Hotel Toriba

Hotel Toriba investe em atrações ao ar livre na retomada

Aos poucos, os hotéis em algumas regiões do Brasil começam a reabrir, seguindo protocolos de segurança no período de pandemia. Em Campos do Jordão, o Toriba, que está operando com 60% da capacidade, investe em uma programação de viagem consciente para atrair hóspedes, uma vez que, neste momento, os bares e restaurantes do famoso bairro do Capivari estão fechados – a previsão é de que reabram nas próximas semanas.

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O destaque dessa programação é o Aventoriba, com atividades ao ar livre para hóspedes de todas as idades – uma vez que o hotel tem forte pegada familiar, e muito entretenimento para crianças. O Aventoriba está também aberto a não-hóspedes, mas nesse período, os programas coletivos estão ocorrendo no fim de semana.

Durante a semana, a prioridade são saídas com grupos individuais, que incluem apenas quem está viajando junto – casais, famílias ou grupos de amigos, entre outros. Os programas do Aventoriba incluem esportes, aventura e gastronomia – leia detalhes abaixo.

Hospedei-me no hotel, localizado em uma das partes mais altas de Campos do Jordão, próxima à entrada da cidade, no fim do mês passado. Da chegada a Campos até a entrada do Toriba, é preciso fazer uma grande escalada (de carro, em piso asfaltado). No percurso, a temperatura já ficou dois graus mais baixa. O hotel está a 1.800 metros de altitude e, segundo seu site, é o mais alto do Brasil.

Chalés ficam distribuídos no bosque do hotel

Vale a pena. Por causa de sua localização, as vistas do hotel septuagenário – foi fundado em 1943 – são espetaculares, e há uma grande área de vegetação em todo seu entorno. Isso favorece uma vida ao ar livre, em contato com a natureza, excelente para quem está procurando viver uma experiência muito além do bairro do Capivari – do qual, aliás, o Toriba é cerca de 5 km distante.

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Além disso, as noites estreladas oferecem um espetáculo à parte para os hóspedes do hotel – que, por enquanto, não têm muito o que fazer em Campos do Jordão durante a noite, além de desfrutar de suas atrações gastronômicas e culturais.

O Toriba em tempos de pandemia

Há seis anos, o hotel Toriba, fundado por Luiz Dumont Vilares, foi comprado por Aref Farkouh, arquiteto de São Paulo, que deu início à sua reformulação ainda não concluída. Os quartos originais, no prédio ao estilo de chalés dos alpes suíços, estão passando por reforma – alguns, como aqueles em que me hospedei, já estão prontos.

Além disso, teve início a construção de modernos chalés. Hoje, os chalés e quartos já estão no hotel em mesmo número – cerca de 25 para cada categoria. Ao chegar ao hotel, é preciso se identificar, para checagem da reserva. Não-hóspedes não podem usar as instalações do Toriba nem mesmo para almoçar e jantar nesse período. Os restaurantes do hotel, no entanto, estão fazendo entregas na cidade.

Era um domingo, dia em que o fluxo costuma ser de saída, e não de chegada a Campos do Jordão. Porém, o Toriba estava com sua capacidade máxima de ocupação, que foi mantida durante toda a semana.

Isso ocorre porque, com restrições a viagens internacionais e o receio de usar transporte aéreo para atingir locais mais distantes, muitos paulistanos estão passando suas férias em regiões próximas à capital do Estado, como a Serra da Mantiqueira – onde está localizada Campos do Jordão.

Área externa do restaurante

De acordo com a gerência, o hotel já estava com reservas esgotadas para o fim de semana até meados de agosto. E eram poucas as opções de hospedagem em quartos e chalés mesmo durante a semana.

Todos os funcionários utilizam máscaras em qualquer ambiente do hotel. As refeições dos três restaurantes estão sendo servidas no salão principal do hotel, com mesmas bem distantes umas das outras.

Gastronomia

Nos meus dois primeiros dias hospedada por lá, o cardápio estava bem restrito. Havia os sanduíches do Estação Toriba (paninis e hambúrgueres, a partir de R$ 25), que fica ao lado do hotel em uma réplica de um antigo trem. Está fechado, mas preparando as refeições para entrega no salão principal do hotel.

Outra opção era o menu de fondue (R$ 250). Quantos aos demais pratos, que incluíam carnes, peixes e massa (preços entre R$ 50 e R$ 90), havia apenas três opções por dia – fora entrada, sobremesa e menu kids. Considerei este um dos principais problemas do hotel, principalmente por estarmos em um período sem possibilidade de saída.

Salão principal para refeições

No entanto, de acordo com a gerência, a decisão foi tomada por segurança – entre as razões, há a restrição do número de funcionários por turno. De todo modo, em meu último dia de hospedagem, o cardápio já havia sido ampliado, trazendo mais variedade.

Além disso, todos os pratos que experimentei por lá (hambúrguer, carpaccio e peixe com salada) estavam saborosos e bem apresentados.

O café da manhã está sendo servido a la carte – em períodos normais, é no estilo buffet. Embora o serviço seja rápido, achei bem restrito, com frios, sucos, cesta de pães, bolos e opções de pratos quentes que incluem sanduíches simples, tapiocas e alguns tipos de ovos. Faltaram iogurtes, cereais e uma variedade maior de frutas.

Em tempos normais, o Toriba opera com opções de café da manhã incluído, ou pensão completa. A segunda modalidade não está disponível em tempos de pandemia. Em meu período de hospedagem, o perfil da maioria dos hóspedes era composto por casais com filhos (crianças e pré-adolescentes).

Além do salão principal, as refeições no Toriba também podem ser feitas em um jardim externo, com mesas grandes e vistas para o bosque. Pinturas e obras de arte que datam do período da construção do hotel são os destaques da decoração.

Estação Toriba

O quarto Panorama

Minha hospedagem foi em um quarto da categoria Panorama, a mais alta. Acima dela, estão os chalés. O apartamento foi reformado recentemente e tem 30 metros quadrados. No quarto específico, número 110, há uma cama de casal king e uma de solteiro.

As camas são bastante confortáveis, e o quarto ganhou toques contemporâneos, com muitos toques de madeira, em constraste com um aspecto retrô (visto no armário, nas cortinas e na porta original de acesso à grande sacada).

Quarto Panorama tem 30 metros quadrados

Original também é a janela do banheiro, que permite vista para a Serra da Mantiqueira durante o banho. Essa vista, mais ampla, pode ser desfrutada do balcão, com duas cadeiras de madeira. Além da serra, há muitos exemplares da Araucária, a bela árvore típica da região, que domina o bosque do hotel Toriba.

Para não dizer que adorei tudo no quarto, dois aspectos prejudicam um pouco a apresentação. O primeiro é o frigobar, daqueles brancos que vemos em toda categoria de hotel, e não combinam com uma hospedagem de luxo como o Toriba. Colocá-lo em um armário de madeira deixaria o ambiente mais bonito.

O quarto de um dos chalés

Os quadros de flores nas paredes também não combinaram com o ambiente. Para esse período de pandemia, o hotel aprimorou a rede Wi-Fi, com o objetivo de atrair pessoas que queiram passar por lá a semana, fazendo seu home office enquanto as crianças se divertem. De fato, o serviço funcionou muito bem para quase todas as atividades – até mesmo reprodução de filmes em streaming.

Para hospedagem em meados de setembro, o quarto Panorama tem tarifas a partir de R$ 900. Os mais simples partem de R$ 600.

Sala do mesmo chalé

Os novos chalés

Os chalés do Toriba são bem superiores aos quartos do edifício principal. Eles ficam espalhados pelo bosque do hotel. Construídos a partir do zero, sem necessidade de preservar as características originais do hotel, são luxuosos, contemporâneo e com aspecto sustentável.

Em comum, todos têm o amplo uso de madeira e ferro, que ressaltam a aparência contemporânea. Cada chalé tem entre dois e quatro quartos e suítes, que podem ser reservados separadamente.

Há um grande cuidado com os banheiros. Alguns usam porcelanato. Outros mármore. Em um dos chalés, o imenso boxe tem direito a banheira em estilo Provençal e até ao tronco de uma Araucária, que se estende pelo teto até o exterior.

Um dos chalés que visitamos, em um bloco de dois, tem quarto, sala e uma imensa sacada. No outro, de dois andares, o terraço é integrado ao quarto. Ambos oferecem uma imersão na natureza, no meio do bosque.

Para meados de setembro, as diárias dos chalés partem de R$ 1.050.

O que fazer no Toriba

Por determinação estadual para a região em que está Campos do Jordão, o amplo spa do hotel, by Loccitane, não está funcionando. Então, o hóspede não pode desfrutar de diversos tipos de banhos oferecidos.

Spa do hotel Toriba

Porém, as massagens podem ser realizadas em áreas abertas, com amplo processo de higienização entre o atendimento aos hóspedes. Ao lado do spa, há uma academia com janela panorâmica e vista para o bosque. A piscina, com opção aquecida, também está fechada por enquanto.

Em frente ao hotel, uma ampla área de floresta exclusiva para os hóspedes tem diversas opções de trilhas, que podem ser feitas a pé ou de bike. Para os pequenos, o Toriba preservou o escarregador que data de sua inauguração. Bem radical, ele dá acesso à brinquedoteca, que está quase sempre vazia.

Isso porque são diversas as opções de entretenimento para a criançada. A principal é a Fazendinha, espaço rural de entretenimento com monitores que tem animais como coelhos criados soltos, para a diversão da meninada.

Aventoriba

O programa de aventuras foi criado há dois anos com foco em levar os hóspedes para fora do hotel para curtir trilhas a pé, passeios equestres e até aventuras radicais de escalada à Pedra do Baú. Quase todas as modalidade incluem encerramento com almoço ou piquenique, dependendo do horário.

