Rosewood São Paulo

Review: Rosewood São Paulo

Não é tarefa nada simples inovar na hotelaria de luxo paulistana. Mas o Rosewood São Paulo definitivamente conseguiu: criou um resort urbano que se orgulha dessa “urbanidade”. E, principalmente, que mostra ter orgulho também do próprio destino no qual decidiu se instalar.

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Grande “case” da hotelaria nacional recente, a primeira propriedade da marca Rosewood na América Latina é o típico hotel-destino: tem hóspede que sequer sai de seus limites físicos durante a estadia, numa conquista comum a várias outras propriedades da mesma bandeira.

Rosewood São Paulo
foto: Mari Campos

Com ambientes que o tempo todo fazem pequenas (e grandes) declarações de amor a São Paulo e ao Brasil, não por acaso, seus espaços sociais são diariamente frequentados por moradores da capital paulista e as reservas domésticas são tão numerosas quanto as internacionais.

Inaugurado em 2022 e tomado por certo estardalhaço nos anos seguintes, o Rosewood São Paulo está finalmente sob nova gerência, os maus tempos para a equipe do hotel parecem ter ficado definitivamente para trás. Ufa, ainda bem! E o hóspede percebe isso claramente na própria coreografia diária dos serviços, seja nos corredores, na piscina ou nos restaurantes.

Foi um prazer passar alguns dias em completa imersão no hotel no começo deste ano. E o resumo desta estadia você confere agora, nos próximos trechos deste texto.

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Rosewood São Paulo
foto: Mari Campos

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Ode à brasilidade

Parte do projeto de revitalização arquitetônica batizado de Cidade Matarazzo, na Bela Vista (que engloba também residências, centro cultural, capela, espaço de eventos, edifício empresarial e shopping center), o Rosewood São Paulo ocupa dois edifícios do complexo.

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Um deles é novinho, torre projetada por Jean Nouvel; o outro é antigo, dos anos 1940, e foi completamente restaurado – embora diversos sinais de que funcionava como maternidade originalmente sigam visíveis.

Os dois edifícios estão imersos em um cenário de belos jardins horizontais e verticais de vegetação tropical muito exuberante, tomados majoritariamente por espécies nativas da Mata Atlântica.

Muitas delas, aliás, estão estampadas também nos elevadores em adoráveis e divertidos desenhos, agrupados por “finalidade” (há um ilustrado apenas com itens alucinógenos). 

O design interior de Philippe Starck não é em nada extravagante como em diversas propriedades que elevaram sua fama na hotelaria internacional. Pelo contrário: é extremamente elegante e acolhedor. E muito, muito brasileiro.

Inclui, além de peças icônicas do design nacional compradas ou garimpadas por aí (móveis, objetos, tecidos, tapetes, papéis de parede etc), outras feitas sob medida, especialmente para o hotel. Tem ainda 30 tipos de mármore diferentes na propriedade, distintas variedades de madeira e obras de 57 artistas brasileiros espalhados por literalmente todos os ambientes – tudo orgulhosamente made in Brazil.

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Rosewood São Paulo
foto: Mari Campos

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Como é se hospedar no Rosewood São Paulo

O Rosewood São Paulo tem acomodações em suas duas torres e com várias categorias diferentes. São 180 unidades no total, todas com discretos tons de madeira e estampas coloridas ou toques de cores vibrantes em objetos ou tecidos – além de livros, gravuras, fotos e até um violão na parede.

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Mesmo a categoria de entrada tem cama king-size, enxoval Trousseau, bastante espaço e vista para o verde. Os grandes banheiros em mármore branco e preto são ponto altíssimo, todos com rain shower, vasos sanitários TOTO e belo set de amenidades Votary.

No turndown, um detalhe muito querido: colocam sobre a cama um livro aberto em uma poesia ou música brasileira.

Há também café e água cortesia, confortáveis pantufas de quarto e belos chinelos de plástico produzidos em parceria com a Melissa (esses últimos infelizmente cobrados à parte). A única parte desagradável nas acomodações fica por conta do excesso de produtos à venda na própria bancada do banheiro, desnecessário e poluindo demais o visual.

