Awasi Santa Catarina

Awasi Santa Catarina celebra 25 anos de história

Um adorável refúgio em um dos pedaços mais bonitos do litoral catarinense está chegando aos 25 anos de história repleto de transformações. O antigo Ponta dos Ganchos, propriedade que mudou definitivamente a hotelaria de luxo no Brasil no começo deste século, agora atende por Awasi Santa Catarina e quer oferecer uma nova maneira de se experimentar o destino e o próprio resort.

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Integrando agora o premiado grupo Awasi, que conta com outras quatro propriedades na Argentina e no Chile, o Awasi Santa Catarina está celebrando este pequeno jubileu justamente resgatando a história de Ponta dos Ganchos, a exuberante propriedade instalada em uma península particular de Governador Celso Ramos, a pouco mais de uma hora de carro de Florianópolis, SC.

Awasi Santa Catarina
foto: Mari Campos

Erguido em um terreno montanhoso entre a exuberante Mata Atlântica e à beira das águas geladas da chamada Costa Esmeralda catarinense, ao longo das décadas o hotel se tornou um símbolo de hospitalidade nacional, com serviço personalizado, exclusividade, boa mesa e muito espaço para o romance.

Hoje, como Awasi Santa Catarina, continua mantendo todas essas premissas – mas conseguiu deixar tudo realmente ainda melhor, mais completo e mais encantador ao se render à excelência e às práticas realmente sustentáveis da filosofia Awasi, conhecida e valorizada justamente por sempre garantir estadias profundamente conectadas aos destinos onde está presente.

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Awasi Santa Catarina
foto: Mari Campos

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O que mudou no agora Awasi Santa Catarina

O novo Awasi Santa Catarina não tentou “apagar” o Ponta dos Ganchos, que construiu sua reputação fazendo o hóspede querer ficar permanentemente na propriedade durante toda a estadia. Pelo contrário: pegou um dos endereços mais interessantes da história da hotelaria brasileira e acrescentou uma camada fundamental que sempre lhe faltou – criou razões para convencer o hóspede também a sair e conhecer e valorizar as belezas, a cultura e as tradições do destino.

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A essência do hotel continua a mesma: apenas 25 acomodações, todas em formato de villa com piscina privativa e muita privacidade. O número de acomodações pode parecer pequeno, quando comparado a outras propriedades similares; mas trata-se, ao mesmo tempo, da maior propriedade do grupo Awasi, com quase o dobro de unidades da segunda maior delas.

As enormes villas, espalhadas pela encosta coberta de densa vegetação nativa, foram revitalizadas e ficaram ainda mais aconchegantes. São seis categorias diferente, com tamanhos e disposições distintas dos cômodos. Algumas contam também com sauna privativa.

No Awasi Santa Catarina, há sempre espaço privativo de sobra, com pelo menos living, área de refeições, quarto, closet, banheiro completo, banheira com vista e deck mobiliado com piscina. Todas as villas contam também como minibar completo cortesia (refrigerantes, cervejas, vinhos, snacks), café, água e chá.

Mas o mesmo cenário de sempre, de villas luxuosas em meio à Mata Atlântica e a pouca distância do mar, agora leva a uma experiência infinitamente mais interessante. O cuidado, discrição e atenção do staff também continuam os mesmos, assim como o cuidado imenso com a gastronomia.

No entanto, agora tudo, tudo está incluído no sistema fully hosted, a hospedagem clássica de todos os hotéis Awasi: hospedagem, refeições, bebidas, experiências privadas, minibar, mini adega, transfers (desde e para Florianópolis) e, acredite, também massagens e tratamentos faciais do spa.

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Awasi Santa Catarina
foto: Mari Campos

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As novidades dos 25 anos do Awasi Santa Catarina

Apesar de ocupar uma área tão generosa entre as colinas e o mar, menos de 10% do terreno total do Awasi Santa Catarina foi edificado. Além da vegetação nativa, mais 15 mil mudas foram plantadas ao longo dos anos, trilhas públicas de acesso às praias passam pelo hotel e agora eles contam também com um lindo meliponário em meio à mata, com sete espécies distintas de abelhas sem ferrão.