Há uma área para trilhas em frente ao hotel Toriba

Fiz o programa Aventoriba Por do Sol, uma trilha pela Mata Comprida. Ela fica em uma propriedade particular e parte do bairro Alto da Boa Vista. O encerramento é no alto de uma montanha, no mesmo bairro, com piquenique e por do sol.

O cardápio inclui vinho, queijos e frios e pães diversos. É acesa uma fogueira e a programação se estende até a noite. A vista é espetacular, com exemplares seculares da Araucária e muitas espécies de pássaros. No meio do caminho, há uma pequena cachoeira.

A trilha é de baixa dificuldade para quem já está levemente habituado. A mata é quase toda fechada, e dá para avistar algumas espécies peculiares de pássaros pelo caminho – aliás, há um programa exclusivo para esse fim.

Aventoriba Por do Sol

Os guias especializados que nos acompanharam por todo percurso informam que criança a partir de dois anos estão aptas para fazer a trilha. Mas, como há alguns trechos escorregadios, e uma ampla subida no final, eu certamente não levaria meu sobrinho de dois anos. Mas, certamente, consideraria um programa muito legal para os de seis, sete e oito.

O Aventoriba Por do Sol tem preço de R$ 250.

Vale a pena viajar durante a pandemia?

Ao chegar ao Toriba, minha primeira parada de um projeto de viagem consciente pela Serra da Mantiqueira, fiquei um pouco desanimada. Com todas as restrições, viajar, a princípio, pareceu algo um pouco banal.

Mas, após três dias no hotel, respirando ar puro, curtindo as boas opções gastronômicas e desfrutando diversas atividades ao ar livre, mudei completamente de ideia. De acordo com os guias do Aventoriba, a procura pelos programas tem sido cada vez mais altas, pois as pessoas estão descobrindo que existe vida e diversão fora de shoppings, restauramtes, bares e centros de compras.

Fazendinha do Toriba

De fato, acredito que esse período de pandemia tem sido, nesse aspecto, positivo. E que a o turismo ao ar livre, mais saudável e, na maioria das vezes, muito mais deslumbrante, é uma tendência que veio para ficar mesmo quando a vida voltar ao normal. O contato com a natureza é, hoje, a razão principal para se fazer viagens.

Rodeo Drive - ruas a avenidas

Avenidas e ruas mais badaladas do mundo – parte 1

Esqueça a Champs-Élysées. Definitivamente, fuja da Oxford Street. Hollywood Boulevard? Nem pensar. Se seu negócio é caminhar por ruas e avenidas badaladas das principais cidades do planeta, a primeira coisa a fazer, na maioria dos casos, é fugir das mais conhecidas.

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Locais como as ruas e avenidas citadas acima, além de algumas outras, são tão conhecidas que se tornaram pontos de turismo de massa. Até têm lojas, restaurantes e algumas importantes atrações da cidade. Mas, lotadas, foram aos poucos perdendo o charme e a sofisticação.

Se você quer explorar ruas e avenidas charmosas e sofisticadas, repletas de lojas e restaurantes badalados, bem como hotéis que valem a visita mesmo para quem não está hospedado, fique de olho nessas dicas.

Nesta primeira parte, vamos explorar três das metrópoles mais badaladas do mundo: Londres, Nova York e Los Angeles. Nos próximos capítulos, confira dicas de Madri, Berlim, Munique, Nova York, São Paulo e Rio de Janeiro, entre outras cidades.

Slone Street e Pall Mall – Londres

A maioria das marcas de alta costura do mundo estão reunidas na charmosa rua de Londres. Ali do lado, na Brompton, você encontra a famosa loja de departamento Harrod’s.

Nos arredores também está a Knightsbridge e os hotéis Mandarin Oriental – com restaurantes de dois dos chefs mais badalados do mundo – e Bulgari.

Mas para desfrutar de cafés com mesinhas nas ruas no verão, e também de restaurantes e bares bastante disputados, uma ótima pedida é a Pall Mall, em St. James Square. Por lá, há ainda os famosos clubes de Londres.

Sloane Street, em Londres

Nos arredores da Pall Mall, o ar é de sofisticação bem londrina, e é mais comum se ver moradores da cidade do que turistas. Nem parece que, logo ao lado, está a turística Piccadilly Circus.

Já na Sloane e Knightsbridge, além de londrinos, o cenário é composto por turistas endinheirados do mundo todo – principalmente da Ásia -, ávidos por compras de luxo.

Montaigne e Saint-Honoré – ruas e avenidas em Paris

É claro que a Champs-Élysées tem seu charme. Mas para ter uma experiência realmente sofisticada em Paris, a visita obrigatória é a Avenue Montaigne. Cafés e restaurantes super charmosos são uma constante por lá, bem como nas ruas que ficam nos arredores.

Por ali, você encontra também o Plaza Athénée, o sofisticado hotel que, entre suas atrações, tem o restaurante de Alain Ducasse.

Montaigne está entre as avenidas mais luxuosas de Paris

Já a Rue Saint-Honoré é a “casa” das grifes sofisticadas. Por lá (e nos arredores), há belíssimas lojas de marcas como Gucci, Alexander McQueen, Chanel e Balenciaga, além de diversos hotéis luxuosos, como o Mandarin Oriental.

O Ritz, um dos hotéis mais famosos do mundo, está logo ao lado, na Place Vendôme. Por ali, vale ainda a visita ao famoso bar Hemingway e ao restaurante Maxims, na Rue Royale. Aproveite para explorar as excelentes lojas de vinhos da região.

Rodeo Drive e Sunset Boulevard – Los Angeles

A Rodeo Drive, em Beverly Hills, embora não tão turística quanto a Hollywood Boulevard, é também bastante famosa. Mas vale a visita à belíssima avenida que foi imortalizada no filme “Uma Linda Mulher”, com Julia Roberts e Richard Gere.

Arborizada e com belíssima arquitetura, reúne todas as marcas de alta costura do mundo. É o paraíso da compras de luxo. Por ali há alguns bons restaurantes, mas tome cuidado com as pegadinhas turísticas, principalmente os do shopping a céu aberto Two Rodeo Drive, que cobram um preço muito alto para o que oferecem.

Esse shopping fica entre a Rodeo Drive e a Wilshire Boulevard, em frente ao hotel de luxo que também foi cenário de “Uma Linda Mulher”. Por ali, vale visitar os jardins de Beverly Hills e as famosas mansões do bairro. Mas, se quiser conhecer as casas dos famosos de Hollywood, terá de ir até a distante Malibu. A maioria está por lá.

Sunset Boulevard, em West Hollywood

A Sunset Boulervard, em West Hollywood, é menos luxuosa, mas muito badalada. O trecho que fica no bairro é repleto de hotéis modernos e sofisticados, com restaurantes da moda e bares rooftop muito disputados no verão.

Outro destaque da Sunset Boulevard são as casas noturnas de diversos tipos. Há as especializadas em música eletrônica e as que são sede de shows, da comédia ao rock. Algumas bandas californianas hoje muito famosas foram reveladas em clubes como o Whisky a Go-Go.

Nizuc Resort

Nizuc é mais sofisticado que cancun

Cancun é o mais tradicional destino do Caribe para brasileiros, e é um dos locais do México que está voltando a receber turistas (inclusive os dos nosso país) no início da reabertura em época de pandemia. Apesar de resorts grandiosos, a cidade mexicana não é um hot spot sofisticado. Isso, no entanto, não se aplica ao Nizuc Resort.

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O resort de luxo destoa de Cancun. É muito mais sofisticado que a cidade mexicana.

A zona hoteleira de Cancun ocupa uma extensa faixa, com um resort ao lado do outro, além de bares e shoppings. É a zona da “muvuca”. Para quem gosta de bater perna, o melhor local para se hospedar. Já para quem gosta de paz…

O Nizuc é para o segundo grupo, o da paz. Não há nada muito interessante por perto. Em compensação, os hóspedes podem desfrutar de uma praia particular com águas claras e calmas. Dependendo do horário, há formação de piscinas naturais.

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O resort não é all inclusive (os melhores nunca são). Porém, há seis restaurantes de excelente qualidade, que oferecem de culinária mexicana a internacional. O resort tem também spa e oferece diversas atividades esportivas, como canoagem e aulas de tênis.

Destaques do Nizuc

A decoração do Nizuc tem uma pegada ecológica e moderna. Os tons marrom e preto são preponderantes. Até a bela piscina de borda infinita, com vista para o mar do Caribe, é escurecida.

Banheiro de uma suíte no Nizuc

Os quatros usam também esses dois tons, além do bege e um ou outro detalhe em cores mais vivas. A madeira domina a decoração. Até no box há imitação do material.

Por falar em box, ele é amplo e traz ducha com efeito chuva. A banheira é separada. A maioria dos quartos tem sacada com espreguiçadeiras e vista para o mar. O menor apartamento tem 60 metros quadrados, e há suítes e bangalôs com quase 200 m² e piscina privativa.

Vista a partir de uma das suítes do Nizuc

Também chama a atenção o clube de praia, com cadeiras e espreguiçadeiras confortáveis e excelente serviço.

Explorando Cancun

O melhor de Cancun não está em Cancun. Embora seja um programa altamente turístico, a bela Isla Mujeres precisa ser conhecida.

Um pouco mais distante (dá para alugar um carro) estão a badalada (e bem mais sofisticada) Playa del Carmen, com seus bares decolados e hotéis de design. Tulum é uma visita obrigatória. Lá você poderá ver belíssimas ruínas da civilização maia.

Vicky Cristina Barcelona

Barcelona: filmes mostram vários lados da cidade

Na semana passada, diversos países europeus começaram a abrir suas fronteiras ao turismo. Mas, por enquanto, o fluxo é permitido apenas entre países da União Europeia e Reino Unido. Os brasileiros ainda terão de esperar. Enquanto isso, dá para “viajar” por meio do cinema a uma das grandes cidades mais procuradas no verão da Europa: Barcelona, na Espanha.

