Como é o novo safári camp Nimali Mara, na Tanzânia

A rede de camps de safári sustentáveis e focados em conservação e preservação da vida selvagem Nimali Africa tem um novo camp na Tanzânia. A rede, que possui também outros dois safári camps na Tanzânia (o Nimali Tarangire, no Parque Nacional Tarangire, a 4h de carro do aeroporto internacional Kilimanjaro, e o Nimali Central, na região central do Serengeti, e que passará por um super upgrade neste 2020), abriu na porção norte do Serengeti o Nimali Mara.

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O novo camp, localizado no parque nacional classificado pela Unesco como Patrimônio da Humanidade, quase na divisa com Maasai Mara (no Quênia), é o primeiro camp de luxo do grupo, com tendas, áreas comuns e serviço impecáveis. Tudo ali foi instalado de maneira 100% sustentável (da “construção” do camp ao dia-a-dia sem plásticos, sem desperdícios, energia solar, tratamento de água etc), respeitando a paisagem espetacular e tão pecuiiar da região. Ali as savanas são repletas de rochas e, das áreas comuns às tendas, tudo no camp levou a geografia local em consideração.

A proximidade com Maasai Mara garante muitos animais à vista e garante ter avistamentos ainda mais espetaculares durante a grande migração, que acontece de julho a setembro com literalmente milhões de animais passando por ali. Outra vantagem da localização é que a parte norte do Serengeti conta com pouquíssimos lodges e camps. Passei dias ali sem praticamente ver outros carros com turistas.

A equipe também merece destaque: das mais afinadas (em todos os sentidos) que já vi em lodges e camps africanos. Chama a atenção que a jovem gerente é a única mulher do grupo – mas lidera com muito carinho e doçura e dá pra ver que todos ali se tornaram uma grande família. E sabem manter os hóspedes satisfeitos e entretidos mesmo nos dias mais chuvosos (peguei muita chuva durante parte da minha estadia ali).

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A deliciosa área externa das tendas. Foto: Mari Campos.

A beleza do camp chama mesmo a atenção. A arquitetura caprichosa criou dez tendas muito espaçosas, todas elas com uma das faces feita inteiramente de vidro, garantindo vista panorâmica para o Serengeti de absolutamente todos os cômodos. Cada tenda conta com saleta, closet, quarto, imensos banheiros (chuveiro duplo, pia duplo, banheiras de cobre abertas) e uma deliciosa varanda externa com lounge, mesa e cadeiras e uma deliciosa swing bed perfeita para descansar, namorar, ler, meditar.

Além da área de trabalho e das muitas tomadas e entradas USB, todas as tendas contam com wifi de ótima qualidade e – raridade nos camps de luxo similares – telefone e serviço de quarto. A cada manhã os hóspedes são despertados pessoalmente com café ou chá e cookies caseiros. Mas é possível também pedir para jantar no próprio quarto ou mesmo um rosé geladinho à tarde. E mais: como nos demais camps da Nimali, serviços de lavanderia estão sempre incluídos nas diárias.

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Nas áreas comuns, há living, um delicioso bar, piscina e restaurante, tudo com vista panorâmica para o parque. Os detalhes muito africanos incluem tecidos mil, muita madeira e muito cobre. A gastronomia é caprichadíssima (foram as melhores refeições de toda a minha última viagem à África). Mas eles vão além: ao invés de servir todas as refeições sempre no restaurante, a cada dia o staff do hotel vai criando também cenários diferentes ao longo da estadia de cada hóspede. Sempre uma surpresa diferente (e tudo ali dependendo do clima, é claro). Almoço em plena savana, jantar à luz de velas à beira da piscina, café da manhã no alto de uma das enormes rochas dos arredores… e sempre com capricho: mesas, cadeiras, copos, talheres, toalhas, e um serviço irretocável. Mas até nos dias mais chuvosos foram criativos.

A criatividade, verdade seja dita, parece ser marca registrada do grupo: as outras duas propriedades Nimali (Nimali Tarangire e Nimali Central) também se encarregaram de escolher as “locações” mais incríveis e bem decoradas para os meus sundowners enquanto estive com eles. De fato, dos mais bonitos que já vi (e olha que já fiz MUITO safári na vida).

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Ponto importante na hora de reservar: ao contrário de outros camps similares, o Nimali Mara opera sempre com pensão completa (bebidas incluídas), mas game drives, sundowners e open bar só estão incluídos no sistema “game package”.  

