Intangível ?

Quanto temos aproveitado de nosso patrimônio natural e cultural para diversificar a oferta de produtos e serviços no turismo ? Muitas vezes fica claro que o diferencial competitivo de uma país, além da infraestrutura ou da qualidade dos serviços, está nos atributos que o diferenciam. Natureza e cultura do Brasil, são as motivações de viagens a lazer ou um complemento importante aos negócios e eventos.

Para compartilhar algumas impressões sobre a cultura, já que sol e praia ou mesmo ecoturismo têm se tornado grandes atrativos do Brasil, faço alguns comentários.

O patrimônio nacional tangível, ou seja, prédios, sítios históricos, artesanato ou mesmo a gastronomia constituiem uma parte importante e mais visível daquilo que podemos oferecer como experiência aos visitantes. Lembramos das cidades mineiras, de Salvador, das Missões no Rio Grande do Sul. Lugares como Bonito ou a Amazônia se destacam na experiência sustentável e de aventura. Temos um artesanato regional cheio de surpresas e que atrai os visitantes; e uma gastronomia cada vez mais elaborada, saborosa e que começa a se tornar conhecida pela criatividade e utilização de produtos locais.

O que me parece cada vez mais evidente e necessário a conhecer e utilizar de forma objetiva é o patrimônio intagível. Estou falando daquilo que constitui a alma do Brasil. Valores, estilo de vida, tradições, pessoas observando pessoas no seu dia a dia. Emoções e jeito de ser e viver. Os eventos regionais, festas religiosas e atividades cotidianas que compõem nosso “viver” e proporcionam uma compreensão de elementos intangíveis da vida das pessoas e de nossa cultura.

Qual é o atributo intangível de destaque em seu destino ou produto ?

 

Postagens relacionadas

Published by

Jeanine Pires

Professora e empresária, tem 19 anos de experiência em turismo e eventos. Diretora da Pires & Associados e Presidente do Conselho Consultivo da WTM Latinamerica. Suas principais atividades são a realização de Planos de Marketing de Destinos Turísticos e palestras no Brasil e no exterior. Presidiu a EMBRATUR de 2006 a 2010, onde também foi Diretora de Turismo de Negócios e Eventos. Liderou o trabalho de promoção do Brasil como destino turístico no exterior, os programas de captação de eventos internacionais e a agenda de promoção do Brasil de 2003 a 2010. Participou da elaboração do Plano Aquarela - Marketing Turístico Internacional do Brasil em 2005 e também coordenou sua versão para 2020. Nos Convention & Visitors Bureaux de Maceió e Recife como diretora executiva, desenvolveu os programas de marketing de lazer e eventos para aquelas cidades entre 1997 a 2002. Esse blog reflete opiniões pessoais e não tem qualquer vínculo institucional

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *