ILTM Cannes 2018 apresenta as mais esperadas aberturas hoteleiras para 2019

Na semana passada, aconteceu no sul da França a ILTM Cannes 2018, o maior e mais importante evento de turismo de luxo do mundo. Durante quatro dias bastante intensos da feira, os principais players da indústria de viagens de luxo se reuniram em Cannes para discutir as principais novidades e tendências do mercado e os novos rumos do setor para 2019. Levada pela Air France, fiz parte do seleto grupo de imprensa convidado para acompanhar as discussões.

O turismo de bem-estar foi tema campeão, já que segundo estudo da Global Wellness Summit (ligada à rede de hotéis Six Senses), dos 4,2 trilhões de dólares movimentados anualmente pela indústria do bem-estar, 639 milhões vêm do turismo. O estudo revelou também que os gastos no turismo de bem-estar crescem duas vezes mais rápido que os do turismo em geral e que aproximadamente 25% dos turistas já busca de conforto e bem-estar em suas viagens. 

Hoteleiros, operadores, agentes e jornalistas discutem as novidades e tendências do turismo de luxo. Foto: Mari Campos

 

Nada mais natural, portanto, que a hotelaria queira também uma fatia deste mercado, seja focando na qualidade de sono de seus hóspedes, na alimentação ou até na minimização dos efeitos do jetlag. Redes como Four Seasons levam tão a sério a ideia do sono restaurador durante uma viagem que desenvolveram sua própria versão da “cama ideal”. Há tempos focando em sustentabilidade, bem-estar e menus balanceados, a Six Senses está lançando até um aplicativo gratuito que promete ajudar a combater os efeitos do jet-lag nos viajantes, o TimeShifter.

Mas a ILTM Cannes 2018 foi também terreno fértil para anúncios de aberturas, parcerias e expansões hoteleiras.  A IHG, que já conta com 200 hotéis, confirmou que está em franco processo de expansão: levou a marca Kimpton para 14 países diferentes e quer expandir e consagrar a marca The Regent como “timeless brand”, inaugurando novas propriedades em Phy Quoc, Jakarta, Hong Kong e Kuala Lumpur.

A Accor também abrirá diversas propriedades no ano que vem em diferentes bandeiras, incluindo Raffles Maldives, Fairmont Rio, Fairmont Century Plaza LA, Sofitel Wafi City Dubai e SO/ Havana. Sua marca SO/, aliás, passa a ser completamente independente da marca Sofitel; e a 21c Museum Hotels se junta à coleção MGallery. 

A The Doyle Collection concluiu o programa multimilionário de “redesign” em oito propriedades europeias (iniciado há cinco anos) e passa a focar cada vez mais em restaurantes e bares que sejam destinos por si sós, esperando atrair público externo cada vez maior em hotéis como The Bloomsbury e The Marylebone . 

A Minor Hotels, que já conta com 164 hotéis em 26 países, traz os novos Anantara Quy Nhom Villas no Vietnã, o Anantara Tozeur Resort na Tunísia, o Anantara Maraú Bahia (antigo Kiaroa) e o Tivoli Evora Eco Resort em Portugal, dentre outros. A empresa também está investindo pesado no seu programa Anantara Private Jet e nos cruzeiros fluviais asiáticos Mekong Kingdom Cruises. 

Os pratos caprichados do chef Marco Colagreco darão a tônica também no esperado Capella Bangkok. Foto: Mari Campos

O grupo Capella confirmou que finalmente abrirá no primeiro semestre do ano que vem sua esperada unidade Capella Bangkok, um projeto que já leva dez anos em execução, com apenas 100 quartos, em uma área pouco convencional para a hotelaria na cidade. O novo hotel contará com diferentes restaurantes (incluindo um sob comando do badalado chef Marco Colagreco) e as experiências ali serão totalmente customizadas para os hóspedes.  Os novos Capella Ubud e Capella Sanya, assim como o Capella Maldives (já em desenvolvimento e que deve abrir em dois anos), também foram assunto recorrente na feira. 

Independente, o Caldera House abre suas portas em Jackson Hole com apenas oito suítes de 2 e 4 quartos cada, focando em experiências customizadas no inverno e no verão – e assumidamente de olho no público brasileiro que frequenta o destino. 

A rede de hotéis boutique Evoke comemorou a evolução da marca e o sucesso de seu mais novo hotel em Paris, o belo Brach Paris, no 16ème arrondissement, que conta com design de Philippe Starck e um delicioso e badalado restaurante.

A Rosewood confirmou a abertura de nada menos que 21 hotéis nos próximos cinco anos, o que a levará a quase dobrar seu portfólio (atualmente em 24 propriedades mundo afora).  Durante a ILTM, foi dada a largada também ao sistema de reservas do Rosewood Hong Kong, cuja dada de abertura foi oficialmente estabelecida em 17 de março. E a rede passa também a investir pesado no público feminino, com o lançamento da campanha #RosewoodGirlfriends, que criou experiências e promoções para incentivar o público feminino a se hospedar em pequenos grupos nos hotéis da rede.

A One&Only Hotels and Resorts comemorou na ILTM o sucesso da recente abertura em Ruanda e também confirmou a inauguração em 2019 de sua propriedade em Montenegro – o esperado primeiro One&Only em solo europeu.

Outras esperadas reaberturas, como dos hotéis Le Sereno St Barth e do Cheval Blanc St Barth na ilha francesa homônima (completamente reconstruídos após a passagem do furacão Irma no ano passado) também foram grandiosamente celebradas durante os dias do evento.

O anúncio mais polêmico durante a feira foi sobre a parceria firmada entre a SLH (Small Luxury Hotels) e o programa The World of Hyatt.  A partir de agora, a SLH passa a ter acesso aos quase 10 milhões de membros do programa de fidelidade da Hyatt e as “qualifying nights” em propriedades SLH passam a contar para a evolução de status no programa. Com o slogan “a perfect match”, a curiosa parceria foi lançada com a justificativa de que a SLH complementaria perfeitamente o portfólio da Hyatt hotéis – mas representantes de ambas bandeiras acabaram não respondendo as perguntas dos jornalistas sobre quais as relações comerciais que estariam por trás disso. 

Confira em breve outras novidades apresentadas na ILTM Cannes 2018 por aqui.

