Private Expedition Latitudes Ártico

Private Expedition Latitudes: hospitalidade à toda prova

Em julho último, tive a oportunidade de participar pela primeira vez de uma das expedições privativas da Latitudes – Viagens de Conhecimento, empresa que conheço e acompanho há muitos anos. E agora posso afirmar categoricamente: as Private Expeditions Latitudes são mesmo um dos exemplos mais sofisticados e bem executados da hospitalidade brasileira.

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Embarquei na Private Cruise Expedition Latitudes Ártico 2026, destinada a explorar majoritariamente a ilha norueguesa de Svalbard, atualmente o grande “filé” da visitação turística região polar norte.

Começamos e terminamos nosso itinerário em Oslo, tomamos voo privado a Longyearbyen (capital de Svalbard e o aeroporto mais setentrional do mundo), de onde partimos em um navio (o Sylvia Earle, da Aurora Expeditions) totalmente privatizado para o nosso exclusivo grupo de 89 viajantes – e cheio de upgrades.

Private Expedition Latitudes Ártico
foto: Mari Campos

As expedições privativas nunca fizeram tanto sucesso quanto hoje no mundo. Cada vez mais viagens estão dispostos a investir altas somas para embarcar em itinerários exclusivos, descomplicados, milimetricamente planejados, e com inclusões suficientes para minimizar atritos e garantir experiências inesquecíveis.

Porque, afinal, o que distingue as melhores operações não é mais simplesmente a possibilidade de abrir portas fechadas, mas a capacidade de oferecer realmente contexto para aquilo que existe atrás delas. E é nesse cenário que as Private Expeditions Latitudes ocupam uma posição particularmente interessante no mercado brasileiro.

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Private Expedition Latitudes Ártico
foto: Mari Campos

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O sucesso da Expedição Privativa pelo Ártico

O slogan da Latitudes – “viagens de conhecimento”- até poderia soar marketeiro se não fosse algo que orientasse, de fato, toda a estrutura das viagens que realizam. Sejam as expedições privadas, os grupos regulares ou mesmo as viagens privativas que organizam durante o ano todo, o que eles fazem majoritariamente é, ao invés de construir roteiros cujo objetivo seja unicamente visitar e “consumir” lugares, partem de temas e questionamentos.

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Cada roteiro, ali, nasce em torno de um fio condutor, e não apenas de um ponto no mapa, deixando claro que o destino é apenas uma das muitas camadas da viagem. Como, por exemplo, “a natureza do tempo”, tema que norteou toda nossa viagem pelo Ártico.

Fomos acompanhados, todo o tempo, por uma enorme equipe Latitudes a bordo, um grande time especializado em expedições pelo ártico e também especialistas de distintas áreas, como a bióloga Ema Kuhn, a pensadora Monja Cohen, a psicanalista Danit Pondé e o filósofo Luiz Felipe Pondé.

E, além de passear por Oslo e Longyearbyen, fizemos um espetacular cruzeiro entre placas de gelo, magníficos paredões de gelo, imensos glaciares, cachoeiras, ursos polares, focas, baleias, raposas, belugas, renas e uma infinidade de pássaros.

Voltei para casa ainda mais encantada, pela empresa e pelo destino. Jamais esquecerei o vento cortante no rosto nas muitas horas voluntariamente passadas no deck externo, o urso polar preguiçosamente se espreguiçando e roçando as costas na tundra, o som do navio rompendo o mar congelado, ou do meu próprio caminhar sobre uma enorme placa de gelo, justamente em um dos poucos momentos ensolarados que tivemos por lá.

Mas a viagem começou muito antes disso, é claro. Recebemos em nossas casas lindos kits pré-viagem (incluindo de mochilas herméticas a nécessaires, de livros a objetos de higiene) e também fomos presenteados com gorro e jaqueta polar ao embarcarmos no navio.

