Rosewood São Paulo

Review: Rosewood São Paulo

Não é tarefa nada simples inovar na hotelaria de luxo paulistana. Mas o Rosewood São Paulo definitivamente conseguiu: criou um resort urbano que se orgulha dessa “urbanidade”. E, principalmente, que mostra ter orgulho também do próprio destino no qual decidiu se instalar.

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Grande “case” da hotelaria nacional recente, a primeira propriedade da marca Rosewood na América Latina é o típico hotel-destino: tem hóspede que sequer sai de seus limites físicos durante a estadia, numa conquista comum a várias outras propriedades da mesma bandeira.

Rosewood São Paulo
foto: Mari Campos

Com ambientes que o tempo todo fazem pequenas (e grandes) declarações de amor a São Paulo e ao Brasil, não por acaso, seus espaços sociais são diariamente frequentados por moradores da capital paulista e as reservas domésticas são tão numerosas quanto as internacionais.

Inaugurado em 2022 e tomado por certo estardalhaço nos anos seguintes, o Rosewood São Paulo está finalmente sob nova gerência, os maus tempos para a equipe do hotel parecem ter ficado definitivamente para trás. Ufa, ainda bem! E o hóspede percebe isso claramente na própria coreografia diária dos serviços, seja nos corredores, na piscina ou nos restaurantes.

Foi um prazer passar alguns dias em completa imersão no hotel no começo deste ano. E o resumo desta estadia você confere agora, nos próximos trechos deste texto.

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Rosewood São Paulo
foto: Mari Campos

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Ode à brasilidade

Parte do projeto de revitalização arquitetônica batizado de Cidade Matarazzo, na Bela Vista (que engloba também residências, centro cultural, capela, espaço de eventos, edifício empresarial e shopping center), o Rosewood São Paulo ocupa dois edifícios do complexo.

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Um deles é novinho, torre projetada por Jean Nouvel; o outro é antigo, dos anos 1940, e foi completamente restaurado – embora diversos sinais de que funcionava como maternidade originalmente sigam visíveis.

Os dois edifícios estão imersos em um cenário de belos jardins horizontais e verticais de vegetação tropical muito exuberante, tomados majoritariamente por espécies nativas da Mata Atlântica.

Muitas delas, aliás, estão estampadas também nos elevadores em adoráveis e divertidos desenhos, agrupados por “finalidade” (há um ilustrado apenas com itens alucinógenos). 

O design interior de Philippe Starck não é em nada extravagante como em diversas propriedades que elevaram sua fama na hotelaria internacional. Pelo contrário: é extremamente elegante e acolhedor. E muito, muito brasileiro.

Inclui, além de peças icônicas do design nacional compradas ou garimpadas por aí (móveis, objetos, tecidos, tapetes, papéis de parede etc), outras feitas sob medida, especialmente para o hotel. Tem ainda 30 tipos de mármore diferentes na propriedade, distintas variedades de madeira e obras de 57 artistas brasileiros espalhados por literalmente todos os ambientes – tudo orgulhosamente made in Brazil.

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Rosewood São Paulo
foto: Mari Campos

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Como é se hospedar no Rosewood São Paulo

O Rosewood São Paulo tem acomodações em suas duas torres e com várias categorias diferentes. São 180 unidades no total, todas com discretos tons de madeira e estampas coloridas ou toques de cores vibrantes em objetos ou tecidos – além de livros, gravuras, fotos e até um violão na parede.

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Mesmo a categoria de entrada tem cama king-size, enxoval Trousseau, bastante espaço e vista para o verde. Os grandes banheiros em mármore branco e preto são ponto altíssimo, todos com rain shower, vasos sanitários TOTO e belo set de amenidades Votary.

No turndown, um detalhe muito querido: colocam sobre a cama um livro aberto em uma poesia ou música brasileira.

Há também café e água cortesia, confortáveis pantufas de quarto e belos chinelos de plástico produzidos em parceria com a Melissa (esses últimos infelizmente cobrados à parte). A única parte desagradável nas acomodações fica por conta do excesso de produtos à venda na própria bancada do banheiro, desnecessário e poluindo demais o visual.

Nos ambientes públicos do Rosewood São Paulo, a playlist baixinha com MPB é discreta, nunca atrapalhe as conversas que se desdobram ao vivo. Até a entrada do hotel é diferente, com jeito meio de sala de estar (embora exista uma câmera bem em cima do honesty bar do lobby, que talvez não ande lidando com tanta honestidade assim…).

