O que virá?

Em tempos de mudanças de governos, temos percebido em nossas andanças, já há algum tempo, uma transformação na atuação dos atores públicos e nos empresários de turismo do Brasil. A sensação é de que os governos (federal, estadual ou municipal) estão cada vez menos atuantes no campo do turismo. Por uma lado há a junção da pasta com outros setores como cultura, esportes, e até cidades; por outro, diante dos déficits fiscais, há a diminuição de orçamentos dedicados ao setor. E percebemos, ainda, casos de indicação partidária com perfis totalmente inadequados para o turismo.

Nesse cenário, como fica a atuação do setor privado e das entidades de turismo? Todos em xeque. Com a dependência histórica das verbas, e das atuações descontínuas dos governos, os empresários ainda não encontraram um caminho de atuação independente e forte. Não há ações conjuntas numa indústria já fragmentada por natureza; há, muitas vezes, entidades com pouca representatividade e que não inovam na forma de fazer o associativo.

Queremos ser uma indústria forte? Queremos fazer lobby? Fica a minha reflexão, na torcida para que empresários do turismo brasileiro, dos diversos segmentos, possam liderar mais os processos ligados à promoção e comercialização de produtos e destinos turísticos.

 

Como o smartphone transforma o Turismo?

Com o desenrolar dos anos, a tecnologia tem moldado determinados aspectos dos viajantes, incluindo hábitos de viajar, estratégias e alcance de marketing e também a relação empresa-turista (B2C).

De acordo com a GSMA, entidade global de telefonia móvel, em julho do ano passado, 5 bilhões de pessoas no mundo inteiro possuíam smartphones. Com um número tão expressivo e com a tecnologia disponível é esperado que os dispositivos móveis produzam impactos na indústria do Turismo.

A plataforma inglesa Travelport entrevistou 55 profissionais da indústria do turismo, além de pesquisar 955 viajantes de todo o mundo a fim de descobrir as principais tendências trazidas pelos smartphones que irão transformar o setor e podem modificar ainda mais as estratégias de empresas de viagens e forma como viajamos em 2018. Confira alguns dos pontos identificados na pesquisa do Travelport:

Boom da voz

O que se pode chamar de “era tátil” está chegando ao fim. A comunicação audível de empresas com consumidores está ainda mais valorizada, a sugestão é que a interação por voz, ainda que em resposta automática, acaba por ‘humanizar’ o serviço, afastando-o um pouco mais do “robótico”, fornecendo mais segurança. O estudo confirma que aproximadamente 31% das empresas de viagens vão investir em tecnologia de voz este ano.

Interfaces de aplicativos

A interface e o visual dos aplicativos também são muito importantes na experiência do viajante. Escolha de cores, fontes, disposição dos itens e facilidade de busca e acesso são imprescindíveis para a experiência positiva do consumidor no aplicativo e a resolução e obtenção das respostas que procura.

Análise preditiva

Elaborada com auxílio de inteligência artificial e Big Data, esse tipo de análise resulta na personalização do serviços. Pode-se prever quais os destinos de maior interesse do viajante, datas favoráveis, estilos de viagem e preços. A oferta fica menos randomizada e mais direcionada ao consumidor. De acordo com o estudo, 83% dos milenniuns permitiriam que as marcas rastreassem seus hábitos digitais para obter experiências mais personalizadas.

Pagamentos através do celular

A possibilidade de realizar pagamentos através do dispositivo móvel, sem sair do lugar e usando apenas a tecnologia móvel é uma realidade que ganhará força, cada vez mais. Não só pela praticidade, mas por se mostrar uma via segura do serviço. Segundo a Travelport, 35% das empresas de turismo planejam investir em plataformas de pagamento móvel este ano.

Além destas tendências, a pesquisa também revelou informações a respeito de mensagens e redes sociais: 51% dos viajantes esperam poder se comunicar com marcas através de mensagens e 33% através das mídias sociais. Além disso, 69% dos viajantes afirmam que não consumiriam uma marca cuja experiência no aplicativo é ruim.

