Awasi Atacama

Review: Awasi Atacama

Um belo café da manhã só pra mim, montado no alto de uma colina com vista panorâmica para a Laguna Lejía e as incríveis montanhas que a circundam, sem mais ninguém à vista, enquanto o sol se erguia preguiçoso. Um sundowner entre o Vallecito e o vulcão Licáncabur, com canapés e chardonnay geladinho, após uma tarde de caminhada. Um caprichado jantar degustação ladeado por aconchegante lareira, com vista para o céu inigualavelmente estrelado do deserto. Tudo isso cabe num único dia no excepcional Awasi Atacama.

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A icônica propriedade do grupo Awasi no deserto do Atacama, no Chile, oferece mesmo uma experiência em hospitalidade com a qual nenhum outro lodge ou hotel da região é capaz de rivalizar.

Awasi Atacama
foto: Mari Campos

São apenas 12 adoráveis suítes, todas em formatos circulares, com as fachadas em adobe tão típicas da região, rodeadas por bucólicos jardins que reproduzem os sistemas originais de irrigação do vale.

Trata-se de um refúgio extremamente aconchegante, silencioso e completamente imerso no cenário histórico-natural do Atacama. Mas, mais que isso: tem formato tudo incluído, oferece a refinada gastronomia Relais&Chateaux e absolutamente tudo ali é realizado de maneira privativa e personalizada, com cada acomodação tendo seus próprios veículos 4×4 e guias e sendo soberanas ao montar suas agendas e horários.

Não existe – mesmo, acredite – forma mais conveniente e exclusiva de explorar um dos mais belos desertos do planeta.

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Awasi Atacama
foto: Mari Campos

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Como é se hospedar no Awasi Atacama

As exclusivas 12 suítes do Awasi Atacama são todas circulares, construídas com materiais naturais e originários da região, como adobe e pedra. Do lado de fora, tudo é rústico e simples. Do lado de dentro, muito, muito espaço e conforto.

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As camas são deliciosas, o piso dos (enormes) banheiros é aquecido, há chuveiros interno e externo, banheira, pátio externo mobiliado e um frigobar muito bem abastecido – também incluído no valor das diárias.

Além da gastronomia excelente, invariavelmente à la carte, e do bar sempre aberto, estão incluídas nas diárias também uma excursão de dia inteiro ou duas excursões de meio-dia por dia. Há um carro e guia exclusivos para cada acomodação, permitindo que a gente explore o deserto do nosso jeito, no nosso ritmo.

Quer conhecer área de pinturas rupestres mas não quer fazer trilha? Sem problemas: o guia te leva até lá de carro. Quer um café da manhã em meio à natureza, sem mais ninguém à vista? Não precisa pedir duas vezes: o guia te monta uma mesa completa, com ovos feitos na hora, em um cenário excepcional.

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Quer conhecer os gêiseres do Tatio sem ter que madrugar? Claro: o guia te leva à região tarde da manhã, com direito a uma gostosa caminhada e depois almoço ali mesmo (e, acredite, os gêiseres estão jorrando também às 10h30 da manhã).

Nenhum outro hotel do Atacama é capaz de proporcionar regularmente férias do nosso jeito, ao nosso gosto, como o Awasi. A diferença tarifária entre ele e os demais hotéis de luxo do deserto é altamente justificada, esteja o hóspede sozinho, em casal, em grupo ou família. Ali tudo, tudo acontece, dos passeios às refeições, levando em conta necessidades e desejos individuais.

Observar as estrelas à noite também está garantido. Não apenas ali, ao redor da fogueira, a olho nu, como também em um curto trajeto de carro que nos leva a uma área sem luminosidade artificial, com dois telescópios para uma observação mais a fundo. Tudo incluído, é claro.

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As impecáveis refeições do Awasi Atacama (acredite: a gastronomia é tão boa que grande parte dos hóspedes abre mão das atividades de dia inteiro só para poder aproveitar o almoço no próprio hotel) são acompanhadas de excelentes vinhos chilenos. Os sommeliers do hotel, aliás, se esmeram em encontrar rótulos de vinícolas boutique menos conhecidas internacionalmente e a maioria é mesmo uma grata surpresa.

A propriedade ainda tem uma gostosa piscina, vários “lounges” ao ar livre e é possível também contratar massagens (pagas à parte) a serem realizadas dentro da acomodação. O lodge só não tem academia.