Há também (muita) literatura nacional forrando colunas e ganhando destaque sobre móveis. Até os tapetes feitos sob medida também homenageiam a nossa flora. E a oferta gastronômica é excelente.

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O charmoso Le Jardin é o coração do hotel, aberto o dia todo. Com um áreas interna e externa, serve um excelente café da manhã à la carte também. E se vale da iluminação para criar ambientações bem diferentes a cada refeição.

Nas laterais do Le Jardim, de um lado fica o delicioso Blaise, de sotaque francês, sob comando do chef Fernando Bouzan; do outro, o impecável Rabo di Galo, de coquetéis e serviço excelentes e ótima música ao vivo. Integrado às estruturas originais da Maternidade, fica o Taraz, do chef Felipe Bronze, inspirado na culinária sul-americana e à lenha.

A propriedade ainda tem o Emerald Garden Pool & Bar, que charmosamente contorna a linda piscina principal, servindo pratos leves e rápidos durante o dia; e o discreto Bela Vista Rooftop Pool & Bar, no topo da torre de Novel, com drinks e petiscos.

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A imperdível piscina principal, aliás, exclusiva para hóspedes, é ladeada não apenas por espreguiçadeiras como também por belíssimas cabanas que garantem serviço exclusivo e muita privacidade.

O Rosewood São Paulo oferece para o lazer duas piscinas externas, estúdio de ioga/pilates, excelente academia 24 horas e um belíssimo Asaya Spa by Guerlain (a Sala de Cristal é imperdível). Para os negócios, tem mais de 9.300 metros quadrados de espaço para reuniões e eventos.

Agora ficou mesmo muito, muito difícil, não se encantar por esse novo monumento à hospitalidade nacional.

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Silver Whisper Silversea

Cruise Review: Silver Whisper, Silversea

Não é simples manter a consistência do serviço em uma frota de navios com estilos e tamanhos hoje tão diversos entre si. E talvez esse seja um dos pontos mais notáveis da Silversea atualmente, como pude confirmar em mais uma viagem a bordo do Silver Whisper.

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Em fevereiro, viajei mais uma vez com a armadora (que se juntou ao grupo Royal Caribbean e, por isso mesmo, agora faz paridade de status para todos os programas de fidelidade do grupo em suas viagens) em um roteiro que tinha o Brasil como principal atração.

Ao longo de duas semanas, naveguei entre Buenos Aires e o Carnaval na cidade do Rio de Janeiro, com direito a um excelente show temático dentro do próprio navio na data.

Silver Whisper Silversea
foto: Mari Campos

Construído em 2001 e reformado pela última vez em 2024, o Silver Whisper é uma das embarcações mais antigas da Silversea mas conserva bem seu charme com ares old fashioned. Tem capacidade máxima para 392 passageiros (em ocupação dupla) e um contingente de 302 membros do staff sempre a bordo, criando uma excepcional proporção de quase 1 para 1 entre tripulantes e hóspedes.

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É claro que o tamanho bastante reduzido em relação aos novos navios da armadora (sobretudo em relação ao Silver Ray e ao Silver Nova, seus dois últimos lançamentos) traz menos espaços sociais e, sobretudo, menos opções gastronômicas. O décor também é inegavelmente mais cansado, mas nem por isso menos eficiente e acolhedor. E o mais importante: a qualidade dos serviços continua impecável.

Silver Whisper Silversea
foto: Mari Campos

Foi uma delícia retornar a uma das primeiras embarcações da Silversea que conheci, tendo a chance de vê-la reformada, justamente em um dos itinerários mais procurados (em geral) por brasileiros que embarcam em seu primeiro cruzeiro.

Confira a seguir como foi viajar a bordo do Silver Whisper, com escalas em Buenos Aires, Punta del Este, Camboriú, Paranaguá, Ilhabela, Ilha Grande, Búzios e Rio de Janeiro, ao longo de duas semanas do verão brasileiro – com excelentes pernoites no porto tanto em Buenos Aires quanto no Rio de Janeiro, em pleno Carnaval.

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Silver Whisper Silversea
foto: Mari Campos

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Como é viajar a bordo do Silver Whisper

Composto 100% por suítes, como toda a frota da Silversea, o Silver Whisper (“irmão gêmeo” do navio Silver Shadow) navega atualmente por destinos da América do Sul, Ásia, Polinésia Francesa e Mediterrâneo. Passou o último verão praticamente todo no cone sul das Américas.

