Lobby do Fera Palace

Fera Palace reúne charme e história no coração da bahia

Minha primeira experiência no Fera Palace, em Salvador, foi em julho de 2019. Sete meses depois, retornei ao hotel. Era fevereiro de 2020, pouco antes do carnaval e da crise no setor de turismo gerada pela pandemia.

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O Fera Palace fechou suas portas temporariamente logo depois, e reabriu há dois meses, em dezembro de 2020. É essa experiência, a segunda, pré-pademia, que vou relatar agora a vocês. Mas uma das coisas que achei que mais haviam piorado em sete meses felizmente já é parte do passado.

Trata-se do restaurante. O ótimo Adamastor avaliado em 2019 havia sido substituído. Isso acabou gerando uma queda de qualidade no cardápio e, especialmente, no café da manhã. O que antes era um dos destaques do Fera Palace se tornara, em fevereiro de 2020, trivial.

Por do sol no Fera Palace

Mas, um mês depois da reabertura, veio uma notícia que eu encaro como boa. A partir de março, o restaurante será novamente substituído. Passará a se chamar Omí, sob o comando dos chefes Fabrício Lemos e Lisiane Arouca.

A especialidade do Omí será frutos do mar e pescados. Espero que a qualidade volte a ser uma referência na gastronomia do Fera Palace. Como o restaurante ainda não foi inaugurado, deixarei a avaliação sobre quesito para uma próxima oportunidade.

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Localização

O Fera Palace é o antigo hotel Palace, que foi restaurado. Fica na rua Chile, a poucos passos do Pelourinho, no centro da cidade. Esta foi a primeira rua do Brasil.

O Palace era um dos mais famosos hotéis de Salvador, muito conhecido por seu cassino. Em “Dona Flor e seus dois maridos”, romance de Jorge Amado, é nele que o personagem Vadinho vive a maior parte de sua vida boêmia.

Fera Palace fica na Rua Chile

O cassino, obviamente, não existe mais, mas seu salão foi preservado no Fera Palace (leia mais abaixo). O hotel também fica próximo à Avenida Lafayette Coutinho. Por lá, estão concentrados os restaurantes mais badalados de Salvador.

Outra atração da região é a Bahia Marina, conhecida por seus bares, restaurantes e barcos, muitos barcos. Para quem quiser fazer um passeio privativo de barco em Salvador, a Bahia Marina é o melhor ponto de partida.

Design


O Fera Palace preservou muito do antigo hotel, inaugurado em 1934. Do terceiro ao oitavo andar, o piso de tacos de madeira é original. No primeiro andar, há o salão Dona Flor, uma homenagem àquela que provavelmente é a personagem mais popular da obra de Jorge Amado.

Muito concorrido para festas e casamentos, pode também receber algumas convenções, embora o Fera Palace tenha uma vocação mais turística.

Bar do lobby no Fera Palace

É neste salão que ficava o famoso cassino do Palace. E ele busca reproduzir, com suas pilastras espelhadas, o cassino frequentado pelo malandro e carismático Vadinho.

Aliás, tudo o que o Fera Palace não conseguiu preservar, ele reproduziu. O estilo é art deco, visto nos quartos e na recepção, que tem um charmoso bar e o restaurante.

Fera Palace, em Salvador

Esse piso, com pé direito bem alto, recebeu imensas pilastras para suportar a estrutura do novo nono andar, antes não existente – era o teto do hotel. Os dois elevadores também reproduzem os do Palace, mas com toques de modernidade, como o painel digital. A madeira do original apodreceu, então tudo é novo.

Piscina e academia

O epicentro do Fera Palace é a piscina. Estreita e longa, tem uma vista espetacular para a maravilhosa Baía de Todos os Santos. Fica no novo nono andar. O por do sol visto dali é um espetáculo.

Os menos atentos poderiam imaginar que o andar da piscina – com um bar aberto diariamente a partir das 9h – é uma cópia da construída no Fasano Salvador, ali ao lado, em frente à Praça Castro Alves.

Porém, os mais observadores vão saber que, se entre os dois hotéis de luxo há inspirações, é o contrário. O Fera Palace foi inaugurado antes da filial soteropolitana da luxuosa rede de hotéis.

No mesmo andar, há a sala de ginástica. É simples, com duas esteiras, um elíptico e um aparelho multifuncional de musculação. Deixa a desejar para os mais dedicados aos exercícios diários. Em compensação, tem janela panorâmica com bela vista para o centro da cidade.

Também falta ao Fera Palace um spa. Quem quiser massagens, no entanto, pode agendar na recepção.

Quartos e suítes

Na minha primeira hospedagem no Fera Palace, fui recebida em uma suíte de canto (corner). Há uma por andar, até o sétimo. A exceção é o oitavo andar, pois nele está a suíte presidencial.

Fera Palace
Suíte corner

A corner tem janelas que rodeiam todo o apartamento, dando uma vista panorâmica que inclui a Baía de Todos os Santos. São 46 metros quadrados. Em minha segunda experiência, fui recebida em quarto Deluxe, de 31 metros quadrados.

É uma categoria intermediária, entre os quartos standard e a suíte júnior (que fica abaixo da suíte de canto). Com exceção do tamanho e da ausência do ambiente da sala integrada ao quarto e das vistas, tudo é bem semelhante nas duas categorias.

Banheiro na suíte corner

A decoração é no estilo art decó e o piso e as janelas, originais do Palace. A cama é king size, confortável e com menu de travesseiros. Os tons de decoração são claros: as cortinas, o forro da cama e os móveis.

O banheiro não é original. O Palace tinha apenas um por andar. Então, eles foram construídos, mas atentos ao estilo art decó. Na suíte, há, além do box com ducha de ótima pressão, uma banheira. No quarto, não.

