Brach Madrid

Como é o novo hotel Brach Madrid

Madri tem excelentes hotéis de luxo e alto padrão. Não à toa, um dos programas favoritos dos viajantes frequentes é se hospedar cada vez em uma propriedade diferente, de preferência em um bairro diferente. Por isso mesmo, a inauguração do novo Brach Madrid foi bastante celebrada por distintos perfis de hóspedes.

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Instalado em um belo edifício do comecinho dos anos 1920 (Seguros La Estrella) em plena Gran Vía, mas já no sempre adorável bairro de Chueca, o Brach Madrid celebra a estreia da marca francesa Brach fora de Paris – e representa um capítulo importante da transformação acelerada da hotelaria de luxo madrilenha com um hotel cheio de personalidade.

Brach Madrid
foto: Mari Campos

Afinal, nos últimos anos Madri viu chegarem ótimos hotéis de apelo muito mais contemporâneo – o que fazia mesmo falta à capital espanhola. O Brach Madrid vem coroar esse movimento, mas com uma pegada, apesar da localização bastante popular e do décor com assinatura de Philippe Starck, bem mais discreta que sua concorrência.

Parte da bela coleção da EVOK Hotels, ali não há nada minimalista; mas tampouco existem ali excessos ou teatralidades exacerbadas, como acontece com algumas outras assinaturas de Starck na hotelaria (quem já esteve no Faena Buenos Aires, por exemplo, sabe do que eu estou falando…).

Ali, os objetos e obras de arte expostos, seja nas acomodações ou nas áreas comuns, são tão interessantes e bem selecionados que parecem até familiares, daqueles colecionados ao longo de décadas.

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Brach Madrid
foto: Mari Campos

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Como é se hospedar no novo Brach Madrid

Os interiores do Brach Madrid são extremamente acolhedores. Há uma certa teatralidade nas instalações (principalmente no restaurante principal, com direito a couro envelhecido, madeira escura, cortinas pesadas e luminárias difusas), mas de uma forma extremamente acolhedora – a começar pela discreta área de entrada pela Gran Via, revestida com ladrilhos de terracota tradicionais.

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A pequena e acanhada recepção fica alguns andares acima da porta de entrada do hotel. As acomodações – 57 no total, com distintas categorias e várias com vistas lindas para os telhados de Madri- têm a estética francesa reinterpretada de maneira bem artsy, misturando tapetes espessos, objetos vintage, fotografias em preto e branco, instrumentos musicais, livros e até halteres em algumas delas.

Embora as acomodações não sejam exatamente grandes, são tantos detalhes no décor – incluindo pisos de parquet, cabeceiras de couro, ilustrações e peças de design bem ecléticas – que só com o passar dos dias a gente vai conseguindo, pouco a pouco, prestar atenção em tudo (ou quase). Há também ótimos banheiros e secadores Dyson disponíveis – mas que precisam ser periodicamente emprestados da recepção.

As camas são excelentes, assim como o isolamento acústico, capaz de deixar todo o costumeiro caos da Gran Vía só do lado de fora. Hóspedes recebem também garrafas de água reutilizáveis, que podem ser facilmente abastecidas na propriedade.

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A gastronomia tem papel importante no novo Brach Madrid, misturando referências mediterrâneas, espanholas e libanesas de forma bem contemporânea no almoço e no jantar. E as sobremesas da casa são mesmo excelentes (há inclusive uma vitrine de doces na entrada do hotel que atrai olhares de transeuntes o tempo todo).

O café da manhã do hotel, mesclando um pequeno serviço buffet e alguns pratos à la carte, também merece destaque especial, com belas pâtisseries francesas, ótimos cafés e excelentes embutidos espanhóis.

O belo spa “La Capsule”, no subsolo, também vale a visita. Ali, a academia bem pequenininha (mas funcional) é muito bem compensada pela excelente (e linda! com estética quase futurista) piscina coberta e bem quentinha, logo ao lado.

Mas o pedaço mais gostoso do Brach Madrid é indiscutivelmente seu terraço arborizado na cobertura, exclusivo para hóspedes. Ali, em espaços mobiliados com esmero, a gente tem vistas espetaculares para o centro de Madri, incluindo fachadas de alguns de seus mais icônicos edifícios, dia e noite.

Um lugar perfeito, aliás, para você levar uma boa garrafa de vinho ou cava e apreciar, com máximo sossego, os belos finais de tarde da capital espanhola.