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Seu tamanho reduzido agrada bastante os hóspedes mais fiéis da armadora, principalmente os de mais elevada faixa etária e que viajam com a Silversea desde o começo. Afinal, num navio menor há menos decks, menos percursos entre suítes e áreas comuns, e definitivamente maior entrosamento entre hóspedes.

Como em todos os itinerários da Silversea, a tripulação se esforça para aprender rapidamente nomes e/ou sobrenomes dos hóspedes, assim como preferências em drinks, cafés etc. E é um esforço genuíno do processo de treinamento contínuo da armadora, até porque ela opera sempre com política que desestimula fortemente a prática de gorjetas (que já estão sempre incluídas em todas as tarifas) a bordo.

E é adorável como essa “memória adquirida” para cada viagem perdura: tive o enorme prazer de reencontrar no Silver Whisper alguns tripulantes com os quais já tinha viajado antes, em outras embarcações da armadora, e que se lembraram rapidamente não apenas do meu nome como do meu coquetel favorito e de como gosto do meu café pela manhã. Um padrão de serviço e atenção aos detalhes consistente, realmente louvável.

Todos os cruzeiros nos navios da Silversea incluem em sua tarifa acomodações 100% suítes com serviço de mordomo, todas as refeições (com liberdade inclusive para frequentar mais de um restaurante por vez), room service, bar aberto 24h, minibar, todas as taxas e gorjetas, wifi e até caviar&champagne servidos a qualquer hora, durante todo o itinerário. Transfer cortesia para o centro das cidades também é oferecido sempre que o porto ficar afastado.

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Silver Whisper Silversea
foto: Mari Campos

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100% suítes e gastronomia de primeira

Todas as acomodações do Silver Whisper são suítes e a maioria possui varanda privativa mobiliada. Há bastante espaço disponível entre quarto, living, banheiros com ducha e banheira separada, pias duplas e excelentes walk-in closets, mesmo nas menores suítes.

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O minibar é reabastecido diariamente com as bebidas alcoólicas e não alcoólicas favoritas de cada hóspede e agora (felizmente!) há máquinas de café disponíveis em todas as acomodações.

As amenidades de higiene disponíveis em todas as suítes no dia de embarque são da as da linha própria da Silversea, mas é possível pedir a troca delas, a qualquer momento e como cortesia, pela linha da Bulgari, ainda a favorita dos hóspedes mais fiéis à armadora.

Apesar do tamanho reduzido, o Silver Whisper oferece quatro ótimos restaurantes diferentes: o The Restaurant (o principal restaurante do navio, com serviço sempre à la carte e aberto em todas as refeições, sem necessidade de reserva); o italiano La Terrazza (que oferece café da manhã e almoço em sistema buffet e jantar à la carte); o informal The Grill (ao ar livre, aberto para almoço e jantar); e o sofisticado francês La Dame (aberto exclusivamente para jantar e o único que cobra uma taxa de reserva de US$ 60 por pessoa).

Uma adição importantíssima na última reforma do navio foi o Atrium Bar & Café, no deck principal, que funciona mais ou menos como o adorado Arts Café das embarcações mais novas da Silversea.

Aberto todo o dia, serve os melhores cafés a bordo, frutas, sanduíches, snacks e uma caprichada pâtisserie o dia todo, além de drinks em geral. Com um acolhedor lounge e impecável serviço, é o grande ponto de encontro dos hóspedes a qualquer hora do dia – ou da noite.

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Há que se considerar também o excelente serviço de quarto do navio, com os mordomos servindo atenta e cuidadosamente as refeições solicitadas, passo a passo, 24h por dia. Não à toa, todo hóspede acaba fazendo pelo menos alguma de suas refeições na própria suíte.

Ah! Os excelentes bares a bordo também servem não apenas todos os clássicos como cada um deles (são quatro, no total, além do Atrium, já mencionado aqui) tem seu próprio menu de drinks signature. Para mim, os melhores coquetéis do Silver Whisper estão sempre no The Bar, no deck 5.

