Tivoli Maiorana Belém Pará

Review: Tivoli Maiorana Belém do Pará

Fazia tempo que uma inauguração hoteleira não movimentava tanto a região Norte do Brasil. MUITO tempo mesmo. A expectativa do mercado foi enorme. Mas o Tivoli Maiorana Belém Pará conseguiu abrir as portas no final de 2025, ainda que em soft opening, bem a tempo da COP30 em Belém, e continua causando (bom) barulho até hoje.

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A capital paraense ganhou a mais nova unidade da Tivoli Hotels, marca portuguesa fundada em 1933 que já tinha outras duas propriedades no Brasil (Tivoli Mofarrej, em São Paulo, e Tivoli Praia do Forte, na Bahia) e que integra o portfólio da Minor Hotels.

Tivoli Maiorana Belém Pará
foto: Mari Campos

Quase seis meses após a abertura das portas, mas ainda em fase de ajustes operacionais, o Tivoli Maiorana pretende ser primeiro hotel de luxo de Belém. E é sem dúvidas um marco importante para a hospitalidade amazônica em geral.

A localização do hotel é imbatível na cidade, seja para lazer ou negócios. Localizado no bairro de Campina, fica realmente vizinho a algumas das principais atrações turísticas de Belém, como a Estação das Docas, o Ver-o-Peso e o Theatro da Paz – e a poucos metros da orla da Baía do Guajará, visível de boa parte de suas acomodações.

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Tivoli Maiorana Belém Pará
foto: Mari Campos

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Como é se hospedar no Tivoli Maiorana Belém do Pará

Batizado em homenagem à cidade e à família investidora do hotel, o Tivoli Maiorana Belém Pará tem 176 acomodações, incluindo duas suítes presidenciais. A maioria delas são unidades deluxe bastante espaçosas, com janelas do chão ao teto. Vale cacifar a categoria “vista rio”, sobretudo a partir do sétimo andar, para ter uma bela vista da orla, do rio e da floresta sem nem sair da cama.

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Há cápsulas de café cortesia, serviço de turndown com os clássicos chocolatinhos da marca Tivoli e a propriedade também deixa eventualmente seus próprios “mimos” locais, como biscoitos tradicionalmente feitos na região.

O hotel ocupa um edifício de arquitetura brutalista que passou por um grande retrofit e por muito tempo abrigou a Receita Federal. Durante a COP, hospedou diversas delegações internacionais – inclusive o Príncipe William, do Reino Unido, que se hospedou em uma acomodação deluxe comum, no nono andar.

Tivoli Maiorana Belém Pará
foto: Mari Campos

O Tivoli Maiorana Belém Pará conta também com duas piscinas em um amplo espaço com solário, uma pequena academia e cinco oportunidades gastronômicas, entre restaurantes e bares. A expectativa é inaugurar também uma unidade do Anantara Spa nos próximos meses.

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Embora importante ajustes de adequação ainda se façam necessários em vários setores da propriedade, inclusive A&B, é a oferta gastronômica que está transformando o hotel também em um ponto de encontro de alguns dos moradores de Belém.

O maior destaque fica por conta do SEEN Belém, o restaurante e bar instalado no rooftop do andar 17 e assinado por Olivier da Costa. O local oferece realmente belíssimas vistas panorâmicas da cidade – vale visitar especialmente ao pôr do sol e depois ficar para ver as luzes de Belém se acendendo. O menu, tanto de comes quanto de bebes, é bem similar ao de São Paulo, sem importantes novidades locais. Há DJs nos finais de semana.

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O hotel também oferece o Must Restaurant (que serve o café da manhã diariamente, almoço e também feijoada aos sábados); o Itália Wine Bar & Trattoria, com menu de inspiração italiana; e o The Lobby Café, logo à entrada da propriedade, para cafés, drinks e lanches rápidos. Há ainda um bar na piscina, quase anexo ao Must.

Bastante focado no setor MICE na cidade, inclusive em termos de hospedagem em geral, o Tivoli Maiorana Belém Pará tem ainda um andar exclusivo para eventos, com capacidade para até 500 pessoas.

