Awasi Santa Catarina

Awasi Santa Catarina celebra 25 anos de história

Um adorável refúgio em um dos pedaços mais bonitos do litoral catarinense está chegando aos 25 anos de história repleto de transformações. O antigo Ponta dos Ganchos, propriedade que mudou definitivamente a hotelaria de luxo no Brasil no começo deste século, agora atende por Awasi Santa Catarina e quer oferecer uma nova maneira de se experimentar o destino e o próprio resort.

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Integrando agora o premiado grupo Awasi, que conta com outras quatro propriedades na Argentina e no Chile, o Awasi Santa Catarina está celebrando este pequeno jubileu justamente resgatando a história de Ponta dos Ganchos, a exuberante propriedade instalada em uma península particular de Governador Celso Ramos, a pouco mais de uma hora de carro de Florianópolis, SC.

Awasi Santa Catarina
foto: Mari Campos

Erguido em um terreno montanhoso entre a exuberante Mata Atlântica e à beira das águas geladas da chamada Costa Esmeralda catarinense, ao longo das décadas o hotel se tornou um símbolo de hospitalidade nacional, com serviço personalizado, exclusividade, boa mesa e muito espaço para o romance.

Hoje, como Awasi Santa Catarina, continua mantendo todas essas premissas – mas conseguiu deixar tudo realmente ainda melhor, mais completo e mais encantador ao se render à excelência e às práticas realmente sustentáveis da filosofia Awasi, conhecida e valorizada justamente por sempre garantir estadias profundamente conectadas aos destinos onde está presente.

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Awasi Santa Catarina
foto: Mari Campos

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O que mudou no agora Awasi Santa Catarina

O novo Awasi Santa Catarina não tentou “apagar” o Ponta dos Ganchos, que construiu sua reputação fazendo o hóspede querer ficar permanentemente na propriedade durante toda a estadia. Pelo contrário: pegou um dos endereços mais interessantes da história da hotelaria brasileira e acrescentou uma camada fundamental que sempre lhe faltou – criou razões para convencer o hóspede também a sair e conhecer e valorizar as belezas, a cultura e as tradições do destino.

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A essência do hotel continua a mesma: apenas 25 acomodações, todas em formato de villa com piscina privativa e muita privacidade. O número de acomodações pode parecer pequeno, quando comparado a outras propriedades similares; mas trata-se, ao mesmo tempo, da maior propriedade do grupo Awasi, com quase o dobro de unidades da segunda maior delas.

As enormes villas, espalhadas pela encosta coberta de densa vegetação nativa, foram revitalizadas e ficaram ainda mais aconchegantes. São seis categorias diferente, com tamanhos e disposições distintas dos cômodos. Algumas contam também com sauna privativa.

No Awasi Santa Catarina, há sempre espaço privativo de sobra, com pelo menos living, área de refeições, quarto, closet, banheiro completo, banheira com vista e deck mobiliado com piscina. Todas as villas contam também como minibar completo cortesia (refrigerantes, cervejas, vinhos, snacks), café, água e chá.

Mas o mesmo cenário de sempre, de villas luxuosas em meio à Mata Atlântica e a pouca distância do mar, agora leva a uma experiência infinitamente mais interessante. O cuidado, discrição e atenção do staff também continuam os mesmos, assim como o cuidado imenso com a gastronomia.

No entanto, agora tudo, tudo está incluído no sistema fully hosted, a hospedagem clássica de todos os hotéis Awasi: hospedagem, refeições, bebidas, experiências privadas, minibar, mini adega, transfers (desde e para Florianópolis) e, acredite, também massagens e tratamentos faciais do spa.

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Awasi Santa Catarina
foto: Mari Campos

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As novidades dos 25 anos do Awasi Santa Catarina

Apesar de ocupar uma área tão generosa entre as colinas e o mar, menos de 10% do terreno total do Awasi Santa Catarina foi edificado. Além da vegetação nativa, mais 15 mil mudas foram plantadas ao longo dos anos, trilhas públicas de acesso às praias passam pelo hotel e agora eles contam também com um lindo meliponário em meio à mata, com sete espécies distintas de abelhas sem ferrão.

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Em julho do ano passado, o hotel entrou para o portfólio seleto do Relais & Châteaux e, neste 2026, foi reconhecido com duas MICHELIN Keys e certificação internacional WITT de bem-estar. O enorme upgrade em wellness fez surgir também alguns programas específicos de bem-estar (focados em qualidade do sono, controle hormonal, longevidade etc).

