ILTM Latin America traz novidades da hotelaria

Na semana passada, a ILTM Latin America, mais importante evento de turismo de luxo na América Latina e um dos maiores do mundo, discutiu os rumos do turismo de bem-estar e revelou as principais novidades da hotelaria internacional.

Apostando no tema #backtolife, a feira reuniu em São Paulo os mais importantes DMCs, hoteleiros, operadores, agentes de viagem e mídia do mundo, em edição recorde (foram 100 novos expositores e 100 novos agentes a mais este ano).

O evento ressaltou a importância das viagens de bem-estar e das experiências cada vez mais exclusivas e personalizadas como chave fundamental para o mercado de luxo. Afinal, só em 2017, consumidores latino-americanos gastaram quase 35 bilhões de dólares no turismo de bem-estar e este número ainda deve crescer bastante nos próximos anos.

Durante o evento, representantes das principais propriedades e grupos hoteleiros do mundo apresentaram suas adaptações frente a este novo cenário – além de inúmeras aberturas de hotéis para os próximos meses e anos, é claro.

Detalhe da piscina aquecida do novo Hyatt de Santiago. Foto Divulgação.

O grupo Hyatt anunciou seus serviços Hyatt Privé, que funcionam como uma espécie de consultor exclusivo de viagens para os mais importantes clientes do grupo, desenvolvendo para eles experiências exclusivas em cada estadia em mais de 35 destinos. Nas futuras aberturas, destacaram o Hyatt Centric San Salvador, o Andaz Palm Springs e o Park Hyatt Kyoto, para este ano, e Park Hyatt LA, Park Hyatt Niseko, Park Hyatt Los Cabos, Grand Hyatt Cayman, Park Hyatt Mexico City e Andaz Turks & Caicos para os próximos dois anos. E o grupo ainda ressaltou a importância da nova associação do programa World of Hyatt com a American Airlines para acúmulo e uso de pontos.

A rede Marriott, através de sua vice-presidente global de Vendas, Louise Bang, destacou o novo papel da hotelaria neste cenário. Com a sociedade cada vez mais consciente sobre saúde, marcas hoteleiras adotaram o bem estar como parte integral de sua missão, maximizando o design de quartos (incluindo mais espaço e espelhos inteligentes que podem guiar e interagir com os hóspedes durante seu treino), criando opções de cardápios mais saudáveis e, de caminhadas a aulas de culinária, ampliando as experiências de bem-estar para seus hóspedes.  

Com portfólio diverso de marcas tão diferentes entre si (mas com personalidades tão bem definidas), a Marriott também anunciou durante a feira mais novidades de seu novo programa Bonvoy, que agora possibilita aos hóspedes trocar seus pontos também por experiências exclusivas em cada propriedade. Das principais renovações do grupo, ganharam destaque as propriedades de Dorado Beach, Roma e Porto Rico. Nas inaugurações hoteleiras, destaque para Bulgari Shanghai, JW Marriott Maldives, W Costa Rica, W Dubai The Palms, W Aspen, W Ibiza, Hôtel de Beni Paris, Solaz Los Cabos, Matilde Palace Budapest, Times Square Edition e The West Hollywood Edition.

Detalhe do Acqualina, um hotel do portfólio da Leading Hotels of the World. Foto: Mari Campos

A Leading Hotels of the World, que agora conta com mais de 400 hotéis em 80 países (85% deles hotéis familiares e 95% administrados de forma independente), confirmou a entrada de 30 novas propriedades a seu portfólio neste 2019. Durante a coletiva de imprensa, a diretora de marketing e PR Sheila Mueller destacou o sério e longo processo para aceitação de uma nova propriedade no portfólio e como os concierges dos hotéis da Leading desempenham papel fundamental nas experiências cada vez mais exclusivas criadas para os hóspedes.