Nos ambientes públicos do Rosewood São Paulo, a playlist baixinha com MPB é discreta, nunca atrapalhe as conversas que se desdobram ao vivo. Até a entrada do hotel é diferente, com jeito meio de sala de estar (embora exista uma câmera bem em cima do honesty bar do lobby, que talvez não ande lidando com tanta honestidade assim…).

Há também (muita) literatura nacional forrando colunas e ganhando destaque sobre móveis. Até os tapetes feitos sob medida também homenageiam a nossa flora. E a oferta gastronômica é excelente.

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O charmoso Le Jardin é o coração do hotel, aberto o dia todo. Com um áreas interna e externa, serve um excelente café da manhã à la carte também. E se vale da iluminação para criar ambientações bem diferentes a cada refeição.

Nas laterais do Le Jardim, de um lado fica o delicioso Blaise, de sotaque francês, sob comando do chef Fernando Bouzan; do outro, o impecável Rabo di Galo, de coquetéis e serviço excelentes e ótima música ao vivo. Integrado às estruturas originais da Maternidade, fica o Taraz, do chef Felipe Bronze, inspirado na culinária sul-americana e à lenha.

A propriedade ainda tem o Emerald Garden Pool & Bar, que charmosamente contorna a linda piscina principal, servindo pratos leves e rápidos durante o dia; e o discreto Bela Vista Rooftop Pool & Bar, no topo da torre de Novel, com drinks e petiscos.

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A imperdível piscina principal, aliás, exclusiva para hóspedes, é ladeada não apenas por espreguiçadeiras como também por belíssimas cabanas que garantem serviço exclusivo e muita privacidade.

O Rosewood São Paulo oferece para o lazer duas piscinas externas, estúdio de ioga/pilates, excelente academia 24 horas e um belíssimo Asaya Spa by Guerlain (a Sala de Cristal é imperdível). Para os negócios, tem mais de 9.300 metros quadrados de espaço para reuniões e eventos.

Agora ficou mesmo muito, muito difícil, não se encantar por esse novo monumento à hospitalidade nacional.

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Silver Whisper Silversea

Cruise Review: Silver Whisper, Silversea

Não é simples manter a consistência do serviço em uma frota de navios com estilos e tamanhos hoje tão diversos entre si. E talvez esse seja um dos pontos mais notáveis da Silversea atualmente, como pude confirmar em mais uma viagem a bordo do Silver Whisper.

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Em fevereiro, viajei mais uma vez com a armadora (que se juntou ao grupo Royal Caribbean e, por isso mesmo, agora faz paridade de status para todos os programas de fidelidade do grupo em suas viagens) em um roteiro que tinha o Brasil como principal atração.

Ao longo de duas semanas, naveguei entre Buenos Aires e o Carnaval na cidade do Rio de Janeiro, com direito a um excelente show temático dentro do próprio navio na data.

Silver Whisper Silversea
foto: Mari Campos

Construído em 2001 e reformado pela última vez em 2024, o Silver Whisper é uma das embarcações mais antigas da Silversea mas conserva bem seu charme com ares old fashioned. Tem capacidade máxima para 392 passageiros (em ocupação dupla) e um contingente de 302 membros do staff sempre a bordo, criando uma excepcional proporção de quase 1 para 1 entre tripulantes e hóspedes.

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É claro que o tamanho bastante reduzido em relação aos novos navios da armadora (sobretudo em relação ao Silver Ray e ao Silver Nova, seus dois últimos lançamentos) traz menos espaços sociais e, sobretudo, menos opções gastronômicas. O décor também é inegavelmente mais cansado, mas nem por isso menos eficiente e acolhedor. E o mais importante: a qualidade dos serviços continua impecável.

Silver Whisper Silversea
foto: Mari Campos

Foi uma delícia retornar a uma das primeiras embarcações da Silversea que conheci, tendo a chance de vê-la reformada, justamente em um dos itinerários mais procurados (em geral) por brasileiros que embarcam em seu primeiro cruzeiro.