O pequeno spa antigo, à beira-mar, tornou-se um luxuoso spa La Mer e a propriedade ganhou um enorme Wellness Center em meio à mata com quase 1.500m2 de área total (incluindo salas para terapias, sala de tatame, espaços para meditação, um adorável espaço para workshops de alquimia e três banheiras de imersão ao ar livre).

A nova piscina comum, debruçada sobre o mar, com borda infinita, tornou-se um dos espaços favoritos dos hóspedes em todo o hotel. A propriedade oferece três restaurantes, dois spas, quadras de tênis e beach tennis, piscina, academia, serviço de praia, heliponto. E existe ainda uma pequena e charmosa praia na propriedade, com diversas possibilidades de atividades náuticas.

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A gastronomia, que sempre foi um dos principais destaques do antigo Ponta dos Ganchos, também teve um belo upgrade como Awasi, com menus ainda mais delicados, saborosos e surpreendentes sob o comando da chef Dani Damasceno – com ingredientes regionais e a tradição gastronômica do litoral catarinense, incluindo a própria tradição pesqueira local, criando relações muito mais concretas com a comunidade.

A horta do hotel ficou ainda maior e já produz muita coisa utilizada pela cozinha e pelo bar. A experiência, impecavelmente à la carte do café da manhã ao jantar, é sempre deliciosa, seja nos três diferentes espaços gastronômicos do hotel ou nas experiências privadas durante os passeios.

O novo espaço das Bateras, com vista panorâmica para o mar, ficou o endereço perfeito para sossegados e longos desjejuns e almoços. E as refeições ainda são abertas sempre com um criativo mini mocktail (durante o dia) ou mini cocktail (à noite), como um amuse bouche da equipe de bartenders.

Aliás, a partir deste mês, o café da manhã do Awasi Santa Catarina, por demanda popular, volta a ser servido durante todo o dia, sem hora marcada – o que sempre foi um dos features mais elogiados do então Ponta dos Ganchos.

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Mas o melhor de tudo é que agora, como AWASI, o hotel aderiu aos programas de exploração personalizada em Governador Celso Ramos e arredores. Cada villa tem um guia particular e um veículo 4×4 dedicados; e atividades como trilhas, mergulho, snorkeling, passeios de barco e visitas culturais também estão incluídos, diariamente.

Essas deliciosas experiências personalizadas pela região são sempre discutidas e desenhadas de acordo com os interesses e o ritmo de cada hóspede. Os passeios estão sempre incluídos na diária fully hosted, mas é altamente recomendável também deixar bons períodos livres para aproveitar as instalações do hotel.

Agora, se o clima da região não ajudar, não se preocupe: algumas atividades até funcionam mesmo sob chuva e, se alguns dos seus passeios forem cancelados (como aconteceu comigo), você seguramente não achará ruim incluir mais algumas massagens cortesia na sua programação, não é mesmo?

Importante: a propriedade aceita hóspedes a partir de 14 anos.

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Kabru Beach Bahia

A Bahia low profile do Kabru Beach

É só ouvir ou ler a palavra “Bahia” que eu me sinto mais calma – e sei que muitos dos meus amigos também são assim. O nome do estado já dá aquela ideia gostosa de tranquilidade, brisa no rosto, luminosidade… E a Bahia low profile do KABRU Beach, hotel boutique na Península do Maraú, é uma das mais perfeitas traduções desta sensação.

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Ocupando uma propriedade bem tranquila, quase remotamente posicionada entre uma enseada do Oceano Atlântico e manguezais, beira-mar sem ser pé-na-areia, o KABRU Beach, exclusivo para adultos, dá aquela vibe boa, intimista e sem frescura de estar na casa de amigos.

Com ambientes mais minimalistas, construídos majoritariamente com material de demolição e peças de designers e artistas brasileiros, oferece apenas seis suítes. Cinco delas estão bem próximas entre si, no piso inferior, e a maior dela ocupa sozinha o piso superior.

foto: Mari Campos

O hotel ocupa uma casa extremamente bem ventilada, com os ambientes tão abertos quanto sua enorme (e linda) porta de entrada – que não vi fechada uma única vez durante toda a minha estadia, de tão tranquila que é a região.

Seus arredores são tomados de bancos de areia dourada, rios sinuosos e ilhotas quase desertas, perfeitos para longos passeios de barco e caiaque. E baunilha, muita baunilha.

Apesar de não ser uma propriedade pé-na-areia, dá para ir do KABRU Beach em bicicleta (ou em 5 minutos de barco) à vizinha, linda e super sossegada praia do Campinho. Ou, mais prático ainda, você pode simplesmente usar uma das escadinhas de madeira dos decks do próprio hotel para entrar diretamente no mar.

