Mercado Aéreo – Análise

O mercado aéreo, principal segmento de vendas das agências Abracorp (67% de todo o faturamento em 2016), apresentou como novidade a liderança da GOL nos quesitos de bilhetes emitidos e faturamento. A redução de oferta das cias aéreas nacionais deu-se, seguramente, nas rotas de menor densidade de tráfego. Os destinos corporativos do centro-sul não foram afetados. Com os indicadores do BI (Business Intelligence) Abracorp, poderemos ter uma visão mais detalhada do comportamento de compras (por city pairs).

Os destinos internacionais apresentaram reduções maiores ainda, não só de oferta como também de vendas. O que esperar para 2017?

O mercado doméstico deve fazer, ainda, um ajuste fino de oferta, mas nada indica que haverá variação substancial. No mercado internacional, já não teremos algumas cias aéreas operando no País; outras continuam adequando suas ofertas, ajustando equipamentos e frequências.

As novas regulamentações da ANAC não devem causar impactos no mercado corporativo. A esperada redução de preços em função da cobrança de bagagens não provoca mudanças nesse segmento, que se caracteriza por viagens de curta duração. A expectativa é que, conforme anunciado pela ABEAR, haja uma redução de preços por conta das novas regulamentações.

Mais informações no www.abracorp.org.br/estatísticas

O ano termina – novos desafios aguardam 2017

Rubens Schwartzmann

Seria desnecessário e cansativo ocupar o tempo do leitor com reminiscências e descrições das turbulências e sobressaltos que marcaram o ano que se finda. Se por um lado o aperto foi (e ainda é) geral, o mercado de viagens corporativas foi impactado fortemente pelo cenário adverso. Para a Abracorp e as 30 associadas da entidade, o enfrentamento do ambiente recessivo exigiu muito esforço, criatividade na gestão e muita disposição para aprender com a crise.

Aproveitamos 2016 para fortalecer os laços entre as associadas e compreender melhor as oscilações do mercado. Investimos na formação de comitês e grupos de trabalho temáticos, buscamos ganhar visibilidade enquanto instituição e fortalecer a marca Abracorp. Ao mesmo tempo, definimos confiar a tarefa de atualização do no Planejamento Estratégico à KPMG, cuja redação final foi divulgada durante a Convenção Anual da entidade, que se realizou em Lisboa nos primeiros dias de dezembro.

Do nosso planejamento estratégico, extraímos três pilares sintetizados em Inteligência de Mercado; a Sustentabilidade das Agências; e a Colaboração entre as Empresas – que a despeito de concorrentes, podem desenvolver ações conjuntas. Com base nos três pilares, vamos implementar medidas práticas que levem ao fortalecimento da marca Abracorp; às práticas adequadas de governança em diferentes padrões de empresas; união para o fortalecimento das empresas; novos formatos de comitês temáticos; adoção de melhores práticas comerciais; aprimoramento da análise dos dados do mercado; e investimento em capacitação contínua dos profissionais.

Embora o Conselho de Administração da Abracorp preveja um crescimento bastante conservador em 2017, essa expectativa chega com ares e sinais de um novo ciclo. A superação dos entraves que marcaram 2016 teve seu custo, mas certamente estamos todos mais convencidos de que nossas empresas necessitam de oxigenação constante. Com união, planejamento e trabalho inteligente, vamos edificar as pontes para a necessária travessia.