Vulcão Islândia

Quatro desastres naturais que enfrentei pelo mundo

Esta semana, em meu perfil no Instagram (@rafaelatborges), fiz uma brincadeira recorrente de redes sociais. O objetivo é contar dez fatos sobre você; um deles não é verdade. No meu caso, como o perfil é profissional, foquei em fatos da carreira, dos óbvios aos absurdos. Grande parte dos meus seguidores considerou mentiroso o item em que eu contava que já enfrentei quatro catástrofes naturais em viagens.

Eu disse lá no Instagram que já passei perrengues por causa de tempestada de areia, furacão, vulcão e terremoto. Mentira? Absolutamente verdade!

Embora passar por isso quatro vezes seja meio surreal, as catástrofes naturais são fatores que pode sim afetar a vida do viajante – porque, no Brasil, terremotos, furacões e vulcões são raros, ou até inexistentes.

Felizmente, o máximo que passei com as catástrofes naturais que enfrentei foram alguns perrengues. Diferentemente de muitas pessoas que, seja em viagens ou em outras situações, têm de lidar com verdadeiras tragédias ao serem surpreendidas pela força da natureza.

O pior é que, na maioria dos casos, não há nem como prever, para evitar. E como o assunto aqui é viagem, não há temporadas de vulcões e terremotos. Mas há a de furacões. No Atlântico, por exemplo, neste ano estão previstas entre junho e novembro.

Isso não impede os furacões que ocorram em outras épocas, no entanto. Aqui, conto um pouco sobre como foram minhas quatro experiências com catástrofes da natureza em minha vida de viajante.

Catástrofe natural: a assustadora tempestade de areia no Bahrein

As ilhas artificiais são lugar comum no Bahrein, e em outros locais do Oriente Médio. Em outubro de 2018 eu visitei o pequeno país que faz divisa com a Arábia Saudita. Hospedei-me no Four Seasons, que fica em uma desssas ilhas artificiais.

O hotel tem uma praia artificial que decidi conhecer em meu tempo livre. O dia estava ensolarado e bem quente. Não havia vento nenhum. Eu entrei na água, tirei algumas fotos e então me deitei em uma das cadeiras de plástico.

De repente, do nada, sem aviso, o vento ficou forte, e a areia começou a voar invadindo meus olhos e ouvidos. Em seguida, voaram guarda-sóis e cadeiras, de plástico, felizmente – algo necessário em uma região em que esse tipo de incidente é comum.

Uma das cadeiras me atingiu nas costas, em um golpe forte. Junto com outros hóspedes que estavam na praia, comecei a correr em direção ao interior do hotel, que não estava muito próximo. No caminho, uma árvore pequena caiu à minha frente.

Pessoas gritavam e disparavam em busca de refúgio, sem entender o que estava acontecendo. O barulho do vento era ensurdecedor, e a areia voava, invadindo os olhos e dificultando a missão de ver o que estava à frente.

Foto: Rafaela Borges

Eu finalmente consegui chegar ao interior do hotel. Já no meu quarto, vi pela janela por cerca de meia hora a tempestade ainda forte. Havia areia voando e um barulho de vento tão forte que, mesmo com janelas anti-ruídos, dava para ouvir nitidamente dentro do quarto.

Mais tarde, conversando com o pessoal do hotel, soube que esse tipo de tempestade de areia sem aviso é comum no Bahrein, e o país está preparado para isso. Não houve feridos, felizmente. Nem mesmo destruição.

Apenas bagunça. Um coquetel ao qual eu iria naquela noite foi transferido de uma área externa, bastante bagunçada pela tempestade, para a interna do hotel Four Seasons. E demorei pelo menos dois dias (e uma caixa de cotonetes) para conseguir tirar toda a areia de meus ouvidos.

Aquele fenômeno que veio do nada, e com o qual eu não estava acostumada, me assustou muito. Mais que o terremoto no Chile.

MAL PERCEBI O TERREMOTO EM SANTIAGO

Acho que o ano era o de 2012, e eu estava em Santiago com um grupo de pelo menos 100 pessoas, para o lançamento de um automóvel. O mês era o de maio.

Eu estava dormindo no segundo andar do hotel Sheraton quando fui despertada por um barulho estranho, de móveis batendo. Alguns gritos pareciam vir do corredor.

Levantei-me. O chão começou a balançar, como se não estivesse firme. E logo parou. Fui até o banheiro, voltei para a cama e dormi normalmente. Estava entorpecida de cansaço.

Foto: Gabriel Aguiar

Na manhã seguinte, recebi uma ligação de uma amiga que morava em Santiago. “Você ficou com medo do terremoto?” Só então percebi o que havia acontecido na madrugada.

Durante o café da manhã, esse era o único assunto do grupo de 100 pessoas com as quais eu estava. Alguns nem perceberam. Continuaram dormindo. Terremotos são sentidos com mais força em andares mais altos.

Uma amiga, que estava hospedada no décimo andar, teve total consciência do que estava acontecendo, e entrou em pânico. Já havia passado por isso antes, no Japão. Outra, cujo quarto ficava no 16º, sentiu sua cama balançar. Sem saber o que estava acontecendo, olhou debaixo dela, imaginando até que alguém pudesse estar ali, causando esse efeito.

Foi um terremoto fraco, e eu não me lembro da magnitude. E de curta duração. Não causou nenhum estrago em Santiago, mas houve certo abalo em outros locais próximos. Ali, no entanto, felizmente foi muito mais um susto.

O VULCÃO DA ISLÂNDIA

Eu nunca fui à Islândia. Ainda assim, o vulcão Eyjafjallajökull (tipo de nome que a gente tem de copiar e colar) me abalou. Foi em março de 2010. Pela manhã daquele dia, 11, eu estava na região de La Rioja, no País Basco, na Espanha.

Vi na CNN que o vulcão havia entrado em erupção no dia anterior, mas jamais imaginei que aquilo me abalaria. A Islândia, afinal, era muito distante.

Eu embarquei em um voo fretado ao meio dia para Paris, de onde partiria ao Brasil. Ao chegar ao aeroporto Charles de Gaulle, veio o aviso no balcão de check-in da Latam – àquela época, ainda Tam. Eles tentariam antecipar o voo, marcado para 22h30.

A partir das 22h daquele dia, o aeroporto estaria fechado por tempo indeterminado. As cinzas do vulcão foram tão devastadoras que, soubemos depois, levaram ao fechamento do espaço aéreo da Europa por semanas. Os voos naquele período se tornaram exceção, não regra.

Na sala de embarque, naquela noite, diversos passageiros decidiram desistir da viagem. Isso porque, até o momento de decolagem, não saberíamos se conseguiríamos ou não. Nos painéis do aeroporto, 90% dos voos estavam com status cancelado.

Eu persisti. E fiquei duas horas dentro da aeronave, em uma fila de decolagem que até hoje não sei como funcionou, mas acredito que tenha sido à velha maneira: pela ordem. O suspense persistiu até que, às 21h55, o piloto informou que nossa decolagem estava autorizada.

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Soube mais tarde que a maioria dos voos atrás do meu não conseguiram. Havia pessoas de meu grupo neles. Os passageiros passaram um belo perrengue nos dias posteriores. Não havia vagas em hotéis próximos ao aeroporto. E as companhias não informavam quando os voos voltariam a ocorrer, porque a situação mudava a cada hora.

Aos passageiros, restou ir ao aeroporto diariamente, na semana seguinte, com todas as malas, para saber se o voo partiria ou não. Alguns esperaram mais de uma semana de incertezas, até conseguirem voltar ao Brasil.

FURACÃO AMEAÇOU MIAMI

Em agosto de 2011, eu desfrutava um verão extremamente quente em Miami. Não havia nada errado. O mar estava infestado de águas vivas, e conseguíamos vê-las ainda na areia, olhando a água. Era impossível pensar em entrar no mar.

Mais tarde, houve quem associasse o fenômeno das águas vivas com o furacão que estava chegando. Eu, sinceramente, não sei se houve alguma relação.

Dois dias antes de meu voo de volta ao Brasil, surgiram informações sobre a chegada de um furacão que estava causando estragos no Caribe. A sensação de pânico foi alta e, ao menos para mim, não houve possibilidade de antecipar o voo de volta.

Foto: Rafaela Borges

As redes de TV só falavam sobre isso. A nós, só bastava aguardar as instruções de segurança do hotel às vésperas da catástrofe. Mas, na noite anterior à prevista para a passagem do furacão, radares detectaram que ele não chegaria à Miami. Ficaria no mar.

Ainda assim, poderia ter algumas consequências na cidade, como chuvas e ventos fortes. A recomendação era de que, até ter certeza da extensão dos estragos, todos ficassem no hotel.

Na manhã em que o furacão deveria chegar, houve de fato uma chuva muito forte. Mas, para quem mora em São Paulo, isso nem é motivo para se abalar. Foi mais fraca do que as tempestadas de verão de fim de tarde na capital paulista.

No meio da tarde, o sol já havia aparecido em Miami. Meu voo, naquela noite, decolou normalmente.

O quase furacão de Miami foi, na verdade, um episódio em que o terror da expectativa não se confirmou na realidade. O pior, ali, foi o medo do desconhecido. Mas há um detalhe: antes de chegar à cidade da Flórida, eu estava em Nova York.

Minha prima e companheira de viagem ficou em Nova York após eu partir para Miami. E, no dia em que deixei e Big Apple, houve um raríssimo terremoto por lá. Bem fraco, mas ainda assim um terremoto. Talvez eu seja um para-raios de catástrofes naturais.

Match Point

Filmes que levam você a Londres sem sair de casa

Na semana passada falei sobre a região de Southwark, em Londres, e prometi um texto sobre filmes que retratam bem a cidade para assistir durante a quarentena. A seleção tem nove longas: alguns ótimos, outros bons e histórias que são, pelo menos, engraçadinhas.

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Em comum, têm o mérito de mostrar diversos locais de Londres. Uma ótima pedida para fazer uma viagem virtual à capital da Inglaterra nesta época em que cruzar o oceano está fora de cogitação.

