Como manter meu negócio em tempos de COVID 19

Antes de entrar na reflexão do tema, quero agradecer a todos os contatos que recebi vindos do meu último artigo, onde me coloquei à disposição do trade para conversar e auxiliar neste momento de crise. Foram dezenas de empresários que me procuraram, a maioria de agências, buscando caminhos. Espero ter contribuido e caso mais alguém queira compartilhar seu momento comigo, acesse o post: Como lidar com a crise neste momento? e pegue meus contatos.

Enfim, introduzindo o tema, pode parecer redundante, mas é sempre bom frisar, sim, estamos vivendo a pior crise de saúde, com impactos na economia, da história. Focando no segmento de Turismo, temos ainda um agravante de sermos um dos mais afetados, devido as regras de isolamento social imposta em âmbito Mundial. 

Apesar de termos destinos que estão liberados para receber viajantes, não conseguiremos trabalhar com projeções enquanto não tivermos uma forma de imunização contra o mal, afinal, estamos vendo o “efeito sanfona”, comandado pelo aumentos ou diminuição do número de infectados e mortos. E temos que respeitar, afinal, são 14 mi de infectados e 600 mil vidas perdidas. Um alento vem no número de recuperados, 7 mi, mas ainda não é o bastante.

Sabendo do cenário, vou colocar abaixo algumas orientações que venho aplicando tanto com meus clientes na INSANE Estratégia e Comunicação, minha agência, e no Mochilaí, meu portal de turismo:

Aprenda a lidar com um dia de cada vez

Como já falei acima, vivemos um “efeito sanfona”, portanto, temos que buscar ações de curto prazo e ter a capacidade de analisar e mudar a rota. Você precisa ser ágil como um Jet Ski e não ter a capacidade de viagem de um Transatlântico.

Foque naquilo que você consegue resolver

Apesar de algumas oportunidades, o mercado está praticamente parado, portanto, se você não tem uma reserva, vai ter que selecionar os temas mais urgentes. Foque em buscar o máximo de receita, porém sabemos que o momento é de enxugar os gastos, reduzir seus riscos e construir caminhos para retomar a operação, conforme o mercado for reabrindo.

Trace pequenos objetivos

Assim como você precisa ser um “Jet Ski”, também precisa traçar metas de curto prazo, que podem ser mensais com validações semanais. Ex: manter contato com meu público. Listar contatos quentes para fechar negócio, etc.

Mostre sua cara

Apesar do isolamento, o desejo de viajar existe, ou seja, os clientes estão “namorando” seus destinos preferidos. Portanto, vá à frente da comunicação do seu negócio e dê a informação que seu cliente quer, tire dúvidas, compare soluções/locais, etc. Porém, sempre reforce os cuidados e o comprometimento com segurança e higiene. 

Essas são apenas algumas orientações. Quer saber mais? Me siga nas redes sociais @gustavoellero e acompanhe a coluna Mindset. 

Como lidar com a crise neste momento?

Em tempos de incerteza, estagnação ou até retração, causados pela crise do COVID-19, as empresas estão tendo que se reinventar para conseguir, de alguma forma, minimizar as perdas. No turismo a situação é ainda pior, pois, assim como em eventos, as alternativas são praticamente zero.

Infelizmente, grande parte dos micro e pequenos empreendedores não vão conseguir sobreviver até o fim da crise, porém, para àqueles que ainda conseguem se organizar ou têm um fôlego eu faço uma reflexão, que postei no Instagram da minha empresa, a INSANE Estratégia e Comunicação, onde proponho a análise do momento atual em duas vertentes:

1 – Empresas que ainda conseguem comercializar seus produtos e serviços: e aqui eu insiro quem consegue projetar vendas à médio prazo, por exemplo, o que pode ser o caso de algumas agências de viagens ou hotéis.

2 – Empresas que não têm nenhuma possibilidade de comercializar seus produtos e serviços: que é a grande maioria dos players do universo de turismo.