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Em julho do ano passado, o hotel entrou para o portfólio seleto do Relais & Châteaux e, neste 2026, foi reconhecido com duas MICHELIN Keys e certificação internacional WITT de bem-estar. O enorme upgrade em wellness fez surgir também alguns programas específicos de bem-estar (focados em qualidade do sono, controle hormonal, longevidade etc).

O pequeno spa antigo, à beira-mar, tornou-se um luxuoso spa La Mer e a propriedade ganhou um enorme Wellness Center em meio à mata com quase 1.500m2 de área total (incluindo salas para terapias, sala de tatame, espaços para meditação, um adorável espaço para workshops de alquimia e três banheiras de imersão ao ar livre).

A nova piscina comum, debruçada sobre o mar, com borda infinita, tornou-se um dos espaços favoritos dos hóspedes em todo o hotel. A propriedade oferece três restaurantes, dois spas, quadras de tênis e beach tennis, piscina, academia, serviço de praia, heliponto. E existe ainda uma pequena e charmosa praia na propriedade, com diversas possibilidades de atividades náuticas.

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A gastronomia, que sempre foi um dos principais destaques do antigo Ponta dos Ganchos, também teve um belo upgrade como Awasi, com menus ainda mais delicados, saborosos e surpreendentes sob o comando da chef Dani Damasceno – com ingredientes regionais e a tradição gastronômica do litoral catarinense, incluindo a própria tradição pesqueira local, criando relações muito mais concretas com a comunidade.

A horta do hotel ficou ainda maior e já produz muita coisa utilizada pela cozinha e pelo bar. A experiência, impecavelmente à la carte do café da manhã ao jantar, é sempre deliciosa, seja nos três diferentes espaços gastronômicos do hotel ou nas experiências privadas durante os passeios.

O novo espaço das Bateras, com vista panorâmica para o mar, ficou o endereço perfeito para sossegados e longos desjejuns e almoços. E as refeições ainda são abertas sempre com um criativo mini mocktail (durante o dia) ou mini cocktail (à noite), como um amuse bouche da equipe de bartenders.

Aliás, a partir deste mês, o café da manhã do Awasi Santa Catarina, por demanda popular, volta a ser servido durante todo o dia, sem hora marcada – o que sempre foi um dos features mais elogiados do então Ponta dos Ganchos.

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Mas o melhor de tudo é que agora, como AWASI, o hotel aderiu aos programas de exploração personalizada em Governador Celso Ramos e arredores. Cada villa tem um guia particular e um veículo 4×4 dedicados; e atividades como trilhas, mergulho, snorkeling, passeios de barco e visitas culturais também estão incluídos, diariamente.

Essas deliciosas experiências personalizadas pela região são sempre discutidas e desenhadas de acordo com os interesses e o ritmo de cada hóspede. Os passeios estão sempre incluídos na diária fully hosted, mas é altamente recomendável também deixar bons períodos livres para aproveitar as instalações do hotel.

Agora, se o clima da região não ajudar, não se preocupe: algumas atividades até funcionam mesmo sob chuva e, se alguns dos seus passeios forem cancelados (como aconteceu comigo), você seguramente não achará ruim incluir mais algumas massagens cortesia na sua programação, não é mesmo?

Importante: a propriedade aceita hóspedes a partir de 14 anos.

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JW Marriott Panama

Como ficou a renovação do JW Marriott Panamá

Debruçada sobre a borda piscina, há oceano a perder de vista de um lado, com os navios enfileirados para atravessar o canal. Do outro, parte do inconfundível “skyline” da capital panamenha se alinha ao edifício que desce treze andares abaixo de onde estou – e que se estende bem além acima de mim, é o mais alto edifício da América Central: trata-se do renovado JW Marriott Panamá, na capital panamenha.

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A renovação do JW Marriott Panamá, que acaba de ser concluída, deixou ainda mais gostoso seu maior atrativo: o complexo de piscinas de borda infinita no 13o. andar, com vistas fantásticas para o mar e para o famoso skyline da área mais moderna da Cidade do Panamá. Mas trouxe muito mais novidades também, é claro.