Ao longo da viagem, há também palestras, seminários, excelentes (e bem variadas) performances no teatro, demonstrações de culinária, degustações, piscina de água salgada (sempre com muitas espreguiçadeiras sempre disponíveis ao redor), lavanderias self-service espalhadas pelo navio, um pequeno e discreto cassino, espaço para bocha, golfe e uma excelente academia. Aliás, a Silversea oferece (sem custo extra) aulas de ioga, circuitos, Pilates e dança de salão. Apenas os serviços do spa são cobrados à parte.

Sempre uma excelente, impecável viagem, em qualquer destino.

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Kurotel

Kurotel chega a São Paulo com o Kur Wellness

O Kurotel – Centro Contemporâneo de Saúde e Bem-Estar, propriedade focada em prevenção, medicina integrativa e longevidade de Gramado, RS, acaba de abrir sua primeira filial: o Kur Wellness São Paulo, que representa um passo histórico para a instituição fundada há mais de quatro décadas pelo médico Luis Carlos Silveira.

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No começo deste 2026, tive o prazer de passar alguns dias no Kurotel para conhecer a fundo seu método, que agora passa a ser aplicado também no Kur Wellness São Paulo. Inaugurado em 1982, foi a primeira propriedade brasileira com foco em saúde e bem-estar, numa época em que termos como “turismo de bem-estar” nem existiam.

Hoje, a propriedade é administrada pela dra. Mariela de Oliveira Silveira, filha do dr. Luis, e ocupa impressionantes 10 mil m² de área construída rodeada de muito verde. A decisão de inaugurar uma segunda unidade na capital paulista foi estratégica e uma resposta à própria demanda de clientes, já que a cidade concentra uma parcela significativa de usuários do método. Dra. Mariela ficará à frente da equipe de São Paulo também.

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Kur Wellness São Paulo
Kur Wellness São Paulo. foto: divulgação

O Kur Wellness, que trabalhará sem a possibilidade de hospedagem no local, tem o mesmo foco em saúde e wellness da propriedade em Gramado, oferecendo sobretudo cuidados voltados à longevidade e qualidade de vida através de técnicas, terapias e tecnologias exclusivas do Kurotel

No entanto, muitos dos equipamentos que passam a ser utilizados em São Paulo foram desenvolvidos especialmente para o novo local, como uma banheira de microbolhas (para hiperoxigenação, estimulação da renovação celular, melhora da circulação e revitalização da pele) e a sauna de infravermelho (com ondas específicas de calor profundo para auxiliar na redução de dor muscular, no aumento da performance física, na desintoxicação metabólica e na melhora da qualidade do sono).

No Kur Wellness passam a ser oferecidas, a partir de agora, terapias avulsas, circuitos e também programas completos de 6 e 12 meses, com acompanhamento semanal ou quinzenal da equipe do Kur, como uma espécie de clube.

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Kurotel
foto: Mari Campos

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Como é se hospedar no KUROTEL

A minha hospedagem no Kurotel neste começo de 2026 mudou a minha relação com a prática de atividade física. A dra Mariela e sua equipe médica foram pioneiras em entender como reintroduzir a prática frequente e disciplinada de atividade física na vida de alguém que não tem rotina e está constantemente em viagem.

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Fica claro desde nossa chegada que ali cada estadia é 100% customizada, das consultas aos exercícios, das terapias às refeições. Todo hóspede pode passar, como parte do programa que escolher (anti-stress, longevidade, pós-cancer etc) por atendimentos de clínicos gerais, nutricionistas, psicólogos, fisioterapeutas.

Mas nada é obrigatório, nunca. Toda a programação personalizada é, na prática, 100% maleável, podendo ser facilmente adaptada às preferências de cada hóspede. A alimentação também é sugestiva; afinal, todo mundo ali é adulto e sabe de suas próprias necessidades e vontades na busca por qualidade de vida e longevidade.

Mas vale destaque: a gastronomia do Kurotel é realmente excelente, com refeições servidas sempre à la carte, em três passos, com apresentação perfeita, porções generosas e cheias de sabor. Peixes, carnes (exceto vermelha), risotos e até feijoada fazem parte do farto menu. E, para os amantes de café como eu, o café ali também é ótimo.

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As acomodações são muito espaçosas (fiquei na ala nova, mais contemporânea), com ótimo serviço de hotelaria dia e noite.  E há equipamentos médicos excelentes, novinhos, para garantir avaliações físicas bem precisas – recebi ali, aliás, a análise de composição física mais detalhada da minha vida.