A Tivoli Hotels & Resorts tem propriedades também em Portugal, Qatar, China, Itália, Espanha e Holanda, operando 20 empreendimentos diferentes no total, e com novos hotéis no pipeline.

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Rosewood São Paulo

Review: Rosewood São Paulo

Não é tarefa nada simples inovar na hotelaria de luxo paulistana. Mas o Rosewood São Paulo definitivamente conseguiu: criou um resort urbano que se orgulha dessa “urbanidade”. E, principalmente, que mostra ter orgulho também do próprio destino no qual decidiu se instalar.

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Grande “case” da hotelaria nacional recente, a primeira propriedade da marca Rosewood na América Latina é o típico hotel-destino: tem hóspede que sequer sai de seus limites físicos durante a estadia, numa conquista comum a várias outras propriedades da mesma bandeira.

Rosewood São Paulo
foto: Mari Campos

Com ambientes que o tempo todo fazem pequenas (e grandes) declarações de amor a São Paulo e ao Brasil, não por acaso, seus espaços sociais são diariamente frequentados por moradores da capital paulista e as reservas domésticas são tão numerosas quanto as internacionais.

Inaugurado em 2022 e tomado por certo estardalhaço nos anos seguintes, o Rosewood São Paulo está finalmente sob nova gerência, os maus tempos para a equipe do hotel parecem ter ficado definitivamente para trás. Ufa, ainda bem! E o hóspede percebe isso claramente na própria coreografia diária dos serviços, seja nos corredores, na piscina ou nos restaurantes.

Foi um prazer passar alguns dias em completa imersão no hotel no começo deste ano. E o resumo desta estadia você confere agora, nos próximos trechos deste texto.

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Rosewood São Paulo
foto: Mari Campos

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Ode à brasilidade

Parte do projeto de revitalização arquitetônica batizado de Cidade Matarazzo, na Bela Vista (que engloba também residências, centro cultural, capela, espaço de eventos, edifício empresarial e shopping center), o Rosewood São Paulo ocupa dois edifícios do complexo.

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Um deles é novinho, torre projetada por Jean Nouvel; o outro é antigo, dos anos 1940, e foi completamente restaurado – embora diversos sinais de que funcionava como maternidade originalmente sigam visíveis.

Os dois edifícios estão imersos em um cenário de belos jardins horizontais e verticais de vegetação tropical muito exuberante, tomados majoritariamente por espécies nativas da Mata Atlântica.

Muitas delas, aliás, estão estampadas também nos elevadores em adoráveis e divertidos desenhos, agrupados por “finalidade” (há um ilustrado apenas com itens alucinógenos). 

O design interior de Philippe Starck não é em nada extravagante como em diversas propriedades que elevaram sua fama na hotelaria internacional. Pelo contrário: é extremamente elegante e acolhedor. E muito, muito brasileiro.

Inclui, além de peças icônicas do design nacional compradas ou garimpadas por aí (móveis, objetos, tecidos, tapetes, papéis de parede etc), outras feitas sob medida, especialmente para o hotel. Tem ainda 30 tipos de mármore diferentes na propriedade, distintas variedades de madeira e obras de 57 artistas brasileiros espalhados por literalmente todos os ambientes – tudo orgulhosamente made in Brazil.

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Rosewood São Paulo
foto: Mari Campos

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Como é se hospedar no Rosewood São Paulo

O Rosewood São Paulo tem acomodações em suas duas torres e com várias categorias diferentes. São 180 unidades no total, todas com discretos tons de madeira e estampas coloridas ou toques de cores vibrantes em objetos ou tecidos – além de livros, gravuras, fotos e até um violão na parede.

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Mesmo a categoria de entrada tem cama king-size, enxoval Trousseau, bastante espaço e vista para o verde. Os grandes banheiros em mármore branco e preto são ponto altíssimo, todos com rain shower, vasos sanitários TOTO e belo set de amenidades Votary.