Erguido em Punta Pacífica, uma área de alto padrão próxima ao shopping Multiplaza (com transfer ida e volta cortesia, inclusive) e diversos restaurantes, e à beira da Baía do Panamá, o edifício que já foi o Trump Ocean Club em outros tempos chega agora à sua melhor forma sob a bandeira JW Marriott

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JW Marriott Panama
foto: Mari Campos

O lobby de pé-direito generoso (a recepção fica somente alguns andares acima, já que o hotel divide o edifício com algumas salas comerciais) dá o spoiler do tamanho da propriedade, com muitas acomodações (são 320 no total) e áreas sociais bastante amplas.

As muitas janelas em toda parte, vários terraços, acomodações todas com varanda e os elevadores panorâmicos deixam claro que o destino é a grande vedete por ali: somos sempre convidados a olhar para fora, seja o mar ou a cidade.

Nesta nova fase, com sua renovação concluída, o JW Marriott Panamá ganhou mais bossa, novos menus, novo décor e até o mais alto rooftop bar da cidade, o delicioso ALMA, com vistas espetaculares a partir do último andar do edifício.

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JW Marriott Panama
foto: Mari Campos

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Um novo JW Marriott Panamá

Nesta nova fase do JW Marriott Panamá, não apenas as 320 acomodações foram renovadas como o projeto ganhou 40 suítes. Os quartos, todos muito espaçosos, adotam uma estética bastante contemporânea, incluindo alguns carpetes inspirados em paisagens panamenhas e uma parte do mobiliário feita em madeira ecológica.

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O minibar das acomodações ganhou destaque no novo design, incluído em um móvel com espelho nos mesmos tons neutros do restante do ambiente, o que dá ainda mais sensação de amplitude ao cômodo.

Algumas acomodações incluem também espaçosos livings e área de refeições e as varandas, mesmo com o calor constante do destino, são uma delícia: vale cacifar uma com vista (sempre parcial) para o mar.

Embora a configuração dos espaços de uma mesma categoria possa mudar bastante dependendo da localização da acomodação no hotel, os banheiros ficaram ainda mais espaçosos, especialmente nas suítes e junior suites, com direito a grandes duchas e novas banheiras de imersão.

Há uma nova onda gastronômica também no JW Marriott. O restaurante e bar Azul, localizado junto ao complexo de piscinas, é uma delícia (sobretudo na área sombreada ao ar livre) para um almoço mais light e informal, com vista para o mar e o skyline panamenho. Fica aberto das 7h às 20h. 

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Já o novo restaurante MASI, aberto o dia todo, inclusive para não hóspedes, é focado em cozinha panamenha, trabalhando sabores, receitas e ingredientes locais de maneira contemporânea. O serviço é muito atencioso e os ceviches da casa são todos excelentes!

É ali também que é servido diariamente o café da manhã em estilo buffet do hotel, incluído em algumas das diárias. O buffet é bem montado e bastante variado, e é possível pedir ovos feitos na hora também.

Há ainda um lobby bar, o bar de vinhos Cava 15, uma grande academia com vista e um Executive Lounge, acessível para clientes elite do Marriott Bonvoy e hóspedes das acomodações Executive.

No entanto, apesar de bastante grande, aconchegante, com ambientes interno e externo, o Executive Lounge decepciona um bocado quem está acostumado com o espaço em outras propriedades Marriott: tem apenas um bastante limitado serviço de café da manhã cortesia pela manhã, cafés e refrigerantes cortesia durante o dia e um pequeno serviço noturno de hors d’oeuvres, com petiscos e sobremesas – mas sem bebidas.

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JW Marriott Panama
foto: Mari Campos

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Relax e bons drinks

Mas o maior trunfo do renovado JW Marriott Panamá tem nome e sobrenome: o complexo de piscinas do 13o. andar e o novíssimo rooftop bar ALMA.

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O hotel tem distintas piscinas externas, incluindo duas de borda infinita, com aquela deliciosa combinação de mar e horizonte de um lado, quase da mesma cor da água da própria piscina, e mar, rochas e skyline urbano do outro. Numa manhã mais fresquinha, antes do sol a pino se instalar, é difícil sair dali.