Private Expedition Latitudes Ártico
foto: Mari Campos

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Hotéis, navio, transfers, guias, tudo foi escolhido a dedo pela Latitudes após diversas visitas técnicas e reuniões. Os menus do cruzeiro foram todos ajustados às preferências e necessidades dos hóspedes, assim como a lista de bebidas disponíveis no bar aberto.

Horários e duração de passeios foram ajustados e também paramos tudo para ver o Brasil jogar (mal) contra a Noruega na Copa, acompanhados por noruegueses divertidíssimos da tripulação e muita pipoca, pão de queijo e brigadeiros, com insumos levados do Brasil pela equipe, e preparados especialmente para a ocasião .

A participação dos especialistas no roteiro teve um formato bem pensado, em que essas intervenções simplesmente complementaram tudo que víamos e vivíamos in loco, sem “pesar” na programação de nenhuma maneira. No navio, as eventuais palestras que aconteciam a bordo entre um desembarque e outro podiam ser acompanhadas no lounge-auditório, mas também, transmitidas pelo sistema de televisão da embarcação, no conforto de cada cabine. O conhecimento simplesmente acompanhou a paisagem arrebatadora do Ártico, sem nunca competir com ela.

Ouso dizer, inclusive, que os maiores aprendizados que trouxe dessa viagem vieram de “micro aulas” acidentais e espontâneas, como as dadas pela bióloga Ema Kuhn ao responder nossos questionamentos no deck externo enquanto observávamos placas de gelo e vida selvagem, ou quando outros membros do time de expedição falaram sobre geografia, história e ciência nos próprios botes zodiac, enquanto testemunhávamos momentos incríveis de desprendimentos de glaciares, paredões rochosos de um bilhão de anos ou interações animais.

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Private Expedition Latitudes Ártico
foto: Mari Campos

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Equipe afinada, hóspede feliz

Ao longo da viagem, a equipe Latitudes, tanto em terra, no Brasil, quanto a que nos acompanhava diariamente a bordo, no navio, mostrou que leva a sério o conceito de hospitalidade como acolhimento – eu que o diga, acolhida com esmero e eficiência, mesmo na madrugada, quando enfrentei problemas com meu voo a Oslo.

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Acolheram as necessidades (e muitos dos desejos também…) de hóspedes com mais restrições físicas, a curiosidade natural das crianças, as limitações daqueles que tinham barreiras com outros idiomas ou restrições alimentares. Construíram uma estrutura complexa para que cada viajante, do mais travado ao mais flexível, do mais jovem ao mais idoso, do mais iniciante ao mais experiente, tivesse sempre a impressão de que tudo fluía tão bem naturalmente.

Enquanto muitas empresas desenham roteiros a partir da simples disponibilidade de hotéis e atrações, as Private Expeditions Latitudes funcionam como uma grande produção, começando muito, mas muuuuito antes do embarque de passageiros.

Da definição do tema da viagem à escolha dos especialistas (historiadores, filósofos, geógrafos, jornalistas, psicanalistas, escritores etc) que palestrarão durante o roteiro, da seleção dos melhores meios de transporte aos “expedition leaders” mais adequados para aquele grupo, das visitas técnicas aos ajustes dos ritmos com que cada destino será apresentado, nada é pensado isoladamente.

A engenharia logística necessária para que tudo funcione perfeitamente em uma expedição deste tipo é gigantesca, até porque esse modelo de viagem realmente precisa deixar pouco espaço para improvisações. Mas, mesmo as mudanças repentinas de planos em função das condições climáticas de um destino tão remoto, foram ali tiradas de letra, e de maneira invisível ao viajante. Para mim, é justamente essa tal “invisibilidade” um dos mais sofisticados aspectos da hospitalidade contemporânea.

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Assim, a nossa viagem física à região polar, entre montanhas, geleiras e ursos polares, avançou sempre harmoniosamente junto à parte menos visível da jornada, feita também de referências diversas em história, geografia, biologia, filosofia, literatura e ciência em geral.