Mais que tudo, é preciso falar do serviço: o staff do hotel é o mais afinado que já encontrei tanto no destino como no próprio grupo Awasi. A gente se sente, o tempo todo, extremamente bem-vindo e bem cuidado. Todos, sem exceção, extremamente cálidos, sorridentes e gentis, dos jardineiros aos garçons, do housekeeping aos (maravilhosos) guias.

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O Awasi Atacama está localizado a curta distância do gostoso centrinho de San Pedro de Atacama, a aproximadamente uma hora e meia de carro a partir do Aeroporto de Calama.

Para chegar, o melhor caminho é com a LATAM, que oferece conexão imediata no aeroporto de Santiago, no Chile. Mais que isso, oferece diversos voos diários, manhã, tarde e noite, para Calama.

Na minha ida, o voo decolou de Guarulhos com atraso devido a um problema na pista. Eu cheguei a Santiago bastante atrasada para pegar meu voo original a Calama. Na porta da aeronave, uma funcionária da LATAM já tinha meu novo cartão de embarque em mãos, para um voo seguinte, que recebi ali mesmo.

A bagagem foi automaticamente redirecionada para o novo voo, sem burocracias, embarquei com calma e minha mala chegou direitinho a Calama, junto comigo.

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Pousada Haya Milagres

Review: Pousada Haya, Milagres

De manhã cedinho, o silêncio só é rompido pelo quebrar das ondas na praia. Com mais atenção, o farfalhar das árvores sob o vento. E, felizmente, ao longo do dia a atmosfera não muda muito na charmosa Pousada Haya, em Milagres.

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A primeira investida em hospitalidade na região pelos mesmos proprietários do quase vizinho Mahré Hotel gira em torno da ideia de refúgio tropical contemporâneo: arquitetura orgânica, meio rústica, imersa na natureza local.

Pousada Haya Milagres
foto: Mari Campos

A Pousada Haya (diga “raia”) ocupa um dos pedaços mais bonitos da Praia do Riacho, em São Miguel dos Milagres, Alagoas, na Rota Ecológica. Rodeada por mar cristalino, larga faixa de areia sujeita às marés, coqueirais e mangue, faz uso inteligente de muita madeira, cimento queimado e fibras naturais entre a vegetação abundante do terreno.

Pé-na-areia, tem na praia logo em frente beleza de sobra – ainda que não seja excelente para banho em toda sua extensão. Mas é perfeita, sempre, para caminhar longamente pela manhã ou sair em adoráveis passeios de jangada. Mais importante ainda: tem um delicioso jeitinho de “deserta” mesmo na alta temporada.

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Pousada Haya Milagres
foto: Mari Campos

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Como é se hospedar na Pousada Haya

Espaço na Pousada Haya não falta: a propriedade é bastante grande, garantindo acomodações mais espalhadas – ainda que sejam apenas 26 bangalôs distribuídos horizontalmente. Há distintas categorias, a maioria com jardim e terraço. Algumas contam também com piscina privativa ou hidromassagem.

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Internamente, os quartos são decorados com bastante simplicidade e rusticidade. Destaque para os espelhos feitos com materiais naturais nas cabeceiras. Cama e enxoval são ótimos e as amenidades de banho são Trousseau.

Fazem falta armários de verdade – principalmente levando em consideração que muitas mulheres levam (como eu) longos vestidos veranescos para o litoral e não há espaço para eles. Existe apenas um móvel bastante simples, tipo arara curta, em madeira, e cápsulas de café e água ainda são cobradas nas acomodações.

Interligando recepção, acomodações, restaurante e demais áreas da pousada, os amplos jardins são uma delícia – e permeados por belas instalações de arte locais aqui e ali. A sensação de silêncio e desaceleração é constante e há sempre cordialidade do staff no serviço, mesmo quando demorado.

O delicioso restaurante Banami é o ponto mais alto da pousada, com delicioso menu desenvolvido pelo chef Wanderson Medeiros, fazendo excelente uso de ingredientes regionais com pegada mais contemporânea.

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Há peixes e frutos do mar muito frescos no almoço e no jantar, deliciosos petiscos e um excelente café da manhã, com charmoso serviço à la carte repleto de delícias feitas na hora. Meu conselho: vá com tempo para aproveitar ao máximo a deliciosa refeição no restaurante todo aberto, cheio de vegetação tropical, com vista para o mar.