 

 

 

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Hyatt Centric Brickell Miami

O novo hotel Hyatt Centric Brickell em Miami

Aberto há apenas seis meses, o novo Hyatt Centric Brickell Miami é boa opção para quem pretende dedicar mais tempo a explorar a Brickell Avenue e arredores, uma das áreas mais interessantes da cidade atualmente. Entre as tantas novidades que não param de surgir na região, o novo Hyatt se destaca pela localização (característica da marca de lifestyle Centric) e pelas vistas panorâmicas. Todos os 208 quartos são voltados para a cidade e a Baía de Biscayne.

Baía de Biscayne, vista do novo Hyatt Centric Brickell Miami
Baía de Biscayne vista da varanda de um dos quartos do novo Hyatt Centric Brickell Miami | Foto de Carla Lencastre

O novo Hyatt Centric em Miami fica perto do Brickell City Centre

Estive hospedada no hotel no fim do mês passado, a convite da Hyatt. Dá para fazer bastante coisa a pé, como ir ao Brickell City Centre, aos muitos bons restaurantes da área ou simplesmente caminhar ao entardecer pela margem da baía. Ou ao amanhecer. Vale a pena acordar para ver o nascer do sol (em torno das 7h da manhã nos meses de inverno).

Nascer do sol Baía de Biscayne Miami
O amanhecer na Baía de Biscayne, em Miami, visto da varanda do quarto | Foto de Carla Lencastre

O Metromover, trem elevado gratuito que circula no Centro de Miami, tem uma estação perto do hotel. A partir dali é possível chegar rapidamente ao Museum Park, onde ficam o Perez Art Museum Miami (PAMM), ótimo museu de arte contemporânea latina, e o Frost Museum of Science, com planetário e aquário, bom programa para famílias. Wynwood e Little Havana estão a cerca de 15 minutos de carro. Para South Beach, conte com 20 ou 30 minutos.

Lobby Hyatt Centric Brickell Miami
Cenas de Havana nos quadros do lobby do novo Hyatt Centric Brickell Miami | Foto Carla Lencastre

A área do Hyatt Centric concentra novos empreendimentos hoteleiros. Nos últimos anos, foram inaugurados o East Miami (junto ao Brickell City Centre), o SLS Brickell e, mais recentemente, o SLS Lux Brickell, entre outras aberturas e renovações. Em uma ilhota em frente ao Hyatt Centric fica o Mandarin Oriental Miami, um dos pioneiros na região, aberto no ano 2000.

Panorama Tower Hyatt Centric Brickell Miami
A Panorama Tower e, à esquerda, o novo Hyatt Centric em Miami

O Hyatt Centric Brickell faz parte da Panorama Tower, o novo arranha-céu mais alto da cidade. A torre de 83 andares está em fase final de acabamento, mas já recebe seus primeiros moradores, que dividem com os hóspedes a ampla piscina climatizada e a hidromassagem. Ambas ficam em um espaçoso terraço no 19º andar, que tem ainda um pequeno bar e dezenas de espreguiçadeiras ao sol, com vista para os prédios da Brickell e para a baía.

Restaurante Caña Hyatt Centric Brickell Miami
Cores fortes no bom bar e restaurante cubano Caña | Foto de Carla Lencastre

Para a decoração contemporânea e a gastronomia, a inspiração veio de Cuba. Bonitas fotos e pinturas com a ilha como tema estão no lobby e nos quartos. O bom bar e restaurante Caña, no segundo andar, oferece cardápio cubano com toques contemporâneos e serve café da manhã, almoço e jantar, sempre à la carte. Na carta de drinques, destaca-se o Smoked Old Fashion. Feito com rum, tem uma bela (e esfumaçada) apresentação.

Quarto Hyatt Centric Brickell Miami
Um dos quartos do novo Hyatt na área da Brickell Avenue | Foto de Carla Lencastre

Os quartos com piso em madeira são amplos, confortáveis e modernos, todos com varanda, muita luz natural, sofá e mesa de centro, mesa alta (que funciona como mesa de trabalho) com cadeiras e tomadas, armário de duas portas, estante com bar bem abastecido e máquina de café. Os espaçosos banheiros não têm banheiras, mas o chuveiro é ótimo, assim como os roupões. O secador de cabelo é famosa marca americana Drybar.

Fachada Hyatt Centric South Beach Miami
O primeiro Hyatt Centric em Miami, em South Beach | Foto de Carla Lencastre

Este é o segundo Hyatt Centric em Miami. O primeiro fica em South Beach. Foi inaugurado em 2015 na 16th Street com a Collins Avenue, entre a Lincoln Road e a praia.

No perfil do Instagram @HotelInspectors tem um destaque com várias outras imagens do novo Hyatt Centric Brickell Miami. Confere lá!

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Leia mais sobre o Grand Brizo, novo hotel no Centro de Buenos Aires.

Leia mais sobre o Lutetia, hotel de luxo reaberto em Paris.

Leia mais sobre um hotel novo da Curio Collection, do grupo Hilton, ao lado do aeroporto de Los Angeles e perto de Venice Beach e de Santa Monica.

 

Volta ao passado em hotéis fazenda no Brasil

Ao longo dos séculos 18 e 19, tropeiros e mineradores cruzavam às matas brasileiras de ponta a ponta, deixando atrás deles rastros de civilização – e uma grande vocação turística. É que a casa-grande das antigas fazendas se transformou em hotel, com piso, paredes e móveis da mesma época em que foram erguidas. Tudo regado à histórica hospitalidade do interior: café passado na hora, licor de jabuticaba e comidas típicas.

Fazenda Fonte Limpa, em Santana dos Montes (MG), de 1742: tombamento histórico | Foto: Fernando Torres

Minas Gerais é uma das campeãs em fazendas históricas. Só o pacato vilarejo Santana dos Montes tem 14 delas, sendo que algumas já descobriram o filão turístico. A Fazenda Fonte Limpa saiu na frente: datada de 1742, foi restaurada nos anos 1990 e abriu as portas para hóspedes em 1997. A casa e a senzala originais, tombadas pelo Patrimônio Histórico, servem comida mineira preparada no fogão à lenha e abrigam boate, biblioteca, capela e um museu da centenária família Nogueira, com vestidos de festa, fotos e documentos. O complexo ainda possui piscinas, sauna, ofurô, salões de jogos, academia e promove cavalgadas pelos arredores nas noites de lua cheia.