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Ritz-Carlton Masai Mara Safari Lodge

Por dentro do novo Ritz-Carlton Masai Mara

Um dos destinos mais espetaculares do planeta, o Parque Nacional Masai Mara, no Quênia, ganhou mais uma nova propriedade voltada para o mercado de luxo. Mais que isso: foi ali que a marca Ritz-Carlton, da Marriott International, abriu seu primeiro lodge de safári, inaugurando uma nova era para o segmento: o Ritz-Carlton Masai Mara Safari Camp.

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Inaugurada em soft opening no final do ano passado, a propriedade é uma das mais importantes adições à hotelaria queniana na década – e um passo importante para a marca Ritz-Carlton na entrada nesse nicho. Também é a primeira propriedade da marca que opera em sistema “super all inclusive”, que garante até carro e ranger sempre privativos para cada acomodação.

Ritz-Carlton Masai Mara Safari Lodge
foto: Mari Campos

Imediatamente convertida em uma das mais luxuosas opções de hospedagem de Masai Mara – e do próprio Quênia – o novo Ritz-Carlton Masai Mara Safari Camp agora está operando a full.

Mas o começo das operações foi conturbado: com duras críticas de ambientalistas e blacklash internacionalmente nas redes sociais (acreditava-se que o lodge, construído à beira-rio, poderia interferir em parte da rota utilizada por algumas espécies durante a Grande Migração).

Depois de um complexo processo judicial, em fevereiro passado saiu a sentença definitiva que posiciona o Ritz-Carlton Masai Mara Safari Camp como plenamente apta para operar, tanto pelo relatório ecológico-jurídico quanto pelo testemunho da família Masai que vendeu o terreno original.

A licença de Avaliação de Impacto Ambiental (AIA) da propriedade também está devidamente aprovada, garantindo que o funcionamento do camp é ecologicamente correto, já que o ponto de travessia animal mais próximo fica a mais de 4km da propriedade.

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Ritz-Carlton Masai Mara Safari Lodge
foto: Mari Campos

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Como é o novo Ritz-Carlton Masai Mara Safari Camp

A adorável ponte pênsil sobre o rio Sand conectando o embarque/desembarque de veículos com o lodge rapidamente se converte em uma espécie de “portal”. Acompanhados geralmente por Masai (que compõem mais de 40% do staff da propriedade), ora elas nos leva diretamente para a aventura dos safáris, ora para o aconchego da nossa acomodação e das áreas sociais do camp.

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O novo Ritz-Carlton Masai Mara Safari Camp foi construído sem quaisquer cercas para o Parque Nacional e com sua estrutura inteiramente elevada do solo, para causar o mínimo impacto tanto no terreno quanto no ecossistema local, garantindo livre trânsito de animais sob as passarelas suspensas que conectam acomodações e áreas comuns.  

Com direito a muita madeira e uma profusão de tecidos, bordados e artesanato local, o primeiro safári lodge da marca Ritz-Carlton ficou mesmo lindo e bastante sustentável. Utiliza uma fazenda solar de 650 kW e possui um sistema de tratamento de água em circuito fechado que coleta e reutiliza águas das chuvas.

São apenas 20 enormes acomodações, todas em formato de luxuosas tendas que podem chegar a mais de 160 m² privativos, com quarto e living separados, dois banheiros, ducha interna e externa, banheira, lounge e deck externos e piscina privativa – tudo com vista para o verde ou para o rio.

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Há sempre café, leite, chá, biscoitos, vinho, cerveja, refrigerantes, chocolates quenianos, cookies e outros petiscos, tudo complimentary, no enorme bar privativo presente com destaque no living de cada acomodação.

Novidade muito bem-vinda para a marca Ritz-Carlton, ali todas as estadias seguem o modelo super all-inclusive. Dois game drives diários, refeições, bar aberto, snacks, minibar, room service, workshops, cooking classes e até serviço de lavanderia (até cinco peças por pessoa, por dia) estão sempre incluídos; apenas tratamentos de spa são sobrados à parte.

Cada acomodação tem seu próprio carro e ranger para os safáris. Assim, é sempre o hóspede quem decide o que, como e quando quer fazer, o tempo todo. Um misto de mordomo e concierge dedicado (ali chamado de encholiek) se encarrega de deixar todos os serviços 100% privativos e personalizados – inclusive no empréstimo de uma câmera DSLR com lentes objetivas de larga distância durante toda a estada para capturar o melhor de cada safári.

