Koloa Concept Hotel Piauí

Review: Koloa Concept Hotel, Piauí

São pouco mais de 60 quilômetros de litoral do Piauí – o menor dentre os estados brasileiros. Mas eis aí uma das regiões mais bonitas do Brasil, ainda que pouco conhecida pelos próprios brasileiros, e que ganhou o primeiro hotel voltado exclusivamente para o mercado de luxo na costa piauiense: o Koloa Concept Hotel.

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O hotel está localizado frente ao mar na pequena e pacata Cajueiro da Praia, um vilarejo de pescadores de praias semi desertas e águas morninhas ao lado de Barra Grande. Esse trecho é parte da Rota das Emoções, como é chamado o trajeto que se estende dos Lençóis Maranhenses até Jericoacoara, no Ceará.

Koloa Concept Hotel Piauí
Foto: Mari Campos

O destino de praias gostosas e ventos favoráveis à prática de esportes de vento como o kitesurf fica a cerca de cinco horas de estrada desde Teresina, ou duas e meia de estrada a partir do aeroporto de Jericoacoara.

A propriedade pé na areia oferece apenas 26 acomodações, todas elas com acesso direto às piscinas – seja sua própria piscina privativa ou uma bela piscina coletiva, construída em formato de L, de frente para o mar.

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Koloa Concept Hotel Piauí
foto: Mari Campos

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Como é se hospedar no Koloa Concept Hotel

O Koloa Concept Hotel é pequeno em área total e faz do vento da região seu maior aliado: a maior parte da propriedade é toda aberta, inclusive a recepção. As “quatro paredes” ficam restritas às acomodações e à pequena academia apenas, o que garante excelente ventilação e vista para o mar constante.

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O décor de cores clares e muita vegetação à vista ganha o casamento perfeito com muitas peças artesanais feitas à mão por artistas locais – de móveis a incríveis espelhos e luminárias da artesã Nêda Lopes, popularmente conhecida pelo nome de sua loja, Barraca da Nêda.

Koloa Concept Hotel Piauí
foto: Mari Campos

O projeto do hotel, com muito branco e o areia e repleto de palha e madeira, ficou todo a cargo de Marcelo Franco e Milena Holanda. As acomodações são espaçosas, com grandes TVs, bons banheiros e amenidades L’Occitane ou Bulgari, dependendo da categoria de quarto. As quatro mais luxuosas suítes ganham o melhor dos mundos: piscinas privativas com vista para o oceano.

A praia logo em frente, Morro Branco, é quase deserta, e vive ao sabor das marés. Vez ou outra passam jegues e kitesurfers, mas outros turistas à vista foi coisa rara durante toda minha estadia ali. Quando a maré seca, é possível caminhar tranquilamente até a ilhota quase diante do hotel. E o pôr do sol ali costuma ser lindo.

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Há um único restaurante, com vista para o mar e aberto para a piscina, e ali tudo é servido em sistema à la carte, do farto café da manhã ao jantar.  O extenso menu foca bastante nos frutos do mar.

Como passear é preciso, até para o jantar na vilinha de Barra Grande, com pé na areia, o Koloa facilita: o hotel tem um carro disponível para levar e trazer hóspedes, sem custos extras. Vale também fazer um passeio de barco em Cajueiro da Praia para tentar ver o peixe-boi e se arriscar em uma aula de kite surf.

Mas imperdível mesmo é o passeio de barco que sai do Koloa e vai da praia até o rio e os manguezais, terminando com a espetacular revoada dos guarás no amanhecer (sem ninguém mais à vista) ou no entardecer (com muitos kitesurfers no caminho e um pôr do sol avermelhado inesquecível!). O local é chamado de “mini-delta”, justamente por reunir paisagens e espécies muito similares ao Delta do Parnaíba.

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Monã Hotel Teresina

Monã Hotel: hospitalidade de alto padrão em Teresina

Já não era sem tempo: a cidade de Teresina finalmente ganhou sua primeira propriedade de alto padrão, o Monã Hotel. E sua chegada trouxe mesmo um novo conceito de hospitalidade à capital piauiense.