No turndown, um detalhe muito querido: colocam sobre a cama um livro aberto em uma poesia ou música brasileira.

Há também café e água cortesia, confortáveis pantufas de quarto e belos chinelos de plástico produzidos em parceria com a Melissa (esses últimos infelizmente cobrados à parte). A única parte desagradável nas acomodações fica por conta do excesso de produtos à venda na própria bancada do banheiro, desnecessário e poluindo demais o visual.

Nos ambientes públicos do Rosewood São Paulo, a playlist baixinha com MPB é discreta, nunca atrapalhe as conversas que se desdobram ao vivo. Até a entrada do hotel é diferente, com jeito meio de sala de estar (embora exista uma câmera bem em cima do honesty bar do lobby, que talvez não ande lidando com tanta honestidade assim…).

Há também (muita) literatura nacional forrando colunas e ganhando destaque sobre móveis. Até os tapetes feitos sob medida também homenageiam a nossa flora. E a oferta gastronômica é excelente.

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O charmoso Le Jardin é o coração do hotel, aberto o dia todo. Com um áreas interna e externa, serve um excelente café da manhã à la carte também. E se vale da iluminação para criar ambientações bem diferentes a cada refeição.

Nas laterais do Le Jardim, de um lado fica o delicioso Blaise, de sotaque francês, sob comando do chef Fernando Bouzan; do outro, o impecável Rabo di Galo, de coquetéis e serviço excelentes e ótima música ao vivo. Integrado às estruturas originais da Maternidade, fica o Taraz, do chef Felipe Bronze, inspirado na culinária sul-americana e à lenha.

A propriedade ainda tem o Emerald Garden Pool & Bar, que charmosamente contorna a linda piscina principal, servindo pratos leves e rápidos durante o dia; e o discreto Bela Vista Rooftop Pool & Bar, no topo da torre de Novel, com drinks e petiscos.

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A imperdível piscina principal, aliás, exclusiva para hóspedes, é ladeada não apenas por espreguiçadeiras como também por belíssimas cabanas que garantem serviço exclusivo e muita privacidade.

O Rosewood São Paulo oferece para o lazer duas piscinas externas, estúdio de ioga/pilates, excelente academia 24 horas e um belíssimo Asaya Spa by Guerlain (a Sala de Cristal é imperdível). Para os negócios, tem mais de 9.300 metros quadrados de espaço para reuniões e eventos.

Agora ficou mesmo muito, muito difícil, não se encantar por esse novo monumento à hospitalidade nacional.

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Espanha Futebol

Como o Futebol movimenta a hospitalidade espanhola

O mercado global de turismo esportivo está em plena – e contínua – expansão neste 2026. Deverá atingir dois trilhões de dólares até 2030. E, dentre efeitos claramente sentidos por grandes eventos internacionais (como Copa do Mundo, Olimpíadas, NFL, abertos de tênis etc), tem sido muito interessante observar como o futebol movimenta a hospitalidade espanhola ao longo de todo o ano.

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O turismo esportivo tem se revelado um dos segmentos com maior potencial para reduzir a sazonalidade destinos. E a Espanha vem se destacando bastante neste segmento, diversificando através dele o setor turístico nacional – em grande parte graças aos jogos da LALIGA, a “primeira divisão” do futebol profissional masculino espanhol.

E, em se tratando de viajantes da América Latina, o crescimento parece estar sendo ainda mais rápido quando o assunto é futebol, em movimento em boa parte impulsionado pelos jogadores latinos na LALIGA – inclusive brasileiros, é claro.

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Espanha Futebol
foto: Mari Campos

O último relatório do nicho da CHUBB Seguros (uma das maiores companhias de seguros do mundo, seguradora oficial do campeonato de futebol LALIGA na América Latina) garante que mais de 5,1 milhões de turistas latino americanos viajaram à Espanha motivados pelo turismo esportivo, com gasto médio 47% maior que o de um viajante convencional.

