Visita do Papa Leão XIV a Paris – 25 e 26 de setembro de 2026

O Papa Leão XIV estará em Paris nos dias 25 e 26 de setembro de 2026 para uma viagem apostólica que inclui encontros oficiais, celebrações religiosas e uma missa solene ao ar livre.

As informações oficiais do Office du Tourisme de Paris aqui retransmitidas deixam claro que a visita do Papa Leão XIV, nos dias 25 e 26 de setembro de 2026, não é apenas um evento espiritual de grande relevância. Ela representa também uma transformação temporária da cidade, com impactos diretos na mobilidade, no acesso aos monumentos e na rotina de quem mora ou circula por Paris.

Além de divulgar a agenda oficial — encontros diplomáticos, celebrações religiosas, vigília com jovens e a grande missa solene na Place de la Concorde — quero também destacar as restrições práticas que acompanharão esses dois dias:

Programa detalhado em Paris

Sexta-feira, 25 de setembro de 2026 – acolhida oficial e eventos religiosos

10h00 – Chegada ao aeroporto de Paris-Orly e cerimônia de boas-vindas.

11h00 – Encontro com o presidente Emmanuel Macron no Palácio do Élysée, seguido de conversas com autoridades, sociedade civil e corpo diplomático.

15h00 – Visita à sede da UNESCO, reservada às delegações e transmitida ao vivo.

16h00 – 17h00 – Deslocamento em papamóvel da igreja Notre-Dame des Champs até a praça Saint-Michel, passando pelos boulevards Montparnasse e Saint-Michel — aberto ao público.

17h15 – Celebração das vésperas na Catedral de Notre-Dame de Paris com o clero francês, com transmissão ao vivo.

19h30 – 23h00 – Vigília de oração com jovens (17–35 anos) no Stade de France, em Saint-Denis. Abertura dos portões às 17h30. Inscrição obrigatória na plataforma dedicada.

Sábado, 26 de setembro de 2026 – missa solene e partida para Lourdes

09h00 – Visita à Maison Bakhita, centro de acolhimento e integração social no 18º arrondissement.

10h15 – Encontro no Instituto Católico de Paris com catecúmenos e membros da Assembleia Sinodal Provincial.

15h00 – Grande missa solene ao ar livre na Place de la Concorde, avenida Champs-Élysées, praça da Étoile e avenida de la Grande Armée, com previsão de 500.000 participantes. Inscrição gratuita obrigatória .

17h45 – Partida de Paris-Orly para Lourdes, onde o Papa continuará sua viagem apostólica.

Impactos na circulação e acesso aos locais

Notre-Dame de Paris Fechada ao público de 24 a 26 de setembro de 2026. Acesso à Île de la Cité será controlado de 24 a 28 de setembro.

Place de la Concorde e Champs-Élysées Fechamento total em 26 de setembro para a missa solene. Desvios recomendados pelas vias: avenue Gabriel, Cours la Reine e ponte da Concorde.

Transporte público Saturação prevista nas linhas de metrô 1, 12, 13 e no RER. Algumas estações poderão ser fechadas temporariamente. Recomenda-se utilizar o quai des Tuileries, a avenue Winston Churchill e a ponte Alexandre III para deslocamentos.

Orientações práticas para participantes

  • Inscrição obrigatória para a vigília no Stade de France e para a missa nos Champs-Élysées.
  • Chegar com antecedência mínima de 2 horas para os controles de segurança.
  • Equipamentos recomendados: levar poucos itens, evitar bolsas grandes e objetos proibidos; levar garrafa flexível, proteção solar ou capa de chuva.
  • Acessibilidade: transmissões previstas em paróquias para idosos, pessoas com mobilidade reduzida ou que não toleram grandes multidões.

Esta visita histórica marca a primeira viagem apostólica de um papa a Paris desde 2008 e integra um percurso nacional que seguirá para Lourdes e Metz até 28 de setembro de 2026.

Impacto na abertura da Notre-Dame de Paris e restrições de circulação

Notre-Dame de Paris

  • A Catedral Notre-Dame de Paris estará fechada ao público de 24 a 26 de setembro de 2026, inclusive.
  • As Torres de Notre-Dame estarão fechadas ao público de 24 a 28 de setembro de 2026, inclusive.
  • Os acessos à Île de la Cité serão controlados de 24 a 28 de setembro de 2026.

Circulação na região da Place de la Concorde

A partir de 16 de setembro de 2026

  • A praça e seus arredores estão totalmente fechados a qualquer meio de deslocamento, motorizado ou não (exceto a borda junto ao Sena).
  • A avenue des Champs-Élysées está fechada entre Clémenceau e Concorde.
  • A rue Royale está parcialmente fechada.

26 de setembro de 2026 – dia da missa solene

  • Fechamento total do setor Concorde / Champs-Élysées.
  • Desvios recomendados: avenue Gabriel, Cours la Reine, Tuileries, pont de la Concorde.
  • Transporte público saturado (linhas 1, 12 e 13 do metrô).

