Oasis at Death Valley | Divulção

Oásis no Vale da Morte, na Califórnia

Depois de quilômetros sem avistar uma única árvore, é reconfortante chegar ao Oasis at Death Valley e ver que o nome corresponde à realidade.  Com dois hotéis em uma área de palmeiras, devido a uma fonte de água subterrânea, o Oasis é de fato um oásis no quente e seco Vale da Morte, na Califórnia, quase Nevada. O deserto, ponto mais baixo da América do Norte, 86 metros abaixo do nível do mar, fica entre quatro e cinco horas de carro de Los Angeles e a duas horas de Las Vegas. Destino com paisagens áridas incríveis e pouco explorado por brasileiros, combina com uma road trip.

Conto mais sobre o Vale da Morte na revista Panrotas desta semana. Clique aqui para ler o texto na edição digital (a partir da página 14).

A piscina de água natural do Inn at Death Valley, no Vale da Morte, Califórnia
A piscina de água natural do Inn at Death Valley | Foto de Carla Lencastre

O Oasis at Death Valley terminou no final de 2018 uma renovação de US$ 100 milhões. O resort pertence ao grupo americano Xanterra Travel Collection, especializado em gestão de parques e com empresas como a Windstar Cruises no portfólio. São dois hotéis no Vale da Morte. The Inn at Death Valley é mais elegante, com 66 quartos e novas 11 casitas (com dois quartos cada). Ranch at Death Valley, com 224 quartos, é voltado para famílias. Ambos foram construídos pela Pacific Coast Borax Company entre as décadas de 1920 e 1930. A convite do Visit California, me hospedei mês passado no Inn, antes do IPW, feira de viagens dos EUA realizada este ano em Anaheim.

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Um resort que é um oásis no deserto californiano do Vale da Morte

O histórico Inn (vista área no início do post) foi construído pela PCBC no final da década de 1920, quando a companhia começou a transição da mineração (os lucros estavam diminuindo) para o turismo. Desde o começo, o resort com arquitetura inspirada nas missões espanholas recebeu celebridades de Hollywood, como Clark Gable e Carole Lombard e, mais tarde, Marlon Brando. O hotel foi erguido de frente para o vale e para as Panamint Mountains, onde fica o Telescope Peak (3.366 metros), ponto culminante do Death Valley National Park. Criado em 1994, é um dos maiores parques dos EUA. O Ranch surgiu em 1933, ano em que o Vale da Morte foi reconhecido como Monumento Nacional, e vem sendo ampliado ao longo das décadas.

Quarto do Inn at Death Valley, no Vale da Morte, na Califórnia
Um dos 66 quartos do Inn no Vale da Morte | Foto de Carla Lencastre

Os quartos do Inn seguem o estilo old school no décor, mas são acolhedores e estão em bom estado de conservação. Somente o ar-condicionado, tão importante na região, poderia ser um pouco menos vintage. Os banheiros são claros e modernos. Meu quarto tinha escrivaninha e mesinha com poltronas, closet, minigeladeira, cafeteira e garrafas de água toda noite.

Como o hotel está no meio do Vale da Morte, que por sua vez está no meio do nada, não conte com sinal de celular. Nos três dias em que estive por lá, não houve sinal para o meu telefone nem para o das pessoas que me acompanhavam, em diferentes redes. O hotel tem Wi-Fi razoável no lobby e nos quartos mais perto da entrada. Para evitar decepções, o melhor é ver a viagem ao Vale do Morte como oportunidade para um curto detox digital.

O cenário é absurdamente fotogênico, e investir na área em torno na recepção pode ser a solução para postar fotos do dia. O amplo lobby é dos mais charmosos, com diversos cantos bonitos e confortáveis para se sentar e travar a longa batalha com o Wi-Fi. De preferência com uma bebida ao lado. O novo bar tem carta surpreendentemente criativa para um lugar tão remoto. O restaurante de cozinha internacional é bom e contempla vegetarianos. O serviço, principalmente quando o bar e o restaurante estão cheios, pode ser um pouco confuso, mas sempre muito gentil.

