sucos, frutas, iogurte, pães, bolos, waffle, queijos, frios, ovos e salmão defumado estão no percurso, que inclui uma taça de espumante. Os menus de almoço e jantar também são bons. Quem preferir pode pedir as refeições no quarto, ainda que o cardápio seja menor e menos interessante.

Leia também: O que mudou no bufê de café da manhã de hotel

Praia Ipanema Hotel: cenário do pôr do sol de verão | Foto de Carla Lencastre
Cenário do pôr do sol de verão | Foto de Carla Lencastre
Restaurante e piscina estão com capacidade reduzida

Outro ponto alto do Praia Ipanema também fica no topo do hotel: a pequena piscina de borda infinita com vista para o mar e o Morro Dois Irmãos, onde o sol se põe no verão. Choveu ao final da tarde da minha staycation e vou ficar devendo a foto do pôr do sol no cartão-postal. Mas estou passando o verão no Rio e no meu Instagram @CarlaLencastre há muitas outras imagens de dias ensolarados (e quentes) em Ipanema e Leblon.

Tanto o restaurante quanto a área da piscina podem ser fechados para eventos particulares. A maré não está boa para o setor, mas não custa conferir antes de fazer planos. O hotel está funcionando com capacidade reduzida nos quartos e áreas comuns. Dependendo da lotação, pode ser necessário marcar hora para o café da manhã e para usar a piscina.

Leia também: É seguro usar piscina de hotel durante a pandemia?

.

A maioria dos quartos tem vista para a Praia de Ipanema

Na hora de escolher entre um dos cem quartos com sacada, invista no mar. Com exceção dos andares mais baixos, a maioria oferece pelo menos vista parcial. Afinal, dar um upgrade no cenário da janela é um dos objetivos de uma staycation. Os quartos são claros, com cama confortável, armário, minibar abastecido com água, refrigerante e cerveja e algumas guloseimas, e um pequeno balcão com espaço o suficiente para puxar a cadeira e apreciar o panorama. Nas acomodações superiores, as amenidades de banheiro são Trousseau. O Praia Ipanema é pet friendly e aceita animais de até 10kg.

O hotel oferece serviço de praia, com cadeiras e guarda-sóis. Vale lembrar que estamos no alto verão e as praias do Rio, mesmo com a pandemia ainda longe do final, ficam cheias até tarde. O trecho em frente ao Praia Ipanema não a chega a ser dos mais concorridos, mas a dica para quem quiser evitar aglomeração é acordar cedo para caminhar e dar um mergulho. Na volta, aproveite o café da manhã com calma, vendo a praia do alto.

Leia também: Como é o Fairmont Copacabana, novo hotel de luxo no Rio

Veja tudo o que já publicamos sobre hotelaria na pandemia.

Hotel Inspectors está no Instagram @HotelInspectors, no facebook @HotelInspectors, no Twitter @HotelInspectors e no LinkedIn @HotelInspectors

Reservar um hotel inteiro: tendência na pandemia

Buyout: reservar hotel inteiro é tendência na pandemia

Como evitar encontrar desconhecidos hospedados no mesmo lugar que você? É só reservar o hotel inteiro, tendência na pandemia principalmente no segmento de luxo, e receber família e amigos como se estivesse em casa. Buyout é o termo em inglês usado no setor de viagens e turismo quando um único cliente fecha um hotel. Acontecia antes da pandemia, em viagens multigeracionais, eventos familiares ou empresariais, ou simplesmente para garantir privacidade a ricos e famosos. Com a pandemia, o buyout ganhou força. O jargão vem do mundo empresarial, onde buyout significa comprar uma empresa, ou parte dela, e assumir o controle.

Além ter acesso a todos os serviços normalmente oferecidos pelo hotel, quem faz buyout também customiza a hospedagem e tem experiências personalizadas. Se o grupo gosta de cozinhar, por exemplo, pode ser possível incluir no buyout o uso da cozinha do hotel. O buyout foi uma das tendências para 2021 que mais me chamou a atenção durante a ILTM, a maior e mais importante feira de viagens de luxo da qual participei mais uma vez em dezembro. Falei sobre buyout, staycation e outras tendências do mercado de turismo de luxo neste meu texto para o jornal O Globo, publicado no início de janeiro.

Leia também: De predador a construtor, é a vez do turismo regenerativo

Na Europa, o buyout aumentou no verão passado como contou na ILTM Kevin Triboulet, diretor de Vendas e Marketing do grupo francês Airelles:

“Tivemos muito buyout no verão europeu. Pan deï Palais, em Saint-Tropez, por exemplo, foi reservado várias vezes por famílias e grupos de amigos.”

