Atlanta Buckhead

O que fazer em Atlanta em 24 horas

Desde “E o Vento Levou”, Atlanta tem sido cenário de muitos filmes de Hollywood e séries de TV americanas. É também lá que nasceu um dos maiores símbolos dos Estados Unidos, a Coca-Cola. A capital da Geórgia é ainda sede da gigante do jornalismo CNN.

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Atlanta é também um local de grande trânsito de pessoas em direção a outros locais dos EUA e do mundo. Seu aeroporto internacional, Hartsfield-Jackson, é o maior daquele país. É hub da Delta, que tem voos diretos a partir do Brasil.

Sede da CNN

A Copa Airlines lançou recentemente seu voo para lá – com conexão na Cidade do Panamá. A vantagem é a conexão de várias cidades do Brasil ao destino, sem necessidade de passar por São Paulo ou Rio de Janeiro. É fácil chegar à capital da Geórgia, e vale fazer um stop-over para conhecer suas atrações.

Por isso, aqui eu mostrarei a você o que fazer em Atlanta em 24 horas. Mesmo que superficialmente, dá para conhecer boa parte da cidade nesse tempo. Apesar de moderna e cosmopolita, ela não é muito espalhada, e seus três principais bairros são conectados tanto por metrô (coisa rara nos EUA) quanto por uma rodovia de trânsito rápido (Interstate, ou interestadual).

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Onde se hospedar em Atlanta

Eu passei duas vezes por Atlanta em uma longa viagem pelos Estados Unidos. Na primeira, logo que cheguei, hospedei-me em Buckhead, no norte da cidade. A área é um misto de zona de negócios e impressionantes prédios residenciais. Lá, também ficam as mais belas casas da capital da Geórgia.

World of Coca-Cola., em Atlanta
World of Coca-Cola

Para atender esse público, Buckhead é repleto de restaurantes sofisticados, além de muitos bares. Há também hotéis para todos os gostos e bolsos. Para economizar, eu recomendo o moderno Hampton Inn & Suites, por US$ 120 no mês de julho.

O três-estrelas tem quartos amplos, banheiros bem equipados e fica próximo a vários centros comerciais de Buckhead – por ali você vai encontrar tanto a popular TJ Maxx quanto a sofisticada Saks Fifth Avenue. Mas se o objetivo é explorar a noite do bairro, a melhor pedida é a área que fica a cerca de 1 km desta.

Por lá, estão a maior parte dos bares e restaurantes sofisticados de Buckhead. E também os melhores hotéis de Atlanta. Entre os destaques, há o The St. Regis (US$ 550 no mesmo período), o Thompson (US$ 330) e o Waldord Astoria (US$ 450).

Georgia Aquarium Atlanta
Georgia Aquarium

Midtown é outra boa opção de hospedagem. Se Buckhead é um bairro em que as pessoas andam bastante de carro, este é um local em que dá para circular a pé com tranquilidade. Os bares e restaurantes por lá são mais descolados.

Hospedagem em Midtown e aeroporto

Por lá, uma opção interessante é o quatro-estrelas The Georgian Terrace, recheado de história (falarei mais sobre ele abaixo). Já a hospedagem em Downtown eu não recomendo. Embora tenha algumas das principais atrações da cidade, é deserto à noite. Acessar essa área é fácil, seja de carro ou de metrô, que a conecta diretamente a Midtown e Buckhead.

Casas clássicas em Midtown Atlanta
Casas clássicas em Midtown Atlanta

Outra opção para quem quer ficar em Atlanta 24 horas é o aeroporto. Caso conhecer a noite da cidade não seja um objetivo, basta pegar o metrô para chegar às principais atrações. Eu escolhi o Renassaince Concourse (US$ 190) em minha segunda passagem, em que ficaria apenas uma noite antes de partir para Nova York.

Tive um problema de cobrança irregular em meu cartão de crédito (resolvido depois de muito debate por e-mail), mas gostei da hospedagem. O mais legal? A maioria dos quartos tem uma varanda com vista para a pista do aeroporto. Dá para ver aeronaves decolando e pousando. Não, o barulho não incomoda. Há proteção acústica nos vidros.

Gone With the Wind Museum, em Marietta

O que fazer em Atlanta

Comece a visita por Downtown. Ao descer na estação de metrô, você vai dar de cara com o Mercedes-Benz Stadium. O moderno estádio é casa do Atlanta Falcons (futebol americano) e do Atlanta United FC (futebol, que os americanos chamam de soccer).

Mercedes-Benz Stadium Atlanta
Mercedes-Benz Stadium

Alguns metros à frente está a sede da CNN. Antigamente, dava para fazer um tour pelos estúdios, mas a atração agora está permanentemente fechada. Então, a dica é só tirar uma foto em frente ao edifício.

Ao lado, está o moderno Centennial Park, com uma ampla área verde, uma roda gigante e vistas para o skyline deslumbrante de Downtown Atlanta. O parque foi construído quando a cidade foi sede dos jogos olímpicos de 1996.

Centennial Park foi construído para os jogos olímpicos de Atlanta
Centennial Park foi construído para os jogos olímpicos de Atlanta

Em seguida, você chegará à praça que concentra o aquário de Atlanta (Georgia Aquarium, com ingressos a US$ 40) e o World of Coca-Cola (US$ 20). Esta atração ao estilo Disney é muito focada no segredo da fórmula do refrigerante. A parte mais interessante é a sala de degustação de bebidas que a marca produz por todo o mundo.

Midtown e Buckhead

Em Midtown está o parque mais bonito de Atlanta, o Piedmont. Ao estilo Ibirapuera, também tem vista para o skyline de Atlanta e um belíssimo Jardim Botânico. Ao lado e em frente, um pouco da preservação histórica da cidade, que apesar de ter sido um ponto central da Guerra Civil americana, guarda muito pouco daquela época. A capital da Geórgia é pura modernidade.

Piedmont Park Midtown Atlanta
Piedmont Park

Mas rodar pelas ruas no entorno do parque é muito legal. A impressão é de ter sido transportado para a Rua Peachtree de “E o Vento Levou”. O estilo das casas é idêntico, e a trilha sonora do filme não sai de nossa cabeça durante a caminhada.

Aqui, cabe uma curiosidade. Há diversas “Peachtree” em Atlanta. Rua, avenida, alameda, rodovia. Gera uma certa confusão na cabeça do visitante. Um motorista de Uber nos explicou que a capital da Geórgia é a “Peachtree City” (cidade dos pessegueiros), mas que não tem os melhores pêssegos dos EUA. Eles estão na Califórnia.

Já Buckhead, como expliquei acima, é para compras, gastronomia e vida noturna.

A noite em Atlanta em Buckhead

Atlanta tem muitos restaurantes sofisticados, e um dos mais bem avaliados é o Aria. O ambiente é sofisticado, o cardápio é baseado em carnes nobres e há um ótimo bar. É preciso fazer reserva (no próprio site do restaurante e em “terceiras partes”, como o Open Table).

Mas cuidado. Os restaurantes em Atlanta abrem cedo (17h30) e encerram suas atividades no horário em que o paulistano, por exemplo, está saindo de casa para jantar. Dependendo do dia, varia de 20h30 a 21h.

The Iberian Pig

Outra opção sofisticada é o Atlas, que fica no hotel Saint Regis. Para algo mais casual, experimente o descolado Louisiana Bistreaux, inspirado em Nova Orleans tanto no ambiente quanto no cardápio de gastronomia cajun e creole da cidade que homenageia.

