Ainda ontem eu dizia que as manifestações sociais não impactam muito a vida dos turistas em Paris. No entanto, vale lembrar que um mínimo de preparo sempre ajuda.
Começando pelo dia de amanhã, 5 de novembro, haverá uma greve geral. Os maiores envolvidos são os sindicatos da Educação Nacional e dos transportes. Por essa razão, conte o menos possível com trens e metrôs para seus deslocamentos.
Hotéis nas regiões centrais facilitam os passeios e deslocamentos, que podem ser feitos a pé.
O percurso da manifestação deste dia 5 será entre a Praça da República e a Praça da Nação. Como acontece em grandes mobilizações, sempre há uma certa tensão nas ruas adjacentes ao trajeto. As demais zonas da cidade seguem oferecendo suas atrações turísticas e experiências parisienses como habitualmente.
Até o momento, não há anúncio de fechamento dos principais monumentos e museus de Paris. Como ocorre com frequência nestes dias, algumas atrações podem registrar atrasos na abertura, redução de serviços ou fechamento parcial em função da adesão de funcionários ao movimento. Recomenda-se verificar os horários diretamente nos sites oficiais antes da visita.

Resumindo: planeje os deslocamentos com antecedência, verifique horários de abertura junto aos sites das atrações que pretende visitar , privilegie trajetos a pé sempre que possível e aproveite a cidade. Paris continua sendo Paris.
PS Ainda a título de informação, os sindicatos estão tentando evitar o congelamento de benefícios e salários dos servidores públicos previstos no orçamento. Suas principais reivindicações são:
- abertura de negociações em todas as empresas e setores para aumentar os salários e alcançar a igualdade salarial entre mulheres e homens;
- aumento das aposentadorias;
- valorização das carreiras e reajuste dos salários dos servidores públicos;
- aumento do salário mínimo e dos benefícios sociais (APL, auxílio-família, bolsas estudantis, RSA etc.);
- implementação de um planejamento ambiental e industrial para relocalizar e descarbonizar a indústria, com investimentos no isolamento térmico de edifícios, em cidades mais verdes e no desenvolvimento de transportes públicos de baixo carbono;
- mais recursos para os serviços públicos, a fim de formar jovens, cuidar e apoiar idosos e enfrentar as mudanças climáticas;
- medidas de justiça fiscal, com maior tributação sobre patrimônios, heranças e dividendos, além da revisão dos € 211 bilhões em auxílios públicos destinados às empresas.
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