França volta à vida normal

França volta à vida normal- Usar uma máscara não será mais obrigatório (exceto em alguns lugares) e o fim do toque de recolher foi antecipado para 20 de junho, ao em vez de 30 de junho. Estes são os principais anúncios do Primeiro-Ministro. No entanto, nem todas as restrições foram suprimidas: os franceses devem manter suas máscaras em lugares fechados e as aglomerações seguem proibidas.  

As varandas dos restaurantes e comércios fechados desde outubro 2020 abriram dia 19 de abril

Volta à vida normal (ou quase)

A partir de hoje, 17/06, o uso de máscara nas ruas e parques da França não será mais obrigatório (exceto em locais lotados), o toque de recolher às 23h será levantado no domingo, dez dias antes do previsto. “A situação está melhorando mais rápido do que esperávamos”, disse Jean Castex, ontem, no final do Conselho de Defesa da Saúde.

Os números são promissores: a taxa de incidência é inferior a 50 em 89 departamentos metropolitanos sobre 96, “nenhum território apresenta dinâmica preocupante”, a pressão sobre os hospitais diminuiu, a vacinação está progredindo bem e o governo espera chegar a 35 milhões de franceses completamente imunizados no final de agosto (contra 16,5 milhões hoje).

Claro, a cautela ainda é necessária, gestos de distanciamento social ainda são importantes, mas a população começa a se sentir aliviada. Como afirmou o primeiro-ministro, “estamos vivendo um momento feliz de retorno a uma forma normal de vida”.

Até o momento restaurantes acolhem no interior com uso de 50% do espaço e “traçabilidade” exigida. Nas mesas, limite de seis pessoas. Abertura total prevista para 30 de junho.

Discotecas abrindo

Após longos meses de fechamento, o ministro da Saúde, Olivier Véran, confirmou que as discotecas devem reabrir em julho. No canal de televisão BFMTV, o ministro especificou que a reabertura será feita “com condições específicas”. “A partir de 21 de junho saberemos mais”, confirmou Olivier Véran, referindo-se à data em que Emmanuel Macron encontrará os proprietários desses estabelecimentos para “uma cláusula de revisão”.

A França De olho na variante Delta

Enquanto países como o Reino Unido e a Rússia estão em alerta, Jean Castex anunciou igualmente que os controles de fronteiras serão reforçados e que a vigilância das várias variantes em circulação na França será intensificada.

O retorno à normalidade pode ser prejudicado

Se, devido à variante Delta, houver um aumento significativo de casos, o tão esperado retorno à normalidade em muitos países para este verão pode ser afetado. Variantes podem retardar a recuperação, por essa razão, será necessário seguir atentivamente a evolução dos casos, mas, no momento, as autoridades médicas estão de olho nos números e esperam que a vacinação seja uma barreira que, bem, que incompleta, possa ajudar a conter uma expansão realmente perigosa da variante Delta.

De qualquer forma, a variante Delta está aqui e o governo está monitorando sua evolução.

Esforços Consideráveis

Vale a pena lembrar que para chegar a esses resultados, os franceses fizeram esforços consideráveis: respeitaram o uso de máscaras obrigatório, se conformaram a confinamentos restritos seguidos de toques de recolher severos, se submeteram a fechar todos os restaurantes e lugares culturais durante meses, aceitaram as limitações de deslocamento temporárias, entre outras coisas.

Outra medida que, a meu ver, nos salvou de uma situação mais grave, foi a proibição do uso de qualquer medicação sem eficácia comprovada. Para não correr nenhum risco de deriva a própria cloroquina desapareceu das farmácias, por exemplo.

Assim, a França não desenvolveu nenhuma variante local mais perigosa que a original. Até o momento lidamos com uma variante que não atinge consideravelmente pessoas jovens e sem comorbidades.  Veja como essa realidade se reflete nos números até o momento:

Óbitos e faixa etária

Menos de 15 anos          0%

15 à 44 anos                       1%

45 à 64 anos                       7%

65 à 74 anos                       15%

75 anos e mais                  77%

vacinação

O único problema gerado por esses resultados encorajadores é que ainda hoje muitos franceses não veem a necessidade de tomar vacina.  Aparentemente 30% da população se mostra reticente. Estes “inocentes” não sabem o que está acontecendo no resto do mundo, ainda! O que me leva a crer que o futuro ainda é incerto. A volta à vida normal na França não está garantida 100%!

“Como mais de 5 milhões de franceses, Patrícia, na casa dos 50 anos, já teve Covid e se recuperou em pouco tempo: “Não estou dizendo que a doença não existe, mas mata 0,03% da população, lembra ela, a maioria delas são pessoas com mais de 80 anos com comorbidades. Eu peguei e tive tão poucos sintomas, que mesmo se pegá-la de novo, isso não me assusta!” fonte Radio SUD

Vacinação aberta para todas as idades

Porém, apesar das incertezas, prefiro terminar esse artigo com mais uma boa notícia:

O retorno dos turistas americanos

A União Europeia acaba de dar luz verde: os viajantes dos Estados Unidos podem entrar na Europa novamente, mesmo que não sejam vacinados. A UE pede reciprocidade na recepção dos turistas europeus.

E assim, com a volta de alguns turistas e aos poucos, a França volta à vida normal.

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Silvia Helena

Após breves passagens pela Faculdade Metodista de São Bernardo e Belas Artes de São Paulo, aos 18 anos fui estudar no Canadá, onde vivi durante 23 anos. Lá me formei em História da Arte pela Universidade de Montréal, estudei turismo no Collège Lasalle de Montréal e no Institut de Tourisme et Hôtellerie du Québec. Comecei minha carreira na área trabalhando em Cuba. Durante os anos vividos no Canadá, entre outras coisas, fui guia de circuitos pela costa leste e abri minha primeira agência de receptivo para brasileiros. Há dez anos um vento forte bateu nas velas da minha vida me conduzindo até França. Atualmente escrevo de Paris, onde vivo e trabalho dirigindo a empresa de receptivo, a Holatour.

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