Relatório do Instituto Nacional de Estatística Espanhola mostra que o país recebeu, sozinho, no ano passado, mais de 3 milhões de turistas internacionais cuja principal razão de visita foi assistir a ou participar de eventos desportivos. Só entre 2023 e 2024 esse nicho cresceu 17% na Espanha, e o gap parece estar ficando positivamente maior a cada ano.

O Observatório Espanhol de Esportes divulgou que o turismo esportivo injetou bilhões de euros à economia espanhola em 2024 e 2025. Cada vez mais especialistas do setor acreditam que a Espanha se torne a grande potência internacional deste tipo de turismo até 2030 – quando o nicho pode atingir dois trilhões de dólares. E a hospitalidade no país vem ganhando bastante com isso.

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Four Seasons Madrid
Four Seasons Madrid. Foto: Mari Campos

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Turismo esportivo como motor econômico para hospitalidade

O relatório Perspectivas do Turismo da Exceltur do ano passado já indicava que a demanda por atividades esportivas e do chamado “lazer ativo” cresceu 12,4% só em 2024. Dados preliminares do setor mostram que esse recorde foi batido com folga em 2025 – e os prognósticos para este 2026 são excelentes.

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Só no Brasil, segundo o relatório da CHUBB Seguros (que opera em mais de 50 países), três em cada quatro viajantes afirmam já ter visitado um destino motivados por eventos e experiências esportivas. E 68% dos entrevistados dizem ser muito provável escolher um próximo destino de férias pela possibilidade de vivenciar ali algo relacionado ao seu esporte favorito.

O turismo esportivo se tornou uma espécie de mina de ouro para o setor turístico e o futebol movimenta a hospitalidade espanhola, o ano todo, colaborando para diminuir a sazonalidade do setor.

Há um aumento significativo nas reservas hoteleiras em períodos de jogos, da capital espanhola (hotéis como Four Seasons Hotel Madrid, Mandarin Oriental Ritz Madrid e Intercontinental Madrid têm visto de perto o aumento no número de reservas nestas datas) aos destinos espanhóis menos conhecidos.

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Mandarin Oriental Ritz Madrid
Mandarin Oriental Ritz Madrid. Foto: Mari Campos

Hotéis dos mais variados nichos, da capital ao interior, têm criado pacotes especiais para estadias em períodos de jogos da LALIGA ou de outros grandes eventos esportivos. O The Palace, a Luxury Collection Hotel, Madrid é um dos que frequentemente oferece estadias com experiências relacionadas ao futebol, incluindo acesso a camarotes VIP nos estádios ou o disputado tour do Santiago Barnabéu.

O clássico Hotel de la Reconquista, em Oviedo, propriedade histórica tombada que agora é administrada pelo grupo Eurostars, vê as reservas dispararem nas semanas de jogos do Real Oviedo na cidade.

A Meliá Hotels International e a LALIGA têm um acordo de patrocínio que une as duas grandes marcas espanholas e também beneficia os hóspedes das propriedades da rede. Membros do programa de fidelidade MeliáRewards podem receber ingressos cortesia para jogos, fazer tours exclusivos pelos estádios e participar de encontros com jogadores, por exemplo.

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Intercontinental Madrid
Intercontinental Madrid. Foto: Mari Campos

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Turismo esportivo colaborando para o fim da sazonalidade

Essa busca, ao contrário de outros nichos do turismo, tem se mantido estável durante todo o ano, e não apenas na alta temporada. E o perfil do turista esportivo vem se tornando mais “internacional”, com cada vez mais gente de diferentes nacionalidades viajando especificamente para acompanhar um evento esportivo – e, claro, conjugar a experiência com boa mesa e outras atrações turísticas.

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A despesa média do turista esportivo é consideravelmente maior que a do turista de lazer padrão. O esporte tornou-se importante motor da economia local, regional e nacional – e também da saúde financeira de hotéis e restaurantes.

Assim, a buena onda não se restringe à hotelaria: há cada vez mais renda proveniente dos estádios da LALIGA, nas mais distintas frentes de negócios, de compras a gastronomia.