A Accor Hotels anunciou as novidades de seu novo programa ALL (Accor Live Limitless) para os próximos meses e a mudança de foco da empresa no mercado de luxo – incluindo um novo approach para a marca Sofitel, que passa a usar o slogan “the French way”. O grupo também anunciou novos investimentos na marca Pullman, que ganha novas unidades na América Latina, e destacou as futuras aberturas dos hotéis Fairmont em Los Angeles e no Rio de Janeiro (o primeiro Fairmont da América Latina), do Sofitel Cartagena, do Pullman São Conrado, do M Gallery Buenos Aires e dos novos Raffles em Dubai, Londres e Boston.

A rede Mandarin Oriental enfatizou a esperada reabertura do Mandarin Oriental Hyde Park London (sobre o qual falaremos mais aqui adiante) as aberturas da rede em Dubai, Doha, Lago di Como e Beijing (que tem os maiores quartos da cidade e já virou flagship na China). Ganhou destaque também o Mandarin Oriental Santiago (que visitei neste mês), com inauguração oficial confirmada para dezembro. A maior novidade ficou por conta do fato da rede já ter confirmada a inauguração de uma segunda unidade na América Latina, também no Chile, em Viña del Mar, nos próximos anos.

A Four Seasons, que vem investindo pesado em iniciativas de marca (como o seu muito bem sucedido private jet), enfatizou as próximas aberturas do grupo em Boston (no mais alto edifício da cidade), em Napa Valley, Filadelfia, Los Cabos, Madri, Bangkok e uma segunda unidade em Megève (Les Chalets du Mont D’Arbois).

Durante a ILTM Latin America, a BLTA (Brazilian Luxury Travel Association, que reúne em seu portfólio 34 hotéis de luxo brasileiros independentes) inaugurou um grande mural (9,7 m x 3,3 m) em parceria com o artista Fernando Garroux, o Garu, para ressaltar a diversidade e a importância de se preservar os biomas brasileiros, já que turismo de luxo e sustentabilidade são indissociáveis (dá pra ler mais sobre o mural aqui).

Dá pra ler mais sobre outras novidades e tendências reveladas na ILTM Latin America 2019 também aqui.

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WYNDHAM REWARDS expande seu programa de fidelidade e traz novidades

PUBLIEDITORIAL

Do mesmo modo que as companhias aéreas estão reformulando constantemente seus programas de fidelidade, o cenário não é diferente com as redes hoteleiras.  E vale saber que eis aí uma excelente maneira de economizar (com noites cortesia ao invés de passagens-prêmio) e ter diversos outros benefícios em viagem.

Nos programas dos grupos hoteleiros, há diferenças na maneira de ganhar pontos e trocar por benefícios; por isso mesmo, é preciso conhecer em detalhes o funcionamento de cada um deles. Quanto mais simples e objetivo o programa, melhor – afinal, nada mais chato que se afiliar a um programa que parece excelente para, na hora de utilizar seus benefícios, descobrir que o mesmo é cheio de restrições e “exceções”.

WGC Bonnet Creek Orlando. Foto: Divulgação

O grupo hoteleiro Wyndham Hotels & Resorts – a maior companhia de franquias hoteleiras do mundo e fornecedora líder de gerenciamento de hotéis – criou o Wyndham Rewards® , um programa de fidelidade que garante benefícios a quem se hospedar em hotéis de qualquer uma das  9,200 propriedades do grupo em mais de 80 países. Reconhecido por quatro anos consecutivos como um dos três melhores programas de recompensa da indústria hoteleira, são atualmente mais de 75  milhões de membros inscritos em todo o mundo.

O Wyndham Rewards® quer romper o estigma de programas que restringem resgates de noites cortesia durante a alta temporada ou em hotéis específicos. E o grupo está agora expandindo seu programa de fidelidade de forma a tornar ainda mais rápido e fácil acumular e resgatar pontos e diárias. 