Com pinta de resort urbano, o enorme espaço, do qual o restaurante Azul também faz parte, tem bar dedicado e diversas espreguiçadeiras, incluindo algumas disputadas unidades instaladas literalmente com o pé na água, nas infinity pools.

No finalzinho da tarde, o espaço é também ótima pedida para pedir uma bebida qualquer e assistir à mudança das cores sobre a baía até a chegada do anoitecer.

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Já o novo rooftop bar ALMA, o mais alto de toda a América Central, se converteu rapidamente no mais disputado espaço noturno da cidade. Tanto hóspedes quanto passantes devem obrigatoriamente reservar antecipadamente a visita.

Instalado no 66º andar do JW Marriott Panamá, o espaço conta com três pequenos ambientes (incluindo dois pares de mesas externas), ladeando um espelho d’agua, com vistas realmente panorâmicas para a cidade e a baía.

A carta tem uma interessante seleção de drinks autorais, mas a equipe de bartenders se encarrega também de preparar todos os clássicos. E é possível pedir também saborosos petiscos e até sobremesas para harmonizar com as bebidas. Recomendo a visita, mesmo para quem não fique hospedado no hotel.

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Private Expedition Latitudes Ártico

Private Expedition Latitudes: hospitalidade à toda prova

Em julho último, tive a oportunidade de participar pela primeira vez de uma das expedições privativas da Latitudes – Viagens de Conhecimento, empresa que conheço e acompanho há muitos anos. E agora posso afirmar categoricamente: as Private Expeditions Latitudes são mesmo um dos exemplos mais sofisticados e bem executados da hospitalidade brasileira.

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Embarquei na Private Cruise Expedition Latitudes Ártico 2026, destinada a explorar majoritariamente a ilha norueguesa de Svalbard, atualmente o grande “filé” da visitação turística região polar norte.

Começamos e terminamos nosso itinerário em Oslo, tomamos voo privado a Longyearbyen (capital de Svalbard e o aeroporto mais setentrional do mundo), de onde partimos em um navio (o Sylvia Earle, da Aurora Expeditions) totalmente privatizado para o nosso exclusivo grupo de 89 viajantes – e cheio de upgrades.

Private Expedition Latitudes Ártico
foto: Mari Campos

As expedições privativas nunca fizeram tanto sucesso quanto hoje no mundo. Cada vez mais viagens estão dispostos a investir altas somas para embarcar em itinerários exclusivos, descomplicados, milimetricamente planejados, e com inclusões suficientes para minimizar atritos e garantir experiências inesquecíveis.

Porque, afinal, o que distingue as melhores operações não é mais simplesmente a possibilidade de abrir portas fechadas, mas a capacidade de oferecer realmente contexto para aquilo que existe atrás delas. E é nesse cenário que as Private Expeditions Latitudes ocupam uma posição particularmente interessante no mercado brasileiro.

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Private Expedition Latitudes Ártico
foto: Mari Campos

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O sucesso da Expedição Privativa pelo Ártico

O slogan da Latitudes – “viagens de conhecimento”- até poderia soar marketeiro se não fosse algo que orientasse, de fato, toda a estrutura das viagens que realizam. Sejam as expedições privadas, os grupos regulares ou mesmo as viagens privativas que organizam durante o ano todo, o que eles fazem majoritariamente é, ao invés de construir roteiros cujo objetivo seja unicamente visitar e “consumir” lugares, partem de temas e questionamentos.

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Cada roteiro, ali, nasce em torno de um fio condutor, e não apenas de um ponto no mapa, deixando claro que o destino é apenas uma das muitas camadas da viagem. Como, por exemplo, “a natureza do tempo”, tema que norteou toda nossa viagem pelo Ártico.

Fomos acompanhados, todo o tempo, por uma enorme equipe Latitudes a bordo, um grande time especializado em expedições pelo ártico e também especialistas de distintas áreas, como a bióloga Ema Kuhn, a pensadora Monja Cohen, a psicanalista Danit Pondé e o filósofo Luiz Felipe Pondé.

E, além de passear por Oslo e Longyearbyen, fizemos um espetacular cruzeiro entre placas de gelo, magníficos paredões de gelo, imensos glaciares, cachoeiras, ursos polares, focas, baleias, raposas, belugas, renas e uma infinidade de pássaros.