Dá para ler mais sobre minhas aventuras africanas e os melhores camps e lodges de safári aqui.

Leia mais sobre hotelaria na África aqui.

A jornalista Mari Campos viajou a convite da Gamewatchers Safaris (que cuidou de todo o itinerário e logística da viagem), da Sariri Terra e da South African Airways.

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Hotel Inspectors Awards – os melhores hotéis do ano

2019 foi um ano pra lá de movimentado para a hotelaria no Brasil e no mundo, com muitas inaugurações, remodelações e reaberturas hoteleiras. Também foram anunciados neste ano diversos hotéis que abrirão suas portas em 2020 nos cinco continentes. E quais foram, afinal, os melhores hotéis do ano?

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Nós aqui do Hotel Inspectors também viajamos muito ao longo do ano que termina, e nos hospedamos em dezenas e dezenas de hotéis, das Américas à Oceania. Dos muitos que testamos ao longo de 2019, escolhemos nossos favoritos e vamos publicar nossa listinha em duas etapas.

A primeira edição dos Hotel Inspectors Awards lista aqui os melhores hotéis do nosso ano, incluindo propriedades de estilos e perfis muito diferentes, espalhadas pelo planeta. Na coluna de hoje, eu, Mari Campos, deixo aqui os meus hotéis favoritos, testados e aprovados ao longo deste ano.

Você confere o Hotel Inspectors Awards da Carla clicando aqui

Foto: Mari Campos

Hotéis Urbanos

Foram muuuuuitos os hotéis urbanos testados ao longo deste ano, incluindo várias experiências bastante ruins em destinos como a Califórnia. Mas, por sorte, também me hospedei em excelentes hotéis urbanos, sim. Valem a menção os queridinhos de outros carnavais, como o Hotel Barrière Le Fouquet’s em Paris, parte do selo Leading Hotels of the World, e o clássico Belmond Copacabana Palace, no Rio de Janeiro.

Mas é preciso destacar os meus “vencedores” nesta categoria, e são cinco, todos com excelentes localizações em suas cidades. Os melhores hotéis de do ano para mim no quesito “Hotéis Urbanos” são:

  • a ótima surpresa que foi o Trump Chicago (hotel corretíssimo, quartos super confortáveis e serviço de primeira);
  • o discreto The Beaumont London (um hotel com selo Preferred Hotels com o mais alto padrão de serviço que vi numa propriedade no ano todo);
  • o impecável Leela Palace (quartos charmosos, serviço irrepreensível e a mais linda rooftop pool de Delhi);
  • o novo Fauchon Hotel (outra propriedade do portfólio da Leading Hotels of the World, linda, descolada, sem frescuras, com quartos enormes, todos com vista para Paris)
  • e o encantador Hemingways Nairobi (com apenas 45 quartos enormes, todos com varanda, um verdadeiro oásis na capital do Quênia).

LEIA MAIS detalhes do incrível Fauchon Hotel aqui.

Uma das impecáveis suítes do RajMahal Palace, de apenas 14 quartos. Foto: Mari Campos

Hotéis boutique

Na categoria hotel boutique dos melhores hotéis do ano de 2019 tenho dois vencedores extremamente diferentes, mas ambos encantadores:

O primeiro, no Brasil, é a Vila d’Este, uma mistura de pousada e hotel boutique no pedaço mais charmoso de Búzios, no Rio de Janeiro. Quartos charmosos, serviço super acolhedor e terraço e piscina com a vista mais linda da armação.

LEIA MAIS detalhes sobre a Vila d’Este aqui.

O segundo, e hors-concours, é o incrível RajMahal Palace, em Jaipur, na Índia. A exclusivíssima propriedade do grupo Suján Luxury é parte do portfólio Relais&Chateaux e conta com apenas 13 quartos instalados na mansão que já foi residência do marajá de Jaipur (todos muito grandes, e cada um decorado com um papel de parede diferente). A propriedade, linda, é um oásis no caos da cidade, com direito a muito verde, uma deliciosa piscina e excelente restaurante – tudo com serviço irrepreensível e ótima localização.