Espanha Futebol
Detalhe do restaurante de Fernando Canales no estadio do Athletic Bilbao. foto: Mari Campos

O chef celebridade Fernando Canales, por exemplo, abriu até um restaurante de alta gastronomia dentro do espetacular estádio do Athletic de Bilbao. E se tornou a maior e mais bem sucedida de suas casas. E muitos outros negócios agora também têm seu sucesso atrelado às equipes e ao calendário do futebol espanhol.

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Pude acompanhar isso na prática, no finalzinho de 2025, viajando de Madri a San Sebastián, no País Basco, enquanto acompanhava jogos e eventos da LALIGA e visitava alguns dos destinos mais gostosos da Espanha. Uma viagem deliciosa, conhecendo mais sobre equipes como Real Madrid, Atletico de Madrid, Real Oviedo, Athletic Club, R.Racing Club e Real Sociedad de Fútbol.

Espanha Futebol
foto: Mari Campos

Ao longo de pouco mais de uma semana viajando pela Espanha, pude entender como seus emocionantes jogos, eventos diversos e seus ótimos museus de futebol estão diretamente ligados à alta ocupação da hotelaria local e regional, e como interferem em toda a arrecadação turística dos destinos nos quais se localizam.

Como bem disse Lucas Burón, vice-presidente regional de Seguro Viagem da Chubb na América Latina, “viajar motivado pelo futebol é sempre uma experiência emocionante”. Viva o turismo esportivo!

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Clos Apalta Residence Chile

REVIEW: Clos Apalta Residence, Chile

Vinhedos a perder de vista, com a silhueta hipnotizante da Cordilheira dos Andes dominando o horizonte. É exatamente com esse cenário que todo hóspede da Clos Apalta Residence dorme e acorda ao se hospedar na propriedade hoteleira da famosa vinícola chilena.

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Localizada no Vale do Colchágua, distante entre 2h e 3h de carro do aeroporto de Santiago (dependendo das condições do trânsito), a Clos Apalta Residence ocupa uma reserva particular de 1.235 acres, rodeada também por uma densa floresta nativa.

Clos Apalta Residence Chile
foto: Mari Campos

Primeira propriedade Relais & Chateaux do Chile, possui apenas dez acomodações, todas com muito espaço (metragem sempre superior a 100m2), entre quatro antigas “casitas” (que devem passar por remodelação nos próximos anos) e seis belíssimas novas vilas (estas com design muito caprichado, paredes envidraçadas para vistas deslumbrantes).

Tive o prazer de visitar esta bela propriedade chilena em mais uma viagem inteira e impecavelmente organizada pela sempre excelente Camilla Mattar Viagens. Uma delícia de escapada para finais de semana prolongados ou, melhor ainda, como merecida pausa de descanso após viagens de aventura pela Patagônia ou pelo deserto do Atacama.

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Clos Apalta Residence Chile
foto: Mari Campos

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Um pouquinho de história

A Clos Apalta Residence é uma propriedade hoteleira da mesma família que há sete gerações está envolvida com viticultura – já foram inclusive proprietários da Grand Marnier, em outros tempos.

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A casa principal, área comum a todos os hóspedes, foi construída originalmente para receber os convidados de Charles de Bournet Marnier Lapostolle, presidente e CEO da Lapostolle Wines, empresa proprietária da Clos Apalta.

Clos Apalta Residence Chile
foto: Mari Campos

Quando a família resolveu transformar a propriedade em hotel, na primeira década dos anos 2000, a construção passou a abrigar o restaurante, onde até hoje os hóspedes fazem todas as suas refeições (as diárias sempre contemplam café, almoço e jantar, com bebidas incluídas).

O local tem também um aconchegante living com lareira, gostoso terraço ao ar livre e uma convidativa piscina de borda infinita – tudo voltado para os vinhedos, jardins e bosques. Logo ao lado fica a bela vinícola, de arquitetura bastante peculiar e uma excepcional adega familiar no subsolo, que recebe os hóspedes para uma visita guiada incluída durante a estadia.