Quarto Deluxe

Na suíte, são duas pias. No quarto, uma só. As amenidades também são mais caprichadas na acomodação mais luxuosa. Há kits de unha, costura, entre outros mimos. No quarto, há apenas sabonetes em barra e líquido, xampu, condicionador e hidratante – todos de ótima qualidade.

Uma falha que encontrei no banheiro em minha primeira hospedagem, que foi mantida na segunda, é a falta de ganchos para pendurar as toalhas de banho.

Banheiro no quarto Deluxe

Minhas impressões

O Fera Palace é uma excelente opção de hospedagem de luxo em Salvador, que, há alguns anos, deixava bastante a desejar nesse aspecto, mas vem ganhando bons estabelecimentos agora. Em minha hospedagem em 2019, os preços eram muito competitivos: partiam de R$ 400.

Agora, as tarifas ficaram mais caras. Para abril, começam em cerca de R$ 800 para os quartos e R$ 1.600 para as suítes. O preço de quase tudo no Brasil aumentou.

Ainda assim, as tarifas são bem vantajosas na comparação com as do principal concorrente, o Fasano, que mantém valores bem próximos aos cobrados em suas outras unidades pelo Brasil. No mesmo período, partem de cerca de R$ 1.400 para os quatros e R$ 2.600 para as suítes.

Parapente

Parapente: como é voar saltando de uma montanha

Na França, um grupo de alpinistas decidiu, após escalar uma montanha, que a melhor maneira de descer era de para-quedas. Esse foi o embrião do parapente, atividade que atrai diversas pessoas à procura de adrenalina.

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A história sobre a França foi contada por Daverson Marin, proprietário da escola de parapente O Mundo Eh Bão, em Atibaia. Por lá, o local mais procurado para a prática da atividade é a Pedra Grande.

Atibaia é um dos locais mais próximos a cidade de São Paulo para quem quer praticar o parapaente. Mas há diversas outras localizações famosas no Estado entre os adeptos da atividade, como cidades do litoral e da Serra da Mantiqueira.

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O que é parapente

A atividade de saltar de uma montanha e aterrissar em uma superfície plana é conhecida como voo de parapente. Este é nome do equipamento em formato de vela usado para a atividade.

O equipamento também pode ser chamado de paraglider, e custa a partir R$ 17 mil (modelos nacionais), podendo chegar a R$ 30 mil (produtos importados). Mas não é preciso comprar um paraglider para saltar.

Parapente

Para quem quer conhecer a atividade, basta pagar por um salto duplo, oferecido por diversas empresas e escolas. Nessa modalidade, a pessoa salta acompanhada por um instrutor, que vai controlar o equipamento.

O que o cliente precisará fazer é apenas correr junto com o instrutor, dependendo do local do salto e das condições do vento. Na O Mundo Eh Bão, o salto duplo custa R$ 380 e dura cerca de 25 minutos.

Já na Ascendent Paragliding, custa R$ 450 e tem duração mais longa, que pode chegar a uma hora. A empresa faz voos no Pico Agudo, em Santo Antônio do Pinhal, na Serra da Mantiqueira. A montanha está a 1.600 metros.

Detalhes sobre o parapente

O voo de parapente permite planar, e até chegar acima da montanha que serviu como base para o salto. Tudo isso é controlado por meio de fios conectados à imensa vela. Diferentemente do para-quedas, o paraglider já decola aberto.

Parapente no Pico Agudo
Vista a partir do Pico Agudo, na Serra da Mantiqueira

De acordo com Marin, da O Mundo Eh Bão, é levado um para-quedas no salto, para eventuais emergências. Ele também usa um equipamento de localização e um rádio para contato com pessoal de solo.

Voo solo

Para realizar voos solos, é necessário fazer cursos em escolas de parapente. Na O Mundo Eh Bão, há aulas teorias, práticas e acompanhamento do aluno durante seus vinte primeiros voos desacompanhado.

O curso para fazer voos solo de parapente custa R$ 4 mil. O telefone da escola em Atibaia é 011 947278545. Já o da Ascendent Paragliding é 012 99717 7958.

Villa Santa Maria

Villa Santa Maria: vinícolas são atração na serra da mantiqueira

Toscana, Provença, Bordeaux, Napa Valley, Mendoza… São diversos os destinos pelo mundo que se destacam pela produção de vinhos. E essa concentração de vinícolas acaba se tornando também uma atração turística, já que muitas estão abertas à visitação.

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No Brasil, a região mais famosa pela produção de vinhos é o Rio Grande do Sul. E, nos últimos anos, a Serra da Mantiqueira vem ganhando espaço no turismo voltado à visita às parreiras e à degustação de vinhos.

Entre as vinícolas espalhadas pelas zonas rurais das cidades da região, que passa pelos Estados de São Paulo e Minas Gerais, fui conhecer recentemente a Villa Santa Maria, em São Bento do Sapucaí (SP). A vinícola é fabricante de cinco vinhos batizados de Brandina.

O catálogo inclui um espumante, um rosé, dois brancos e um tinto, o topo de linha. Feitos a partir de oito tipo de uvas, têm preços entre R$ 99 e R$ 130 e são vendidos na lojinha da Villa Santa Maria – junto com os sucos de uva da casa e outros produtos, como temperos.

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Tour na vinícola Villa Santa Maria

A visitação à Villa Santa Maria tem diversas atrações. Pode ser feita entre quinta-feira e domingo, e também em feriados. Para quem só quiser conhecer as parreiras, com explicações sobre o cultivo das uvas, o preço é de R$ 10.

Vinícolas da Serra da Mantiqueira

Quando se inclui na programação a degustação dos cinco vinhos da casa, o preço sobe para R$ 40. Após essa programação, é possível almoçar em uma das duas áreas do restaurante Bruschetteria da Villa.

