Quem é você avaliando a nova marca da Decolar?


No começo do mês, a Decolar, maior distribuidora de viagens da América Latina, divulgou o resultado de uma mudança parcial em sua marca, por enquanto foi divulgada uma identidade visual e um novo slogan, visando deixar a marca mais moderna e próxima do público. E como era de se esperar, a mudança gerou uma verdadeira enxurrada de opiniões dos fãs e críticos, que se dividiram entre declarações positivas, apoiando o progresso da empresa, e negativas, com uma espécie de saudosismo e apego ao antigo formato. E é com a indagação do título que começo essa meu artigo. Quem é você avaliando a nova marca da Decolar?

Antes, é importante contextualizá-los do que levou a empresa a mudar sua “cara”.  A Decolar é a filial brasileira da empresa argentina Despegar, que está há 20 anos no mercado, tendo um expressivo crescimento, principalmente na última década. Essa mudança de marca vem para determinar um marco para a instituição depois dessas duas décadas e prepará-la para o futuro.

Para me ajudar a responder a pergunta do título, eu conversei muito com a especialista em branding, minha amiga/sócia no portal Mochilaí, Dani Biondi, que fez uma análise muito sensata. “A  Decolar apareceu com uma cara mais moderna, se desprendendo de todos os aspectos antigos que carregava visualmente, desde das cores até os elementos do avião e a campainha. A tipografia também foi modificada, juntamente com a retirada do ‘.com’, uma estratégia bem pensada, já que hoje temos outras plataformas de vendas. Com isso, a marca ganhou um tom mais genérico, o que facilita sua aplicação nos meios de comunicação, mas tira toda a lembrança de viagem que levava no logo antigo, o que nos dá a sensação de ser igual as outras marcas que também fizeram seu redesign recentemente.

Eles ainda prometem mais novidades nos próximos meses, mas no site, já conseguimos ver uma melhoria tanto visualmente como na navegação, que ficou mais intuitiva e agradável” .

Enfim, depois de pesquisar e pensar muito,  vejo que na “fila do pão” dos que avaliam a mudança eu sou o “progressista”, quem já via a necessidade de uma mudança que realmente transmitisse a imagem de uma empresa do tamanho que é, mas, acima de tudo, que dialogasse com seu público, se aproximando e fazendo aquilo que tem vocação, que é muito mais do que oferecer tudo para a sua viagem (como dizia o antigo slogan), mas dar condições para seu público viver viajando e ter experiências positivas no mundo (assim como o atual se coloca), pois é com essa mentalidade que você consolida uma grande marca junto ao mercado, junto aos seus fãs.

Hoje, vejo que as mudanças, se bem aplicadas (pois não adianta nada criar atributos e identidade com significados lindos e não vivê-los no dia a dia), creditam a Decolar para não só manter sua ascensão como business, mas também tornar-se uma brandlove.

E você, é o progressista ou o saudosista na “fila do pão” dos que avaliam a nova marca da Decolar?

Como engajar meu time em torno de um propósito?

Em meu último texto, abordei muito o tema causa e, consequentemente, qual é o propósito que move uma marca. E, falar de propósito tem se tornado cada vez mais necessário hoje em dia, afinal, mais que uma forma de diferenciar seu negócio no mercado e impactar seu consumidor, é o que move a instituição em torno de algo que vai muito além do serviço ou produto que oferece e do “frio” resultado comercial e financeiro.

Porém, o propósito não deve ser visto somente como uma construção colocada em um slide de apresentação ou um post que vai para a rede social. Ele deve refletir o espírito da instituição, o que move, a cada dia, não só seus fundadores ou líderes, mas toda a equipe. Afinal, uma empresa é feita de pessoas, portanto para ter uma marca pulsante, deve-se ter um time que realmente acredita e vive essa diretriz.

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Mas, isso não é fácil, então vou colocar alguns pontos que acho relevantes para engajar o time em torno de um propósito.