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Depois das séries que mostraram filmes sobre viagem, sobre o verão europeu e alguns que permitem conhecer Londres, chegou a vez da cidade catalã. É mais comum ver Barcelona em filmes espanhóis. Porém, aqui eu saí do óbvio e selecionei alguns longas produzidos também fora da Espanha.

A lista tem diretores consagrados e premiados, como Woody Allen e Pedro Almodovar. Grandes atores também estão incluídos na seleção, que tem dramas, comédia romântica e ação.

Barcelona atrai turistas pelo seu clima litorâneo, pela arquitetura peculiar e pela agitada vida noturna. Além disso, é berço de grandes nomes da gastronomia mundial. Vamos aos filmes?

A Barcelona de Almodovar em ‘Tudo sobre minha mãe’

Este é um dos meus filmes preferidos dirigidos pelo consagrado espanhol Pedro Almodovar. Além disso, é o único da lista não tem o espanhol Javier Bardem no elenco. O longa de 1999 traz entre os destaques Cecilia Roth e uma jovem Penélope Cruz.

Após a morte do filho, Esteban, Manuela (Roth) viaja de Madri a Barcelona, para dar a notícia ao pai do garoto. Lá, retorna ao universo do teatro, do qual fazia parte na juventude, por meio da amizade com uma grande atriz – interpretada por Marisa Paredes.

Antonia San Juan e Cecilia Roth

Madri é o cenário mais comum nos filmes de Almodovar. Nessa viagem a Barcelona, ele explora diversos pontos da cidade, desde seu lado mais obscuro aos locais mais turísticos. Entre os cenários, há o Cemitério de Montjuic, com esculturas modernistas, e o Cinema Coliseum, fundado em 1923.

Nesse cinema, foi projetado o primeiro filme sonoro da Espanha. “Tudo sobre minha mãe” venceu o Oscar de melhor filme estrangeiro em 2000.

O Franco-Atirador

O filme de ação tem locações em Cidade do Cabo, na África do Sul, Londres, Barcelona e Gibraltar. Por isso, poderia ser, mais que um filme de ação, um longa de viagens.

Na cidade catalã, uma das cenas é produzida na famosa Praça Real, próxima às Ramblas. Em um restaurante na praça, ocorre o reencontro do casal protagonista (Sean Penn e Jasmine Trinca).

O desfecho é em uma praça de touros, cuja fachada é a da arena de Barcelona que hoje abriga um museu. Na cidade catalã, já não há mais touradas.

Javier Bardem, Sean Penn e Jasmine Trinca em restaurante na Praça Real

O filme também usa vinícolas nas imediações da cidade como cenários. Em uma delas, se passa a principal cena de perseguição do longa.

Embora o filme seja uma ação que não foge do convencional nem traz grandes inovações, o elenco é estrelado. Além do bicampeão do Oscar Sean Penn, há Javier Bardem e Idris Elba.

Na trama, um matador (Penn) vai à Espanha à procura de pessoas que estão tentando matá-lo. Por lá, se encontra com um ex-colega de crime (Bardem).

No entanto, o personagem de Bardem agora casado com ex-namorada (Trinca) do protagonista. O filme é dirigido por Pierre Morel.

Biutiful

Dos quatro filmes da lista, três são de diretores premiados. Este foi dirigido por Alejandro González Iñarritu, bicampeão no Oscar – por Birdman e O Regresso. Além disso, Biutiful, filme de 2010, recebeu indicações na categoria filme estrangeiro e ator (para Javier Bardem).

Javier Bardem está em três dos quatro filmes sobre Barcelona

A Barcelona de Biutiful é obscura, mais distante de locais turísticos. Mas esses lugares também estão lá. Há, por exemplo, uma cena de perseguição nas Ramblas.

Uxbal (Bardem) ganha a vida com atividades ilícitas e tem uma família disfuncional. Após sentir dores, ele descobre que está com câncer e tem poucos meses de vida.

Vicky Cristina Barcelona

Faz parte da série de filmes que Woody Allen produziu explorando o lado turístico de cidades europeias. Além de Barcelona, essa série inclui as capitais da Itália (Para Roma, Com Amor) e da França (Meia-Noite em Paris).

No longa de 2008, Vicky (Rebecca Hall) e Cristina (Scarlett Johansson) são duas amigas norte-americanas que vão passar o verão em Barcelona. Lá, acabam se envolvendo com artista Juan Antonio (Javier Bardem).

Javier Bardem e Penélope Cruz em Vicky Cristina Barcelona

Além disso, a ex-esposa de Juan Antonio, Maria Helena (Penélope Cruz), também passa a influenciar a viagem das norte-americanas.

Os cenários de Barcelona são tão importantes no longa quanto a própria trama. Entre os locais visitados pelo filme estão a catedral da Sagrada Família, o bairro Gótico, a Casa Milà e o parque de Montjuic.

Mandarin Oriental Hyde Park

Mandarin Oriental é um ícone da hotelaria de luxo em Londres

Em um edifício histórico, de estilo vitoriano, há um dos grandes ícones da hotelaria de luxo de Londres, o Mandarin Oriental Hyde Park. Dentro do prédio, você pode encontrar dois restaurantes de chefs estrelados. No entorno, de um lado, um dos parques mais lindos do mundo. Do outro, o paraíso das compras de luxo.

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Pelos salões desse edifício, que surgiu no século 19, já dançaram as princesas Margareth e Elizabeth. Elizabeth, hoje também conhecida como rainha da Inglaterra. Winston Churchill, um dos heróis do século 20, passava sempre por ali, com seu inconfundível charuto entre os lábios.

Ao longo dos anos, o Mandarin Oriental Hyde Park recebeu em seus salões, quartos e suítes figuras importantes das cenas britânica e mundial. E, no decorrer das décadas, não perdeu essa aura. Pelo contrário: a aprimorou. Nem dois incêndios, um deles bem recente, foram capazes de abalar essa estrutura.

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Antes Hotel Hyde Park, o estabelecimento passou em 1996 à administração da rede de luxo asiática Mandarin Oriental. Desde então, atrai pessoas que fazem questão de experiências exclusivas – seja como hóspedes ou clientes de seus restaurantes, bares e spa.

O hotel visto a partir do Hyde Park

Difícil, no caso desse hotel, é pensar em algo de que não gostei. Tudo ali é praticamente perfeito. Ponto a ponto, venha comigo descobrir o que faz do Mandarin Oriental, que passou por reformulação em 2018, ser a referência de luxo na cidade que muitos consideram a capital do mundo – ideia que pode não agradar aos nova-iorquinos.

Localização do Mandarin Oriental Hyde Park

Se o Shangri-La (leia aqui a resenha) fica em uma área de nova efervescência, e o Sofitel London St. James (confira resenha em breve) está no centro de tudo o que é mais importante para quem vai fazer turismo em Londres, o Mandarin Oriental é o epicentro de uma zona em que exclusividade é a palavra de ordem.

Desfile da cavalaria

Vamos começar pelo Hyde Park, o imenso parque que começa, dependendo do ponto de vista, na balada Park Lane, e termina no Kensington Gardens – os jardins do palácio que é uma espécie de condômino, no qual vivem Kate Middleton e seu marido, o príncipe, entre outros integrantes da família real.

O Mandarin está logo à frente do parque. É o único hotel de Londres com acesso praticamente direto a ele. Na rua calma entre o hotel e o Hyde Park, todos os dias, pontualmente às 10h30, passa o regimento da cavalaria, a caminho do Palácio de Buckingham para a troca de guarda. Uma tradição secular, como tantas na capital inglesa.

Knightsbridge

Ao lado do Mandarin, que fica naquela que é hoje uma das ruas mais badaladas de Londres, Knightsbridge, está o One Hyde Park. O condomínio residencial inaugurado há pouco mais de cinco anos é um dos mais luxuosos do mundo.

O único pub da Sloane Street

O serviço no condomínio é fornecido pelo Mandarin. No térreo, há a concessionária da McLaren que, desconfio, é a que mais vende carros da marca inglesa do mundo.

E há razões concretas para essa desconfiança que é quase uma certeza. Londres é considerada a capital mundial dos supercarros – à frente de Mônaco e Dubai. E é nas imediações de Knightsbridge o local que mais se vê, na capital inglesa, os automóveis mais exclusivos do mundo.

Compras de luxo

O Mandarin fica também a pouquíssimos passos dos dois mais exclusivos centros de compras da cidade: a loja Harrods e a rua Sloane. Ambas reúnem as mais importantes grifes do mundo.

Loja da McLaren ao lado do hotel

Percorrendo a Sloane, não deixe de passar pelo Gloucester, que, como a própria inscrição central na porta diz, é o único pub dessa rua. O ambiente de pub tipicamente londrino destoa da atmosfera altamente sofisticado de Knightsbridge, mas não se engane – o público, essencialmente britânico, é o típico dessa região da cidade.

Sobre as atrações turísticas, Buckingham está a menos de 1 km, ou a uma estação de metrô. A propósito, a estação Knightsbridge, ao lado do hotel, está em uma das principais linhas da cidade, a azul. Tem ligação direta, sem conexões, com o aeroporto de Heathrow.

Knightsbridge vista a partir do Mandarin

Percorrendo o Hyde Park, você logo chega ao Palácio de Kesington. O bairro de Chelsea está também bem próximo do hotel, assim como alguns museus e restaurantes que estão entre os mais badalados da cidade.

Outro destaque da região é um dos museus de design e decoração mais importantes do mundo, Victoria and Albert Museum. Foi batizado em homenagem ao casal que revolucionou a história da arte e da arquitetura em Londres no século 19, entre outras realizações: a rainha Victoria e seu marido, Albert.

