Vantagem competitiva

O mercado de viagens corporativas obtém, mais uma vez, por meio da Pesquisa de Vendas Abracorp, acesso a informações detalhadas sobre o desempenho alcançado por empresas fornecedoras de produtos e serviços que atuam em diferentes segmentos do Setor.

Os dados falam por si e ganham ampla repercussão na imprensa, no âmbito dos veículos de comunicação dirigidos ao trade do setor e, também, ocupando com destaque vários espaços editoriais em jornais, revistas, rádios e TVs.

Quais foram as empresas aéreas que conquistaram participação de mercado, considerando a quantidade de bilhetes emitidos para voos domésticos e internacionais? Em relação à hotelaria, locação de automóveis, entre outros segmentos, questões semelhantes encontram respostas em tabelas autoexplicativas, ilustradas graficamente, disponíveis para consultas no site www.abracorp.org.br a partir do dia 8 de fevereiro de 2015.

Análises mais detidas sobre os números também permitem identificar tendências, entre as quais destaco o crescimento de 14,5% do montante dos negócios realizados pelas agências de viagens no ano de 2014, ante 2013, alcançando R$ 14,9 bilhões. Ou seja, mais do que revelar aumento superior aos índices relativos à ampliação da oferta e retratar a força de vendas do canal, este dado ratifica a importância dos investimentos que tendem a ser realizados cada vez mais pelas agências de viagens: em tecnologia, gestão de processos e capacitação profissional.

Afinal, ampliar em dois dígitos o montante de negócios, mantendo praticamente inalterado o quadro de colaboradores, ratifica outra tendência irreversível: a conquista de notáveis ganhos de produtividade, revertida em vantagem competitiva.

Edmar Bull

Expectativas positivas

No próximo dia 29 de janeiro a Abracorp divulga a sua já esperada Pesquisa de Vendas 2014, com o relatório consolidado das agências associadas, contemplando os principais dados que referenciam o mercado de viagens corporativas no Brasil, a partir da movimentação de passagens aéreas, diárias hoteleiras, locação de veículos entre outros indicadores relacionados a destinos nacionais e internacionais.

Qual companhia aérea conquistou a liderança na movimentação do mercado domésticos? E quanto aos voos internacionais, quais serão os percentuais de participação consolidados em 2014? No ranking das redes hoteleiras existem alterações significativas em relação ao desempenho registrado no ano anterior? Quem obteve mais room nights? Com qual dimensão de oferta e tarifa média? Essas e outras dúvidas serão respondidas na pesquisa.
Os dados, apresentados desde 2010, dão um panorama detalhado da performance do segmento de viagens corporativas no Brasil. Não por acaso, são utilizados por uma série de empresas como fonte de referência para definir o seu planejamento estratégico. Companhias aéreas já demonstraram publicamente a importância da Pequisa Abracorp para as suas empresas, utilizando várias das informações e tendências reveladas nos relatórios apresentados pela entidade para compor a divulgação de resultados; assim como também ocorre com as mais importantes redes hoteleiras e as locadoras de automóveis.

Embora os últimos dados ainda estejam sendo tabulados, estamos confiantes de que os números gerais apresentados serão positivos e, de um modo geral, deverão registrar crescimento, se não superior, pelo menos dentro do esperado.

A divulgação da Pesquisa de Vendas 2014, vale dizer, também ajuda a fortalecer a nossa entidade junto ao setor de viagens e turismo como um todo, fazendo com que a Abracorp cumpra com a sua missão de ser referência na indústria de viagens corporativas e, ainda, contribua com a promoção do seu desenvolvimento.

As expectativas são positivas, repito. Isso significa que, após um ano de incertezas, 2015 deve começar com boas notícias. Pelo menos é o que esperamos revelar nos próximos dias.
Edmar Bull

O “X' da questão

Não conheço nenhuma dona de casa que vá à feira aos domingos e compre uma dúzia de tomates podres. Se o fruto passou do ponto, ela vai na banca ao lado e leva tomates fresquinhos, perfeitos para um bom almoço. Fazendo um paralelo com os nossos aeroportos, não temos a opção de procurar outra banca. Se o aeroporto for ruim, temos que engolir goela abaixo, custe o que custar.
Com a privatização – ou concessão, como prefiram – dos aeroportos brasileiros, iniciada em 2012, já são seis os aeródromos sob gestão privada: Galeão, no Rio; Confins, em Minas; Brasília, no DF; São Gonçalo do Amarante, no Rio Grande do Norte; Viracopos e Guarulhos, em São Paulo. A previsão do Governo é privatizar mais três este ano: em Curitiba, Recife e Cuiabá. Dos 60 aeroportos administrados pela Infraero, apenas 10% deles estão sob uma gestão descentralizada da burocracia federal e os tomates frescos se destacam. Nos demais, sem exceções, se alguém lembrar de um me avisa, a banca está caindo aos pedaços e não só o tomate, mas a cebola, o chuchu e o que mais se vê nestes aeroportos está passando do ponto.
Por isso, reajustar os preços das tarifas aeroportuárias nos aeródromos administrados pela Infraero em 14,21% é, no mínimo, incoerente, sob a ótica de quem utiliza o sistema aeroviário no Brasil. Não faz sentido este aumento, ainda que autorizado pela Agência Nacional da Aviação Civil (Anac).
O reajuste, que segundo a Anac passará a ocorrer anualmente, segue uma regra para o cálculo que está prevista na Resolução 350/2014. Ou seja: o aumento tem como base o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), deduzido do fator “X”, que compartilha os ganhos de produtividade do setor com os usuários.
Estes ganhos de produtividade são o grande “X” da questão.
Estamos vendo os tais ganhos nos poucos aeroportos já privatizados. Nos restantes, pouca ou quase nenhuma melhora. A Anac afirma que a nova resolução cria um modelo de regulação das tarifas aeroportuárias mais adequado à nova estrutura do mercado, diante do processo de concessões no setor. Mas, ao contrário dos operadores privados, a nova metodologia não exige da Infraero o atendimento de requisitos de qualidade do serviço prestado aos usuários. Vale dizer: devemos pagar tarifas de aeroporto novo mesmo utilizando os velhos e sucateados.
Entre os quesitos de qualidade avaliados pela Anac estão: o bom funcionamento de elevadores, de escadas rolantes, esteiras e processamento de bagagens; a limpeza; as informação aos usuários; o conforto térmico e acústico; a disponibilidade de carrinhos de bagagem, de vagas para estacionamento para veículos; e a variedade de lojas e praças de alimentação, entre outros. Interessante, mas a verdade é que, se os requisitos acima fossem utilizados hoje para ajustar os valores das tarifas dos aeroportos administrados pela Infraero, certamente estes preços seriam reajustados para baixo. Afinal, tomate ruim não tem valor.
Edmar Bull