O operador vai ou não vai sobreviver ?

Depois da saída da Thomas Cook do mercado, cresceu o número de análises e indagações sobre o futuro da distribuição via pacotes de turismo por meio de operadores turísticos (TTOOs). As opiniões se dividem entre aqueles que acham que a saída do mercado da histórica Thomas Cook é um marco de uma nova era; já outras acreditam, e mostram, que os operadores ainda são responsáveis por quase metade das vendas em diversos países europeus e podem se reinventar para fazer frente às OTAs e à venda direta. Será que irá acontecer uma convivência paralela entre as duas formas de vendas num futuro breve ?

As novas tecnologias, de fato, têm mudado de forma rápida e drástica a forma de compra no setor de turismo, sobretudo por meio da venda on-line e direta de muitos dos serviços, principalmente bilhetes aéreos e hotéis. Dependendo do país, o comportamento de venda mostra uma queda na venda dos TTOOs. Da mesma forma, as novas formas de economia compartilhada também chegam a traçar uma ligação direta entre provedores de serviços pessoais e já vão além dos mercado de hospedagem ou transporte, chegando no coração da vivência turística que é a experiência. O Airbnb é um exemplo claro de disrupção no setor. Alguns analistas então consideram que essas mudanças são o fim, ou o começo do fim dos pacotes turísticos e da distribuição tradicional.

Já outras estudiosos falam da convivência dos dois modelos, com diferentes comportamentos dependendo do mercado e da forma de compra do consumidor. O fato é que todas as mudanças que ocorrem no mercado em relação à forma de promoção e venda, vêm do consumidor e não das empresas. São os turistas que alteram suas formas de demanda e suas necessidades e acabam forçando os segmentos de produtos e serviços a se adaptar às suas necessidades. Sendo assim, a sobrevivência dos TTOOs está diretamente ligada à sua capacidade de inovação, adaptação e criatividade diante do cenário nebuloso atual.

Olhar e estudar profundamente o mercado global, e em especial os mercados prioritários para a promoção do Brasil no exterior, ou até mesmo o comportamento dos brasileiros, é questão de sobrevivência para aqueles que querem se manter no mercado. Uma abordagem muito interessante que li em diversos artigos fala numa mudança de comportamento de oferta de produtos pelos TTOOs europeus como a TUI, por exemplo, eles não estão vendendo destinos, mas estão vendendo tipos de viagens: para famílias, para amigos, para lua de mel, para descanso, para ecoturismo, dentre outros; e, à partir da escolha do tipo de viagem é que aparecem as opções de destinos que podem responder à essas necessidades.

Essa nova abordagem traz dois aspectos essenciais para entender o mercado. Por um lado uma mudança de comportamento na forma como vendemos nossos destinos, produtos e serviços; por outro, a urgente necessidade de entender os motivos pelos quais os clientes chegaram até nós. Aqui vem a personalização, a criação de uma oferta dirigida às necessidades do cliente, entendendo primeiro o que ele quer fazer em sua viagens e depois, oferecendo aonde ele pode ter esse tipo de experiência desejada. Isso muda completamente a forma como os destinos brasileiros deveriam se promover, a forma de apresentar o Brasil no mercado internacional e até nacional e como as empresas como hotéis ou receptivos precisam se posicionar para mostrar a quem atendem. O foco é no cliente, em suas necessidades, e não naquilo que o produto ou serviço quer vender; uma nova abordagem.

Se não ajudarmos o cliente a identificar suas necessidades, ou oferecermos destinos de forma geral, ou simplesmente um hotel para todos, não vamos aparecer no imenso mundo de ofertas de viagens que existe pelo planeta. As políticas de diferenciação e de vendas por segmentos e necessidades dos turistas são um grande alerta, um sinal vermelho que merece nossa análise para ver se não estamos fazendo mais do mesmo, de forma errada e totalmente fora da maneira como os mercados exigem. Entendo que precisamos ter dois caminhos complementares: a busca do cliente final de forma direta e a busca do cliente por meio dos intermediários; sempre nos adaptando a esse novo desafio de nos diferenciar pelo tipo de experiência e de cliente que podemos atender.

Ao final, interessa o cliente, suas necessidades e a experiência como uma imersão interativa no destino de acordo com o que busca o turista. Você concorda ? Como seu negócio ou destino tem trabalhado a promoção e venda nesse cenário ?

TraNexus: inovação no turismo

Trazendo uma inovação na área do turismo, a empresa TraNexus repensa o seu destino e a maneira como você o alcança. A proposta é simplificar a indústria do turismo mudando a forma como as pessoas viajam e criando uma comunidade global de experiências e conhecimentos compartilhados.

A TraNexus é uma empresa irlandesa, sediada em Dublim, que tem o objetivo de tornar as viagens e o turismo mais sustentáveis ao combater as ineficiências existentes nos processos de informações e transações. E para isso serão criados diversos aplicativos e tecnologias que permitem agilizar as viagens gerenciando documentos, moedas e experiências, com a finalidade de aprimorar esse processo até a economia completa do turismo. A intenção é produzir um sistema baseado em Blockchain, focado e servindo ao viajante.