Sem sair de casa, você poderá conhecer locais como Convent Garden, Hyde Park, Palácio de Buckingham, London Eye e Tate Modern, entre outros.

UMA SEGUNDA CHANCE PARA AMAR

Família húngara se muda para Londres. Kate é a filha talentosa e busca uma carreira como cantora. Enquanto o sonho não se realiza, trabalha em uma loja de acessórios natalinos.

Interpretada por Emilia Clarke, Kate enfrenta uma fase ruim. Então, conhece Tom Webster (Henry Golding), um cara simpático e misterioso que mostra a ela um lado mais otimista da vida.

Engraçadinho, “Uma Nova Chance para Amar” é um filme de Natal lançado no fim de 2019 que investe em uma ótima trilha sonora, com músicas de George Michael.

A loja em que Kate trabalha fica no Convent Garden

As locações londrinas incluem o Convent Garden, onde está a loja de que Kate é funcionária, o London Eye e o teatro Savoy.

O filme está disponível para aluguel no Google Play, Apple, Locke e Now.

SIMPLESMENTE AMOR

Talvez esta tenha sido a inspiração de “Uma Nova Chance para Amar”. O filme de Natal, porém, é muito mais interessante, e tem elenco ainda mais estrelado.

Ele é liderado por Emma Thompson (também no elenco do outro filme natalino), Hugh Grant e Colin Firth, e traz uma Keira Knightley ainda em início de carreira. Tem participação do brasileiro Rodrigo Santoro.

Às vésperas do Natal em Londres, diversas histórias de amor de personagens interligados se desenrolam. Há o primeiro ministro apaixonado pela secretária, uma criança vivendo o primeiro amor, o astro do rock decadente que tenta se reerguer com um hit natalino e o escritor que vive um romance com uma garota com a qual não consegue se comunicar verbalmente. Ah, claro: faltou o cara apaixonado pela esposa do melhor amigo.

Elenco estrelado inclui Emma Thompson

“Simplesmente Amor” explora várias partes de Londres. Entre os cenários, há o aeroporto de Heathrow, os bairros de Mayfair, Notting Hill e St. John’s Wood, a famosa loja de departamento Selfridges, na Oxford Street, e um dos endereços mais famosos da Inglaterra: o número 10 da Downing Street, residência e escritório do primeiro ministro.

A comédia romântica de 2003 está disponível no Amazon Prime.

O DIÁRIO DE BRIDGET JONES

Aqui, saímos do Natal diretamente para o Ano Novo com duas figurinhas carimbadas em muitos filmes que retratam Londres: Colin Firth e Hugh Grant. O primeiro dia do ano é o ponto de partida para o triângulo amaroso entre Bridget Jones (René Zellweger), Mark Darcy (Firth) e Daniel Cleaver (Grant).

O apartamento de Bridget fica sobre o pub Globe, em Southwark

Entre as diversas locações londrinas há o pub Globe, em Southwark. O local é ponto de encontro da turma de Bridget. Além disso, a personagem vive em um pequeno apartamento acima do pub.

O filme de 2001 é uma comédia romântica inspirada no clássico “Orgulho e Preconceito”, de Jane Austen. Está disponível no Locke.

UM LUGAR CHAMADO NOTTING HILL

Um dos clássicos da locação cinematográfica londrina, o filme de 1999 colocou em evidência o cultural e boêmio bairro de Notting Hill. Mais precisamente, a Portobello Road, com suas livrarias, cafés e feirinha de roupas e acessórios.

“Notting Hill”, disponível no Telecine Play e no Globo Play, é uma história de Cinderela às avessas. Cara pacato e com vida para lá de sem graça, William (Hugh Grant) é dono de uma livraria na Portobello Road. Por um desses fatos raros do destino, ele acaba despertando a atenção da maior estrela de Hollywood, Anna Scott (Julia Roberts).

A livraria do Will fica no número 142 da Portobello Road. Na vida real, é uma loja de souvenirs

O bonito romance tem suas principais locações na Portobello Road, mas mostra também outros locais de Londres. Há o Nobu Restaurante, na Park Lane, e o hotel The Ritz.

Uma das cenas finais do filme mostra Anna gravando um filme épico nos jardins de uma bela residência. É Kenwood House, em Hampstead.

Já a livraria de Will fica no número 142 da Portobello Road. Na vida real, não é livraria. É loja de souvenirs.

O DISCURSO DO REI

Se tem Londres, tem realeza. O filme que deu o Oscar a Colin Firth conta a história do rei George VI e o médico que o ajudou a controlar um problema da fala, interpretado por Geoffrey Rush.

Os cenários de “O Discurso do Rei” retratam a Londres dos anos 30 e 40 do século passado. A casa original do rei, enquanto ainda era o príncipe Albert, ficava no número 145 da Piccadilly. Mas como essa residência foi destruída em um bombardeio, as cenas da fachada da residência foram gravadas no número 33 da Portland Place.

No filme de 2010 você poderá ver também o Regent’s Park, a abadia de Westminster e o Palácio de Buckingham. O longa está disponível no Amazon Prime, HBO GO e Claro Vídeo. Pode também ser alugado no Google Play.

MUITO BEM ACOMPANHADA

Após a despedida de solteiro da personagem de Amy Adams, ela e a irmã, interpretada por Debra Messing, percorrem Londres no teto solar de uma limusine, com uma garrafa de champanhe na mão. Na cena, você confere vários locais famosos da cidade, como o Piccadilly Circus e o Big Ben.

Há também uma partida de críquete que envolve quase todos os personagens do longa de 2005. Não consegui descobrir em que parque é essa sequência, mas o local se parece bastante com o belíssimo Hyde Park.

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O filme também tem locações no interior da Inglaterra, na região de Surrey. Disponível no Globo Play, “Muito Bem Acompanhada” conta a história de Kat (Messing), que vive em Nova York e tem de ir à Inglaterra para o casamento da irmã, Amy (Adams).

O problema é que o padrinho é seu ex-noivo, que rompeu o compromisso às vésperas do casamento. Desesperada, Kat contrata o acompanhante profissional Nick (Dermot Mulroney), para fingir para o ex-noivo que está em um relacionamento maduro.

CLOSER – PERTO DEMAIS

O London Sealife Aquarium, ali pertinho da roda gigante mais famosa do mundo, London Eye, é o ponto do primeiro encontro dos personagens de Julia Roberts e Clive Owen. Eles são duas partes do complicado quadrilátero amoroso que é o foco de ” Closer – Perto Demais”.

Fazem parte também desse quadrilátero os personagens de Jude Law e Natalie Portman. O filme de 2004, disponível para aluguel no Google Play e Apple, guarda semelhanças com o famoso poema “Quadrilha”, de Carlos Drummond de Andrade.

Clive amava Julia, que amava Jude, que amava Natalie, que não amava ninguém. Ou seria Natalie amava Jude, que amava Julia, que amava Clive, ou que talvez não amasse ninguém.

Essas incertezas e reviravoltas são debatidas com profundidade no belíssimo filme, que mostra uma Londres quase sempre cinzenta, talvez um reflexo da alma de seus personagens.

WIMBLEDON – O JOGO DO AMOR

Este é um filme sobre tênis e sobre o mais tradicional torneio do mundo, Wimbledon – cuja edição de 2020, aliás, foi cancelada por causa da covid. É claro, então, que a principal locação é o palco do campeonato, o All England Lawn Tennis and Croquet Club, também conhecido como All England Club.

Paul Bettany e Kirsten Dunst interpretam tenistas disputando o torneio mais tradicional do mundo

Mas há outros cenários bem conhecidos. Entre eles o tradicional hotel Dorchester, na Park Lane, em Mayfair. Por lá se hospedam, no filme, os tenistas que estão disputando Wimbledon. Entre eles, os protagonistas, interpretados por Paul Bettany e Kirsten Dunst.

Outros cenários que chamam a atenção no filme de 2004 são o Hyde Park e a London Eye. O longa está disponível para aluguel no Google Play.

MATCH POINT

O nome do filme é o usado no ponto final de uma partida de tênis. O personagem principal, Chris (Jonathan Rys Meyers) é um tenista aposentado que se transforma em professor de jovens da elite de Londres no Queens Club, que é sede de um dos torneios preparatórios para Wimbledon.

Mas “Match Point” não é um filme sobre tênis. É sobre sorte, oportunismo e o eterno duelo entre razão é emoção. Em minha opinião este é o melhor filme da lista – e também o mais incrível já dirigido por Woody Allen.

Há muitas locações conhecidas, e outras nem tanto. Entre elas, o Tate Modern, museu de arte moderna. Eu gosto muito do apartamento de Chris e sua esposa Chloe, com vista panorâmica para o Tâmisa e para o Parlamento.

Este edifício de apartamentos existe de verdade. É o Parliament View Apartments, em Lambeth, na margem sul do Tâmisa. O filme mostra ainda a Royal Opera House, em Convent Garden, e diversos restaurantes badalados da cidade.

Curiosamente, é o único da lista disponível no mais popular streaming, o Netflix. Ah, uma informação importante: o elenco traz Scarlett Johansson.

The Globe

Southwark traz londres boêmia e vibrante

Mayfair, Westminster, Park Lane, St James, Knightsbridge, Notting Hill, Abbey Road. Se você já foi, ou se interessa ao menos um pouquinho por Londres, conhece algum desses nomes. Mas será que já ouviu falar de Southwark?

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O local foi um dos que me hospedei em minha última visita a Londres. Eu sou uma apaixonada pela cidade. Já havia conhecido antes a capital inglesa, e adoro os filmes que a retratam (inclusive, vou preparar uma listinha com o tema nas próximas semanas). E nunca tinha ouvido o nome Southwark.

A região vem ganhando evidência nos últimos anos após um processo de revitalização. É bonita, vibrante e bem menos turística que as citadas no primeiro parágrafo. Talvez você já tenha passado por lá, mas sem saber. Ela fica às margens sul do Tâmisa, entre a London Bridge e a Tower Bridge, a ponte mais bonita de Londres.