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Kabru Beach Bahia
foto: Mari Campos

Com uma deliciosa sensação de isolamento (no máximo uma dúzia de hóspedes e quase ninguém nos arredores), o serviço personalizado e extremamente atencioso é um dos maiores destaques do KABRU Beach – assim como a gastronomia realmente espetacular que o hotel oferece atualmente.

O aeroporto mais próximos é o de Ilhéus, que recebe voos de outras cidades brasileiras. É possível voar também do Aeroporto Internacional de Salvador e de lá seguir em helicóptero ou bimotor diretamente à península – já fiz esse trajeto em viagens anteriores e funciona muito bem.

O trajeto por terra, que eu utilizei na ida e na volta desta viagem especificamente, leva cerca de 3h; você pode reservar o transfer diretamente com o hotel ou ir em seu próprio carro alugado. No entanto, se preferir dirigir você mesmo até lá, há trechos de terra na rota e um veículo 4×4 é altamente recomendável.

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Kabru Beach Bahia
foto: Mari Campos

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Kabru Beach: ode à brasilidade e à Bahia

Apesar de serem apenas seis acomodações no KABRU Beach, há quatro categorias diferentes que mudam bastante o tamanho e a configuração delas. A única com mais privacidade (já que as portas das acomodações do piso inferior não vedam ao fechar) é a suíte master, que ocupa sozinha o mezanino superior, com área de estar e um grande terraço externo.

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No entanto, a categoria que achei mais interessante foram as pool suites: duas acomodações vizinhas que têm acesso direto (e compartilhado) a um deck aberto que dá direto para a piscina. Têm as camas posicionadas para o mar e bom espaço tanto no quarto e no banheiro quanto também no módulo vazado que funciona como arara para pendurar e guardar seus pertences.

Todas as acomodações do KABRU Beach têm ótimas camas com dossel, ar-condicionado, frigobar, enxoval Trussardi, amenidades de banho orgânicas de marca própria, e água filtrada cortesia. Importante saber: algumas das acomodações não têm blackout (recomendo levar máscara de dormir). Há também charmosas bolsas de praia do Studio Bergamin personalizadas e grandes chapéus de palha.

Exceto pela suíte master, no andar superior, as outras acomodações todas “rodeiam” a área social do KABRU Beach, composta de living, lounge, restaurante, deck com deliciosa piscina em L (disponível 24h) e amplos jardins muito verdes em toda a extensão do terreno que leva até o mar.

Há WiFi na propriedade toda e, quase escondido em meio ao verde, com bastante privacidade, há ainda um quiosque de massagem com ventilação natural.

O décor inclui móveis desenhados pelos proprietários, a greco-alemã Daniela Karagi e o suíço Patrick Armbruster, ou pelo arquiteto brasileiro Carlos Motta. O Brasil, aliás, está deliciosamente presente em cada canto, das madeiras de demolição usadas nas portas e em parte do mobiliário, às cerâmicas, obras de arte e elementos naturais que dão vida aos ambientes.

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Daniela, aliás, é parte importante da alma do hotel: ela está ali todo dia, garantindo a beleza dos arranjos de flores, o capricho das mesas (que recebem, aliás, delicados e super providenciais leques individuais à hora do almoço – uma ideia que bem que podia virar regra em propriedades à beira-mar) e supervisionando todos os passos do adorável staff para que os hóspedes estejam sempre satisfeitos.

O serviço do KABRU Beach é excelente: informal mas extremamente cálido, personalizado, delicado e eficiente, da simplesmente adorável equipe de hostesses (que também se desdobram no serviço das mesas do restaurante) ao pessoal da cozinha.

Não há academia no local, mas o hotel cede colchonetes e pesinhos para quem quiser se exercitar no próprio quarto. Há também bicicletas para aluguel, serviço de canoa (pago) para levar até a praia vizinha e equipamentos para práticas como stand-up paddle e snorkeling.

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Kabru Beach Bahia
foto: Mari Campos

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Alta gastronomia à beira-mar

Comer (muito) bem é uma das maiores certezas que qualquer hóspede do KABRU Beach pode ter ao efetuar sua reserva. Fazia tempo que eu não encontrava uma gastronomia tão caprichada e consistente em uma propriedade do litoral brasileiro.

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Não se deixe enganar pela atmosfera tão relax do pequeno restaurante anexo ao deck da piscina: o talento culinário da cozinha do KABRU Beach é de primeira linha. Ali, o chef Lucas Silva, o sous-chef Marck Halil e equipe garantem pratos leves e deliciosos do café da manhã ao jantar.