Fazenda da Chácara, em Santana dos Montes (MG): casarão de 1741 é porta de entrada para acomodações modernas | Foto: Fernando Torres

Também no município, a Fazenda da Chácara fica em uma área de 126 hectares. Conserva o casarão principal, de 1741, como área de lazer e convivência, mas investe em 28 acomodações modernas e uma taberna para jantares e serestas. Imperdível mesmo é a visita à vizinha Fazenda do Guarará, do mesmo proprietário. Embalado pela cachaça produzida no alambique da fazenda, o fazendeiro Aloísio Pereira gosta de perambular pessoalmente com os visitantes pelos vinhedos de uvas Cabernet, Merlot e Syrah, as plantações de patchouli, o estábulo de criação de gado para leite, o lago de pesca esportiva e, finalmente, a área de produção da cerveja artesanal Loba e da cachaça Itaverense.

Outra dos meus hotéis fazenda preferidos fica em Itu, a Fazenda Capoava, a cerca de 100 km de São Paulo. Erguida em 1750, a casa bandeirista e era um dos maiores engenhos de cana-de-açúcar do século 18; de plantação de café, no século 19; e de gado, nos anos 1930. Só em 2000, a Capoava virou hotel, mantendo a sede principal de taipa e pilão, a capela anexa ao alpendre e as edificações construídas pelos imigrantes italianos, logo após a Abolição.

Restaurante da Fazenda Capoava, em Itu (SP): delícias da culinária caipira | Foto: Fernando Torres

A infraestrutura atual inclui novos chalés, piscina, sauna, quadras de tênis, massoterapia e stand up paddle em um dos cinco lagos que circundam a propriedade. Vale ainda conhecer os arredores, como a Ilha dos Macacos, habitat de macacos-prego, tucanos-toco, araras-canindé e outros animais silvestres, e percorrer a cavalo a trilha de 14 quilômetros que leva ao Armazém do Limoeiro da Concórdia, antiga mercearia que vendia de tudo no século 19. Depois de se empanturrar com as velhas delícias da culinária brasileira, como leitão assado à pururuca, vaca atolada, pão de abobrinha e bolo de milho, a viola caipira anima a noite com o ritmo repentista cururu.

Não é fácil competir com as piscinas naturais e as barreiras de corais de Maragogi, no litoral norte alagoano. Mas a Fazenda Marrecas consegue se sair muito bem. A viagem pelo tempo começa a partir do casarão principal, datado de 1780, que mescla as arquiteturas árabe e portuguesa, na época do governo do português Marquês de Pombal – as paredes são erguidas em torno de armação parecida com uma gaiola de madeira. Outro atrativo histórico é o Engenho Marrecas, cujos registros mais antigos são de 1849. Embora seja uma construção recente, a capela também tem apelo histórico: foi inspirada nas igrejas coloniais de Ouro Preto (MG) e na capela do Forte Brum, em Recife (PE), com peças sacras adquiridas em Roma, sino fabricado em Portugal e altar trazido de Olinda (PE).

Capela da Fazenda Marrecas, com o casarão ao fundo, em Maragogi (AL): cenografia de cinema e novela | Foto: divulgação

Cenográfica, a fazenda serviu de locação para a novela global A Indomada, em 1997 (alô, Canal Viva!), e também do longa Joana Francesa, de Cacá Diegues, de 1973. Só depois dessa fama midiática é que os proprietários decidiam transformá-la em pousada rural, em 2002. Um dos pontos altos dessa fase é a gastronomia, com pratos típicos da culinária nordestina. É o caso das geleias de caju, jaca e banana, bem como a tradicional cachaça envelhecida, ainda produzida no antigo engenho de cana-de-açúcar.

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Loberías del Sur, Carretera Austral

Percorrer as principais atrações da mítica Carretera Austral, que liga Puerto Montt a Villa O’Higgins em mais de 1200 km no Chile, não é uma viagem das mais simples. A estrada na Patagônia Norte chilena (também conhecida como Patagônia Aysén) é difícil, com vários trechos de cascalho e muitas, muitas curvas – e os deslocamentos são invariavelmente longos, requerendo bastante logística e atenção constante de quem estiver dirigindo.

Fiz minha primeira viagem para lá há oito anos e caí de amores pela beleza ainda selvagem da região; mas confesso que trouxe memórias bastante duras do excesso de perrengues na hotelaria e na estrada.

Acabo de voltar de mais uma viagem para lá, mas agora com uma experiência completamente diferente. Desta vez, fiquei hospedada no hotel Loberías del Sur, na pequena Puerto Chacabuco, bem diante dos famosos fiordes de Aysén.

O quarto padrão do Loberías. Foto: Mari Campos

Não se trata de um hotel de luxo – longe disso. Mas o Loberías tem instalações bem confortáveis, quartos bastante grandes e cheios de luz natural, cantinhos aconchegantes nas áreas públicas e um serviço bastante simpático e prestativo em todos os setores, da recepção ao restaurante.

A grande sacada do hotel foi ter criado programas de 3 a 7 noites mais ou menos no estilo de outros hotéis chilenos de exploração que fazem muito sucesso entre brasileiros, como os das redes Tierra e explora. Nos programas, transfers de e para aeroporto, passeios, deslocamentos e todas as refeições já estão todos incluídos – só fica faltando mesmo o bar aberto, já que as bebidas alcoólicas ficam de fora. É possível reservar apenas alojamento e café da manhã e comprar passeios avulsos, mas a melhor alternativa, sem dúvidas, é investir no programa completo. 

Detalhe do lobby do Loberías del Sur. Foto: Mari Campos

Desta vez, graças ao programa, não precisei me preocupar nem por um momento com estrada, mapas, rotas ou onde parar para dormir ou fazer refeições. Todos os passeios saem de manhã e voltam para dormir no próprio hotel – com exceção do passeio às famosas Capelas de Mármore que, por serem tão distantes, conta com pernoite em um lodge mais próximo da atração, mas também já incluído no custo do programa.