Na parte interna, com bela vista para a Serra da Mantiqueira e para as parreiras, há três menus de três pratos. O preço é de R$ 120, e sobe para R$ 180 se o cliente optar pela harmonização com os vinhos da casa.

Vinícolas da Serra da Mantiqueira

Já na parte externa do restaurante, são servidas diversas opções de aperitivos, todos pensados para harmonização com os vinhos. Outra atração da visitação à vinícola é observar a pequena cachoeira que faz parte da propriedade.

Visual se destaca entre as vinícolas da região

O que mais chama a atenção na Villa Santa Maria é a beleza das diversas áreas da vinícola. No centro de tudo há o restaurante, cuja parte interna tem mesas revestidas de madeira. Na externa, foram instaladas tendas brancas.

Bruschetteria da Villa

Elas ficam em torno de um espelho d`água. Por ali, há também um bar especializado na preparação de drinks variados.

A visitação à Villa Santa Maria tem de ser agendada. A reserva pode ser feita por meio do telefone 12 99649 2728. A vinícola fica na Estrada Municipal José Theotônio Silva.

Vinícolas da Serra da Mantiqueira
Cave
Hotel Vila Inglesa

Vila inglesa, o hotel da seleção brasileira de 1962

Em 1962, a Seleção Brasileira de Futebol se preparava para a Copa do Mundo que renderia ao País o bicampeonato mundial. O local escolhido para a concentração, antes de partir para e então Tchecoslováquia, foi Campos do Jordão. A seleção se concentrou no hotel Vila Inglesa, na parte mais alta do bairro de mesmo nome, rodeado por jardins e muita vegetação nativa.

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Uma foto de Pelé com hóspedes é parte da decoração do salão principal do hotel, que passou por uma fase muito difícil até ser reinaugurado e voltar a oferecer luxo e exclusividade para os visitantes.

Após falência, no início deste século, o Vila Inglesa foi leiloado. Quem o comprou foi o Grupo Mazzaropi, que administra também o Hotel Fazenda Mazzaropi, no interior de São Paulo.

Quarto luxo no hotel Vila Inglesa
Quarto luxo no hotel Vila Inglesa

Depois de um longo processo de reforma, o hotel foi reinaugurado há cinco anos, como Vila Mazzaropi. Problemas com credores impediram que voltasse a usar o nome original, que só foi resgatado dois anos após a reabertura.

Inaugurado nos anos 40, o Vila Inglesa guarda grande identificação com seu projeto original. O estilo é clássico, bem retrô, mas com detalhes luxuosos. O prédio em estilo de chalé é bem comum em Campos do Jordão. Também está em diversas outras construções da cidade, como os luxuosos Toriba e Frontenac.

Lazer

Entre as atividades e facilidades oferecidas pelo Vila Inglesa está uma grande academia. Apesar de bem equipada, tem alguns aparelhos já muito antigos, que funcionam mal. Ao lado, há salões de jogos, com opções como sinuca e pingue pongue.

A piscina aquecida e coberta fica aberta o ano todo, e há também uma sauna. Ao lado, há um jardim com mesas que dão vista para as montanhas nos arredores do hotel. É uma das áreas mais bonitas da propriedade, que tem também um imenso playground, para diversão dos pequenos.

As crianças têm opção de recreação. Já atividades como cavalgada são oferecidas por parceiros terceirizados, mas podem ser agendadas na recepção do hotel. Faz falta, aliás, a presença de um concierge.

A lojinha do hotel é bem voltada aos pequenos. Há diversos bichinhos de pelúcia à venda, com preços a partir de R$ 40. Outros itens oferecidos são doces tipicamente brasileiros, com assinatura do Grupo Mazzaropi.

O Vila Inglesa fica a 3 km do bairro do Capivari, o mais badalado de Campos do Jordão, onde estão a maioria dos bares e restaurantes da cidade. Já o centro comercial Ducha de Prata. O estacionamento é gratuito.

Gastronomia no Vila Inglesa

O salão principal do hotel é bem clássico, com direito a uma armadura tipicamente britânica medieval de gosto um tanto duvidoso. Por outro lado, tem uma bonita e grande lareira, além de um piano dos anos 40, no qual, em algumas noites, pianistas profissionais fazem shows.

Ao lado, o Bar da Torre serve drinks e petiscos, como bolinhos e bruschettas. Chamam a atenção o bom preço das porções, que são bem servidas, saborosas e custam entre R$ 10 e R$ 20.

O restaurante Moya tem diversidade de opções, com massas, risotos e variedade de peixes e carnes. A truta ao molho de camarão foi o melhor prato que experimentei por lá. Custa cerca de R$ 75.

Massas têm preços a partir de R$ 30, enquanto risotos partem de R$ 50. São preços interessantes para um restaurante de muita qualidade, em um hotel de luxo. A gastronomia é o ponto forte do Vila Inglesa.

Por causa da pandemia, o café da manhã, incluído na diária, é a la carte. Há opções variadas de ovos, sanduíches, iogurtes, pães, cereais, frutas, sucos naturais e vitaminas. É servido entre às 8h e as 11h.

Também está incluído na diária o chá da tarde, uma tradição nos hotéis luxuosos de Campos do Jordão – mas, geralmente, cobrado à parte. Há bolos, pães, frutas e variedade de bebidas. Está disponível entre 16h30 e 17h30.

Salão principal do hotel Vila Inglesa
Salão principal do hotel Vila Inglesa

Acomodações do Vila Inglesa

O Vila Inglesa tem quatro tipos de quarto, em um total de 30 apartamentos. São todos bem semelhantes, com uma cama king size, uma de solteiro (ressaltando que o público alvo do hotel é famílias com crianças), travesseiros de plumas, armários e mesinhas de madeira e banheiro com box grande e pia dupla, de mármore.