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Idealizado pela empresária Andrea Buna em sua primeira incursão pela indústria da hospitalidade, o Monã Hotel entrega uma mistura perfeita de conforto e identidade cultural.

Monã Hotel Teresina
foto: Mari Campos

Cada detalhe do hotel carrega cultura e história local e regional, com toques que vão do sertão ao delta, numa estética que mais parece uma grande celebração de raízes.  

Ao contrário de tantos novos hotéis nacionais, no Monã felizmente a gente é lembrado o tempo todo sobre o destino que nos recebe – no mobiliário, no décor, nas obras de arte, no cardápio do restaurante, no falar ritmado do staff.

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Monã Hotel Teresina
foto: Mari Campos

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Como é se hospedar no Monã Hotel

Localizado num dos bairros mais arborizados de Teresina, o Monã Hotel possui 64 acomodações, divididas em três categorias diferentes. Todas as acomodações são bastante espaçosas, com décor mais minimalista, ótimas camas e bons banheiros. Não há café nem água cortesia – exceto nas suítes.

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Há um ótimo restaurante no térreo, aberto do café da manhã ao jantar. O café da manhã é servido hora na mesa, com pequeno buffet auxiliar, hora num grande buffet, dependendo da quantidade de hóspedes na casa – mas há sempre a possibilidade de pedir itens à la carte incluídos.

No almoço e no jantar, o restaurante Ayty tem ótimo menu que privilegia receitas locais e regionais, reforçando a identidade piauiense da propriedade.

Ao lado do restaurante existe um pequeno bar. Mas o bar mais movimentado fica no rooftop, e funciona também para o jantar (embora fique restrito a apenas hóspedes em alguns dias da semana – reserve antes de ir).

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O rooftop, aliás, rapidamente se tornou o mais disputado da cidade, com uma bela piscina panorâmica, excelente para relaxar e contemplar o pôr do sol alaranjado de Teresina.

A excelente curadoria de arte do hotel, capitaneada pela própria Andrea, se espalha pela propriedade em pinturas, esculturas, móveis e cerâmicas de artistas e artesãos piauienses. Corredores, halls e áreas comuns foram todos transformados em elegantes e pulsantes galerias de arte.

Bastante focado também no segmento MICE, o Monã Hotel tem um amplo centro de convenções com salas modulares e também academia, sauna e estacionamento.

Definitivamente, uma propriedade ainda sem similar na capital do Piauí. E uma belíssima base para o turista de lazer antes de rumar à Serra da Capivara, ao Delta ou ao pequeno e belo litoral do estado.

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Origem Patacho

Origem Patacho é inaugurado no litoral de Alagoas

2025 tem sido definitivamente um ano excelente para a hospitalidade brasileira. Não apenas diversas propriedades têm conseguido manter altos índices de ocupação – graças a um mix muito bom de viajantes nacionais e estrangeiros -, mas também porque temos acompanhado a abertura de incríveis novos hotéis, sobretudo na região Nordeste. Nesta semana, o Origem Patacho é inaugurado no litoral de Alagoas.

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Nestes últimos dias, tive o imenso prazer de ter vivenciado, com exclusividade, a hospitalidade cuidadosa do novo Origem Patacho. Como primeira hóspede do hotel, que agora sim abre suas portas para o público em geral, testemunhei o nascimento de uma nova forma de hospedagem na idílica Praia do Patacho que já chega redondinha.

Origem Patacho
foto: Mari Campos

A Praia do Patacho, localizada no município de Porto de Pedras, coladinho a São Miguel dos Milagres e distante cerca de duas horas de carro do aeroporto de Maceió, é merecidamente considerada um dos trechos mais bonitos da Costa dos Corais e do próprio litoral brasileiro.

Agora, as areias tranquilas, o mar calmo e tranquilo, os extensos coqueirais e as belas piscinas naturais do Patacho ficam ainda mais sedutores com a chegada deste novo hotel de apenas 10 acomodações, todas com piscina privativa.