Painéis de energia solar no Oasis at Death Valley, Vale da Morte, Califórnia
Painéis de energia solar no resort Oasis at Death Valley | Foto de divulgação

O Inn tem ainda um lindo pátio ao ar livre repleto de sofás confortáveis para o assistir ao nascer do sol ou contemplar as estrelas (o céu é um dos mais escuros do mundo, e dá para ver a Via Láctea). A piscina de água natural, com temperatura em torno dos 30 graus Celsius, da fonte subterrânea do oásis e com vista para as montanhas, é extensa o suficiente para algumas braçadas. Parece uma miragem. Como água no deserto é ouro, a piscina não tem cloro e a água pode ser usada para irrigação. Práticas sustentáveis em geral foram um dos focos da renovação dos dois hotéis do Oasis, com destaque para medidas de economia de água e energia. O Inn tem também spa, duas quadras de tênis e jardins aqui e ali. O contraste da vegetação verde do oásis com os tons de areia e terra do vale é mais uma das maravilhas do deserto.

Last Kind Words, restaurante no Ranch at Death Valley, Vale da Morte, Califórnia
Last Kind Words, restaurante no Ranch at Death Valley | Foto de Carla Lencastre

No Ranch as atrações são um campo de golfe 65 metros abaixo do nível do mar; quadras de tênis, basquete e vôlei; o Museu do Bórax, e uma boa loja que vende de tâmaras a camisetas. Fica perto do Furnace Creek, o Centro de Visitantes do Vale da Morte. Um dos destaques é o restaurante Last Kind Words Saloon, decorado como no Velho Oeste, com pôsteres antigos e antiguidades em geral. Há uma carta de cervejas artesanais e a comida é boa. Justifica uma refeição para apreciar os mil detalhes originais do ambiente.

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As novidades do Sheraton Reserva do Paiva

Nos últimos anos, a Reserva do Paiva, no Cabo de Santo Agostinho, se desenvolveu rapidamente no mercado imobiliário e vem atraindo também cada vez mais turistas à região de belas praias que o rodeia – graças também ao hotel Sheraton Reserva do Paiva, que desencadeou considerável improvement na infra-estrutura regional.

O hotel, inaugurado há quase cinco anos, o Sheraton Reserva do Paiva me convidou neste último mês de maio para uma nova hospedagem ali, justamente para conferir as novidades da propriedade implementadas nos últimos tempos (a review da primeira vez que me hospedei ali pode ser conferida aqui).

Com arquitetura que acompanha o conceito arquitetônico da Reserva do Paiva (pautado em prédios baixos e extensas áreas verdes), tem localização bastante favorável para quem quer garantir sossego na hospedagem mas ter fácil acesso às rotas para explorar as praias da região. Apesar de bastante afastado de Recife propriamente dita, incluindo seu centro histórico e suas zonas mais boêmias e comerciais, a propriedade é quase pé na areia – a gente só precisa atravessar a avenida em frente para chegar ao mar. Localizado entre mar, área de mangue protegida e mata atlântica, o hotel se converteu também numa escapada tradicional de final de semana para muitos recifenses, como pude constatar durante esta última visita.

A orientação para o turismo de negócios e convenções ali também é grande, incluindo um moderno centro de convenções e eventos com mais de 1,500 metros quadrados para mais de duas mil pessoas. E a sustentabilidade tem espaço garantido, com projetos especiais de iluminação sustentável, controle da água, reciclagem, isolamento térmico e acústico.

As áreas comuns do hotel continuam chamando atenção pelo respeitável acervo de arte contemporânea que exibem em suas paredes. São quase 300 quartos, todos com vista para o mar ou para o manguezal e todos equipados com a premiada Sheraton Sweet Sleeper Bed. Minha hospedagem desta vez aconteceu em um quarto Sheraton Club, com acesso ao ótimo Sheraton Club Lounge o dia todo – incluindo um muito simpático café da manhã diário e happy hour com petiscos e bebidas alcoólicas todo final de tarde (encontrei ali, aliás, a melhor qualidade de serviço de todo o hotel). Único senão do club lounge é que, enquanto é um oásis de paz, sossego e silêncio durante a semana, costuma ser bastante cheio e barulhento aos finais de semana.

As opções de gastronomia por ali melhoraram muito em relação à minha primeira visita, no final de 2014 e constituem as principais melhoras da propriedade nestes últimos tempos. O restaurante principal, o Paiva Grill (que por muito tempo foi o único restaurante do hotel), funciona para café da manhã, almoço e jantar em formato buffet. Mas o hotel ganhou também o ótimo Reserva, que serve jantares à la carte (com ótima opção de menu degustação de cinco passos); os pratos rápidos do Lobby Bar (incluindo deliciosos sushis preparados ali mesmo, à vista dos hóspedes, nas noites de sexta-feira), e um delicioso restaurante à beira-mar no beach club para almoços descontraídos (inclusive bem tardios).