Informação & inspiração: acompanhe o Instagram @HotelInspectors

Ainda antes do início do verão de 2020 no Hemisfério Norte, a Virtuoso, associação global voltada para experiências de viagens de luxo, chamou a atenção para o buyout:

Buyout oferece privacidade, que frequentemente é uma prioridade para viajantes do segmento de luxo, assim como distanciamento social, que continuará a ter alta demanda por muito tempo depois de as restrições causadas pela pandemia terem sido suspensas”, disse em entrevista a Forbes Misty Belles, diretora geral de Relações Públicas da Virtuoso.

.

No Brasil

A tendência chegou ao Brasil. Dois exemplos de hotéis no litoral que oferecem buyout são o cearense Casana (foto no início deste texto), na Praia do Preá, perto de Jericoacoara, e o potiguar Kilombo Villas, em Sibaúma, nos arredores de Pipa. O Casana tem apenas oito espaçosos bangalôs com vista para o mar, incluindo um com dois quartos e outro com beliches. O Kilombo oferece dez acomodações com decorações únicas, uma delas com 230 metros quadrados. Buyout é mais frequente no segmento de luxo, mas também é possível fechar uma pousada econômica.

Coworth Park: reservar um hotel inteiro é tendência na pandemia
North Lodge, casa com três quartos em Coworth Park, Ascot | Foto de divulgação

Pode entrar que a casa é sua

Como privacidade e distanciamento social não são problemas para a hotelaria de luxo, com a pandemia aumentou também o aluguel de villas, casas e apartamentos dentro de hotéis e resorts, com todos os serviços. Assim como no buyout, experiências podem ser personalizadas e incluir menus exclusivos, por exemplo. Uma das novidades apresentadas na ILTM foi o North Lodge, casa com três quartos, cozinha e jardim privativo no Coworth Park, da Dorchester Collection, em Ascot, a cerca de 15 km do Aeroporto de Heathrow.

Leia também: Como é dormir em uma locação da série Bridgerton

Do lado de cá do Oceano Atlântico há uma nova villa no Cheval Blanc St-Barth Isle de France, no Caribe. A Villa de France tem cinco quartos, cozinha, duas piscinas privativas e acesso à praia.

“É um novo produto com privacidade para o hóspede se sentir em casa, mas com todos os serviços do hotel”, disse durante a ILTM Anne-Laure Pandolfi, diretora de Relações Públicas e Inovação da marca Cheval Blanc, parte do conglomerado de luxo LVMH (Moët Hennessy Louis Vuitton) que deve inaugurar este ano um esperado hotel em Paris.

Leia também: Novos hotéis de luxo previstos para abrir as portas em 2021

.

‘Private retreats’

Em uma escala maior, a rede canadense Four Seasons tem hoje mais de 750 opções de hospedagem no que chama de private retreats: apartamentos, casas ou villas dentro dos hotéis. Recentemente, o grupo hoteleiro inaugurou cinco residências no Parque Nacional Serengeti, na Tanzânia. As novas villas do FS Safari Lodge Serengeti têm de um a três quartos e os hóspedes podem fazer safáris exclusivos. Para quem prefere praia, no FS Seychelles uma das novas villas tem sete quartos. Com vista para o Oceano Índico, piscina privativa de borda infinita e cozinha, acomoda até 14 pessoas. Já nas Maldivas a villa de sete quartos pode acomodar até 20 pessoas em uma ilha particular no FS Private Island at Voavah, Baa Atoll.

Residences DC Dubai: reservar um hotel inteiro é tendência na pandemia
Representação do terraço de um dos apartamentos das Residences DC Dubai | Divulgação
Residencial com serviço de hotel de luxo

Para além da hotelaria, o mercado imobiliário de alto padrão incorporou residenciais com grife e serviço de hotel de luxo, entre eles o de concierge. Há lançamentos a caminho neste segmento inclusive no Brasil, como o Rosewood São Paulo. A tendência dos residenciais de luxo com serviço de hotelaria é forte e grupos hoteleiros às vezes fazem o lançamento primeiro no mercado imobiliário. É o caso da Dorchester Collection com as Residences Dubai, previstas para este ano. O novo hotel de Dubai, o décimo do grupo, ficou para setembro de 2022. Em Londres a Dorchester Collection inaugurou recentemente as Mayfair Park Residences, ao lado do hotel 45 Park Lane.