  • Transparência: o propósito da marca precisa ser verdadeiro, pois da mesma forma que seu consumidor não acredita em empresas mentirosas, sua equipe não vai “levantar a bandeira” de algo que eles sabem que não condiz com a realidade.
  • Comunicação: toda pessoa precisa entender e se identificar com o contexto social no qual está inserida a instituição em que participa, para que sua atuação faça sentido.
  • Inspiração: os líderes precisam ser os primeiros agentes mobilizadores de um time. Se a liderança é falha, o time é falho. Portanto, é extremamente necessário que quem está à frente da equipe, seja inspiracional e leve o propósito na “ponta da lança”.
  • Colaboração: um time precisa ser colaborativo, e isso se aplica a todo seu universo e cadeia, portanto, condutas individualistas não devem ser toleradas. E isso se aplica à fixação do seu propósito, pois ele deve ser feito e disseminado de forma colaborativa por todo o time.

Além disso, ações de “contaminação” (que são atividades de impacto) devem ser realizadas com todos na organização, assim como a manutenção dos valores,  atributos e propósito da marca.

Seguindo a conduta acima, tenho certeza que você terá um time que vai sempre acreditar naquilo que a marca prega e busca, pois mais do que uma imposição, estamos falando de um reconhecimento. Assim que as pessoas se reconhecem no propósito, a estadia delas na empresa passa a fazer todo o sentido para suas vidas e isso é realmente sensacional. Mas, faço mais uma vez um alerta importante: a transparência precisa ser levada ao extremo, afinal não existe engajamento dentro de mentiras.

Espero que tenham gostado do tema de hoje, vamos continuar nossa conversa. Deixem um comentário ou entrem em contato. Até a próxima.

Qual o seu propósito? Qual a sua causa?

Se engajar em uma ou mais causas é muito mais do que simplesmente eleger um tema (ou problemática) para defender. É fazer a relação entre seu propósito e as demandas existente na sociedade como um todo. É ser verdadeiro consigo, com seu público e com o nicho que irá atuar. E se você acha que isso é balela, sinto lhe dizer, mas sua empresa está muito atrasada e fora do contexto atual.

Segundo pesquisa da consultoria Edelman Earned Brand, 56% dos brasileiros dizem consumir ou boicotar marcas de acordo com o posicionamento delas diante de questões sociais relevantes. Quem mais? Em 2018, o instituto Akatu realizou uma pesquisa sobre o Panorama do Consumo Consciente no Brasil, que apontou a informação que 59% dos consumidores acreditam que as empresas deveriam fazer mais do que está nas leis para trazer mais benefícios para a sociedade.

É preciso entender que o público mudou, a sociedade não consome da mesma maneira que antigamente, o fluxo de informação está cada vez maior e o que vai ditar o sucesso da sua empresa/marca, será a sua capacidade de diferenciação, além de fazer o básico, que é prestar um bom serviço ou oferecer um bom produto.

Agora que estamos na mesma “página”, quero mostrar um estudo feito pela Cause, consultoria de identificação e gestão de causas, que mapeou os 37 temas que devem pautar as organizações com propósito em 2019. Nele, a instituição dividiu o estudo em cinco áreas (Grupos Identitários, Manifestações Culturais, Meio Ambiente, Saúde, Tecnologia, Panorama Global e Panorama Nacional) e dois grandes recortes geográficos, com os 37 temas que vão movimentar as organizações com propósito neste ano e trouxe também, 140 personagens para prestar atenção no mundo das causas em 2019.

Dos mais de 37 temas, todos são extremamentes importantes e válidos para sociedade, mas quero destacar alguns que podem ter mais relação com o turismo:

  • Combate às mudanças climáticas:

No ano passado, sabe-se que ao menos duas ilhas, East Island e Esanbe Hanakita Kojima, desapareceram, devido o efeito das alterações no clima. Portanto, essa é uma causa relevante, afinal como players do turismo, que visam um planeta funcionando em perfeito ecossistema, principalmente com um turismo sustentável, precisamos que a agressão à natureza seja combatida.

  • Defesa dos mecanismos de incentivo

Um relatório da FGV mostrou que, a cada 1 real investido em cultura via lei de incentivo, 1,59 real retorna para a economia. Fomentar a cultura, também impulsiona o turismo, portanto, a causa é importante para o nosso segmento.

  • Preservação do patrimônio histórico

O turismo histórico é extremamente importante para o nosso mercado, portanto, lutar pela preservação do nosso patrimônio é uma causa justa para as empresas de turismo.