Confira a seguir como foi viajar a bordo do Silver Whisper, com escalas em Buenos Aires, Punta del Este, Camboriú, Paranaguá, Ilhabela, Ilha Grande, Búzios e Rio de Janeiro, ao longo de duas semanas do verão brasileiro – com excelentes pernoites no porto tanto em Buenos Aires quanto no Rio de Janeiro, em pleno Carnaval.

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Silver Whisper Silversea
foto: Mari Campos

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Como é viajar a bordo do Silver Whisper

Composto 100% por suítes, como toda a frota da Silversea, o Silver Whisper (“irmão gêmeo” do navio Silver Shadow) navega atualmente por destinos da América do Sul, Ásia, Polinésia Francesa e Mediterrâneo. Passou o último verão praticamente todo no cone sul das Américas.

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Seu tamanho reduzido agrada bastante os hóspedes mais fiéis da armadora, principalmente os de mais elevada faixa etária e que viajam com a Silversea desde o começo. Afinal, num navio menor há menos decks, menos percursos entre suítes e áreas comuns, e definitivamente maior entrosamento entre hóspedes.

Como em todos os itinerários da Silversea, a tripulação se esforça para aprender rapidamente nomes e/ou sobrenomes dos hóspedes, assim como preferências em drinks, cafés etc. E é um esforço genuíno do processo de treinamento contínuo da armadora, até porque ela opera sempre com política que desestimula fortemente a prática de gorjetas (que já estão sempre incluídas em todas as tarifas) a bordo.

E é adorável como essa “memória adquirida” para cada viagem perdura: tive o enorme prazer de reencontrar no Silver Whisper alguns tripulantes com os quais já tinha viajado antes, em outras embarcações da armadora, e que se lembraram rapidamente não apenas do meu nome como do meu coquetel favorito e de como gosto do meu café pela manhã. Um padrão de serviço e atenção aos detalhes consistente, realmente louvável.

Todos os cruzeiros nos navios da Silversea incluem em sua tarifa acomodações 100% suítes com serviço de mordomo, todas as refeições (com liberdade inclusive para frequentar mais de um restaurante por vez), room service, bar aberto 24h, minibar, todas as taxas e gorjetas, wifi e até caviar&champagne servidos a qualquer hora, durante todo o itinerário. Transfer cortesia para o centro das cidades também é oferecido sempre que o porto ficar afastado.

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Silver Whisper Silversea
foto: Mari Campos

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100% suítes e gastronomia de primeira

Todas as acomodações do Silver Whisper são suítes e a maioria possui varanda privativa mobiliada. Há bastante espaço disponível entre quarto, living, banheiros com ducha e banheira separada, pias duplas e excelentes walk-in closets, mesmo nas menores suítes.

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O minibar é reabastecido diariamente com as bebidas alcoólicas e não alcoólicas favoritas de cada hóspede e agora (felizmente!) há máquinas de café disponíveis em todas as acomodações.

As amenidades de higiene disponíveis em todas as suítes no dia de embarque são da as da linha própria da Silversea, mas é possível pedir a troca delas, a qualquer momento e como cortesia, pela linha da Bulgari, ainda a favorita dos hóspedes mais fiéis à armadora.

Apesar do tamanho reduzido, o Silver Whisper oferece quatro ótimos restaurantes diferentes: o The Restaurant (o principal restaurante do navio, com serviço sempre à la carte e aberto em todas as refeições, sem necessidade de reserva); o italiano La Terrazza (que oferece café da manhã e almoço em sistema buffet e jantar à la carte); o informal The Grill (ao ar livre, aberto para almoço e jantar); e o sofisticado francês La Dame (aberto exclusivamente para jantar e o único que cobra uma taxa de reserva de US$ 60 por pessoa).

Uma adição importantíssima na última reforma do navio foi o Atrium Bar & Café, no deck principal, que funciona mais ou menos como o adorado Arts Café das embarcações mais novas da Silversea.

Aberto todo o dia, serve os melhores cafés a bordo, frutas, sanduíches, snacks e uma caprichada pâtisserie o dia todo, além de drinks em geral. Com um acolhedor lounge e impecável serviço, é o grande ponto de encontro dos hóspedes a qualquer hora do dia – ou da noite.