Nas Private Expeditions Latitudes tudo está incluído (transfers, hospedagem, passeios, bebidas, refeições e, mais importante ainda, um impressionante acompanhamento médico). Além, é claro, do precioso acompanhamento permanente de uma equipe que realmente é pau para toda obra, atendendo de maneira imediata, em português, qualquer solicitação.

Mas a personalização exacerbada da viagem não está apenas no itinerário, mas também na forma de nos fazer compreender o destino visitado, nas ferramentas que recebemos para voltar para casa com um repertório ampliado sobre o mundo que vai muito além das belas fotografias que tiramos. Como viajantes, precisamos apenas nos concentrar naquilo que mais nos importa: viver a experiência.

No constante desafio do turismo de luxo internacional para oferecer experiências realmente inéditas e memoráveis a um público cada vez mais experiente, esse tipo de viagem é, sem dúvidas, uma das respostas mais consistentes da atualidade.

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Ritz-Carlton Masai Mara Safari Lodge

Por dentro do novo Ritz-Carlton Masai Mara

Um dos destinos mais espetaculares do planeta, o Parque Nacional Masai Mara, no Quênia, ganhou mais uma nova propriedade voltada para o mercado de luxo. Mais que isso: foi ali que a marca Ritz-Carlton, da Marriott International, abriu seu primeiro lodge de safári, inaugurando uma nova era para o segmento: o Ritz-Carlton Masai Mara Safari Camp.

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Inaugurada em soft opening no final do ano passado, a propriedade é uma das mais importantes adições à hotelaria queniana na década – e um passo importante para a marca Ritz-Carlton na entrada nesse nicho. Também é a primeira propriedade da marca que opera em sistema “super all inclusive”, que garante até carro e ranger sempre privativos para cada acomodação.

Ritz-Carlton Masai Mara Safari Lodge
foto: Mari Campos

Imediatamente convertida em uma das mais luxuosas opções de hospedagem de Masai Mara – e do próprio Quênia – o novo Ritz-Carlton Masai Mara Safari Camp agora está operando a full.

Mas o começo das operações foi conturbado: com duras críticas de ambientalistas e blacklash internacionalmente nas redes sociais (acreditava-se que o lodge, construído à beira-rio, poderia interferir em parte da rota utilizada por algumas espécies durante a Grande Migração).

Depois de um complexo processo judicial, em fevereiro passado saiu a sentença definitiva que posiciona o Ritz-Carlton Masai Mara Safari Camp como plenamente apta para operar, tanto pelo relatório ecológico-jurídico quanto pelo testemunho da família Masai que vendeu o terreno original.

A licença de Avaliação de Impacto Ambiental (AIA) da propriedade também está devidamente aprovada, garantindo que o funcionamento do camp é ecologicamente correto, já que o ponto de travessia animal mais próximo fica a mais de 4km da propriedade.

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Ritz-Carlton Masai Mara Safari Lodge
foto: Mari Campos

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Como é o novo Ritz-Carlton Masai Mara Safari Camp

A adorável ponte pênsil sobre o rio Sand conectando o embarque/desembarque de veículos com o lodge rapidamente se converte em uma espécie de “portal”. Acompanhados geralmente por Masai (que compõem mais de 40% do staff da propriedade), ora elas nos leva diretamente para a aventura dos safáris, ora para o aconchego da nossa acomodação e das áreas sociais do camp.

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O novo Ritz-Carlton Masai Mara Safari Camp foi construído sem quaisquer cercas para o Parque Nacional e com sua estrutura inteiramente elevada do solo, para causar o mínimo impacto tanto no terreno quanto no ecossistema local, garantindo livre trânsito de animais sob as passarelas suspensas que conectam acomodações e áreas comuns.  