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A equipe,majoritariamente formada por masai e moradores das redondezas, é adorável e extremamente acolhedora, da gerente geral ao housekeeping.

O gerente do restaurante ganha o coração dos hóspedes imediatamente: como uma avó brasileira, prepara o coffee break do safári, os sundowners e petiscos, e, sempre presente nas refeições, é genuinamente preocupado se as pessoas realmente não ficarão com fome.

As refeições, alás, todas em formato à la carte, do café da manhã ao jantar, são excelentes, com menus que mudam todos os dias. A única refeição em estilo buffet da propriedade é o “boma dinner”, realizado em uma espetacular plataforma ainda mais elevada que o restante do camp, sob as estrelas.

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Para a saída do safári do amanhecer, o Ritz-Carlton Masai Mara Safari Camp criou uma genial estação exclusiva de café junto à saída dos carros que prepara, na hora e ao gosto do hóspede, qualquer tipo de café, chá ou chocolate que se deseje – ao lado de um carrinho devidamente equipado com croissants, cookies, pan au chocolat e outras delícias.

Além disso, o novo lodge também oferece gratuitamente diversas atividades ligadas à cultura queniana e masai, de workshops de artesanato a aulas de culinária. Visitas à comunidade masai dos arredores do lodge também estão incluídas.

É (bem) difícil deixar as deliciosas e espetaculares acomodações nos períodos entre safáris. Mas o camp oferece também uma grande academia aberta para o verde, uma deliciosa piscina de borda infinita para as savanas (devidamente rodeada de espreguiçadeiras e day beds) e um belo spa.

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Para me manter 100% conectada durante toda a viagem pelo Quênia, utilizei mais uma vez o chip internacional da O Meu Chip, e me surpreendi com a boa cobertura até durante os safáris no Parque Nacional. Há sempre pelo menos 10% de desconto na compra de qualquer chip físico ou eSIM neste link com o cupom MARICAMPOS.

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Tivoli Maiorana Belém Pará

Review: Tivoli Maiorana Belém do Pará

Fazia tempo que uma inauguração hoteleira não movimentava tanto a região Norte do Brasil. MUITO tempo mesmo. A expectativa do mercado foi enorme. Mas o Tivoli Maiorana Belém Pará conseguiu abrir as portas no final de 2025, ainda que em soft opening, bem a tempo da COP30 em Belém, e continua causando (bom) barulho até hoje.

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A capital paraense ganhou a mais nova unidade da Tivoli Hotels, marca portuguesa fundada em 1933 que já tinha outras duas propriedades no Brasil (Tivoli Mofarrej, em São Paulo, e Tivoli Praia do Forte, na Bahia) e que integra o portfólio da Minor Hotels.

Tivoli Maiorana Belém Pará
foto: Mari Campos

Quase seis meses após a abertura das portas, mas ainda em fase de ajustes operacionais, o Tivoli Maiorana pretende ser primeiro hotel de luxo de Belém. E é sem dúvidas um marco importante para a hospitalidade amazônica em geral.

A localização do hotel é imbatível na cidade, seja para lazer ou negócios. Localizado no bairro de Campina, fica realmente vizinho a algumas das principais atrações turísticas de Belém, como a Estação das Docas, o Ver-o-Peso e o Theatro da Paz – e a poucos metros da orla da Baía do Guajará, visível de boa parte de suas acomodações.

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Tivoli Maiorana Belém Pará
foto: Mari Campos

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Como é se hospedar no Tivoli Maiorana Belém do Pará

Batizado em homenagem à cidade e à família investidora do hotel, o Tivoli Maiorana Belém Pará tem 176 acomodações, incluindo duas suítes presidenciais. A maioria delas são unidades deluxe bastante espaçosas, com janelas do chão ao teto. Vale cacifar a categoria “vista rio”, sobretudo a partir do sétimo andar, para ter uma bela vista da orla, do rio e da floresta sem nem sair da cama.

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Há cápsulas de café cortesia, serviço de turndown com os clássicos chocolatinhos da marca Tivoli e a propriedade também deixa eventualmente seus próprios “mimos” locais, como biscoitos tradicionalmente feitos na região.

O hotel ocupa um edifício de arquitetura brutalista que passou por um grande retrofit e por muito tempo abrigou a Receita Federal. Durante a COP, hospedou diversas delegações internacionais – inclusive o Príncipe William, do Reino Unido, que se hospedou em uma acomodação deluxe comum, no nono andar.