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Clos Apalta Residence Chile
foto: Mari Campos

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Como é se hospedar na Clos Apalta Residence

São apenas 10 acomodações projetadas para duas pessoas espalhadas como pequenas vilas privativas em meio aos bosques da Clos Apalta Residence. Todas elas oferecem 109 metros quadrados de área, incluindo living, quarto, espaçoso banheiro com banheira e chuveiro, closet e deck privativo – além de minibar com bebidas não alcóolicas e chocolates incluídos na diária, café, água e chá cortesia.

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Mas é importante notar que há bastante diferença entre as quatro acomodações mais antigas (ali chamadas de “casitas”) e as seis novas e belas acomodações, criadas no pós pandemia. Ainda que os serviços disponíveis aos hóspedes sejam sempre os mesmos, a diferença entre as acomodações pode significar uma experiência geral de hospedagem bastante diferente em si.

As acomodações mais antigas, com um estilo mais colonial, são aconchegantes e têm simpáticas lareiras, mas, com décor datado, precisam definitivamente passar por um processo de revitalização.

Já as belas novas acomodações são mais sustentáveis, perfeitamente integradas à paisagem e valem MUITO a pequena diferença de tarifa que possuem em relação às casitas antigas.

Elas têm os cômodos melhor planejados, dispostos lado a lado, com paredes todas envidraçadas, garantindo que a paisagem seja protagonista na experiência, seja no living, na cama ou na banheira. Têm também maravilhosos closets e, o melhor de tudo, lindas (embora não sejam de fato aquecidas) piscinas de imersão ao ar livre.

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Em 2023, a Clos Apalta Residence não apenas ganhou suas melhores acomodações como também uma pequena academia com vista para os vinhedos, com sauna seca, sauna úmida e jacuzzi ao ar livre logo ao lado.

A propriedade ainda não possui spa, mas hóspedes que assim o desejarem podem reservar massagens realizadas com macas portáteis na própria acomodação, com pagamento extra.

Entre uma refeição e outra, um descanso e um mergulho na piscina, é possível se aventurar nas trilhas para caminhadas da propriedade ou emprestar as bicicletas da propriedade para passear entre os vinhedos.

Com pagamento extra, são oferecidas outras opções de atividades e experiências, como aulas de cozinha, aulas de coquetelaria e pequenas cavalgadas entre os vinhedos.

Como as acomodações da Clos Apalta Residence estão espalhadas em distintas altitudes da propriedade, hóspedes que não quiserem se deslocar entre o quarto e o edifício principal à pé podem fazer uso dos simpáticos carrinhos elétricos da propriedade. No entanto, um aviso aos hóspedes com mobilidade reduzida: você terá que subir e descer escadas de todo jeito para chegar ao restaurante e à piscina.

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Clos Apalta Residence Chile
foto: Mari Campos

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Gastronomia como destaque

O programa de alimentos e bebidas do hotel é o maior atrativo da Clos Apalta Residence – por isso a importância do programa com pensão completa. O chef Leonel Diaz, nascido no próprio Vale de Colchagua e bastante orgulhoso de suas raízes, é o responsável pela produção de tudo que é servido no hotel.

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A culinária da Clos Apalta Residence é elaborada com produtos sazonais e majoritariamente locais, muitas vezes orgânicos, colhidos no próprio pomar da casa. Os pratos são realmente muito gostosos e bem apresentados, e ganham os maiores elogios em qualquer estadia.

Almoço e jantar são invariavelmente à la carte, em estilo mais “gourmet”, com cada passo sempre harmonizado com algum dos vinhos da casa. O café da manhã é servido em um elegante buffet, acrescido de ótimos pratos quentes à la carte – e com espumantes disponíveis para deliciosas mimosas.

A atividade mais interessante dentre as experiências cobradas à parte durante a hospedagem, aliás, é justamente uma ida à feira com o chef Leonel, seguida de uma pequena aula de culinária. É um processo bastante interessante acompanhar a jornada desde a compra dos produtos (Leonel é bastante apaixonado pelos ingredientes locais e faz questão de explicar bem cada um deles) até a confecção final de cada prato.