London Bridge

Por lá, também está o famoso museu de arte moderna Tate Modern. Mas Southwark, que fica bem em frente ao centro financeiro London City, do outro lado do rio, é muito mais que as atrações turísticas conhecidas .

O bairro surgiu nos anos 60 e foi revitalizado na virada dos anos 2000. Antes disso, como ficava fora das muralhas de Londres, era palco de coisas consideradas imorais, mas também boêmias, como bordéis, bares e até rinhas.

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Southwark mantém a alma boêmia mas, após a revitalização, é uma delícia de se explorar, com seus antigos prédios industriais de arquitetura vitoriana e ruas históricas. Muitos desses prédios foram transformados em pubs, restaurantes e até cervejarias artesanais e fábricas de gin – a região tem várias, muitas abertas à visitação.

Mas o coração de Southwark é o moderno e altíssimo edifício The Shard, que tem escritórios, o hotel de luxo Shangri-La e outras atrações.

A LONDRES DOS LONDRINOS

Outro ponto importante sobre Southwark: é umas das regiões mais londrinas de Londres. A capital inglesa é uma das cidades mais cosmopolitas do mundo. Pelas ruas, você vê pessoas das mais diversas nacionalidades, em um festival de idiomas familiares, e alguns completamente desconhecidos.

Na Oxford Street, por exemplo, a impressão é de não estar na Inglaterra, e sim em alguns país da península arábica. Em Knightsbridge, os londrinos se misturam com asiáticos de todos os cantos, e muitos turistas endinheirados que fazem a festa na sofisticada loja de departamento Harrods e na Sloane Street.

Já Southwark é um reduto de londrinos. Os pubs tipicamente ingleses da região, com direito a subsolo, ficam no happy hour lotados de pessoas que trabalham nos escritórios do The Shard, e também do outro lado do rio, em London City.

Experimente o tradicional The Globe, o pub frequentado por Bridget Jones e sua turma nos filmes estrelados por René Zellweger.

O MERCADO MAIS ANTIGO DE LONDRES

Mil anos. Literalmente. Esta é a idade do mercado mais antigo de Londres, o Borough Market. Visitá-lo é primordial para quem vai a Southwark.

Por lá, você encontra produtos do mundo todo. Queijos da França e Holanda, vinhos de diversas partes, muita cerveja artesanal, pães variados, frutas… há até uma barraca argentina, com direito a doce de leite e empanadas.

Borough Market

Você nem precisa comprar. Todas as barracas oferecem degustação de seus produtos. À noite, o mercado e os restaurantes e pubs de suas imediações ficam lotados de pessoas em happy hour, um programa tão tradicional em Londres quanto em São Paulo.

O QUE FAZER EM SOUTHWARK

O The Shard oferece uma das vistas mais lindas de Londres. Basta subir ao observatório entre os andares 68 e 72. A atração se chama The View from the Shard.

Se não quiser pagar as 25 libras do ingresso, dá para ter uma boa experiência no hotel Shangri-La, tanto no restaurante quanto no bar (leia detalhes aqui). As vistas de Londres são espetaculares.

No antigo porto de Southwark, o armazém principal foi transformado em uma bela galeria de lojas e restaurantes, a Hay’s. Ao lado, está atracado o HMS Belfast. O navio, que participou da batalha da Normandia, na Segunda Guerra Mundial, está aberto à visitação.

The Shard e HMS Belfast

Às margens do Tâmisa, há áreas com muito verde, boas para a prática de exercícios. Por ali você também encontrará diversos bares e restaurantes, que ficam especialmente animados no verão.

Para chegar a Southwark, o melhor acesso é pela estação de metrô London Bridge. Vale lembrar que, por causa da covid-19, as atrações de Londres estão fechadas.

GP de Mônaco

maio é mês de grandes eventos na frança – programe-se para 2021

A primeira metade do ano de 2020 já acabou para quem tinha planos de viajar a turismo. Essas viagens não vão rolar. Por isso, a hora é de já começar a pensar em projetos para o primeiro semestre de 2021, se aproveitar a primavera e o início do verão no hemisfério norte for o objetivo. E, para quem gosta de badalação, grandes eventos e figuras notáveis em diversas áreas da cultura e esporte, a França em maio é uma ótima pedida.

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Especialmente o sul da França, mas com uma escala na boa e velha Paris. Em maio ocorrem três dos eventos mais legais da primavera europeia: Festival de Cinema de Cannes, Grande Prêmio de Mônaco e torneio de Roland Garros.

A temporada dos eventos franceses começa em Cannes, no sul da França. Por lá, estrelas do cinema de várias nacionalidades se reúnem para o mais cultuado evento de filmes do mundo.

Festival de Cannes

Em 2020 o festival – adiado, mas ainda não cancelado – estava previsto para ocorrer de 12 a 23 de março.

Nos dias do festival, a nata do cinema mundial (atrizes, atores, diretores, roteiristas) e também de outras áreas, como a música, se reúne em diversos locais de Cannes para estreias de filmes, palestras e festas, muitas festas. Uma parte relevante da programação ocorre no Palais des Festivais, na principal avenida da cidade.

Quem percorre as imediações do centro de convenções corre um sério “risco” de topar com um grande ídolo do mundo das artes.

GRANDE PRÊMIO DE MÔNACO

De Cannes, parte da classe artística parte para Mônaco, onde a corrida mais tradicional e charmosa da Fórmula 1 ocorre, geralmente, no fim de semana de encerramento do festival. Diferentemente do evento de cinema, a prova deste ano não foi adiada, e sim cancelada. A F1 só volta para Mônaco em 2021.

Pessoas assistem a corrida dos morros que circundam a cidade, e também do alto de alguns pontos turísticos

Ir ao GP de Mônaco é um programa fantástico até para quem não gosta de automobilismo. O que ocorre na pista, na verdade, fica em segundo plano diante da pulsação eletrizante da cidade.

Apesar da aura de glamour, o GP de Mônaco é dos mais democráticos do calendário. Quem quer ver a corrida sem pagar os caríssimos ingressos encontra um bom lugar, gratuito, nos morros que circundam a cidade. Estão sempre cheios.

Além disso, apesar das diversas festas fechadas cheias de VIPs do jet set internacional, há também as festas nas ruas. Após as atividades em pista, as ruas do principado são invadidas por DJs, e a badalação rola solta até o raiar do sol do dia seguinte.

INFORMAÇÕES ÚTEIS

Claro que o GP de Mônaco e o Festival de Cannes são bons pretextos para conhecer a bela Riviera Francesa na primavera. Em maio, as temperaturas já são altas, mas não tanto quanto no verão. Dá para bater perna sem sofrer com o calor intenso, mas também para aproveitar dias nas lindas praias com mar de águas cristalinas da região.

Um guia completo com tudo o que fazer na Riviera Francesa será publicado aqui em breve. Mas, se o seu objetivo já é começar o planejamento, o melhor local para se hospedar na Côte D’Azur em maio é Nice.

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Esqueça Cannes e Mônaco. Por causa dos eventos, dificilmente você encontrará hospedagem nesses locais. E, se encontrar, será com preços muito inflacionados.

Em Nice, há também a vantagem do excelente serviço de trem. Dá para usar esse meio de transporte para chegar a Mônaco, Cannes e outras cidades da região.

Se alugar um carro não é sua ideia – embora seja uma escolha acertada, pois é bacana fazer uma road trip pela Riviera Francesa -, Nice é sem dúvidas sua base.

ROLAND GARROS

Visitada a Riviera Francesa, é hora de pegar um TGV ou avião para Paris. Se estiver de carro, pare em Lyon, para conhecer uma das principais capitais gastronômicas do mundo.

Também cancelado em 2020, o torneio de tênis de Roland Garros é um dos mais charmosos do calendário. Segundo Grand Slam do ano, reúne os maiores tenistas da atualidade.

Disputado no saibro, o torneio é bem mais democrático que o aristocrático Wimbledon, um mês depois na Inglaterra. Com boa antecedência, dá para comprar ingressos a preços acessíveis para conferir jogos nas quadras principais – inclusive para as finais, algo quase impassível no torneio britânico. 

Doce veneno

Filmes sobre o verão europeu para curtir na quarentena

Para quem planejava passar o verão na Europa, esta seria a hora de começar a organizar a viagem. Mas a quarentena imposta pelo coronavírus em diversos países pelo globo acabou deixando os planos de férias em segundo plano. Que tal, então, visitar badalados destinos do verão europeu por meio do cinema?

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Fiz uma seleção de filmes cujos cenários são na Grécia, Monte Carlo, Provença, Ibiza e Barcelona, entre outros hot spots do verão na Europa. Há longas muito bons, e outros que valem não pela história, mas pela imersão nesses locais.

Os gêneros também são bastante variados, do drama à comédia, com altas pitadas de romance. São dez filmes: “Ibiza – Tudo pelo DJ”; “Amnesia”; “Vicky Christina Barcelona”; “Magia ao Luar”; “Um Bom Ano”; “Doce Veneno”; “Monte Carlo”; “Mistério no Mediterrâneo”, “Me Chame pelo Seu Nome” e “Mamma Mia”.

Separei a seleção por destinos. Todos estão disponíveis em streamings, gratuitamente ou por meio de aluguel.

O VERÃO EUROPEU EM IBIZA

Já assisti dois filmes que têm Ibiza, a meca da badalação embalada por música eletrônica, como cenário. Ambos mostram o estilo de vida agitado dessa ilha espanhola. Mas há espaço também para os magnifícos cenários do destino.

“Ibiza – Tudo pelo DJ” (filme de 2018), original do Netflix, é sobre um trio de amigas que vai a Barcelona. Uma delas se apaixona pelo DJ de uma casa noturna, e as garotas acabam partindo para Ibiza em busca dele.

Richard Madden está em ‘Ibiza – Tudo pelo DJ’

A história é boba, até meio pastelão, mas faz uma imersão bem realista nas baladas de Barcelona e Ibiza. E tem o britânico Richard Madden, o Rob Stark de “Game of Thrones”, como protagonista masculino. Dá para passar o tempo.