Foto: Mari Campos

Pousadas

Duas pousadas merecem menção aqui neste ranking dos melhores hotéis do ano de 2019, e as duas localizadas na cada vez mais gostosa cidade de Tiradentes:

  • a Pousada Solar da Serra e a Pousada Aromas da Montanha. Ambas estão localizadas afastadas do centro histórico, mas com serviço cálido e personalizado e excelente café da manhã. A Aromas da Montanha tem alguns dos quartos mais charmosos da cidade (cada um com uma decoração diferente) e a Solar da Serra tem a piscina mais linda de Tiradentes, com vista panorâmica para parte da cidade e a incrível Serra de São José.

Leia mais sobre as melhores pousadas de Tiradentes aqui.

LEIA TAMBÉM: oito pousadas deliciosas para escapar no final de semana.

A bela fachada do Palácio que faz parte do Ananda in the Himalayas. Foto: Mari Campos.

Hotel spa

Dois hotéis testados neste 2019, muito diferentes entre si, merecem louvor aqui no ranking dos melhores hotéis do ano na categoria hotel spa: o belíssimo Les Sources de Caudalie, em Bordeaux, França, e o zen Ananda in the Himalayas, em Rishikesh, na Índia.

  • O Les Sources de Caudalie é uma espécie de resort, mas seu spa Caudalie é seu grande chamariz – e ali valem destaque também seus ótimos restaurantes e o charme absoluto da propriedade rodeada por vinhedos.
  • E o Ananda in the Himalayas é o hotel spa mais completo que já conheci, e o melhor no qual já me hospedei: ali cada hóspede é atendido individualmente, e tem um programa de atividades e massagens no spa totalmente personalizado (tudo baseado na medicina ayurvédica), assim como menu personalizado do (ótimo!) restaurante, baseado em seu dosha (elemento). Com o bônus dos ótimos quartos terem todos vista panorâmica para os Himalaias e a cidade de Rishikesh.

Leia detalhes do Les Sources de Caudalie aqui.

Anantara Kihavah. Foto: Mari Campos

Resorts

Agora na categoria “resorts”, meu ranking dos melhores hotéis do ano fica assim:

  • um dos meus resorts favoritos nas Américas: o delicioso Acqualina Resort, em Sunny Isles, Miami, parte do portfólio da Leading Hotels of the World.
  • Também merecem menções especialíssimas os resorts Belmond El Encanto, em Santa Bárbara, Califórnia, e Evolve Back Kamalpura Palace, em Hampi, na Índia. Ambos possuem quartos lindos, confortáveis e muito aconchegantes, e serviço simplesmente perfeitinho.
  • Mas os grandes vencedores na categoria resort do meu 2019 ficam nas incríveis Maldivas: os irrepreensíveis Soneva Fushi e Anantara Kihavah. Ambos resorts souberam unir o melhor da hotelaria das Maldivas (pense em farta oferta de excelentes restaurantes, bangalôs e beach villas de sonho, serviço infalível com mordomo para todos os quartos etc) com o máximo em sustentabilidade também (essencial sobretudo em um destino como as Maldivas). Ambas propriedades ainda sabem conjugar com maestria ambientes simplesmente perfeitos tanto para casais em viagens românticas como para famílias com crianças pequenas. Falo mais sobre eles aqui e aqui também.

LEIA MAIS sobre alguns dos melhores resorts das Maldivas aqui.

Foto: Mari Campos

Safári Camps

E, como alguém que faz religiosamente safáris africanos todos os anos, eu não poderia deixar de fora a categoria safári camp. Os melhores safári camps do ano foram duas novas propriedades: os irrepreensíveis Mara Nyika e Nimali Mara.

  • O Mara Nyika é o novo camp da Great Plains Conservation em uma área de conservação vizinha a Maasai Mara, no Quênia, com apenas quatro enormes e exclusivíssimas tendas. Serviço irrepreensível, dos quartos ao restaurante e game drives.
  • Mesma vibe tem o Nimali Mara, o camp de luxo da Nimali África na porção norte do Serengeti, na Tanzânia. As tendas ganharam hotel vibes com frentes todas em vidro e deliciosas áreas externas, tudo de cara para o Serengeti. E o Nimali Mara tem as mais espetaculares ideias para fazerem refeições ao ar livre de maneira personalizada para cada hóspede, do café da manhã ao jantar. Ambos camps são totalmente sustentáveis e diretamente voltados para conservação e preservação de vida selvagem. Em ambos está tudo incluído, inclusive lavanderia.

LEIA MAIS sobre excelentes safári camps e lodges de safári aqui.

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Que baita ano na hotelaria, não é mesmo? <3 Tomara que esta minha lista para o Hotel Inspectors Awards possa inspirar muito suas futuras viagens!