Os smartphones são alguns dos itens da tecnologia recente mais utilizados no mundo todo e, notavelmente, merecem atenção na indústria de viagens e turismo, pois o seu uso molda as práticas, comunicação e até a forma de viajar.

Seguimos acompanhando!

Brasileiros viajaram ao exterior em 2017

O Banco Central fechou no último dia 26 de janeiro os dados da receita e despesa cambial do turismo no Brasil para o ano de 2017.

O ano foi marcado pela volta das viagens dos brasileiros ao exterior, sobretudo pela variação do dólar entre R$ 3,1 e R$ 3,2 durante praticamente todo o período de 2017. Isso fez com que a média da variação das despesas em viagens internacionais ficasse com 31% a mais em relação a 2016.

Já os gastos dos estrangeiros no Brasil diminuíram 3,5%, com praticamente todos os meses do ano em queda, e uma pequena recuperação no final de 2017 à partir de outubro. O ruim para 2017 é que caímos do patamar de US$ 6 milhões, chegando a US$ 5,8 milhões o total de divisas com os gastos dos estrangeiros no Brasil. Em ano de aumento de exportações o turismo poderia ter contribuído mais com nossas receitas.

O superávit da balança de turismo foi de US$ 13 bilhões, já que o valor total que os brasileiros gastaram no exterior foi muito superior a 2016, chegando a US$ 19 bilhões (2017). O crescimento de 7% nas viagens internacionais que o mundo viu em 2017 não chegou ao Brasil. Muito ainda a fazer para que a imagem do Brasil no exterior se altere de forma significativa e para que uma nova etapa de promoção moderna e ousada seja implantada no Brasil.

As perspectivas para 2018 estarão certamente ligadas à variação cambial e podem sofrer impactos relacionados às eleições e ao cenários político. Por enquanto, a prevalecer os indicadores de intenção de viagens registrados pela Pesquisa de Sondagem do MTUR os brasileiros continuam viajando pelo Brasil e para o exterior. Quer dicas de como trabalhar a promoção de seu destino em 2018? Veja as tendências de marketing aqui.

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Rio de Janeiro no Top 3 da America Latina

O Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC) divulgou um relatório inédito a respeito do impacto socioeconômico da indústria de Viagens e Turismo em cidades-destino, segmentado por continentes.

De acordo com o City Travel & Tourism Impact 2017, o Rio de Janeiro está entre as Top 3 destinos da América Latina (juntamente com Buenos Aires e Lima), fazendo parte das cidades com melhores chegadas e gastos de visitantes. Segundo o relatório, o Turismo foi responsável por 4,9% do PIB direto da cidade maravilhosa em 2016.

Com demanda doméstica altamente significativa, o turismo na cidade contribuiu com mais de US$ 7 bilhões para a economia nos anos de 2013 e 2014. O relatório prevê aumento nas chegadas de turistas e gastos dos visitantes na cidade, à medida em que a economia do País se recupera.

A WTTC afirma ainda que hospedar a Copa do Mundo de Futebol em 2014 e as Olimpíadas em 2016 trouxe um impacto direto limitado no PIB e  no setor. Em 2014, houve um aumento no volume de visitas e turistas que passam mais de um dia.  Em 2016, como normalmente é previsto em mega-eventos, houve também um grande deslocamento para outros destinos.

Brasília

A capital do País também aparece no relatório sendo uma das 6 cidades com maior crescimento do setor na América Latina. Sua taxa de crescimento na indústria é de 8,3% (supera a do Brasil). Em destaque na cidade, está o turismo de negócios, incluindo os grandes volumes de viagens governamentais.

O fluxo de Brasília de demanda doméstica é o maior das 65 cidades do estudo global completo: os visitantes brasileiros geraram 96% de todas as atividades de Viagens e Turismo em 2016. A previsão da WTTC de crescimento do setor é 5,9% até 2026 na capital brasileira.