Os frutos do mar são o carro-chefe e a carta de vinhos tem boas opções da Califórnia, a preços interessantes. É um jantar para gastar menos de US$ 50 comendo muito bom e bebendo bons vinhos. Diferentemente do Atlas e do Aria, em que a conta vai passar facilmente dos US$ 100 por pessoa.

Bares

O Industry Tavern, misto de bar e restaurante, tem pratos simples, mas saborosos, e uma deliciosa jukebox, que mantém o ambiente bem animado. Mas uma das melhores descobertas foi o The Iberian Pig.

Ele fica no mesmo quarteirão do The St. Regis, que é repleto de restaurantes e bares para todos os gostos. O The Iberian Pig é um bar instalado em um ambiente muito sofisticado, com muitas diversas opções de tapas e drinks tipicamente espanhóis. O melhor momento para visitá-lo é o happy hour.

Industry Tavern  Atlanta
Industry Tavern

Para terminar a noite, escolha o bar Blue Martini, principalmente se sua passagem por Atlanta for no fim de semana. Nesses dias, há shows de música ao vivo. A cantora que se apresentou em minha passagem por lá tinha um timbre de voz muito parecido com o da diva Tina Turner.

A artista e sua banda fizeram um set de blues, R&B, country e rock com uma pitadinha de pop. Foi um dos melhores shows que vi no sul dos Estados Unidos (e isso vale muito, pois depois passei pelas capitais da música Nashville, Memphis e New Orleans). O couvert artístico custa US$ 20, mas só depois das 19h. Quem chega antes não paga.

E a preservação histórica?

Por ter desempenhado um papel tão importante na Guerra Civil e no fortalecimento dos direitos civis dos EUA, nos anos 60, eu esperava mais preservação histórica em Atlanta. Há pouca coisa com esse tema para ver.

De todas as cidades que visitei (e, além das citadas acima, houve ainda locais em Kentucky, Mississipi e Alabama), Atlanta foi a que menos preservou sua história. A cidade tomou um banho de modernidade ao longo das décadas.

The Georgian Terrace

Uma das possibilidades é visitar a casa do ativista dos direitos civis Martin Luther King, que nasceu em Atlanta. Já o parque de preservação histórica, em Midtown, estava temporariamente fechado quando passei por lá, em maio.

O jeito foi tentar encontrar algo sobre a história da cidade no filme “E o Vento Levou”. Mas também não há muito o que ver. A casa de Margareth Mitchell, autora do livro que deu origem ao longa, fica no parque de preservação histórica. Ou seja: não pude vê-la.

O hotel Georgian Terrace hospedou todo o elenco na pr-e-estreia do filme, que ocorreu em Atlanta, em 1939. Há uma placa na entrada explicando isso. Mas só. Hoje, não há nada na propriedade que remeta a esse capítulo da história.

Marietta

Por fim, fui até Marietta, a 30 km de Downtown Atlanta, para ver o “Gone With the Wind Museum”. Como estava de carro, foi um deslocamento tranquilo, de 25 minutos. O estacionamento é gratuito e a entrada custa US$ 7.

Os vestidos de Scarlett O’Hara

Lá, há a primeira edição do livro e vestidos que a atriz Vivien Leigh usou no filme (réplicas e originais), em que interpretou a protagonista Scarlett O’Hara. Outros destaques são mobiliário do teatro que sediou a pré-estreia e itens pessoais dos atores.

Esse programa, no entanto, não cabe no tempo de quem vai ficar apenas 24 horas em Atlanta. Para fazê-lo, é preciso passar um período um pouco maior na cidade.

Las Vegas Boulevard

Las Vegas: entenda como funciona para saber onde se hospedar

Na primeira vez que fui a Las Vegas, nos EUA, olhando o mapa da cidade e os hotéis da principal avenida, achei que tudo fosse perto. Ao chegar lá, me deparei com uma realidade completamente diferente. Cada quadra da Las Vegas Boulevard – a avenida dos grandes hotéis, também conhecida como Strip – tem pelo menos 1 km.

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E muitos complexos hoteleiros ocupam uma quadra toda. Não são simples hotéis, e sim resorts com inúmeras opções de gastronomia, vida noturna e os famosos cassinos da cidade de Nevada. Uma boa notícia sobre Las Vegas é que os preços das habitações são bem mais baixos que em outros locais dos EUA, mesmo em tempos de inflação – no país, os preços de hospedagem estão altíssimos.

Por isso, Las Vegas é uma excelente oportunidade para investir naquele hotel de luxo, pois por US$ 150 por dia já dá para encontrar opções incríveis. Por outro lado, há propriedades menos luxuosas, mas também sofisticadas, a partir de US$ 50 a diária.

Mas tome cuidado, em Vegas, é cobrada uma taxa de resort, que pode chegar a US$ 40 por dia. Esse valor inclui coisas como uso da academia e Wi-Fi. No entanto, não é opcional. O pagamento é obrigatório.

Em mina última visita, na qual consegui uma super promoção para o Westgate Las Vegas, paguei em taxa de resort e impostos o mesmo que desembolsei pelas diárias. Além disso, tome cuidado com a empolgação. Apesar dos hotéis mais em conta, tudo em Las Vegas é caríssimo. Até o tradicional hambúrguer.

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O que fazer em Las Vegas

O coração de Las Vegas é a Strip, onde estão os principais hotéis da cidade. Cada um não é apenas uma opção de hospedagem: são verdadeiras atrações turísticas. Certamente, você não ficará restrito ao local que escolheu. Visitará também os outros resorts.

Os principais programas turísticos em Vegas são eles. Não dá para passar pela cidade, especialmente em uma primeira visita, sem ver o show de águas no Bellagio, a reprodução de Roma no Caesars Palace ou as da Cidade luz e de Nova York nos resorts Paris e New York New York, respectivamente.

Isso sem contar os canais de Veneza reproduzidos no complexo formado pelo The Venetian e o Palazzo. Mas não é só de atrações de hotéis que vive Las Vegas. Um dos programas imperdíveis é visitar o Grand Canyon. De carro ou ônibus (entre uma hora e meia e duas horas de viagem), se chega à parte oeste, com opção de passar pela impressionante barragem da represa Hoover (Hoover Dam). Você pode até não saber, mas já deve ter visto muitas vezes esse local no cinema.

Caesars Palace tem inspiração italiana em Las Vegas
Caesars Palace tem inspiração italiana

Dá também para pagar o passeio de helicóptero e ir até o Grand Canyon sul, que é mais impressionante que o oeste. A formação rochosa natural fica, na verdade, no Estado de Arizona, vizinho a Nevada.

Outra boa pedida em Las Vegas é fazer compras. As lojas mais exclusivas do mundo estão espalhadas pela Strip, em locais como o shopping Crystals, o Bellagio e o complexo de resorts formado pelo Encore e o Wynn. Se alta costura e grifes europeias não são o seu objetivo, a cidade tem dois grandes outlets que valem a visita.

Festa em Vegas

Mas gastronomia e vida noturna são mesmo os destaques de Las Vegas. Restaurantes dos chefes mais renomados do mundo têm filiais espalhadas pelos hotéis da cidade, que oferecem também seus bares e casas noturnas.

Muitos investem em salas de espetáculos: o Cirque du Soleil é um clássico, e astros do pop estão quase sempre em cartaz. Outra peculiaridade de Vegas são as pool parties, as famosas festas nas piscinas dos hotéis. Ganham força entre abril e outubro, quando o clima quente é praticamente uma certeza (em outros meses, pode fazer frio na cidade).

Entendendo Las Vegas

Durante a tarde, o legal mesmo é caminhar pela Strip e ir entrando de hotel e hotel, principalmente em uma primeira visita. Você vai caminhar bastante, e o calor pode ser um sofrimento, especialmente de maio a setembro.