Sacada

No banheiro, faz falta janela com abertura. Há janelas, mas elas não podem ser abertas. O apartamento superior, no qual me hospedei, e o standard, de entrada, se diferenciam pelo presença de sacada no tipo mais caro.

Banheiro do quarto superior

Acima do superior está o luxo, que tem box com banheira. Esses três tipos de quarto são voltados para o estacionamento. Já os topo de linha, premium, são idênticos ao luxo, mas com vista para os jardins.

Quarto superior no Vila Inglesa
Quarto superior no Vila Inglesa

Uma boa dica para quem não faz questão de vista nem de banheira, como eu. O apartamento no qual me hospedei, 215, é um dos melhores do Vila Inglesa. Visitei cerca de oito acomodações, de todos os tipos, e o em que me hospedei era o mais espaçoso e com a maior sacada.

Banheiro do quarto luxo
Mustang

Como ir de carro de las vegas ao grand canyon

Um dos pontos turísticos naturais mais emblemáticos dos EUA, o Grand Canyon tem três bordas: sul, norte e oeste. As duas primeiras ficam no Parque Nacional do Grand Canyon.

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Já a oeste fica na reserva indígena de Hualapai, e é a mais próxima de Las Vegas. Embora menos visitada que a sul, considerada a que oferece as mais belas vistas, é um passeio bastante viável para um bate-e-volta a partir da “Cidade do Pecado”.

São cerca de 150 km (duas horas de viagem) entre Las Vegas, em Nevada, e o cânion oeste, no Arizona. Para chegar à margem sul a partir da capital mundial dos jogos de azar, são 450 km. Pode esquecer: nesse caso, ir e voltar no mesmo dia não é viável.

Para quem quer visitar a margem sul a partir de Vegas, a melhor opção é o passeio de helicóptero. Preços? Partem de US$ 500.

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Vale a pena? Você vai ver que pode até valer, pois a viagem de carro até a face oeste, menos impressionante, não é das mais baratas. Mas é possível também ir de ônibus, já com quase tudo incluído, por US$ 100 (nesse caso, economizando bastante).

Como eu gosto muito de viajar de carro e conhecer estradas, optei por ir de carro. Não vi a borda sul, e por isso podem apostar que vou voltar ao Grand Canyon em breve. Em contrapartida, tive uma experiência muito legal.

Carro alugado

Eu aluguei um Mustang conversível, que tem tudo a ver com essa viagem. Quer dizer, em agosto o calor daquela área desértica é tão forte que o melhor negócio é ficar com o teto fechado. Mas deu para abri-lo em alguns momentos, e curtir o vento contra o rosto.

No aluguel do carro, por uma diária, paguei US$ 150, já com tudo incluído (inclusive GPS, essencial, pois a rede do smartphone não funcionou durante a maior parte do trajeto).

Aluguei o Mustang aqui no Brasil mesmo, por meio do site Decolar. Além de fazer o pagamento em Real, evitando impostos do cartão de crédito para operações em moeda estrangeira, ainda consegui um preço menor que o oferecido no site da locadora (a Alamo). E dá para parcelar.

Las Vegas

Escolhi um carro esportivo ou equivalente. Isso significa que, ao chegar ao local, poderia ter à disposição um Mustang, mas também um Chevrolet Camaro ou um Dodge Charger (ou seja, um típico esportivo americano).

Retirei o carro na central de aluguel de veículos do aeroporto de Las Vegas. O hotel em que me hospedei, o Aria, assim como a maioria dos resorts da cidade, tem loja de locadora. Porém, ou o esportivo não estava disponível, ou era bem mais caro.

Eu retirei o Mustang de manhã – após transporte com Uber, por US$ 10, até o local de retirada – e optei por devolvê-lo no fim do dia, embora pudesse ficar com o Ford 24 horas. Assim, não precisei me preocupar com a devolução no dia seguinte.

Na retirada, as locadoras vão oferecer o pagamento antecipado de um tanque de combustível, por US$ 3 o galão. É um valor mais baixo que o cobrado em postos, mas no meu caso não valia a pena.

Para ir e voltar, não consegui gastar o tanque inteiro nem em um Mustang. Por isso, gasta-se menos abastecendo depois (sobrou um quarto do tanque).

Gastei US$ 40 para reabastecer o carro. O tanque completo, na locadora, ficaria em US$ 60.

O trajeto até o Grand Canyon

Saindo da central de aluguel de carros do aeroporto, coloquei no GPS a localização Hoover Dam. Trata-se de uma imensa represa na divisa entre Nevada e Arizona. Lá, está o também o gigantesco observatório da usina construída em cinco anos, para abastecer, além desses dois Estados, o da Califórnia.

Para quem curte cinema, a Hoover Dam já foi cenário de Transformers, Superman e Terremoto: A Falha de San Andreas.

Até lá, a partir de Las Vegas, são 50 km e pouco mais de meia hora. Primeiro, se trafega por uma rodovia de pista dupla. Já perto de Hoover Dam, está a via de pista simples, com vistas espetaculares para a represa.

Black Canyon

Após Hoover Dam, ao passar a divisa entre Nevada e Arizona, programe o GPS para “Grand Canyon Skywalk”. A estrada passa a ser dominada por montanhas e curvas.

Cerca de dez minutos após a entrada no Arizona, está um ponto de parada obrigatório, o observatório do Black Canyon (veja na foto acima). Trata-se de uma formação rochosa no rio Colorado, o mesmo do Grand Canyon.

Daí em diante, belíssimas montanhas e o deserto dão o tom à paisagem. Os dez quilômetros finais são em uma estrada estreita, cheia de curvas e montanhas, da qual já se pode o Grand Canyon Oeste.

Grand Canyon Oeste

Ao entrar na reserva indígena, há um estacionamento para o carro ao lado da loja de passeios para o cânion. O mais popular é Skywalk, grande atração do cânion oeste.