Sobre o City Travel & Tourism Impact 2017

O estudo analisa 65 cidades globais, escolhidas por estar entre as melhores para as chegadas e as despesas dos visitantes. Em todas as cidades do estudo existem níveis de importância diferentes, todos expressando o tremendo impacto que o setor exerce sobre a riqueza da cidade e, portanto, sobre seus cidadãos e visitantes.

A indústria de Viagens e Turismo é um dos maiores setores do globo, apoiando mais de 10% da atividade econômica global e 292 milhões de empregos: 1 em cada 10 empregos em todo o mundo.

Estes dados são uma fonte chave de informação para definição de estratégias e decisão dentro dos governos, bancos de investimento, academia e organizações multilaterais em todo o mundo, particularmente nos 185 países para os quais a WTTC fornece relatórios detalhados.  

Acesse o relatório completo: LA City Travel & Tourism Impact 2017

No Fórum Panrotas, em São Paulo

Começou na manhã de hoje, reunindo aproximadamente 1.400 profissionais do trade turístico de todo o País, o Fórum Panrotas, no hotel Grand Hyatt, em São Paulo.

Em seu 15o ano, o Fórum trouxe a temática das tendências e rumos da indústria para 2017 e, como sabemos, para falar de turismo e ter um panorama do setor é necessário abranger diversos segmentos do mercado.
Neste primeiro dia, foram debatidas algumas das áreas que compõem o turismo: malha aérea, agências, marketing de eventos, hábitos de consumo, relacionamento com clientes, tecnologia, quadro político, perspectivas econômicas, empreendedorismo e hospedagem.
A cada dia e em cada evento, é possível perceber as transformações do Turismo e todas as atividades relacionadas. As palestras e debates oportunizam a formação de uma percepção global da indústria que é essencial para implantação de novas ideias.
Para nós, que fazemos o turismo, é essencial a busca pela conexão de desenvolvimento dos segmentos para também desenvolver o setor. Como reflexo da importância dessas discussões e troca de ideias, tivemos hoje no Fórum, uma plateia de 1.400 pessoas atentas em cada programacao. Tenho dito aqui é preciso acompanhar o crescimento do Turismo ao mesmo tempo que é importante crescer para criar métodos de desenvolvê-lo.
O Fórum Panrotas prosseguirá com programação também nesta terça-feira (14).

De portas abertas para eventos

Estou sempre reafirmando aqui no blog a importância dos eventos que reúnam as diversas áreas do trade e como é essencial que os profissionais do Turismo estejam sempre interagindo e mantendo comunicação.                  

Entretanto, há muito a se ganhar num evento além de manter relacionamentos e a possibilidade de investir em novos negócios no setor. Os eventos trazem oportunidade de novos aprendizados que são fundamentais para a continuidade do trabalho na indústria.

O Turismo é uma área que está em constante desenvolvimento e mais, está sempre em transformação. Isso acontece, basicamente, porque ele abraça diversas áreas de interesse de pessoas de qualquer lugar do mundo. Trabalhando com o turismo, é essencial que estejamos em constante progresso.

A partir da segunda-feira (13) teremos o início do Fórum Panrotas, que reunirá em São Paulo profissionais do trade vindos de todo o Brasil. Com objetivo de trazer para a discussão as perspectivas e novas tendências para 2017 no Turismo, a programação está composta de debates e palestras dos mais variados temas como tendências de hábitos de consumo, novidade do turismo de negócios, perspectivas econômicas para este ano, empreendedorismo na indústria e uso de novas ferramentas para o Turismo.

Adquirir conhecimento é preciso, principalmente quando falamos de Turismo. É a indústria que se molda aos costumes e se desenvolve com o novo. É necessário acompanhá-lo ao mesmo tempo em que aprimoramos nossas ideias a fim de dar nossa contribuição. O Turismo não para!

Mulheres no Turismo

Hoje, como sabemos, é Dia Internacional da Mulher. Dia de todas, de qualquer lugar do mundo, de todos os continentes, todas as culturas, todas as religiões. No turismo, as mulheres possuem papel fundamental tanto no exercício das atividades da indústria, quanto como viajantes.