No Wyndham Rewards®, o membro que deseja se hospedar em um hotel Viva Wyndham na Riviera Maya, um Dazzler em Buenos Aires, um Tryp em Barcelona ou um Wyndham Grand no Sudeste Asiático precisava de apenas 15000 pontos para uma noite cortesia – seja em alta temporada ou não. Agora, com mais recompensas do que nunca, o Wyndham Rewards® acaba de apresentar diárias gratuitas em milhares de hotéis a partir de apenas 7.500 pontos (metade do custo de resgate original) e a adição de mais de 900 hotéis La Quinta®, tornando possível ganhar e resgatar pontos mais fácil e rápido (incluindo uma série de novos parceiros).

Esplendor Buenos Aires. Foto: Divulgação

O que vem pela frente com as mudanças no programa:

– Uma maneira mais rápida de ganhar diárias grátis e com desconto. Agora serão três níveis para resgates de diárias gratuitas (“go free“) e resgates de pontos + dinheiro (“go fast“). Os membros também começarão a ganhar pontos na parte em dinheiro dos pontos + resgates em dinheiro. 

  • Diárias gratuitas a partir de apenas 7.500 pontos. O resgate das diárias gratuitas estará disponível com 7.500 pontos, 15.000 pontos e 30.000 pontos, enquanto pontos + resgates em dinheiro estarão disponíveis a partir de 1.500 pontos + dinheiro (por quarto, por noite). Espera-se que cerca de um terço do portfólio de hotéis do programa—cerca de 3.000 hotéis—chegue ao nível mais acessível de 7.500 pontos, enquanto aproximadamente 200 propriedades passarão para o novo nível de 30.000 pontos. 
  • Mais de 30.000 Hotéis, Resorts, Casas de Férias etc no total.  Os resgates e acúmulos devem ficar ainda mais fáceis com a chegada dos hotéis La Quinta. Além disso, a cada estadia qualificada, os membros ganharão 10 pontos por dólar gasto ou um mínimo de 1.000 pontos, o que for maior. 
  • Mais maneiras de ganhar, mais maneiras de resgatar.  Com novos produtos e parceiros, aumenta a possibilidade de ganhar e resgatar pontos em outros serviços, como as excursões do Viator. 
  • Pontos extras em estadias. Membros do Wyndham Rewards Gold, Platinum e Diamond passam a ganhar pontos extras em estadias qualificadas, substituindo os bônus de pontos anteriormente concedidos anualmente para membros Platinum e Diamond. 

A cada estadia qualificada, os membros têm 1000 pontos garantidos para serem trocados por noites cortesia no mundo todo. Através de quatro níveis distintos no programa (aos quais se acede dependendo da quantidade de noites de estadia ao longo de um ano, exatamente como fazem as companhias aéreas), os membros podem ter ainda mais benefícios, como late check out ou escolha do quarto preferido, por exemplo.

Para saber mais detalhes sobre o programa Wyndham Rewards®, acesse  www.wyndhamrewards.com.

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Harrogate

Novos hotéis na Escócia e na Irlanda do Norte

Estive semana passada no ExploreGB, o mais importante evento de turismo do Reino Unido, organizado pelo VisitBritain. Durante dois dias, este ano em Harrogate (foto no alto), cidade de 85 mil habitantes no norte da Inglaterra, centenas de fornecedores apresentaram seus produtores para compradores de todo o mundo, incluindo o Brasil. Destaco a seguir alguns dos hotéis que me chamaram a atenção na feira: cinco propriedades na Escócia, todas na categoria boutique, e três na Irlanda do Norte.

Para ler mais sobre esta sexta edição do ExploreGB, clique aqui e aqui.

Harrogate Convention Center, sede do ExploreGB 2019 | Foto de Carla Lencastre


Cinco hotéis na Escócia

Emperor Suite do Fife Arms, hotel na Escócia
A Emperor Suite do Fife Arms | Foto de divulgação

The Fife Arms. O Príncipe Charles foi um dos primeiros a fazer site inspection neste hotel de luxo que reabriu no fim do ano passado depois de quatro anos de obras de renovação. Sério! Ele é amigo dos novos proprietários, galeristas de arte em Londres. The Fife Arms fica em Braemar, no Cairngorms National Park, em uma construção vitoriana com 46 quartos e mais de dez mil obras de arte, incluindo trabalhos de Pablo Picasso e Lucian Freud.