E, ao contrário das experiências que tive em outras propriedades do nicho, no Brasil e no exterior, foi no Kurotel que, pela primeira vez, me deram orientações para ter uma vida mais saudável que são realmente plausíveis de execução dentro da minha agenda maluca de trabalho, viagens e fusos.

Os instrutores criaram inclusive um treino com exercícios de calistenia que, associados ao uso de elásticos/faixas, podem se ajustar fácil e regularmente aos meus horários e à minha impossibilidade de rotina – e essa prática está dando bem certo nas minhas viagens desde então, mesmo nos itinerários mais corridos.

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E mais importante ainda: a estadia no Kurotel é realmente prazerosa, do começo ao fim. Afinal, ao invés de encher a agenda do hóspede com cansativas palestras cheias de blablablá, eles apostam majoritariamente em atividades individuais personalizadas associadas a momentos de socialização (a grande aposta do wellness tourism em 2026), como as hilárias aulas de “dança” com o instrutor Rodrigo e as ótimas “noites musicais” no living.

Há ainda uma grande academia de ginástica, piscinas interna e externa (ambas climatizadas), spa com diversas salas para terapias e massagens e o Espaço das Águas, voltado para ótimos tratamentos termais.

Para o hóspede do Kurotel, que já passou por esse importante processo da hospedagem completa em Gramado, o novo Kur Wellness São Paulo pode também representar uma ótima maneira de testar novos produtos e serviços do método de maneira mais dinâmica.

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Cheval Blanc St Barth

Review: Cheval Blanc St Barth

Um belo hotel, com excelência em serviço e gastronomia caprichada, é receita de sucesso em qualquer lugar. Se esse hotel ainda estiver rodeado de paisagens belíssimas, localizado em um destino idílico, essa receita vira quase covardia com a concorrência. E é bem esse o caso do excepcional Cheval Blanc St Barth, localizado na mais francesa das ilhas caribenhas.

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Construído em meio a um cenário tipicamente caribenho – mar turquesa, vegetação exuberante – quase imaculado, o Cheval Blanc St Barth reina soberano na bela praia de Flamands, na ponta noroeste de St Barth, há doze anos.

No entanto, embora tenha sido inaugurado em 2014, não parou no tempo: além de seus edifícios originais, comprou, remodelou e incorporou também um resort vizinho durante uma grande reforma em 2019 – que, aliás, parece ter acabado de ser concluída de tão bem mantidos que estão os móveis e os ambientes.

Cheval Blanc St Barth
foto: Mari Campos

Em uma ilha tomada por dezenas de hotéis de alto padrão e mega villas de luxo em apenas 20 quilômetros quadrados de área, o Cheval Blanc St Barth se destaca – e muito – da dura concorrência por ali.

A começar pela discrição, que o tornou queridinho também de celebridades que buscam alguns dias de ócio e anonimato absoluto: apesar de estar a exatos sete minutos de carro do aeroporto e pouco mais que isso de outras praias ou das lojas e bares da capital Gustavia, é o único hotel de Plage des Flamands, rodeado apenas por algumas poucas casas, colinas verdejantes, areia clarinha e mar turquesa.

Melhor ainda: do hotel, são apenas cerca de 30 minutos de caminhada até a selvagem e divina Colombier, uma das mais bonitas praias de todo o Caribe, acessível apenas via trilha ou barco.

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Cheval Blanc St Barth
foto: Mari Campos

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Palácio tropical

O Cheval Blanc St Barth é o único hotel de todo o Caribe com a designação “palace“, criada pelo governo francês para homenagear as hospedagens mais excepcionais do país. Mas não poderia ser mais diferente das outras propriedades que compartilham da mesma distinção: de forma bastante intencional, combina como poucos a excelência de seus serviços com a informalidade, a tropicalidade e até uma certa simplicidade que um resort de praia pede.

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Os edifícios baixinhos e muito brancos, sempre rodeados de um verdejante e impecável paisagismo, garantem privacidade através de belas passarelas e escadarias de madeira que serpenteiam por entre os jardins criados pelo mesmo designer dos Jardins de Majorelle de Marrakech.

A mais elegante e sofisticada propriedade hoteleira de St Barth tem quartos, suítes, bangalôs e vilas – margeando a faixa de areia ou espalhados pela encosta tropical – ,elegantemente decorados com interiores projetados pelo francês Jacques Grange em paleta de cores de tons pastel magistralmente rompidos por almofadas com estampas caribenhas multicoloridas.