Estilo e bares do Mandarin Oriental Hyde Park

Apesar da renovação, o Mandarin Oriental Hyde Park mantém sua essência, especialmente na entrada. Há um vestíbulo que dá acesso a uma escadaria. O salão escuro tem paredes de madeira e uma dominância de tons fortes, que remetem ao começo do século 20.

Quem vê o vestíbulo pode imaginar que vai encontrar essa temática nos demais ambientes do hotel. Mas se engana.

Ao subir as escadas, à direita há o eficiente balcão do serviço de concierge do hotel. À esquerda, a recepção cheia de elementos de decoração contemporâneos.

Atrás da recepção há um dos mais tradicionais salões de chá de Londres, o Rosebery. Apesar de o horário do chá da tarde ser às 17h, o salão também funciona como bar. Bem iluminado e com música ambiente leve, reúne muitas pessoas durante todo o dia.

O Rosebery é a parte do Mandarin que mais fará você lembrar que, antes do hotel, o prédio dava lugar a um famoso clube de cavalheiros.

Mandarin Bar

O hotel tem ainda o Mandarin Bar, para drinks à noite. Ali, o ambiente é moderno e a música ambiente, composta por vertentes leves da eletrônica. Fica aberto até 1 hora.

Restaurantes

O restaurante principal do Mandarin Oriental Hyde Park, Dinner by Heston, do badalado chef inglês Heston Blumenthal, é um dos mais sofisticados de Londres. Tem duas estrelas Michelin e está na lista dos 50 melhores do mundo da revista Restaurant.

Dinner by Heston

O Bar Boulud, mais casual, se mostrou uma ótima pedida gastronômica em Londres. Em um ambiente delicioso, com cozinha à mostra e um bar com balcão no centro, o simpático bistrô tem a assinatura de ninguém menos que Daniel Boulud.

O chef francês nascido em Lyon, capital mundial da gastronomia, acabou construindo sua maior glória em Nova York. Seu restaurante, Daniel, três estrelas no Guia Michelin, é um dos mais famosos do mundo.

Bar Boulud

Segundo a excelente equipe de atendimento do bistrô, o tartar lá servido – que experimentei e amei – segue a mesma receita do prato oferecido no Daniel.

O carro-chefe da gastronomia no restaurante é a culinária francesa e, apesar de diversas opções convencionais, eu escolhi aquele que é o prato signature do Bar Boulud: o hambúrguer. O melhor que já experimentei? Forte candidato.

O café da manhã, durante minha visita, estava sendo servido no bistrô – normalmente, é no restaurante de Blumenthal, mas ele estava, à época, fechado para uma reforma já concluída. O buffet contempla tradições de diversas partes do mundo e há muitas opções para quem tem restrições alimentares.

O bar do terraço

O Bar Boulud também é responsável pelo serviço do bar no terraço do hotel, com vista para o Hyde Park.

Chegada ao Mandarin Oriental Hyde Park

Chegamos ao hotel de táxi e nem vimos mais nossas malas até chegarmos ao quarto. Fomos recebidas por três adoráveis mensageiros, que nos levaram à recepção para o rápido check-in, no qual nos ofereceram água, sucos e toalhas umedecidas e odorizadas.

Como o quarto não estava pronto, fomos convidados a aguardar no Rosebery, para tomar um chá ou drink de cortesia. Meia hora depois fomos levados ao quarto pela mesma funcionária que fez nosso check-in, e o deslumbramento já começou nos corredores e hall de acesso aos elevadores.

Nos corredores, os destaques são fotos exclusivas de Mary McCartney, a filha de Paul. Talentosas, inclusive, as garotas do músico. Stella McCartney é hoje uma das estilistas mais conceituadas do mundo.

Em todos os andares, o hall dos elevadores é um espetáculo à parte, com poltronas, mesas e lustres sofisticados.

Quarto

Fomos recebidos com mimos incríveis: garrafa de champagne Moet and Chandon e chocolates belgas. O projeto do renovado Mandarin Oriental Hyde Park foi assinado pela designer inglesa Joyce Wang. O estilo contemporâneo sofisticado da decoração faz um casamento com elementos e escolas da primeira metade do século 20, especialmente a art deco – que se vê nas mesinhas de centro, por exemplo.

Nosso quarto era da categoria Hyde Park, com 36 metros quadrados e um pequeno hall de entrada – onde está o bar, máquina de café expresso, chaleira, etc.

O banheiro é todo revestido de mármore branco. Muito claro, iluminado, com amenidades da marca londrina Miller Harris, traz box grande, funcional e ducha com excelente pressão de água. Os espelhos têm contorno iluminado. Porém, em nosso quarto, não havia banheira.

No quarto, se destacam a cobertura cinza nos painéis de parede, a escrivaninha coberta de couro e os belíssimos e sofisticados lustres de ônix. Poltrona e cortina são em tons claros de verde e rosa – essas cores podem variar de acordo com o quarto.

Atrás das cortinas blackout, um dos grandes destaques do Mandarin Oriental: a vista para o Hyde Park.

Entre as facilidades havia secador de cabelos com excelente potência – e até prancha, ou chapinha, de ótima qualidade -, tomadas e adaptadores por todos os cantos e um fofíssimo kit de papelaria (além de chinelos personalizados e roupão).

A cama é do tipo king, adaptável ao corpo, e há menu de travesseiros.

Destaques do serviço

Meu voo era tarde da noite. Não havia disponibilidade de meu tipo de quarto para o dia da partida. Por isso, fui transferida, após o meio dia, para outra categoria de apartamento, para que pudesse contar com a facilidade do late check out gratuito. Pude deixar o hotel no horário mais conveniente para mim – às 18h, seis horas após o horário de check out.

Todas as solicitações de serviços de quarto são atendidas em minutos. E, no momento de minha irmã e companheira de viagem ir embora – ela partiu horas antes de mim -, achou interessante ir de metrô, já que a linha da estação Knightsbridge dá acesso sem conexão a Heathrow.

Como a estação não tem nem elevadores nem escadas rolantes, um mensageiro do hotel prontamente se ofereceu para ajudá-la com as malas.

O serviço de concierge sempre tem dicas ótimas a oferecer. Além disso, conseguiu para mim reservas de última hora em restaurantes muito disputados da região.

Toda a experiência é fantástica. Uma pena ter sido apenas de um dia, porque não deu tempo, por exemplo, de conhecer o renomado spa do Mandarin Oriental, com sua piscina aquecida. O hotel deixou muito claro por que é ícone do luxo em uma das cidades mais luxuosas do mundo.

O Mandarin Oriental está temporariamente fechado por causa da pandemia. Segundo a assessoria de imprensa do hotel no Brasil, não há ainda previsão de reabertura. Porém, em alguns sites de reserva, elas podem ser realizadas para datas a partir de 4 de julho – com preços que começam em 780 libras.

Teleférico de Montjuic tem belas vistas

Quatro vistas espetaculares pelo mundo

Enquanto as viagens pelo mundo ainda estão restritas, ou praticamente impossíveis, compartilhar imagens é um meio de conhecer, ou revisitar, locais espetaculares. Eu sou uma apaixonada por belas vistas, dessas que a gente só encontra no alto de edifícios, morros ou montanhas.

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Aqui, selecionei as mais legais que pude contemplar em meus últimos anos de viajante.

Santiago

Há alguns cerros, ou morros, em Santiago, que você pode explorar para ver do alto a capital do Chile. Minha vista preferida foi no restaurante cujo nome é exatamente o que oferece: Vista.

O Vista Santiago fica no Cerro San Cristóbal. É rodeado por vidros, pelos quais se observa uma vista panorâmica da cidade, e tem também uma varanda, ideal para o por do sol.

Quem vai ao Vista pode observar vários bairros da cidade, como Providência, além do edifício mais alto de Santiago, o Costanera, que se destaca na paisagem.

E, claro, por lá você também terá um belíssimo visual da Cordilheira dos Andes, que pode ser observada em diversos pontos de Santiago. Por causa da pandemia, o restaurante está fechado temporariamente. Mas vale se programar para quando pudermos voltar às viagens.

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Barcelona e suas vistas

A cidade catalã também oferece diversos locais para se ter vistas extraordinárias. Entre eles, o mais famoso é o Park Guell. Já em Montjuic, a paisagem começa a tomar forma no teleférico que dá acesso ao local.

A atração fica na avenida Miramar, número 30, mas está temporariamente fechada. Dá também para acessar o Montjuic de carro ou transporte coletivo. Por lá, há uma vista panorâmica da cidade, com destaque para os bairros litorâneos e o porto.

Quem visita Montejuic pode aproveitar para conhecer as outras atrações da região, como o Jardim Botânico e o Parque Olímpico – herança que os jogos de 1992 deixaram para a cidade.

Londres

De um lado, a famosa London Bridge. Do outro, a Abadia de Westminster, o Parlamento e a roda-gigante London Eye. Em cada ponto do hotel Shangri-La, há vistas para as principais atrações às margens do Tâmisa.

Não é preciso se hospedar no hotel, que fica no edifício The Shard, em Southwark, na margem sul do Tâmisa. Basta visitar o restaurante, ou o bar do Shangri-La.

Outro meio de desfrutar dessa vista é ir ao observatório do edifício The Shard, que fica entre os andares 68 e 72. A atração está temporariamente fechada, mas o preço dos ingressos antes da pandemia eram de 25 libras.

Cidade do Cabo

A Table Mountain é presença constante na cidade do Cabo desde o momento em que se sai do aeroporto em direção à cidade. Há vários pontos onde se pode visualizá-la. Um dos mais legais é Signal Hill.

A partir do morro, a Table Mountain pode ser observada em ângulos ainda mais belos que os vistos em outras partes da cidade. Além disso, podemos enxergar boa parte do litoral, e ver saltos de praticantes de parapente, que sobrevoam as montanhas nas imediações formando uma bela paisagem.