Voltei para casa ainda mais encantada, pela empresa e pelo destino. Jamais esquecerei o vento cortante no rosto nas muitas horas voluntariamente passadas no deck externo, o urso polar preguiçosamente se espreguiçando e roçando as costas na tundra, o som do navio rompendo o mar congelado, ou do meu próprio caminhar sobre uma enorme placa de gelo, justamente em um dos poucos momentos ensolarados que tivemos por lá.

Mas a viagem começou muito antes disso, é claro. Recebemos em nossas casas lindos kits pré-viagem (incluindo de mochilas herméticas a nécessaires, de livros a objetos de higiene) e também fomos presenteados com gorro e jaqueta polar ao embarcarmos no navio.

Private Expedition Latitudes Ártico
foto: Mari Campos

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Hotéis, navio, transfers, guias, tudo foi escolhido a dedo pela Latitudes após diversas visitas técnicas e reuniões. Os menus do cruzeiro foram todos ajustados às preferências e necessidades dos hóspedes, assim como a lista de bebidas disponíveis no bar aberto.

Horários e duração de passeios foram ajustados e também paramos tudo para ver o Brasil jogar (mal) contra a Noruega na Copa, acompanhados por noruegueses divertidíssimos da tripulação e muita pipoca, pão de queijo e brigadeiros, com insumos levados do Brasil pela equipe, e preparados especialmente para a ocasião .

A participação dos especialistas no roteiro teve um formato bem pensado, em que essas intervenções simplesmente complementaram tudo que víamos e vivíamos in loco, sem “pesar” na programação de nenhuma maneira. No navio, as eventuais palestras que aconteciam a bordo entre um desembarque e outro podiam ser acompanhadas no lounge-auditório, mas também, transmitidas pelo sistema de televisão da embarcação, no conforto de cada cabine. O conhecimento simplesmente acompanhou a paisagem arrebatadora do Ártico, sem nunca competir com ela.

Ouso dizer, inclusive, que os maiores aprendizados que trouxe dessa viagem vieram de “micro aulas” acidentais e espontâneas, como as dadas pela bióloga Ema Kuhn ao responder nossos questionamentos no deck externo enquanto observávamos placas de gelo e vida selvagem, ou quando outros membros do time de expedição falaram sobre geografia, história e ciência nos próprios botes zodiac, enquanto testemunhávamos momentos incríveis de desprendimentos de glaciares, paredões rochosos de um bilhão de anos ou interações animais.

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Private Expedition Latitudes Ártico
foto: Mari Campos

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Equipe afinada, hóspede feliz

Ao longo da viagem, a equipe Latitudes, tanto em terra, no Brasil, quanto a que nos acompanhava diariamente a bordo, no navio, mostrou que leva a sério o conceito de hospitalidade como acolhimento – eu que o diga, acolhida com esmero e eficiência, mesmo na madrugada, quando enfrentei problemas com meu voo a Oslo.

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Acolheram as necessidades (e muitos dos desejos também…) de hóspedes com mais restrições físicas, a curiosidade natural das crianças, as limitações daqueles que tinham barreiras com outros idiomas ou restrições alimentares. Construíram uma estrutura complexa para que cada viajante, do mais travado ao mais flexível, do mais jovem ao mais idoso, do mais iniciante ao mais experiente, tivesse sempre a impressão de que tudo fluía tão bem naturalmente.

Enquanto muitas empresas desenham roteiros a partir da simples disponibilidade de hotéis e atrações, as Private Expeditions Latitudes funcionam como uma grande produção, começando muito, mas muuuuito antes do embarque de passageiros.

Da definição do tema da viagem à escolha dos especialistas (historiadores, filósofos, geógrafos, jornalistas, psicanalistas, escritores etc) que palestrarão durante o roteiro, da seleção dos melhores meios de transporte aos “expedition leaders” mais adequados para aquele grupo, das visitas técnicas aos ajustes dos ritmos com que cada destino será apresentado, nada é pensado isoladamente.