Projeto da fachada do novo DogHouse Hotel | Divulgação

The DogHouse. Será o primeiro hotel no Reino Unido da cervejaria artesanal escocesa BrewDog, que estreou na hotelaria ano passado nos Estados Unidos, em Columbus, Ohio. O beer hotel britânico terá 26 quartos em estilo industrial (o oposto do clássico Fife Arms), todos com vista para a cervejaria. O DogHouse abre este ano em Aberdeenshire, na sede da BrewDog

Quarto com vista para a cervejaria no novo DogHouse | Divulgação

Fingal Edinburgh. Inaugurado no início do ano em Edimburgo, é um hotel flutuante de luxo. São 23 cabines, todas diferentes entre si, em um barco de 1963 que era usado para manutenção de faróis escoceses no Mar do Norte. O Fingal está ancorado na Alexandra Dock, ao lado do Royal Yatch Britannia, que serviu à família real por décadas. Na minha wish list!

The Grandtully Hotel by Ballintaggart. Hotel de luxo superexclusivo, com apenas oito quartos. Fica em Petershire, entre Edimburgo e Glasgow, com foco em comida e bebida. Aberto no final do ano passado, é do mesmo grupo da escola de culinária Ballintaggart Farm.

Cromlix Hotel. O hotel do tenista Andy Murray, também em Perthshire, já tem cinco anos, mas incluo aqui porque no final do ano passado ele foi considerado o melhor do Reino Unido pelos leitores da prestigiada revista britânica Condé Nast Traveler. Visitei o Cromlix em uma outra viagem, e é realmente uma bela propriedade nas Lowlands. Em uma mansão vitoriana restaurada, tem dez quartos, cinco suítes e um ótimo restaurante, Chez Roux.

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The Beaumont, joia da hotelaria londrina

A nova carta de drinques do Shangri-La London

Três novos hotéis na Irlanda do Norte

Até o final de 2020, a Irlanda do Norte espera ter dez mil quartos de hotéis, em investimentos que chegam a um total de 500 milhões de libras (mais de R$ 2,5 bilhões). Somente em 2018, foram abertos mil novos quartos, acompanhando o aumento de visitantes internacionais.

Hastings Grand Central Hotel Belfast. Com 300 quartos em 23 andares, é o mais novo hotel do grupo local Hastings. Inaugurado em meados do ano passado, está localizado no prédio mais alto da capital e tem um bar com vista na cobertura, The Observatory.

AC Hotel Belfast. Também aberto ano passado, o hotel da bandeira da Marriott International tem 188 quartos em um prédio novo, com janelas envidraçadas de alto a baixo, na área do porto. O restaurante é assinado pelo estrelado chef francês Jean-Christophe Novelli.

Killeavy Castle Estate. Instalado em uma construção da primeira metade do século 19, o luxuoso hotel boutique acaba de reabrir, depois de três anos de reforma milionária. São apenas quatro quartos a uma hora de carro ao sul de Belfast, em Armagh. Um prédio vizinho, a Mill and Coach House, abriga mais 45 quartos com décor contemporâneo.

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O premiado bar do Savoy, em Londres

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The Beaumont: jóia da hotelaria londrina

A hotelaria de luxo londrina prima pelos altos padrões de serviço e não é de hoje. Hospedar-se em um hotel de luxo em Londres, assim como em Paris, é praticamente garantia de se deparar não apenas com instalações cheias de conforto mas, sobretudo, com staff de postura e serviços impecáveis, da recepção aos bares e restaurantes. Connaught, Mandarin Oriental Hyde Park (que, aliás, acaba de reabrir e muito em breve falaremos mais dele aqui), The Marylebone e Shangri-la Hotel London at The Shard são apenas alguns dos hotéis da cidade cujo serviço eu pessoalmente endosso integralmente.

