Foto prefeitura de Paris

Nova polêmica em Paris: os uritrottoirs

Uma nova polêmica anima a cidade de Paris: os uritrottoirs.

Estou fora de Paris, de férias nos Alpes Franceses, enquanto aguardo o embarque para Alemanha, e de lá para um cruzeiro pela Suécia, Finlândia, Estônia e Rússia. Um cruzeiro barato, é claro. Afinal, quem quer ir para o Norte ( e frio) da Europa em pleno mês de agosto? (Prefiro dar precisões, antes que meus clientes concluam que, como comerciante, sou careira)

Porém, pelos jornais e redes sociais pude acompanhar nos últimos dias a novíssima polêmica da cidade. A título experimental a cidade “ganhou” quatro mictórios de rua. Uma tentativa honorável para solucionar o problema de bexiga de alguns mal-educados que insistem em não usar os 400 banheiros públicos instalados pela cidade.

Mapa Banheiros Públicos de Paris

Visto o eventual cheiro de urina aqui e ali a iniciativa me parece interessante. Inodoros, ecológicos, criam adubo e enfeitam a cidade. Obviamente ainda não tive a oportunidade de ver alguém usando o dispositivo ( nem o dispositivo pessoal masculino, nem o dispositivo da cidade). Não deve ser muito gracioso, mas enfim… O que é melhor, a peste ou a cólera? O cheiro de urina ou o homem urinando no Urittrotoir? A instalação está em fase de testes. Alguns vizinhos das novas floreiras utilitárias já começaram a reclamar. A cidade se diz aberta ao diálogo, melhor análise e mudança das localizações.

Apresentação Mictórios de calçada de Paris

O futuro nos dirá se a empreitada terá sucesso ou desaparecerá.

 

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Silvia Helena

Após breves passagens pela Faculdade Metodista de São Bernardo e Belas Artes de São Paulo, aos 18 anos fui estudar no Canadá, onde vivi durante 23 anos. Lá me formei em História da Arte pela Universidade de Montréal, estudei turismo no Collège Lasalle de Montréal e no Institut de Tourisme et Hôtellerie du Québec. Comecei minha carreira na área trabalhando em Cuba. Durante os anos vividos no Canadá, entre outras coisas, fui guia de circuitos pela costa leste e abri minha primeira agência de receptivo para brasileiros. Há dez anos um vento forte bateu nas velas da minha vida me conduzindo até França. Atualmente escrevo de Paris, onde vivo e trabalho dirigindo a empresa de receptivo, a Holatour.

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