Já Amnesia é um belíssimo filme alemão de 2015, que está disponível para aluguel no Now. Jo é um DJ que chega a Ibiza para tentar se dar bem na carreira, logo após a queda do Muro de Berlim. Lá, acaba desenvolvendo uma bonita relação com uma mulher bem mais velha, sua conterrânea, a misteriosa Martha.

Amnesia, filme alemão de 2015

Além de oferecer uma bela história, Amnesia explora muito bem as belezas naturais de Ibiza. No elenco está Bruno Ganz, do aclamado “A Queda – As últimas horas de Hitler”. O ator, falecido em 2019, é responsável pela cena mais forte do longa.

BARCELONA

Woody Allen faz uma verdadeira homenagem ao verão na capital da Catalunha em “Vicky Christina Barcelona”, de 2008. Duas amigas americanas, interpretadas por Scarlett Johansson e Rebecca Hall, estão curtindo o verão em Barcelona e acabam se envolvendo com Juan Antonio (Javier Bardem).

Juan tem uma tumultuada relação com a ex-mulher, Maria Elena (Penélope Cruz), que levou o Oscar de melhor atriz coadjuvante pelo excelente papel.

Scarlett Johansson no verão de Barcelona

O longa é uma imersão nas atrações turísticas, boêmias e culturais de Barcelona, com direito a uma pequena (e bela) apresentação embalada pela guitarra espanhola.

“Vicky Christina Barcelona” está disponível no Locke e para aluguel no Google Play.

FRANÇA

Mais uma vez, Woody Allen explora o verão europeu em um de seus ótimos filmes. Nesse caso, “Magia ao Luar”. O longa de 2014 com os vencedores do Oscar Emma Stone e Colin Firth usa e abusa dos cenários da Riviera Francesa.

‘Magia ao Luar’ tem Colin Firth, Emma Stone e a Riviera Francesa

As locações são em Nice, Antibes, Menton e Juan-les-Pins, entre outros locais da paradisíaca Côte d’Azur (costa azul). A divertida história é sobre um ilusionista (Firth) que recebe uma missão: desmascarar uma suposta médium que pode estar tentando enganar uma família rica.

O longa de Woody Allen está disponível no Amazon Prime, Telecine Play e GloboPlay.

Já “Um Bom Ano” coloca em evidência o estilo de vida lento, bucólico e regado a ótimos vinhos da Provença. Os principais cenários estão no Luberon, o parque que reúne vinícolas e diversas cidadezinhas de arquitetura provençal.

Um executivo britânico workaholic interpretado por Russell Crowe recebe de herança do tio uma vinícola no sul da França. Ele vai até a região para tentar vendê-la, e acaba se encantando com a bela francesa interpretada por Marion Cottilard, que trabalha em um restaurante na bucólica vila de Gordes (onde estão os principais cenários).

O filme está disponível no Claro Vídeo e no Locke.

‘Um Bom Ano’ tem cenários no Luberon, na Provença

Já o francês radicado no Brasil Vincent Cassel é uma das estrelas de “Doce Veneno” (2016). Mas é ofuscado pela beleza da região de Córsega, onde se passa o longa.

No filme, disponível no Telecine Play, são mostrados os belos cenários de Córsega, formado pelo mar esverdeado, cânions e montanhas. Há também uma imersão no estilo de vida da ilha, com seus restaurantes, clubes de praia e festas embaladas por música eletrônica.

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Cassel atua ao lado do excelente François Cluzet, de “Os Intocáveis”. Seus personagens são melhores amigos, e viajam juntos a Córsega, acompanhados de suas filhas.

Porém, o personagem de Cassel acaba despertando a paixão da filha de Antoine (Cluzet). A comédia francesa, embora prometa mais do que cumpra, é bastante divertida.

MÔNACO

O principado independente no meio da Riviera Francesa desperta fascínio e é cenário de algumas obras do cinema. Porém, quando o assunto é Mônaco no verão, há uma comédia meio pastelão e um romance adolescente, que podem não agradar a todos – embora tenham a sua graça.

Ainda assim, valem para quem quer explorar cenários de Mônaco por meio do cinema. “Monte Carlo”, de 2011, traz ainda um bônus: Paris.

‘Monte Carlo’: destinos coloca turistas americanas no Hotel de Paris, com tudo pago

Três adolescentes norte-americanas fazem uma viagem bem turística e muito econômica a Paris. Porém, acabam recebendo um empurrãozinho do destino e vão parar na suíte em de um dos hotéis mais badalados do mundo, o Hotel de Paris, em Monte Carlo.

Por lá, experimentam uma vida de extremo luxo, com direito a barcos, competições de polo e até contato com a nobreza europeia. O filme está disponível no Amazon Prime e para aluguel no Google Play e Apple Store. O elenco traz Selena Gomez e Leighton Meester.

“Mistério do Mediterrâneo”, original do Netflix de 2019, reúne os comediantes Jennifer Aniston e Adam Sandler em uma lua de mel fora de época. Em vez de cumprirem o roteiro original, conhecem um bilionário francês no voo para a Europa, e se tornam hóspedes do novo amigo em um luxuoso yatch com destino a Mônaco.

Aniston e Sandler em ‘Mistério no Mediterrâneo’

Porém, o casal norte-americano acaba envolvido em uma trama de assassinato.

GRÉCIA/CROÁCIA

A lista na verdade tem 11 filmes, pois “Mamma Mia” tem dois capítulos (“Mamma Mia – Lá Vamos nós de novo”). E com cenários paradisíacos diferentes.

Tanto no primeiro quanto no segundo filme, a ação é na mesma ilha fictícia da Grécia. No primeiro, as principais locações são na praia de Kastani, na costa sudoeste daquele país.

“Mamma Mia” (2008) é a história de Sophie (Amanda Seyfried), que às vésperas de seu casamento quer saber quem é seu pai, informação nunca revelada pela mãe Donna (Meryl Streep). Porém, acaba descobrindo que há três candidatos, interpretados por Pierce Brosnan, Colin Firth e Stellan Skarsgard.

Colin Firth e Amanda Seyfried em “Mamma Mia” (2008), na Grécia

“Já Mamma Mia – Lá Vamos Nós de Novo” mantém a lista de personagens, mas visita a juventude de Donna e seu encontro, 25 anos antes, com os três candidatos a pais de Sophie. Por isso, o elenco ganha o reforço de novos nomes, como Lily James, a jovem Donna.

O cenário é, teoricamente, a mesma ilha fictícia do primeiro filme. Porém, desta vez as locações foram na Croácia, principalmente na ilha de Vis.

Os dois filmes estão disponíveis no Telecine Play e para aluguel no Google Play e Apple. O primeiro “Mamma Mia” também pode ser visto no Netflix.

Lily James na sequência de “Mamma Mia”, gravada na Croácia

ITÁLIA

O belíssimo “Me Chame pelo Seu Nome”, de 2017, é a história de um pesquisador norte-americano que vai fazer uma espécie de estágio de verão com um renomado professor francês, do qual se hospeda na casa de veraneio, na Itália.

O personagem, interpretado por Armie Harmer, acaba despertando a paixão do jovem Elio (Timothée Chalamet). O filme se passa nos anos 80 na região da Lombardia, na Itália.

‘Me Chame pelo Seu Nome’ explora a Lombardia, na Itália

As principais locações são na cidade de Crema, mas há também cenários em Bérgamo. Além disso, o filme explora as regiões rurais da Lombardia.

“Me Chame pelo Seu Nome” está disponível no Telecine Play, e para aluguel no Google Play e Apple.

classe executiva da lufthansa

como é voar na classe executiva da lufthansa

A Lufthansa é uma das companhias aéreas em que voo com mais frequência. Recentemente, a empresa retomou o voo de Guarulhos a Munique, e vice-versa, no Airbus A350. A resenha, porém, é do voo do mesmo aeroporto a Frankfurt (e vice-versa), o principal aeroporto da Alemanha, no Boeing 747, uma das maiores aeronaves do mundo.

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A classe executiva tem cerca de 60 lugares, nas seções da frente do primeiro andar e no segundo piso. Pela primeira vez, voei no segundo andar (de Frankfurt a Guarulhos), cuja configuração é 2-2. No primeiro, ela é 2-2-2.
Está aí o principal problema da companhia alemã: a falta de privacidade. Muitas empresas aéreas que reconfiguraram suas classes executivas adotaram a configuração 1-2-1.

Isso é bastante importante para quem viaja sozinho. O passageiro solitário pode desfrutar de mais privacidade nas poltronas das extremidades, sem ninguém ao lado.

Também faz falta entre as poltronas da Lufthansa uma divisória, algo que também reforçaria a privacidade. Porém, fora isso, não há muitas críticas negativas sobre a experiência de voar na executiva da companhia. Veja os destaques.

SERVIÇO EM TERRA

No Terminal 3 do Aeroporto de Guarulhos, o check-in da executiva costuma ter um pouco mais de fila do que o de outras companhias. Fácil de explicar: entre as empresas europeias, a classe executiva da Lufthansa é uma das maiores.

Ainda assim, as filas não são demoradas. O atendimento nunca demora mais do que dez minutos. Em Frankfurt, não há esse problema. A companhia tem diversos guichês de atendimento espalhados por todo o aeroporto. É bem raro ter alguém à sua frente na hora do check-in.

Em Frankfurt, os passageiros da executiva têm prioridade tanto na imigração quanto no scanner (que substituiu o Raio-X simples naquele aeroporto). Até 2016, essa prioridade, não ajudava muito.

O terminal dos voos para o Brasil tinha poucos aparelhos, e as filas eram inevitáveis. Esse problema, no entanto, foi resolvido. Agora, há mais scanners, e o processo ficou bastante rápido.

Tanto em Frankfurt quanto em Guarulhos, a entrega das malas também foi rápida. Quando cheguei à esteira, elas já estavam lá.

