Turismo vai fazer lobby?

O post publicado semana passada por Artur Andrade Turismo não tem lobby traz reflexões muito importantes para a indústria de viagens e turismo do Brasil. Tratando do tema dos impostos sobre remessas ao exterior e de como as lideranças do setor estão lidando com o assunto, Artur faz comentários sobre a necessidade da indústria entender melhor o que quer, de tratar dos temas comuns ao setor de forma unificada e não fragmentada, da estratégia e de assuntos que valem a reflexão.

Dentre os temas levantados, creio que dois me chamam mais a atenção, e um que eu gostaria, de acrescentar à lista. Primeiro da necessidade de ações concretas rumo à defesa dos interesses da indústria de forma permanente e profissional. Só se consegue estar junto na hora que surge um problema pontual, ou que a conjuntura muda; existe claramente a necessidade de reunir as principais lideranças de definir uma estratégia que possa tratar os temas do setor a longo prazo, com profissionalismo e continuidade. O segundo tema que me chama a atenção é que essas estratégias busquem tratar o turismo em seu conjunto, considerando todos os segmentos e consiga estar acima dos interesses corporativos ( e legítimos ) de cada entidade. Por último, volto a um tema recorrente, que me permito acrescentar à reflexão a que me refiro, mostrar o que é o turismo para o desenvolvimento do país e sensibilizar gestores públicos e parlamentares exige dados, números, avaliações, convencimento, ou seja, lobby no sentido da defesa dos interesses do setor. O setor organizado, com estratégia e profissionalismo poderá repetir seus mantras: empregos, investimentos, divisas, capacidade de enfrentar a crise.