Por outro lado, a maior parte dos hotéis está interligada por passagens. Com isso, poucas vezes você terá de passar muito tempo caminhando pela Strip.

The Venetian em Las Vegas
The Venetian

Para se locomover em Las Vegas sem precisar andar demais, há o monorail (trem suspenso). Ele interliga os hotéis do norte ao sul da Strip, mas “pula” algumas paradas – como no Encore/Wynn e no The Venetian/Palazzo. Para não-moradores, o bilhete custa US$ 5 (cerca de R$ 25). Dá para amenizar os gastos comprando um ticket para vários dias.

Outras opções são táxi, bem abundantes em Las Vegas, e serviços de carros particulares como Uber e Lift (bem popular nos Estados Unidos). Aqui, a dica é cadastrar no app seu cartão de débito internacional (se tiver) para não pagar spread cobrado pelos bancos tradicionais e o alto IOF dos cartões de crédito.

O epicentro

Já me hospedei em vários locais de Las Vegas, e cheguei à conclusão que a melhor opção é estar no local que chamo de epicentro da Strip. É a área entre as avenidas Tropicana e Flamingo. Nela, você encontrará opções como os complexos MGM Grand/Park MGM, Planet Hollywood, Aria/Vdara/Cosmopolitan/Waldorf Astoria e Caesars/Bellagio.

Com a hospedagem no epicentro, divida seu tour pelos hotéis em dois dias. Em um deles, vá ao norte, para ver o Paris, o The Venetian, o Wynn/Encore e o Resorts World. Este é o mais novo complexo de Las Vegas. Formado por Conrad, Hilton e Crockfords, se destaca pelo luxo e as dimensões do cassino.

Bellagio e Caesars Palace em Las Vegas
Bellagio e Caesars Palace

Ao sul, há temáticos como Luxor e Excalibur, e luxuosos como Delano e Four Seasons. Outra vantagem do epicentro é a chance de, na maior parte dos dias da visita, estar mais próximo de seu quarto após o jantar, bar ou balada.

Claro que há sempre a chance de desfrutar essas atividades da vida noturna em um hotel ao sul ou norte. Porém, fica mais tranquilo ir conhecer um dos hits gastronômicos de Las Vegas, o Top of the World, no The Strat (ao norte), estando no Aria, ao centro, que no Four Seasons, no extremo sul.

Dicas sobre hotéis

Com isso em mente, ficam agora as dicas de hospedagem de acordo com o perfil e prioridades do viajante. Se o epicentro é bom para deslocamentos rápidos, não é tão legal para quem quer, por exemplo, fugir das ruas lotadas.

Então, escolha os seguintes hotéis se você:

Quer exclusividade, luxo e serviços personalizados – Waldorf Astoria, Four Seasons

Quer um hotel luxuoso com preços mais acessíveis – Hilton e Conrad (Resorts World), Caesars Palace, Nobu, The Cromwell.

Está em Las Vegas pelas compras de luxo – Complexo Aria/Vdara/Cosmopolitan/Waldorf Astoria (shopping Crystals), Bellagio, Encore/Wynn.

Wynn e Encore

Odeia hotéis temáticos – Complexo Aria/Vdara/Cosmopolitan/Waldorf Astoria, Four Seasons, Delano, Resorts World.

É fã de hotéis temáticos – Caesars, The Venetian, Paris, New York, New York, Treasure Island.

Não gosta do clima dos cassinos – Vdara, Four Seasons, Trump.

Quer aproveitar as melhores opções gastronômicas sem sair do resort – MGM Grand, Aria, Bellagio/Ceasers, Wynn/Encore, The Venetian.

Pretende passar a maior parte do tempo no cassino – Bellagio, Caesars, MGM Grand, Resorts World.

Paris Las Vegas
Paris Las Vegas

Vai a Vegas pelas baladas e pools parties – Aria, Cosmopolitan, Encore/Wynn.

Visita a cidade para um evento no centro de convenções – Westgate (tem ligação direta com o espaço), Wynn/Encore, Resorts World, SpringHill Suítes by Marriott (em frente ao pavilhão oeste).

Restaurantes que indico

Top of the World – tem vista panorâmica para a Strip e um menu de vários passos que está fazendo sucesso em Las Vegas. Fica no The Strat.

Brasserie Bardot – o melhor francês de Las Vegas. Está no Aria.

Catch – tem unidades em Los Angeles e Nova York e é conhecido pelos jantares com alta dose de agito. Também no Aria.

Joel Robuchon – o renomado chefe francês tem dois restaurantes lado a lado no MGM Grand, um casual e outro sofisticado. Ambos são muitos concorridos. Não se esqueça de fazer reserva.

Grand Canyon: passeio imperdível a partir de Las Vegas

Edge Steakhouse – No despretensioso Westgate, é um dos melhores restaurantes de carnes de Las Vegas, e oferece um steak tartare inesquecível.

Nobu – os fãs de culinária japonesa não podem deixar de experimentar um dos melhores do mundo. Fica no hotel de mesmo nome, dentro do Caesars.

Não recomendo – Cipriani, no Wynn/Encore. Muito famoso em Nova York, deixa bastante a desejar na qualidade dos pratos em Las Vegas. Só tem preço (alto).

Emiliano Rio

Emiliano promove experiência personalizada de bem-estar no Rio

É difícil escolher o que me impressionou mais no hotel Emiliano do Rio de Janeiro, segunda propriedade da marca nascida em São Paulo. As vistas são sem dúvidas espetaculares e a qualidade gastronômica em seus dois restaurantes, esplêndida.

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A localização também é privilegiada, especialmente para um dos principais públicos-alvos do hotel, os estrangeiros. A Suíte Ocean Spa, de 90 metros quadrados, é um capítulo à parte. A suíte tem como foco privilegiar a saúde física e mental dos hóspedes em um cenário cotidiano cada vez mais conturbado e estressante.

O Emiliano é um dos símbolos do fortalecimento da hotelaria de alto luxo no Rio de Janeiro, que vem ganhando cada vez mais espaço na capital fluminense. Junto com o tradicional Copacabana Palace e com o moderno Fasano, forma a tríade dos hotéis mais sofisticados do Rio.

Hospedei-me na suíte Ocean Spa do Emiliano no início de fevereiro e aproveitei também vários outros aspectos do hotel, como a gastronomia. Aqui, divido com vocês como foi minha experiência.

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Localização e design do Emiliano

O posto 6 é um dos mais badalados da Praia de Copacabana, o coração do Rio de Janeiro. Quando o assunto é público brasileiro, o alvo do Emiliano certamente prefere locais como Ipanema e Leblon. Copacabana já viveu dias de mais glamour, ainda não retomados.

No entanto, não é apenas a praia mais famosa do Rio, como também a do Brasil. Por isso, é o ponto mais procurado por estrangeiros que visitam o Brasil – e formavam boa parte do grupo de hóspedes do Emiliano em meu período de hospedagem.

Sala de visitas e palco de shows intimistas para os hóspedes - Hotel Emiliano
Sala de visitas e palco de shows intimistas para os hóspedes

O hotel ocupa o lugar em que antigamente havia uma casa pertencente à República da Áustria, na Avenida Atlântica (em frente à Praia de Copacabana). O imóvel original foi colocado abaixo. Por isso, o Emiliano nasceu do zero, sem preservar partes da antiga construção.

Inaugurado em 2017 e com projeto de Arthur Casas, o edifício tem a parte externa revestida por um painel branco que o arquiteto descreve como uma “pele”. O objetivo foi quebrar a continuidade dos blocos de concreto ao redor da orla, dando destaque ao Emiliano.