A piscina comum da Pousada Haya se torna seu “coração” durante o dia. Voltada para o mar e cercada por coqueiros, tem gostosas espreguiçadeiras baixas e boa sombra em alguns períodos do dia para quem quer apenas ler um bom livro e descansar. Há um bar anexo bem descontraído servindo drinques e petiscos ao longo do dia.  

Não há academia na pousada, mas há playground para as crianças e empréstimo de bicicletas para explorar a região. Também é possível agendar ali mesmo massagens (realizadas dentro da própria acomodação) e passeios pelos arredores.

Não se trata de uma propriedade de luxo; mas é, sem dúvidas, um cantinho pra lá de aconchegante em um dos pedaços mais bonitos do litoral brasileiro. Ali, espaço, silêncio e natureza preservada são o verdadeiro luxo.

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Brach Madrid

Como é o novo hotel Brach Madrid

Madri tem excelentes hotéis de luxo e alto padrão. Não à toa, um dos programas favoritos dos viajantes frequentes é se hospedar cada vez em uma propriedade diferente, de preferência em um bairro diferente. Por isso mesmo, a inauguração do novo Brach Madrid foi bastante celebrada por distintos perfis de hóspedes.

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Instalado em um belo edifício do comecinho dos anos 1920 (Seguros La Estrella) em plena Gran Vía, mas já no sempre adorável bairro de Chueca, o Brach Madrid celebra a estreia da marca francesa Brach fora de Paris – e representa um capítulo importante da transformação acelerada da hotelaria de luxo madrilenha com um hotel cheio de personalidade.

Brach Madrid
foto: Mari Campos

Afinal, nos últimos anos Madri viu chegarem ótimos hotéis de apelo muito mais contemporâneo – o que fazia mesmo falta à capital espanhola. O Brach Madrid vem coroar esse movimento, mas com uma pegada, apesar da localização bastante popular e do décor com assinatura de Philippe Starck, bem mais discreta que sua concorrência.

Parte da bela coleção da EVOK Hotels, ali não há nada minimalista; mas tampouco existem ali excessos ou teatralidades exacerbadas, como acontece com algumas outras assinaturas de Starck na hotelaria (quem já esteve no Faena Buenos Aires, por exemplo, sabe do que eu estou falando…).

Ali, os objetos e obras de arte expostos, seja nas acomodações ou nas áreas comuns, são tão interessantes e bem selecionados que parecem até familiares, daqueles colecionados ao longo de décadas.

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Brach Madrid
foto: Mari Campos

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Como é se hospedar no novo Brach Madrid

Os interiores do Brach Madrid são extremamente acolhedores. Há uma certa teatralidade nas instalações (principalmente no restaurante principal, com direito a couro envelhecido, madeira escura, cortinas pesadas e luminárias difusas), mas de uma forma extremamente acolhedora – a começar pela discreta área de entrada pela Gran Via, revestida com ladrilhos de terracota tradicionais.

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A pequena e acanhada recepção fica alguns andares acima da porta de entrada do hotel. As acomodações – 57 no total, com distintas categorias e várias com vistas lindas para os telhados de Madri- têm a estética francesa reinterpretada de maneira bem artsy, misturando tapetes espessos, objetos vintage, fotografias em preto e branco, instrumentos musicais, livros e até halteres em algumas delas.

Embora as acomodações não sejam exatamente grandes, são tantos detalhes no décor – incluindo pisos de parquet, cabeceiras de couro, ilustrações e peças de design bem ecléticas – que só com o passar dos dias a gente vai conseguindo, pouco a pouco, prestar atenção em tudo (ou quase). Há também ótimos banheiros e secadores Dyson disponíveis – mas que precisam ser periodicamente emprestados da recepção.

As camas são excelentes, assim como o isolamento acústico, capaz de deixar todo o costumeiro caos da Gran Vía só do lado de fora. Hóspedes recebem também garrafas de água reutilizáveis, que podem ser facilmente abastecidas na propriedade.

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A gastronomia tem papel importante no novo Brach Madrid, misturando referências mediterrâneas, espanholas e libanesas de forma bem contemporânea no almoço e no jantar. E as sobremesas da casa são mesmo excelentes (há inclusive uma vitrine de doces na entrada do hotel que atrai olhares de transeuntes o tempo todo).

O café da manhã do hotel, mesclando um pequeno serviço buffet e alguns pratos à la carte, também merece destaque especial, com belas pâtisseries francesas, ótimos cafés e excelentes embutidos espanhóis.