Desta vez, por problemas de serviço interno do hotel, infelizmente não consegui fazer uso de seu Sheraton Shine Spa, o spa interno com quase 600 metros quadrados de área (não posso atestar sobre a qualidade do mesmo agora, mas usei na visita anterior e tinha gostado bastante). Ao lado, um ,Sheraton Fitness Center de 120 metros quadrados. Piscina de adultos, piscina infantil, kids club, quadra poliesportiva, mini-golf e mesas de jogos completam a área de lazer do prédio principal.

Mas a área mais gostosa para o lazer fica à beira-mar, do outro lado da avenida que passa em frente ao hotel: o Sheraton Reserva do Paiva Beach Club. São dez minutinhos de caminhada ou cinco minutos de carro, em vans de cortesia que fazem esse trajeto ida e volta a cada meia hora. Além do restaurante e do bar completo, há piscina exclusiva, serviço de praia (embora a praia ali não seja própria para banho) e uma imensa área verde com direito a tatames, futons e espreguiçadeiras. A melhor pedida ali é usar o beach club como base e caminhar pela praia cerca de 3km para chegar às deliciosas piscinas naturais do Paiva (sossegadas, quase vazias, e boas para banho mesmo na maré alta). chegar a uma área mais gostosa para banhos, com piscinas naturais.

Vale saber que, logo em frente ao beach club, foi aberto um pequeno complexo de gastronomia e entretenimento, com boas opções para quem quer variar o cardápio das refeições sem se distanciar do hotel – incluindo uma filial do gostoso Beijupirá.

Mais detalhes da hospedagem no Sheraton Reserva do Paiva podem ser conferidos aqui.

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Villa Padierna Palace Hotel

Traveller made: novos hotéis de luxo para ficar de olho

Semana passada foi realizado em Marbella, no Sul da Espanha, o Essence of Luxury Travel (EOL), da Traveller Made. Em sua quinta edição, o evento anual reuniu em 2019 cerca de mil pessoas. Criada a apenas cinco anos por Quentin Desurmont, a Traveller Made reúne hoje 386 agências em 65 países e mais de mil hotéis, hospedagens particulares, iates e jatos privativos, escritórios de turismo e DMCs, todos voltados para o mercado de luxo. Na América do Sul há 33 agências associadas, sendo 21 no Brasil, em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre e Curitiba. A maior quantidade fica na Europa: 173 agências. A lista completa das agências associadas a Traveller Made está neste link.

Agências associadas a Traveller Made em todo o mundo: números apresentados por Quentin Desurmont na conferência de abertura do EOL 2019
Agências associadas (com alguns números desatualizados) à Traveller Made em todo o mundo: dados foram apresentados por Quentin Desurmont na conferência de abertura do EOL 2019 | Foto de Carla Lencastre

O objetivo do EOL é promover networking (e negócios, claro) entre os travel designers associados e seus fornecedores. O evento também discute tendências do mercado de luxo em geral, e não apenas da indústria de viagens, e são apresentados novos produtos com o selo Traveller Made. Destaco aqui alguns hotéis recém-abertos que me chamaram a atenção durante a semana de início de primavera na ensolarada Andaluzia.

Salão de reuniões entre fornecedores e jornalistas, no hotel Grand Meliá Don Pepe, em Marbella, no Sul da Espanha
Salão de reuniões entre fornecedores e jornalistas, no hotel Grand Meliá Don Pepe, em Marbella, no Sul da Espanha | Foto de Carla Lencastre

Almanac Barcelona. Inaugurado oficialmente em fevereiro, tem 61 quartos e 30 suítes com décor contemporâneo na Gran Via de les Corts Catalanes, ao lado do Passeig de Gràcia. A Casa Batlló, uma das obras-primas de Antoni Gaudí, está a menos de dez minutos a pé. O novíssimo hotel de luxo de Barcelona tem um restaurante no térreo, Línia, de cozinha mediterrânea, com entrada independente. O bar Azimuth fica no terraço, ao lado da piscina, com vista panorâmica para a cidade. Sagrada Família incluída.

The Shore Club on Long Bay Beach, Turks & Caicos. O novo resort caribenho do Hartling Group, que tem outros dois hotéis em Turks & Caicos (The Palms e The Sands at Grace Bay), foi aberto em dezembro na linda praia de Long Bay, em Providenciales. São quatro piscinas (uma para adultos), três restaurantes e spa. No total, há 140 quartos, divididos em suítes de um, dois e três quartos, e seis villas na praia de areia branca e mar azul.