O projeto, executado por Juliana Pippi e Rodrigo Fagá, leva à região um estilo arquitetônico até então inexistente por lá. As linhas bastante contemporâneas do Origem Patacho se casam ali com materiais, cores e revestimentos tipicamente locais. E tudo decorado com artesanato regional, tecidos em padronagens exclusivas e mobiliário autoral.

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Origem Patacho
foto: Mari Campos

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Como é se hospedar no novo Origem Patacho

As dez acomodações do Origem Patacho foram batizadas de “cabanas” e todas contam com muito espaço e piscinas privativas com hidromassagem. Estão dispostas ao longo de um “corredor” ao ar livre que tem vista direta para o mar.

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Com tons ocre e arenosos, estão intimamente conectadas à natureza local, dos revestimentos ao mobiliário, das vistas ao paisagismo. As maiores são a Cabana Mar, com 90m² privativos, única com banheira de imersão e vista para o mar, e a Cabana Vila, de 70m² e cercada por vegetação nativa. São todas decoradas com lindas obras de arte nacionais.

As enormes camas são excelentes e o enxoval tem padronagens criadas exclusivamente para o Origem Patacho em algodão orgânico, com destaque para os excepcionais roupões – daqueles que realmente dá vontade de levar para a casa.

Algumas peças, como elegantes bolsas de praia e sofisticadas nécessaires, foram desenvolvidas pelo belo projeto social MOVI (Movimento Eu Visto o Bem), através do trabalho cuidadoso de detentas em recuperação. Vêm com simpáticas tags com os dizeres “esta peça muda o mundo”.

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Os armários das cabanas têm portas propriamente, cabides móveis, nichos de distintos tamanhos e espaço também para guardar vestidos longos – itens aparentemente (e infelizmente) uma raridade nos novos projetos hoteleiros do Brasil…

Há cortesia de água café, chá e até capuccino e late nas acomodações.

O décor das áreas comuns é tão elegante quanto das acomodações, na mesma paleta discreta de cores e também fazendo uso de belos móveis autorais de artesãos regionais. A piscina de borda infinita, cujo entorno é de certa forma o centro da “vida social” do hotel, tem a praia literalmente em frente.

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Origem Patacho
foto: Mari Campos

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Café da manhã servido a qualquer hora

O luxo informal e aconchegante da proposta do Origem Patacho encontra no serviço de café da manhã sua mais perfeita tradução: ali, o café é servido, literalmente, a qualquer hora do dia – e tudo sempre à la carte, no restaurante de laterais envidraçadas, com vista para o mar da praia do Patacho. Para mim, não existe luxo maior que dormir sem pensar no despertar e no “horário do café”.

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O café da manhã começa com diversos itens servidos diretamente à mesa após a chegada dos hóspedes, além de um belo menu de pratos quentes, doces e salgados, sempre disponível. O belíssimo desjejum pode ser servido também diretamente na acomodação.

O restaurante do hotel, aliás, aberto sempre até 22h, é ótima ideia a qualquer hora do dia. Ainda estão em processo de ajuste de timings da cozinha, como em qualquer abertura, mas o serviço de salão é sempre adorável e a carta é ampla e excelente. Tudo o que provei tinha ingredientes bem frescos, bela apresentação e estava mesmo cheio de sabor, de saladas a pratos principais, de caldinhos a sobremesas.

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Recebendo apenas hóspedes adultos, o Origem Patacho tem também academia com vista por o mar, rooftop em frente à praia, lounge ao ar livre e uma sala de massagens com distintos tratamentos e rituais, inclusive a dois, no menu. A equipe, sempre querida e atenciosa, é majoritariamente composta de moradores da região.

A curadoria de passeios oferecidos pelos concierges do hotel é extremamente cuidadosa, da escolha de itinerários e profissionais locais para a execução ao cuidado no mis-en-scene das experiências. No meu tradicional passeio de jangada / traineira até as piscinas naturais e bancos de areia do Patacho, uma excepcional geladeirinha de design vintage levou côco gelado, sucos, água e frutas da estação fatiadas – tudo com jogo de mesa, para ser degustado em uma das paradas.