As mesas são meticulosamente decoradas por Daniela, incluindo cerâmicas exclusivas. O menu muda, já que a inspiração diária é buscada nos produtos frescos da estação, o mais locais possível. Peixes e frutos do mar pescados são geralmente pescados na manhã do dia no qual são servidos.

O café da manhã é um acontecimento, vá com tempo. Com serviço sempre à la carte, cada mesa recebe uma bela tábua de madeira com pães, bolos e doces, prato de frutas picadas, tábua de frios. Há ótimos cafés e distintos sucos diariamente. E, além disso tudo, há uma menu, também incluído, de diversos pratos quentes doces e salgados.

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Além do café da manhã, as diárias também incluem um pequeno café da tarde com docinhos, que leva ainda espumante aos sábados. Almoço e jantar têm menus próprios e são cobrados à la carte.

O hotel tem seu próprio meliponário, com abelhas sem ferrão produzindo ótimos meles. Mas é preciso dar um grande “viva!” para o trabalho que Lucas e o KABRU estão fazendo com as baunilhas da região. Fruto de uma orquídea trepadeira, a vanilla planifolia, ou baunilha bourdon, nasce de suas flores polinizadas e é impressionantemente abundante na região.

Só que o processo de produção da baunilha é muito delicado: sua flor só abre por apenas duas ou três horas por dia, e geralmente morre entre 24 e 48h. Se as flores não forem polinizadas pelos insetos, as favas da baunilha não brotam.

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Lucas e sua equipe estão atuando diretamente para garantir o sucesso desse processo, fazendo eles mesmos a polinização manual quando a natural eventualmente não acontece. Como resultado, há fartura de baunilha na cozinha do KABRU, para felicidade de seus hóspedes.

Mas a boa mesa ali vai muito além disso e todo o seu potencial é melhor percebido na experiência Chef’s Table, disponível no jantar, inclusive para não hóspedes (R$1.200 reais a experiência completa por casal).

O jantar, com diversos passos, servido sob as estrelas ou no balcão do bar do restaurante, de olho na cozinha em ação, é um show de delicadeza e beleza (cada passo é uma pequena obra de arte comestível), entre texturas e sabores tipicamente brasileiros, da saúva ao dendê – e com direito a muita baunilha local, é claro. Irretocável.

O KABRU Beach fica frente ao mar na Península do Maraú, Bahia, entre as praias de Campinho e Barra Grande. Vale saber, no entanto, que o rio separa do hotel de Barra Grande, o principal destino turístico da península – distante cerca de 15 minutos de barco ou mais ou menos 30 minutos de carro.

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Caiman Pantanal

Review: Casa Caiman, Pantanal

Acordar cedinho, sair com o dia ainda escuro, e passar a manhã procurando onças e outras espécies pantaneiras, entre paisagens exuberantes. Isso é parte da rotina diária de quem se hospeda na Casa Caiman, a propriedade que deu origem ao complexo da Caiman Pantanal, hoje um exemplo internacional de turismo sustentável.

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Localizada no município matogrossense de Miranda (a 237 km a oeste de Campo Grande) e fundada por Roberto Klabin em idos de 1985, a fazenda Caiman abrange hoje 52.400 hectares, incluindo áreas de pastagem, uma reserva legal de 10.621 hectares, uma RPPN e o IMARK (Instituto Maria Angela e Roberto Klabin, criado em 2024).

Caiman Pantanal
foto: Mari Campos

É em meio a tudo isso, e servindo de base também para projetos ambientais primorosos como o Onçafari (que completa 15 anos neste mês de agosto), que a Caiman Pantanal (membro da BLTA e Xodós do Brasil) trabalha pela conservação ambiental e cultural através do turismo.

A propriedade acaba de inaugurar sua primeira unidade voltada ao turismo de luxo, a Villa Cordilheira, uma elegante villa totalmente suspensa sobre palafitas, com sete suítes e muito conforto, que deve ser reservada por inteiro – e oferece todos os serviços feitos de forma privativa.

Tem ainda a Villa Baiazinha, que também deve ser reservada por inteiro, mas passa a maior parte do ano “bookada” por operadores internacionais de turismo ecológico e observação de vida selvagem.

Mas é justamente na Casa Caiman – que já foi um dia casa do próprio Klabin – que a maioria dos hóspedes, sejam brasileiros ou estrangeiros, conhecem o jeito Caiman de receber, bem no coração do Pantanal. Foi ali, no complexo com hoje 18 acomodações espalhadas em duas sedes localizadas em meio a muito verde, que a propriedade começou o exercício de sua vocação para a hospitalidade.