Morro do Pão de Açúcar é onipresente - Hotel Emiliano
Morro do Pão de Açúcar é onipresente

Por dentro, o design moderno tem inspiração na orla de Copacabana, criada por Burle Marx. Mais especificamente, em um painel do paisagista que está exposto no hotel. Na prática, o visual é contemporâneo e minimalista, seguindo o exemplo da matriz, em São Paulo.

Por todo o hotel, as vistas da praia, do Morro do Pão de Açúcar e do Forte de Copacabana estão presentes. Eles podem ser vistos em locais como as suítes e apartamentos frente mar, a piscina e a pequena academia.

Bares, restaurantes, piscina

A recepção do Emiliano Rio é bem intimista, e o atendimento personalizado começa já no estacionamento. Ao descer do carro, o funcionário do hotel já me chamou pelo nome, algo que se repetiu durante toda a estadia. Após um rápido check-in, fiz um tour pelo hotel, que tem 90 apartamentos e suítes, com o Lacerda, chefe da mordomia.

Logo na entrada há um bar de coquetéis e, atrás dele, a belíssima adega. Em seguida, está o restaurante Emile, já eleito o melhor francês do Rio de Janeiro. Em sua área externa, há um jardim vertical. Comandado pelo chef Camilo Vanazzi, tem café da manhã a la carte com seleção de pães, frutas, sucos naturais, doces e pratos quentes (R$ 120).

Restaurante Emile, no Emiliano
Emile

Também é famoso por seu brunch com vários passos (R$ 287). Durante a semana, o almoço executivo sai por R$ 85 com entrada e prato principal e vai a R$ 98 com sobremesas. Eu optei por um delicioso tartar e um peixe com aspargos (que não estava legal de apresentação, mas esplêndido de sabor).

Ainda no primeiro piso há uma sala em que os hóspedes podem receber seus convidados. Em algumas noites, funciona como bar e tem shows de música ao vivo. Já recebeu nomes como a saudosa Elza Soares.

No rooftop está um dos destaques do Emiliano, a piscina em forma de L com borda infinita e deck molhado (apenas para hóspedes). À noite, a partir das quartas-feiras, o bar da piscina se transforma em um restaurante também comandado por Vannazi, e aberto a não-hóspedes.

Restaurante no rooftop do hotel Emiliano
Restaurante no rooftop

Por ali, o investimento é a gastronomia saudável e os carros-chefes, pratos que combinam alguns elementos brasileiros a frutos do mar. Não deixe de provar a lagosta balotinada grelhada.

Suíte dentro do spa

No 12º e penúltimo andar estão a academia e o Spa Santapele, marca que também dá nome aos produtos oferecidos como amenities nos apartamentos e suítes, exclusivos do Emiliano. E as duas suítes Spa.

Elas ficam literalmente dentro do spa do hotel, e todos os tratamentos podem ser feitos sem que o hóspede saia de sua acomodação. Alguns já estão incluídos. Entre eles, um escalda-pés e uma massagem de cortesia de 30 minutos.

Caixa barra ondas eletromagnéticas de smartphones

Antes da massagem, a chefe do spa, Brisa, foi conversar comigo e fez perguntas sobre meu estilo de vida e necessidades, para decidir qual seria o tratamento ideal para mim. Enquanto isso, o chefe da mordomia desfazia minha mala e organizava meus itens no armário.

Ao entrar na suíte, já havia música ambiente e um presente concedido a todos os hóspedes do Emiliano, independente da categoria de hospedagem. No meu caso, uma bolsa de praia da Havaianas. Outro destaque é um compartimento que barra as ondas eletromagnéticas dos smartphones, um convite a deixar o aparelho de lado por um tempo e relaxar sem necessariamente se desconectar de eventuais chamadas urgentes.

O bem-estar é prioridade. Por isso, há atividades exclusivas para o hóspede. Eu escolhi uma aula de yoga, também feita dentro da própria acomodação. No balcão, havia material da pintura, outra atividade relaxante. Um convite a captar a belíssima paisagem à frente.

Outro toque incrível de atendimento personalizado vem da equipe do spa, que está à inteira disposição dos hóspedes dessas duas suítes. Eles atuam como uma segunda recepção. Ofereceram a mim participar de algumas atividades na praia disponíveis para os hóspedes: stand-up paddle, canoa havaiana e beach tennis. Escolhi a última, pois o mar não estava dos mais calmos no período.

A suíte Ocean Spa

Das duas suítes do spa, uma delas apenas é frente mar, a Ocean. As diárias são de R$ 5.750 e a vista, espetacular. Está dividida em quatro ambientes, além do balcão. O hall, com iluminação baixa, é para os tratamentos oferecidos pela equipe do spa, como massagem.

Em seguida, há uma antessala, separada do quarto por uma porta de correr – os dois ambientes têm TV. Quando o hóspede se cansa da vista, é só acionar a cortina blaclout automática.

A organização dos travesseiros verticais é uma assinatura do Emiliano, e eles são de pluma de ganso húngaro. Na cama king, os lençóis são de 400 fios, feitos com algodão egipício. Dos 90 m² da suíte, 30 m² pertencem ao quarto ambiente, o banheiro em formato retangular.

Em uma das extremidades está o box com ducha com efeito chuva e cascata, ao lado da jacuzzi. Por ali, há uma porta de vidro que dá acesso ao balcão e à mesma vista que domina todo o hotel.

Os hóspedes da suíte podem solicitar à equipe do spa a preparação de banhos aromáticos na jacuzzi. Ao lado do box, há uma pia dupla e os armários e, no fundo, uma segunda área.

Nela, o hóspede encontra um vaso sanitário japonês, outra pia e uma sauna úmida exclusiva. Na sauna, há uma segunda ducha. Se há alguma crítica a toda a experiência no Emiliano, ela fica apenas para a iluminação fraca dessa parte do banheiro.

Kitzbühel estação de esqui

Kitzbühel, a estação de esqui da nova série do Netflix

Navegando entre as estreias do Netflix, me chamou a atenção o título “Kitz”. Não pelo enredo, e sim pela locação, Kitzbühel. A cidadezinha medieval na região de Tirol, na Áustria, é uma das mais badaladas entre o público alemão, especialmente os da região de Munique.

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Aqui no Brasil, no entanto, acredito não ser um local muito popular, nem mesmo conhecido. Eu mesma nunca tinha ouvido falar. Não que seja grande fã de locais que têm o esqui como principal atração; nunca nem tentei esquiar na neve.

Porém, já visitei algumas estações, por trabalho ou lazer, já que considero esses locais extremamente charmosos. Estive na região de Lake Tahoe, nos EUA, Vale Nevado, no Chile, Saint Moritz, na Suíça e Bariloche, na Argentina. De amigos que adoram esquiar, os locais preferidos são Aspen (EUA), Courchevel (França), Gstaad (Suíça)… De Kitzbühel, nada ouvi falar.

Mas fui, em uma viagem a Munique. A cidade alemã é um bom ponto de partida para viagens de carro. De lá, já parti para Elmau, na própria Alemanha (opa, olha aí mais uma estação de esqui para o currículo), Salzburgo, na Áustria e o famoso castelo Neuschwanstein, que inspirou o da Cinderela, na Disney.

Além, é claro, de Kitzbühel. O centro da cidadezinha é simpático e, bem pequeno e de estilo medieval. Mas é nas montanhas que se concentra o epicentro do local, que é repleto de hotéis de design, bem contemporâneos.

Na série “Kitz”, inclusive, um hotel é um dos palcos da trama. O carismático personagem Kosh é proprietário de um hotel fictício na encosta de uma montanha.