Os motoristas e guias foram ótimos durante toda a semana, mesmo nos deslocamentos mais longos (vale dizer que tudo ali é sempre longe), e nossa única preocupação a cada passeio era ter memória suficiente na câmera e no celular para as infindáveis fotos que tirávamos. 

No programa, todas as entradas, taxas e refeições já estão incluídas, seja no dia do catamarã que leva à incrível geleira San Rafael com tudo incluído ou na trilha do Parque Aikén del Sur, que termina com um incrível cordeiro patagônico assado em um típico “quincho” de frente para montanhas e lago. E em uma região em que boa parte das operadoras de telefonia falham, o hotel conta com bom serviço de wifi gratuito (e sauna, salão de jogos e um pequeno fitness center também).

A “Catedral de Mármore”, atração mais famosa de Aysén. Foto: Mari Campos

As melhorias poderiam vir apenas nos jantares do hotel: contam com um imenso buffet de saladas (incluindo deliciosos ceviches) e diferentes opções e pratos quentes e sobremesas; mas ainda há pouca variação no cardápio de um dia para o outro.

Mas achei louvável o Loberías del Sur ter criado, enfim, uma maneira prática e prazeirosa de percorrer a incrível Carretera Austral chilena sem stress ou perrengues, e com total segurança. E mais: perfeitamente factível mesmo para famílias com crianças. 

 

Dá pra ler mais sobre o Loberías del Sur e as melhores atrações das minhas viagens pela Patagônia Aysén aqui.

 

 

 

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Obelisco Buenos Aires vista hotel Grand Brizo

Grand Brizo Buenos Aires, novo hotel no Centro da cidade

Buenos Aires está de volta ao jogo, com o câmbio favorável para quem vive em real. Os preços nos bares e restaurantes, de um modo geral, estão mais baixos do que em grandes cidades como São Paulo e Rio de Janeiro. Ou seja, voltou a valer a pena inclusive para uma escapada rápida de fim de semana, como a inspector Mari Campos conta aqui.

Estive em Buenos Aires no início do mês a convite do Destino Argentina, junto com operadores e agentes de viagem, influenciadores digitais e outros jornalistas. O grupo foi dividido em quatro diferentes hotéis da capital: Loi Suites Recoleta; Club Francés, também na Recoleta; o novíssimo Palladio MGallery by Sofitel, e o novo Grand Brizo Buenos Aires, onde fiquei.

Quarto hotel Grand Brizo Buenos Aires
Um dos quartos do Grand Brizo, hotel novo no Centro de Buenos Aires / Foto de Carla Lencastre

O novo hotel no Centro de Buenos Aires fica perto do Obelisco

Aberto este ano e inaugurado oficialmente em outubro, o Grand Brizo está na Cerrito, junto à Avenida 9 de Julio. É uma região muito procurada por brasileiros, principalmente os de primeira viagem, por conta do fácil acesso aos principais pontos turísticos da cidade. O hotel fica a 10 minutos de caminhada do belo Teatro Colón e do Tortoni, um dos cafés notables mais importantes da cidade. A Plaza de Mayo e a Casa Rosada estão a 15 minutos a pé.

O Grand Brizo não é um hotel de luxo, mas é bonito, confortável e ainda com cheiro de novo. Os 192 quartos são amplos (entre 30 e 52 metros quadrados), com piso em madeira, armário de quatro portas, janelas com isolamento acústico, minibar, duas poltronas e mesa de trabalho. Os tons são sóbrios, com elegantes toques de cor na cabeceira da cama e nas almofadas. Os banheiros também são espaçosos, com um ótimo chuveiro. Entre os quartos das categorias confort e superior, a diferença é o tamanho (30m² x 37m²).

Pia banheiro quarto Grand Brizo Buenos Aires
Detalhe do banheiro dos quartos do Grand Brizo / Foto de Carla Lencastre

O terraço ainda está em obras. Ali já estão abertas uma pequena academia, com equipamentos modernos, sauna e jacuzzi em área coberta. No verão deve ser inaugurada a piscina ao ar livre e um bar, com panoramas vertiginosos da 9 de Julio, incluindo o Obelisco, bem perto do hotel. Os quartos de frente, nos andares mais altos, têm a mesma vista.

Grand Brizo Hotel Centro Buenos Aires
A Avenida 9 de Julio vista do terraço onde será inaugurada a piscina do hotel / Foto de Carla Lencastre

No lobby, há um outro bar, este já em funcionamento. No primeiro andar, fica o salão de café da manhã, servido em sistema de bufê. A máquina de café expresso não está à vista, mas é só pedir. Uma bonita escada liga o primeiro andar ao lobby, em tons claros e bem iluminado. O Wi-Fi funciona bem em toda a propriedade. E o atendimento atencioso foi um dos destaques dos meus dias por lá, com pessoas sempre gentis na recepção, no café da manhã e no bar.

Lobby hotel Grand Brizo Buenos Aires
O lobby do hotel Grand Brizo, novidade da Avenida 9 de Julio / Foto de Carla Lencastre

O Grand Brizo Buenos Aires faz parte de um grupo familiar argentino, comandado por mãe e filha. O Alvarez Argüelles Hoteles reúne 13 hotéis sob seis diferentes marcas em seis cidades do país. O mais conhecido é o Costa Galana, hotel de luxo em Mar del Plata. Grand Brizo é a bandeira premium, e o hotel de Buenos Aires é o primeiro deste segmento.

Leia mais sobre o Lutetia, hotel de luxo reaberto em Paris.

Leia mais sobre um hotel novo da Curio Collection, do grupo Hilton, ao lado do aeroporto de Los Angeles e perto de Venice Beach e de Santa Monica.

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Novo Palladio MGallery Buenos Aires

Depois de períodos consecutivos de queda no número de visitantes brasileiros, Buenos Aires deve entrar de novo no nosso radar, inclusive para escapadas de final de semana de viajantes do eixo sul-sudeste. O câmbio está novamente favorável para nós (com um real comprando entre 9 e 10 pesos e preços mais uma vez bastante tentadores principalmente para comer e beber bem) e a cidade está mais bonita, limpa e agradável que nos últimos dois anos. E felizmente a boa onda está vindo também com novos hotéis abrindo suas portas por lá. 