  • Segurança Pública

Sabemos que um dos principais pontos negativos do Brasil, e que afasta os turistas estrangeiros é a falta de segurança no país, sendo assim, essa é uma pauta importante para ser discutida pelo trade.

Enfim, essas foram algumas causas que julguei serem relacionadas com o turismo, porém, vou ressaltar novamente, qualquer causa a ser engajada pela empresa, deve estar totalmente ligada ao propósito da marca. Caso essa relação não seja feita, as ações podem ser vistas como “fake”, gerando revolta do público e podendo desencadear em uma crise.

Tendências de marketing para 2019


Por mais que o título da coluna seja muito enfático, começo dizendo que não quero parecer mais um “guru” do marketing, com indicações infalíveis e frases de efeito que prometem resolver seus problemas. Calma! Na verdade, quero dividir alguns pontos que venho observando no mercado e que devemos acompanhar mais de perto durante o ano.

Confesso que espero que todos já tenham traçado suas metas e construído seu road map para 2019, mesmo assim, ainda dá para inserir alguma estratégia ou conceito que pode te ajudar na evolução de sua empresa. Portanto, veja abaixo alguns pontos que separei para vocês.

A humanização do conteúdo de marca

O Branded Content é uma realidade há anos, porém, ainda hoje existem marcas que não o utilizam da forma correta (sim, estou falando de você que acha que criar posts de data comemorativa vai atrair mais seguidores). O ano passado falou-se muito sobre a consolidação da jornada do consumidor, visando entender cada vez mais o público, já em 2019, espera-se que as marcas humanizem sua comunicação, se aproximando mais dos seus stakeholders de forma única. Fora isso, creio que as marcas utilizem muito mais seu público na hora de produzir seu conteúdo, como uma espécie de co-criação.

Publicidade Mobile

Já escrevi aqui sobre o avanço da publicidade in app, que é uma parte da publicidade mobile, na época enfatizei que essa era uma tendência, porém que já era realidade em alguns países. E agora, em 2019, torno a falar sobre o tema, pois já é uma realidade consolidada também no Brasil, e hoje discutimos formatos dessa publicidade, como vídeos e modelo de publicidade programática, inteligência artificial e o uso de dados.

A segmentação dos influenciadores

A bolha dos influenciadores está cada vez mais inflada e prestes a explodir. Com a preocupação das marcas em cada vez mais se aprofundar em seu público, é esperado que a escolha pelos influenciadores digitais seja cada vez mais por penetração em um nicho, micro influenciadores, do que simplesmente pelo seu engajamento pulverizado.

Inteligência Artificial

Hoje, já nos acostumamos com a aplicação de inteligência artificial como forma de deixar o atendimento ao cliente mais prático e simples, tornando a prática já familiar para nós, afinal, quem não conhece a Aura, da Vivo, e a Bia, do Bradesco. A tendência é que essa ferramenta seja potencializada por outras empresas em 2019 e que a AI esteja cada vez mais presente na relação marca X consumidor.

O QUANTO VOCÊ CUIDA DO SEU CLIENTE?

Como diz o “papa” do marketing, Philip Kotler, é mais barato manter um cliente do que conquistar um novo. Por isso, sempre que pensar em investir sua verba de marketing em campanhas para novas aquisições, pense primeiro: o que estou fazendo para manter minha carteira atual. Daí, talvez, valha você pensar em uma campanha de retenção. E é a partir daí que eu lhe pergunto. O quanto você cuida do seu cliente?

Em minhas empresas, eu e meus sócios temos um “mantra” que é repassado para toda a equipe, “o cliente está sempre no centro”. E isso se reflete a todo momento, seja quem for que esteja no processo, sempre buscamos resolver problemáticas ou gerar oportunidades ao nosso cliente.

Porém, vejo que nem sempre isso acontece, não só no meio turístico, mas em âmbito geral. O empresariado brasileiro peca em muitos aspectos, principalmente no investimento em treinamento e capacitação do seu time na hora de atender o público.

Falando especificamente dos players de turismo, tenho dois exemplos que vivi recentemente e gostaria de compartilhar com vocês, um positivo e outro negativo, de como o mínimo de atenção ao cliente pode ser determinante para a fidelização dele.