Trata-se de uma ponte em formato de ferradura, com o fundo transparente, para se observar o Grand Canyon. O acesso ao Skywalk custa US$ 70 e já inclui o ônibus para transporte até o local.

Além da parte do cânion em que está o Skywalk, você terá direito a visitar uma segunda seção, mais bonita.

Grand Canyon Oeste
Grand Canyon Oeste

Se não quiser ir ao Skywalk, o ônibus apenas para transporte entre os cânions custa US$ 50.

Há possibilidade de passeios de helicóptero, para ver também o cânion sul. Nesse caso, o preço parte de US$ 200. Para quem vai de ônibus, significa uma boa economia ante os US$ 500 cobrados a partir de Las Vegas.

Outras opções de passeio são de avião e barco, no rio Colorado, a partir de US$ 150.

A experiência que inclui o Skywalk, ou apenas o tour de ônibus, não leva mais do que 2 horas. Assim, contando o deslocamento para ir e voltar de Vegas, o passeio terá entre seis e sete horas.

Jeep Trilhas

Jeep Trilhas: GPS gratuito mapeia trilhas off-road para iniciantes

O aplicativo Jeep Trilhas é uma novidade para quem curte fazer trilhas off-road de carro, mas ainda não está habituado a percorrê-las sem um guia. O app traz um GPS que funciona offline, condição essencial em um ambiente fora de estrada, muitas vezes sem sinal de rede.

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Além disso, traz diversas dicas sobre os locais mapeados. Há sugestões de restaurantes e hotéis, que oferecem descontos para os usuários do app – mesmo que eles não sejam clientes da idealizadora do app, a montadora Jeep. Todas os passeios também são classificados por grau de dificuldade, explicando se ele pode ser feito com modelo 4×2 ou 4×4.

Mas é importante ressaltar que os trajetos foram pensados para dois modelos da Jeep, Compass e Renegade, ambos com boa altura livre do solo e suspensão independente nas quatro rodas mesmo nas versões com tração 4×2. Por isso, a trilha ser própria para um modelo sem 4×4 não significa que possa ser feito com um modelo baixo como o Chevrolet Onix ou o Toyota Corolla, por exemplo.

Porém, SUVs com altura do solo acima de 18 cm já são aptos para as trilhas 4×2. Em cada um dos passeios, há também explicações sobre o grau de dificuldade, os obstáculos que podem ser encontrados pelo caminho e os pontos de interesse que podem ser visitados.

Disponível para Android e IOS, o Jeep Trilhas é gratuito.

Destinos do Jeep Trilhas

Por enquanto, o Jeep Trilhas tem opção em sete destinos. São três no Estado de São Paulo, dois em Minas Gerais, um no Rio de Janeiro e um no Paraná. Até o fim do ano, haverá ampliação, e podem ser incluídos locais na Bahia e em Goiás.

Salesópolis é um dos destinos do Jeep Trilhas
Salesópolis é um dos destinos do Jeep Trilhas

Em São Paulo, estão mapeadas cinco trilhas em Salesópolis. Localizada no início da Serra do Mar, o local é “lar” da nascente do Rio Tietê. Já a Serra da Mantiqueira, repleta de picos com vistas espetaculares, tem sete opções de passeio off-road no Jeep Trilhas.

No Estado, o app também tem passeios em Brotas, um ponto importante do turismo de aventura no Brasil. Em Minas Gerais, os locais são a Serra da Canastra, conhecida pela diversidade de cachoeiras, e Ibitipoca, no alto da Serra da Mantiqueira mineira.

No Rio de Janeiro, os passeios são nas cachoeiras de Macucu, próximas a Teresópolis. No Paraná, em Jaguariaíva e Segés, últimos remanescentes do serrado no sul do Brasil.

Tivoli Ecoresort Praia do Forte

Tivoli Ecoresort reúne sofisticação e exclusividade no norte da bahia

O Tivoli Ecoresort Praia do Forte foi reaberto no início de setembro, após um longo período sem atividades, por causa da pandemia da covid-19. Como todos os hotéis que estão voltando às atividades nesse período, no qual ainda é necessária cautela para evitar a proliferação da doença, há uma série de protocolos de segurança a serem seguidos.

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Aqui, farei uma resenha do resort, no qual me hospedei em fevereiro de 2020, pouco antes da chegada do novo coronavírus ao Brasil e do início do período de distanciamento social. Na época, ainda não havia protocolos de segurança.

Por isso, essa resenha será mais focada nas comodidades e instalações do hotel, e menos nos serviços, que podem ter passado por grande transformação em relação à época em que lá me hospedei, quando o mundo ainda vivia a fase de “novo normal”. O Tivoli Ecoresort é um resort que foge às regras da maioria dos estabelecimentos do segmento no norte da Bahia.

Por lá, não há sistema all inclusive, nem day use. Ao chegar, é preciso dizer na cabine de entrada o nome do hóspede, cuja reserva será verificada. Caso contrário, nada feito. Quem não está hospedado não entra.

Com essas medidas, o Tivoli, além de ter uma atmosfera muito sofisticada, mantém um ambiente focado na exclusividade, sem aglomerações que acabam levando a problemas no serviço oferecido aos hóspedes.

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Público alvo

Como a maior parte dos resorts, o Tivoli é focado em famílias com crianças ou adolescentes. Para os pequenos, há uma imensa área exclusiva, com direito a brinquedos, piscina e monitores, que elaboram atividades durante todo o dia. Dá para contratar serviço de babá por um dia inteiro, ou um período, por uma taxa extra.

Mas há outros grupos entre o público alvo do resort. Entre eles, famílias só com adultos e turmas de amigos sem crianças. Até por isso, uma entre as sete piscinas é exclusiva para adultos. De borda infinita, ela oferece uma linda vista para o mar cristalino dessa parte da Praia do Forte, a cerca de 70 km de Salvador.