A engenharia logística necessária para que tudo funcione perfeitamente em uma expedição deste tipo é gigantesca, até porque esse modelo de viagem realmente precisa deixar pouco espaço para improvisações. Mas, mesmo as mudanças repentinas de planos em função das condições climáticas de um destino tão remoto, foram ali tiradas de letra, e de maneira invisível ao viajante. Para mim, é justamente essa tal “invisibilidade” um dos mais sofisticados aspectos da hospitalidade contemporânea.

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Assim, a nossa viagem física à região polar, entre montanhas, geleiras e ursos polares, avançou sempre harmoniosamente junto à parte menos visível da jornada, feita também de referências diversas em história, geografia, biologia, filosofia, literatura e ciência em geral.

Nas Private Expeditions Latitudes tudo está incluído (transfers, hospedagem, passeios, bebidas, refeições e, mais importante ainda, um impressionante acompanhamento médico). Além, é claro, do precioso acompanhamento permanente de uma equipe que realmente é pau para toda obra, atendendo de maneira imediata, em português, qualquer solicitação.

Mas a personalização exacerbada da viagem não está apenas no itinerário, mas também na forma de nos fazer compreender o destino visitado, nas ferramentas que recebemos para voltar para casa com um repertório ampliado sobre o mundo que vai muito além das belas fotografias que tiramos. Como viajantes, precisamos apenas nos concentrar naquilo que mais nos importa: viver a experiência.

No constante desafio do turismo de luxo internacional para oferecer experiências realmente inéditas e memoráveis a um público cada vez mais experiente, esse tipo de viagem é, sem dúvidas, uma das respostas mais consistentes da atualidade.

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Brach Madrid

Como é o novo hotel Brach Madrid

Madri tem excelentes hotéis de luxo e alto padrão. Não à toa, um dos programas favoritos dos viajantes frequentes é se hospedar cada vez em uma propriedade diferente, de preferência em um bairro diferente. Por isso mesmo, a inauguração do novo Brach Madrid foi bastante celebrada por distintos perfis de hóspedes.

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Instalado em um belo edifício do comecinho dos anos 1920 (Seguros La Estrella) em plena Gran Vía, mas já no sempre adorável bairro de Chueca, o Brach Madrid celebra a estreia da marca francesa Brach fora de Paris – e representa um capítulo importante da transformação acelerada da hotelaria de luxo madrilenha com um hotel cheio de personalidade.

Brach Madrid
foto: Mari Campos

Afinal, nos últimos anos Madri viu chegarem ótimos hotéis de apelo muito mais contemporâneo – o que fazia mesmo falta à capital espanhola. O Brach Madrid vem coroar esse movimento, mas com uma pegada, apesar da localização bastante popular e do décor com assinatura de Philippe Starck, bem mais discreta que sua concorrência.

Parte da bela coleção da EVOK Hotels, ali não há nada minimalista; mas tampouco existem ali excessos ou teatralidades exacerbadas, como acontece com algumas outras assinaturas de Starck na hotelaria (quem já esteve no Faena Buenos Aires, por exemplo, sabe do que eu estou falando…).

Ali, os objetos e obras de arte expostos, seja nas acomodações ou nas áreas comuns, são tão interessantes e bem selecionados que parecem até familiares, daqueles colecionados ao longo de décadas.

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Brach Madrid
foto: Mari Campos

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Como é se hospedar no novo Brach Madrid

Os interiores do Brach Madrid são extremamente acolhedores. Há uma certa teatralidade nas instalações (principalmente no restaurante principal, com direito a couro envelhecido, madeira escura, cortinas pesadas e luminárias difusas), mas de uma forma extremamente acolhedora – a começar pela discreta área de entrada pela Gran Via, revestida com ladrilhos de terracota tradicionais.

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A pequena e acanhada recepção fica alguns andares acima da porta de entrada do hotel. As acomodações – 57 no total, com distintas categorias e várias com vistas lindas para os telhados de Madri- têm a estética francesa reinterpretada de maneira bem artsy, misturando tapetes espessos, objetos vintage, fotografias em preto e branco, instrumentos musicais, livros e até halteres em algumas delas.

Embora as acomodações não sejam exatamente grandes, são tantos detalhes no décor – incluindo pisos de parquet, cabeceiras de couro, ilustrações e peças de design bem ecléticas – que só com o passar dos dias a gente vai conseguindo, pouco a pouco, prestar atenção em tudo (ou quase). Há também ótimos banheiros e secadores Dyson disponíveis – mas que precisam ser periodicamente emprestados da recepção.