O belo spa “La Capsule”, no subsolo, também vale a visita. Ali, a academia bem pequenininha (mas funcional) é muito bem compensada pela excelente (e linda! com estética quase futurista) piscina coberta e bem quentinha, logo ao lado.

Mas o pedaço mais gostoso do Brach Madrid é indiscutivelmente seu terraço arborizado na cobertura, exclusivo para hóspedes. Ali, em espaços mobiliados com esmero, a gente tem vistas espetaculares para o centro de Madri, incluindo fachadas de alguns de seus mais icônicos edifícios, dia e noite.

Um lugar perfeito, aliás, para você levar uma boa garrafa de vinho ou cava e apreciar, com máximo sossego, os belos finais de tarde da capital espanhola.

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Ritz-Carlton Masai Mara Safari Lodge

Por dentro do novo Ritz-Carlton Masai Mara

Um dos destinos mais espetaculares do planeta, o Parque Nacional Masai Mara, no Quênia, ganhou mais uma nova propriedade voltada para o mercado de luxo. Mais que isso: foi ali que a marca Ritz-Carlton, da Marriott International, abriu seu primeiro lodge de safári, inaugurando uma nova era para o segmento: o Ritz-Carlton Masai Mara Safari Camp.

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Inaugurada em soft opening no final do ano passado, a propriedade é uma das mais importantes adições à hotelaria queniana na década – e um passo importante para a marca Ritz-Carlton na entrada nesse nicho. Também é a primeira propriedade da marca que opera em sistema “super all inclusive”, que garante até carro e ranger sempre privativos para cada acomodação.

Ritz-Carlton Masai Mara Safari Lodge
foto: Mari Campos

Imediatamente convertida em uma das mais luxuosas opções de hospedagem de Masai Mara – e do próprio Quênia – o novo Ritz-Carlton Masai Mara Safari Camp agora está operando a full.

Mas o começo das operações foi conturbado: com duras críticas de ambientalistas e blacklash internacionalmente nas redes sociais (acreditava-se que o lodge, construído à beira-rio, poderia interferir em parte da rota utilizada por algumas espécies durante a Grande Migração).

Depois de um complexo processo judicial, em fevereiro passado saiu a sentença definitiva que posiciona o Ritz-Carlton Masai Mara Safari Camp como plenamente apta para operar, tanto pelo relatório ecológico-jurídico quanto pelo testemunho da família Masai que vendeu o terreno original.

A licença de Avaliação de Impacto Ambiental (AIA) da propriedade também está devidamente aprovada, garantindo que o funcionamento do camp é ecologicamente correto, já que o ponto de travessia animal mais próximo fica a mais de 4km da propriedade.

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Ritz-Carlton Masai Mara Safari Lodge
foto: Mari Campos

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Como é o novo Ritz-Carlton Masai Mara Safari Camp

A adorável ponte pênsil sobre o rio Sand conectando o embarque/desembarque de veículos com o lodge rapidamente se converte em uma espécie de “portal”. Acompanhados geralmente por Masai (que compõem mais de 40% do staff da propriedade), ora elas nos leva diretamente para a aventura dos safáris, ora para o aconchego da nossa acomodação e das áreas sociais do camp.

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O novo Ritz-Carlton Masai Mara Safari Camp foi construído sem quaisquer cercas para o Parque Nacional e com sua estrutura inteiramente elevada do solo, para causar o mínimo impacto tanto no terreno quanto no ecossistema local, garantindo livre trânsito de animais sob as passarelas suspensas que conectam acomodações e áreas comuns.  

Com direito a muita madeira e uma profusão de tecidos, bordados e artesanato local, o primeiro safári lodge da marca Ritz-Carlton ficou mesmo lindo e bastante sustentável. Utiliza uma fazenda solar de 650 kW e possui um sistema de tratamento de água em circuito fechado que coleta e reutiliza águas das chuvas.

São apenas 20 enormes acomodações, todas em formato de luxuosas tendas que podem chegar a mais de 160 m² privativos, com quarto e living separados, dois banheiros, ducha interna e externa, banheira, lounge e deck externos e piscina privativa – tudo com vista para o verde ou para o rio.

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Há sempre café, leite, chá, biscoitos, vinho, cerveja, refrigerantes, chocolates quenianos, cookies e outros petiscos, tudo complimentary, no enorme bar privativo presente com destaque no living de cada acomodação.