Cheval Blanc St Barth
foto: Mari Campos

Todas as acomodações incluem varandas ou terraços com vistas para o mar ou para os belos jardins do Cheval Blanc St Barth, algumas unidades possuem também piscina privativa também.

As deliciosas e enormes Beach Suites compõem a categoria mais popular dentre suas 61 acomodações: têm enormes portas de correr envidraçadas que se abrem para o terraço privativo com piscina com vista para o mar (perfeita também para assistir o sol se pôr sobre as colinas) e acesso direto à praia. com amplo living, área de trabalho, pequena área de refeições, closet espaçoso e imensos banheiros (com banheira e chuveiro).

Essa categoria de suítes também têm todos os itens não alcoólicos do minibar e a primeira bolsa de lavanderia como cortesia.

Além de 13 categorias distintas de acomodações, o Cheval Blanc St Barth tem ainda uma impressionante vila de cinco quartos distribuídos em dois andares.

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Cheval Blanc St Barth
foto: Mari Campos

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Como é se hospedar no Cheval Blanc St Barth

O Cheval Blanc St Barth é daqueles hotéis de serviço realmente excepcional, em que o staff sabe bem “ler” cada hóspede e antecipar gostos e desejos. Das camareiras aos mordomos e garçons, pequenos gestos e cortesias diariamente tornam a estadia melhor.

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Em um dos dias, o mordomo apareceu com dose dupla de mostarda de Dijon, minha preferida, no café da manhã: “Tive a impressão que você aprecia esse tipo de mostarda, então tomei a liberdade de trazer um pouquinho a mais”, me disse com um sorriso.

O serviço impecável do hotel se estende também à praia, onde há literalmente uma espreguiçadeira disponível para cada hóspede, o dia todo. Há também duas piscinas, uma pequena (mas cheia de mordomias) academia, bar, boutique, extensa coleção de arte contemporânea e Spa Guerlain.

O novo spa, aliás, conta com belos interiores projetados pela francesa Isabelle Stanislas e um novo menu de tratamentos corporais e faciais 100% Guerlain. Há uma gostosa área de espécie à sombra, ao ar livre, e a recepção funciona também como boutique Guerlain, com venda dos principais produtos da marca – inclusive uma fragrância desenvolvida especialmente para o hotel.

80 painéis solares para alimentar aquecedores de água termodinâmicos e uma impressionante unidade de dessalinização, também movida a energia solar, estão entre as iniciativas sustentáveis da propriedade.

São dois restaurantes zelando pela boa mesa: o praiano e informal La Cabane, onde você pode almoçar peixes locais e delícias caribenhas em um terraço de madeira frente ao mar ou com os pés literalmente na areia, e o sofisticado La Case, do chef Jean Imbert.

O delicioso café da manhã é servido com buffet e menu de pratos quentes à la carte no La Cabane mas também no conforto de sua acomodação, sem custos extras – o que recomendo muito.

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Cheval Blanc St Barth
foto: Mari Campos

Como boa propriedade francesa, tem também um chef pâtissier excepcional, que elabora não apenas os croissants e brioches do café da manhã como deliciosas sobremesas que mais parecem obras de arte.

E, como se não bastasse tudo isso, o Cheval Blanc St Barth é também campeão no quesito “mimar os hóspedes”: são mais de 70 amenidades diferentes, a depender da categoria da acomodação, entregues não apenas para tornar a estadia mais confortável como também esperando que os hóspedes as levem consigo para casa como lembrança da estadia – de máscaras capilares e velas perfumadas a elegantes bolsas de praia.

Parte do conglomerado de luxo LVMH, o grupo Cheval Blanc possui outras cinco propriedades hoteleiras na França, Seychelles e Maldivas.

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LATAM Airlines
foto: Mari Campos

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Como chegar

A rota mais comumente utilizada para chegar a St Barth é voar a Saint Maarten via Miami e, de lá, pegar uma pequena aeronave que em menos de 15 minutos chega à ilha francesa. Voei mais uma vez com a LATAM Airlines, que conta com uma ampla área de check in no Concourse J do aeroporto de Miami, fast track para passageiros voando em classe executiva Premium Business (ou com status Priority no LATAM Pass) e lounge exclusivo. 

Os assentos da Premium Business da LATAM, companhia aérea que mais conecta os brasileiros com o Brasil e o mundo (chegando a mais de 50 destinos nacionais e mais de 20 internacionais com voos diretos), são full flat, com sistema de entretenimento que inclui alguns lançamentos do cinema, amenity kit em nécessaires que homenageiam destinos sul-americanos e excelente menu.