Recomendações para deslocamentos

  • Priorizar: quai des Tuileries, avenue Winston Churchill, pont Alexandre III.
  • Evitar: Place de la Concorde, avenue des Champs-Élysées, rue Royale e Île de la Cité (especialmente em 25 de setembro de 2026).

Entre 28 de setembro (meio-dia) e 10 de outubro (meia-noite)

  • Restrições e regulações de circulação serão mantidas para permitir o desmonte das instalações na Place de la Concorde.

Perturbações em 25 de setembro de 2026 – presença do Papa em Paris

outras Áreas afetadas

  • Arredores do Élysée, UNESCO, Notre-Dame e Stade de France.
  • Fechamentos pontuais durante o trajeto da papamobile.

Fechamento de estações de metrô e RER

25 de setembro a partir das 10h (trajeto da papamobile)

  • Montparnasse
  • Vavin
  • Port Royal
  • Luxembourg
  • La Sorbonne
  • Odéon
  • Saint-Michel – Notre-Dame
  • Cité

De 25 de setembro (22h) a 26 de setembro (20h) – missa ao ar livre

  • Concorde
  • Champs-Élysées – Clemenceau
  • Franklin D. Roosevelt
  • George V
  • Charles-de-Gaulle – Étoile
  • Alma – Marceau
  • Iéna (a partir do meio-dia)
  • Kléber (a partir do meio-dia)
  • Argentine (a partir do meio-dia)

Fonte Paris Je t’aime- Office de Tourisme de Paris

Paris, Torre Eiffel

Setembro em Paris

Setembro em Paris: uma temporada de expressões culturais variadas

Paris vive uma transformação silenciosa quando setembro chega. As temperaturas ficam mais amenas, é hora de retorno às aulas, ao trabalho, à vida cultural. Os parisienses voltam das férias prontos para reocupar cafés, museus, praças e avenidas. A cidade muda de humor — e de agenda.

Setembro marca o início de um novo ciclo, e nesse ano Paris se renova com eventos que celebram arte, patrimônio, design e espiritualidade. É um mês em que ainda se aproveita a clemência climática para atividades ao ar livre, enquanto espaços históricos abrem suas portas para experiências singulares.

A seguir, os destaques da temporada.

Les Traversées du Marais — 4 a 6 de setembro

O mês começa com Les Traversées du Marais, quando diversos lugares emblemáticos do bairro abrem suas portas para encontros, performances, visitas especiais e intervenções artísticas. Museus, centros culturais e instituições históricas participam desta travessia urbana que revela o Marais sob novas perspectivas.

Paris Design Week — 10 a 19 de setembro

A Semana do Design retorna com instalações gratuitas, criações contemporâneas e propostas que transformam interiores e espaços públicos em diferentes pontos da cidade. Ateliers, galerias, concept stores e escolas de design participam desta grande vitrine criativa que marca a rentrée parisiense.

La Fête de Paris — 12 e 13 de setembro

Outro evento que merece destaque é a Fête de Paris, que celebra a história da cidade com um desfile histórico, baile popular e uma atmosfera vintage que atravessa a Idade Média, a Belle Époque e a Libertação. Uma festa aberta ao público que recria diferentes épocas da vida parisiense.

Journées Européennes du Patrimoine — 19 e 20 de setembro

Os Dias do Patrimônio abrem gratuitamente ao público diversos monumentos, edifícios prestigiosos e locais normalmente inacessíveis. É uma oportunidade anual de descobrir bastidores, arquivos, palácios, ministérios e espaços históricos que fazem parte da memória francesa.

Visita do Papa — 25 e 26 de setembro

Para encerrar o mês, Paris recebe a visita do Papa, que celebrará uma missa solene entre a Place de la Concorde e os Champs‑Élysées. Um encontro espiritual de grande dimensão, que certamente marcará este período.

Links oficiais dos eventos

Daqui, a Copa

Daqui, a Copa: futebol, política e espetáculo.

Eu pessoalmente não assisti à maioria dos jogos da Copa do Mundo. Foi uma decisão política. O Ibope é essencial para as maracutaias da FIFA, e eu simplesmente não apoio essa associação, sua maneira de proceder ou ainda, seus posicionamentos. Já não apoio a velha política do pão e circo para o povo. Menos ainda quando o torneio é parcialmente sediado pelos Estados Unidos de Donald Trump.

Não assisti assiduamente, porém fiz questão de acompanhar de perto. Pois não acompanhar seria uma forma de alienação. Afinal, trata‑se de um evento de amplitude mundial, que mobiliza culturas, economias, paixões e símbolos.

Não julgo absolutamente quem assistiu. Quem sou eu? Mesmo porque, como não vibrar com tantos momentos marcantes?