Em comum, todos esses três modelos de hospedagem turística incluem nas diárias pensão completa e safáris compartilhados – além da possibilidade de também fazer outras atividades na região, como canoagem, caminhadas, focagem noturna e cavalgadas, algumas delas mediante pagamento de taxa extra.

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Caiman Pantanal
foto: Mari Campos

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Como é se hospedar na Casa Caiman

No total, são 18 acomodações espalhadas pelos dois sobrados que compõem a Casa Caiman. Entre elas, há uma grande piscina com espreguiçadeiras, além de redes, academia, sauna, lounges internos e externos, livings, restaurante, bar.

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As acomodações da Casa Caiman estão divididas em três categorias, mas todas com bastante espaço, ar-condicionado e banheiro privativo. A Suíte Master é a maior de todas elas e conta também com espaçoso living, walk-in closet e um belo terraço privativo. Senti falta apenas de mais amenidades de higiene (há apenas sabonete, hidratante, shampoo e condicionador) e de outras amenidades em geral, como chinelinhos de quarto.

A hospedagem na Casa Caiman inclui sempre pensão completa, com todas as refeições servidas invariavelmente em sistema buffet – mesmo quando feitas fora da casa. Aliás, mesmo na nova villa Cordilheira, mais luxuosa e com mais inclusões nas diárias, as refeições também são todas sempre buffet. Água e suco durante a refeição estão incluídos, assim como café e chá.

Há também um pequeno serviço de café da tarde antes das atividades vespertinas, e as duas casas têm também um lounge onde há permanentemente café espresso, água e chá para os hóspedes se servirem livremente, como cortesia.

Não há recepção 24h – mas um membro do staff fica de plantão durante a noite e pode ser acionado por telefone ou whatsapp (seja para emergências ou simplesmente para retirar da acomodação alguma pererequinha ou inseto maior que esteja incomodando).

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Geralmente, são oferecidos na Casa Caiman, como parte das inclusões, dois safáris diários, sempre guiados por uma dupla de guias (os meus, Renato e Tiago, foram excelentes) que conhecem a região como a palma de suas mãos, com pelo menos um deles falando também inglês.

Prepare-se para ver uma profusão de aves das mais variadas espécies e tamanhos, muitos répteis, grandes insetos e também grandes mamíferos como capivaras, os belíssimos cervos-do-pantanal, as furtivas antas, tamanduás e, claro, com sorte, onças pintadas (consegui ver 9 indivíduos, entre adultos e filhotes, ao longo dos meus dias por ali).

Alguns dos safáris podem ser eventualmente substituídos, a pedido dos hóspedes e dependendo da época do ano e das condições climáticas, por outras atividades, como safáris à pé ou canoagem.

As estadias também incluem a possibilidade de participar, dependendo dos dias da semana, do Café da Manhã Pantaneiro, do jantar sob as estrelas e de uma noite do churrasco, todas realizadas fora da Casa. E ainda um sundowner durante um dos safáris vespertinos.

Programas exclusivos de rastreamento de onças-pintadas com o time do Onçafari, passeios com a equipe do AraraAzul ou passeios a cavalo pelo Pantanal, por exemplo, também podem ser reservados – mas têm custo adicional.

As estadias costumam ter períodos mínimos pré-determinados de 3 ou 4 noites, especialmente na alta temporada
(junho a setembro), com os hóspedes chegando às quintas-feiras ou domingos.

Importante: leve repelente contra insetos, em qualquer época do ano – você definitivamente vai precisar.

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Caiman Pantanal
foto: Mari Campos

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O que vale saber antes de viajar

A Caiman chegou a ter 82% de sua área queimada por incêndios florestais num passado bem recente. Por isso mesmo, hoje trabalha pesado com prevenção a incêndios, incluindo a criação e treinamentos contínuos de suas próprias brigadas de combate ao fogo, monitoramento constante do território via satélites e criação de uma extensa rede de poços.

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É também a primeira propriedade do Brasil a fazer queima prescrita, criou refúgios de fauna e dispersou bombas de sementes para garantir o plantio/replantio de diversas mudas de arvores nativas. Algumas marcas dos incêndios ainda são visíveis, já que a terra pode levar muitos anos para se recuperar; mas a maior parte da Caiman Pantanal estava lindamente verdejante em meados deste ano.

