Nos últimos quinze dias, a agenda institucional da Abracorp foi marcada por importantes iniciativas voltadas ao fortalecimento do setor de viagens e turismo no Brasil. Entre os compromissos, começo registrando o mais recente, liderado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que reuniu lideranças e representantes públicos para debater pautas estratégicas para o país, em 8 de abril.
O encontro contou com a presença da deputada Daniela Reinehr, presidente da Comissão de Turismo da Câmara dos Deputados. Na ocasião, foram discutidas propostas importantes para o desenvolvimento do setor, que deverão ser consolidadas e apresentadas aos candidatos à Presidência da República, reforçando o papel institucional das entidades na construção de políticas públicas mais alinhadas às demandas do mercado.
Também debatemos o impacto do fim da escala 6×1, questão que mobiliza diferentes segmentos e pode trazer reflexos diretos para toda a cadeia de serviços e turismo, exigindo análise cuidadosa e diálogo entre setor produtivo e poder público.
Outro encontro do setor foi o Visit Brasil Summit, realizado pela Embratur em Brasília. A pauta estava concentrada no desempenho recorde do setor, que superou a marca de 9 milhões de visitantes estrangeiros recebidos em 2025, responsáveis por movimentar cerca de R$ 41,7 bilhões na economia nacional. Os números reforçam a expansão do turismo internacional, consolidando o Brasil como um destino cada vez mais competitivo no cenário global.
Nesse contexto, a atuação das agências de viagens corporativas ganha ainda mais relevância. E isso foi o que vimos na primeira edição do Prêmio Asa Azul, iniciativa da Azul Linhas Aéreas, que reconheceu parceiros estratégicos do setor. A Abracorp foi uma das premadas.
Isso, e muito mais, me faz crer que articulação institucional ativa, crescimento da demanda e reconhecimento do mercado sinalizam um cenário promissor, onde o turismo e as viagens corporativas seguem como vetores relevantes para o desenvolvimento econômico do Brasil.
ELEGEMOS NOSSO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO PARA O BIÊNIO ATÉ 2028
Já foi noticiado aqui no Panrotas que, em votação realizada entre os associados, Siderley Santos, vice-presidente do Grupo Arbaitman (Maringá Turismo, Central de Eventos e Lemontech), foi reeleito presidente do Conselho de Administração da Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas (Abracorp) para o biênio que se encerra em 2028.
O Conselho de Administração conta também com Bruno Waltrick (Maiorca), Fernando Slomp (AVIPAM), além de Guilherme Luck (Luck Viagens), Humberto Cançado (Voetur), como vice-presidente, Luciano Guimarães (Flytour) e Luís Vabo (Solid)
O Conselho Fiscal será formado por Marcelo Restivo (Tivolitur), Marianno Santos (Riotravel), Rodrigo Pires (Tristar) e Luiz Strauss (Promotional), como suplente. Já o Conselho de Ética e Conduta será composto por José Guilherme (Pontestur), Rubens Schwartzmann (Costa Brava), Sérgio Masaki (Quickly) e Amauri Caldeira (Sobratur), como suplente.
Siderley disse que manteria a agenda de defesa e desenvolvimento do setor. Para isso entende que temoso quatro compromissos: Manter a linha de atuação estratégica já consolidada; Preservar e fortalecer a imagem institucional; Garantir transparência e responsabilidade na gestão e Promover a continuidade dos projetos em andamento.
Uma agenda e tanto, considerando os desafios impostos pela transformação geopolítica que estamos enfrentando. Isso sem contar que estamos em um ano eleitoral.
Teremos muito trabalho pela frente.
Duty of Care no centro de nossas atenções
O setor de viagens corporativas atravessa uma transformação estrutural — e não se trata apenas de tecnologia, eficiência ou redução de custos. O verdadeiro centro da discussão hoje é o Duty of Care. Mais do que uma obrigação contratual ou um item de compliance, ele vem se tornando um dos pilares estratégicos da gestão de viagens.
Vivemos um cenário global marcado por instabilidade climática e tensões geopolíticas. Rotas são alteradas de forma repentina, aeroportos enfrentam restrições inesperadas e eventos extremos impactam diretamente a mobilidade dos nossos viajantes. Nesse contexto, a previsibilidade — que sempre foi a base do planejamento — deixou de ser regra. E quando a previsibilidade diminui, a responsabilidade aumenta.
Por isso, cuidar do viajante não é apenas monitorar deslocamentos ou oferecer canais de emergência. É antecipar riscos, agir com rapidez, oferecer suporte humano qualificado e garantir que, independentemente do cenário, exista alguém preparado para tomar decisões assertivas.
Nunca o fator humano foi tão determinante. A tecnologia é essencial para monitorar, comunicar e organizar informações, mas é a experiência das equipes que transforma dados em soluções reais e acolhedoras.
Nossos associados têm, portanto, um papel ainda mais estratégico. São eles que transformam o conceito em prática diária, estruturando planos de contingência robustos, monitoramento contínuo e suporte 24/7. Em um mundo instável, o cuidado deixou de ser acessório — tornou-se o centro da estratégia.