“Sem dúvida os residenciais são um dos nossos focos para o futuro próximo”, disse na ILTM Christopher Cowdray, CEO da Dorchester Collection.

Leia também: Como é uma “staycation” em um resort urbano no Rio

Tudo o que publicamos sobre hotelaria na pandemia está neste link.

Hotel Inspectors está no Instagram @HotelInspectors, no facebook @HotelInspectors, no Twitter @HotelInspectors e no LinkedIn @HotelInspectors

Oito tendências para a hotelaria em 2021

Viramos a página e 2020, o ano mais duro para a história da hotelaria nacional e internacional, ficou felizmente para trás. Mas, mesmo com duas vacinas finalmente aprovadas para uso emergencial no Brasil (yeay!), a gente sabe que a pandemia não acabará como mágica de uma hora para outra. E algumas mudanças vieram mesmo para ficar. Importantes tendências para a hotelaria em 2021 vieram justamente de transformações comportamentais geradas no ano passado – e devem seguir firme nos próximos anos.

Acompanhe as novidades da hotelaria também no instagram HOTEL INSPECTORS!

Em dezembro passado participei mais uma vez da ILTM, o maior e mais importante evento de turismo de luxo do mundo, e ali hoteleiros do mundo todo foram unânimes em ressaltar o efeito das mudanças trazidas pela pandemia nas novas tendências para a hotelaria e o turismo em geral. Falei bastante sobre isso neste meu texto aqui para o Estadão, e nesse meu outro texto para o UOL, ambos publicados ainda no final de 2020. E, se o mundo não é mais o mesmo, é absolutamente natural que o hóspede também não seja.

.

Diferentes soluções possíveis

A pandemia deixou diversos hotéis sem hóspedes por meses a fio no ano passado. Com experiências distintas (variando muito em função das regras locais para contenção da pandemia, é claro), a reabertura desses hotéis veio acompanhada de diferentes soluções possíveis para diferentes tipos de hóspedes. De serviço de delivery de refeições (inclusive café da manhã!) à domicílio aos chamados room offices, vimos muita coisa nova sendo implementada nos hotéis ao longo de 2020.

LEIA MAIS: Como hotéis estão driblando a crise durante a pandemia

Hotéis se engajaram mais do que nunca em prol de suas comunidades. O conceito de sustentabilidade na hotelaria foi felizmente mais difundido do que nunca. Soluções antes disponíveis apenas para hóspedes tornaram-se possíveis para uma gama muito maior de potenciais clientes para diversas propriedades.

Muita gente viu, justamente durante a pandemia, surgir a chance de poder finalmente acessar de alguma maneira serviços de hotéis nos quais sempre sonhou em se hospedar. Outros descobriram o prazer de se hospedar em bons hotéis em sua própria cidade, mesmo “sem viajar”, mudando de ares e renovando energias. E o conceito de “revenge travel” finalmente está migrando do hemisfério norte para cá e pode impulsionar muitas viagens neste ano.

SAIBA MAIS: O que é Revenge Travel?

Conversei com diferentes especialistas no setor sobre todas essas transformações, o que veio para ficar e o que ainda deve vir por aí para hotéis e pousadas. E listo aqui oito tendências importantes para a hotelaria em 2021.

.

Oito tendências para a hotelaria em 2021

1) Menos contato, mas mais foco no lado humano

Adotar cada vez mais tecnologias contacless, uma necessidade trazida pela pandemia, causa estranhamento e desconforto à maioria dos hoteleiros. Afinal, a indústria da hospitalidade sempre foi construída por interações pessoais essencialmente. Mas muitas redes e propriedades independentes estão mostrando que é possível encontrar o equilíbrio, sim.

Entram em cena quiosques e aplicativos para check-in virtual, QR codes para as refeições, chats para demanda de serviços e até entrada keyless nos quartos. A hotelaria de luxo, que em geral já investia pesado em tecnologias, adaptou-se de maneira muito rápida.

Mas o elemento humano segue mais presente do que nunca na interação e na entrega dos serviços. Priorizar a criação de experiências inesquecíveis e o envolvimento com o destino e as comunidades locais é fundamental em tempos de distanciamento social. “As pessoas darão cada vez mais importância para um mundo realmente mais humano”, defende Simon Mayle, diretor de eventos da ILTM (International Luxury Market).

Pequenos hotéis independentes e pousadas, tão acostumados a essa necessidade humana atrelada à hospitalidade, se adaptaram mais rapidamente nesse quesito. Simone Scorsato, diretora da BLTA (Brazil Luxury Travel Association), concorda:  “Veremos também a maior humanização de serviços e a valorização das relações pessoais entre locais e visitantes”, diz. 