Tivoli Maiorana Belém Pará
foto: Mari Campos

O Tivoli Maiorana Belém Pará conta também com duas piscinas em um amplo espaço com solário, uma pequena academia e cinco oportunidades gastronômicas, entre restaurantes e bares. A expectativa é inaugurar também uma unidade do Anantara Spa nos próximos meses.

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Embora importante ajustes de adequação ainda se façam necessários em vários setores da propriedade, inclusive A&B, é a oferta gastronômica que está transformando o hotel também em um ponto de encontro de alguns dos moradores de Belém.

O maior destaque fica por conta do SEEN Belém, o restaurante e bar instalado no rooftop do andar 17 e assinado por Olivier da Costa. O local oferece realmente belíssimas vistas panorâmicas da cidade – vale visitar especialmente ao pôr do sol e depois ficar para ver as luzes de Belém se acendendo. O menu, tanto de comes quanto de bebes, é bem similar ao de São Paulo, sem importantes novidades locais. Há DJs nos finais de semana.

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O hotel também oferece o Must Restaurant (que serve o café da manhã diariamente, almoço e também feijoada aos sábados); o Itália Wine Bar & Trattoria, com menu de inspiração italiana; e o The Lobby Café, logo à entrada da propriedade, para cafés, drinks e lanches rápidos. Há ainda um bar na piscina, quase anexo ao Must.

Bastante focado no setor MICE na cidade, inclusive em termos de hospedagem em geral, o Tivoli Maiorana Belém Pará tem ainda um andar exclusivo para eventos, com capacidade para até 500 pessoas.

A Tivoli Hotels & Resorts tem propriedades também em Portugal, Qatar, China, Itália, Espanha e Holanda, operando 20 empreendimentos diferentes no total, e com novos hotéis no pipeline.

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Rosewood São Paulo

Review: Rosewood São Paulo

Não é tarefa nada simples inovar na hotelaria de luxo paulistana. Mas o Rosewood São Paulo definitivamente conseguiu: criou um resort urbano que se orgulha dessa “urbanidade”. E, principalmente, que mostra ter orgulho também do próprio destino no qual decidiu se instalar.

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Grande “case” da hotelaria nacional recente, a primeira propriedade da marca Rosewood na América Latina é o típico hotel-destino: tem hóspede que sequer sai de seus limites físicos durante a estadia, numa conquista comum a várias outras propriedades da mesma bandeira.

Rosewood São Paulo
foto: Mari Campos

Com ambientes que o tempo todo fazem pequenas (e grandes) declarações de amor a São Paulo e ao Brasil, não por acaso, seus espaços sociais são diariamente frequentados por moradores da capital paulista e as reservas domésticas são tão numerosas quanto as internacionais.

Inaugurado em 2022 e tomado por certo estardalhaço nos anos seguintes, o Rosewood São Paulo está finalmente sob nova gerência, os maus tempos para a equipe do hotel parecem ter ficado definitivamente para trás. Ufa, ainda bem! E o hóspede percebe isso claramente na própria coreografia diária dos serviços, seja nos corredores, na piscina ou nos restaurantes.

Foi um prazer passar alguns dias em completa imersão no hotel no começo deste ano. E o resumo desta estadia você confere agora, nos próximos trechos deste texto.

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Rosewood São Paulo
foto: Mari Campos

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Ode à brasilidade

Parte do projeto de revitalização arquitetônica batizado de Cidade Matarazzo, na Bela Vista (que engloba também residências, centro cultural, capela, espaço de eventos, edifício empresarial e shopping center), o Rosewood São Paulo ocupa dois edifícios do complexo.

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Um deles é novinho, torre projetada por Jean Nouvel; o outro é antigo, dos anos 1940, e foi completamente restaurado – embora diversos sinais de que funcionava como maternidade originalmente sigam visíveis.

Os dois edifícios estão imersos em um cenário de belos jardins horizontais e verticais de vegetação tropical muito exuberante, tomados majoritariamente por espécies nativas da Mata Atlântica.

Muitas delas, aliás, estão estampadas também nos elevadores em adoráveis e divertidos desenhos, agrupados por “finalidade” (há um ilustrado apenas com itens alucinógenos). 

O design interior de Philippe Starck não é em nada extravagante como em diversas propriedades que elevaram sua fama na hotelaria internacional. Pelo contrário: é extremamente elegante e acolhedor. E muito, muito brasileiro.