Acabo de passar alguns dias em Buenos Aires a convite do Destino Argentina para testar uma das mais esperadas novidades da hotelaria na capital porteña: seu primeiro hotel da bandeira MGallery by Sofitel, da Accor, o Palladio Hotel Buenos Aires MGallery by Sofitel.   

Foto: Mari Campos

Novinho em folha (o hotel ainda está operando em sistema soft opening apenas para convidados, mas já aceita reservas para estadias a partir da segunda quinzena deste mês), fica no centro, já quase Recoleta, com direito a metrô ao lado.  

O design contemporâneo já chama a atenção de cara no lobby, com a própria recepção integrada ao bar do hotel, e o restaurante Negresco Bistrô (que não testamos, mas deve servir pratos da cozinha mediterrânea) logo ao lado. Para o lazer, spa, fitness center e uma gostosa piscina climatizada ao ar livre, exclusiva para hóspedes. 

Foto: Mari Campos

Como toda propriedade que leva o selo MGallery, o Palladio já chega cheio de história. Seu nome é uma homenagem ao arquiteto italiano Andrea Palladio, um dos grandes mestres para os arquitetos europeus que deixaram sua marca em diversos edifícios porteños do século XVIII. O hotel ocupa o local da antiga casa onde nasceu Rodríguez Peña, que serviu de sede de reuniões que culminaram na Revolução de Maio. Um século depois, o imóvel deu lugar a uma residência ao estilo hôtel particulier francês, e a boisserie de carvalho que revestia as paredes dos salões principais da residência foi conservada com maestria pelo hotel. 

No total, são 113 quartos, todos muito espaçosos e com muita luz natural, wifi de excelente qualidade e Nespresso cortesia. Tomadas, adaptadores e entradas USB em abundância, inclusive ao lado da cama – uma necessidade da vida contemporânea que infelizmente ainda não é regra nem para novos hotéis. Os banheiros também são enormes, com muito mármore e banheira e chuveiro separados. Destaque para o fato de que 3 das 4 categorias têm enormes balcões privativos com interessantíssimos jogos de espelhos externos. O hotel conta ainda com uma “suíte presidencial” em estilo loft, com decoração bastante contemporânea e 89 metros quadrados de área. 

Foto: Mari Campos

Fiquei hospedada em uma “suíte deluxe”, a terceira categoria do hotel, com 57 metros quadrados muitíssimo bem distribuídos entre banheiro, quarto, living e um balcão enorme, com vista desobstruída para a Plaza Rodriguez Peña/Jardin de los Maestros, com o belíssimo Palacio Pizzurno do Ministério de Educação logo em frente. 

O café da manhã em sistema buffet também é completíssimo, bastante variado e com ótimos pratos quentes feitos na hora e horário bastante amplo (e com certa flexibilidade para quem parte muito cedo). Mas o destaque ficou mesmo por conta do serviço atencioso e prestativo, dos doormen ao staff do café da manhã. Excelente novidade para a hotelaria da cidade. 

 

 

 

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Gastronomia e day-use nos hotéis Sol Ipanema e Praia Ipanema

Dia desses, em uma escapada ao Rio de Janeiro, fui convidado a conhecer dois restaurantes em hotéis na avenida Vieira Souto: o Masserini Osteria di Mare, no hotel Sol Ipanema, e o Espaço 7zero6, no hotel Praia Ipanema. Quem conhece o Rio de outros carnavais sabe que os edifícios são praticamente duas instituições cariocas, da era em que os espigões disputavam a melhor vista do morro Dois Irmãos – mesmo quando eles resolvem se esconder, caso da foto acima.

Descobri durante a visita que eles estão entrelaçados não apenas pelo CEP. Foram também construídos pelos mesmos empresários, os irmãos Jorge, Nicolau e Ésper Chami, descendentes de sírios fugidos da Primeira Guerra, e até hoje são administrados por membros da família. O Sol Ipanema, mais sisudo, foi fundado em 1973, na altura do posto 9, sendo o primeiro hotel da orla Ipanema-Leblon, com 90 apartamentos distribuídos em 17 andares. A propriedade já viveu dias de glória: nos anos 1970, era ponto de encontro da turma de Sônia Braga, no intervalo das gravações de Gabriela e Dancin’ Days – hoje, pede uma reforma, especialmente no acanhado rooftop, que desperdiça o potencial da vista escandalosa. Já o Praia Ipanema, quase na divisa com o Leblon, é de 1981 e fez a cabeça de gente como Clodovil e as escritoras Ruth Rocha e Lya Luft. Mais ensolarado, mais bem conservado e de arquitetura mais privilegiada, ainda acena com o louro de ter todos os cem aposentos, bem confortáveis, com vista para o mar.

Polvo, foccacia, vinho branco e Ipanema: quer combinação mais perfeita? | Foto: Fernando Torres

Mas vamos à gastronomia. Com a assinatura do chef Rafael Marmelo (ex-Pici), o Masserini Osteria di Mare foi inaugurado há pouco menos de um ano no primeiro andar do Sol Ipanema, em substituição à filial do Gabbiano, da Barra. A culinária, como o próprio nome diz, envereda pela Itália marítima, o que já se espreita na bela decoração em azul, com temas navais, e pela vista das ilhas Cagarras e da praia lotada, separadas pelo janelão envidraçado e pelo ar-condicionado. (A propósito, Lulu Santos estava por lá e parece ter curtido.)

Um olho no mar e outro no pescado, escolhemos como antipasti o polvo marinado, acompanhado de focaccia. Serve muito bem duas pessoas, mas o anfitrião insistiu para que experimentássemos a cesta de pães artesanais, servidos com sardela, presunto de Parma, azeitonas marinadas, parmesão e geleia de pimenta-dedo-de-moça. Duas entradas irretocáveis, que reduzem a chance de pedir primi piatti e secondi piatti, como mandam os italianos.

Agora com vinho rosé, Gamberoni al Jorge (no destaque) e risoto de moqueca: entre o clássico e o arretado | Foto: Fernando Torres

Torci o nariz para a escolha de prato do meu companheiro de viagem: risoto de moqueca, com leite de coco, dendê e camarões. Paguei a língua. A arriscada invenção apresentava frescor no paladar e uma surpreendente leveza, como se fizesse apenas uma citação bibliográfica ao ardor baiano. Meu pedido foi o Gamberoni al Jorge, criação do fundador do hotel: camarões salteados na manteiga, flambados no uísque e servidos com arroz puxado no próprio molho. Com quase 45 anos de história, pode soar um pouco fora de moda, mas, ao invés disso, mantém a elegância da cozinha clássica, além de ser muito saboroso.