A entrada principal do EOL 2019, evento da Traveller Made
A entrada principal do EOL 2019 | Foto de Carla Lencastre

Caesars Bluewaters Dubai. Em uma nova ilha artificial em Dubai, na praia de Jumeirah, o Caesars reúne dois hotéis (Caesars Palace e Caesars Resort) e uma terceira propriedade de apartamentos com serviços (The Residences). Os três estão abertos desde novembro e somam 575 quartos, 12 restaurantes (incluindo a primeira filial do Hell’s Kitchen, de Gordon Ramsay), spa, três piscinas (uma para adultos), praia privativa e beach club com DJ. A propriedade é do grupo do Caesars Palace Las Vegas e tem uma casa de espetáculos, Rotunda, para cinco mil pessoas e shows Vegas style. A ilha terá ainda mais de cem lojas (serão abertas ao longo do ano) e é ligada à costa por uma ponte, que pode ser percorrida a pé.

Fregate Island Private, Seychelles. Esta ilha privativa nas Seychelles, a mais a Leste do arquipélago, não chega a ser uma novidade. Mas está começando uma nova fase depois de ter saído da Oetker Collection no final do ano passado. É um endereço único, onde se chega em grande estilo, de helicóptero, em um voo panorâmico de 15 minutos a partir do aeroporto de Mahé. A ilha tem apenas 17 villas com piscina, vista para o pôr do sol no Oceano Índico e políticas fortes de sustentabilidade. A propriedade é parte do National Geographic Lodges e celebridades de Hollywood convivem com milhares de tartarugas gigantes e centenas de aves.

Campo de golfe no Villa Padierna Palace Hotel
Campo de golfe no Villa Padierna Palace Hotel, em Marbella | Foto de Carla Lencastre

A inspector Mari Campos também participou do Essence of Luxury 2019 e neste post aqui ela conta outras novidades da hotelaria de luxo apresentadas pela Traveller Made. Durante todo o evento, realizado ao longo de quatro dias, ficamos hospedadas no belíssimo resort de golfe Villa Padierna Palace Hotel, membro da Preferred Hotels, a uns 30 minutos de carro do Centro Histórico de Marbella. É do resort a foto em destaque no alto deste post.

Leia mais sobre novidades na hotelaria apresentadas na ILTM Cannes

Leia mais sobre sobre outros novos hotéis de luxo recém-abertos

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O charme do Acqualina Resort em Miami

“Sra.Campos, bom dia! Guardei um lugar perfeito ao ar livre que tenho certeza que você adorará para seu primeiro café do dia”. Jaime me recebeu com um sorriso enorme assim que cheguei à entrada do restaurante e, enquanto falava, me levou a uma mesinha com vista para o mar, protegida por um imenso ombrelone vermelho. Pedi um capuccino e ele emendou, sorrindo: “Mas posso trazer também uma taça de mimosa? Hoje é sábado!”.

Jaime é meu funcionário predileto no Acqualina Resort & Spa, em Sunny Isles, Miami. Daqueles funcionários de hotelaria que nasceu mesmo para lidar com gente. Circula desenvolto no salão, brinca com as crianças, ajuda outros garçons que estão com a bandeja cheia, retira rapidamente um talher colocado de lado por alguém. Tem memória treinada: memoriza o nome dos hóspedes em um instante e guarda as preferências de cada um já no primeiro café da manhã que serve. E o mais importante: discreto que só ele, e sempre com um sorriso no rosto.

No ano passado escrevi aqui sobre hotéis-destino; aquele tipo de hotel que, por si só, vale a viagem. Pois o Acqualina é, sem dúvidas, um dos meus hotéis-destino favoritos. Fui convidada a me hospedar lá novamente neste janeiro e resolvi traze-lo aqui para o Hotel Inspectors porque acho que é um dos grandes bons exemplos da hotelaria hoje em dia.

O Acqualina é aquele tipo de hotel que consegue ter o máximo de luxo com o mínimo de frescuras. Ali, instalações, conforto e serviço são nota máxima, mas o hóspede é o tempo todo chamado a literalmente sentir-se em casa, do café da manhã ao jantar. 

Todos os quartos têm vista para o mar. Foto: Mari Campos

Apesar da pompa do arranha-céu de estilo mediterrâneo, tomado de Rolls-Royce em frente à entrada principal, o ambiente interno é sempre relax – afinal, seus hóspedes estão, em sua maioria, simplesmente desfrutando férias à beira-mar. O check in é sempre feito com o hóspede tomando seu champagne ou bellini geladinho, em um clima descontraído, quase informal, sem qualquer tipo de afetação – e rapidinho.  Ali, funcionários chamam a gente o tempo todo pelo nome, do concierge aos garçons, criando laços naturais de intimidade – nas minhas visitas por lá, sempre encontro casais e famílias inteirinhas que são habitués, e frequentam a propriedade há literalmente gerações. 