Inclui, além de peças icônicas do design nacional compradas ou garimpadas por aí (móveis, objetos, tecidos, tapetes, papéis de parede etc), outras feitas sob medida, especialmente para o hotel. Tem ainda 30 tipos de mármore diferentes na propriedade, distintas variedades de madeira e obras de 57 artistas brasileiros espalhados por literalmente todos os ambientes – tudo orgulhosamente made in Brazil.

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Rosewood São Paulo
foto: Mari Campos

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Como é se hospedar no Rosewood São Paulo

O Rosewood São Paulo tem acomodações em suas duas torres e com várias categorias diferentes. São 180 unidades no total, todas com discretos tons de madeira e estampas coloridas ou toques de cores vibrantes em objetos ou tecidos – além de livros, gravuras, fotos e até um violão na parede.

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Mesmo a categoria de entrada tem cama king-size, enxoval Trousseau, bastante espaço e vista para o verde. Os grandes banheiros em mármore branco e preto são ponto altíssimo, todos com rain shower, vasos sanitários TOTO e belo set de amenidades Votary.

No turndown, um detalhe muito querido: colocam sobre a cama um livro aberto em uma poesia ou música brasileira.

Há também café e água cortesia, confortáveis pantufas de quarto e belos chinelos de plástico produzidos em parceria com a Melissa (esses últimos infelizmente cobrados à parte). A única parte desagradável nas acomodações fica por conta do excesso de produtos à venda na própria bancada do banheiro, desnecessário e poluindo demais o visual.

Nos ambientes públicos do Rosewood São Paulo, a playlist baixinha com MPB é discreta, nunca atrapalhe as conversas que se desdobram ao vivo. Até a entrada do hotel é diferente, com jeito meio de sala de estar (embora exista uma câmera bem em cima do honesty bar do lobby, que talvez não ande lidando com tanta honestidade assim…).

Há também (muita) literatura nacional forrando colunas e ganhando destaque sobre móveis. Até os tapetes feitos sob medida também homenageiam a nossa flora. E a oferta gastronômica é excelente.

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O charmoso Le Jardin é o coração do hotel, aberto o dia todo. Com um áreas interna e externa, serve um excelente café da manhã à la carte também. E se vale da iluminação para criar ambientações bem diferentes a cada refeição.

Nas laterais do Le Jardim, de um lado fica o delicioso Blaise, de sotaque francês, sob comando do chef Fernando Bouzan; do outro, o impecável Rabo di Galo, de coquetéis e serviço excelentes e ótima música ao vivo. Integrado às estruturas originais da Maternidade, fica o Taraz, do chef Felipe Bronze, inspirado na culinária sul-americana e à lenha.

A propriedade ainda tem o Emerald Garden Pool & Bar, que charmosamente contorna a linda piscina principal, servindo pratos leves e rápidos durante o dia; e o discreto Bela Vista Rooftop Pool & Bar, no topo da torre de Novel, com drinks e petiscos.

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A imperdível piscina principal, aliás, exclusiva para hóspedes, é ladeada não apenas por espreguiçadeiras como também por belíssimas cabanas que garantem serviço exclusivo e muita privacidade.

O Rosewood São Paulo oferece para o lazer duas piscinas externas, estúdio de ioga/pilates, excelente academia 24 horas e um belíssimo Asaya Spa by Guerlain (a Sala de Cristal é imperdível). Para os negócios, tem mais de 9.300 metros quadrados de espaço para reuniões e eventos.

Agora ficou mesmo muito, muito difícil, não se encantar por esse novo monumento à hospitalidade nacional.

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Kurotel

Kurotel chega a São Paulo com o Kur Wellness

O Kurotel – Centro Contemporâneo de Saúde e Bem-Estar, propriedade focada em prevenção, medicina integrativa e longevidade de Gramado, RS, acaba de abrir sua primeira filial: o Kur Wellness São Paulo, que representa um passo histórico para a instituição fundada há mais de quatro décadas pelo médico Luis Carlos Silveira.

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No começo deste 2026, tive o prazer de passar alguns dias no Kurotel para conhecer a fundo seu método, que agora passa a ser aplicado também no Kur Wellness São Paulo. Inaugurado em 1982, foi a primeira propriedade brasileira com foco em saúde e bem-estar, numa época em que termos como “turismo de bem-estar” nem existiam.