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Kitzbühel na neve

O teleférico que dá acesso às montanhas Hahnenkamm (1.712 m) e Kitzbühler Horn (1.996 m), entre as quais se situa a cidade, está nas imediações do centro. Todas as manhãs, durante a temporada de inverno, os praticantes de esqui se dirigem a ele para um dia de atividades na neve.

Minha visita a Kitzbühel foi um bate-e-volta a partir de Munique (são 123 km entre vias rápidas, sem limite de velocidade, e estradas secundárias). A viagem de carro já foi um espetáculo à parte, pois passamos por diversos trechos entre montanhas.

Por lá, escolhemos o hotel Maierl-Alm para passar o dia. Tecnicamente, ele fica em Kirchberg, a 7 km do centro de Kitzbühel. Porém, está localizado sobre as montanhas, com acesso direto às estações de esqui.

Por isso, uma cena é bem comum no restaurante: praticantes de esqui ainda com suas roupas térmicas e sapatos apropriados para o esporte circulando na parte do terraço, que tem vista para as pistas. Por ali, inclusive, a especialidade é a culinária da região de Tirol.

Maierl-Alm

No meio da tarde, uma cena típica de estações de esqui: o terraço do restaurante começa a virar uma balada, com um DJ acompanhando o por do sol. O restaurante do Maierl é aberto a não-hóspedes.

Le Grand Contrôle

Le Grand Contrôle é hotel de luxo no palácio de versailles

Construído por Luis XIV, o Palácio de Versailles, a 20 km do centro de Paris, é o grande símbolo do período absolutista. Um dos pontos históricos mais visitados na França, ele agora é também oferece experiência de hospedagem para uma imersão nos tempos da monarquia. É que em julho deste ano foi inaugurado em um de seus anexos o hotel Le Grand Contrôle, da rede Airelles.

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O hotel de luxo tem apenas 17 quartos e suítes e foi construído em um prédio ao sul da construção central do palácio. A área já serviu de moradia para integrantes da nobreza francesa. Posteriormente, passou a abrigar juízes da monarquia, o que serviu de inspiração para o nome do empreendimento de luxo.

Cada uma das acomodações do Le Grand Contrôle leva o nome de um dos juízes que fizeram parte das cortes dos três reis Luís que comandaram Versailles: XIV, XV e XVI. O último monarca, tataraneto do fundador, foi derrubado pela Revolução Francesa e degolado junto à sua esposa, a famosa Maria Antonieta.

Destaques do Le Grand Contrôle

A decoração do hotel é inspirada no século XVIII, e os móveis foram todos comprados em antiquários. Isso tanto nos salões quanto nas acomodações. Papéis de parede forram também objetos como caixas de amenidades, e muitos detalhes são revestidos de couro (até a chaleira).

O Le Grand Contrôle, porém, também tem seu toque de modernidade. Cada acomodação tem uma caixa com tablet, para controle de funções do quarto, e smartphone (com informações sobre o hotel e canal para contato com a equipe de atendimento).

Outro toque de modernidade é a piscina coberta e aquecida disponível para os hóspedes. O restaurante do hotel comandado pelo renomado chef Alain Ducasse.

Além disso, quem se hospeda no Le Grand Contrôle tem direito a um exclusivo tour guiado pelo Palácio de Versailles no fim do dia, quando os turistas já foram embora.

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Avignon

Como é explorar a Provença de carro

É uma grande alegria poder voltar ao conteúdo sobre roteiros de viagem fora do Brasil. A medida que as fronteiras da Europa vão se abrindo para brasileiros vacinados, começo a postar aqui conteúdos sobre regiões incríveis do continente. Começo pela França, um dos primeiros países a anunciar a abertura. Mais precisamente, pela Provença, o local que mais me surpreendeu nos últimos anos.

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Para quem gosta de fazer road trips explorando estradinhas secundárias com lindas paisagens, a Provença é um destino ideal. Conhecida pelas lavandas, os vinhos, a gastronomia e a arquitetura de estilo provençal, a região do sul da França é muito diversificada. A maioria das atrações está no interior. Porém, há também algumas cidades na praia, além de atrações naturais como cânions lindos de parar o coração.

Avignon, Proveça
Ponte de Avignon

Com cinco dias dá para ver o básico. Mas o ideal mesmo é já aproveitar a viagem e ver tudo. Eu recomendo dez dias. Fiquei onze, e não foram suficientes (mas teve GP de Fórmula 1 no meio do caminho, e dediquei três desses dias completos à competição).

É importante fazer duas ou três bases para conhecer direitinho a região, porque alguns lugares ficam distantes dos outros. Eu escolhi três: Luberon (o parque), Aix-en-Provence e Saint-Tropez.

Chegada a Fontaine-de-Vaucluse

Em minha opinião, é essencial alugar um carro para explorar a Provença. Há trens, por exemplo, em Avignon e Aix-en-Provence. Porém, no Luberon, sem carro a visita fica praticamente impossível. E esta é a parte mais legal da região.

A melhor época para ir à Provença é a segunda quinzena do mês de junho. Para quem quer ver os campos de lavanda, não há outra ocasião. E também não é tão quente nem lotado quanto em julho.

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Primeira parte da Provença: Luberon

Eu fiz minha base em uma cidadezinha chamada L’isle-sur-la-sorgue, conhecida pelas feirinhas provençais e ao lado do parque Luberon.

Antes de ir ao Luberon, recomendo que você assista o filme “Um Bom Ano”. Ele mostra a essência do local, com sua vida pacata, lenta, regada a bons vinhos, culinária e paisagens deslumbrantes.

https://blog.panrotas.com.br/viagem-e-estilo/2020/05/07/filmes-de-viagem-para-desbravar-o-mundo/
Gordes, Provença

No Luberon, as estradas são estreitas, mas com ótima pavimentação. A paisagem é sempre marcada por campos de lavandas, videiras ou árvores altas. É recomendável redobrar o cuidado, pois há muitos ciclistas pelo caminho. Aliás, eles estão por quase toda a região de Provença, conhecida também pela prática do ciclismo – o tour de France passa por lá.

A cidade essencial é Gordes , um vilarejo provençal no alto de uma montanha. O local é dominado pela arquitetura típica da região, com inspiração medieval, além de hotéis e restaurantes charmosos. No primeiro caso, o mais badalado é o La Renassaince, ao lado da famosa fonte do vilarejo.

Chateau La Canorgue

No caminho de Gordes a Bonnieux, você verá alguns campos de lavanda. Visite a vinícola Chateau La Canorgue, cenário de “Um Bom Ano”. Faça degustação e escolha o vinho topo de linha, que custa 20 euros e é excelente.

Termine o dia em Lourmarin, para ver o por do sol no belíssimo Chateau de Lourmarin, visitar galerias de arte, comprar sabonetes da Provença e jantar. Eu fui ao restaurante do simpático hotel Le Moulin, um dos melhores em que já estive na vida. Paixão total.

Chateau de Loumarin, Provença
Chateau de Loumarin

Avignon: quando Roma foi à França

No segundo dia, acordei e, de bike (programa que vale muito a pena na Provença), fui até a cidade de Fontaine-de-Vaucluse. Além do caminho cheio de áreas verdes e construções medievais, o destino é um espetáculo.

Rio Sorgue

Por lá, está a nascente subterrânea do rio de águas cristalinas Sorgue, de um tom esverdeado impressionante. O trajeto de bike foi de 15 km na ida e mais 15 km na volta. Aluguei a bicicleta no hotel, por 16 euros a diária.

Palácio dos Papas

Em seguida, fui visitar a famosa cidade de Avignon, que tem como principal atração o suntuoso Palácio dos Papas. Ele fica na cidade murada, onde há outra visita imperdível, a Ponte de Avignon. A partir dela, dá para ver toda a parte histórica da cidade.