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Rocco Forte Hotel de la Ville

Na Itália, Rede Rocco Forte investe em luxo resgatando a história

Pouco conhecido no Brasil, por não ter unidades aqui ou em qualquer outro país da América do Sul, o Rocco Forte é uma das referências em hotelaria de alto luxo nas cidades em que atua – a maior parte delas, na Europa. A pequena rede reúne elementos que encantam os sentidos e a memória dos hóspedes, gerando grande fascínio e, claro, a vontade de ficar mais. E voltar.

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O charme é a marca registrada da rede, e frequentemente faz um casamento acertado com elementos históricos e design peculiar. Conheci dois hotéis Rocco Forte exatamente em seu país origem, a Itália.

Em Roma, o Rocco Forte Hotel de la Ville foi inaugurado em maio de 2019, e aposta em se tornar um grande ponto de encontro na capital italiana. O Hotel Savoy, em Florença, já está há bem mais tempo sob a bandeira da rede hoteleira de luxo.

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Porém, ganhou mais charme e exclusividade em 2018, ao passar por uma completa renovação. Em comum, além de serem representantes da rede Rocco Forte, o De la Ville e o Savoy têm muito. Ambos ocupam localizações privilegiadas em duas das mais visitadas cidades italianas.

Spa no hotel De la Ville

O hotel de Roma – segundo da rede na capital Itália, depois do De Russie – fica bem ao lado da Escadaria de Espanha. O de Florença está na charmosa Praça da República, bem próximo ao imponente Duomo di Firenze.

São também hotéis antigos, que já existiam muito antes de passarem para a administração da rede. Assim, ocupam edifícios históricos, com fachadas impressionantes. Ambos também investem em alta gastronomia.

Rocco Forte Hotel de la Ville


Minha primeira imersão no universo Rocco Forte foi o Hotel de la Ville. Antes de passar para a administração da Rocco Forte, ele era o Intercontinental de la Ville.

Reformado e inaugurado em maio deste ano, o hotel tem uma fachada histórica e uma recepção minimalista, mas extremamente sofisticada. Por trás das portas do edifício, estão móveis contemporâneos em cores vivas, mas sem exageros.

Réplicas de esculturas e quadros inspirados no Renascimento estão por todos os lados. Um elevador panorâmico é o principal acesso aos andares de quartos e suítes.

Escadaria de Espanha, ao lado do hotel

Mas não é o único. Há outros dois blocos de elevadores, e cada um deles é uma obra de arte. Eles são decorados com mosaicos. As áreas abertas do Rocco Forte de la Ville também são destaques. No verão, os hóspedes desfrutam o café da manhã em um terraço.

Nessa área, o clima mediterrâneo domina a decoração, com tons coloridos na medida certa, como o contraste entre o tom do prédio e as janelas na cor verde. Uma imagem que remete bastante ao litoral da França e da Itália.

Bares, restaurantes e spa

No sexto e sétimo andares, o bar “rooftop” (Cielo Bar) serve drinks e refeições leves com uma vista impressionante para a cidade eterna. No verão, há DJs, administrando trilha sonora que acompanha um incrível por do sol. O bar já se tornou um ponto de encontro em Roma.

Bar Cielo

O outro bar do hotel (Julep) investe em decoração inspirada no século XVII de várias capitais europeias, mas com elementos contemporâneos. Durante minha estadia, ele estava fechado, assim como o restaurante que ocupa o mesmo andar (chamado de Mosaico).

Segundo informações do De La Ville, em agosto, por causa do verão, muitos hóspedes preferem desfrutar outras opções da noite de Roma a ficar nessas duas atrações do hotel. Daí, a opção por fechar. Uma pena; perdi a oportunidade de conhecê-los.

Julep

No entanto, estava aberto o outro restaurante, voltado tanto aos hóspedes quanto a clientes não hospedados. Também um ícone do casamento de design contemporâneo e histórico, o “Da Sistina” investe em culinária italiana com toques de cozinha internacional.

Outro destaque do De La Ville é o spa, que oferece diversos tipos de massagem e tratamentos em saunas variadas e banhos de luzes, por exemplo. Os produtos são de uma das marcas do grupo, Irene Forte.

Spa

Quarto Deluxe no De La Ville


Hospedei-me em um dos quartos mais sofisticados do hotel, da categoria Deluxe, com 35 metros quadrados. Alguns apartamentos dessa categoria têm uma entrada imponente, em frente ao elevador panorâmico.

A imponente porta de tom vermelho escuro (muito usado no hotel) dá acesso a um pequeno closet. O banheiro é revestido de mármore claro e azulejo bicolor, com box imenso e funcional – não gostei muito da pressão da água da ducha, para falar a verdade.

As amenidades, que incluem até kit de costura bem completo, são da marca Irene Forte, de excelente qualidade. Os tons de decoração variam bastante.

O quarto em que me hospedei era predominantemente claro, tom que estava nas cortinas, poltronas e até nos quadros com desenhos clássicos da arte italiana. Isso favorece a ampla iluminação proporcionada pelas duas janelas, que se abrem completamente (embora esse apartamento não tenha terraço) e são totalmente à prova de som. A vista é para a Via Sistina, ao lado da famosa Escadaria de Espanha.

Os tons claro são quebrados pelo preto de alguns móveis, como armários e o rack onde estão a TV e o minibar. A cama é do tipo “king”, com lençóis de algodão egípcio e imensos e confortáveis travesseiros.

Além das cortinas, há poucos elementos clássicos na decoração, que é contemporânea sem exageros, deixando o ambiente “clean” e sofisticado.

A TV é equipada com chrome cast, permitindo aos hóspedes visualizar programação em streamings como Netflix.

Suítes


O Rocco Forte De La Ville tem diversos tipos de suítes, das tradicionais “júnior” às chamadas “signatures”, ou topo de linha.

Conheci duas, ambas com terraço. A Grand Suite tem 60 metros quadrados e três ambientes. Já a Roma é uma “signature”. Além de 80 metros quadrados em quatro ambientes, que inclui uma imensa sala com sofá, poltrona e espreguiçadeiras, tem um terraço panorâmico com vistas impressionantes de Roma.

Por ali, há mesa, sofá e diversas espreguiçadeiras, para que os hóspedes possam aproveitar o sol do verão. As réplicas de importantes bustos da arte italiana são um elemento interessante na decoração das suítes do De La Ville.

Savoy


O Savoy é mais clássico que o De La Ville, mas nem por isso abre mão de elementos contemporâneos. Renovado no ano passado, teve seus 120 apartamentos e suítes transformados em apenas 80.

O lobby e outros ambientes do hotel, como bar e restaurante, foram decorados em colaboração com a marca de alta costura Emilio Pucci, que surgiu em Florença.

Lobby

Vários elementos da grife estão em sofás, mesas e outros detalhes do hotel.

As suítes são os destaques do Savoy. Hospedei-me em uma executiva, com 50 metros quadrados separados em sala, quarto e banheiro.

Aqui, o visual é mais clássico que no De La Ville, linha evidenciada em elementos como sofás e papel de parede. As janelas, que também abrem completamente, garantem uma bela vista para a Praça da República.

Quarto da suíte executiva

O imenso banheiro é todo revestido de mármore e tem banheira e box (de tamanho médio) separados. A pia é dupla.

Cama do tipo king, travesseiros imensos e confortáveis e lençóis de algodão egípcio também fazem parte do pacote de luxo dessa suíte do Savoy.

Pude conhecer também outras suítes do hotel. A Junior Deluxe tem o mesmo tamanho da executiva, mas com uma disposição e decoração levemente mais modernas.

Sala da suíte executiva

Já a presidencial, batizada de Duomo, é um ícone da sofisticação clássica. São pelo menos cinco ambientes em 152 metros quadrados, com direito à adega em uma enorme sala de jantar, além de uma cozinha exclusiva.

Há ainda um imenso closet, lavabo e sala, além do quarto principal. Ela pode ser também integrada a um dos quartos clássicos do hotel – os únicos que têm chuveiro sobre a banheira, uma solução que não me agrada.

Banheiro da suíte executiva

Outras atrações


Diferentemente do Rocco Forte De La Ville, o Savoy não tem spa. Em contrapartida, na renovação, foi montada uma imensa sala de ginástica, equipada com modernos e variados aparelhos. Uma academia com essas proporções é rara de se ver em um hotel relativamente pequeno, de design.

O restaurante do hotel é o Irene, especializado em culinária da região da Toscana. Além do salão principal, há ainda uma área externa, em plena Praça da República. Ali, as mesas são decoradas com elementos típicos da marca Emilio Pucci.

Restaurante Irene e bar do hotel

Integrado ao restaurante está o Irene Bar, que costuma reunir hóspedes, visitantes e moradores de Florença para drinks no fim da noite.

Também chama bastante a atenção no Savoy a localização. Quase tudo está a uma “walking distance”. Ou seja: dá para ir caminhando às principais atrações de Florença, como o Duomo, o Palacio Vecchio e a Galleria Uffizzi. Além, claro, dos bons restaurantes, bares e locais de compra da cidade que é o berço do Renascimento.

Lobby

Ao lado do Savoy, aliás, estão lojas de diversas marcas de luxo, como Gucci e Miu Miu.

Serviço


O serviço nos dois hotéis da rede Rocco Forte têm padrões semelhantes – e bastante altos. Da chegada ao check-out, os funcionários são impecáveis.

Após o check-in, há a apresentação do quarto por um funcionário da recepção. Nos dois hotéis Rocco Forte, fui recebida com simpáticas amenidades – chocolates, frutas e, no De la Ville, até garrafa de espumante.