O Espaço 7zero6, por sua vez, fica no rooftop do hotel Praia Ipanema. A área, inclusive, foi renovada há alguns anos, com piscina de borda infinita e vista de 360 graus, sem concorrência, para o mar, a lagoa Rodrigo de Freitas, o Corcovado. Com cara de lounge, tem sofás espalhados entre as mesas, bar e cadeiras ao ar livre. O sorridente chef Kadu Soares comanda a cozinha e exibe no currículo passagem pelo Le Jules Verne, de Alain Ducasse, no segundo andar da torre Eiffel.

Linguine com camarões do Espaço 7zero6: sabores equilibrados com vista panorâmica | Foto: Fernando Torres

O cardápio é enxuto, com duas opções de saladas, dois sanduíches e sete pratos principais, privilegiando ingredientes leves, ideais para o almoço tardio – até porque, com aquele visual, a melhor hora da visita é durante o dia, de preferência, em um formato day-use, com direito ao uso da piscina e de um quarto. Fomos na sugestão do chef: uma honesta burrata de entrada, seguida por por um prato recém-chegado ao cardápio: linguine com camarões ao molho bisque, com gengibre, coentro e pimenta-dedo-de-moça. São todos ingredientes da vez, diga-se de passagem, mas bastante equilibrados na composição. Permita-se uma sobremesa, também novidade: o suflê de chocolate com raspas de limão e flor de sal. E permita-se também um drinque, como um grand finale, agradecendo ao Cristo por estar na Cidade Maravilhosa. Anote: a carta é assinada por Alex Mesquita, da cachaça Leblon.

Leia mais sobre outros restaurantes de hotel no Rio de Janeiro.

Leia mais sobre os hotéis na Praia do Futuro, em Fortaleza.

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Luxo segundo a Forbes Verified List

Quando vai terminando o ano, sempre “pipocam” listas de destinos, hotéis e spas para ficarmos de olho no ano seguinte. Aqui nos Inspectors nós sempre adoramos estas listas! Mas com tantas listas de “melhores hotéis” circulando mundo afora e uma definição cada vez mais heterogênea (e muitas vezes confusa) do que seria luxo se espalhando por aí, o Forbes Travel Guide, guia de viagens da americana Forbes, resolveu inovar.

Imagem: Forbes website

Internacionalmente celebrado por sempre destacar os melhores hotéis do mundo, o guia acaba de lançar esse mês uma nova medida para elencar os seus hotéis prediletos: o selo “Forbes Verified List” , que destaca propriedades com níveis de luxo e serviço excepcionais. A ideia da publicação é garantir aos seus leitores que a percepção de luxo nas propriedades selecionadas seja realmente indiscutível, independentemente das referências pessoais de cada viajante. 

O novo selo traz duas coleções: de melhores hotéis e de melhores spas do mundo – e a ideia é que as listas sejam atualizadas anualmente. Para este 2018, foram selecionados 58 hotéis (52 cinco estrelas e seis quatro estrelas) e 30 spas em 17 países diferentes, cuja qualidade e padrão de serviços realmente se destacam no mercado de luxo. 

A excelência de serviço dos hotéis do grupo Mandarin Oriental é destaque na lista. Foto: Divulgação

A nova verified list considerou mais de novecentos critérios diferentes de exigências do mercado de luxo, com inspetores anônimos da Forbes (que se hospedaram em mais de mil hotéis em 60 países) e hóspedes regulares avaliando conjuntamente as experiências em cada propriedade, incluindo não apenas as instalações e serviços em geral, mas também levando em consideração o ambiente geral, a qualidade das amenidades e diversos outros itens. Estados Unidos, China, Indonésia, Itália e México são os cinco países com mais hotéis e spas nas listas, incluindo destinos como Macau, Las Vegas, Nova York, Bali, Los Angeles, Londres, Hong Kong e Manila.

Para os hotéis, critérios como ter arredores peculiares, fazer bom uso do “sense of place” (deixando óbvio o destino em que se inserem), investir nos “thoughtful touches” (das toalhinhas geladas da academia às flores frescas e bilhetes escritos à mão nos quartos), as paisagens à vista, o conforto excepcional nos quartos, a apresentação caprichada de alimentos e bebidas e atenção extra ao design foram levados muito a sério durante o levantamento.  Dentre os destacados na lista, o grupo Mandarin Oriental foi o mais premiado, com sete hotéis (Milão, Munique, Nova York, Bangkok, Hong Kong, The Landmark e Singapura) selecionados. 

Detalhe do Nizuc Resort & Spa, no México. Foto: Mari Campos

Para os spas, itens como o nível de relaxamento/privacidade/conforto/ silêncio dentro da sala de tratamento, o espaço e conforto das áreas públicas, a fartura (e qualidade) das amenidades de higiene e beleza e a combinação de elementos sensoriais com o “sense of place” foram também levados em consideração.  Neste quesito, o mesmo Mandarin Oriental foi novamente o grupo mais premiado, com seus spas nos hotéis de Miami, Cantão, Singapura e Tóquio entre os mais detacados. Também foi selecionado o spa ESPA do adorável NIZUC Resort & Spa , no México, que acabo de experimentar – um dos mais surpreendentes e consistentes spas que conheci nos últimos tempos (falarei mais sobre o spa e o hotel em si por aqui em breve). 

Tanto para hotéis como para spas, a qualidade das instalações e serviços associada às ideias de “personalização e busca pelo extraordinário e excepcional” norteou as avaliações finais da Forbes para essa nova lista – o que tem muito a ver com o que nós, seus “hotel inspectors” de estimação, sempre levamos em consideração ao avaliar os hotéis de luxo nos quais nos hospedamos. Porque no mercado de luxo já não basta mais ser bom; é preciso mesmo ser excepcional, surpreender e tratar cada hóspede individualmente. 

Dá pra conferir a nova verified list de hotéis da Forbes aqui e sua lista dos melhores spas aqui. Para sonhar acordado. 