Primeiro o negativo: o estranho caso do hotel sem luz e sem água

Há cerca de uma semana, estive em um hotel no interior de São Paulo, em uma cidade que tem cerca de 300 mil habitantes. Estive lá, por um final de semana, com minha família, para o casamento de uma amiga. Como decidimos ir de última hora, acabamos pegando um hotel regional, com tarifas relativamente baratas. Chegando lá a estrutura não era ruim, portanto, tive a certeza de ter feito um bom negócio. Porém, no meio da noite descubro que faltava água no quarto, e isso perdurou até o meio da manhã, mesmo após insistentes reclamações e informações desencontradas entre faltar água na rua e a bomba do poço não funcionar, fiquei sem explicação alguma.

Como se não bastasse, quando a água voltou, 30 min após isso acontecer, faltou a energia em metade do hotel, incluindo o meu quarto. Daí, mais uma vez lá vou eu buscar um motivo e nada de ter um explicação coerente. Assim como no caso da água, as justificativas vinham desde a queda de energia no bairro (o que não era verdade, já que os outros estabelecimentos estavam funcionando), até a queda de um disjuntor. Além de não ter uma justificativa plausível, também não conseguiam me transferir para outro quarto, pois não tinham sistema para verificar os locais disponíveis. Enfim, depois de ameaçar pedir meu dinheiro de volta, resolveram meu problema.

O exemplo positivo: a proatividade que valeu um cliente

No começo do ano resolvi que aproveitaria o recesso de fim de ano para fazer uma viagem ao exterior com minha família. Costumo fechar  todos os pontos da viagem de forma isolada, pois gosto de fazer minhas pesquisas sobre os destinos e descobrir coisas novas, porém, pelo fato da minha esposa estar grávida, resolvi buscar uma agência para ter mais segurança em minhas escolhas. Após pesquisar, acabei fechando com uma gigante do setor, sediada no ABC Paulista, local onde moro, que tem unidades em todo o Brasil. Porém, como até o fim do ano minha filha já teria nascido, fui orientado que alguns pontos relacionado ao bebê, como cadeirinha na locação do carro e solicitação de berço no avião, deveriam ser feitos somente faltando um mês para a viagem.

Passado quase o ano todo, entro em contato novamente com pessoa que era responsável pela minha conta, mas descubro que ela não faz mais parte da equipe, que na verdade foi totalmente reformulada. Para ajudar, fico sabendo que as coisas que eu precisava, deveriam ter sido solicitadas, no fechamento da viagem. Pois bem, mesmo antes de eu demonstrar qualquer tipo de insatisfação, vejam só, o novo responsável pelo caso se prontificou a buscar alternativas para a resolução do meu problema. Ele não só buscou, como conseguiu resolver tudo o que eu precisava. E como ponto alto, todo o atendimento foi feito de uma maneira extremamente ágil, por diversos canais de comunicação. Realmente colocando o cliente no centro.

Mais vale um cliente na mão do que o mesmo falando mal

Os dois exemplos acima são de empresas de tamanhos bem distintos, porém, que tiveram um problemas onde precisariam somente a atuação de seus colaboradores para uma resolução satisfatória. Não foi preciso da melhor tecnologia do mundo e nem das melhores condições comerciais. Somente na proatividade do profissional envolvido em colocar o cliente no centro e buscar uma solução. E digo isso mesmo sabendo que no caso do hotel, os problemas terem sido causado por questões de estrutura, porém, se as pessoas envolvidas tivessem realmente se preocupado com o cliente, teriam dado mais atenção e conseguido alternativas para os problemas.

Portanto, sempre que reclamar que não tem cliente, pare e reflita sobre o que você está fazendo para manter aqueles que já consomem seu produto ou serviço.

Como aumentar o rendimento do meu time?

Você sente que tem dias que você fez tudo, mas ao mesmo tempo não fez nada? Ou que sua equipe não está tendo a performance que deveria? Se sim, você já parou pra pensar que a resposta para esses questionamentos podem ser, na verdade, fazer uma autocrítica sobre como você e sua equipe estão trabalhando?

A operação de uma empresa é constituída, falando de maneira bem abrangente, de processos e pessoas.