Um dos produtos oferecidos pela empresa é o TraNexus Wallet. Um aplicativo que servirá como local de armazenamento central para Bitcoin (BTC), Ethereum (ETH), WISeCoins e TraNexus Coin (TNX), em que os usuários poderão comprar a TNX dentro do aplicativo e converter instantaneamente entre Bitcoin e Ethereum sempre que desejarem. O TraNexus Wallet será utilizado como um ponto de montagem para toda a documentação eletrônica da viagem, e trará a vantagem de ser compatível com a maioria das tecnologias blockchain existentes. E é importante dizer que o TraNexus Wallet e o TraNexus Eco Travel Assistant (outro produto da empresa) serão executados em uma blockchain proprietária, garantida pela WISEkey SA, uma empresa líder em segurança cibernética.

Nós estamos representando o Brasil dentro do time de conselheiros da TraNexus, levando a nossa experiência em projetos voltados a Marketing e Promoção de destinos. E fazemos parte da equipe juntamente com um time de profissionais competentes de várias partes do mundo. Liderado por Lipman, com cargos de liderança anteriores na Organização Mundial de Turismo da ONU (UNWTO), o World Travel & Tourism Council (WTTC) e a Associação Internacional de Transporte Aéreo, a equipe, diretoria e consultores da TraNexus trazem experiência de companhias aéreas, hospitalidade, governo e ONTs. , o setor verde, tecnologia e pagamentos.

As ofertas de pré-venda podem ser encontradas no website da TraNexus em www.tranexus.com e estão sujeitas a todas as disposições regulamentares e legais relevantes.

 

Para mais informações:

 

Fórum, lideranças e necessidades

Amanhã começa o Fórum Panrotas 2015. Um encontro somente? Um fórum de debates sobre tendências ?

O evento tornou-se mais do que um momento de aprender, saber tendências do mercado e ouvir lideranças do Brasil e do mundo sobre a indústria de viagens e turismo. Tornou-se uma necessidade. Hoje é o grande momento dos profissionais do turismo brasileiro, que ouvem, opinam, trocam experiências, atualizam relacionamentos e passam dois dias pensando em como será o ano e o futuro de nossa indústria.

As rápidas mudanças por que passa o turismo mundial; as peculiaridades da conjuntura brasileira; o câmbio; a Copa que passou, os Jogos Rio 2016 que virão; a qualidade dos serviços; as tecnologias; o consumidor; os intermediários. Os principais temas do fórum, além de estarem ligados à inovação, tecnologias, tendências de mercado tem alguns pontos essenciais:

1. Vai nos atualizar sobre a atuação das companhias aéreas e como isso impacta nossos negócios e a chegada de viajantes nos destinos;

2. Os participantes vão conhecer mais sobre o que o Ministério do Turismo pensa e está fazendo sobre os principais desafios do país e do setor;

3. Os gestores de destinos e os operadores de mercado locais vão conhecer práticas e aproveitar idéias para lugares mais competentes, com qualidade de serviços e com mais competitividade;

4. Vamos entender mais um pouco como o que acontece no mundo digital chega à distribuição, à utilização dos telefones móveis, ao marketing dos destinos e influencia a tomada de decisão dos consumidores;

5. Quem estiver no evento vai entender mais sobre vendas, marketing, aquisições e distribuição online;

6. Finalmente, numa indústria em que as pessoas fazem a diferença, vamos saber como estão os talentos, a qualidade dos serviços e como isso pode transformar a experiência de nossos visitantes.

Até amanhã e um ótimo Fórum Panrotas a todos

Fazendo negócios

Durante oito anos, quando trabalhei na EMBRATUR, tive a oportunidade de ver todos e muitos tipos de feiras e eventos de turismo em diversos países. Acompanhei mudanças e até desaparecimento de feiras do setor.

Minha pergunta é: os eventos de compra e venda, lançamento de produtos e relacionamentos comerciais do turismo brasileiro estão inovando e abrindo espaço para uma nova forma de fazer negócios ? Estas mudanças acompanham as grandes alterações do mercado de viagens e turismo no mundo ? Os destinos nacionais e fornecedores estão adaptando-se ao formato de agendas pré definidas e o atendimento a demandas de compradores ?

Essa reflexão vem junto com a segunda edição da WTM Latin America em 2014. A consolidação do evento, uma combinação da experiência da WTM de Londres/ Reed Travel/ equipe brasileira da WTM Latin America; e a representatividade e força da Braztoa.

Ouvi muitos comentários ontem, no primeiro dia do evento. Grande parte deles positivos. Outros falaram sobre a necessidade de ter mais agentes de viagens, o que deve acontecer hoje. Já alguns me disseram, nossa parece que estou numa feira no exterior.  Vale uma análise construtiva para o setor, para todos os eventos de turismo do Brasil, rumo a um maior profissionalismo, planejamento, foco em negócios, em vendas, em relacionamento de qualidade. Todos ganham com o fortalecimento e inovações dos eventos.

Creio que, na WTM Latin America 2014, a presença de mais de 60 países, 1.200 expositores, 1.000 agentes de viagens, 130 buyers, uma série de eventos satélites durante a feira, trazem não somente o mundo para o Brasil e levam o Brasil para o mundo. Mostram que esse é um negócio que está crescendo, e precisamos cada vez mais nos preparar para resultados para nossas empresas e destinos, para o turismo do Brasil e da América Latina.