Enquanto no primeiro caso eu defendo que devemos estressar ao máximo nossas possibilidades comerciais, estudando muito nosso público para entender as mudanças dos hábitos de consumo e entender suas novas necessidades, no segundo eu sugiro que sejam trabalhadas ações de marca, que fortaleçam o posicionamento e os atributos da empresa, com o intuído de gerar proximidade com o público, visando uma retomada comercial quanto esse momento passar.

Vejam o vídeo:

Estamos em um momento onde todos precisam se ajudar. Por isso, me coloco à disposição de sua empresa para gratuitamente auxiliar no direcionamento estratégico e tirar todas as suas dúvidas.

Me mande os principais desafios do seu negócio pelas minhas redes sociais @gustavoellero (facebook e instagram) ou pelo e-mail gustavo@sejainsane.com.br .

O que vi na ABAV EXPO 2019

Entre os dias 25 e 27 de setembro, aconteceu a ABAV EXPO 2019, no Expo Center Norte, em São Paulo. Este ano, foi realizada a 47ª edição do evento, organizado pela (Associação Brasileira de Agências de Viagens),  e que é sempre muito esperado pelo trade, afinal, reúne toda a cadeia de viagens da América Latina. E quero compartilhar com vocês o que me chamou a atenção, nesses três dias de evento. 

Evento em crescimento:

“Até às 17h desta sexta-feira (27), faltando ainda três horas para o encerramento da 47ª ABAV Expo Internacional de Turismo e 52º Encontro Comercial Braztoa, o evento recebeu o número de 29.416 participantes, ultrapassando a estimativa de crescimento de público para a edição 2019 (que era de 10% em cima dos 23,3 mil visitantes de 2018). A maior feira de negócios do setor de viagens e turismo da América Latina recebeu 2 mil marcas expositoras e gerou 1.700 empregos diretos e indiretos”, informava a organização no último dia do feira.

Black Friday de Viagens para o público final

Uma iniciativa inédita trouxe para o público-final mais de 500 ofertas que iam de 5% a 50% de desconto em pacotes e serviços turísticos nacionais e internacionais. Com certeza essa foi uma grande maneira de pegar o gancho entre a “Semana do Brasil” e a tradicional “Black Friday”.

Acre: uma grata surpresa

Dentre diversos destinos, alguns com stand enormes, outros mais acanhados, estava o Acre, com apenas o espaço de um simples balcão na área do Ministério do Turismo. Mas, lá tive o prazer de conversar com a Secretária de Turismo e Empreendedorismo do Estado, Eliane Sinhasique, que com seu entusiasmo me fez ter vontade de conhecer e desbravar o turismo etnológico, ter experiências ecoturísticas e viver a cultura do estado que, como ela mesma ressaltou bem, lutou para ser brasileiro. Para mim, este foi um grande exemplo de que não basta ter um stand enorme, mas sim, pessoas dedicadas e focadas no objetivo que as levaram na ABAV Expo.  

Ainda falando de destinos, quero ressaltar também a receptividade do Turismólogo Esnandes da Silva, que representava a cidade de Paraupebas e de Abdellatif Achachi, diretor geral do escritório nacional de Turismo do Reino de Marrocos. Ambos também cativaram e estavam dispostos a divulgar seus locais e concretizar negócios. 

Vivalá: volunturismo na veia 

Também de maneira muito acanhada, me chamou atenção um stand quase sem comunicação visual, mas o que tinha me segurou. Um logo minimalista e atrativo destoava da  “breguice” das outras marcas, fora isso, uma palavra: volunturismo. Era a Vivalá, que se coloca como maior operadora que alia voluntariado e turismo no Brasil.  Lá encontrei o assessor de imprensa, Luís Siciliano, que apresentou muito bem o propósito da empresa, bem como seus serviços. 

Depois da feira, mais uma surpresa, fui compartilhar a Vivalá com meus amigos e descobri que um dos meus sócios na INSANE, Cadu Capella Reis, já havia feito cotações com a empresa e a seguia nas redes sociais.

Panrotas marca presença em grande estilo

Por último, mas não menos importante, está o maior veículo do trade de Turismo, a Panrotas. Com certeza, um dos melhores stands, envolvendo experiência e conteúdo, marcou presença, teve grande sucesso e representou a liderança do veículo, perante os concorrentes.