Tivoli Ecoresort Praia do Forte
Piscina kids

Por ali, há também um dos restaurantes, que opera durante o almoço e funciona como bar durante toda a tarde, até as 19h. As demais piscinas são para uso geral, e têm variedade de acomodações: esteiras, mesas com cadeiras e camas.

O que fazer no Tivoli Ecoresort Praia do Forte

Além das piscinas, o Tivoli Ecoresort Praia do Forte tem também um beach club. A estrutura de praia, no entanto, não fica na areia, e sim em uma área de grama diante do mar. É que, no Brasil, não são permitidas praias fechadas.

Tivoli Ecoresort Praia do Forte
Piscina para adultos

Por isso, a estrutura é montada dentro do resort. Apesar disso, a faixa de areia em frente ao Tivoli é bem exclusiva. O mar, com barreira de corais, tem águas calmas e cristalinas. No beach club, há um bar com snacks, drinks e outras bebidas.

Nas piscinas, o som ambiente é baixinho, misturando trilhas clássicas da MPB a ritmos internacionais como jazz e músicas eletrônicas relaxantes, dependendo do ambiente. No decorrer da tarde, há algumas atividades discretas, como aulas de hidroginástica – nada que pertube a paz dos hóspedes.

Tivoli Ecoresort Praia do Forte

Há também programação noturna diária, como música ao vivo e shows no anfiteatro do hotel, ao lado do restaurante principal. O spa, como na filial paulistana do hotel Tivoli, é da rede Anantara.

O foco é em tratamentos relaxantes para a mente e corpo, com diversos tipos de massagens. Na imensa área cercada de verde – o resort fica em uma área de preservação ambiental -, há também salas de relaxamento e piscina aquecida – é preciso pagar uma taxa extra para usar esses serviços, exceção feita aos hóspedes das suítes do Tivoli.

Ao lado do spa, também em meio à vegatação local, está a bem equipada sala de ginástica, com uso gratuito. Quem optar por fazer os diversos tipos de aulas – incluindo yoga na praia – paga taxa extra. O resort tem ainda, entre outras facilidades, pista para corrida e quadras de tênis.

Alimentação

O regime do Tivoli Ecoresort Praia do Forte é meia pensão, com café da manhã e jantar incluídos no valor da diária – exceto bebidas alcóolicas. O buffet é farto e bastante variado, com mudanças frequentes nas opções dia a dia.

Tanto no café da manhã quanto no jantar, há diversas ilhas (para preparação de ovos, tapiocas, massas e pratos à base de frutos do mar, presença constante no cardápio). Para o almoço, o hóspde pode optar pelo restaurante na piscina dos adultos (À sombra do Coqueiral), na praia (Tabaréu) ou nas piscinas principais (Goa).

Tivoli Ecoresort Praia do Forte
Restaurante Goa

Cada um tem peculiaridades no cardápio, mas é possível servir opções de um na área do outro. O serviço de quarto também está disponível 24 horas.

A decoração dos restaurantes segue o mesma linha usada em todo o resort: é um sofisticado rústico, com amplo uso de móveis de madeira e palha.

Quartos

Minha hospedagem foi em um apartamento do tipo Master, intermediário – abaixo dele, há os superiores, que se diferenciam pela decoração. Acima, as suítes. Eles têm entre 38 e 44 metros quadrados, varanda e vista para o mar.

A decoração é bem praiana e rústica, com muita madeira. No banheiro, o destaque é a pia de granito e a ducha com ótima pressão. A decoração dessa parte usa também porcelanato que imita madeira. Nos quartos de categorias superiores, há opção de jacuzzi.

Tivoli Ecoresort Praia do Forte
Quarto master

As camas são do tipo king, com travesseiros de pena. Os quartos têm smartTV. O hóspede pode fazer login em suas contas de streaming (Netflix, Amazon, Globoplay, entre outros) para assistir o conteúdo na TV.

O minibar é abastecido diariamente com refrigerantes, sucos, cervejas, chocolates e outros tipos de snacks. Esse serviço está incluído na diária.

Os quartos e suítes estão espalhados por prédios de dois andares em uma ampla área do resort. Para quem não gosta muito de andar e está hospedado em um dos apartamentos da categoria Master, a dica é optar pelas alas 13 e 14, que são mais próximas às piscinas e restaurantes.

Tivoli Ecoresort Praia do Forte

Para os quartos superiores, não há essa opção. Eles ficam nas extremidades do hotel, bem distantes dessas áreas.

Preços

Para a primeira metade do mês de outubro, os quartos superiores partem de R$ 1.492. Há o standard, o Plus e o Ocean. Já os Master começam em R$ 1.712.

Tivoli Ecoresort Praia do Forte
Sala de ginástica

Há diversos tipos de suíte no Tivoli Ecoresort. A mais em conta, por R$ 3.071, tem sala separada do quarto, 90 metros quadrados e varanda com jacuzzi. A presidencial oferece 220 metros quadrados e custa R$ 7.337. Inclui quarto adicional, sala de jantar e lavabo, entre outras facilidades.

Na página do Tivoli Ecoresort, veja quais são os protocolos de segurança que o resort está seguindo para evitar a proliferação da covid-19.

Praia de Tabatinga

Praias no litoral de São Paulo para fugir da aglomeração

O feriado prolongado de 7 de setembro causou comoção na mídia, principalmente por causa da aglomeração em praias de São Paulo, Rio de Janeiro e outras regiões do Brasil. Com a flexibilização das medidas de restrição para combate à proliferação do coronavírus, milhares foram curtir o feriado ao sol, algo que ainda não é recomendado – e na maioria dos lugares, é até proibido.