Com direito a muita madeira e uma profusão de tecidos, bordados e artesanato local, o primeiro safári lodge da marca Ritz-Carlton ficou mesmo lindo e bastante sustentável. Utiliza uma fazenda solar de 650 kW e possui um sistema de tratamento de água em circuito fechado que coleta e reutiliza águas das chuvas.

São apenas 20 enormes acomodações, todas em formato de luxuosas tendas que podem chegar a mais de 160 m² privativos, com quarto e living separados, dois banheiros, ducha interna e externa, banheira, lounge e deck externos e piscina privativa – tudo com vista para o verde ou para o rio.

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Há sempre café, leite, chá, biscoitos, vinho, cerveja, refrigerantes, chocolates quenianos, cookies e outros petiscos, tudo complimentary, no enorme bar privativo presente com destaque no living de cada acomodação.

Novidade muito bem-vinda para a marca Ritz-Carlton, ali todas as estadias seguem o modelo super all-inclusive. Dois game drives diários, refeições, bar aberto, snacks, minibar, room service, workshops, cooking classes e até serviço de lavanderia (até cinco peças por pessoa, por dia) estão sempre incluídos; apenas tratamentos de spa são sobrados à parte.

Cada acomodação tem seu próprio carro e ranger para os safáris. Assim, é sempre o hóspede quem decide o que, como e quando quer fazer, o tempo todo. Um misto de mordomo e concierge dedicado (ali chamado de encholiek) se encarrega de deixar todos os serviços 100% privativos e personalizados – inclusive no empréstimo de uma câmera DSLR com lentes objetivas de larga distância durante toda a estada para capturar o melhor de cada safári.

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A equipe,majoritariamente formada por masai e moradores das redondezas, é adorável e extremamente acolhedora, da gerente geral ao housekeeping.

O gerente do restaurante ganha o coração dos hóspedes imediatamente: como uma avó brasileira, prepara o coffee break do safári, os sundowners e petiscos, e, sempre presente nas refeições, é genuinamente preocupado se as pessoas realmente não ficarão com fome.

As refeições, alás, todas em formato à la carte, do café da manhã ao jantar, são excelentes, com menus que mudam todos os dias. A única refeição em estilo buffet da propriedade é o “boma dinner”, realizado em uma espetacular plataforma ainda mais elevada que o restante do camp, sob as estrelas.

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Para a saída do safári do amanhecer, o Ritz-Carlton Masai Mara Safari Camp criou uma genial estação exclusiva de café junto à saída dos carros que prepara, na hora e ao gosto do hóspede, qualquer tipo de café, chá ou chocolate que se deseje – ao lado de um carrinho devidamente equipado com croissants, cookies, pan au chocolat e outras delícias.

Além disso, o novo lodge também oferece gratuitamente diversas atividades ligadas à cultura queniana e masai, de workshops de artesanato a aulas de culinária. Visitas à comunidade masai dos arredores do lodge também estão incluídas.

É (bem) difícil deixar as deliciosas e espetaculares acomodações nos períodos entre safáris. Mas o camp oferece também uma grande academia aberta para o verde, uma deliciosa piscina de borda infinita para as savanas (devidamente rodeada de espreguiçadeiras e day beds) e um belo spa.

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Para me manter 100% conectada durante toda a viagem pelo Quênia, utilizei mais uma vez o chip internacional da O Meu Chip, e me surpreendi com a boa cobertura até durante os safáris no Parque Nacional. Há sempre pelo menos 10% de desconto na compra de qualquer chip físico ou eSIM neste link com o cupom MARICAMPOS.

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Mahré Hotel Milagres

Review: Mahré Hotel, Milagres

Tenho uma paixão especial pelo litoral de Alagoas; não escondo de ninguém que vejo ali o mar mais bonito e gostoso do Brasil. E é exatamente num pedacinho cada vez mais em evidência dessa faixa – também conhecida como Rota Ecológica – que fica o Mahré Hotel, uma das jóias da hospitalidade regional.