Degustações de vinhos não estão incluídas nas estadias, nem durante a visita à bodega. Se o hóspede desejar, deve reservar e pagar à parte pela atividade.

No entanto, todos os vinhos servidos durante as refeições ali são da própria vinícola Clos Apalta ou da Lapostolle. O curioso é que a maioria deles está disponível apenas para consumo durante a estadia e não é vendido separadamente; tentei comprar garrafas dos dois favoritos para levar para casa, sem sucesso.

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Sobre a Camilla Mattar Viagens

Esta viagem ao Valle del Colchágua, no Chile, foi inteiramente organizada pela Camilla Mattar Viagens. A empresa, sediada em São Paulo-SP e liderada pela empresária Camilla Nahas Mattar Muaccad, é uma das agências de viagem com maior crescimento consistente nos últimos anos no Brasil.

Esta consultoria de viagem especializada em turismo de luxo, que é também membro Serandipians, atende viajantes oriundos das mais distintas partes do país e cria roteiros cuidadosa e autenticamente personalizados, com valiosa curadoria de hotéis e lodges, seja para destinos nacionais ou internacionais. Cuidaram de cada passo desta minha viagem ao Chile, das passagens aéreas e transfers in/out (não estão incluídos na estadia) à reserva da acomodação.

A Camilla Mattar Viagens também desenvolve alguns grupos especiais para luxuosas viagens de imersão, como o itinerário exclusivo que acaba de ser finalizado na Índia, com a presença da própria Camilla na jornada.

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Clos Apalta Residence Chile
foto: Mari Campos

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A Clos Apalta Residence conta com internet wifi nas acomodações e na casa principal. Mas, para garantir que eu estivesse sempre conectada durante toda a viagem pelo Chile, embarquei mais um vez levando comigo um eSIM da O Meu Chip. Há sempre pelo menos 10% de desconto na compra de qualquer chip físico ou eSIM DESSE LINK com o cupom MARICAMPOS.

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Tivoli Doelen Amsterdã

Review: Tivoli Doelen, Amsterdã

Localizado no coração histórico de Amsterdã, bem na esquina do canal Kloveniersburgwal, o belo Tivoli Doelen não é um hotel comum. Em nada. Para começar, embora o uso da bandeira Tivoli seja bem mais recente (a marca portuguesa da Minor Hotels assumiu a propriedade em 2023), trata-se do hotel mais antigo da cidade.

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A construção original era de 1516. Foi QG de Rembrandt e seus alunos, com a obra-prima “A Ronda Noturna” (1642) exposta em seu salão de banquetes até que um dia resolvessem levá-la para o Rijksmuseum. Era bem ali, no edifício neo renascentista tombado como patrimônio nacional, que a guarda cívica holandesa se reunia.

Virou hospedaria registrada em 1815 – mas dizem na cidade que o endereço já atuava de certa forma no ramo da hospitalidade desde muito antes disso. Foi dali, de seu charmoso píer próprio, em funcionamento até hoje, que zarpou, em 1909, o primeiro barco turístico de Amsterdã

CONFIRA AQUI passeios, tours e outras experiências em Amsterdã

Tivoli Doelen Amsterdã
foto: Mari Campos

A biografia do endereço inclui também hospedar nomes célebres, da imperatriz Sissi (que teria ocupado mais de 30 quartos com sua comitiva e suas malas) aos Beatles ((ocuparam um andar inteiro durante turnê em 1964).

A posição é estratégica para explorar a pé as principais atrações turísticas da cidade. Apesar da fachada discreta do lado de fora, a entrada na propriedade sempre impressiona, com a escadaria de mármore original no átrio central, adornado com mobiliário à la século XVII, sofás de veludo, molduras douradas e lustres hipnotizantes.