Honestamente, nunca vi uma pequena propriedade brasileira abrir as portas assim, já tão afinadinha.

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Casa Daia

Casa Daia abre as portas no Ceará

É sempre um prazer imenso testemunhar o “nascimento” de uma nova propriedade hoteleira de alta qualidade no Brasil. Mas acompanhar os primeiros passos da nova Casa Daia, localizada em Barra dos Remédios, Ceará, já quase na fronteira com o Piauí, foi mesmo especial: encontrei ali o melhor novo hotel brasileiro deste 2025.

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Aliás, sejamos francos, nenhuma região brasileira tem sido tão fértil neste quesito ultimamente quanto o Nordeste. São muitos novos hotéis inaugurados – e ainda por inaugurar – neste ano, e a maioria com altíssimo nível de hospitalidade. Uma buena onda incrível, que já dura um bom tempo na região e, felizmente, não dá sinais de arrefecer.

Distante duas horas de carro do aeroporto de Jericoacoara, a Casa Daia parece coroar esse grande momento, isolada entre dunas majestosas, praias quase desertas, incríveis formações rochosas, manguezais, lagoas cristalinas e outras belezas naturais.

Com apenas sete exclusivas acomodações em um canto ainda remoto do litoral cearense, a nova propriedade soube criar não apenas instalações charmosas, sustentáveis e confortáveis, como também uma série de experiências autênticas desenvolvidas em parceria com as comunidades locais. E mais: também oferece gastronomia de primeira, focada no destino, seu entorno e suas tradições.

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Casa Daia
foto: Mari Campos

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Como é se hospedar na nova Casa Daia, no Ceará

A Casa Daia ocupa uma antiga fazenda de 220 hectares com acesso direto ao mar e ao rio. Rodeada por caatinga, manguezais e mata atlântica, foi criada pelo ex-executivo do mercado financeiro Eduardo Hargreaves inspirado por suas viagens a lugares remotos do planeta e seus hotéis preferidos.

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De volta ao Brasil após mais de uma década vivendo no exterior, e amante do kitesurf, esporte predominante no entorno do novo hotel, comprou as terras inicialmente para construir uma casa de veraneio. Mas logo percebeu que o destino era bonito demais para não ser compartilhado com mais pessoas, e chegar muito além dos viajantes em busca dos chamados “esportes de vento”.

Foi assim que, em sua primeira investida na hospitalidade, Eduardo conseguiu criar uma propriedade sustentável, capaz de entregar ao viajante não apenas excelência em serviços e gastronomia, mas também conservação e autenticidade. A ideia principal ali é que cada hóspede se sinta mesmo em casa ali, da privacidade dos seus aposentos à gostosa socialização nas áreas comuns.

A casa sede tem restaurante, piscina, living, lounges e três grandes suítes, cheias de espaço, varandas privativas e enormes banheiros com pias duplas, chuveiro e banheira. Quase ao lado, acabam de ser inaugurados quatro bangalôs modulares com ainda mais espaço: 90m2 cada um, todos com plunge pools privativas.

A estadia na Casa Daia pode funcionar apenas com café da manhã incluído; mas seu grande trunfo, ainda mais dada a natureza remota da propriedade, é o programa “full experience”, que inclui também todas as bebidas não alcoólicas, todas as refeições e duas atividades diárias do programa de experiências do hotel – trilhas, pesca, cata de sururu, queima de farinha, cultivo, passeios em carro, quadriciclo, barco, canoa e até SUP.

As refeições, com menu exclusivo do ótimo chef Fabio Vieira, funcionam sempre com serviço à la carte, priorizando ingredientes locais – em pratos deliciosos e muitíssimo bem apresentados, do café da manhã ao jantar.