SALA VIP DA LUFTHANSA

Sinceramente, não sei porque elogiam tanto as salas VIPs da Lufthansa em Frankfurt. Até acredito que a da primeira classe seja espetacular, assim como a destinada a quem tem status Senator no programa Miles & More. Já as da executiva não têm nada demais.

São muito simples, com algumas poltronas confortáveis, mas também bancos que lembram os das salas de embarque convencional.

O serviço de alimentação é correto. Há sempre uma sopa, algumas entradinhas e um prato principal (salsichas e batatas são os mais comuns). A qualidade das bebidas é muito boa, com variedade e, para os amantes de cerveja, os melhores tipos do mundo (afinal, estamos falando de Alemanha).

O grande diferencial da sala vip da Lufthansa em Frankfurt no terminal C (de onde partem os voos para São Paulo e Rio) é que cada portão tem uma. Com isso, o passageiro já sai da sala diretamente para a aeronave, o que é bastante prático.

Mas faltam serviços como chuveiros. Quem quiser essa comodidade tem de se locomover à sala VIP do terminal B, um tanto distante. Além disso, tem de passar duas vezes pelo processo de scanner.

Em Guarulhos, a sala vip é a da Star Alliance. Eu a considero a melhor do Terminal 3. Os serviços de alimentação e bebidas são iguais, ou semelhantes, aos das demais. Porém, a sala é mais bem decorada, aconchegante e espaçosa.

POLTRONAS

Apesar da falta de privacidade, as poltronas são muito confortáveis. O espaço é excelente, tanto em relação à da frente quanto na largura.

Há três ajustes padrões: pouso e decolagem, descanso e cama. Porém, dá configurar as posições em múltiplas combinações.

Na hora de dormir, a poltrona se reclina em 180° e se une ao apoio para os pés, largo, formando uma cama grande, boa mesmo para pessoas mais altas.

É possível mudar as posições da mesa, empurrando-a para a frente, por exemplo. Com isso, não é preciso esperar os comissários tirarem os pratos para se levantar.

SERVIÇO DE BORDO

O serviço começa em solo, com champanhe, sucos e águas de boas vindas. Após a decolagem, são servidas bebidas alcoólicas e não alcoólicas, junto com aperitivos (castanhas, geralmente).

O serviço vem em etapas: primeiro a entrada, depois a salada e o prato principal e, por fim, a sobremesa.

Há pelo menos três opções de pratos principais, sempre bem elaborados, mas fáceis de agradar a um público variado. A comida na executiva da Lufthansa é, no geral, muito saborosa e os carros-chefes costumam ser carnes, peixes e massas.

A companhia não investe muito na culinária tipicamente alemã durante os voos. Porém, costuma ter em sua carta de bebidas as cervejas mais badaladas do país.

Como o voo sai no fim da tarde, são dois serviços: jantar e café da manhã. Este costuma incluir pães, frios, geleias, manteiga, iogurte, cereais e um prato quente (panquecas e omeletes são os mais comuns).

DETALHES

O entretenimento de bordo é vasto, com séries, filmes e ebooks, entre outras atrações. Na lista de filmes, há sempre entre seis e dez opções recém-saídas dos cinemas, além de outros, ainda recentes, e diversos mais antigos.

Muitos filmes e séries têm opção de dublagem em português. Mais raras são as opções com legenda em nosso idioma (mas sempre há uma ou duas).

A tela individual é sensível ao toque, mas, como fica bem longe da poltrona, pode ser comandada por controle remoto. É bem fácil e intuitiva.

Ao redor das poltronas há alguns compartimentos – um, grande, pode acomodar sapatos ou bolsas, por exemplo. Cada passageiro tem direito a uma tomada e duas entradas USB.

O atendimento a bordo e em solo é um dos pontos altos da Lufthansa. Os comissários e funcionários de terra são eficientes e sempre muito solícitos.

Eu gosto bastante da companhia, que, em resumo, até fica devendo em sofisticação, mas é como se abrisse mão dessa característica para privilegiar a praticidade, o conforto e o bem estar dos passageiros.

E A ECONÔMICA PREMIUM?

Entre a executiva e a econômica convencional, a Lufthansa oferece uma opção intermediária. Trata-se da econômica premium, que, aliás, atualmente faz parte da oferta da maioria das companhias aéreas.

Na aeronave, entre a cabine da executiva e a da econômica premium, há três fileiras da econômica convencional. Não entendi por que, mas acredito que seja para que a premium comece na saída de emergência, dando mais espaço aos passageiros.

A econômica premium tem cerca de cinco fileiras, cada uma com seis poltronas. A configuração é 2-4-2 (a “economy” convencional é 3-4-3).

As poltronas são muito mais largas. Os passageiros não ficam esbarrando um no outro em hipótese nenhuma. Além disso, há um console grande entre elas.

Na primeira fileira há um apoio para os pés integrado à poltrona. Para os passageiros das demais fileiras, o apoio para os pés está na parte de trás do assento da frente, uma solução bem menos confortável.

Por isso, vale a pena marcar antes o lugar (para essa classe, a marcação é gratuita) e tentar pegar a primeira fila (que, aliás, é a que oferece melhor espaço).

Por falar em espaço, o para as pernas também é mais amplo que na econômica. Porém, nada que permita a um passageiro do meio se levantar sem pedir licença a quem estiver no assento do corredor.

A inclinação também é bem mais ampla – algo entre 45° e 90°. Em resumo, dá para ter uma noite de sono bem mais confortável nessa classe que na econômica convencional.

O serviço é bem semelhante ao da econômica. A diferença é que são servidos água e sucos ainda em solo, e há um cardápio para que o passageiro possa escolher o seu prato antecipadamente.

Também não há prioridade para check-in, nem bagagens. É possível usar as salas vips mediante pagamento de taxas.

Em resumo, a econômica premium é uma econômica com mais conforto. Para quem tem dificuldades de enfrentar voos longos, achei que vale a pena sim. É uma maneira de ter mais bem estar a bordo sem ter de pagar mais que o triplo.

Chateau la Canorgue

Luberon, o espaço mais especial da provença

Imagine uma grande reserva, espécie de parque, cheia de videiras, plantações de lavanda, vinícolas e cidadezinhas medievais. Tudo isso em um lugar que também se destaca pela alta gastronomia.

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Assim é o Luberon, o lugar mais especial da bela Provença. Na região das lavandas e do vinho rosé, há muito mais a se visitar. A cidade que é campeã de hospedagem é a universitária Aix-en-Provence.

Há ainda Avignon, onde o destaque é o Palácio dos Papas. Por alguns anos, a cidade francesa foi sede do papado. Marselha, segunda maior cidade do país, é o ponto de chegada à Provença para quem desembarca de avião na região.

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Por lá, também há algumas coisas a se ver, como a antiga prisão Chateau d’If, que os amantes de literatura conhecem pelo romance – também adaptado ao cinema – “O Conde de Monte Cristo”.

Já as Calanques de Cassis são um espetáculo natural raro, que reúne cânions e mar. Podem ser visitadas por meio de passeio de barco ou percorrendo trilhas leves ou pesadas.

Gordes é vilarejo no alto de uma montanha

Com tudo isso – e muito mais -, a região de Provença merece dez dias para ser explorada por completo. A melhor data? Entre o fim de junho e julho. Só assim dá para garantir que os belos campos de lavanda estarão em seu auge.

Em breve, vou preparar um guia completo de Provença. Desta vez, vou falar sobre o delicioso Luberon, que merece pelo menos dois dias de visita.

Ruas típicas dos vilarejos do Luberon

DESTAQUES DO LUBERON

Para conhecer Provença direitinho, o ideal é fazer duas bases. Uma delas pode ser no Luberon, ou nas imediações. A melhor maneira de explorar o parque é de carro, porque as opções de transporte coletivo são ruins.

Fiz minha base de L’isle-sur-la-sorgue, conhecida pelas feirinhas provençais e ao lado do Luberon. Da cidadezinha até o parque, são cerca de dez minutos de carro.

No Luberon, a primeira parada foi Gordes, que também tem algumas opções de hotéis bacanas para se hospedar. O vilarejo provençal fica no alto de uma montanha, e já pode ser visto da estradinha estreita e rodeada por videiras e lavandas que dá acesso a ele.

La Renaissance

O local é dominado pela arquitetura típica da região, com inspiração medieval, além de hotéis e restaurantes charmosos. No primeiro caso, o mais badalado é o La Renassaince, ao lado da famosa fonte do vilarejo.

A abadia e o chateau de Gordes são visitas obrigatórias.

No caminho de Gordes a Bonnieux, você verá alguns campos de lavanda. Visite a vinícola Chateau La Canorgue, cenário de “Um Bom Ano” (leia mais abaixo). Faça degustação e escolha o vinho topo de linha, que custa 20 euros e é excelente.

Chateau la Canorgue

Já Loumarin é para visitar galerias de arte, comprar sabonetes da Provença e jantar. Eu fui ao restaurante do simpático hotel Le Moulin, um dos melhores em que já estive na vida. Paixão total.

Aliás, apesar de ser marcada pela excelente gastronomia provençal, os restaurantes da Provença têm preços baixos, quando comparados aos das demais regiões do sul da França.

Loumarin

VIDA PACATA

Antes de visitar o Luberon, recomendo assistir ao filme “O Bom Ano”, com Russell Crowe e Marion Cotillard. O longa retrata bem a vida lenta e pacata que é gostosa de se degustar no parque, curtindo os detalhes sem pressa.

Por isso, se possível, vale passar até três dias por lá, entre o fim da primavera e o verão. Acordar, degustar café da manhã, curtir a piscina e depois sair para desfrutar feirinhas, lojas e diversos restaurantes é uma ótima receita. Some a isso visitas a vinícolas, para degustar vinho rosé e algumas opções de tintos.

Campos de lavanda

Tudo o que se vi no filme está no Luberon. Há as estradas estreitas e lindas, com muitas árvores e, nessa época, diversos ciclistas. O tour de France passa por lá, mas os amantes de bikes estão sempre na região.