Pedras e vida noturna

Depois, fui a Les Baux-de-Provence, a 40 km de Avignon. O caminho é espetacular, com a estrada rodeada por maciços de pedras. O vilarejo, aliás, fica sobre um deles.

Antes de chegar, dá para vê-lo a partir de um observatório, e a paisagem é inesquecível. Em Les Baux, além da arquitetura medieval, há diversas lojinhas de queijos e trufas.

Les-Baux-de-Provence, Provença
Les-Baux-de-Provence

A parada seguinte foi Saint-Remy, a apenas 10 km. Cidade murada, plana, cheia de fontes, foi inspiração para alguns quadros de Van Gogh.

O ponto forte de Saint-Remy é a noite, a mais animada desta região de Provença. Em frente bares e restaurantes (excelentes para experimentar a culinária provençal), na hora do por do sol (entre 20h e 21h no verão), há bandas de estilos variados, que vão do pop ao tradicional flamenco espanhol.

Lojas de queijos artesanais são destaque em Les-Baux

As ruas viram uma festa, com pessoas dançando. É um clima muito legal.

O manhã seguinte foi dedicado às cidades de herança romana de Arles e Nimes. Na primeira há um anfiteatro que lembra o Coliseu. Na outra, pontes romanas e uma cópia do Pathernon. Depois, visitei a famosa vinícola Chateauneuf du Pape. À tarde, mudei de base.

Aix-en-Provence e Marselha

Minha segunda base foi Aix-en-Provence, a mais escolhida por quem vai à Provença. Trata-se de uma cidade média, universitária, com excelente rede hoteleira.

Seu centro histórico é um charme, cheio de lojas, restaurantes e animados bares. Nele, está a Cours Mirabeau, que carrega o apelido de “avenida mais bonita do mundo”.

Aix-en-Provence, Provença
Aix-en-Provence

Aix fica a 38 km de Marselha, a maior cidade da Provença. A chegada à região de avião é por lá. Porém, dá também para desembarcar em Nice, se o plano for combinar essa viagem com a Riviera Francesa.

Não é a base ideal, pois não tem o espírito das cidadezinhas provençais. Porém, vale a visita. Há diversos pontos históricos incríveis, como a antiga prisão Chateau D’if (para chegar, é preciso pegar um barco no porto de Marselha).

Outro ponto turístico interessante é a bela basílica Notre-Dame de la Garde. Porém, o melhor programa é o passeio às Calanques de Cassis.

Marselha

Ele também exige que se saia de barco do porto de Marselha. Optei por um programa em um barco que só leva seis pessoas, por isso paguei 60 euros (com a empresa Turquoise Calanques, que faz reservas por internet). Porém, a partir de 20 euros, há passeios em barcos maiores (e cheios), saindo tanto de Marselha quanto de Cassis, cidade ao lado.

Dá ainda para fazer uma trilha, para observar as calanques (que são cânions) de cima. A água esverdeada e cristalina entre montanhas forma um cenário deslumbrante, bom para a prática de snorkel.

Calanques de Cassis

Lavandas e mais cânion

Em toda a região de Provence, em junho e julho, dá para ver campos de lavanda. Os mais belos, no entanto, estão em Valensole, 100 km ao norte de Marselha e a 70 km de Aix.

E há ainda mais um cânion que vale a visita na região. Trata-se do Gorges du Verdon, ou Garganta do Verdon, o cânion mais profundo da Europa. A cor verde da água é impressionante.

Saint-Tropez


A badalada cidade pode ser combinada tanto com a região de Provença quanto com a Riviera Francesa. Trata-se também de um bom ponto transição para quem quer fazer as duas em uma viagem só, algo que exige entre 15 e 20 dias (apenas de carro, sem necessidade de outro tipo de transporte).

Saint-Tropez, Provença
Saint-Tropez

Saint-Tropez foi minha terceira base. A cidade litorânea é conhecida pela vida noturna, pelo porto repleto de imensos iates e pelos clubes de praia. É uma das sensações do verão europeu, e tem também um belo centro histórico. Por lá, passei três noites.

Estradas da Provença

Os preços na Provença, especialmente os de restaurantes, são bem mais baixos que os praticados em outras regiões da França, como a vizinha a Riviera Francesa.

A maior parte dos deslocamentos na Provença é feito por estradas secundárias, boas de dirigir, com muitas curvas e velocidades máximas de 100 km/h. Já as rodovias têm máxima entre 120 km/h e 130 km/h, dependendo da região.

A maioria dos pedágios tem apenas cobrança automática, e alguns guichês só aceitam cartões (os com chip muitas vezes não são aceitos). Fique atento aos letreiros no alto das cabines para passar por um com a opção de pagamento em notas ou moedas. Sempre há um ou dois guichês com essa funcionalidade.

Vida noturna em Aix-en-Provence

Tanto nas cidadezinhas medievais quanto nas maiores, é muito fácil encontrar vagas de estacionamento. Estão por toda a parte – no caso das muradas, fora delas. Os preços variam de 1 a 5 euros pelo dia todo.

Praia das Conchas

Praia das Conchas: um paraíso em pleno Guarujá

Para quem quer curtir uma praia mesmo na pandemia, viajar de carro é uma das melhores maneiras de evitar os riscos. Melhor ainda se for para um local paradisíaco e sem aglomerações. Para quem mora em São Paulo, em menos de uma hora e meia é possível chegar à Praia das Conchas.

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A bela praia fica no bom e velho Guarujá, mas longe das mais tradicionais, como Enseada e Pitangueiras. A Praia das Conchas está ao lado da de Iporanga, e a melhor maneira de chegar é pelo condomínio de mesmo nome.

Porém, como se trata de uma área de preservação ambiental, o acesso dos carros é restrito ao número de vagas para visitantes do estacionamento, pouco mais de 100. De lá até a praia, há uma caminhada de cerca de 500 metros por uma bela alameda.

Se não houver mais vagas para carros, os visitantes podem acessar o condomínio a pé, e caminhar até a praia. Porém, poucos se arriscam: são 3,2 km de caminhada.

Outro acesso é pelo condomínio São Pedro, ao lado. Nesse caso, o visitante tem de caminhar cerca de um quilômetro pela Praia de São Pedro (também belíssima) até chegar à Praia das Conchas.

No caso de São Pedro, o acesso dos carros também é restrito ao número de vagas do estacionamento para visitantes. Ao chegar em ambos os condomínios, é preciso, na portaria, informar que vai visitar a Praia das Conchas.

São Pedro e Iporanga ficam na rodovia Ariovaldo de Almeida Viana, também conhecida como Guarujá-Bertioga. O trecho em que estão aos condomínios é chamado ainda de estrada Parque Serra do Guararu, nome da reserva ambiental da região.

Como é a Praia das Conchas

Esqueça o conceito de praia para passar o dia comendo e bebendo. Não é permitida a venda de alimentos na Praia das Conchas. Barracas não são permitidas, nem cadeiras e guarda-sóis. A recomendação é levar cangas, toalhas ou esteiras para estender na areia.

Piscina natural na Praia das Conchas
Piscina natural na Praia das Conchas

A praia dificilmente tem aglomerações, e fica com a faixa de areia repleta de espaços. Por ali, manter o distanciamento social é fácil.

Em meio à Serra do Guararu, é rodeada por vegetação. O mar claro, de tom meio esverdeado, tem ondas fraquinhas. O local é ideal para a prática de snorkeling e stand up paddle.

Outra atração da Praia das Conchas é uma bela piscina natural, bem no canto da faixa de areia.