Em março passado, mal eu desci do meu transfer da Blacklane em frente ao The Beaumont e a hostess à porta me olhou atentamente, com um sorriso no rosto, e emendou: “seja muito bem-vinda, senhora Campos. Como foi sua viagem?”. Eu nunca tinha me hospedado antes no hotel, nem tampouco o taxista sabia meu sobrenome.

O reconhecimento facial no hotel foi dos mais impressionantes que eu já vi, não se restringindo apenas à recepção. No restaurante, na conciergerie e por três vezes nos próprios corredores do hotel fui cumprimentada por diferentes funcionários que sabiam exatamente quem eu era e me saudavam fazendo uso do meu sobrenome. Sem afetações, sem exageros; tudo rápido, simpático e polido.

Até porque, veja a contradição, discrição é uma das características mais marcantes deste charmoso hotel de luxo no coração de Mayfair. Membro da excelente coleção L.V.X. da Preferred Hotels, o hotel ocupa um edifício recuado em uma rua estreita, de pouco movimento – mas a apenas duas quadras do agito da Oxford Street.

Fui convidada a me hospedar no The Beaumont esses dias e constatei que o o hotel realmente tem um padrão geral de serviços que não consegui comparar com nenhum outro da capital inglesa – por mais que eu seja fã declarada de vários deles! A discrição, antecipação de necessidades e desejos e eficiência em providenciar retorno (como diria George Clooney, what else?!) realmente me impressionaram. Com o detalhe da uniformidade e da constância: não importava o horário do dia, o dia da semana ou a hierarquia do funcionário, a postura era sempre a mesma – o que, pessoalmente, acho que faz toda a diferença em uma estadia.

Quartos discretos, charmosos e muito funcionais. Foto: Mari Campos

Fora isso, as instalações do hotel também são de primeira linha. Quartos sóbrios mas muito elegantes, cheios de madeira e obras de arte. Mesmo os menores deles têm excelentes banheiros, muito espaçosos e com detalhes muito bem-vindos, como piso aquecido. As facilidades eletrônicas estão todas ali, incluindo fartura em tomadas e entradas usb. E todas as diárias incluem mini-bar não alcoolico e deliciosos chocolates caseiros na abertura de cama.

O restaurante The Colony Grill Room serve excelentes opções de café da manhã cobradas à parte, mas o charmoso The Club Room, anexo ao lobby, tem diariamente um “corner” gratuito com café, chá e pastisseries todas as manhãs.

O décor inspirado nos anos 20 inclui diversos móveis e objetos vintage, livros raros numa charmosa biblioteca e uma coleção de mais de 1500 obras de arte espalhada pelo hotel todo. O hotel conta ainda com academia, um discreto spa, uma charmosa barbearia à moda antiga e Vintage Daimler para levar os hóspedes sem custos a diferentes pontos de Mayfair.

Dá pra ler mais sobre o The Beaumont London também aqui.

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A nova era dos hotéis de aeroporto

Antigamente, um hotel de aeroporto só precisava ser limpo e funcional. Propriedades geralmente sem qualquer apelo, se tivessem um transfer ida e volta ao aeroporto já era um grande diferencial. Mas, para nossa felicidade (quem nunca precisou de um desses em longas conexões, não é mesmo?),  esse cenário foi mudando enormemente na última década.

É claro que ainda existem hotéis de aeroporto absolutamente sem charme, precisando desesperadamente de uma reforma e, sobretudo, de um approach diferente no trato com os hóspedes (caso do Crowne Plaza do aeroporto de Los Angeles, tão conveniente na localização e tão mal mantido ao longo dos anos).

Mas, cada vez mais, o viajante em trânsito quer que a estadia num hotel de conexão consiga ser também de alguma forma memorável, mesmo que tão curta como apenas algumas horas.  E muitas redes hoteleiras estão se dando conta e se adaptando rapidamente aos novos tempos, e até marcas de luxo descobriram o filão que pode ser ter um hotel de excelentes serviços ao lado de um movimentado aeroporto (como a NH em Viena, a Fairmont em Vancouver, Sofitel em Londres ou o Andaz em Delhi).