As camas são excelentes, assim como o isolamento acústico, capaz de deixar todo o costumeiro caos da Gran Vía só do lado de fora. Hóspedes recebem também garrafas de água reutilizáveis, que podem ser facilmente abastecidas na propriedade.

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A gastronomia tem papel importante no novo Brach Madrid, misturando referências mediterrâneas, espanholas e libanesas de forma bem contemporânea no almoço e no jantar. E as sobremesas da casa são mesmo excelentes (há inclusive uma vitrine de doces na entrada do hotel que atrai olhares de transeuntes o tempo todo).

O café da manhã do hotel, mesclando um pequeno serviço buffet e alguns pratos à la carte, também merece destaque especial, com belas pâtisseries francesas, ótimos cafés e excelentes embutidos espanhóis.

O belo spa “La Capsule”, no subsolo, também vale a visita. Ali, a academia bem pequenininha (mas funcional) é muito bem compensada pela excelente (e linda! com estética quase futurista) piscina coberta e bem quentinha, logo ao lado.

Mas o pedaço mais gostoso do Brach Madrid é indiscutivelmente seu terraço arborizado na cobertura, exclusivo para hóspedes. Ali, em espaços mobiliados com esmero, a gente tem vistas espetaculares para o centro de Madri, incluindo fachadas de alguns de seus mais icônicos edifícios, dia e noite.

Um lugar perfeito, aliás, para você levar uma boa garrafa de vinho ou cava e apreciar, com máximo sossego, os belos finais de tarde da capital espanhola.

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Durante toda a viagem, utilizei um chip internacional da O Meu Chip e me mantive bem conectada todo o tempo. Há sempre pelo menos 10% de desconto na compra de qualquer chip físico ou eSIM neste link com o cupom MARICAMPOS.

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Ritz-Carlton Masai Mara Safari Lodge

Por dentro do novo Ritz-Carlton Masai Mara

Um dos destinos mais espetaculares do planeta, o Parque Nacional Masai Mara, no Quênia, ganhou mais uma nova propriedade voltada para o mercado de luxo. Mais que isso: foi ali que a marca Ritz-Carlton, da Marriott International, abriu seu primeiro lodge de safári, inaugurando uma nova era para o segmento: o Ritz-Carlton Masai Mara Safari Camp.

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Inaugurada em soft opening no final do ano passado, a propriedade é uma das mais importantes adições à hotelaria queniana na década – e um passo importante para a marca Ritz-Carlton na entrada nesse nicho. Também é a primeira propriedade da marca que opera em sistema “super all inclusive”, que garante até carro e ranger sempre privativos para cada acomodação.

Ritz-Carlton Masai Mara Safari Lodge
foto: Mari Campos

Imediatamente convertida em uma das mais luxuosas opções de hospedagem de Masai Mara – e do próprio Quênia – o novo Ritz-Carlton Masai Mara Safari Camp agora está operando a full.

Mas o começo das operações foi conturbado: com duras críticas de ambientalistas e blacklash internacionalmente nas redes sociais (acreditava-se que o lodge, construído à beira-rio, poderia interferir em parte da rota utilizada por algumas espécies durante a Grande Migração).

Depois de um complexo processo judicial, em fevereiro passado saiu a sentença definitiva que posiciona o Ritz-Carlton Masai Mara Safari Camp como plenamente apta para operar, tanto pelo relatório ecológico-jurídico quanto pelo testemunho da família Masai que vendeu o terreno original.

A licença de Avaliação de Impacto Ambiental (AIA) da propriedade também está devidamente aprovada, garantindo que o funcionamento do camp é ecologicamente correto, já que o ponto de travessia animal mais próximo fica a mais de 4km da propriedade.

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Ritz-Carlton Masai Mara Safari Lodge
foto: Mari Campos

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Como é o novo Ritz-Carlton Masai Mara Safari Camp

A adorável ponte pênsil sobre o rio Sand conectando o embarque/desembarque de veículos com o lodge rapidamente se converte em uma espécie de “portal”. Acompanhados geralmente por Masai (que compõem mais de 40% do staff da propriedade), ora elas nos leva diretamente para a aventura dos safáris, ora para o aconchego da nossa acomodação e das áreas sociais do camp.