Lobby do Fera Palace

Fera Palace reúne charme e história no coração da bahia

Minha primeira experiência no Fera Palace, em Salvador, foi em julho de 2019. Sete meses depois, retornei ao hotel. Era fevereiro de 2020, pouco antes do carnaval e da crise no setor de turismo gerada pela pandemia.

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O Fera Palace fechou suas portas temporariamente logo depois, e reabriu há dois meses, em dezembro de 2020. É essa experiência, a segunda, pré-pademia, que vou relatar agora a vocês. Mas uma das coisas que achei que mais haviam piorado em sete meses felizmente já é parte do passado.

Trata-se do restaurante. O ótimo Adamastor avaliado em 2019 havia sido substituído. Isso acabou gerando uma queda de qualidade no cardápio e, especialmente, no café da manhã. O que antes era um dos destaques do Fera Palace se tornara, em fevereiro de 2020, trivial.

Por do sol no Fera Palace

Mas, um mês depois da reabertura, veio uma notícia que eu encaro como boa. A partir de março, o restaurante será novamente substituído. Passará a se chamar Omí, sob o comando dos chefes Fabrício Lemos e Lisiane Arouca.

A especialidade do Omí será frutos do mar e pescados. Espero que a qualidade volte a ser uma referência na gastronomia do Fera Palace. Como o restaurante ainda não foi inaugurado, deixarei a avaliação sobre quesito para uma próxima oportunidade.

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Localização

O Fera Palace é o antigo hotel Palace, que foi restaurado. Fica na rua Chile, a poucos passos do Pelourinho, no centro da cidade. Esta foi a primeira rua do Brasil.

O Palace era um dos mais famosos hotéis de Salvador, muito conhecido por seu cassino. Em “Dona Flor e seus dois maridos”, romance de Jorge Amado, é nele que o personagem Vadinho vive a maior parte de sua vida boêmia.

Fera Palace fica na Rua Chile

O cassino, obviamente, não existe mais, mas seu salão foi preservado no Fera Palace (leia mais abaixo). O hotel também fica próximo à Avenida Lafayette Coutinho. Por lá, estão concentrados os restaurantes mais badalados de Salvador.

Outra atração da região é a Bahia Marina, conhecida por seus bares, restaurantes e barcos, muitos barcos. Para quem quiser fazer um passeio privativo de barco em Salvador, a Bahia Marina é o melhor ponto de partida.

Design


O Fera Palace preservou muito do antigo hotel, inaugurado em 1934. Do terceiro ao oitavo andar, o piso de tacos de madeira é original. No primeiro andar, há o salão Dona Flor, uma homenagem àquela que provavelmente é a personagem mais popular da obra de Jorge Amado.

Muito concorrido para festas e casamentos, pode também receber algumas convenções, embora o Fera Palace tenha uma vocação mais turística.

Bar do lobby no Fera Palace

É neste salão que ficava o famoso cassino do Palace. E ele busca reproduzir, com suas pilastras espelhadas, o cassino frequentado pelo malandro e carismático Vadinho.

Aliás, tudo o que o Fera Palace não conseguiu preservar, ele reproduziu. O estilo é art deco, visto nos quartos e na recepção, que tem um charmoso bar e o restaurante.

Fera Palace, em Salvador

Esse piso, com pé direito bem alto, recebeu imensas pilastras para suportar a estrutura do novo nono andar, antes não existente – era o teto do hotel. Os dois elevadores também reproduzem os do Palace, mas com toques de modernidade, como o painel digital. A madeira do original apodreceu, então tudo é novo.

Piscina e academia

O epicentro do Fera Palace é a piscina. Estreita e longa, tem uma vista espetacular para a maravilhosa Baía de Todos os Santos. Fica no novo nono andar. O por do sol visto dali é um espetáculo.

Os menos atentos poderiam imaginar que o andar da piscina – com um bar aberto diariamente a partir das 9h – é uma cópia da construída no Fasano Salvador, ali ao lado, em frente à Praça Castro Alves.

Porém, os mais observadores vão saber que, se entre os dois hotéis de luxo há inspirações, é o contrário. O Fera Palace foi inaugurado antes da filial soteropolitana da luxuosa rede de hotéis.

No mesmo andar, há a sala de ginástica. É simples, com duas esteiras, um elíptico e um aparelho multifuncional de musculação. Deixa a desejar para os mais dedicados aos exercícios diários. Em compensação, tem janela panorâmica com bela vista para o centro da cidade.

Também falta ao Fera Palace um spa. Quem quiser massagens, no entanto, pode agendar na recepção.

Quartos e suítes

Na minha primeira hospedagem no Fera Palace, fui recebida em uma suíte de canto (corner). Há uma por andar, até o sétimo. A exceção é o oitavo andar, pois nele está a suíte presidencial.

Fera Palace
Suíte corner

A corner tem janelas que rodeiam todo o apartamento, dando uma vista panorâmica que inclui a Baía de Todos os Santos. São 46 metros quadrados. Em minha segunda experiência, fui recebida em quarto Deluxe, de 31 metros quadrados.

É uma categoria intermediária, entre os quartos standard e a suíte júnior (que fica abaixo da suíte de canto). Com exceção do tamanho e da ausência do ambiente da sala integrada ao quarto e das vistas, tudo é bem semelhante nas duas categorias.

Banheiro na suíte corner

A decoração é no estilo art decó e o piso e as janelas, originais do Palace. A cama é king size, confortável e com menu de travesseiros. Os tons de decoração são claros: as cortinas, o forro da cama e os móveis.

O banheiro não é original. O Palace tinha apenas um por andar. Então, eles foram construídos, mas atentos ao estilo art decó. Na suíte, há, além do box com ducha de ótima pressão, uma banheira. No quarto, não.

Quarto Deluxe

Na suíte, são duas pias. No quarto, uma só. As amenidades também são mais caprichadas na acomodação mais luxuosa. Há kits de unha, costura, entre outros mimos. No quarto, há apenas sabonetes em barra e líquido, xampu, condicionador e hidratante – todos de ótima qualidade.

Uma falha que encontrei no banheiro em minha primeira hospedagem, que foi mantida na segunda, é a falta de ganchos para pendurar as toalhas de banho.

Banheiro no quarto Deluxe

Minhas impressões

O Fera Palace é uma excelente opção de hospedagem de luxo em Salvador, que, há alguns anos, deixava bastante a desejar nesse aspecto, mas vem ganhando bons estabelecimentos agora. Em minha hospedagem em 2019, os preços eram muito competitivos: partiam de R$ 400.

Agora, as tarifas ficaram mais caras. Para abril, começam em cerca de R$ 800 para os quartos e R$ 1.600 para as suítes. O preço de quase tudo no Brasil aumentou.

Ainda assim, as tarifas são bem vantajosas na comparação com as do principal concorrente, o Fasano, que mantém valores bem próximos aos cobrados em suas outras unidades pelo Brasil. No mesmo período, partem de cerca de R$ 1.400 para os quatros e R$ 2.600 para as suítes.

Villa Santa Maria

Villa Santa Maria: vinícolas são atração na serra da mantiqueira

Toscana, Provença, Bordeaux, Napa Valley, Mendoza… São diversos os destinos pelo mundo que se destacam pela produção de vinhos. E essa concentração de vinícolas acaba se tornando também uma atração turística, já que muitas estão abertas à visitação.

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No Brasil, a região mais famosa pela produção de vinhos é o Rio Grande do Sul. E, nos últimos anos, a Serra da Mantiqueira vem ganhando espaço no turismo voltado à visita às parreiras e à degustação de vinhos.