  • Processos: que são condutas básicas que devem ser instituídas para a execução de demandas.
  • Pessoas: que vão executar os processos determinados e vão desenvolver o trabalho.

Um não funciona sem o outro e devem estar em convergência a todo tempo para que a operação seja desenvolvida e a empresa alcance as metas e objetivos traçados.

Não vou entrar no mérito de falar de pessoas, pois seria altamente complexo e renderia diversos outros artigos, porém, quando falamos da gestão de time X processos criados, ingressamos onde eu quero chegar, que são nas metodologias ágeis.

O que são metodologias ágeis?

São uma série de métodos e teorias para a gestão de projetos e condução de trabalho, que se opõe ao formato tradicional de condução, que geralmente eram formados por uma série de processos mirabolantes, com individualismo de execução, sendo avaliados somente no final de seu desenvolvimento. Hoje, existem diversas metodologias ágeis, como Scrum, XP, Kanban ou PMBOK.

Isso é balela! Mais uma onda de conceitos que servem para vender livros, palestras etc…

Na verdade não, digo por experiência própria. Atualmente, utilizo em minhas empresas (INSANE Estratégia e Comunicação e o Portal Mochilaí) e até comigo mesmo, a base da metodologia Scrum, que falando por cima (bem por cima mesmo), consiste em ter alinhamentos recorrentes com o time, direcionar metas e lapidar a execução das demandas, dar o sprint de execução (ou período de execução) e fazer o alinhamento para acompanhar a evolução do trabalho. Vale ler o livro “A arte de fazer o dobro do trabalho pela metade do tempo”, escrito por Jeff Sutherland, um dos idealizadores da ferramenta.

Quais os benefícios do Scrum ou qualquer método ágil?

Seguir as premissas ágeis, vão proporcionar que você tenha:

  • Redução de risco: pois o trabalho será sempre feito e conduzido em equipe.
  • Mudança de rota: isso é essencial, principalmente no mundo de economia incerta que vivemos, pois o acompanhamento recorrente, permite que o gestor enxergue que o mercado pode mudar de uma hora para outra.  
  • Redução de desperdício: não só o Scrum, mas todas as metodologias ágeis prezam a simplicidade, produzir e entregar somente o necessário e de valor para o cliente.
  • Aumento de produtividade: dar autonomia ao time e trabalhar em equipe são trunfos importantes para aumentar a motivação das pessoas, o que aliado a simplificação dos processos e acompanhamento próximos dos gestores, faz com que o trabalhos seja desenvolvido com alta performance.

Enfim, espero ajudado a trazer algo que julgo ser extremamente valioso para a operação de uma empresa, mas que infelizmente não é levado em conta em seu cotidiano, porém, mantenho minha pergunta do início da coluna. Como você e sua equipe estão trabalhando? Será que o problema é muito trabalho ou a falta de organização?

Gol ou Gool? Como uma mudança de logotipo pode influenciar a percepção da marca

Sem muito alarde, por meio de um comunicado interno e algumas inserções na imprensa. Foi assim que ficamos sabendo, no fim do mês passado, sobre essa singela mudança no logotipo da Gol Linhas Aéreas, a aproximação dos dois arcos que formam a letra “O”. Sinceramente, como um estudioso e gestor de marca que sou, se fosse um cliente meu também não faria alarde algum. Não tem necessidade, ainda mais sabendo dos reais motivos da modificação.

Porém, esse tema é um prato cheio para eu falar com vocês sobre branding e como um ponto específico de uma marca, o logotipo, pode influenciar no entendimento do público, seja em relação ao nome ou na visão do que a empresa faz.

Voltando para a mudança da Gol, segundo apurei pela própria imprensa, aconteceu, pois em países em que não se fala português, e para pessoas que não têm tanta relação com a marca, a pronúncia do nome ficava algo parecido com “Gool”. O que foge da real entonação do nome da empresa. Nome esse que foi criado justamente para parecer mais simples no entendimento de seus stakeholders.

Precisa disso?

Você deve se perguntar se vale a pena fazer tal mudança, tão pequena por causa da forma que as pessoas pronunciam? Afinal, ela se reflete em mudança em toda a comunicação da empresa, desde assinaturas de e-mail, até a pintura das aeronaves. E estamos falando de uma empresa que já alterou drasticamente sua marca em 2015. E eu lhe digo que vale.