A propriedade é também parte da The Long Run e conta com certificação LIFE de Negócios e Biodiversidade. Ao longo do ano, trabalhar ativamente também com comunidades indígenas e ribeirinhas da região, inclusive auxiliando nos cuidados locais com saúde, educação e lazer – além de suas muito bem sucedidas parcerias in loco com Onçafari (que ajuda imensamente na prática turística cotidiana da propriedade, rastreando onças pintadas), Instituto Arara Azul, Projeto Papagaio Verdadeiro, Tapirapé, Instituto Tamanduá e Sauá. 

Mas o turismo de conservação não é a única atividade da Caiman Pantanal, que trabalha paralelamente com criação tradicional de gado – mostrando que no Brasil é possível, sim, que esse tipo de atividade coexista em harmonia com a preservação e o aumento da população de onças pintadas na região.

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Para chegar:

É possível chegar à Caiman pelo aeroporto de Bonito (MS), distante cerca de 2h30 de estrada, ou Campo Grande, a cerca de 4h de carro. Também é possível pousar diretamente na propriedade com aeronaves turboélice privadas.

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Private Expedition Latitudes Ártico

Private Expedition Latitudes: hospitalidade à toda prova

Em julho último, tive a oportunidade de participar pela primeira vez de uma das expedições privativas da Latitudes – Viagens de Conhecimento, empresa que conheço e acompanho há muitos anos. E agora posso afirmar categoricamente: as Private Expeditions Latitudes são mesmo um dos exemplos mais sofisticados e bem executados da hospitalidade brasileira.

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Embarquei na Private Cruise Expedition Latitudes Ártico 2026, destinada a explorar majoritariamente a ilha norueguesa de Svalbard, atualmente o grande “filé” da visitação turística região polar norte.

Começamos e terminamos nosso itinerário em Oslo, tomamos voo privado a Longyearbyen (capital de Svalbard e o aeroporto mais setentrional do mundo), de onde partimos em um navio (o Sylvia Earle, da Aurora Expeditions) totalmente privatizado para o nosso exclusivo grupo de 89 viajantes – e cheio de upgrades.

Private Expedition Latitudes Ártico
foto: Mari Campos

As expedições privativas nunca fizeram tanto sucesso quanto hoje no mundo. Cada vez mais viagens estão dispostos a investir altas somas para embarcar em itinerários exclusivos, descomplicados, milimetricamente planejados, e com inclusões suficientes para minimizar atritos e garantir experiências inesquecíveis.

Porque, afinal, o que distingue as melhores operações não é mais simplesmente a possibilidade de abrir portas fechadas, mas a capacidade de oferecer realmente contexto para aquilo que existe atrás delas. E é nesse cenário que as Private Expeditions Latitudes ocupam uma posição particularmente interessante no mercado brasileiro.

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Private Expedition Latitudes Ártico
foto: Mari Campos

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O sucesso da Expedição Privativa pelo Ártico

O slogan da Latitudes – “viagens de conhecimento”- até poderia soar marketeiro se não fosse algo que orientasse, de fato, toda a estrutura das viagens que realizam. Sejam as expedições privadas, os grupos regulares ou mesmo as viagens privativas que organizam durante o ano todo, o que eles fazem majoritariamente é, ao invés de construir roteiros cujo objetivo seja unicamente visitar e “consumir” lugares, partem de temas e questionamentos.

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Cada roteiro, ali, nasce em torno de um fio condutor, e não apenas de um ponto no mapa, deixando claro que o destino é apenas uma das muitas camadas da viagem. Como, por exemplo, “a natureza do tempo”, tema que norteou toda nossa viagem pelo Ártico.

Fomos acompanhados, todo o tempo, por uma enorme equipe Latitudes a bordo, um grande time especializado em expedições pelo ártico e também especialistas de distintas áreas, como a bióloga Ema Kuhn, a pensadora Monja Cohen, a psicanalista Danit Pondé e o filósofo Luiz Felipe Pondé.

E, além de passear por Oslo e Longyearbyen, fizemos um espetacular cruzeiro entre placas de gelo, magníficos paredões de gelo, imensos glaciares, cachoeiras, ursos polares, focas, baleias, raposas, belugas, renas e uma infinidade de pássaros.

Voltei para casa ainda mais encantada, pela empresa e pelo destino. Jamais esquecerei o vento cortante no rosto nas muitas horas voluntariamente passadas no deck externo, o urso polar preguiçosamente se espreguiçando e roçando as costas na tundra, o som do navio rompendo o mar congelado, ou do meu próprio caminhar sobre uma enorme placa de gelo, justamente em um dos poucos momentos ensolarados que tivemos por lá.