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Porém, há algumas praias em que dá para curtir a areia e o mar sem aglomeração. No Estado de São Paulo, entre os destaques, há as praias de Tabatinga, em Caraguatatuba, e São Pedro, no Guarujá.

São praias com areia branquinha, mar cristalino e sem aglomeração de pessoas mesmo em fins de semana e feriados. A razão para isso é a mesma: ambas são dominadas por grandes condomínios privados, o que dificulta a entrada.

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No entanto, no Brasil não são permitidas praias privadas. Por isso, qualquer pessoa pode curtir o sol e o mar em Tabatinga e São Pedro.

Praia de Tabatinga

Fica a 190 km da capital do Estado e a 18 km do centro de Caraguatatuba, no caminho para Ubatuba. Com mar cristalino e quase sem ondas, é uma excelente opção para quem tem crianças.

Praias de São Paulo - Tabatinga
Foto: Rafaela Borges

A maior parte da praia é dominada pelo condomínio de casas Costa Verde, e são vários os pontos de areia praticamente desertos. Apenas a ponta da praia, onde há alguns restaurantes, fica um pouco mais cheia.

Por lá, também há serviço de aluguel de barcos e jet skis.

São Pedro

Para acessar a praia, é preciso entrar por um dos condomínios do local (são três: Iporanga, São Pedro e Tijucopava). O acesso de carros é limitado, já que se trata de uma área de preservação ambiental. Porém, pedestres podem entrar livremente.

Uma dica é levar o que for comer e beber, pois, na praia não há onde comprar. Também pelo fato de ser área de preservação ambiental, a entrada de ambulantes é proibida.

Praia de São Pedro
Foto: Mariana Borges

A praia de águas cristalinas tem ondas que, em alguns momentos do dia, são bem fortes, o que atrai bastante os turistas.

O acesso é feito pelo km 17,5 da estrada sentido balsa Guarujá/Bertioga. Ali, ao lado, há a paradisíaca Praia das Conchas, que dá para acessar andando pela praia de São Pedro.

Pedra do Baú

Programas ao ar livre na Serra da Mantiqueira

Em tempo de retomada gradual do turismo, os passeios ao ar livre são o carro-chefe da programação de quem quer dar uma escapada de casa. No terceiro capítulo da série sobre turismo na Serra da Mantiqueira, listei algumas atrações que podem ser visitadas em segurança, sem aglomeração e fugindo dos tradicionais programas do bairro de Capivari, em Campos de Jordão.

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Há picos para vistas panorâmicas, gruta, cachoeira… Confira.

Pico do Diamante

A 1.850 metros de altitude, oferece uma vista panorâmica para diversas cidades do Vale do Paraíba, aos pés da Serra da Mantiqueira. Fica a cerca de 2 km do hotel Toriba, onde me hospedei em Campos do Jordão.

A estrada é de terra, mas a trilha é leve. Mesmo carros baixos e sem pneus próprios para o off-road podem vencê-la.

Pico do Diamante, na Serra da Mantiqueira

Lá de cima, em dias sem neblina, dá para ver até a cidade de Aparecida, quase na divisa com o Estado do Rio de Janeiro. E, para evitar neblina, vá depois das 10h. São cerca de 10 minutos de trilha na terra.

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Pico do Imirim

Também a 1.850 metros de altitude, oferece vista panorâmica para Campos do Jordão e belezas naturais da Serra da Mantiqueira. A trilha, de cerca de meia hora, é mais difícil, própria apenas para carros altos, como picapes e alguns SUVs.

Pico do Imirim

De vários pontos da trilha, é possível avistar a Pedra do Baú, umas das montanhas mais belas e famosas da região.

Gruta dos Crioulos

A cerca de 10 minutos do Pico do Imirim, é um conjunto de pedras que guarda um capítulo da história da região. Por ali, se refugiavam escravos fugidos das plantações no Vale do Paraíba, nos séculos de escravidão.

Gruta dos Crioulos, na Serra da Mantiqueira

Trilha Mata Comprida

É uma trilha para trekking exclusiva do programa Aventoriba (12 99747 1332), do hotel Toriba. São 2 km de caminhada, a maior parte em mata fechada.

A trilha é leve, com poucas subidas. Permite observação de pássaros e há parada em uma cachoeira no caminho.

Trilha da Mata Comprida

Termina no alto de uma montanha, com vista para araucárias centenárias e um piquenique com queijos, pães e vinhos, ao por do sol. Custa 250 reais por pessoa.

Sofitel Londres

Sofitel St. James é imersão na londres aristocrática

Uma das cidades com maior destaque mundial quando o assunto é hotelaria de luxo, Londres oferece diversidade para todos os gostos. O Sofitel London St. James não é dos mais suntuosos. Traz uma sofisticação discreta, com o toque francês que está no DNA da grife, e tem a localização como um dos maiores trunfos para quem quer vivenciar a boa e velha Londres caminhando.

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O hotel está bem no centro das principais atrações. A dois quarteirões, você encontra O Piccadilly Circus. É a versão londrina da nova-iorquina Broadway.

Porém, como estamos falando de Londres, até o local equivalente à Broadway traz uma certa sofisticação. Evidentemente, é um local bastante frequentado e um pouco barulhento. No Sofitel St James, porém, nem parece que o Piccadilly é tão próximo.

Abadia de Westminster fica próxima ao Sofitel
Abadia de Westminster fica próxima ao Sofitel

A rua em que está localizado o hotel, Waterloo Place, é uma verdadeira paz. A outra entrada, a do restaurante Wilde Honey, fica na Pall Mall, uma das ruas mais emblemáticas da cidade.

No século XIX e no início do XX, a Pall Mall tinha os principais (e famosos) clubes fechados de cavalheiros de Londres. Entre eles, estava o clube do automóvel.