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Há que se considerar também o excelente serviço de quarto do navio, com os mordomos servindo atenta e cuidadosamente as refeições solicitadas, passo a passo, 24h por dia. Não à toa, todo hóspede acaba fazendo pelo menos alguma de suas refeições na própria suíte.

Ah! Os excelentes bares a bordo também servem não apenas todos os clássicos como cada um deles (são quatro, no total, além do Atrium, já mencionado aqui) tem seu próprio menu de drinks signature. Para mim, os melhores coquetéis do Silver Whisper estão sempre no The Bar, no deck 5.

Ao longo da viagem, há também palestras, seminários, excelentes (e bem variadas) performances no teatro, demonstrações de culinária, degustações, piscina de água salgada (sempre com muitas espreguiçadeiras sempre disponíveis ao redor), lavanderias self-service espalhadas pelo navio, um pequeno e discreto cassino, espaço para bocha, golfe e uma excelente academia. Aliás, a Silversea oferece (sem custo extra) aulas de ioga, circuitos, Pilates e dança de salão. Apenas os serviços do spa são cobrados à parte.

Sempre uma excelente, impecável viagem, em qualquer destino.

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Koloa Concept Hotel Piauí

Review: Koloa Concept Hotel, Piauí

São pouco mais de 60 quilômetros de litoral do Piauí – o menor dentre os estados brasileiros. Mas eis aí uma das regiões mais bonitas do Brasil, ainda que pouco conhecida pelos próprios brasileiros, e que ganhou o primeiro hotel voltado exclusivamente para o mercado de luxo na costa piauiense: o Koloa Concept Hotel.

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O hotel está localizado frente ao mar na pequena e pacata Cajueiro da Praia, um vilarejo de pescadores de praias semi desertas e águas morninhas ao lado de Barra Grande. Esse trecho é parte da Rota das Emoções, como é chamado o trajeto que se estende dos Lençóis Maranhenses até Jericoacoara, no Ceará.

Koloa Concept Hotel Piauí
Foto: Mari Campos

O destino de praias gostosas e ventos favoráveis à prática de esportes de vento como o kitesurf fica a cerca de cinco horas de estrada desde Teresina, ou duas e meia de estrada a partir do aeroporto de Jericoacoara.

A propriedade pé na areia oferece apenas 26 acomodações, todas elas com acesso direto às piscinas – seja sua própria piscina privativa ou uma bela piscina coletiva, construída em formato de L, de frente para o mar.

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Koloa Concept Hotel Piauí
foto: Mari Campos

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Como é se hospedar no Koloa Concept Hotel

O Koloa Concept Hotel é pequeno em área total e faz do vento da região seu maior aliado: a maior parte da propriedade é toda aberta, inclusive a recepção. As “quatro paredes” ficam restritas às acomodações e à pequena academia apenas, o que garante excelente ventilação e vista para o mar constante.

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O décor de cores claras e muita vegetação à vista ganha o casamento perfeito com muitas peças artesanais feitas à mão por artistas locais – de móveis a incríveis espelhos e luminárias da artesã Nêda Lopes, popularmente conhecida pelo nome de sua loja, Barraca da Nêda.

Koloa Concept Hotel Piauí
foto: Mari Campos

O projeto do hotel, com muito branco e o areia e repleto de palha e madeira, ficou todo a cargo de Marcelo Franco e Milena Holanda. As acomodações são espaçosas, com grandes TVs, bons banheiros e amenidades L’Occitane ou Bulgari, dependendo da categoria de quarto. As quatro mais luxuosas suítes ganham o melhor dos mundos: piscinas privativas com vista para o oceano.

A praia logo em frente, Morro Branco, é quase deserta, e vive ao sabor das marés. Vez ou outra passam jegues e kitesurfers, mas outros turistas à vista foi coisa rara durante toda minha estadia ali. Quando a maré seca, é possível caminhar tranquilamente até a ilhota quase diante do hotel. E o pôr do sol ali costuma ser lindo.

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Há um único restaurante, com vista para o mar e aberto para a piscina, e ali tudo é servido em sistema à la carte, do farto café da manhã ao jantar.  O extenso menu foca bastante nos frutos do mar.