Campos de lavanda há aos montes, e Gordes é o vilarejo que empresta seus cenários ao longa. É lá, em um restaurante, que trabalha a personagem de Marion Cotillard.

Campos de lavanda, vinhos, arquitetura provençal e vida sem pressa são destaques do parque Luberon

Shangri-La Londres

shangri-la é hotel para viver londres nas alturas

Antes de falar do Shangri-La London, é preciso entender o contexto em que ele está inserido. O hotel nas alturas é parte importante de um movimento de rebeldia e “emancipação” do passado. E, principalmente, um símbolo da Londres do século XXI.

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A aristocracia clássica que envolve Londres há séculos está concentrada nos prédios, ruas e estilos da região conhecida como central. Porém, há algumas áreas na mais cosmopolita cidade do mundo com modernidade pulsante, evidente. É como um grito rebelde de liberdade ante as tradições do passado.

O símbolo dessa nova Londres é o The Shard, edifício de 310 metros que é o mais alto da capital inglesa. O arranha-céu em forma de pirâmide se impõe às margens do rio Tâmisa, ao sul de Londres, rodeado por um movimento de diversidades inglesas e mundiais.

O edifício The Shard

Nas imediações há um trânsito constante de executivas e executivos baseadas no próprio The Shard, ou logo em frente, do outro lado do rio, no centro financeiro de Londres. E há britânicos e estrangeiros de todas as tribos entrando e saindo da estação London Bridge, uma das mais importantes da cidade, com trens, metrô e uma espécie de shopping bem variado em seus não muito claros corredores.

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A estação London Bridge está diretamente conectada ao The Shard. E, entre o 34° e o 52° andares do arranha-céu está o hotel de luxo que é o símbolo dessa nova Londres, o Shangri-La.

As vistas são o tema da filial londrina da pequena rede asiática de extremo-luxo. Todo de vidro, ele escolheu seus ambientes em torno de uma visualização de tirar o fôlego de quase tudo o que é importante na cidade.

O Tâmisa, a magnífica Tower Bridge e a catedral de Saint Paul são os principais pontos visuais para o hóspede e o visitante do Shangri-La. Porém, dá para ver muito mais, dependendo do ângulo: London Eye, Big Ben e Abadia de Westminster, por exemplo.

Não à toa, cada quarto tem seu próprio binóculo. Dá para perder minutos e mais minutos desbravando o melhor de Londres lá de cima.

Tower Bridge

Tudo no Shangri-La London foi milimetricamente calculado para privilegiar vistas. A decoração, os quartos e suítes, os bares e restaurante. O entorno pode não ser o mais adequado para quem visita Londres pela primeira vez, e tem altas expectativas sobre um mundo aristocrático. É, no entanto, um valoroso espetáculo.

Ponto a ponto, venha comigo conhecer os destaques (e um ou outro ponto fraco) do Shangri-La London.

Torre de Londres

LOCALIZAÇÃO DO SHANGRI-LA LONDON


A região em que está o Shangri-La é chamada de Southwark, uma das áreas do sul do Londres – como é chamada a parte da cidade às margens do Tâmisa oposta à do Big Ben.

Se você está visitando Londres pela primeira vez e não tem medo de metrô, pode escolher o Shangri-La sem hesitação. Afinal, ele está ao lado da estação London Bridge.

Porém, se você prefere “walking distance” (ir andando, em tradução livre) para as principais atrações, este não é o seu lugar. Prefira um hotel de luxo em Mayfair, principalmente na charmosa Park Lane, como o Dorchester, um dos símbolos de Londres, ou o Four Seasons.

Um pouco mais dentro do bairro, e mais perto de Buckingham, há o Sofitel London Saint James e, claro, o Ritz.

Knightsbridge é também uma opção se você não faz questão de ficar tão imerso na Londres tradicional aristocrática. A rua concentra dois dos hotéis mais exclusivos e badalados de Londres: Bulgari e Mandarin Oriental.

Além disso, é o paraíso para os amantes de compras. Está ao lado da loja de departamento de luxo Harrods (a Saks dos ingleses) e da Sloane Street, a meca do consumo de luxo londrino. Por ali, estão todas as marcas de alto luxo do mundo.

Porém, se ter uma experiência londrina muito diferente de suas expectativas é seu objetivo de visitante iniciante, o Shangri-La é seu lugar. Se você já conhece Londres e quer ir muito além do óbvio, idem. It’s up to you.

ENTORNO


O Shangri-La está a poucos passos do Tâmisa e da Tower Bridge. Atravessando a ponte, chega-se à Torre de Londres, palácio (aberto à visitação) que guarda as joias da coroa. Nas duas margens, um programa incrível é caminhar entre a Tower Bridge e a London Bridge.

Do lado sul, há áreas para práticas de esportes e muitos cafés e restaurantes, inclusive uma filial do balado The Ivy. Do norte, além da Torre de Londres e de outros bares, cafés e restaurantes, há o centro financeiro da cidade (London City).

Mas o mais legal desta área está a um quarteirão do Shangri-La. É o Bourough Market, o mercado mais antigo de Londres. São diversas barracas e lojas sob os trilhos de trens que chegam à estação London Bridge. Há de tudo: queijos, vinhos, pães, trufas, frutas…

The Globe, o pub dos filmes ‘Bridget Jones’

No entorno do mercado há diversos pubs tipicamente londrinos, frequentados, a partir das 17h, pelo pessoal do mercado financeiro – o público é majoritariamente inglês. Um deles é o “The Globe”, cenário dos dois primeiros filmes da série “Bridget Jones”. Ao lado do pub está o prédio que era a casa de Bridget (no terceiro filme também).

Por ali, também há um dos cenários da franquia de filmes Harry Potter. O entorno traz ainda diversos restaurantes, a principal faculdade de medicina da cidade e algumas cervejarias – uma das experiências oferecidas pelo Shangri-La é um tour por elas.

Para valorizar a região, o Shangri-La obtém a maioria dos ingredientes de seus restaurantes e bares no Bourough Market.

CHEGADA AO SHANGRI-LA LONDON


No piso térreo do The Shard está a entrada do hotel, e o serviço de concierge. Mensageiros já começam a mimar os hóspedes ali: retiram malas, encaminham ao elevador e explicam os principais pontos do hotel.

A recepção fica no 35° andar. Esqueça a decoração clássica que se vê na maior parte dos hotéis de luxo da região central. Por ali, tudo é contemporâneo e discreto. Poucas obras de arte e móveis cumprem muito bem o papel de não brigar com a atração principal: os vidros que garantem vistas panorâmicas de Londres. E a iluminação proporcionada por eles.

É comum chegar à recepção e ver pessoas com expressão de deslumbramento, ou fotografando aquele espetáculo incomum. O The Shard oferece uma atração, o The View, que consiste em subir ao topo do prédio para ver aquele incrível cenário.

O Shangri-La oferece praticamente o mesmo em 18 andares. No da recepção, também está o restaurante do hotel, o Ting, do qual falarei mais em seguida. Logo abaixo, há um lounge, a maior adega de champanhe Cristal da Inglaterra e diversas salas, que são mais reservadas para festas e casamentos do que para reuniões e conferências.

O Shangri-La é mais sobre experiências do que negócios. 70% dos hóspedes procuram o hotel para lazer.

QUARTO


O hóspede é levado a seu quarto, cuidadosamente preparado, por recepcionistas que explicam tudo o que você precisa saber. A Rita, que nos apresentou o nosso, no 42° andar, do tipo Premier City View, foi também quem o preparou. Ela deixou no vidro uma simpática mensagem em português, com meu nome.

Os quartos dessa categoria têm entre 47 e 58 metros quadrados. Isso porque cada apartamento do Shangri-La tem um desenho diferente. Nenhum é igual ao outro.

Como na recepção, a decoração sofisticada usa cores claras, bem neutras, para valorizar a vista. Papel de parede tem tom pastel e quase tudo é de madeira clara. O carpete é uma simulação do céu.

Fomos recebidos com simpáticos mimos: macarrons e outros tipos de doces (repostos diariamente), além de amostras do home spray do hotel e de um gim produzido naquela região da cidade, o Jensen.

Assim como o quarto, o banheiro envidraçado é um espetáculo. Tem box e banheira separados, e o hóspede toma banho vendo Londres do alto. A foto na banheira, aliás, é uma das mais produzidas entre os hóspedes do Shangri-La para redes sociais – óbvio que também fiz a minha.

No banheiro, as amenidades são completas, com direito a pastas e escovas de dente. Os produtos de banho são de uma linha especial da Loccitane. A potência do secador de cabelo poderia ser um pouco melhor.

Os quartos têm ainda lençóis de algodão egípcio, travesseiros grandes e confortáveis, cama king que se adapta os contornos do corpo, máquinas de café e chá, dock para tocadores digitais e minibar bem recheado.

As cortinas black-out têm controle de abertura e fechamento automáticos. Além do quarto, estão também nos banheiros. Da entrega das malas ao room service, os serviços são rápidos e eficientes.

SUÍTE SHANGRI-LA


Além dos quartos, o Shangri-La tem também diversos tipos de suítes. A Shangri-La é uma das signatures (topo de linha), muito reservada por altos executivos e noivas nos dias de seus casamentos, por exemplo. É também muito usada para eventos privados.

São pelo menos oito ambientes, com imensa sala, quarto, escritório, closet, sala de jantar e cozinha (com adega; o hotel já deixa alguns vinhos por lá, como sugestão). Os robes, roupões e amenidades são exclusivos da suíte. Há ainda menu de chinelos, com seis opções, diferentes em conforto, design e cores.

A suíte tem vistas para os dois principais lados do Tâmisa. Da sala, dá para ver tanto a Tower Bridge quando a Catedral de Saint Paul (junto com London Eye e Big Ben). A suíte tem 230 metros quadrados.

OUTRAS ATRAÇÕES


O restaurante do hotel é o Ting, no andar do lobby. Dividido entre salão principal e lounge para chá da tarde, oferece vistas em 270°, tão espetaculares à noite quanto durante o dia. Funciona para almoço, jantar, chá da tarde e café da manhã no estilo buffet – com opções a la carte também.