O turismo, inclusive, é um dos setores de destaque quando o assunto é a participação do gênero feminino em atuação: está na lista das 10 áreas com maior participação das mulheres no mercado de trabalho. De acordo com pesquisa da Catho, dos profissionais diretos do setor no Brasil, aproximadamente 56% são mulheres.

Uma pesquisa do Ministério do Turismo de sondagem do consumidor, realizada em fevereiro deste ano, revelou que 21,2% das mulheres entrevistadas têm intenção de viajar nos próximos seis meses. Dessas, 62,4% irá viajar pelo Brasil. Um dado importante da pesquisa é que 17,8% das que pretendem viajar, irão desacompanhadas. O número é 50% maior quando comparado aos homens tem intenção de viajar sozinhos.

A mulherada é maioria no Brasil, somos 103,5 milhões, 51,4% da população do país. De acordo com levantamento feito pela Airbnb, o Brasil está entre os cinco países com mais mulheres que viajam por conta própria. Apesar de uma viagem sozinha para uma mulher caracterizar ainda um desafio, principalmente quando levamos em consideração a cultura e costumes de alguns destinos, a tendência é que o número de viajantes desacompanhadas cresça ainda mais nos próximos anos.

Além disso, as viagens de mulheres, solo ou entre amigas, também são uma tendência de mercado. Já existem pacotes específicos e destinos especializados neste tipo turismo, onde as atrações e atividades são voltadas ao público feminino, desacompanhado ou não.

O imensurável o papel da mulher na sociedade e o mesmo vale para a contribuição do gênero na indústria de Viagens e Turismo. Que possamos encontrar, cada vez mais, ânimo para cumprir nossos papéis e permanecer atuando em prol do Turismo, enquanto profissionais ou como viajantes. Parabéns a todas nós, mulheres do Turismo!

O Carnaval e a crise

A CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo) divulgou hoje o estudo de expectativa de faturamento do setor produtivo no período do Carnaval em 2017. De acordo com a pesquisa, o maior feriado do calendário nacional deverá movimentar aproximadamente R$5,8 bilhões. Só os segmentos de alimentação fora do domicílio, tais como bares e restaurantes (R$ 3,31 bilhões), transporte rodoviário (R$ 977,9 milhões) e os serviços de alojamento em hotéis e pousadas (R$ 652,5 milhões), responderão por mais de 85% de toda a receita gerada.

Falei recentemente aqui sobre a expectativa do setor para o período: uma oportunidade a ser aproveitada ao máximo. Mas nem tudo é festa: a receita estimada para o período corresponde ao pior desempenho nos últimos 3 anos. Quando descontada a inflação no setor é a maior em pelo menos cinco anos, com 8,6% de queda. Em relação ao Carnaval de 2016, a receita calculada é 5,7% menor.

A redução da receita das diversas atividades turísticas ligadas ao Carnaval é, em grande parte, decorrência do planejamento e ajustes de orçamento da família brasileira, impulsionados pelo momento econômico em que atravessa o país. Em pesquisa em que foi apurada a ICF (Intenção de Consumo das Famílias) divulgada em janeiro deste ano, o índice revelou uma queda de 1,7% em relação ao período de verão de 2016. Na busca pela adaptação econômica em meio à crise, os gastos com lazer acabam sendo reduzidos e geram impacto no setor.

Quanto ao aumento de preços típicos de bens e serviços, a CNC afirma que não origina tanta influência na estimativa da receita para o Carnaval, já que, de acordo com a confederação, Nos últimos 12 meses, a variação média desses preços (5,8%) foi a menor desde 2009 (5,5%) e significativamente inferior à de 2016 (13,2%). O que reforça ainda mais o entendimento de que a motivação da queda na receita é adaptação à crise econômica.