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Great Plains Conservation abre novo camp de luxo no Quênia

A Great Plains Conservation, que reúne diferentes safari camps em distintos países africanos, abriu neste segundo semestre de 2019 sua mais nova propriedade de luxo no Quênia. O novo Mara Nyika Camp fica localizado na área de conservação Naboisho, adjacente à reserva nacional Maasai Mara, e conta com apenas quatro luxuosas e exclusivas tendas, com capacidade máxima de apenas oito hóspedes.

Durante uma longa viagem pela região nestas últimas semanas, tive o prazer de ser a primeira jornalista brasileira a se hospedar ali – e conheci em detalhes esta bela propriedade construída de maneira ética e sustentável.

O nome Nyika significa “grande planície” e combina perfeitamente com o terreno plano repleto de acácias.  “Cada vez que viemos ao local enquanto planejávamos o camp, nos deparamos acidentalmente com leões e leopardos. Encontramos um dos mais excitantes lugares da África”, diz Dereck Joubert, CEO e fundador da Great Plains Conservation, empresa focada em conservação e preservação da vida selvagem através do turismo sustentável que mantém com sua esposa, Beverly Joubert. O casal é também especializado em fotografia e documentários sobre vida selvagem no continente africano, com diversas produções em parceria com a National Geographic. 

Construído de maneira ética, o Mara Nyika é um camp de luxo que opera 100% com energia solar, trata e reaproveita a água que consome e já nasceu totalmente plastic-free. A caprichada cozinha da propriedade só utiliza ingredientes locais e sazonais, tem índices de desperdícios mínimos e praticamente tudo ali é hand made. 

A ideia ali é ensinar o hóspede a fazer uso ético, racional e sustentável de todos os recursos da propriedade, protegendo o ecossistema tão especial do qual se beneficia em sua visita, mas sem abrir mão do conforto nem dos serviços de hotelaria de primeira linha. 

A decoração honra o romantismo da África Oriental com tendas glamurosamente decoradas dispostas sobre charmosas passarelas de madeira reaproveitada de antigas ferrovias e construções africanas, entre belas acácias. Dentro de cada tenda, quatro áreas bem separadas: uma bela varanda ao ar livre, um charmoso living, o quarto propriamente dito e imensos banheiros, com duchas e banheiras em cobre – tudo com vista para a vida selvagem, é claro.  Todas as facilidades da hotelaria de luxo – roupões, safe box, amenidades de banho, água filtrada, café e chá cortesia – estão ali, acrescidas de charmosos detalhes, como óculos de leitura e câmeras DSLR com lentes objetivas emprestados sem custo para os hóspedes durante sua estadia. Os serviços de lavanderia diários também estão incluídos, assim como pensão completa, bar aberto e atividades na região. 

As passarelas de madeira que conectam cada uma das quatro tendas à área principal (living, restaurante, deck, boutique e wine lounge) dão um certo clima de “casa na árvore” ao local. O serviço geral é primoroso, com uma equipe local muito afinada, comandada com doçura pela adorável queniana Marietta Keru. 

Todos os dias, pela manhã cedinho e nos finais de tarde, os hóspedes têm a chance de sair em excitantes game drives pela região, com excelentes avistamentos de vida selvagem. Ali a gente quase não vê outros carros de safári e consegue aproveitar ao máximo cada saída. Os safáris de final de tarde terminam com impecáveis sundowners em plena savana, com direito a settings quase cinematográficos, incluindo bar completo, confortáveis cadeiras e fogueira enquanto a tarde cai. Com sorte, dá para degustar sua caprichada gin&tonic vendo o sol se por e ouvindo o rugido de leões à distância, como aconteceu comigo. 

Os hóspedes que ficam ali, além de explorarem os 50 mil acres da área de conservação e se aventurarem em safáris também pela reserva Maasai Mara, contribuem diretamente com o sustento das mais de 500 famílias Maasai assistidas pela propriedade. As taxas de conservação garantem a conservação da vida selvagem no ecossistema Maasai Mara. 

Para o ano que vem, o camp ganhará uma honeymoon suite, ainda maior e mais caprichada, que terá piscina privativa. Vale ficar de olho.

Leia mais sobre a Great Plains Conservation e seus luxury safari camps super sustentáveis aqui, aqui e também aqui.

Mari Campos viajou ao Quênia a convite de Sariri Terra, Gamewatchers Safaris e South African Airways.