Hoje, a propriedade é administrada pela dra. Mariela de Oliveira Silveira, filha do dr. Luis, e ocupa impressionantes 10 mil m² de área construída rodeada de muito verde. A decisão de inaugurar uma segunda unidade na capital paulista foi estratégica e uma resposta à própria demanda de clientes, já que a cidade concentra uma parcela significativa de usuários do método. Dra. Mariela ficará à frente da equipe de São Paulo também.

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Kur Wellness São Paulo
Kur Wellness São Paulo. foto: divulgação

O Kur Wellness, que trabalhará sem a possibilidade de hospedagem no local, tem o mesmo foco em saúde e wellness da propriedade em Gramado, oferecendo sobretudo cuidados voltados à longevidade e qualidade de vida através de técnicas, terapias e tecnologias exclusivas do Kurotel

No entanto, muitos dos equipamentos que passam a ser utilizados em São Paulo foram desenvolvidos especialmente para o novo local, como uma banheira de microbolhas (para hiperoxigenação, estimulação da renovação celular, melhora da circulação e revitalização da pele) e a sauna de infravermelho (com ondas específicas de calor profundo para auxiliar na redução de dor muscular, no aumento da performance física, na desintoxicação metabólica e na melhora da qualidade do sono).

No Kur Wellness passam a ser oferecidas, a partir de agora, terapias avulsas, circuitos e também programas completos de 6 e 12 meses, com acompanhamento semanal ou quinzenal da equipe do Kur, como uma espécie de clube.

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Kurotel
foto: Mari Campos

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Como é se hospedar no KUROTEL

A minha hospedagem no Kurotel neste começo de 2026 mudou a minha relação com a prática de atividade física. A dra Mariela e sua equipe médica foram pioneiras em entender como reintroduzir a prática frequente e disciplinada de atividade física na vida de alguém que não tem rotina e está constantemente em viagem.

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Fica claro desde nossa chegada que ali cada estadia é 100% customizada, das consultas aos exercícios, das terapias às refeições. Todo hóspede pode passar, como parte do programa que escolher (anti-stress, longevidade, pós-cancer etc) por atendimentos de clínicos gerais, nutricionistas, psicólogos, fisioterapeutas.

Mas nada é obrigatório, nunca. Toda a programação personalizada é, na prática, 100% maleável, podendo ser facilmente adaptada às preferências de cada hóspede. A alimentação também é sugestiva; afinal, todo mundo ali é adulto e sabe de suas próprias necessidades e vontades na busca por qualidade de vida e longevidade.

Mas vale destaque: a gastronomia do Kurotel é realmente excelente, com refeições servidas sempre à la carte, em três passos, com apresentação perfeita, porções generosas e cheias de sabor. Peixes, carnes (exceto vermelha), risotos e até feijoada fazem parte do farto menu. E, para os amantes de café como eu, o café ali também é ótimo.

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As acomodações são muito espaçosas (fiquei na ala nova, mais contemporânea), com ótimo serviço de hotelaria dia e noite.  E há equipamentos médicos excelentes, novinhos, para garantir avaliações físicas bem precisas – recebi ali, aliás, a análise de composição física mais detalhada da minha vida.

E, ao contrário das experiências que tive em outras propriedades do nicho, no Brasil e no exterior, foi no Kurotel que, pela primeira vez, me deram orientações para ter uma vida mais saudável que são realmente plausíveis de execução dentro da minha agenda maluca de trabalho, viagens e fusos.

Os instrutores criaram inclusive um treino com exercícios de calistenia que, associados ao uso de elásticos/faixas, podem se ajustar fácil e regularmente aos meus horários e à minha impossibilidade de rotina – e essa prática está dando bem certo nas minhas viagens desde então, mesmo nos itinerários mais corridos.

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E mais importante ainda: a estadia no Kurotel é realmente prazerosa, do começo ao fim. Afinal, ao invés de encher a agenda do hóspede com cansativas palestras cheias de blablablá, eles apostam majoritariamente em atividades individuais personalizadas associadas a momentos de socialização (a grande aposta do wellness tourism em 2026), como as hilárias aulas de “dança” com o instrutor Rodrigo e as ótimas “noites musicais” no living.

Há ainda uma grande academia de ginástica, piscinas interna e externa (ambas climatizadas), spa com diversas salas para terapias e massagens e o Espaço das Águas, voltado para ótimos tratamentos termais.

Para o hóspede do Kurotel, que já passou por esse importante processo da hospedagem completa em Gramado, o novo Kur Wellness São Paulo pode também representar uma ótima maneira de testar novos produtos e serviços do método de maneira mais dinâmica.

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