Savoy está entre a Praça da República e o Duomo

Nota dez também para os mensageiros dos dois hotéis, especialmente em Florença. Como eu estava em uma “road trip” pela Toscana, e no centro da cidade é complicado se rodar de carro, eles providenciaram para que eu não tivesse de me preocupar com nada relacionado ao automóvel, além de me ensinarem caminhos que o GPS não conseguia identificar.

Aqui, porém, vale uma ressalva. Nem o hotel Savoy (ou nenhum outro do centro de Florença) é um ponto intermediário aconselhável para uma viagem de carro pela Toscana. As ruas dessa parte da cidade são de acesso limitado. Além disso, os estacionamentos são caríssimos – no Savoy, paguei 50 euros a diária.

Duomo de Florença

Vale também destacar, especialmente em Florença, a facilidade de comunicação com os funcionários no hotel. Todos falam inglês.

Pode parecer óbvio, mas não é. Em Roma esse problema é menos evidente, mas na região da Toscana, até mesmo em Florença, a comunicação em inglês é bastante complicada. Quase ninguém domina o idioma – e isso ocorre até mesmo em hotéis.

Filmes de viagem

Filmes de viagem para desbravar o mundo

O isolamento social está permitindo colocar em dia aquela listinha de filmes que há tempos queríamos assistir, ou rever. Como não dá para viajar, o cinema é sempre uma boa pedida para visitar lugares que gostaríamos de conhecer, ou revisitar destinos que amamos. Chegou a hora de publicar minha seleção sobre filmes de viagem que podem ser vistos em streamings.

No Instagram: @rafaelatborges

Nesse período de distanciamento, já fiz listas de filmes sobre o verão europeu, e de longas que nos permitem conhecer Londres. Agora, vem a lista mais óbvia: aquela que mostra histórias sobre pessoas que viajam, e os locais que elas visitam.

Nossos viajantes das telas têm motivações variadas. Há os turistas, os que viajam a trabalho, os que correm atrás de um grande amor perdido e acabam em um complicado jogo de perseguição… Tem romance, tem comédia, tem ação.

Sei que “Na Natureza Selvagem” deveria estar aqui. Ele está em qualquer lista de filmes de viagem. Mas olhe só: eu só listei longas que já assisti, gostei e recomendo.

“Na Natureza Selvagem” eu ainda não assisti. Mas, se você quiser ver, o filme de 2007 está disponível para venda nas lojas da Microsoft e Apple.

Então, escolha seu estilo, seu destino e divirta-se.

1 – A vida secreta de Walter Mitty

Quando li a sinopse do filme, não me interessei tanto. Ben Stiler viaja em busca do fotógrafo que produziu a primeira foto da revista em que trabalha, para que ela possa ilustrar também a edição de despedida da publicação. Mas acabei assistindo o longa, alguns anos atrás, por não ter nada de mais interessante para fazer.

Eu adorei. Principalmente porque “A Vida Secreta de Walter Mitty” nos leva a uns dos destinos mais inóspitos do mundo, a Groenlândia. Por lá, Minty, o personagem de Stiler, enfrenta até um vulcão.

Além de Stiler, o longa de 2013 traz no elenco Adam Scott, Kirsten Wiig e Sean Pen. Está disponível no Telecine Play e na Claro.

2 – Para Roma, com amor

Entre as décadas passada e a atual, Woody Allen fez uma série de filmes sobre cidades da Europa. O mais popular é “Vicky Christina Barcelona”, que você pode encontrar na lista de filmes sobre o verão europeu.

O melhor é Match Point, que não é sobre viagens, mas nos mostra locais incríveis de Londres. Está nesta lista aqui.

E o pior é “Para Roma, com amor”, de 2012, disponível no Amazon. Mas como estamos falando de Woody Allen, até “o pior” é um filme que vale a pena.

O longa que homenageia Roma é uma comédia divertida com vários elementos do cinema de Allen. Desta vez, não traz apenas um núcleo de personagens, mas várias histórias que não necessariamente se interligam.

O elenco é de peso: Penelope Cruz, Alec Baldwin, Roberto Benigni, Ellen Page e o próprio Allen. Em comum, todas as histórias se passam em Roma e exploram os locais mais emblemáticos da cidade eterna.

3 – Sob o sol da Toscana

Baseado na história da escritora Frances Mayes, conta um capítulo de sua vida. Abandonada pelo marido, Frances, interpretada por Diane Lane, parte em uma viagem pela Toscana, na Itália. E lá decide ficar.

As principais locações são na cidade de Cortona, próxima a Arezzo. Há ainda cenas em Positano, na Costa Amalfitana. Para lá, Frances vai ao encontro de um interesse romântico, Marcelo (Raul Bova).

O longa de 2004 está disponível no Telecine Play.

4 – A Praia

Aqui, saímos da Europa rumo à Ásia, mais precisamente a Tailândia, para contar a história de mochileiros que encontram uma comunidade em uma secreta e paradisíaca praia. Um dos mais famosos filmes de viagem, “A Praia” se perde um pouco na parte final, mas vale pelos cenários e o retrato de um estilo de vida em total conexão com a natureza.

O elenco do filme de 2000 é encabeçado por Leonardo di Caprio e as principais locações são na ilha de Phi Phi. O longa, disponível na Claro e no Telecine, mostra também cenários de Bangcoc.

5 – Última viagem a Vegas

Há muitos filmes com cenários na cidade do pecado. Este, além de ser um dos mais recentes e ter um elenco de peso (Morgan Freeman, Michael Douglas, Robert de Niro e Kevin Kline), mostra lugares muito legais da cidade. Passa, inclusive, pela Freemont Street, na antiga Vegas, antes de o coração da cidade ser transferido para a Strip, a avenida dos grandes hotéis-cassino.

Entre as locações há o hotel Aria, a fonte do Bellagio e o Stratosphere Tower, atração radical de queda livre no topo do hotel Stratosphere, na Strip. O longa também mostra alguns cenários do Brooklyn, em Nova York, e de Malibu, na Califórnia.

Quatro amigos na faixa dos 70 anos viajam a Vegas para a despedida de solteiro de um deles, o personagem de Douglas. A comédia de 2013 está disponível no Amazon Prime e no Telecine Play.

6 – Paris pode esperar

O filme traz novamente Diane Lane em uma viagem pela Europa. Desta vez, seu personagem, Anne, está em Cannes e precisa chegar a Paris. Ela pega uma carona em uma road trip com o sócio de seu marido Michael (Alec Baldwin), Claude (Arnaud Viard).

A viagem, que ela esperava ser rápida, acaba sendo lenta, com paradas em diversos locais do trajeto – na Riviera Francesa, na Provença e em Lyon. O filme é dirigido por Eleanor Coppola, mãe de Sofia e esposa de Frances Ford, ambos aclamados diretores.

Lançado em 2016, está disponível no Telecine Play e no Globo Play.

7 – Encontros e Desencontros

Aqui, saímos da França e partimos para Tóquio, no Japão, mas continuamos na família Coppola, desta vez com a direção de Sofia. Em 2004, Bill Murray, indicado ao Oscar, ficou nitidamente contrariado ao perder o prêmio para Sean Penn, que levou a estatueta por “Sobre Meninos e Lobos”.

Não sou crítica de cinema, mas considero a atuação de Penn impecável neste filme. Mas, ao assistir recentemente “Encontros e Desencontros”, realmente não sei se Murray deveria ter perdido. Ele é fenomenal como o ator entediado que vai gravar um comercial em Tóquio e acaba tendo de passar um tempo a mais por lá.

Ele conhece no hotel o personagem de Scarlett Johansson, igualmente entediada por passar horas no hotel à espera do marido, um fotógrafo que está fazendo diversos trabalhos no Japão. Unidos pelo tédio, os dois partem juntos para explorar Tóquio.

Como a maior parte dos filmes de Sofia, o longa é lento, muito reflexivo e profundo. Aqui, valem mais os sentimentos dos personagens, perdidos em suas agônias e também no choque entre as culturas norte-americana e japonesa. Você pode alugar o longa de 2003 no Google Play.

8 – Thelma & Louise

Clássico dos filmes de viagem e também dos longas sobre road trips, mostra duas mulheres comuns que decidem fazer uma viagem de carro pelo Meio Oeste dos EUA, e acabam sendo perseguidas por acusação de assassinato.

A bordo de um Ford Thunderbird conversível dos anos 60, Thelma (Geena Davis) e Louise (Susan Sarandon) percorrem cenários deslumbrantes dos EUA, como o Grand Canyon, no Arizona.

Além das duas estrelas, o filme de 1991 traz Michael Madsen, Harvey Keitel e um Brad Pitt em início de carreira. Por enquanto, só pode ser alugado na loja da Apple.

9 – O Turista

O filme de ação de 2010, que está disponível no Netflix, começa em uma viagem de trem rumo a Veneza, e explora atrações da lindíssima e inusitada cidade da Itália. Você pode não gostar do gênero mas, se quer ver detalhes da cidade, ele é imperdível.

Ex-policial, o personagem de Angelina Jolie parte para Veneza para reencontrar seu amor, um criminoso que está sendo perseguido pela polícia da Inglaterra. No caminho, conhece um turista americano interpretado por Johnny Depp, que acaba sendo perseguido junto com Elise (Angelina).

10 – Meia-Noite em Paris

Outro filme de Woody Allen ambientado em cidades europeias, mostra a Paris de hoje e de ontem. Obcecado pela década de 20 do século passado, o escritor Gil (Owen Wilson) está visitando a capital da França com a noiva Inez (Rachel McAdams).

Ele acaba conseguindo viajar no tempo e se encontra na Paris dos anos 20, convivendo com personagens famosos como Ernest Hemingway e Salvador Dali. Na aventura, conhece também Adriana, interpretada por Marion Cottilard.

De 2011, pode ser visto no Amazon Prime e no HBO Play.