Para compreender, é preciso entender o estado atual da marca e as movimentações comerciais da companhia. Segundo pesquisa DataFolha, divulgada no “28ª edição do prêmio Top of Mind”, a Gol é a companhia aérea mais lembrada do Brasil e a segunda marca mais fixada na mente dos brasileiros, quando o assunto é agência de viagens.  Fora isso, a empresa tem expandido sua atuação internacional, como o aumento de rotas para os EUA, através da parceria com a Delta, e os voos para o Equador, que começam em dezembro deste ano.

Esses dois pontos, para mim, são determinantes para validar a mudança no logotipo da empresa, mesmo sendo só uma parte da marca. Afinal, trabalhar o branding é tangibilizar os reais atributos da empresa, é colocar em prática a verdade da instituição, e isso está totalmente ligado ao business e sua evolução.

 

Não deixe a falta de planejamento falir sua empresa

Sim, o título do artigo representa realmente o que ele quer dizer. Uma empresa  sem planejamento está fadada ao fracasso. Ok, com certeza esse assunto já foi explanado outras vezes e pode parecer óbvio. Mas, chega a ser engraçado, de forma irônica, como o óbvio não consegue ser seguido. Portanto, pensando nas pequenas e médias empresas, vou deixar alguns insights para que vocês consigam evoluir nesse sentido.

Em minha trajetória, tenho me deparado com diversos tipos de negócios e segmentos, e seus tomadores de decisão procuram a minha empresa, pois precisam de algum direcionamento estratégico, tendo em vista que não estão satisfeitos com seu desenvolvimento. E nunca é fácil implementar uma cultura de planejamento nas empresas, muitas vezes por parecer ser mais fácil deixar as coisas correrem por osmose, sem muita complicação, conforme o barco for navegando. Mas, vou dizer uma coisa, esse é o seu maior erro. Portanto, vou colocar alguns pontos para serem seguidos:

Qual o seu objetivo?

Partindo do pressuposto que você já tem clareza do seu lugar no mercado, faça uma reflexão. Em curto, médio e longo prazo, quais objetivos você quer alcançar? Onde você quer chegar com a sua empresa?

Quais as formas de alcançar esse objetivo?

Defina os caminhos necessários que você deve percorrer para alcançar esses objetivos. Quais ações você deve tomar, seja na organização da sua equipe, em sua estratégia comercial ou em seu posicionamento no mercado.

Como planejo minhas ações?

Crie um  plano de ação, defina o período que você vai atuar em cada frente (isso varia de desafio para desafio), de quem e do que você vai precisar para essa busca e insira etapas para essa evolução.

Como mensurar minha evolução?

É muito importante que existam períodos de avaliação no decorrer do projeto. Não adianta definir um plano de ação de três meses e resolver avaliar o andamento só ao final do período definido. Portanto, seguindo o exemplo trimestral, defina encontros recorrentes para avaliação do andamento com sua equipe, só assim será possível antever problemas e lapidar ações que estejam vigentes. A partir disso, ao término do plano mensure os resultados, veja se realmente os objetivos foram alcançado e passe para a próxima fase da sua atuação.

É importante lembrar que, acima de tudo, de qualquer metodologia, é preciso ter coragem para realmente seguir os caminhos traçados e ter disciplina para segui-los. É comum acontecer de tomadores de decisão não seguirem o próprio planejamento definido. Isso, além de deixar a empresa sem rumo, faz com que a equipe não confie em sua liderança.

 

Pessoas e Tecnologia:  a relação que pode salvar sua empresa

No último sábado, participei do Fórum Mestre GP, do Instituto Mestre GP, que é uma das, se não a única, instituição voltada para a gestão de projetos do universo das empresas de Marketing, Publicidade e Comunicação. Estive lá, afinal, como vocês já sabem, meu business, com a INSANE Marketing e Comunicação e o Portal Mochilaí, é totalmente voltado para esse segmento.