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O novo Ritz-Carlton Masai Mara Safari Camp foi construído sem quaisquer cercas para o Parque Nacional e com sua estrutura inteiramente elevada do solo, para causar o mínimo impacto tanto no terreno quanto no ecossistema local, garantindo livre trânsito de animais sob as passarelas suspensas que conectam acomodações e áreas comuns.  

Com direito a muita madeira e uma profusão de tecidos, bordados e artesanato local, o primeiro safári lodge da marca Ritz-Carlton ficou mesmo lindo e bastante sustentável. Utiliza uma fazenda solar de 650 kW e possui um sistema de tratamento de água em circuito fechado que coleta e reutiliza águas das chuvas.

São apenas 20 enormes acomodações, todas em formato de luxuosas tendas que podem chegar a mais de 160 m² privativos, com quarto e living separados, dois banheiros, ducha interna e externa, banheira, lounge e deck externos e piscina privativa – tudo com vista para o verde ou para o rio.

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Há sempre café, leite, chá, biscoitos, vinho, cerveja, refrigerantes, chocolates quenianos, cookies e outros petiscos, tudo complimentary, no enorme bar privativo presente com destaque no living de cada acomodação.

Novidade muito bem-vinda para a marca Ritz-Carlton, ali todas as estadias seguem o modelo super all-inclusive. Dois game drives diários, refeições, bar aberto, snacks, minibar, room service, workshops, cooking classes e até serviço de lavanderia (até cinco peças por pessoa, por dia) estão sempre incluídos; apenas tratamentos de spa são sobrados à parte.

Cada acomodação tem seu próprio carro e ranger para os safáris. Assim, é sempre o hóspede quem decide o que, como e quando quer fazer, o tempo todo. Um misto de mordomo e concierge dedicado (ali chamado de encholiek) se encarrega de deixar todos os serviços 100% privativos e personalizados – inclusive no empréstimo de uma câmera DSLR com lentes objetivas de larga distância durante toda a estada para capturar o melhor de cada safári.

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A equipe,majoritariamente formada por masai e moradores das redondezas, é adorável e extremamente acolhedora, da gerente geral ao housekeeping.

O gerente do restaurante ganha o coração dos hóspedes imediatamente: como uma avó brasileira, prepara o coffee break do safári, os sundowners e petiscos, e, sempre presente nas refeições, é genuinamente preocupado se as pessoas realmente não ficarão com fome.

As refeições, alás, todas em formato à la carte, do café da manhã ao jantar, são excelentes, com menus que mudam todos os dias. A única refeição em estilo buffet da propriedade é o “boma dinner”, realizado em uma espetacular plataforma ainda mais elevada que o restante do camp, sob as estrelas.

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Para a saída do safári do amanhecer, o Ritz-Carlton Masai Mara Safari Camp criou uma genial estação exclusiva de café junto à saída dos carros que prepara, na hora e ao gosto do hóspede, qualquer tipo de café, chá ou chocolate que se deseje – ao lado de um carrinho devidamente equipado com croissants, cookies, pan au chocolat e outras delícias.

Além disso, o novo lodge também oferece gratuitamente diversas atividades ligadas à cultura queniana e masai, de workshops de artesanato a aulas de culinária. Visitas à comunidade masai dos arredores do lodge também estão incluídas.

É (bem) difícil deixar as deliciosas e espetaculares acomodações nos períodos entre safáris. Mas o camp oferece também uma grande academia aberta para o verde, uma deliciosa piscina de borda infinita para as savanas (devidamente rodeada de espreguiçadeiras e day beds) e um belo spa.

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Para me manter 100% conectada durante toda a viagem pelo Quênia, utilizei mais uma vez o chip internacional da O Meu Chip, e me surpreendi com a boa cobertura até durante os safáris no Parque Nacional. Há sempre pelo menos 10% de desconto na compra de qualquer chip físico ou eSIM neste link com o cupom MARICAMPOS.

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