Mbappé e a recusa ética

Em minha opinião, um dos episódios mais emblemáticos foi a postura de Kylian Mbappé, que se opôs à utilização de sua imagem pela Federação Francesa de Futebol — e pela FIFA — para promover casas de apostas. Num ambiente dominado por contratos milionários, Mbappé foi uma das raras vozes a afirmar que jogadores têm responsabilidade social e que não devem ser usados para incentivar vícios que destroem vidas. Mesmo sem ser apaixonada pelo futebol, Mbappé virou meu herói quando lembrou ao mundo que futebol deve produzir consciência.

O torcedor congolês e a memória de Lumumba

Outro momento profundamente simbólico foi protagonizado por Moses Mugisha, torcedor da República Democrática do Congo. Ele tentou entrar no estádio com uma bandeira homenageando Patrice Lumumba, líder congolês assassinado em 1961, símbolo da luta anticolonial. A segurança inicialmente proibiu sua entrada, alegando “conteúdo político”. Após pressão nas redes sociais e apoio de torcedores africanos, Mugisha foi finalmente autorizado a assistir aos jogos em pé, segurando sua bandeira, como forma de respeito ao governante massacrado.

Com seu gesto forte, o senhor Mugisha nos mostrou que o futebol pode não somente ser político, mas também uma oportunidade de demonstração de amor à história de seu país.

O Jogo França X Marrocos

Aqui o jogo França x Marrocos carregava uma aura particular. A comunidade marroquina representa cerca de 3% da população francesa, e os franco‑marroquinos — cidadãos binacionais ou filhos de imigrantes — formam uma das maiores diásporas do país. Historicamente, algumas celebrações futebolísticas envolvendo seleções do Magrebe já resultaram em episódios de tensão, depredação ou confrontos.

Por isso, o jogo França x Marrocos pareceu um momento delicado para o país da igualdade, liberdade e fraternidade. A narrativa dominante previa um jogo carregado de tensão social, rivalidade identitária e risco de incidentes.

Mas o que se viu foi exatamente o contrário.Franceses, marroquinos e binacionais festejaram amplamente e em harmonia o resultado da partida. Nas grandes cidades — Paris, Lyon, Marseille, Lille — as imagens mostraram famílias misturadas, bandeiras dos dois países lado a lado, e uma celebração que contrariou todos os prognósticos alarmistas. Foi um outro momento raro de união, desta vez provocada pelo futebol.

França e Inglaterra: a pequena final que honrou o esporte

E então chegamos ao jogo que, na França, chamamos aqui de “pequena final”: França x Inglaterra. Assim como ao último jogo do Brasil na Copa esse eu fiz questão de assistir. E que espetáculo! Jogo limpo, zero violência, zero provocações, ritmo intenso, técnica refinada, e respeito absoluto entre as equipes.

Ao final, abraços, trocas de camisetas, felicitações. Uma demonstração de que o futebol pode sim federar e unir. Numa fase final marcada por tensões e comportamentos lamentáveis, França e Inglaterra ofereceram exatamente o que o esporte deveria ser: competição, beleza e civilidade.

E, por alguns instantes, o futebol lembrou ao mundo que o espírito esportivo pode ser maior do que a rivalidade, maior que a política, maior do que a FIFA, maior do que os interesses que o cercam. Show de bola.

O show do intervalo: Ronaldo e Ronaldinho

Também fiz questão de assistir ao show de meio tempo da final. Arte diverte, educa, une — mesmo quando financiada pela FIFA ou pelo comitê americano. Arte redime.

Ver Ronaldo e Ronaldinho ao lado de Madonna foi poético. Para o mundo, eram os maiores da bola. Para nós, brasileiros, conhecedores de seus percalços, havia ali um toque mambembe, humano, quase íntimo. Um lembrete de que nossos heróis são feitos de glória e de falhas — e que é justamente isso que os torna tão nossos.

Espanha: a campeã que mereceu o pódio

E o que dizer da Espanha? Ganhadora da Copa, tendo que aguentar provocações e um jogo do adversário extremamente táctil e grosseiro. A Espanha manteve a calma, a técnica e a estratégia. Lamine Yamal e sua equipe mereceram mais que ninguém chegar ao pódio.

Argentina

Eu não sei o que te reservou o algoritmo hoje, mas o meu não para de me enviar exemplos de falta de civismo e educação por parte de membros da equipe argentina e seus fãs presentes nos estádios. Isso não significa — e faço questão de afirmar — que todos os argentinos sejam assim. Mas a burguesia presente, os jogadores e torcedores realmente não deram uma boa imagem de sua nação.

Injusto? Sim. Mas assim se escreve a história: pelas mãos dos heróis e das elites.

Apesar dos pesares

Apesar da violência da Argentina no campo, apesar das injustiças cometidas contra equipes como a do Irã, apesar da expulsão injusta do árbitro da Somália, etc, etc, o final se mostrou satisfatório.

Ganhou a melhor equipe. Ganhou o espírito de união futebolístico.