Como passear é preciso, até para o jantar na vilinha de Barra Grande, com pé na areia, o Koloa facilita: o hotel tem um carro disponível para levar e trazer hóspedes, sem custos extras. Vale também fazer um passeio de barco em Cajueiro da Praia para tentar ver o peixe-boi e se arriscar em uma aula de kite surf.

Mas imperdível mesmo é o passeio de barco que sai do Koloa e vai da praia até o rio e os manguezais, terminando com a espetacular revoada dos guarás no amanhecer (sem ninguém mais à vista) ou no entardecer (com muitos kitesurfers no caminho e um pôr do sol avermelhado inesquecível!). O local é chamado de “mini-delta”, justamente por reunir paisagens e espécies muito similares ao Delta do Parnaíba.

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Villa Nautica Jeri

Como um hotel em Jeri virou case nas OTAs

Não se trata de uma pousada de luxo, não há camas “king” nas acomodações, nem room service 24h, enxovais de incontáveis fios, academia, spa ou restaurante gastronômico. Ainda assim, o Villa Náutica Boutique Hotel, em Jericoacoara, tem alcançado algumas das maiores pontuações em OTAs e consolidadores de hotéis no Brasil.

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Quem trabalha com hospitalidade sabe muito bem que notas altas em avaliações desse gênero não são, na prática, nenhuma garantia da qualidade real de um hotel. Em boa parte dos casos, aliás, são mais ferramenta de marketing que qualquer coisa.

Por isso mesmo, no final do ano passado, fui conferir pessoalmente como é se hospedar em um “hotel boutique” em Jericoacoara que tem sido, desde sua inauguração (há três anos), “recordista” no destino em notas altas em várias destas plataformas. 

Pequenininho e com jeito de pousada, o Villa Náutica tem apenas 19 acomodações dispostas em edifícios de dois andares ao redor de sua piscina. As avaliações majoritariamente muito positivas nas plataformas onde o Villa Náutica está listado lhe conferiram notas entre 9,8 e 10 na maioria delas – um feito e tanto para uma propriedade deste tamanho e nicho.

Villa Nautica Jeri
foto: Mari Campos

Enquanto diversas outras propriedades similares em Jericoacoara se mostram extremamente sensíveis à sazonalidade do destino, o Villa Náutica garante manter-se com pelo menos 80% de ocupação ao longo do ano todo.

Localizado na rua Principal da vila de Jeri, já fora do eixo principal da “muvuca” mas ainda com rápido e fácil acesso à praia, bares, lojas e restaurantes, o hotel foi idealizado por um casal austro-brasileiro, Lilian e Wilhelm Duftner, há pouco mais de três anos. E rapidamente caiu no gosto popular, graças majoritariamente à propaganda boca-a-boca.

Encontrei ali uma boa pedida para quem quer garantir hospedagem com conforto mas não pode (ou não quer) cacifar um hotel ou pousada de luxo na região de Jeri. O Villa Náutica soube garantir bom espaço nas acomodações e investir em pequenos mimos, das amenidades L’Occitane ao lauto café da manhã servido diretamente nas mesas – o campeão de elogios à propriedade em qualquer plataforma.

Mas talvez seja a profunda simplicidade do local, com os proprietários frequentemente misturados aos seus funcionários da cozinha servindo pessoalmente o desjejum dos hóspedes, entre darem uma dica local e outra, seu maior trunfo.

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Villa Nautica Jeri
foto: Mari Campos

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Como é se hospedar no villa náutica, em Jeri

A gravura reproduzindo o casal à entrada do hotel, e uma pintura feita pela filha aos 3 anos enquadrada e exibida com orgulho diante da recepção, dão o tom de informalidade e familiaridade do Villa Náutica, como se fosse uma extensão da residência dos Duftner, localizada do outro lado da rua.

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Lilian faz questão de administrar toda a logística do local e Wilhelm literalmente ergueu a propriedade (de arquitetura contemporânea com muito branco e madeira escura) com a ajuda de uma equipe de obras. Ambos estão sempre trocando ideias gentilmente com os hóspedes.