LEIA TAMBÉM: A força dos pequenos na hotelaria.

.

2) Sustentabilidade real

A pandemia mostrou como ações e reações, mesmo as mais simples e corriqueiras, estão interconectadas inegavelmente no mundo todo. E cada vez mais viajantes estão conscientes sobre essas conexões, entendendo que sustentabilidade no turismo é uma necessidade imediata.

Muitos hoteleiros estão compreendendo, enfim, que sustentabilidade na hotelaria vai MUITO além dos avisos nos banheiros pedindo para os hóspedes reutilizarem suas toalhas. “O viajante será cada vez mais consciente, entendendo que sustentabilidade em turismo é também saber como hotéis e prestadores cuidam do meio ambiente, mas também saber se ajudam suas comunidades, como ajudam, se contratam pessoas da comunidade etc”, afirma Simon Mayle.  Hotéis que não investirem em ações e condutas sustentáveis definitivamente ficarão para trás. 

LEIA MAIS: Sustentabilidade na hotelaria

.

3) Novos usos para antigos espaços 

As mudanças de comportamento dos hóspedes e restrições trazidas pela pandemia também geraram transformações físicas importantes nos hotéis. Dentre as importantes tendências para a hotelaria em 2021 estão os novos usos dados para espaços já existentes nos hotéis. 

A adaptação de propriedades aos novos tempos incluiram, por exemplo, remodelar quartos para criar ambientes confortáveis para a prática de home office (mesmo investir no conceito de road office), inclusive em resorts antes focados exclusivamente no lazer. Estruturas para convenções, inutilizadas em tempos de distanciamento social e ausência de grandes eventos corporativos, foram transformadas com sucesso em estruturas para home office e homeschooling em diversos hotéis (inclusive em hotéis fazenda no interior de São Paulo). 

VEJA TAMBÉM: Oito pousadas para escapar no final de semana.

Lobbies perderam sua função social, mas muitas propriedades adaptaram também seus espaços para criar mais oferta interna de mesas ao ar livre na hora das refeições. Outras criaram estruturas externas para que seus restaurantes possam trabalhar com delivery para não hóspedes, o que tem feito a diferença para vários hotéis.

Até mesmo o tradicionalíssimo Ritz Paris criou um corner para vender pâtisseries para não hóspedes em sua fachada – que fez um imenso sucesso. “Em Amsterdã vários restaurantes queridinhos da cidade estão abrindo com sucesso versões temporárias dentro de hotéis para sobreviver mesmo em tempos de lockdown“, conta Erik Sadao, especialista em mercado de luxo e fundador da Sapiens Travel. Hotéis e restaurantes estão felizes com esses novos ajustes.

SAIBA MAIS: A evolução dos hotéis na pandemia

.

4) Estadias cada vez mais longas

As chamadas “extended stays” (estadias prolongadas) ganharam de vez a preferência de muitos hóspedes. E a expectativa é que essa mudança de hábito perdure também depois do fim da pandemia. Afinal, muitos viajantes descobriram, enfim, o prazer de curtir um hotel por mais tempo, sem correria, com segurança.

Estadias prolongadas aumentaram até 300% em 2020 em algumas propriedades, desde pousadas brasileiras até hotéis de grandes redes de luxo, como Four Seasons (que viu seu filão das Private Retreats fazer mais sucesso do que nunca, inclusive entre millennials). 

“Veremos um crescimento ainda maior do slow travel“, afirma Simone Scorsato. “As viagens em 2021 serão mais longas e mais tranquilas, as estadias em um mesmo hotel serão mais demoradas, e as pessoas tentarão sempre aproveitar ao máximo cada experiência fora de casa”. 

LEIA TAMBÉM: O crescimento das estadias prolongadas em 2020.

.

5) Mais customização de serviços

Durante a ILTM World Tour, em dezembro passado, hoteleiros foram unânimes em afirmar que o foco dos hotéis em 2021 será mais do que nunca centrado no hóspede. Personalização e customização no atendimento são moedas essenciais.

Por isso mesmo, uma das tendências para a hotelaria em 2021 é ampliar ao máximo o contato direto com os viajantes, mesmo com total distanciamento físico – antes, durante e depois da hospedagem. “Através da personalização do atendimento conseguimos garantir que hóspedes relaxem e realmente aproveitem suas estadias durante a pandemia”, afirma Helen Smith, gerente de experiências do cliente na Dorchester Collection.