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Casa Daia
foto: Mari Campos

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O valor insubstituível do local

Tudo na Casa Daia valoriza o local e o regional. A equipe, por exemplo, é majoritariamente oriunda dos arredores do hotel. E, ainda que estejam em sua maioria em primeira experiência em hospitalidade, é incrivelmente bem afinada e bem treinada. Memorizam rapidamente nomes dos hóspedes, que tipo de água preferem nas refeições, se têm restrições etc, sempre com grandes sorrisos estampados no rosto.

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Na construção e no décor, tudo é repleto também de materiais, obras de arte e artesanato local e regional. Cada cômodo do novo hotel é quase uma pequena ode ao Ceará e ao Brasil, com detalhes de profunda sensibilidade, com as lindas moringas que guardam a água cortesia deixada diariamente em todos os quartos.

Casa Daia tem feito também um excelente trabalho de recuperação de porções desmatadas da terra. Também criou uma adorável agrofloresta, que já abastece parte dos insumos da cozinha do hotel – e que pode ser utilizada em atividades exclusivas de plantio e manejo com os hóspedes que assim desejarem.

A minha experiência ali, mesmo com a propriedade recém-inaugurada, não poderia ter sido mais redondinha. Nadei com vista para carnaúbas esplendorosas, fui à praia praticamente deserta, fiz passeios em barco, visitei vilarejos, mergulhei em uma lagoa de cor incrivelmente esmeralda, acompanhei pescadores ao amanhecer, testemunhei o sol se pôr em vários tons de laranja do alto de dunas impressionantes, contemplei céus surrealmente estrelados. Tudo isso muitíssimo bem alimentada e com uma cama realmente deliciosa para descansar todas as noites.

Que mais hotéis assim continuem abrindo suas portas no Brasil.

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A nova fase da Radisson Collection

O turismo de luxo segue em franco crescimento global, movimentando anualmente mais de US$1,5 tri. A expectativa do mercado é que chegue a US$2,33 trilhões até 2030. E todo mundo quer uma fatia desse bolo que não pára de crescer, é claro – principalmente na hotelaria. Por isso mesmo, o Radisson Hotels Group também resolveu lançar nos últimos anos uma marca dedicada à hospitalidade de alto padrão: a Radisson Collection.

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A Radisson Collection é uma coleção de hotéis focados no mercado premium e luxo, geralmente renovando e assumindo a administração de propriedades icônicas em diferentes destinos.

A ideia principal do grupo Radisson com sua marca mais exclusiva é que a personalidade de cada hotel Radisson Collection esteja sempre profundamente ligada ao destino e à história local; mas todos devem oferecer, por definição, também um serviço mais caprichado, design personalizado, boa mesa e atividades voltadas para o bem-estar.

Berlim
Radisson Collection Hotel Berlim. foto: Mari Campos

Todos os hotéis da marca acumulam pontos e usufruem de todos os benefícios gerais do Radisson Rewards, o programa de fidelidade do grupo – o que significa que mesmo perfis de viajantes que não costumam se hospedar em hotéis upscale em suas viagens podem ganhar noites cortesia nas propriedades da Radisson Collection através dos pontos acumulados no programa.

Em contínua expansão desde seu lançamento, em 2025 a marca abre as portas de sete novas propriedades, com destaque para hotéis na Cidade do Cabo, Berlim, Lyon, Budapeste e Bruxelas. Neste julho, tive o prazer de ser convidada para conferir em primeira mão as duas aberturas mais esperadas: os novos Radisson Collection Hotel Berlin e Cour des Loges Lyon, a Radisson Collection Hotel.

Confira aqui porque estas inaugurações/reaberturas estão sendo tão celebradas pelo mercado.

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foto: Mari Campos

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Cour des Loges Lyon, a Radisson Collection Hotel

Pequeno, discreto, serviço de primeira. É em uma rua estreita e tranquila do centro histórico de Lyon, na FrançaVieux Lyon, tombada pela UNESCO – que fica a mais nova propriedade da Radisson Collection: o adorável hotel boutique Cour des Loges.