Um breve resumo do Turismo

A Organização Mundial do Turismo (OMT) divulgou o balanço dos dados do setor no ano de 2016 em todo o mundo. Mesmo antes dos números oficiais serem apresentados, quem atua na indústria, através da observação de um panorama geral e a despeito de todas as dificuldades atravessadas, já imaginava que 2016 seria um ano positivo, integralmente falando.
Pois bem, de acordo com o Barômetro da OMT o turismo mundial fechou 2016 em alta, tendo o sétimo ano consecutivo de crescimento, com 3,9% de aumento em relação ao ano anterior. Cerca de 1,235 bilhão de turistas viajaram pelo mundo em 2016, 46 milhões a mais do que em 2015.
O bom desempenho de 2016 é atribuído ao significativo crescimento do setor na Ásia-Pacífico, que teve o melhor desempenho do mundo em 2016: 8,4% de alta. O desempenho nos continentes americanos também foi uma das causas do avanço no setor no ano passado, com o dado de 4,3% acima da média mundial no número de turistas internacionais. Das Américas, a que se destacou foi a América do Sul, com 6,3% de crescimento, aumento impulsionado pela realização dos Jogos Olímpicos no Brasil.
Segundo a OMT, a estimativa é de crescimento para 2017, em torno de 3% a 4%. O que sabemos é que 2017 será um ano de transformações para o turismo, talvez mais do que 2016, ano em que o setor atravessou crises políticas, epidemias, instabilidade econômica e ondas de terrorismo. Não foi um ano fácil de superar, mas o turismo tem se mostrado resiliente até aqui e prosseguirá atuando como um apoio sólido à economia, do Brasil e do mundo.
Enquanto isso no Brasil…
Por aqui, o turismo tem sido sim, um suporte, mas poderia ser muito mais. Se há escassez de políticas de apoio ao setor e falta de prioridade frequente, os benefícios da indústria para a economia acabam minimizados. No Brasil, a demanda de vôos domésticos em 2016 caiu 5,47% em relação ao ano anterior. A oferta de assentos, por sua vez, foi a menor desde 2010. O número total de passageiros foi reduzido em 7,45% se comparado a 2015, em torno de 7 milhões de passageiros a menos.
É preciso cuidar do turismo, e com diligência.

Turismo fecha 2016 com números positivos no Brasil


O Banco Central apresentou os percentuais de despesas e receitas cambiais turísticas durante o ano de 2016. No acumulado do ano, de janeiro a dezembro, os turistas estrangeiros gastaram no Brasil US$ 6.024 bilhões, conferindo um aumento de 3,08% na receita cambial de 2016 em relação à 2015.

Este aumento se deve em grande parte pela realização da Olimpíada no Brasil. “Em termos absolutos, a contribuição gerada pela Rio 2016 foi de US$ 166 milhões, valor acrescido à receita durante a realização dos Jogos em relação ao mesmo período em 2015.

São dados que nos dão uma ideia para cálculos da contribuição, mas é impossível calcular o ganho em chegada de visitantes ao Brasil com a visibilidade das Olimpíadas. É impreciso afirmar qual seria essa variação de receita se não fosse a Rio 2016, mas é certo que ter sido sede dos Jogos Olímpicos trouxe ao Brasil um incremento substancial na receita cambial do nosso turismo, contribuindo para um resultado positivo.

Já os gastos dos brasileiros no exterior, ainda segundo dados do BC, foram de US$ 14.497 bilhões, apresentando queda de 16,48% no ano de 2016 em relação a 2015  (mais de US$ 8 bilhões a menos). Isso se deve ao momento desfavorável para o crescimento destes números devido à crise político-econômica e à variação do dólar durante o ano passado, que começou em janeiro com a moeda custando R$4,10 e variou para a faixa de R$ 3,50 apenas depois do primeiro trimestre.

Em meio às dificuldades enfrentadas elo nosso turismo, 2016, no fim das contas foi um ano positivo. O setor permanece se mostrando uma força de apoio para a economia brasileira e possui potencial para fazer mais em prol do desenvolvimento do nosso País. Seguimos fazendo o turismo e lutando pelo seu desenvolvimento: em busca de novas práticas, da melhor maneira que sabemos e sem perder nunca o otimismo.