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Localizado a cerca de uma hora e meia de carro de Maceió (dependendo do trânsito), este hotel inteiramente composto por acomodações em estilo villa está na badalada São Miguel dos Milagres – que, juntamente com Passo de Camaragibe e Porto das Pedras, reúne nada menos que 23km de belíssimas praias, formando uma espetacular barreira de corais.

Mahré Hotel Milagres
foto: Mari Campos

Inaugurado em dezembro de 2023, podemos dizer que o Mahré Hotel nasceu do sonho de duas Marias, mãe e filha. São 40 mil metros quadrados de uma propriedade frente ao mar, com apenas 30 enormes suítes em estilo villa, todas com piscina privativa.

Com metragens que vão de 120 a 192 metros quadrados, possuem enormes banheiros, quarto, living e mesa de refeições, além de deliciosos decks externos. Construídas entre mangue, coqueirais e mar, as acomodações estão distribuídas horizontalmente ao redor de um lago artificial – com direito a ponte e tudo – que se tornou o coração do projeto e é bonito de ver dia e noite.

Mas a piscina principal do Mahré e a praia logo em frente ao hotel (em dias de maré baixa, as piscinas naturais deixam a água do mar ainda mais bonita!) são tão gostosas que todo mundo acaba curtindo muito também as áreas sociais comuns, que incluem ainda playground para os pequenos, quadras esportivas e uma pequena academia. Redondinho para casais, mas também excelente para famílias.

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Mahré Hotel Milagres
foto: Mari Campos

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Como é se hospedar no Mahré Hotel, em Milagres

Que Milagres e seus arredores têm um dos mais bonitos e gostosos pedaços do litoral brasileiro não é novidade. Há um centrinho simpático cheio de lojinhas, bares e restaurantes, fonte de água, mirantes e diversos beach clubs (para quem curte esse tipo de lugar). Há passeios de jangada, muito snorkel e a simples possibilidade de curtir praias lindas, como a adorável Praia do Patacho, ali pertinho.

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No entanto, não é de se estranhar que boa parte dos hóspedes sequer deixe o Mahré Hotel durante toda a estadia: a propriedade é mesmo redondinha para quem quer sossego, sombra/sol e praia gostosa. O silêncio constante em várias áreas do hotel é parte central da experiência.

No discreto lobby em terracota, repleto de artesanato alagoano, hóspedes são recebidos com água de côco geladinha.  As acomodações todas contam com camas king size, enxoval Trousseau (incluindo ótimos roupões), providenciais sandálias de praia e amenidades Bulgari.

E os imensos banheiros contam com espaços bem separados, áreas enormes de ducha, muita luz natural e um charmoso jardim de inverno. Ah! Têm até um sabonete especial para quem quiser lavar ali mesmo seus trajes de banho sem correr o risco de danificar-los.

O único downside das acomodações é que o hotel infelizmente ainda cobra por cápsulas de café no quarto, indo na contramão da hotelaria de luxo internacional.

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Cada acomodação do Mahré conta com uma grande área externa com deck, espreguiçadeiras e uma gostosa piscina privativa rodeada por gramados. Alerta para casais: nem todas as acomodações garantem privacidade nessa área.

Tudo isso em meio a muito, muito espaço e uma bela decoração (com participação de João Armentano) tomada por artesanato local em toda a propriedade – com destaque especial para as incríveis luminárias instaladas nos mais diversos ambientes.

A piscina principal do hotel (uma das mais gostosas da região, na minha opinião), rodeada por belos conjuntos de espreguiçadeiras e guarda-sóis (além de algumas deliciosas day beds com bastante privacidade, voltadas para o mar), tem também seu próprio bar servindo petiscos (excelentes!), refeições rápidas e bons drinks. Em alguns dias, o local conta também com DJ.