Mas a viagem começou muito antes disso, é claro. Recebemos em nossas casas lindos kits pré-viagem (incluindo de mochilas herméticas a nécessaires, de livros a objetos de higiene) e também fomos presenteados com gorro e jaqueta polar ao embarcarmos no navio.

Private Expedition Latitudes Ártico
foto: Mari Campos

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Hotéis, navio, transfers, guias, tudo foi escolhido a dedo pela Latitudes após diversas visitas técnicas e reuniões. Os menus do cruzeiro foram todos ajustados às preferências e necessidades dos hóspedes, assim como a lista de bebidas disponíveis no bar aberto.

Horários e duração de passeios foram ajustados e também paramos tudo para ver o Brasil jogar (mal) contra a Noruega na Copa, acompanhados por noruegueses divertidíssimos da tripulação e muita pipoca, pão de queijo e brigadeiros, com insumos levados do Brasil pela equipe, e preparados especialmente para a ocasião .

A participação dos especialistas no roteiro teve um formato bem pensado, em que essas intervenções simplesmente complementaram tudo que víamos e vivíamos in loco, sem “pesar” na programação de nenhuma maneira. No navio, as eventuais palestras que aconteciam a bordo entre um desembarque e outro podiam ser acompanhadas no lounge-auditório, mas também, transmitidas pelo sistema de televisão da embarcação, no conforto de cada cabine. O conhecimento simplesmente acompanhou a paisagem arrebatadora do Ártico, sem nunca competir com ela.

Ouso dizer, inclusive, que os maiores aprendizados que trouxe dessa viagem vieram de “micro aulas” acidentais e espontâneas, como as dadas pela bióloga Ema Kuhn ao responder nossos questionamentos no deck externo enquanto observávamos placas de gelo e vida selvagem, ou quando outros membros do time de expedição falaram sobre geografia, história e ciência nos próprios botes zodiac, enquanto testemunhávamos momentos incríveis de desprendimentos de glaciares, paredões rochosos de um bilhão de anos ou interações animais.

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Private Expedition Latitudes Ártico
foto: Mari Campos

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Equipe afinada, hóspede feliz

Ao longo da viagem, a equipe Latitudes, tanto em terra, no Brasil, quanto a que nos acompanhava diariamente a bordo, no navio, mostrou que leva a sério o conceito de hospitalidade como acolhimento – eu que o diga, acolhida com esmero e eficiência, mesmo na madrugada, quando enfrentei problemas com meu voo a Oslo.

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Acolheram as necessidades (e muitos dos desejos também…) de hóspedes com mais restrições físicas, a curiosidade natural das crianças, as limitações daqueles que tinham barreiras com outros idiomas ou restrições alimentares. Construíram uma estrutura complexa para que cada viajante, do mais travado ao mais flexível, do mais jovem ao mais idoso, do mais iniciante ao mais experiente, tivesse sempre a impressão de que tudo fluía tão bem naturalmente.

Enquanto muitas empresas desenham roteiros a partir da simples disponibilidade de hotéis e atrações, as Private Expeditions Latitudes funcionam como uma grande produção, começando muito, mas muuuuito antes do embarque de passageiros.

Da definição do tema da viagem à escolha dos especialistas (historiadores, filósofos, geógrafos, jornalistas, psicanalistas, escritores etc) que palestrarão durante o roteiro, da seleção dos melhores meios de transporte aos “expedition leaders” mais adequados para aquele grupo, das visitas técnicas aos ajustes dos ritmos com que cada destino será apresentado, nada é pensado isoladamente.

A engenharia logística necessária para que tudo funcione perfeitamente em uma expedição deste tipo é gigantesca, até porque esse modelo de viagem realmente precisa deixar pouco espaço para improvisações. Mas, mesmo as mudanças repentinas de planos em função das condições climáticas de um destino tão remoto, foram ali tiradas de letra, e de maneira invisível ao viajante. Para mim, é justamente essa tal “invisibilidade” um dos mais sofisticados aspectos da hospitalidade contemporânea.

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Assim, a nossa viagem física à região polar, entre montanhas, geleiras e ursos polares, avançou sempre harmoniosamente junto à parte menos visível da jornada, feita também de referências diversas em história, geografia, biologia, filosofia, literatura e ciência em geral.

Nas Private Expeditions Latitudes tudo está incluído (transfers, hospedagem, passeios, bebidas, refeições e, mais importante ainda, um impressionante acompanhamento médico). Além, é claro, do precioso acompanhamento permanente de uma equipe que realmente é pau para toda obra, atendendo de maneira imediata, em português, qualquer solicitação.