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O novo Selina Vila Madalena, em São Paulo

A rede de hotéis Selina, sobre a qual a inspector Carla Lencastre já falou neste texto aqui, chega agora também à cidade de São Paulo. A nova unidade, Selina Madalena, está instaladana Rua Aspicuelta, em São Paulo, e abriu as portas há pouco mais de um mês.

A propriedade mescla hostel e hotel, com 164 camas divididas em 46 quartos, entre suítes, quartos privativos e dormitórios compartilhados. No começo de outubro, fiquei hospedada em uma das suítes do local, no segundo andar.

A suíte era bem espaçosa, com mural de um artista local em uma das paredes, mesa de trabalho, poltrona, cama king e excelentes roupas de cama. O banheiro também era grande, com pia dupla, e amenidades ecologicamente corretas, em grandes recipientes reutilizáveis. A suíte também conta com uma belíssima varanda voltada para a frente do edifício.

Visitei também um dos quartos privativos, bastante menor e sem a bossa da suíte (nada de grafites, poltronas ou pontos mais coloridos no quarto). Não há telefone em nenhum dos quartos e apenas a suíte conta com um projetor de smartTV. Vale saber que, como os quartos e suítes contam com imensas janelas de vidro, e como a propriedade está em uma das mais animadas ruas da Vila Madalena, boa parte da animação do lado de fora “vaza” para o lado de dentro durante a noite, sobretudo de quinta a sábado.

Tanto para os dormitórios compartilhados como para os quartos privativos e suítes, vale saber que apenas o wifi (de bem boa qualidade) está incluído. Todos os demais ítens, inclusive café da manhã, são cobrados à parte.

A área do hotel batizada de Selina Home permite que os hóspedes do Selina Madalena tenham acesso a uma cozinha comunitária, biblioteca e cinema.

Os espaços comuns são o grande trunfo da propriedade, a começar pela decoração descontraída e muito colorida, com obras de artistas locais como Hanna Lucatelli, Apolo Torres, Verdeee e Filipe Grimaldi mescladas com diversos objetos de décor.

Além do gostoso lounge em frente à recepção, o hotel conta com um lounge ao ar livre repleto de mesas comunitárias, que faz sucesso dia e noite com hóspedes e visitantes. É bem em frente a esse espaço que ficam um descolado restaurante+bar e um food truck com ítens grab&go (café, refrigerantes, salgados, doces e até cervejas). O food truck funciona até 19h apenas e o restaurante até 23h. As áreas comuns estão todas abertas a não hóspedes e já estão sendo frequentadas por moradores da região.

A propriedade conta ainda com uma disputada área de cowork, cuja utilização se dá mediante um fee mensal, para profissionais que realmente desejem usar o espaço como local de trabalho.

A rede panamenha Selina administra 39 propriedades em 12 países da América Latina e em Portugal, sempre neste mesmo estilo de hospedagem, e bastante voltada para os millennials. Os planos ambiciosos da rede, que andou recebendo novos aportes milionários, a chegar a 350 endereços diferentes nos próximos anos. Até o final deste ano, uma nova unidade em Florianópolis e os primeiros hotéis nos EUA (Miami e Nova York) devem ser inaugurados. No ano que vem, novos hotéis em Portugal e no Peru.

Dá para conferir mais informações sobre o Selina Madalena aqui.

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Novidades na hotelaria novaiorquina

Já tem um tempinho que Nova York entendeu que era preciso inovar para renovar a hotelaria da cidade. Nos últimos cinco anos, diversos hotéis passaram por renovações e super liftings, e vários novos hotéis abriram suas portas na cidade, em distintos cantos.

Uma grande mudança foi a abertura da segunda unidade do grupo Four Seasons na até então mais isolada Downtown em 2016. O Four Seasons New York Downtown contribuiu enormemente para redesenhar a região, que se configura cada vez mais como uma excelente localização de hospedagem para quem quer explorar a cidade tanto em distintos cantos de Manhattan como também em outros distritos e vizinhanças. E o hotel ainda tem um belíssimo spa e uma filial do CUT by Wolfgan Puck.