A propriedade é super convidativa para fazer tudo caminhando por ali, mas também disponibiliza carrinhos de golfe para os deslocamentos (se o hóspede desejar) e empresta bicicletas para quem quiser conhecer a região no seu próprio ritmo.

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Vocação gastronômica

Gastronomia é assunto muito sério no Mahré Hotel. O restaurante Tahí, comandado pelo chef Rafa Gomes (vencedor do MasterChef Profissionais 2018 e do Iron Chef Brasil 2022, e que já cozinhou em todos os continentes ao longo de sua carreira), mescla referências internacionais, comida afetiva das memórias do próprio chef e ingredientes e receitas regionais.

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Peixes e frutos do mar são muito frescos, com preparações leves e apresentações bem cuidadosas, tanto no almoço quanto no jantar. É reconfortante ver como Rafa soube dar evidência ao tempero e à cultura alagoana – inclusive deixando em seu cardápio a receita de moqueca de autoria de sua subchef, um grande sucesso da casa. 

As delícias do cardápio do Tahí ficam ainda melhores com o ótimo menu de drinks autorais elaborado por Isadora Fornari – incluindo boas opções sem álcool também.

O café da manhã é bastante caprichado, com vários itens levados diretamente à mesa assim que o hóspede se senta e um extenso cardápio de pratos quentes à la carte incluídos também. O café é de ótima procedência, os sucos são fresquíssimos, e as geléias, pães e bolos também são todos feitos ali mesmo. Fica claro logo no desjejum o quanto o Mahré se preocupa com a gastronomia da casa.

A equipe do restaurante é inteiramente formada por moradores da região, e a cozinha é toda comandada por mulheres na ausência do chef. E o Tahí Restaurante também é aberto a não hóspedes – com reserva prévia obrigatória. 

Como no próprio Mahré, tudo no restaurante acontece sem ostentação. Pelo contrário: é informal, sem frescuras, para o hóspede se sentir mesmo em casa, tranquilo, em paz, imerso na natureza, sem transformar praia e piscina numa espécie de beach club permanente. O que, convenhamos, em Milagres faz mesmo TODA a diferença.

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Peninsula Chicago

Peninsula Chicago completa 25 anos

É difícil, muito difícil, encontrar alguém que tenha se hospedado neste grande mas discreto edifício a uma quadra da Magnificent Mile de Chicago e não tenha colocado a propriedade entre suas favoritas no planeta. Pois o Peninsula Chicago  completa 25 anos neste 2026 e promete deixar cada estadia por lá ainda mais especial daqui pra frente.

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Tive a sorte de já ter me hospedado algumas vezes neste verdadeiro clássico contemporâneo da cidade mais gostosa dos EUA. Até na minha volta ao mundo, em 2024, fiz questão de começar a aventura por ali.

Peninsula Chicago
Peninsula Chicago. Foto: Mari Campos

E, de fato, a cada hospedagem, o carinho e admiração pelo genial (e discretíssimo!) staff deste hotel aumentam. Não bastasse uma equipe tão afinada e eficiente, restaurantes e bares são excelentes e suas acomodações, sempre tão espaçosas quanto confortáveis, têm os mais lindos papéis de parede que já vi.

O Peninsula Chicago comemora agora seu 25º aniversário – um quarto de século na North Michigan Avenue – com uma série de programas, atividades e novas experiências que serão realizados ao longo do ano, incluindo novidades em vigor agorinha, já desde o começo do ano.

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Peninsula Chicago
foto: Mari Campos

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Peninsula Chicago completa 25 anos de sucesso

Inaugurado em 2001, no começo do novo século, o Peninsula Chicago soube como poucos combinar a a tradição luxuosa do serviço impecável da rede asiática Peninsula Hotels (presente hoje na Ásia, nos Estados Unidos e na Europa) com a essência da diversa cultura local e das comunidades da própria cidade.