11 – Antes de Partir

Estrelado pelas feras Morgan Freeman e Jack Nicholson, o longa de 2007 está disponível no Netflix e no GloboPlay. É a bonita história de dois pacientes terminais que se conhecem em um quarto de hospital, e decidem aproveitar a fase final de suas jornadas em uma viagem.

A dupla visita alguns dos destinos mais inóspitos do mundo, como o Monte Everest, no Nepal. Outros cenários são a Grande Muralha da China, o Taj Mahal, na Índia, o Egito e a Tanzânia. Filme lindíssimo.

Vulcão Islândia

Quatro desastres naturais que enfrentei pelo mundo

Esta semana, em meu perfil no Instagram (@rafaelatborges), fiz uma brincadeira recorrente de redes sociais. O objetivo é contar dez fatos sobre você; um deles não é verdade. No meu caso, como o perfil é profissional, foquei em fatos da carreira, dos óbvios aos absurdos. Grande parte dos meus seguidores considerou mentiroso o item em que eu contava que já enfrentei quatro catástrofes naturais em viagens.

Eu disse lá no Instagram que já passei perrengues por causa de tempestada de areia, furacão, vulcão e terremoto. Mentira? Absolutamente verdade!

Embora passar por isso quatro vezes seja meio surreal, as catástrofes naturais são fatores que pode sim afetar a vida do viajante – porque, no Brasil, terremotos, furacões e vulcões são raros, ou até inexistentes.

Felizmente, o máximo que passei com as catástrofes naturais que enfrentei foram alguns perrengues. Diferentemente de muitas pessoas que, seja em viagens ou em outras situações, têm de lidar com verdadeiras tragédias ao serem surpreendidas pela força da natureza.

O pior é que, na maioria dos casos, não há nem como prever, para evitar. E como o assunto aqui é viagem, não há temporadas de vulcões e terremotos. Mas há a de furacões. No Atlântico, por exemplo, neste ano estão previstas entre junho e novembro.

Isso não impede os furacões que ocorram em outras épocas, no entanto. Aqui, conto um pouco sobre como foram minhas quatro experiências com catástrofes da natureza em minha vida de viajante.

Catástrofe natural: a assustadora tempestade de areia no Bahrein

As ilhas artificiais são lugar comum no Bahrein, e em outros locais do Oriente Médio. Em outubro de 2018 eu visitei o pequeno país que faz divisa com a Arábia Saudita. Hospedei-me no Four Seasons, que fica em uma desssas ilhas artificiais.

O hotel tem uma praia artificial que decidi conhecer em meu tempo livre. O dia estava ensolarado e bem quente. Não havia vento nenhum. Eu entrei na água, tirei algumas fotos e então me deitei em uma das cadeiras de plástico.

De repente, do nada, sem aviso, o vento ficou forte, e a areia começou a voar invadindo meus olhos e ouvidos. Em seguida, voaram guarda-sóis e cadeiras, de plástico, felizmente – algo necessário em uma região em que esse tipo de incidente é comum.

Uma das cadeiras me atingiu nas costas, em um golpe forte. Junto com outros hóspedes que estavam na praia, comecei a correr em direção ao interior do hotel, que não estava muito próximo. No caminho, uma árvore pequena caiu à minha frente.

Pessoas gritavam e disparavam em busca de refúgio, sem entender o que estava acontecendo. O barulho do vento era ensurdecedor, e a areia voava, invadindo os olhos e dificultando a missão de ver o que estava à frente.

Foto: Rafaela Borges

Eu finalmente consegui chegar ao interior do hotel. Já no meu quarto, vi pela janela por cerca de meia hora a tempestade ainda forte. Havia areia voando e um barulho de vento tão forte que, mesmo com janelas anti-ruídos, dava para ouvir nitidamente dentro do quarto.

Mais tarde, conversando com o pessoal do hotel, soube que esse tipo de tempestade de areia sem aviso é comum no Bahrein, e o país está preparado para isso. Não houve feridos, felizmente. Nem mesmo destruição.

Apenas bagunça. Um coquetel ao qual eu iria naquela noite foi transferido de uma área externa, bastante bagunçada pela tempestade, para a interna do hotel Four Seasons. E demorei pelo menos dois dias (e uma caixa de cotonetes) para conseguir tirar toda a areia de meus ouvidos.

Aquele fenômeno que veio do nada, e com o qual eu não estava acostumada, me assustou muito. Mais que o terremoto no Chile.

MAL PERCEBI O TERREMOTO EM SANTIAGO

Acho que o ano era o de 2012, e eu estava em Santiago com um grupo de pelo menos 100 pessoas, para o lançamento de um automóvel. O mês era o de maio.

Eu estava dormindo no segundo andar do hotel Sheraton quando fui despertada por um barulho estranho, de móveis batendo. Alguns gritos pareciam vir do corredor.

Levantei-me. O chão começou a balançar, como se não estivesse firme. E logo parou. Fui até o banheiro, voltei para a cama e dormi normalmente. Estava entorpecida de cansaço.

Foto: Gabriel Aguiar

Na manhã seguinte, recebi uma ligação de uma amiga que morava em Santiago. “Você ficou com medo do terremoto?” Só então percebi o que havia acontecido na madrugada.

Durante o café da manhã, esse era o único assunto do grupo de 100 pessoas com as quais eu estava. Alguns nem perceberam. Continuaram dormindo. Terremotos são sentidos com mais força em andares mais altos.

Uma amiga, que estava hospedada no décimo andar, teve total consciência do que estava acontecendo, e entrou em pânico. Já havia passado por isso antes, no Japão. Outra, cujo quarto ficava no 16º, sentiu sua cama balançar. Sem saber o que estava acontecendo, olhou debaixo dela, imaginando até que alguém pudesse estar ali, causando esse efeito.

Foi um terremoto fraco, e eu não me lembro da magnitude. E de curta duração. Não causou nenhum estrago em Santiago, mas houve certo abalo em outros locais próximos. Ali, no entanto, felizmente foi muito mais um susto.

O VULCÃO DA ISLÂNDIA

Eu nunca fui à Islândia. Ainda assim, o vulcão Eyjafjallajökull (tipo de nome que a gente tem de copiar e colar) me abalou. Foi em março de 2010. Pela manhã daquele dia, 11, eu estava na região de La Rioja, no País Basco, na Espanha.

Vi na CNN que o vulcão havia entrado em erupção no dia anterior, mas jamais imaginei que aquilo me abalaria. A Islândia, afinal, era muito distante.

Eu embarquei em um voo fretado ao meio dia para Paris, de onde partiria ao Brasil. Ao chegar ao aeroporto Charles de Gaulle, veio o aviso no balcão de check-in da Latam – àquela época, ainda Tam. Eles tentariam antecipar o voo, marcado para 22h30.

A partir das 22h daquele dia, o aeroporto estaria fechado por tempo indeterminado. As cinzas do vulcão foram tão devastadoras que, soubemos depois, levaram ao fechamento do espaço aéreo da Europa por semanas. Os voos naquele período se tornaram exceção, não regra.

Na sala de embarque, naquela noite, diversos passageiros decidiram desistir da viagem. Isso porque, até o momento de decolagem, não saberíamos se conseguiríamos ou não. Nos painéis do aeroporto, 90% dos voos estavam com status cancelado.

Eu persisti. E fiquei duas horas dentro da aeronave, em uma fila de decolagem que até hoje não sei como funcionou, mas acredito que tenha sido à velha maneira: pela ordem. O suspense persistiu até que, às 21h55, o piloto informou que nossa decolagem estava autorizada.

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Soube mais tarde que a maioria dos voos atrás do meu não conseguiram. Havia pessoas de meu grupo neles. Os passageiros passaram um belo perrengue nos dias posteriores. Não havia vagas em hotéis próximos ao aeroporto. E as companhias não informavam quando os voos voltariam a ocorrer, porque a situação mudava a cada hora.

Aos passageiros, restou ir ao aeroporto diariamente, na semana seguinte, com todas as malas, para saber se o voo partiria ou não. Alguns esperaram mais de uma semana de incertezas, até conseguirem voltar ao Brasil.

FURACÃO AMEAÇOU MIAMI

Em agosto de 2011, eu desfrutava um verão extremamente quente em Miami. Não havia nada errado. O mar estava infestado de águas vivas, e conseguíamos vê-las ainda na areia, olhando a água. Era impossível pensar em entrar no mar.

Mais tarde, houve quem associasse o fenômeno das águas vivas com o furacão que estava chegando. Eu, sinceramente, não sei se houve alguma relação.

Dois dias antes de meu voo de volta ao Brasil, surgiram informações sobre a chegada de um furacão que estava causando estragos no Caribe. A sensação de pânico foi alta e, ao menos para mim, não houve possibilidade de antecipar o voo de volta.

Foto: Rafaela Borges

As redes de TV só falavam sobre isso. A nós, só bastava aguardar as instruções de segurança do hotel às vésperas da catástrofe. Mas, na noite anterior à prevista para a passagem do furacão, radares detectaram que ele não chegaria à Miami. Ficaria no mar.

Ainda assim, poderia ter algumas consequências na cidade, como chuvas e ventos fortes. A recomendação era de que, até ter certeza da extensão dos estragos, todos ficassem no hotel.

Na manhã em que o furacão deveria chegar, houve de fato uma chuva muito forte. Mas, para quem mora em São Paulo, isso nem é motivo para se abalar. Foi mais fraca do que as tempestadas de verão de fim de tarde na capital paulista.

No meio da tarde, o sol já havia aparecido em Miami. Meu voo, naquela noite, decolou normalmente.

O quase furacão de Miami foi, na verdade, um episódio em que o terror da expectativa não se confirmou na realidade. O pior, ali, foi o medo do desconhecido. Mas há um detalhe: antes de chegar à cidade da Flórida, eu estava em Nova York.