As 19 acomodações ficam lado a lado em pequenas construções de dois andares que rodeiam a piscina, todas elas com varanda (no piso inferior) ou terraço (no piso superior) privativo, num ambiente bastante tranquilo e sossegado em geral.

Os quartos têm distintas categorias, acomodando de duas a quatro pessoas cada. Apesar de receber majoritariamente casais, o Villa Náutica também é bem pensado para famílias com crianças – que costumam adorar os beliches laterais de alvenaria disponíveis em algumas das unidades.

Há boa conexão wifi, sacola reutilizável para a praia e roupões – além de toques pessoais, como docinhos de boas-vindas e de despedida entregues na acomodação, sempre acompanhados por simpáticos cartõezinhos nominais.

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No restaurante, há um filtro de água potável para que cada hóspede abasteça sua própria garrafinha. Reservas de transfers, passeios e refeições feitas através do hotel aparecem na acomodação, logo na chegada, em um documento impresso batizado de “Plano de Viagem”.

A lateral entre a piscina e os quartos é repleta de vegetação. O serviço é cálido, coerente e gentil, da simpática equipe do café da manhã às excelentes meninas da recepção, que se desdobram também como ótimas concierges desde antes da nossa chegada.

A propriedade tem bom relacionamento com diversos restaurantes e prestadores de serviço de Jericoacoara, facilitando bastante a vida do hóspede durante a viagem. “Os lugares e negócios que recomendamos aqui são os mesmos lugares nos quais gostamos de ir habitualmente, cuja qualidade e confiabilidade realmente atestamos pessoalmente”, me explicou Lilian.

Casas como Gelato & Grano, Éllo, Miragem, Armazém do Burro, ClubVentos e Casa Uca estão entre os favoritos – testei e aprovei também todos eles por indicação e sugestão do próprio hotel, e recomendo.

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A presença de uma equipe sempre acessível e cordial, além dos proprietários frequentemente ativos na operação cotidiana do hotel, estão também entre os maiores destaques nas avaliações de hóspedes nas OTAs. O serviço consistente, mesmo na ausência dos proprietários, é o principal destaque nas avaliações de hóspedes que se estiveram ali pela segunda vez.

Todas as diárias do Villa Náutica incluem um farto café da manhã e um café com bolos todas as tardes, ambos servidos no pequeno restaurante diante da piscina. O café da manhã é servido porcionado, diretamente nas mesas, e cuidadosamente distribuído em etapas. Há frutas, cereais, pães, bolos, itens salgados e doces, sucos, cafés, frios, geleias.

Tudo isso somado a um simpático menu à la carte, também incluído, com ovos, tostadas, tapiocas e crepes feitas na hora, sempre disponível (destaque para a Torrada Náutica, com ovo poché, creme de queijo, abacate e tomate). Um detalhe: tudo isso ao som de Mozart, o compositor austríaco que batiza o restaurante do hotel.

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LK Design Hotel Florianópolis

LK Design Hotel celebra 5 anos de história

Uma das esquinas mais famosas da cidade, um projeto familiar que levou décadas para ganhar forma. Inaugurado em plena pandemia, em dezembro de 2020, uma propriedade que mudou de forma definitiva – e continua mudando – a hotelaria de alto padrão de Florianópolis. Neste dezembro, o LK Design Hotel celebra 5 anos de uma história tão recente quanto bem sucedida.

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Nesta semana, o hotel promoveu alguns eventos exclusivos para colaboradores e convidados para festejar o primeiro “quinquênio” do empreedimento – e também anunciar novidades que estão chegando, já que manter-se em constante evolução é preciso. “Nosso principal desafio é sermos capazes de entregar um produto de excelência todos os dias, e ainda elevarmos essa barra constantemente”, disse Miller Bairros, gerente-geral do hotel, no coquetel de aniversário que aconteceu no último dia 16/12.

LK Design Hotel Florianópolis
foto: Mari Campos

Localizado entre a Avenida Beira-Mar Norte e a rua Bocaiúva, e com o mais bonito rooftop da hotelaria catarinense (100% exclusivo para hóspedes), o LK Design Hotel se consolidou rapidamente como um dos principais empreendimentos hoteleiros de toda a região sul do Brasil.