Hôtel Lutetia, em Paris, e um ‘grand tour’ pela Europa

São 11 os hotéis em Paris com a designação oficial de palácio. O Rosewood Hôtel de Crillon, reaberto há um ano, acaba de receber a distinção. O Ritz Paris, renovado e reaberto há dois anos, ainda está na fila. Além dele, a cidade pode vir a ter mais um em breve, o primeiro na margem esquerda do Rio Sena. O Hôtel Lutetia, reinaugurado em 12 de julho de 2018, depois de quatro anos de obras e vários adiamentos, também já se candidatou à distinção, concedida pelo Ministério do Turismo francês para hotéis que vão além das cinco estrelas.

Pelas fotos e os relatos de quem se hospedou lá nestes primeiros meses, a espera valeu a pena. Vamos conferir a reforma em breve. Enquanto isso, durante a ILTM North America, feira de viagens de luxo realizada há um mês na Riviera Maya, no México, conversamos com Marie-Christine Bittencourt, brasileira que faz parte do departamento de Vendas, e James Baker, diretor de Vendas e Marketing para as Américas da Set Hotels.

A reabertura (e a abertura) do Hôtel Lutetia, em Paris

Os dois representantes do hotel fizeram questão de destacar que o Lutetia é aberto para a cidade. Para seus moradores, que sempre frequentaram o elegante hotel no Boulevard Raspail, em Saint-Germain-des-Prés, e também para visitantes que não necessariamente estão hospedados ali. Este princípio orientou o perfil do restaurante principal do hotel, que optou por manter a Brasserie Lutetia. O menu será assinado pelo chef Gérald Passedat, com três estrelas Michelin em seu restaurante Le Petit Nice, em Marselha.

Bar Josephine Hotel Lutetia Paris
O Bar Josephine no Hotel Lutetia, em Paris, projetado pelo arquiteto Jean-Michel Wilmotte  / Foto de divulgação

Outra aposta no mesmo sentido é o Bar Josephine, em homenagem a Josephine Baker, frequentadora do Lutetia no passado. O bar já foi inaugurado (a brasserie ainda não tem data de reabertura marcada) e o novo design tem a assinatura do francês Jean-Michel Wilmotte, mesmo arquiteto do Mandarin Oriental Paris. Além de uma interessante carta de drinques, tendência que alcançou Paris e seus bares de vinho, o Josephine tem jazz ao vivo sete noites por semana.

Piscina Spa Hotel Lutetia Paris
A piscina do novo spa do Lutetia fica no subsolo, mas recebe luz natural através de uma claraboia / Foto de divulgação

Os brasileiros já redescobriram o hotel nestes três primeiros meses e estão entre os três maiores públicos, junto com os americanos e os próprios franceses.

“Esperamos ainda mais brasileiros, inclusive no bar e no restaurante, que oferecem uma experiência local, por mais clichê que pareça a frase. A ideia é fazer uma releitura da efervescência etílica-cultural que marcou o passado do Lutetia. E hoje o hotel está bem mais aberto para a cidade, mais iluminado. Até o spa, que não existia e foi instalado no subsolo, também recebe luz natural vinda da rua”, conta Marie-Christine.

Banheiro suíte Hotel Lutetia Paris
Banheiro com banheira em mármore e vista em uma das suítes do hotel na Rive Gauche / Foto de divulgação

Se dinheiro não for problema, vale esperar até 2019 para se hospedar no Lutetia, que faz parte da Leading Hotels of the World. As suítes que ficam nos andares mais altos do prédio do início do século 20 estão com a inauguração prevista para dezembro. Durantes as obras, as 230 acomodações originais foram reduzidas para 184. São os maiores quartos da Rive Gauche, com dimensões a partir de 28 metros quadrados e piso em madeira. Alguns dos banheiros têm banheiras em mármores que foram esculpidas no próprio hotel: a pedra veio em blocos direto de Carrara, na Itália. E 95% dos banheiros têm janela com vista.

Sala Living Room Suite Hotel Lutetia Paris
Sala de estar de uma das novas suítes do Lutetia. Todos os quartos têm piso em madeira / Foto de divulgação

O ‘Grand tour’ pela Europa organizado pelo Hôtel Lutetia, em Paris

O Lutetia agora faz parte do grupo The Set Hotels, junto com o Hotel Café Royal, em Londres, e o Conservatorium Hotel, em Amsterdã. Assim como a propriedade francesa, os outros dois hotéis ficam em belíssimos prédios históricos cheios de histórias para contar e com ambientes contemporâneos. Para promovê-los, a Set lançou uma versão século 21 do clássico “Grand tour” pela Europa, com hospedagem nos três hotéis e experiências exclusivas.

“O hóspede faz os percursos entre as três cidades de trem, como era originalmente. E os concierges cuidam de toda a bagagem”, conta James.

O “Grand tour” em sua versão na África

Fairmont Kenya The Norfolk Bar
O bar do Norfolk, na cosmopolita Nairóbi: primeira escala de um “grand tour” pelo Quênia / Foto de divulgação

A ideia de um “Grand tour” contemporâneo inspirou também outra rede de hotel presente na ILTM North America, a francesa AccorHotels, em outro continente, a África. Um roteiro pelo Quênia sugere um itinerário de oito dias com hospedagem nos três hotéis da marca Fairmont no país: o tradicional The Norfolk, na capital, Nairóbi; o Mount Kenya Safari Club, e o Mara Safari Club.

Fairmont Mount Kenya Safari Club - pool with mountain background
Piscina com vista para as montanhas no Fairmont Mount Kenya / Foto de divulgação

Aqui não há ligação de trem entre as cidades, mas a Fairmont cuida das passagens aéreas internas, dos transfers de ida e volta para o aeroporto e de organizar alguns programas, como visitas a orfanatos de animais selvagens.

Mount Kenya animal orphanage bongo
Visita a um orfanato de antílopes na região do Mount Kenya / Foto de divulgação

“Com este nosso roteiro, o hóspede tem experiências diferentes: lifestyle, com arte e gastronomia, em Nairóbi, uma cidade cosmopolita; a paisagem da região montanhosa do Monte Quênia, e, claro, safári na reserva de Maasai Mara”, diz Guillaume Durand, diretor de Vendas e Marketing da Fairmont no Quênia.