Novidade muito bem-vinda para a marca Ritz-Carlton, ali todas as estadias seguem o modelo super all-inclusive. Dois game drives diários, refeições, bar aberto, snacks, minibar, room service, workshops, cooking classes e até serviço de lavanderia (até cinco peças por pessoa, por dia) estão sempre incluídos; apenas tratamentos de spa são sobrados à parte.

Cada acomodação tem seu próprio carro e ranger para os safáris. Assim, é sempre o hóspede quem decide o que, como e quando quer fazer, o tempo todo. Um misto de mordomo e concierge dedicado (ali chamado de encholiek) se encarrega de deixar todos os serviços 100% privativos e personalizados – inclusive no empréstimo de uma câmera DSLR com lentes objetivas de larga distância durante toda a estada para capturar o melhor de cada safári.

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A equipe,majoritariamente formada por masai e moradores das redondezas, é adorável e extremamente acolhedora, da gerente geral ao housekeeping.

O gerente do restaurante ganha o coração dos hóspedes imediatamente: como uma avó brasileira, prepara o coffee break do safári, os sundowners e petiscos, e, sempre presente nas refeições, é genuinamente preocupado se as pessoas realmente não ficarão com fome.

As refeições, alás, todas em formato à la carte, do café da manhã ao jantar, são excelentes, com menus que mudam todos os dias. A única refeição em estilo buffet da propriedade é o “boma dinner”, realizado em uma espetacular plataforma ainda mais elevada que o restante do camp, sob as estrelas.

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Para a saída do safári do amanhecer, o Ritz-Carlton Masai Mara Safari Camp criou uma genial estação exclusiva de café junto à saída dos carros que prepara, na hora e ao gosto do hóspede, qualquer tipo de café, chá ou chocolate que se deseje – ao lado de um carrinho devidamente equipado com croissants, cookies, pan au chocolat e outras delícias.

Além disso, o novo lodge também oferece gratuitamente diversas atividades ligadas à cultura queniana e masai, de workshops de artesanato a aulas de culinária. Visitas à comunidade masai dos arredores do lodge também estão incluídas.

É (bem) difícil deixar as deliciosas e espetaculares acomodações nos períodos entre safáris. Mas o camp oferece também uma grande academia aberta para o verde, uma deliciosa piscina de borda infinita para as savanas (devidamente rodeada de espreguiçadeiras e day beds) e um belo spa.

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Mahré Hotel Milagres

Review: Mahré Hotel, Milagres

Tenho uma paixão especial pelo litoral de Alagoas; não escondo de ninguém que vejo ali o mar mais bonito e gostoso do Brasil. E é exatamente num pedacinho cada vez mais em evidência dessa faixa – também conhecida como Rota Ecológica – que fica o Mahré Hotel, uma das jóias da hospitalidade regional.

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Localizado a cerca de uma hora e meia de carro de Maceió (dependendo do trânsito), este hotel inteiramente composto por acomodações em estilo villa está na badalada São Miguel dos Milagres – que, juntamente com Passo de Camaragibe e Porto das Pedras, reúne nada menos que 23km de belíssimas praias, formando uma espetacular barreira de corais.

Mahré Hotel Milagres
foto: Mari Campos

Inaugurado em dezembro de 2023, podemos dizer que o Mahré Hotel nasceu do sonho de duas Marias, mãe e filha. São 40 mil metros quadrados de uma propriedade frente ao mar, com apenas 30 enormes suítes em estilo villa, todas com piscina privativa.

Com metragens que vão de 120 a 192 metros quadrados, possuem enormes banheiros, quarto, living e mesa de refeições, além de deliciosos decks externos. Construídas entre mangue, coqueirais e mar, as acomodações estão distribuídas horizontalmente ao redor de um lago artificial – com direito a ponte e tudo – que se tornou o coração do projeto e é bonito de ver dia e noite.

Mas a piscina principal do Mahré e a praia logo em frente ao hotel (em dias de maré baixa, as piscinas naturais deixam a água do mar ainda mais bonita!) são tão gostosas que todo mundo acaba curtindo muito também as áreas sociais comuns, que incluem ainda playground para os pequenos, quadras esportivas e uma pequena academia. Redondinho para casais, mas também excelente para famílias.