Mas a personalização exacerbada da viagem não está apenas no itinerário, mas também na forma de nos fazer compreender o destino visitado, nas ferramentas que recebemos para voltar para casa com um repertório ampliado sobre o mundo que vai muito além das belas fotografias que tiramos. Como viajantes, precisamos apenas nos concentrar naquilo que mais nos importa: viver a experiência.

No constante desafio do turismo de luxo internacional para oferecer experiências realmente inéditas e memoráveis a um público cada vez mais experiente, esse tipo de viagem é, sem dúvidas, uma das respostas mais consistentes da atualidade.

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Pousada Haya Milagres

Review: Pousada Haya, Milagres

De manhã cedinho, o silêncio só é rompido pelo quebrar das ondas na praia. Com mais atenção, o farfalhar das árvores sob o vento. E, felizmente, ao longo do dia a atmosfera não muda muito na charmosa Pousada Haya, em Milagres.

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A primeira investida em hospitalidade na região pelos mesmos proprietários do quase vizinho Mahré Hotel gira em torno da ideia de refúgio tropical contemporâneo: arquitetura orgânica, meio rústica, imersa na natureza local.

Pousada Haya Milagres
foto: Mari Campos

A Pousada Haya (diga “raia”) ocupa um dos pedaços mais bonitos da Praia do Riacho, em São Miguel dos Milagres, Alagoas, na Rota Ecológica. Rodeada por mar cristalino, larga faixa de areia sujeita às marés, coqueirais e mangue, faz uso inteligente de muita madeira, cimento queimado e fibras naturais entre a vegetação abundante do terreno.

Pé-na-areia, tem na praia logo em frente beleza de sobra – ainda que não seja excelente para banho em toda sua extensão. Mas é perfeita, sempre, para caminhar longamente pela manhã ou sair em adoráveis passeios de jangada. Mais importante ainda: tem um delicioso jeitinho de “deserta” mesmo na alta temporada.

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Pousada Haya Milagres
foto: Mari Campos

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Como é se hospedar na Pousada Haya

Espaço na Pousada Haya não falta: a propriedade é bastante grande, garantindo acomodações mais espalhadas – ainda que sejam apenas 26 bangalôs distribuídos horizontalmente. Há distintas categorias, a maioria com jardim e terraço. Algumas contam também com piscina privativa ou hidromassagem.

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Internamente, os quartos são decorados com bastante simplicidade e rusticidade. Destaque para os espelhos feitos com materiais naturais nas cabeceiras. Cama e enxoval são ótimos e as amenidades de banho são Trousseau.

Fazem falta armários de verdade – principalmente levando em consideração que muitas mulheres levam (como eu) longos vestidos veranescos para o litoral e não há espaço para eles. Existe apenas um móvel bastante simples, tipo arara curta, em madeira, e cápsulas de café e água ainda são cobradas nas acomodações.

Interligando recepção, acomodações, restaurante e demais áreas da pousada, os amplos jardins são uma delícia – e permeados por belas instalações de arte locais aqui e ali. A sensação de silêncio e desaceleração é constante e há sempre cordialidade do staff no serviço, mesmo quando demorado.

O delicioso restaurante Banami é o ponto mais alto da pousada, com delicioso menu desenvolvido pelo chef Wanderson Medeiros, fazendo excelente uso de ingredientes regionais com pegada mais contemporânea.

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Há peixes e frutos do mar muito frescos no almoço e no jantar, deliciosos petiscos e um excelente café da manhã, com charmoso serviço à la carte repleto de delícias feitas na hora. Meu conselho: vá com tempo para aproveitar ao máximo a deliciosa refeição no restaurante todo aberto, cheio de vegetação tropical, com vista para o mar.

A piscina comum da Pousada Haya se torna seu “coração” durante o dia. Voltada para o mar e cercada por coqueiros, tem gostosas espreguiçadeiras baixas e boa sombra em alguns períodos do dia para quem quer apenas ler um bom livro e descansar. Há um bar anexo bem descontraído servindo drinques e petiscos ao longo do dia.  

Não há academia na pousada, mas há playground para as crianças e empréstimo de bicicletas para explorar a região. Também é possível agendar ali mesmo massagens (realizadas dentro da própria acomodação) e passeios pelos arredores.

Não se trata de uma propriedade de luxo; mas é, sem dúvidas, um cantinho pra lá de aconchegante em um dos pedaços mais bonitos do litoral brasileiro. Ali, espaço, silêncio e natureza preservada são o verdadeiro luxo.

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