Porém, mesmo não sendo um evento voltado para o turismo, foi possível tirar diversos insights que são determinantes para o sucesso de qualquer empresa. Lá, tive a oportunidade de participar de diversos painéis de discussão, com vários profissionais de grandes agências: Publicis, Ogilvy, Artplan, Y&R e DPZ&T; além de instituições e empresa renomadas: Fundação Getúlio Vargas, Whirlpool e Itaú Unibanco, além do suprassumo do evento, que foi a palestra do José Salibi Neto, coautor do livro Gestão do Amanhã e um dos fundadores da HSM.

E dois pontos me chamaram muito a atenção: 1- Como a gestão de pessoas tem sido determinante no sucesso de uma empresa / 2- Como devemos acompanhar a evolução da tecnologia para não sermos engolidos por ela – esse último tem muito a ver com o segmento do turismo. E vou tentar falar um pouco sobre os agora, no decorrer do texto.

Gerir pessoas é chave do sucesso

Falar de pessoas e como extrair o melhor de cada um no dia-a-dia, é abrir um alçapão de complexidades. Afinal, eu teria que discorrer sobre gerações, estrutura emocional, entre outras coisas. Porém, vou me apegar há alguns insights que foram passados.

Em praticamente todos os painéis, foi falado da importância em manter o colaborador no centro da decisão da empresa. Hoje, é essencial manter o profissional como parte determinante da construção de uma companhia sólida. Para isso, temas como diversidade, liderança compartilhada, seleção às cegas e resiliência devem ser discutidos e aplicados nas organizações.

Tecnologia: saiba como usá-la ou seja engolido

O painel com José Salibi Neto foi um espetáculo à parte, pois só uma pessoa que vive há tempos no mainstream da inovação, sabe o quanto é importante estar atendo ao futuro. E isso é exatamente o que eu vejo que falta em parte do mercado de turismo.

Enquanto de um lado temos plataformas que estão revolucionando o setor, como: Airbnb, Decolar, Trip Advisor, entre outras. Do outro, temos uma enorme parcela que não está sabendo lidar com o avanço desses players  e estão sendo engolidos, gradativamente, por não encararem de frente essas mudanças e buscarem formas de adequar e ressignificar o business.

Então, deixo vocês com uma frase que me fez refletir muito sobre como eu estou me preparando para o que está por vir. “Não adianta saber das coisas quando todo mundo já sabe. Você já está atrasado”, José Salibi Neto.

 

Publicidade in app: se você não está acompanhando algo está errado

Já faz tempo que sabemos que a forma de divulgar um produto ou serviço vem sofrendo grandes mudanças, principalmente a partir do surgimento do smartphone. Hoje, os planos de mídia que não são omnichannel ou que se limitam aos pontos de divulgação mais convencionais, estão se tornando menos eficazes, pois perdem uma grande chance de impactar seu público, dependendo de qual for.

Quando falamos de tendências de poucos anos atrás e que hoje já são realidade, a publicidade no mobile, especificamente em aplicativos, já é muito difundida, com diversas possibilidades de investimento e divulgação. E esse universo se multiplica quando entramos na casa do video in app, produção de vídeos como forma de publicidade em aplicativos.

Segundo pesquisa da IPG Mediabrands Magna, divulgada no começo de 2018, previa que o investimento na publicidade no formato vídeos em aplicativos cresceria em torno de 33% na América Latina, isso impulsionado pelo crescente hábito de consumo das pessoas, que já assistem mais vídeos pelos dispositivos móveis do que pelo desktop.

No relatório “The State of Mobile Video Advertising – 2018“, desenvolvido pela InMobi, fornecedora global de plataformas móveis inteligentes para profissionais de marketing corporativo, só na China os investimento de video inn app cresceram 470%, entre 2017 e 2018, já nos EUA, onde o formato já está consolidado, houve um acréscimo de 67%. O documento reúne informações de 750 bilhões de impressões de anúncios para dispositivos móveis no aplicativo, entre janeiro e março de 2018.

No Brasil, ainda não temos dados que mostram um crescimento da escolha do formato pelos anunciantes, porém, notamos, há tempos, o crescimento da produção de vídeos na comunicação das marcas, assim como um aumento no investimento em digital, que já superou offline. Esses indicadores, aliados ao hábito de consumo do público brasileiro, que também aumenta o tempo despendido em dispositivos móveis, indica que logo essa realidade mundial, deixará de ser tendência em nosso país.