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É bem na região mais visitada da cidade que é chamada de “capital gastronômica da França” que diferentes edifícios anexos, um deles reminiscente do século XIV, foram transformados em um pequeno oásis com apenas 61 acomodações. O novo Cour des Loges, a Radisson Collection Hotel, mescla arquitetura medieval e renascentista, entre paredes de pedra de 1341 e deliciosos pátios internos.

Com as portas (re) abertas em meados de junho de 2025, e com a própria história dos seus edifícios ligada intimamente ao passado da cidade, o Cour des Loges também é parte do patrimônio cultural de Lyon. A renovação completa do hotel soube preservar as características renascentistas do edifício, mantendo diversos elementos originais, como tetos abobadados, escadarias sinuosas de pedra e micro pátios internos escondidos.

O novo Cour des Loges, a Radisson Collection Hotel, soube também conferir maior possibilidade de uso aos espaços originais – como o pátio central, cercado por passarelas em arco em distintos andares (totalizando uma altura de 17 metros), antes todo aberto. Agora com teto de vidro, permite não apenas a vasta entrada de luz natural e livre circulação do ar, como também que o espaço seja usado pelos hóspedes em qualquer clima ou período.

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É ali, aliás, que fica o restaurante de alta gastronomia Les Loges, liderado pelo renomado chef Anthony Bonnet, o grande destaque da propriedade – e aberto também para não hóspedes. Ali, o chef e sua equipe criaram uma das mais consistentes e surpreendentes cozinhas contemporâneas da cidade. Pratos leves, deliciosos e coloridos, feitos com ingredientes majoritariamente frescos e oriundos de produtores locais e regionais. A carta de vinhos também é excelente e bem pouco óbvia.

É no mesmo local que também é servido diariamente um excelente café da manhã diário, mesclando buffet e ótimos pratos à la carte – incluindo deliciosos “ovos do dia”, que mudam a cada manhã (e, tão gostosos e diferentes, costumam ser a escolha da maioria dos hóspedes). Em ambiente silencioso, cheio de luz natural e com excelente serviço.

O Cour des Loges, a Radisson Collection Hotel tem também um simpático bar que serve petiscos em estilo tapas e um ótimo bistrô, esse completamente aberto para a rua: o pequeno Le Comptoir serve gostosos pratos inspirados na herança culinária de Lyon e abre dia e noite. Com clima bom, seu convidativo terraço é perfeito para comer bem praticando people watching na Rue du Bœuf.

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Os principais confortos da hotelaria contemporânea, é claro, foram também muito bem incorporados às 61 acomodações espalhadas nos distintos edifícios anexos como um complexo labirinto, e todas diferentes entre si. Quartos e suítes foram completamente reformados, ganhando pontos de cor e toques mais contemporâneos aqui e ali. O mobiliário mistura móveis e objetos antigos com clássicos modernistas e apareceram até algumas acomodações em estilo loft, com charmosos mezaninos.

Mas olho: vale muito reservar o hotel através de uma agência de viagem, já que, mesmo numa mesma categoria, os quartos podem ser extremamente diferentes entre si em tamanho, luminosidade (alguns são bem mais sisudos e escuros, voltados para pequenos pátios internos; outros, luminosos e arejados, com janelas que se abrem para a cidade), facilidades em geral e também no décor.

De fato, fazia mesmo falta em Vieux Lyon, com ruas sem carros e uma eclética variedade de edifícios históricos, um hotel de luxo. O staff do Cour des Loges, a Radisson Collection Hotel, principalmente no restaurante e na recepção, é excelente. E a propriedade tem também concierge Clef d’Or e abrirá em breve um esperado spa, que promete piscina coberta, hammam, sauna e diversas experiências de bem-estar sob as antigas abóbadas de pedra do edifício.

O Cour des Loges é a primeira propriedade da Radisson Collection na França. E uma curiosidade: o grupo Radisson mantém também em Lyon o Radisson Blu Lyon, uma propriedade instalada no edifício mais alto da cidade que costuma ser bastante procurada por brasileiros sobretudo pelas vistas espetaculares que tem.