O buffet de café da manhã tem muitas opções asiáticas de diversos estilos. O público de países como Hong Kong, Singapura e China, aliás, era preponderante entre os hóspedes do hotel nos dias que passei por lá.

Para almoço e jantar, há gastronomia é internacional. E o restaurante atrai não só o público do hotel, mas diversidade de turistas e de moradores de Londres.

Experimentamos o menu de três pratos, com entrada, principal e sobremesa, além de acompanhamento. Há peixes, carnes e fruto do mar, tudo acompanhado por vinhos escolhidos de maneira personalizada pelo sommelier, que explica aos clientes a melhor forma de harmoniza-los com cada prato e todos os detalhes do produto.

No 52° andar há o bar Gong, de coquetéis, com direito a noites embaladas por DJs. Os drinks são homenagens a grandes invenções da humanidade. Usam e abusam da criatividade, em uma carta muito bem feita. O em homenagem ao rock, por exemplo, vem em um copo em forma de guitarra.

Já o bar 31 fica no térreo, investe em produtos da região para drinks e atrai o pessoal de Londres para happy hours. Tem um terraço temático: no momento, traz o quintal do gim, com variedades de drinks com o produto. Em breve, será substituído pelo tema Oktoberfest.

Há ainda uma piscina panorâmica e aquecida, rodeada por um belo lounge, e sala de ginástica muito bem equipada, que funciona 24 horas.

GOSTEI

Vistas, serviços, banheiro e quarto, restaurante

NÃO GOSTEI

Por causa dos ventos fortes nos andares altos, o hotel é todo fechado. Faz falta um ambiente ao ar livre, especialmente no verão. A potência do secador de cabelos poderia ser melhor

Grand Canyon de Mustang

um roteiro para FUGIR DO ÓBVIO EM LAS VEGAS

Se você nunca esteve em Las Vegas, tem grandes chances de associar a cidade a cassinos e espetáculos do Cirque du Soleil. Mas, se você nem é fã nem de um nem de outro, a cidade do estado de Nevada, nos EUA, também reserva muitas atrações interessantes. E com uma alta dose de luxo.

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Preparei aqui um roteiro de três a quatro dias em Las Vegas ignorando (quase tudo) o que a cidade tem de mais óbvio – e conhecido. Há muitas opções gastronômicas, bares, compras e atrações fora dos limites da cidade – para fazer um bate e volta.

LAS VEGAS TEM VÁRIAS CIDADES NO
CORAÇÃO DO DESERTO

Se você nunca esteve antes em Las Vegas, vale reservar metade de um dia para conhecer as cidades artificiais na Las Vegas Boulevard, que no trecho dos grandes hotéis é conhecida como Strip. Trata-se da principal avenida da zona turística.

The Venetian

Claro que as cidades artificiais são uma atração óbvia, mas não dá para ignorar, mesmo que por mera curiosidade, a reprodução de locais importantes da Itália, França e de outros lugares dos EUA no meio do deserto de Nevada.

No hotel The Venetian, há a reprodução dos canais de Veneza. Eles ficam na área de compras do hotel, com direito a passeio de gôndola e representações das principais atrações da cidade italiana, como a praça de São Marcos.

Representação da Fontana di Trevi no Ceasers Palace

A Itália também encontra uma homenagem no Ceasers Palace, onde o visitante pode ver um pouco da Roma antiga. Há até uma cópia da Fontana di Trevi. Já o Egito antigo é o tema do Luxor.

Uma das reproduções mais incríveis estão no hotel Paris, com réplicas em menor escala de duas grandes atrações da capital francesa: Torre Eiffel e Arco do Triunfo. Já a Estátua da Liberdade e ruas inspiradas nas da Big Apple estão no New York, New York, que oferece também a montanha russa mais concorrida da cidade.

Hotel Paris


FUJA DOS HOTÉIS TEMÁTICOS

Se o turismo de massa não é seu negócio, o ideal é fugir dos hotéis temáticos na hora de escolher a hospedagem. E a maioria tem temas, mesmo que não sejam homenagens a cidades importantes.

O Excalibur, por exemplo, é uma homenagem à história do rei Arthur, com representações de castelos e arenas da Inglaterra medieval. No Treasure Island, você encontrará o universo da caça ao tesouro em alto mar, com navios de piratas e outras atrações.

Já os hotéis não temáticos não são atrações turísticas. E, se atraírem não-hóspedes, é pela possibilidade de compras, casas noturnas e a alta gastronomia que oferecem. Meu escolhido foi o Aria, que cumpre esses critérios e tem um ótimo complexo de piscinas – ótima pedida para o verão.

A melhor notícia? A área reservada a pool parties típicas de Vegas é separada das duas piscinas destinadas aos hóspedes, com esteiras confortáveis e opções de cabanas privativas – para quem se hospeda nas suítes ou está disposto a pagar uma alta taxa extra.

No mesmo complexo do Aria está o “irmão” Vdara (opção para quem quer fugir da fumaça dos cassinos, pois esse hotel não oferece a atração), o descolado Cosmopolitan e o novo Waldorf Astoria. Todos são sofisticados, contemporâneos e não têm temas para atrair turismo em massa. Além disso, entre eles há o shopping Chrystals (leia mais abaixo).

GASTRONOMIA

Terminado o tour pelas atrações turísticas para os visitantes de primeira viagem, é hora de relaxar. Se for verão, vale a pena passar uma tarde no complexo de piscinas do hotel escolhido – na Strip, todos, mesmo os mais simples, oferecem essa comodidade.

E vale bastante a pena, pois no verão do deserto do Mohave, onde está localizada Las Vegas, os termômetros passam facilmente dos 40 graus. Os hotéis premium e de luxo têm também spas para relaxamento, com diversos tratamentos.

Sage, no Aria (Foto: Divulgação)

Para os adeptos dos esportes, é comum ter à disposição academias muito bem equipadas – a do Aria é do mesmo nível das mais badaladas da cidade de São Paulo, em área e nível de equipamentos.

O almoço e o jantar estão entre os melhores momentos de Las Vegas, pois as opções são variadas e há diversos restaurantes com a assinatura dos mais renomados chefs do mundo. Uma das razões para minha escolha de hospedagem, o Aria, foi a gastronomia.

O estrelado Joël Robuchon

O hotel tem pelo menos três dos restaurantes que estão em qualquer lista dos melhores da cidade. Entre eles, o carro-chefe é o Sage, com menu criativo assinado pelo chefe Shawn McClain e uma ótima carta de vinhos.

Outro destaque do Aria é o francês Brasserie Bardot, que transporta o cliente a um bistrô moderno de Paris. O bar central é um dos destaques da decoração. O hotel oferece ainda o Jean-Georges Steakhouse, casa especializada em carnes do chef que assina também o cardápio do restaurante do Palácio Tangará, em São Paulo.

Fora do Aria, quase todos os hotéis premium e de luxo de Las Vegas têm ótimas opções gastronômicas. O Joël Robuchon, do estrelado chef francês, tem visual art decó, está no MGM Grand e é um dos mais badalados de Las Vegas.

O famoso japonês Nobu tem filial no hotel de mesmo nome, que fica dentro do Ceasers. Esse hotel também tem algumas casas do badalado Gordon Ramsay, como o Hell´s Kitchen e o Gordon Ramsay Steakhouse.

Já o alemão radicado nos EUA Wolfgang Puck assina o cardápio de casas como a descontraída Cucina, no shopping Chrystals, e a CUT, no shopping The Grand Canal, no complexo do The Venetian.

Na maioria dos restaurantes, é imprescindível fazer reserva, especialmente no jantar. Mas se tomar uns drinks enquanto espera cerca de uma hora não é um problema para você, dá para decidir de última hora onde comer.

A NOITE DE LAS VEGAS

Las Vegas tem grandes espetáculos performáticos e diversas casas noturnas. Desse primeiro grupo, quase todo hotel da Strip tem espetáculos do Cirque du Soleil. O Love, homenagem aos Beatles, é um dos mais famosos, e fica em cartaz no Mirage.

Entre as casas noturnas, a Jewel, do Aria, é um dos clássicos, e sempre tem filas monstruosas na área de entrada. Abre às sextas-feiras, sábados e segundas-feiras. Os “irmãos” Wynn e Encore são outros conhecidos por suas casas noturnas, como a XS.

Love é o espetáculo do Cirque du Soleil no Mirage

Mas se você quer fugir dessas atrações mais conhecidas e curtir uma noite mais tranquila, as opções de bares em Las Vegas são muito atraentes. Na maioria, os destaques são os coquetéis.

No Aria, o Alibi Ultralounge é um lounge de decoração que combina elementos modernos com ar retrô. Elegante e sofisticado, reúne hóspedes e visitantes em balcão, mesas altas ou lounges privativos – pagos à parte.
Investe na boa coquetelaria e em música ambiente. Para música ao vivo – com clássicos do rock e do pop mundial -, a pedida é o Lift.

Outro bar badalado de Vegas é o Eastside Lounge, na piscina VIP da piscina do Encore. Como quase tudo no hotel, o vermelho domina a decoração desse lounge.

SkyBar, no Waldorf Astoria

No rooftop do Cosmopolitan, o Marquee é uma casa noturna que, antes do início da badalação, funciona como bar – inclusive durante o dia. Vale a pena pelos drinks e a vista incrível.

Outro rooftop badalado de Las Vegas é o SkyBar, no Waldorf Astoria, com vistas panorâmicas para a Strip.

COMPRAS

Para quem gosta de ir aos EUA fazer a festa em outlets repletos de lojas de grandes marcas mundiais com bons descontos, Las Vegas não deixa a desejar. Há um outlet ao norte e outro ao sul da Strip.

Se quiser passar o dia fazendo compras nesses dois complexos, você não vai se decepcionar. Vale a pena alugar um carro para levar as compras. Em Las Vegas, esse serviço é prático – todos os principais hotéis oferecem – e barato.