Mas a pompa meio que acaba por aí – os demais ambientes, das acomodações ao bar e restaurante, são cheios de detalhes bem contemporâneos.  Aliás, de detalhes o Tivoli Doelen entende muito bem; são eles que, minuciosamente, fazem cada estadia ali ser realmente especial.

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Tivoli Doelen Amsterdã
foto: Mari Campos

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Como é se hospedar no Tivoli Doelen em Amsterdã

São 81 acomodações (incluindo sete suítes) compondo o Tivoli Doelen. A maioria delas não prima por espaço (para os brasileiros, o ideal é que reservem das junior suites em diante, inclusive para guardar as malas adequadamente), mas são todas muito confortáveis. E a maioria tem vistas lindas para Amsterdã e seus canais.

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Lindos arranjos de flores frescas nos quartos, enxovais macios, bons banheiros em mármore, cafeteiras Nespresso e luxuosas amenidades Lalique são alguns dos destaques. Ao ao lado de cada porta de entrada estão pequenos recortes do famoso quadro de Rembrandt pintado ali.

Há sempre um ponto de cor forte na acomodação, como azulejos azuis de Delft no minibar ou uma poltrona de veludo vermelho, por exemplo. Importante saber que os tamanhos, facilidades e amenidades dos quartos podem ser diferentes, mesmo numa mesma categoria.

As suites são as grandes vedetes da hospedagem por ali. Sobretudo a Rembrandt Suite (onde os Beatles se hospedaram, com direito a uma reprodução da “Ronda Noturna” em uma das paredes) e a Empress Suite, a maior de todas.

Aliás, diz o staff do hotel que a lenda urbana conta que Sissi ocupou dezenas de acomodações com suas malas e comitiva, pedia banhos de leite e teria recebido seu amante pela janela quase todas as noites da estadia.

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Tivoli Doelen Amsterdã
foto: Mari Campos

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Gastronomia e socialização

Mas está em seu discreto e charmoso Omber Restaurant provavelmente o maior trunfo do Tivoli Doelen. O restaurante está aberto para não hóspedes (com reservas prévias mandatórias) e é rotineiramente frequentado por moradores locais para jantares especiais.

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Com paredes envidraçadas voltadas para o canal, garantindo vistas lindas dia e noite, seu menu impecável tenta traduzir os principais sabores e receitas holandeses com contínuas referências ao século XVII – das cores que homenageiam a paleta preferida de Rembrandt nos pratos ao constante uso de defumados e conservas.

É ali também que é servido um delicioso café da manhã todos os dias. Uma charmosa torre de chá inglesa é levada diretamente à mesa com vários quitutes doces e salgados. Há também um pequeno buffet bem holandês. E uma gostosa carta de itens quentes à la carte – incluindo impecáveis eggs Benedict – completa o desjejum.

Anexo ao restaurante, funciona o bar do hotel, aberto também para não hóspedes. Tem uma interessante carta de drinks autorais, serve todos os clássicos e oferece ainda uma louvável carta de vinhos.

CONFIRA AQUI passeios, tours e outras experiências em Amsterdã

É ali no charmoso e discreto bar que acontece também uma das atividades mais agradáveis do hotel: todos os dias, às 16:30, seu “Gusto Moment” oferece a todos os hóspedes, como cortesia, um coquetel acompanhado de petiscos holandeses, do arenque às clássicas bitterballen.

Aliás, o bar do Tivoli Doelen serve de cenário também para o interessante workshop que ensina como Rembrandt conseguia preparar, a partir dos mais diversos elementos, as cores que utilizava em suas obras.

O staff do hotel é majoritariamente bastante jovem e atencioso e vibe da propriedade é sempre bastante tranquila e silenciosa. O perfil de hóspedes é bastante diverso, incluindo de casais bastante jovens a avós acompanhados de seus netos.

Menção honrosa à excelente equipe de concierges, que se encarrega de organizar tours na cidade (incluindo bucólicos passeios pelo canal em um barco vintage lindamente restaurado) e conseguir entradas para museus locais.

Um belíssimo hotel.

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Para quando você for a Amsterdã

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