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Berlim
foto: Mari Campos

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Radisson Collection Hotel Berlin

Você seguramente se lembra daquele imenso aquário vertical que explodiu no lobby de um hotel em Berlim há alguns anos, não é mesmo? Pois essa mesma propriedade ficou fechada por quase dois anos e meio, foi totalmente revitalizada, o lobby inteiramente reconstruído. E recentemente reabriu suas portas sob nova marca: Radisson Collection Hotel Berlin.

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O novo Radisson Collection Hotel Berlin fica no coração do vibrante bairro de Mitte, às margens do rio Spree e bem diante do Berliner Dom e da ilha dos museus. E chama atenção de cara pelo tamanho: são 427 acomodações compondo uma das maiores propriedades da marca.

A reabertura aconteceu em grande estilo, entregando ao hóspede um serviço muito mais cuidadoso e atencioso (embora a gerência ainda precise fazer urgentemente ajustes importantes na recepção e, sobretudo, no housekeeping).

Com nova equipe e novo fôlego, trouxe também um novo átrio, muito mais bonito, interessante, elegante e aconchegante que o original, com pé-direito vertiginoso, design minimalista e muita luz natural, transformado agora no grande coração do hotel.

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Ao invés do antigo (e super discutível) aquário do hotel anterior, o Radisson Collection Hotel Berlin criou como peça central para o mega átrio de sete andares um incrível jardim vertical (batizado ali de “living tree”) com cerca de 24 metros de altura e quase 2 000 plantas. Sob ela, um bar bem simpático de ambiente bem cosmopolita serve cafés, drinks, petiscos e pratos leves ao longo do dia.

O hotel ganhou também um novo – e ótimo! – restaurante: o San Éna, com aconchegante (mesmo) e descontraído ambiente interno e adoráveis mesinhas no terraço de cara para o rio e a catedral. Toda manhã, é ali que é servido o café da manhã, com várias estações diferentes de buffet, pratos quentes à la carte, vários tipos de café, sucos e espumantes, tudo incluído – e com excelente serviço.

No restante do dia, a casa se abre também para não hóspedes com um saboroso menu que homenageia a culinária grega e privilegia pratos e porções para compartilhar (mas solo travellers se viram muito bem ali também). Tem boa carta de vinhos (inclusive gregos) e coquetéis.

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Os quartos e suítes do Radisson Collection Hotel Berlin foram redesenhados com tons terrosos e ganharam um estética minimalista, com mobiliário que lembra o design escandinavo. Há bastante espaço, tomadas e entradas para carregamento aos montes, camas excelentes, café e água cortesia, e ótimos banheiros em mármore.

Mas importante: as acomodações podem ter vista para a Catedral e o rio, a cidade ou o átrio interno. Cerca de 40% deles se enquadram nesta última categoria; então olho atento na hora das reservas; as acomodações da categoria Collection têm as melhores vistas.

O novo hotel oferece também uma área de wellness (ainda em fase de finalização) com academia 24h, uma pequena piscina coberta, salas de massagens e sauna. Uma novidade excelente para a cidade, focada sobretudo em hóspedes mais jovens, com localização privilegiadíssima, a poucos minutos dos pedaços mais gostosos de Mitte e a literalmente passos do metrô mais próximo.

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foto: Mari Campos

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A Radisson Collection faz parte do Radisson Hotel Group, que também inclui as marcas art’otel, Radisson Blu, Radisson, Radisson RED, Radisson Individuals, Park Plaza, Park Inn by Radisson, Country Inn & Suites by Radisson e Prize by Radisson. Mas é a única do grupo focada nos mercados premium e de luxo.

Após um 2024 financeiramente muito positivo, o Radisson Hotel Group está caminhando para mais um ano recorde neste 2025 e um impressionante pipeline de inaugurações para os próximos anos. A marca Radisson Collection sozinha já conta com mais de 60 hotéis instalados em países e continentes diferentes.

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