Entre as vinícolas espalhadas pelas zonas rurais das cidades da região, que passa pelos Estados de São Paulo e Minas Gerais, fui conhecer recentemente a Villa Santa Maria, em São Bento do Sapucaí (SP). A vinícola é fabricante de cinco vinhos batizados de Brandina.

O catálogo inclui um espumante, um rosé, dois brancos e um tinto, o topo de linha. Feitos a partir de oito tipo de uvas, têm preços entre R$ 99 e R$ 130 e são vendidos na lojinha da Villa Santa Maria – junto com os sucos de uva da casa e outros produtos, como temperos.

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Tour na vinícola Villa Santa Maria

A visitação à Villa Santa Maria tem diversas atrações. Pode ser feita entre quinta-feira e domingo, e também em feriados. Para quem só quiser conhecer as parreiras, com explicações sobre o cultivo das uvas, o preço é de R$ 10.

Vinícolas da Serra da Mantiqueira

Quando se inclui na programação a degustação dos cinco vinhos da casa, o preço sobe para R$ 40. Após essa programação, é possível almoçar em uma das duas áreas do restaurante Bruschetteria da Villa.

Na parte interna, com bela vista para a Serra da Mantiqueira e para as parreiras, há três menus de três pratos. O preço é de R$ 120, e sobe para R$ 180 se o cliente optar pela harmonização com os vinhos da casa.

Vinícolas da Serra da Mantiqueira

Já na parte externa do restaurante, são servidas diversas opções de aperitivos, todos pensados para harmonização com os vinhos. Outra atração da visitação à vinícola é observar a pequena cachoeira que faz parte da propriedade.

Visual se destaca entre as vinícolas da região

O que mais chama a atenção na Villa Santa Maria é a beleza das diversas áreas da vinícola. No centro de tudo há o restaurante, cuja parte interna tem mesas revestidas de madeira. Na externa, foram instaladas tendas brancas.

Bruschetteria da Villa

Elas ficam em torno de um espelho d`água. Por ali, há também um bar especializado na preparação de drinks variados.

A visitação à Villa Santa Maria tem de ser agendada. A reserva pode ser feita por meio do telefone 12 99649 2728. A vinícola fica na Estrada Municipal José Theotônio Silva.

Vinícolas da Serra da Mantiqueira
Cave
Hotel Vila Inglesa

Vila inglesa, o hotel da seleção brasileira de 1962

Em 1962, a Seleção Brasileira de Futebol se preparava para a Copa do Mundo que renderia ao País o bicampeonato mundial. O local escolhido para a concentração, antes de partir para e então Tchecoslováquia, foi Campos do Jordão. A seleção se concentrou no hotel Vila Inglesa, na parte mais alta do bairro de mesmo nome, rodeado por jardins e muita vegetação nativa.

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Uma foto de Pelé com hóspedes é parte da decoração do salão principal do hotel, que passou por uma fase muito difícil até ser reinaugurado e voltar a oferecer luxo e exclusividade para os visitantes.

Após falência, no início deste século, o Vila Inglesa foi leiloado. Quem o comprou foi o Grupo Mazzaropi, que administra também o Hotel Fazenda Mazzaropi, no interior de São Paulo.

Quarto luxo no hotel Vila Inglesa
Quarto luxo no hotel Vila Inglesa

Depois de um longo processo de reforma, o hotel foi reinaugurado há cinco anos, como Vila Mazzaropi. Problemas com credores impediram que voltasse a usar o nome original, que só foi resgatado dois anos após a reabertura.

Inaugurado nos anos 40, o Vila Inglesa guarda grande identificação com seu projeto original. O estilo é clássico, bem retrô, mas com detalhes luxuosos. O prédio em estilo de chalé é bem comum em Campos do Jordão. Também está em diversas outras construções da cidade, como os luxuosos Toriba e Frontenac.

Lazer

Entre as atividades e facilidades oferecidas pelo Vila Inglesa está uma grande academia. Apesar de bem equipada, tem alguns aparelhos já muito antigos, que funcionam mal. Ao lado, há salões de jogos, com opções como sinuca e pingue pongue.

A piscina aquecida e coberta fica aberta o ano todo, e há também uma sauna. Ao lado, há um jardim com mesas que dão vista para as montanhas nos arredores do hotel. É uma das áreas mais bonitas da propriedade, que tem também um imenso playground, para diversão dos pequenos.

As crianças têm opção de recreação. Já atividades como cavalgada são oferecidas por parceiros terceirizados, mas podem ser agendadas na recepção do hotel. Faz falta, aliás, a presença de um concierge.

A lojinha do hotel é bem voltada aos pequenos. Há diversos bichinhos de pelúcia à venda, com preços a partir de R$ 40. Outros itens oferecidos são doces tipicamente brasileiros, com assinatura do Grupo Mazzaropi.

O Vila Inglesa fica a 3 km do bairro do Capivari, o mais badalado de Campos do Jordão, onde estão a maioria dos bares e restaurantes da cidade. Já o centro comercial Ducha de Prata. O estacionamento é gratuito.

Gastronomia no Vila Inglesa

O salão principal do hotel é bem clássico, com direito a uma armadura tipicamente britânica medieval de gosto um tanto duvidoso. Por outro lado, tem uma bonita e grande lareira, além de um piano dos anos 40, no qual, em algumas noites, pianistas profissionais fazem shows.

Ao lado, o Bar da Torre serve drinks e petiscos, como bolinhos e bruschettas. Chamam a atenção o bom preço das porções, que são bem servidas, saborosas e custam entre R$ 10 e R$ 20.

O restaurante Moya tem diversidade de opções, com massas, risotos e variedade de peixes e carnes. A truta ao molho de camarão foi o melhor prato que experimentei por lá. Custa cerca de R$ 75.

Massas têm preços a partir de R$ 30, enquanto risotos partem de R$ 50. São preços interessantes para um restaurante de muita qualidade, em um hotel de luxo. A gastronomia é o ponto forte do Vila Inglesa.

Por causa da pandemia, o café da manhã, incluído na diária, é a la carte. Há opções variadas de ovos, sanduíches, iogurtes, pães, cereais, frutas, sucos naturais e vitaminas. É servido entre às 8h e as 11h.

Também está incluído na diária o chá da tarde, uma tradição nos hotéis luxuosos de Campos do Jordão – mas, geralmente, cobrado à parte. Há bolos, pães, frutas e variedade de bebidas. Está disponível entre 16h30 e 17h30.

Salão principal do hotel Vila Inglesa
Salão principal do hotel Vila Inglesa

Acomodações do Vila Inglesa

O Vila Inglesa tem quatro tipos de quarto, em um total de 30 apartamentos. São todos bem semelhantes, com uma cama king size, uma de solteiro (ressaltando que o público alvo do hotel é famílias com crianças), travesseiros de plumas, armários e mesinhas de madeira e banheiro com box grande e pia dupla, de mármore.

Sacada

No banheiro, faz falta janela com abertura. Há janelas, mas elas não podem ser abertas. O apartamento superior, no qual me hospedei, e o standard, de entrada, se diferenciam pelo presença de sacada no tipo mais caro.

Banheiro do quarto superior

Acima do superior está o luxo, que tem box com banheira. Esses três tipos de quarto são voltados para o estacionamento. Já os topo de linha, premium, são idênticos ao luxo, mas com vista para os jardins.

Quarto superior no Vila Inglesa
Quarto superior no Vila Inglesa

Uma boa dica para quem não faz questão de vista nem de banheira, como eu. O apartamento no qual me hospedei, 215, é um dos melhores do Vila Inglesa. Visitei cerca de oito acomodações, de todos os tipos, e o em que me hospedei era o mais espaçoso e com a maior sacada.

Banheiro do quarto luxo