Para 2026 e os anos vindouros, a ideia é seguir mantendo a liderança e o fluxo contínuo de melhorias e inovações, pensadas sempre tanto para atrair e beneficiar o hóspede como também os próprios moradores de Florianópolis. “Nosso foco é tanto manter o alto padrão quanto acompanhar os novos movimentos do setor, sempre atentos às necessidades dos nossos clientes”, explica Bairros.

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LK Design Hotel Florianópolis
foto: Mari Campos

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Uma história familiar

O LK Design Hotel, idealizado ao longo de décadas pela família Koerich (o próprio nome do hotel, LK, é uma homenagem às iniciais da matriarca), é administrado pela Atrio Hotel Management, uma das principais operadoras de hospitalidade do Brasil. A família Koerich tem uma longa história local e regional no varejo.

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“O LK sempre foi diferente de tudo que já fizemos”, disse o proprietário “Waltinho” Koerich durante o coquetel de aniversário. “Temos plena consciência que o hotel vende um produto completamente diferente de qualquer um dos nossos outros empreendimentos. É uma mercadoria extremamente perecível; uma diária que não se vende hoje, não se vende mais. Por isso mesmo, não poderíamos estar mais felizes com tudo o que já conquistamos nesses cinco anos de história”, afirmou.

LK Design Hotel Florianópolis
foto: Mari Campos

Ao longo dos anos de operação, foram 210 mil visitantes diferentes hospedados nas 164 acomodações do hotel, além de mais de 100 mil comensais recebidos no Osli Restaurante, comandado pelo chef Felipe Silva – e frequentemente apontado como um dos favoritos de muitos moradores da cidade.

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O Lounge do hotel, que conta com serviço de bar, cardápio de petiscos e pratos mais rápidos, e música ao vivo nas noites de terça a domingo, se converteu em um ponto de encontro para moradores e uma das principais fontes de renda do empreendimento.

Também merece destaque o fato de a propriedade contar, desde o início, com um profissional agraciado com o título Le Clef’s d’Or (reconhecimento global concedido a um seleto grupo de concierges no mundo todo) dentre seus colaboradores.

E, embora agora a alta temporada represente majoritariamente turismo de lazer para o hotel, ao longo do ano sua vocação para o setor MICE é incontestável. Só em 2025, o LK Design Hotel sediou centenas de encontros corporativos diferentes.

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LK Design Hotel Florianópolis
foto: Mari Campos

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Novidades a caminho

Uma das características mais importantes do LK Design Hotel é manter-se em constante “movimento”, sempre criando novos serviços e atividades na propriedade – a maioria deles abertos a qualquer morador ou visitante externo.

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Na gastronomia, além dos cardápios do Osli e do Lounge constantemente atualizados, vieram a clássica feijoada e o elogiado brunch movimentando ainda mais os finais de semana no hotel, por exemplo. Há ainda noites festivas especiais ao longo do ano, além de encontros com chefs e bartenders convidados.

Agora, o LK está ampliando também sua agenda de wellness. Além do livre empréstimo de bicicletas para os hóspedes, da academia com vista para o mar e a cidade, e da bela piscina climatizada do rooftop, que acompanham a propriedade desde sua abertura, o hotel agora vai trazer aos hóspedes experiências de yoga, pilates, beach tennis e meditação. “Queremos que o LK seja também um ponto de equilíbrio na rotina de quem passa por aqui”, destaca Miler Bairros.

Além disso, o LK Design Hotel transformou duas acomodações menores do primeiro andar em salas de massagens, criando um menu de terapias de spa próprias, com terapeutas dedicados, para garantir desde ampliação da sensação de relaxamento nas viagens a lazer como também aliviar dores e tensões nas viagens corporativas.

E mesmo o menu de café da manhã foca cada vez mais em bem-estar, do shot de golden milk de todo dia a pratos mais leves e itens que focam em menus mais saudáveis e restrições alimentares.

É bom demais voltar quase três anos depois a uma mesma propriedade e ver que, mesmo com vários dos colaboradores renovados, tudo continua sendo entregue com a mesma eficiência e profissionalismo de antes – e com cada vez mais moradores da cidade usufruindo de seus espaços públicos.

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