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O grupo tradicionalmente leva anos e anos até decidir-se por acrescentar mais uma propriedade a seu enxuto portfólio. Cresce de maneira tão sustentável que, mesmo com décadas de história, tem apenas doze propriedades.

Assim como os demais hoteis do grupo, o Peninsula Chicago sempre opera segundo a “The Peninsula Promise”, linha mestra que garante estadias irretocáveis através de iniciativas importantes, como o imbatível “Peninsula Time“ (que ajusta horários de check-in e check-out serão flexíveis aos horários de chegada e saída dos voos dos hóspedes), o excelente PenChat (disponível 24 horas por dia, como um e-concierge privativo direto no seu aplicativo de mensagens instantâneas favorito), os infalíveis kits de amenidades de trabalho, o house car à disposição, as amenidades de banho sempre com fragrâncias criadas localmente…

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Peninsula Chicago
A bela piscina com vista do The Peninsula Chicago. Foto: Mari Campos

Repetidamente eleito com o melhor hotel de Chicago em distintos rankings e listas, todos os anos,  o Peninsula Chicago tem um belo spa e também a mais bonita piscina de Chicago, enorme, coberta e aquecida, localizada no alto do edifício, com vista panorâmica.

Ao longo deste ano de aniversário/jubileu, o The Peninsula Chicago apresentará um brunch especial em celebração ao Ano Novo Chinês no Shanghai Terrace, além de um chá da tarde repaginado com inspiração chinesa – incluindo animadas apresentações de dança.

A Peninsula Academy, como foi batizada a coleção de experiências personalizadas do hotel para hóspedes de qualquer idade, também traz novidades, com destaque para a experiência Chicago por Terra, Ar e Água (para que nenhuma faceta de Chicago fique de fora da visita) e a fabricação e degustação de trufas de chocolate em família.

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Peninsula Chicago
foto: Mari Campos

O excepcional acervo de arte do hotel ganha reforços esse ano, inaugurando uma nova exposição durante a primavera americana, totalmente dedicada a obras de 25 artistas locais. E o delicioso Z Bar, que tem sempre um menu autoral altamente sedutor, ganha um novo coquetel especial criado especialmente para o jubileu do hotel.

Ao longo do ano, novos pacotes especiais de hospedagem também estão disponíveis. O maior destaque fica para o Anniversary Package da Silver Suite, que garante 25% de desconto na segunda noite e alguns mimos especiais.

Para ficar de olho. Porque esse clássico adorável, de fato, só melhora com o tempo.

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Amazônia Pouso das Castanheiras

Pouso das Castanheiras: hospedagem imersiva na Amazônia

Viajar para a Amazônia é das experiências mais fascinantes que um viajante pode ter. Até os mais urbanos, como eu, simplesmente perdem o chão diante de tamanho arrebatamento em beleza, grandiosidade e excepcionalidade de experiências. Assim, é mesmo motivo de celebração a inauguração do Pouso das Castanheiras, nova opção de hospedagem imersiva na Amazônia brasileira.

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A charmosa nova casa, localizada à entrada do Parque Nacional de Anavilhanas, a pouco mais de duas horas de carro desde o aeroporto de Manaus, é fruto da primeira investida em hospitalidade de alto padrão de três amigos brasileiros, apaixonados pela região. Banhada pelo rio Negro, a casa em plena floresta preservada ocupa uma propriedade de cerca de 26 hectares repleta das castanheiras que lhe deram nome.

Amazônia Pouso das Castanheiras
foto: Mari Campos

Apostando na hospitalidade sustentável e no turismo regenerativo, trata-se de um espaço onde a floresta dita o ritmo das coisas – mas é o próprio viajante que define sua programação, do horário das refeições às atividades desejadas.

A ideia ali é unir a exclusividade e total privacidade da acomodação (afinal, a casa deve ser reservada por inteiro, idealmente por famílias ou grupos de amigos), sem abrir mão de amenidades de qualidade, boa mesa e serviços de hotelaria.