Hoje, Downtown conta com um clima muito mais gostoso e tipicamente novaiorquino, com excitantes novos bares, novos cafés, novos restaurantes e dois grandes complexos de compras mais upscale, o Brooksfield Place e o mall Westfield, anexo à genial obra de Calatrava, o Oculus – e com muito menos fluxo de turistas que outros cantos da cidade. A região também ganhou diversas novas atrações, como o imperdível One World Observatory e o Museu e Memorial de 11 de setembro. E ganhou também novas opções em hospedagem, como as residências do AKA Wall Street, hotel membro da Preferred Hotels, para quem fica mais tempo na cidade e quer contar com a conveniência de um apartamento completo, com serviço incluído.

Mesmo os hotéis mais clássicos entenderam que é preciso reinventar e se adaptar aos novos tempos e novos perfis de público – principalmente na hotelaria de luxo. Um caso excelente é o do Mandarin Oriental New York que passou por remodelação, mas segue sendo um clássico na cidade – e adicionou aos seus atrativos grandes sacadas, como o genial bar The Aviary, filial da unidade premiada de Chicago. Instalado no 35o andar, oferece pratos e drinks fora do comum (espere malabarismos, cozinha molecular, nitrogênio líquido etc) e vistas panorâmicas para o Central Park.

Detalhe de uma das estrelas do cardápio do The Aviary, no Mandarin Oriental New York. Foto: Mari Campos

Fora de Manhattan, hotéis cada vez mais transados e focados nos millennials e hipsters entenderam que uma bela vista é fundamental para quem explora outros boroughs. Bom exemplo disso são os novos hotéis no Brooklyn e Williamsburg, sempre investindo em rooftop bars e/ou piscinas externas com vista. O belo Equinox Hotel New York, aberto recentemente em Hudson Yards, também entendeu esta máxima rapidinha e acertou imensamente nos janelões dos quartos, no delicioso rooftop e na escandalosa piscina com vista para Manhattan e uma visão privilegiada do The Vessel (que já é, aliás, o monumento mais fotografado de Nova York hoje).

O The Vessel visto do rooftop do Equinox Hotel, em Nova York. Foto: Mari Campos.

Em visita à cidade na semana passada (com apoio do NYCgo e da Copa Airlines), acompanhei pessoalmente a abertura de outros dois novos hotéis de estilos e budgets bem diferentes, e em pontos distintos de Manhattan. Primeiro, o belo Conrad New York Midtown, que abriu suas portas oficialmente no último dia primeiro de setembro. O hotel, que ocupa o edifício do antigo London Hotel, passou por um extreme makeover e reabriu inteiramente reformado.

Os quartos (que incluem sempre cápsulas de café e chás sem custos) ficaram todos espaçosos e elegantes, com cores discretas, e há obras de arte espalhadas por toda a propriedade. As suítes mais caras ficam nos andares mais altos e têm belas vistas para a cidade – como a suíte presidencial, com dois andares e vista para o Central Park. Há bom serviço de conciergerie e atendimento em geral bastante simpático. E o hotel ganha ainda um novo bar e restaurante até o final desta semana; com jeito de brasserie, a ideia do hotel é que o espaço atraia tanto turistas quanto novaiorquinos no almoço e no jantar.

Com foco nos millennials, a Moxy Hotels, marca budget jovem da Marriott Hotels, acaba de abrir no East Village o Moxy East Village, bem em frente ao lendário Webster Hall. Com design do Rockwell Group, o décor das áreas comuns chama a atenção, com homenagens a figuras históricas da música e da região. Os 286 quartos são em sua grande maioria bastante espartanos, com cama e banheiro integrados, inspirados nas cabines de navios – incluindo alguns com beliches. Mas as roupas de cama são de ótima qualidade e os chuveiros também.

Não há coffee/tea facilities nos quartos e água engarrafada custa exorbitantes (para uma propriedade que se diz econômica) 5 dólares a garrafa – mas há café e chá disponíveis gratuitamente no lobby pelas manhãs cedo. Há acesso gratuito à academia e empréstimo de bicicletas. Mas os maiores atrativos do hotel estão mesmo nas áreas sociais: no gostoso Alphabet Bar&Café no lobby, no belo restaurante de cozinha mediterrânea by Jason Hall Cathédrale e no underground lounge Little Sister, que mal abriu e já anda concorrido. O hotel anunciou também que tem planos de abrir um rooftop bar na primavera americana do ano que vem.

Em breve vai dar para ler review completinha destes hotéis clicando aqui.

Utilizei mais uma vez em Nova York os serviços de transporte da Blacklane, principalmente entre Manhattan e o aeroporto JFK. São sempre infalíveis na qualidade (do carro e do motorista) e na pontualidade.

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