Minha prima e companheira de viagem ficou em Nova York após eu partir para Miami. E, no dia em que deixei e Big Apple, houve um raríssimo terremoto por lá. Bem fraco, mas ainda assim um terremoto. Talvez eu seja um para-raios de catástrofes naturais.

Match Point

Filmes que levam você a Londres sem sair de casa

Na semana passada falei sobre a região de Southwark, em Londres, e prometi um texto sobre filmes que retratam bem a cidade para assistir durante a quarentena. A seleção tem nove longas: alguns ótimos, outros bons e histórias que são, pelo menos, engraçadinhas.

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Em comum, têm o mérito de mostrar diversos locais de Londres. Uma ótima pedida para fazer uma viagem virtual à capital da Inglaterra nesta época em que cruzar o oceano está fora de cogitação.

Sem sair de casa, você poderá conhecer locais como Convent Garden, Hyde Park, Palácio de Buckingham, London Eye e Tate Modern, entre outros.

UMA SEGUNDA CHANCE PARA AMAR

Família húngara se muda para Londres. Kate é a filha talentosa e busca uma carreira como cantora. Enquanto o sonho não se realiza, trabalha em uma loja de acessórios natalinos.

Interpretada por Emilia Clarke, Kate enfrenta uma fase ruim. Então, conhece Tom Webster (Henry Golding), um cara simpático e misterioso que mostra a ela um lado mais otimista da vida.

Engraçadinho, “Uma Nova Chance para Amar” é um filme de Natal lançado no fim de 2019 que investe em uma ótima trilha sonora, com músicas de George Michael.

A loja em que Kate trabalha fica no Convent Garden

As locações londrinas incluem o Convent Garden, onde está a loja de que Kate é funcionária, o London Eye e o teatro Savoy.

O filme está disponível para aluguel no Google Play, Apple, Locke e Now.

SIMPLESMENTE AMOR

Talvez esta tenha sido a inspiração de “Uma Nova Chance para Amar”. O filme de Natal, porém, é muito mais interessante, e tem elenco ainda mais estrelado.

Ele é liderado por Emma Thompson (também no elenco do outro filme natalino), Hugh Grant e Colin Firth, e traz uma Keira Knightley ainda em início de carreira. Tem participação do brasileiro Rodrigo Santoro.

Às vésperas do Natal em Londres, diversas histórias de amor de personagens interligados se desenrolam. Há o primeiro ministro apaixonado pela secretária, uma criança vivendo o primeiro amor, o astro do rock decadente que tenta se reerguer com um hit natalino e o escritor que vive um romance com uma garota com a qual não consegue se comunicar verbalmente. Ah, claro: faltou o cara apaixonado pela esposa do melhor amigo.

Elenco estrelado inclui Emma Thompson

“Simplesmente Amor” explora várias partes de Londres. Entre os cenários, há o aeroporto de Heathrow, os bairros de Mayfair, Notting Hill e St. John’s Wood, a famosa loja de departamento Selfridges, na Oxford Street, e um dos endereços mais famosos da Inglaterra: o número 10 da Downing Street, residência e escritório do primeiro ministro.

A comédia romântica de 2003 está disponível no Amazon Prime.

O DIÁRIO DE BRIDGET JONES

Aqui, saímos do Natal diretamente para o Ano Novo com duas figurinhas carimbadas em muitos filmes que retratam Londres: Colin Firth e Hugh Grant. O primeiro dia do ano é o ponto de partida para o triângulo amaroso entre Bridget Jones (René Zellweger), Mark Darcy (Firth) e Daniel Cleaver (Grant).

O apartamento de Bridget fica sobre o pub Globe, em Southwark

Entre as diversas locações londrinas há o pub Globe, em Southwark. O local é ponto de encontro da turma de Bridget. Além disso, a personagem vive em um pequeno apartamento acima do pub.

O filme de 2001 é uma comédia romântica inspirada no clássico “Orgulho e Preconceito”, de Jane Austen. Está disponível no Locke.

UM LUGAR CHAMADO NOTTING HILL

Um dos clássicos da locação cinematográfica londrina, o filme de 1999 colocou em evidência o cultural e boêmio bairro de Notting Hill. Mais precisamente, a Portobello Road, com suas livrarias, cafés e feirinha de roupas e acessórios.

“Notting Hill”, disponível no Telecine Play e no Globo Play, é uma história de Cinderela às avessas. Cara pacato e com vida para lá de sem graça, William (Hugh Grant) é dono de uma livraria na Portobello Road. Por um desses fatos raros do destino, ele acaba despertando a atenção da maior estrela de Hollywood, Anna Scott (Julia Roberts).

A livraria do Will fica no número 142 da Portobello Road. Na vida real, é uma loja de souvenirs

O bonito romance tem suas principais locações na Portobello Road, mas mostra também outros locais de Londres. Há o Nobu Restaurante, na Park Lane, e o hotel The Ritz.

Uma das cenas finais do filme mostra Anna gravando um filme épico nos jardins de uma bela residência. É Kenwood House, em Hampstead.

Já a livraria de Will fica no número 142 da Portobello Road. Na vida real, não é livraria. É loja de souvenirs.

O DISCURSO DO REI

Se tem Londres, tem realeza. O filme que deu o Oscar a Colin Firth conta a história do rei George VI e o médico que o ajudou a controlar um problema da fala, interpretado por Geoffrey Rush.

Os cenários de “O Discurso do Rei” retratam a Londres dos anos 30 e 40 do século passado. A casa original do rei, enquanto ainda era o príncipe Albert, ficava no número 145 da Piccadilly. Mas como essa residência foi destruída em um bombardeio, as cenas da fachada da residência foram gravadas no número 33 da Portland Place.

No filme de 2010 você poderá ver também o Regent’s Park, a abadia de Westminster e o Palácio de Buckingham. O longa está disponível no Amazon Prime, HBO GO e Claro Vídeo. Pode também ser alugado no Google Play.

MUITO BEM ACOMPANHADA

Após a despedida de solteiro da personagem de Amy Adams, ela e a irmã, interpretada por Debra Messing, percorrem Londres no teto solar de uma limusine, com uma garrafa de champanhe na mão. Na cena, você confere vários locais famosos da cidade, como o Piccadilly Circus e o Big Ben.

Há também uma partida de críquete que envolve quase todos os personagens do longa de 2005. Não consegui descobrir em que parque é essa sequência, mas o local se parece bastante com o belíssimo Hyde Park.

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O filme também tem locações no interior da Inglaterra, na região de Surrey. Disponível no Globo Play, “Muito Bem Acompanhada” conta a história de Kat (Messing), que vive em Nova York e tem de ir à Inglaterra para o casamento da irmã, Amy (Adams).

O problema é que o padrinho é seu ex-noivo, que rompeu o compromisso às vésperas do casamento. Desesperada, Kat contrata o acompanhante profissional Nick (Dermot Mulroney), para fingir para o ex-noivo que está em um relacionamento maduro.

CLOSER – PERTO DEMAIS

O London Sealife Aquarium, ali pertinho da roda gigante mais famosa do mundo, London Eye, é o ponto do primeiro encontro dos personagens de Julia Roberts e Clive Owen. Eles são duas partes do complicado quadrilátero amoroso que é o foco de ” Closer – Perto Demais”.

Fazem parte também desse quadrilátero os personagens de Jude Law e Natalie Portman. O filme de 2004, disponível para aluguel no Google Play e Apple, guarda semelhanças com o famoso poema “Quadrilha”, de Carlos Drummond de Andrade.

Clive amava Julia, que amava Jude, que amava Natalie, que não amava ninguém. Ou seria Natalie amava Jude, que amava Julia, que amava Clive, ou que talvez não amasse ninguém.

Essas incertezas e reviravoltas são debatidas com profundidade no belíssimo filme, que mostra uma Londres quase sempre cinzenta, talvez um reflexo da alma de seus personagens.

WIMBLEDON – O JOGO DO AMOR

Este é um filme sobre tênis e sobre o mais tradicional torneio do mundo, Wimbledon – cuja edição de 2020, aliás, foi cancelada por causa da covid. É claro, então, que a principal locação é o palco do campeonato, o All England Lawn Tennis and Croquet Club, também conhecido como All England Club.

Paul Bettany e Kirsten Dunst interpretam tenistas disputando o torneio mais tradicional do mundo

Mas há outros cenários bem conhecidos. Entre eles o tradicional hotel Dorchester, na Park Lane, em Mayfair. Por lá se hospedam, no filme, os tenistas que estão disputando Wimbledon. Entre eles, os protagonistas, interpretados por Paul Bettany e Kirsten Dunst.

Outros cenários que chamam a atenção no filme de 2004 são o Hyde Park e a London Eye. O longa está disponível para aluguel no Google Play.

MATCH POINT

O nome do filme é o usado no ponto final de uma partida de tênis. O personagem principal, Chris (Jonathan Rys Meyers) é um tenista aposentado que se transforma em professor de jovens da elite de Londres no Queens Club, que é sede de um dos torneios preparatórios para Wimbledon.

Mas “Match Point” não é um filme sobre tênis. É sobre sorte, oportunismo e o eterno duelo entre razão é emoção. Em minha opinião este é o melhor filme da lista – e também o mais incrível já dirigido por Woody Allen.

Há muitas locações conhecidas, e outras nem tanto. Entre elas, o Tate Modern, museu de arte moderna. Eu gosto muito do apartamento de Chris e sua esposa Chloe, com vista panorâmica para o Tâmisa e para o Parlamento.

Este edifício de apartamentos existe de verdade. É o Parliament View Apartments, em Lambeth, na margem sul do Tâmisa. O filme mostra ainda a Royal Opera House, em Convent Garden, e diversos restaurantes badalados da cidade.

Curiosamente, é o único da lista disponível no mais popular streaming, o Netflix. Ah, uma informação importante: o elenco traz Scarlett Johansson.