O shopping Chrystals

Mas se você quer experimentar o melhor das marcas mais sofisticadas do mundo, Las Vegas também é o paraíso. E o epicentro desse oásis se chama Crystals, o shopping mais sofisticado da Strip. Por lá, há uma reunião de grifes europeias como Chanel, Gucci, Louis Vuitton, Versace e Prada, entre outras.

Se você procura marcas um pouco menos sofisticadas (e baratas), mas também mundialmente famosas – como Tommy Hilfiger e DKNY -, o seu lugar é o Forum Shops, no Ceasers. O shopping se destaca pela iluminação e o teto que simulam uma eterna noite. É como circular em uma galeria italiana após o jantar.

BATE E VOLTA

Há coisas para se fazer nas imediações de Las Vegas. O principal programa? Visitar o Grand Canyon West, no Arizona. Essa parte do patrimônio natural não é tão espetacular quanto a Sul, mas é a mais viável de se visitar a partir da cidade – para a outra, não dá para fazer bate e volta, pois são mais de 400 km de distância da cidade de Nevada.

Black Canyon

Já o Grand Canyon West fica a pouco mais de 100 km de Las Vegas e a viagem dura cerca de uma hora e meia, de carro, ou duas horas, de ônibus – os hotéis oferecem esse tour em suas agências de turismo. Outra opção é ir de helicóptero, para um passeio panorâmico.

Eu fui de carro, pois as estradas são lindas, cercadas por montanhas após a divisa entre Nevada e Arizona. E essa opção permite fazer paradas pelo caminho, como na belíssima barragem Hoover Dam e no Black Canyon – há um observatório às margens da estrada, logo após a divisa entre os estados.
No caminho também encontrei alguns hotéis-cassinos de beira de estrada, com visual que lembra os de filmes de Velho Oeste.

Como optei por não alugar carro em Las Vegas – embora seja uma boa pedida, pois muitos hotéis oferecem estacionamento gratuito -, retirei um Mustang conversível pela manhã, no terminal de aluguel de carros do aeroporto, e o entreguei à noite, antes de retornar ao hotel.

Grand Canyon

Como já expliquei, dá para alugar o carro no próprio hotel. Mas o Mustang que queria não estava disponível nessas agências. E, nas de hotéis nos arredores, tinha preço bem mais alto que os US$ 80 que paguei no aeroporto.

LAS VEGAS E O CINEMA

Se você é fã de cinema, vai querer saber que hotéis foram mostrados em grandes clássicos da telona. “Onze Homens e um Segredo” é no Bellagio, um dos hotéis mais luxuosos e famosos de Las Vegas.

“Se Beber não Case” tem boa parte de sua ação ambientada no Ceasers Palace. “Última Viagem a Vegas”, com o quarteto fantástico formado por Michael Douglas, Robert De Niro, Morgan Freeman e Kevin Kline, mostra quase todos os ambientes do Aria.

O Planet Hollywood é cenário da comédia “Jogo do Amor em Las Vegas”, com Ashton Kutcher e Cameron Diaz. Já “Proposta Indecente”, clássico dos anos 90, usa cenários do Hilton Las Vegas.

Por do sol em Salvador

Carnaval: dicas para curtir salvador além da folia

O carnaval de Salvador começa oficialmente nesta quinta-feira, dia 20. Foliões do Brasil inteiro já começam a chegar à capital da Bahia em busca de trios elétricos e camarotes cada vez mais sofisticados no circuito Barra-Ondina.

Confira meu perfil no Instagram: @rafaelatborges

Mas existe uma Salvador muito além da folia de rua para explorar no carnaval. Ela é igualmente alegre, mas mais sofisticada. Dá para curtir blocos com exclusividade, passar o dia em um clube de praia, apreciar alta gastronomia, conferir o por do sol em diversos ângulos, entre outros programas. Veja as dicas.

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Barra-Ondina de barco

Lá no chão, são 4 quilômetros de circuito, e um bloco atrás do outro para uma tarde inteira – e parte da noite – de folia. Alguns blocos têm cordas, para vendas de abadá. Outros, não.

Se correr atrás do trio não é seu negócio, dá para ver toda essa movimentação a uma pequena distância, em um espaço exclusivo. Há empresas especializadas em aluguel de lanchas e barcos para grupos privados.

Entre elas, há opções como a Bahia Passeios e a RR Náutica. Como no carnaval tudo é congestionado, convém reservar – a maioria dos barcos sai da Bahia Marina, próxima ao circuito Campo Grande, o maior do carnaval soteropolitano.

Os preços partem de R$ 900. Mas, se preferir tentar a sorte, aqui vai uma dica de ouro. Dá para chegar à Bahia Marina e, se houver mais demanda que oferta, alugar o barco na hora.

Seguindo essa receita, houve um carnaval em que aluguei uma lancha (com banheiro) para seis pessoas por R$ 600. O período foi de quatro horas, em que eu e meu grupo pudemos curtir, diante do Barra-Ondina, desfiles de blocos como o de Bell Marques e Durval Lélys. Com direito a um belo por do sol, antes do retorno à Bahia Marina.

Por do sol na Baía de Todos os Santos

A baía que disputa com a de Guanabara o posto de mais famosa do Brasil é, comparada à sua irmã fluminense, bem mais bela. A Baía de Todos os Santos, de águas esverdeadas, proporciona vistas que são um lindo espetáculo, especialmente no por do sol.

O contraste entre mar, céu e os barcos estacionados na marina formam um cenário inesquecível – e proporcionam belas fotos. Por ali, há ainda alguns restaurantes badalados, além de lojas.

Bahia Marina

Dá para assistir o por do sol sentado em um banquinho diante do mar, ou sentado em uma das mesas do DAS, o único restaurante que não fecha entre o almoço e o jantar.

Se quiser observar a baía do alto, ao por do sol, a dica é o Hidden. O bar itinerante, que é de Brasília, fica em Salvador até abril. Funciona em um casarão na tradicional rua Chile (a primeira rua do Brasil), próxima ao elevador Lacerda e ao Pelourinho, no centro histórico.

Vista noturna no Hidden

Abre às 17h, exatamente para o por do sol. A cada noite, se apresentam duas bandas e um DJ. Os temas musicais são variados, mas no carnaval há foco em grandes sucessos da música baiana dos anos 80, 90 e início dos 2000. O couvert artístico é de R$ 30, pagos na entrada.

Não é à toa que, na noite em que visitei a casa, com decoração rústica-chique, o público variava de 30 a 50 anos. Por lá, também há boa variedade de vinhos e cervejas artesanais, que podem ser acompanhados por queijos, jamon e castanhas, entre outros snacks.

Hidden Salvador

ONDE COMER EM SALVADOR

Salvador tem uma bela diversidade gastronômica, mas a especialidade fica por conta de peixes e frutos do mar. Se quiser variar um pouco, vá ao Lafayette, um clássico da capital baiana.

As opções de pratos com carnes em destaque, e massas sem frutos do mar, são variadas e muito saborosas. Recomendo o filé mignon com nhoque trufado.

A variedade de opções com peixes e frutos do mar do Lafayette também são destaques – e valem muito a pena. No salão, tente sentar nas mesas encostadas ao vidro com vista para os barcos da Bahia Marina – a sensação é de estar flutuando.

DAS

Também na Bahia Marina, o DAS, além de restaurante, tem uma pegada de bar, no qual as pessoas vão para passar a tarde e ver o por do sol. Se for esse o seu caso, há excelentes opções de petiscos.

Os inspirados na culinária mediterrânea dominam o cardápio. Tente o carpaccio de polvo.

Atualmente, meu restaurante preferido em Salvador é o Mistura do Contorno. Visto da rua Lafayette Coutinho, parece uma caixa de vidro.

Sua entrada é pelo condomínio Marina Residence, um dos empreendimentos comerciais de luxo que fazem parte da revitalização do bairro do Comércio, no centro. A vista da Baía de Todos os Santos é panorâmica.

Mistura do Contorno (Foto: Divulgação)

A decoração contemporânea com toques retrô é peculiar e os pratos, verdadeiras obras de arte. Peixes e frutos do mar dominam o cardápio. Experimente os camarões com risoto trufado e amêndoas.

Ali do lado, está mais um clássico que sempre vale a pena revisitar, o Amado.

PRAIA SEM SUPERLOTAÇÃO

São cerca de 40 km do centro e das praias mais conhecidas de Salvador. Uma pequena viagem. E ao chegar à praia do Flamengo, a paisagem muda tanto que dá mesmo para pensar que se trata de uma pequena vila litorânea.

Apesar disso, Flamengo ainda faz parte da cidade de Salvador – está quase na divisa com Lauro de Freitas. É a praia mais ao norte da capital baiana, e a mais tranquila para passar o dia. Tem águas cristalinas e, dependendo da maré, calmas, com ondas leves.

Praia do Flamengo

Por ali, não há nada que lembre as congestionadas Barra e Ondina no período do carnaval, ou mesmo a famosa Itapuã, também ao norte de Salvador. Mas o melhor mesmo dessa praia é a estrutura.

Há alguns restaurantes que em Salvador são chamados de barracas, mas que são verdadeiros clubes de praia. Meu preferido é a barraca do Loro.

Além do restaurante especializado em frutos do mar (experimente as moquecas) e de cadeiras e guarda-sois na praia, há uma área com confortáveis cabanas (lá, eles chamam essa estrutura de bangalôs). A Barraca do Loro também tem piscina, loja de roupas e biquinis e salas para massagem.

Barraca do Loro

Para quem quiser repor as energias antes, durante ou depois da folia, relaxar em um dia de praia longe do agito pode ser ótima opção.

Endereços

Bahia Marina – Avenida Lafayette Coutinho, 1010
Hidden Salvador – Rua Chile, 6
Mistura do Contorno – Ladeira do Gabriel, 334
Amado – Avenida Lafayette Coutinho, 660
Barraca do Loro – Rua Des. Manuel de Andrade Teixeira, 266