São três quartos pensados para 6 adultos – mas adaptáveis a um total de 8 pessoas, desde que pelo menos duas sejam crianças. As diárias funcionam com transfers desde e para Novo Airão, refeições, bebidas não alcoólicas e passeios incluídos. Tudo isso com muito conforto, segurança e completa imersão na floresta e na cultura local. E, ah!, wi-fi excelente.

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Amazônia Pouso das Castanheiras
foto: Mari Campos

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Uma casa de sonho em plena floresta

Thiago Cavalli, Thiago Fontoura e Roberto Vietri decidiram transformar sua paixão pela Amazônia e suas experiências pessoais na região e em viagens em geral em um tipo de acomodação que recebesse os hóspedes da forma mais autêntica e confortável possível. As reservas de estadia podem ser feitas diretamente com a propriedade ou através de agentes e consultores de viagem.

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As acomodações do Pouso das Castanheiras – uma suíte e dois quartos com banheiro compartilhado – têm todas camas deliciosas com dossel, ar condicionado e varanda privativa. Só não contam com armários, apenas prateleiras.

Há um amplo living, redes, sala de jantar, cozinha e um amplo deck de madeira com espreguiçadeiras que também é um constante convite para o relaxamento. Ali existe outro espaço para refeições, ao ar livre, com um charmoso carrinho-bar da década de 1970 como apoio. Tudo literalmente imerso na floresta amazônica.

Os móveis do Pouso das Castanheiras foram desenhados com exclusividade pelo arquiteto Dimitri Buriti e muito artesanato e obras de arte locais decoram cada ambiente com esmero.

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Erguida em plena mata, a propriedade equilibra sofisticação e respeito às tradições das construções locais, com uso de materiais locais e técnicas construtivas de baixo impacto. As áreas comuns não se escondem atrás de vidros hermeticamente fechados; pelo contrário, são maravilhosamente abertas para a floresta amazônica, garantindo muita luz natural e ventilação – e permitindo que sons e cheiros da floresta inundem os ambientes.

No cronograma de atividades disponíveis para os hóspedes e incluídas na hospedagem há trilhas pela floresta, visitas a comunidades locais, contemplação de igarapés e igarapós, canoagem, SUP, pôr do sol no rio, focagem noturna de animais… mas também tempo de sobra para descansar, mergulhar ou simplesmente ler um livro. Os passeios são sempre conduzidos por guias locais.

Quando a noite chega, o staff da casa acende uma linda fogueira na clareira; é um programão nos sentarmos ao redor do fogo, contemplando o céu escandalosamente estrelado. No período da seca, me contaram que a casa tem praticamente uma prainha privativa também.

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As refeições são todas preparadas pelo staff do Pouso das Castanheiras. E a experiência gastronômica por ali, no melhor estilo gastronomia de acolhimento, tem assinatura amazônica e merece mesmo menção especial. Toda refeição tem sabores e ingredientes muito frescos e realmente locais ou regionais (o tambaqui na brasa é excepcional!), inclusive no delicioso e farto café da manhã.

Não há cardápio fixo; as opções de cada refeição são discutidas previamente com os hóspedes e adaptadas conforme os gostos e restrições. E, é claro, depende também da própria sazonalidade dos ingredientes.

O Pouso das Castanheiras conta também com um delicioso deck sobre o rio – meu local preferido nos finais de tarde. Sentar confortavelmente ali, com pelo menos os pés na água, completamente imersa nos sons da maior floresta tropical do mundo, acompanhando a grandiosidade do rio e o longínquo vai e vem de pequenas embarcações com uma bela taça de vinho branco geladinho em mãos, com revoadas de pássaros e saltos de botos, me marcou tanto quanto os sensacionais passeios cotidianos.

Hospitalidade de primeira, com DNA 100% brasileiro. Que sorte a nossa.

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