De Saint Maarten a St Barth, são diversas as pequenas companhias que fazem o trajeto ao longo do dia; recomendo fortemente a Tradewinds, que também voa a partir de Antigua e Porto Rico para lá.

Para me manter 100% conectada durante toda a viagem, utilizei mais uma vez o chip internacional da O Meu Chip. Há sempre pelo menos 10% de desconto na compra de qualquer chip físico ou esim neste link com o cupom MARICAMPOS.

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Koloa Concept Hotel Piauí

Review: Koloa Concept Hotel, Piauí

São pouco mais de 60 quilômetros de litoral do Piauí – o menor dentre os estados brasileiros. Mas eis aí uma das regiões mais bonitas do Brasil, ainda que pouco conhecida pelos próprios brasileiros, e que ganhou o primeiro hotel voltado exclusivamente para o mercado de luxo na costa piauiense: o Koloa Concept Hotel.

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O hotel está localizado frente ao mar na pequena e pacata Cajueiro da Praia, um vilarejo de pescadores de praias semi desertas e águas morninhas ao lado de Barra Grande. Esse trecho é parte da Rota das Emoções, como é chamado o trajeto que se estende dos Lençóis Maranhenses até Jericoacoara, no Ceará.

Koloa Concept Hotel Piauí
Foto: Mari Campos

O destino de praias gostosas e ventos favoráveis à prática de esportes de vento como o kitesurf fica a cerca de cinco horas de estrada desde Teresina, ou duas e meia de estrada a partir do aeroporto de Jericoacoara.

A propriedade pé na areia oferece apenas 26 acomodações, todas elas com acesso direto às piscinas – seja sua própria piscina privativa ou uma bela piscina coletiva, construída em formato de L, de frente para o mar.

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Koloa Concept Hotel Piauí
foto: Mari Campos

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Como é se hospedar no Koloa Concept Hotel

O Koloa Concept Hotel é pequeno em área total e faz do vento da região seu maior aliado: a maior parte da propriedade é toda aberta, inclusive a recepção. As “quatro paredes” ficam restritas às acomodações e à pequena academia apenas, o que garante excelente ventilação e vista para o mar constante.

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O décor de cores claras e muita vegetação à vista ganha o casamento perfeito com muitas peças artesanais feitas à mão por artistas locais – de móveis a incríveis espelhos e luminárias da artesã Nêda Lopes, popularmente conhecida pelo nome de sua loja, Barraca da Nêda.

Koloa Concept Hotel Piauí
foto: Mari Campos

O projeto do hotel, com muito branco e o areia e repleto de palha e madeira, ficou todo a cargo de Marcelo Franco e Milena Holanda. As acomodações são espaçosas, com grandes TVs, bons banheiros e amenidades L’Occitane ou Bulgari, dependendo da categoria de quarto. As quatro mais luxuosas suítes ganham o melhor dos mundos: piscinas privativas com vista para o oceano.

A praia logo em frente, Morro Branco, é quase deserta, e vive ao sabor das marés. Vez ou outra passam jegues e kitesurfers, mas outros turistas à vista foi coisa rara durante toda minha estadia ali. Quando a maré seca, é possível caminhar tranquilamente até a ilhota quase diante do hotel. E o pôr do sol ali costuma ser lindo.

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Há um único restaurante, com vista para o mar e aberto para a piscina, e ali tudo é servido em sistema à la carte, do farto café da manhã ao jantar.  O extenso menu foca bastante nos frutos do mar.

Como passear é preciso, até para o jantar na vilinha de Barra Grande, com pé na areia, o Koloa facilita: o hotel tem um carro disponível para levar e trazer hóspedes, sem custos extras. Vale também fazer um passeio de barco em Cajueiro da Praia para tentar ver o peixe-boi e se arriscar em uma aula de kite surf.

Mas imperdível mesmo é o passeio de barco que sai do Koloa e vai da praia até o rio e os manguezais, terminando com a espetacular revoada dos guarás no amanhecer (sem ninguém mais à vista) ou no entardecer (com muitos kitesurfers no caminho e um pôr do sol avermelhado inesquecível!). O local é chamado de “mini-delta”, justamente por reunir paisagens e espécies muito similares ao Delta do Parnaíba.

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