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Mahré Hotel Milagres
foto: Mari Campos

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Como é se hospedar no Mahré Hotel, em Milagres

Que Milagres e seus arredores têm um dos mais bonitos e gostosos pedaços do litoral brasileiro não é novidade. Há um centrinho simpático cheio de lojinhas, bares e restaurantes, fonte de água, mirantes e diversos beach clubs (para quem curte esse tipo de lugar). Há passeios de jangada, muito snorkel e a simples possibilidade de curtir praias lindas, como a adorável Praia do Patacho, ali pertinho.

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No entanto, não é de se estranhar que boa parte dos hóspedes sequer deixe o Mahré Hotel durante toda a estadia: a propriedade é mesmo redondinha para quem quer sossego, sombra/sol e praia gostosa. O silêncio constante em várias áreas do hotel é parte central da experiência.

No discreto lobby em terracota, repleto de artesanato alagoano, hóspedes são recebidos com água de côco geladinha.  As acomodações todas contam com camas king size, enxoval Trousseau (incluindo ótimos roupões), providenciais sandálias de praia e amenidades Bulgari.

E os imensos banheiros contam com espaços bem separados, áreas enormes de ducha, muita luz natural e um charmoso jardim de inverno. Ah! Têm até um sabonete especial para quem quiser lavar ali mesmo seus trajes de banho sem correr o risco de danificar-los.

O único downside das acomodações é que o hotel infelizmente ainda cobra por cápsulas de café no quarto, indo na contramão da hotelaria de luxo internacional.

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Cada acomodação do Mahré conta com uma grande área externa com deck, espreguiçadeiras e uma gostosa piscina privativa rodeada por gramados. Alerta para casais: nem todas as acomodações garantem privacidade nessa área.

Tudo isso em meio a muito, muito espaço e uma bela decoração (com participação de João Armentano) tomada por artesanato local em toda a propriedade – com destaque especial para as incríveis luminárias instaladas nos mais diversos ambientes.

A piscina principal do hotel (uma das mais gostosas da região, na minha opinião), rodeada por belos conjuntos de espreguiçadeiras e guarda-sóis (além de algumas deliciosas day beds com bastante privacidade, voltadas para o mar), tem também seu próprio bar servindo petiscos (excelentes!), refeições rápidas e bons drinks. Em alguns dias, o local conta também com DJ.

A propriedade é super convidativa para fazer tudo caminhando por ali, mas também disponibiliza carrinhos de golfe para os deslocamentos (se o hóspede desejar) e empresta bicicletas para quem quiser conhecer a região no seu próprio ritmo.

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Vocação gastronômica

Gastronomia é assunto muito sério no Mahré Hotel. O restaurante Tahí, comandado pelo chef Rafa Gomes (vencedor do MasterChef Profissionais 2018 e do Iron Chef Brasil 2022, e que já cozinhou em todos os continentes ao longo de sua carreira), mescla referências internacionais, comida afetiva das memórias do próprio chef e ingredientes e receitas regionais.

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Peixes e frutos do mar são muito frescos, com preparações leves e apresentações bem cuidadosas, tanto no almoço quanto no jantar. É reconfortante ver como Rafa soube dar evidência ao tempero e à cultura alagoana – inclusive deixando em seu cardápio a receita de moqueca de autoria de sua subchef, um grande sucesso da casa. 

As delícias do cardápio do Tahí ficam ainda melhores com o ótimo menu de drinks autorais elaborado por Isadora Fornari – incluindo boas opções sem álcool também.

O café da manhã é bastante caprichado, com vários itens levados diretamente à mesa assim que o hóspede se senta e um extenso cardápio de pratos quentes à la carte incluídos também. O café é de ótima procedência, os sucos são fresquíssimos, e as geléias, pães e bolos também são todos feitos ali mesmo. Fica claro logo no desjejum o quanto o Mahré se preocupa com a gastronomia da casa.

A equipe do restaurante é inteiramente formada por moradores da região, e a cozinha é toda comandada por mulheres na ausência do chef. E o Tahí Restaurante também é aberto a não hóspedes – com reserva prévia obrigatória. 

Como no próprio Mahré, tudo no restaurante acontece sem ostentação. Pelo contrário: é informal, sem frescuras, para o hóspede se sentir mesmo em casa, tranquilo, em paz, imerso na natureza, sem transformar praia e piscina numa espécie de beach club permanente. O que, convenhamos, em Milagres faz mesmo TODA a diferença.

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