É também uma das ruas que dão acesso à Trafalgar Square, bem próxima ao hotel, e ao Palácio de St. James. Nesse local estão diversas “houses” da realeza britânica, a exemplo da Clarence House. Quem mora lá? Ninguém menos que o herdeiro da Coroa, príncipe Charles.

Palácio de Buckingham

Quer mais? Ao dar a volta no Palácio St James, você já chega ao Palácio de Buckingham, a casa da rainha.

O bairro em que está localizado o Sofitel St James é chamado de Westminster Borough. Fica bem próximo do também aristocrático Mayfair e de diversos parques, como o Green, o Regent’s e o Hyde Park.

Com um pouco de ânimo, dá para ir andando ao Big Ben, que é vizinho da Abadia e Palácio de Westminster e da famosa roda gigante London Eye e bem próximo à Downing Street, rua que abriga a sede do governo britânico.

Toda a região é repleta de restaurantes sofisticados, bares incríveis, muitos pubs e lojas variadas, das de extremo luxo às marcas mundiais mais populares.

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Acho que você já conseguiu sacar duas coisas, né? Se você está indo a Londres pela primeira vez, esta é a melhor região para se hospedar.

Além disso, aqui está a Londres aristocrática da qual você tanto ouviu falar. Dá para fazer uma imersão total neste mundo.

Sofitel St James dá toque francês à aristocracia britânica

O Sofitel é um dos mais famosos hotéis da França. E claro que ele trouxe essa tradição francesa a Londres, reunindo o melhor do seu país de origem com toques britânicos.

 Lobby do Sofitel St. James
Lobby do Sofitel St. James

O hotel, localizado em um prédio histórico, passou recentemente por um processo de renovação. Todo o piso da recepção foi renovado, investindo em uma atmosfera clássica que combina com a região. É um ambiente escuro, um pouco carregado, mas sem exagero. A atmosfera do Sofitel St James é a que se espera da Londres aristocrática.

Em contraste com esse ambiente vintage há leves toques contemporâneos. Se sofás e poltronas são de séculos passados, as obras, esculturas e objetos de decoração bebem no novo, em uma combinação harmônica e sedutora.

Spa

Estar na recepção, no bar e no restaurante do Sofitel St James é como uma viagem no tempo. Você se sente na Londres de décadas anteriores.

Recepção e serviços

Fomos recebidas com a qualidade do serviço e cortesia que é item de série nos hotéis de Londres. Na entrada, mensageiros solícitos cuidam da bagagem e nos encaminham à recepção. O check-in é rápido.

No piso da recepção estão o bar St James, renovado, mas mantendo seu nome de sucesso. É especializado em drinks e espumantes.

Logo após há o Wild Honey, restaurante mais movimentado durante o almoço que à noite. Por lá também é servido o excelente café da manhã.

Restaurante

Assim como o cardápio do hotel, o café da manhã mistura especialidades francesas (predominantes) e inglesas. Há opções a la carte, além do buffet.

No jantar, acabei optando por especialidades francesas. O destaque foi a entrada, o melhor “beef tartar” (bastante autoral, a propósito) que já experimentei na vida.

Wild Honey é o nome do restaurante do Sofitel
Wild Honey é o nome do restaurante do Sofitel

O público, no almoço, é tipicamente inglês. No jantar, há mais hóspedes do hotel.

Outro destaque é o spa So, que ocupa três andares e é um dos mais badalados de Londres. Além de terapias corporais, há ofurô, jacuzzi e saunas. Os hóspedes pagam para usar essas instalações, mas têm desconto e privilégios na marcação de horário. O hotel traz ainda a academia So Fit.

No dia em que agendei o uso da jacuzzi, houve um problema com o sistema de aquecimento. Para compensar, ganhei uma massagem em cortesia.

O toque mais inglês do Sofitel St James é o Rose Lounge, o salão rosa de chá da tarde. Por ali, no horário do chá, há um apresentações de violino.

Quartos

Meu quarto no Sofitel St James foi da categoria Luxury, com 32 metros quadrados. O verde domina a decoração: está no carpete, nas poltronas, na cortina e até nos objetos de decoração, assim como em detalhes dos quadros contemporâneos.

Como nos demais ambientes do hotel, a atmosfera clássica predomina, mas trazendo sempre toques modernos. Armários e porta do banheiro têm estilo vintage.

O quatro traz ainda cama king com lençóis egípcios, grandes, confortáveis e numerosos travesseiros de plumas, frigobar bem completo e máquinas de café e chá.

Não gostei da vista do meu quarto, que na verdade não existia. Era para outras janelas.

Banheiro

O banheiro usa azulejos brancos e pretos, que reforçam seu caráter vintage. Há banheira separada do chuveiro e, aqui, está minha principal crítica ao Sofitel St James.

O box é pequeno, não oferece local para armazenar seus próprios produtos de higiene (somente os do hotel, em embalagens pequenas) e tem piso revestido de uma espécie de plástico. Não gostei. Ao menos, a pressão da ducha é adequada.

As amenidades de banho são da marca francesa Hermés. Aqui, cabe outra crítica, e esta não é ao Sofitel.

A Hermés é uma das marcas mais luxuosas do mundo. Ainda assim, sempre que experimentei sua linha de produtos para hotéis (todos usam a mesma), não gostei. Os cheiros são divinos. A qualidade é o oposto.

Serviço de quarto

Nesse aspecto, outra nota alta para a gentileza da equipe do Sofitel. No serviço de abertura de cama, foram deixados doces variados e seleção de chás ao lado das camas.

Chegamos ao quarto e havia até música ambiente, no moderno sistema de som com dock para tocadores digitais. Tudo para deixar o hóspede mais relaxado.

Para a primeira semana de setembro, os preços das diárias partem de 352 libras (pouco mais de R$ 2.500).