Não à toa, alguns hotéis criaram novos cargos, novos departamentos e até projetos específicos (como o The Wishmaker, dos hotéis Cheval Blanc) para garantir essa personalização constante dos serviços. E muitas pousadas brasileiras intensificaram ainda mais essa vocação para a customização em seu atendimento. 

LEIA TAMBÉM: Como a hotelaria redesenhou cargos e funções durante a pandemia

.

6) Maior uso dos espaços abertos 

Pela segurança em tempos de pandemia, nós todos temos buscado mais experiências ao ar livre em nosso dia-a-dia. E isso obviamente não será diferente nas nossas estadias em hotéis e pousadas. O próprio conceito do turismo de isolamento pegou de vez e muitos resorts que trabalham com baixa ocupação estão tirando bom proveito disso.

VEJA TAMBÉM: Seis resorts urbanos no Brasil

Hoje em dia, quase todo hóspede busca cada vez mais a garantia de atividades ao ar livre e contato com a natureza, mesmo em propriedades urbanas, nas viagens durante a pandemia. “A procura por acomodações estilo villa também deve aumentar”, diz Simon Mayle. 

A possibilidade de fazer suas refeições – inclusive o café da manhã! – ao ar livre também vira requisito importante na hora da escolha do hotel. E o bem-estar em geral passa a ser, mais do que nunca, uma grande motivação para as viagens e escapadas da pandemia. “Os viajantes cuidarão do seu bem-estar de uma maneira mais holística, pensando em saúde de corpo, mente e espírito”, destaca Simon Mayle.  A própria dinâmica dos spas dos hotéis mais tradicionais já começa a mudar para atender esse novo movimento de parte dos hóspedes. 

LEIA TAMBÉM: 10 hotéis para fazer turismo de isolamento no Brasil

.

7) Foco no local: a vez das staycations

Em época de tantas fronteiras ainda fechadas e do turismo doméstico fortalecido, apostar em um approach com alvo mais geograficamente definido faz sentido. Tem sido inclusive crucial nos índices de ocupação para os hotéis que realmente apostaram nas staycations

Mesmo com as restrições para o turismo, as pessoas querem sair de casa, variar os horizontes, equilibrar as energias. E a saída por estar muitas vezes em um hotel a quinze minutos da nossa casa. Com tantas restrições às viagens e tanta gente em home office, podendo trabalhar remotamente de qualquer lugar, cada vez mais turistas descobrem os benefícios de se hospedar em um hotel na sua própria cidade. 

Muitos hotéis do Rio de Janeiro começaram a focar bastante nos próprios cariocas em suas reaberturas, criando ofertas exclusivas para staycations. Agora vários hotéis em São Paulo, em Belo Horizonte e em Curitiba também começam a apostar nessa tendência. As apostas incluem ampliação de serviços em gastronomia e criação de maior infra-estrutura para o hóspede que vai mesclar trabalho e lazer durante sua staycation.

LEIA TAMBÉM: Revolução cultural na hotelaria durante a pandemia.

.

8) Segurança, segurança, segurança

Confiança é, sem dúvidas, o novo luxo. Em tempos de pandemia, as pessoas continuam querendo viajar – mas querem segurança, confiança e serviços personalizados. Algumas marcas hoteleiras mudaram inclusive seu approach de marketing durante a pandemia para se adaptar a essa nova realidade. 

Caso, por exemplo, dos hotéis Shangri-La, que adotaram a hashtag #shangrilacares para focar mais do que nunca no lado humano da marca nas mídias sociais. Com o slogan “Your well-being in our care”, enfatizaram práticas de distanciamento social do staff e equipamentos de segurança em muitos dos materiais produzidos, deixando claro a segurança de suas instalações e propriedades.  A Dorchester Collection também apostou neste foco mais humano e adotou o slogan “when you’re ready, we’ll be waiting”, investindo em empatia, segurança e comprometimento.

Vale lembrar que o foco cada vez maior em segurança não deverá ficar restrito à segurança sanitária para os hotéis. O hóspede, em um cenário mundial de constante incerteza, quer garantir que se sentirá seguro do planejamento ao retorno da viagem. “As boas políticas de cancelamento e reembolso em geral serão cada vez mais valorizadas na hora de escolher um produto ou serviço”, afirma Simone Scorsato.

LEIA TAMBÉM: Turismo de luxo segue firme na pandemia.

.

.

.

Leia tudo que já publicamos sobre hotelaria em tempos de pandemia.

Acompanhe o Hotel Inspectors também no Instagram @HotelInspectors, no facebook @HotelInspectorsBlog e no Twitter @InspectorsHotel.