O lobby do ótimo Hilton Miami Airport Blue Lagoon Hotel, um hotel de aeroporto com jeito de resort. Foto: Mari Campos.

Essa nova “golden age” dos hotéis de aeroporto lida com viajantes cada vez mais seguro do que querem, em propriedades que passaram a oferecer excelentes restaurantes, entretenimento de qualidade e alta tecnologia  – e, se tiver belas vistas ou os chamados plane spotters para os fãs da aviação, melhor ainda.

Antes de mais nada, conveniência e qualidade de serviços são essenciais. Por conveniência, entenda-se ter boa localização (quanto mais próximo do aeroporto, melhor), bons restaurantes (já que num layover a gente não tem outra alternativa além de comer no próprio local), camas/lençóis/toalhas de boa qualidade (mesmo que sejam poucas, as horas de sono precisam ser restauradoras) e facilidades de lazer para quem tem mais tempo disponível, como uma boa academia, por exemplo. No Brasil, gosto especialmente do Pullman Sao Paulo Guarulhos Airport e do Marriott Sao Paulo Guarulhos Airport , ambos com excelentes instalações e serviços e a curta distância do aeroporto de Guarulhos – o Pullman fica literalmente ao lado.

Se tiver uma vibe resort, melhor ainda – como o ótimo Hilton Miami Airport Blue Lagoon, um hotel do qual sou fã há anos, com ótimo parque de piscinas, kids club, lojas de conveniência, extensa pista de cooper e “prainha” própria à beira lago.  Um hotel que poderia muito bem estar em Miami Beach mas está a meros minutos do aeroporto internacional – e com ótimo serviço de shuttle também. Dá pra saber mais sobre esse ótimo hotel aqui.

A Hilton Hotels, aliás, é uma das marcas que melhor tem se saído neste quesito “bons hotéis de aeroporto” nos últimos tempos, com propriedades cheias de bossa, indo muito além do esperado para o gênero. O que inclui até mesmo um charmoso water taxi para fazer o papel de shuttle no belíssimo Hilton Boston Logan Airport, em um passeio cênico de dez minutos ao Boston Harbour ou mesmo até Downtown.

Minha maior surpresa em hotéis de aeroporto dos últimos tempos aconteceu também com outro hotel da bandeira Hilton: o Hilton Madrid Airport Hotel, na Espanha (quartos duplos desde 89 euros). Como viajo muito para Madri há muitos anos, já testei quase todos os hotéis dos arredores de Barajas e nunca vi realmente nada parecido com esse.

Para minha surpresa, do serviço aos quartos, o hotel se parece muito mais com um hotel de luxo que com um hotel de aeroporto. O design contemporâneo é super estiloso e os quartos são espaçosos e cheios de luz natural – e com muitas entradas para tomadas e USBs. Os quartos ganharam também suntuosos banheiros, incluindo enormes banheiras de hidromassagem em vários deles.

O serviço de shuttle ao aeroporto é gratuito e frequente (realizado em uma van grande e moderna) e há shuttle também para o centro de Madri (3 euros). O hotel (que fica a meros 5 minutos de Barajas) conta com boa academia, saunas e um bela piscina parcialmente coberta no rooftop. O café da manhã, geralmente não incluído na diária, tem diversas estações diferentes do buffet.

Mas o maior destaque fica por conta do restaurante/bar, que serve ótimos drinks e um excelente menu de tapas espanholas. Há também um bom Club Lounge para membros elite do Hilton Honors e o enorme shopping Plenilunio fica a apenas 5minutos de carro do hotel. Um hotel melhor que a encomenda – tem mais detalhes e review completa do hotel aqui.

Pelo jeito, vem aí uma nova era de hotéis de aeroporto – e redes que não prestarem atenção nas novas exigências de viajantes em trânsito vão mesmo ficar para trás.

Outras boas novidades em hotéis de aeroporto podem ser conferidas aqui e aqui

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