Fairmont Mara Safari Club tent
Uma das tendas do Fairmont Mara Safari Club / Foto de divulgação

Leia mais sobre a Shamwari Game Reserve, na África do Sul, alternativa ao Kruger Park.

Leia mais sobre a excelência dos lodges de safári na África do Sul.

Leia mais sobre outros hotéis de luxo apresentados na ILTM North America.

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Vista aérea do Kudadoo Maldives, nas Maldivas

Os novos hotéis de luxo mais esperados para 2019

A International Luxury Travel Market (ILTM) North America cresceu, triplicou de tamanho em relação ao seu formato original e chegou aos 7 anos sem sinais de crise. Realizada no fim de setembro na Riviera Maya, esta foi a primeira edição da feira de viagens de luxo inteiramente voltada para o mercado de compradores da América do Norte, um dos mais consistentes do mundo. Propriedades independentes, pequenos grupos de hotelaria e grandes redes apresentaram muitas aberturas e projetos de hotéis de luxo para até 2021. Escolhi quatro de estilos bem diferentes, dois para o finalzinho deste ano e dois para a primeira metade de 2019.

Uma seleção de novos hotéis de luxo para ficar de olho

Kudadoo, Maldivas. Já estava acompanhando este hotel pelo Instagram. O que primeiro me chamou a atenção foi seu alto comprometimento com sustentabilidade (melhor, o que primeiro me chamou a atenção foi a vista aérea que está no alto deste post). Não dá mais para chamar compromisso com meio ambiente de tendência, mas depois de ido a todas às ILTMs no México, com exceção da primeira, sem dúvida este foi o ano em que a maioria dos hotéis, pequenos e grandes, fez questão de falar claramente sobre sustentabilidade.

Villa com piscina do Kudadoo Maldives, nas Maldivas
Kudaddo, um dos novos e mais esperados hotéis de luxo. Todas as villas têm piscina privativa / Foto de divulgação

Além de painéis de captação de energia solar dispostos em forma de obra de arte no teto da única construção na ilha (entre outras medidas sustentáveis), o Kudadoo Maldives Private Island by Hurawalhí, seu nome completo, tem apenas 15 villas overwater, todas com piscina. Tudo está incluído: refeições, bebidas alcoólicas e atividades aquáticas. As diárias têm preços equivalentes aos do Brando, na Polinésia Francesa (leia aqui sobre hotéis de luxo em Bora Bora). Os hóspedes do Kudadoo podem aproveitar as facilidades do Hurawalhí, a cinco minutos de lancha, inclusive o famoso restaurante envidraçado debaixo d’água (cobrado à parte) deste resort vizinho. A abertura do Kudadoo está programada para 1º de dezembro deste ano. Kudadoo e Hurawalhí fazem parte do pequeno grupo local Crown & Champa, com dez hotéis nas Maldivas.

Fachada Hotel Omm, Barcelona
Fachada do Hotel Omm, no Passeig de Gracià, Barcelona: novo Sir Hotel / Foto de divulgação/Rafael Vargas

Hotel Omm, Barcelona. Outro pequena rede hoteleira, a EHPC, baseada em Amsterdã, comprou o Omm, um símbolo do Passeig de Graciá que foi também a casa barcelonesa dos irmãos Roca, do premiado restaurante El Celler de Can Roca, em Girona. O hotel reabrirá em 2019 repaginado, sob a nova administração e com um novo nome. A Europe Hotels Private Collection tem três marcas e 12 hotéis em seis cidades: Amsterdã, Barcelona, Berlim, Haia, Hamburgo e Ibiza.

As duas novidades são os hotéis na Espanha. Sir Joan abriu em Ibiza no verão europeu deste ano, e já foi descoberto pelos brasileiros. Mais ou menos na mesma época, o grupo comprou o Hotel Omm, instalado há 15 anos em um dos prédios mais conhecidos do Paseig de Graciá, no Centro de Barcelona, com vistas para construções de Gaudí como Casa Milà (La Pedrera) e Sagrada Família. Tudo será renovado: 91 quartos, terraço com piscina, spa, bar e restaurante. Um novo ciclo começa quando o hotel reabrir na primeira metade de 2019 sob a marca Sir Hotel. O nome ainda não foi anunciado. Nos próximos dois anos a EHPC pretende chegar também a Viena e Milão.

Belmond Cadogan Hotel London, Londres
Lobby do Belmond Cadogan Hotel, em um prédio histórico de Londres / Foto de divulgação

Belmond Cadogan, Londres. Para quem procura um cheiro de quarto novo na Europa no início de 2019, Londres é o destino. Na Sloane Street, o Cadogan Hotel consumiu o equivalente a mais de US$ 48 milhões de dólares em obras, que a Belmond prefere classificar como de restauração, e não de renovação. O prédio de 54 quartos é de 1887, e já teve Oscar Wilde como um de seus residentes. O restaurante será comandado pelo chef Adam Handling, escocês baseado em Londres que busca o desperdício zero. Mais um ponto a favor.

Leia mais sobre o Lutetia, hotel de luxo em Paris reaberto em julho de 2018.

Leia mais sobre os melhores bares de hotel em Londres aqui e aqui.

Fachada Raffles Singapore, Singapura
Raffles, ícone de Singapura que reabre em 2019 / Foto de divulgação

Raffles, Singapura. A reabertura deste hotel que já era incrível está prevista para meados de 2019. O Raffles Singapore entrou obras ano passado, quando completou 130 anos. O Long Bar, ícone local e casa do clássico drinque Singapore Sling, já foi reaberto, com o famoso balcão restaurado. Entre as muitas novidades gastronômicas, o tradicional Bar & Billiard Room terá agora a assinatura do multiestrelado chef francês Alain Ducasse. Anne-Sophie Pic, outra chef francesa com três estrelas Michelin, estreia na Ásia com seu La Dame de Pic. Os dois chefs remetem à história do hotel, que foi o primeiro a levar a cozinha francesa à Singapura, no final do século XIX.

A cobertura da ILTM North America, na Riviera Maya, pode ser lida na edição impressa desta semana da Panrotas e também na versão digital no Portal Panrotas. O texto começa na página 20.

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