Membro do sofisticado portfólio da Leading Hotels of the World, o Acqualina fica localizado na ensolarada praia de Sunny Isles, ao norte de Miami, com 98 quartos impecáveis, todos de frente para o mar.  Não à toa, há vários anos ganha o título de melhor resort de frente para o mar dos EUA continental e melhor resort da Flórida em publicações especializadas e também sites tipo Trip Advisor.

Os quartos são muito espaçosos, todos com sala, quarto, enormes banheiros, cápsulas de café nos quartos sem custo (como todo hotel de luxo deve mesmo fazer), amenidades ESPA e convidativos balcões frente ao mar. Ainda tem três ótimos restaurantes, um bar novinho em folha super contemporâneo, um imenso e imperdível ESPA spa (que ganha novos tratamentos toda temporada), três piscinas de cara pro mar, jacuzzis ao ar livre e um serviço de praia de padrões raríssimos de se ver na região (e vai ganhar em breve luxuosíssimas torres de residências, The Estates of Acqualina, que já estão em franca construção logo ao lado do hotel). 

Um dos grandes trunfos do Acqualina é também saber ser um resort tanto para casais quanto para famílias – e tudo é tão bem bolado por ali que ninguém se sente invadido em momente nenhum, nem nas áreas de lazer nem nos restaurantes. Para os pequenos, o hotel conta com ampla infra, monitores e um novo programa de descobertas da vida marinha. Para os casais, oportunidades românticas e de sossego até dizer chega, de cabanas exclusivas pé na praia a jantares customizados.

Serviço de praia super caprichado incluído nas diárias. Foto: Mari Campos

Para quem não tem planos de se hospedar lá por enquanto, recomendo muito o brunch dominical, já que os restaurantes e o bar estão sempre abertos também para não-hóspedes. Por 85 dólares você tem direito a um amplo buffet de frutos do mar, saladas, pratos quentes, massas feitas na hora, itens de café da manhã e sobremesas, além de prosecco, bellinis e bloody marys à vontade – tudo de frente para o mar, com a excelência de serviços do hotel.

Neste 2019, o Acqualina acaba de ganhar uma nova categoria de quarto, a Grand Deluxe Three-Bedroom Oceanfront Suite (como já noticiamos no nosso instagram), que tem três quartos, cozinha gourmet, dois livings, três banheiros completos e balcões com vista para o mar e para o skyline de Miami – tudo com um decor ainda mais contemporâneo e clean, com peças de design dos lençóis aos objetos de décor.  Até abril, quem reservar pelo menos 3 noites em um das novas suítes ganha um dos Rolls-Royce da casa para dirigir sem custos por um dia inteirinho. 

Sendo hotel-destino, o Acqualina poderia estar em qualquer lugar que já seria um baita hotel. Mas ainda por cima está numa das praias mais gostosas da região de Miami, quase ao lado de um dos shopping centers prediletos dos brasileiros (o cada vez maior Aventura Mall, que não para de expandir e ganhar novas lojas e restaurantes), pertinho dos ótimos restaurantes de Bal Harbour e a 20 minutinhos de carro dos agitos de Wynwood Walls, Design District ou Brickell, em Miami. 

Minha única crítica ao hotel? Apesar de tão incrível, de incluir tantos mimos (inclusive prosecco, bellinis e mimosas no café da manhã), o Acqualina inexplicavelmente ainda cobra separado por bebidas quentes como capuccino e latte no buffet de café da manhã – algo imperdoável em um hotel deste porte.

Leia mais sobre o Acqualina Resort & Spa aqui.

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A Hotelaria de luxo e a sustentabilidade possível

Não é de hoje que o turista se preocupa com a sustentabilidade de suas viagens. Do rastro de carbono dos voos aos canudos de nossas bebidas, cada vez mais nos engajamos em fazer nossas viagens mundo afora o mais eco-friendly possíveis. No mercado de luxo, este tem sido um tópico ainda mais pulsante, e há ainda mais tempo – tanto que diversas propriedades perceberam, felizmente, que conjugar o máximo de conforto e a excelência em serviços com sustentabilidade é um casamento pra lá de possível. Tão certeiro, aliás, que diversos hotéis já estão nascendo voltados para essa filosofia.

É o caso, por exemplo, do novíssimo Kudadoo Maldives Private Island by Hurawalhi , um refúgio exclusivo em uma ilha privada das Maldivas com apenas 15 acomodações em sistema overwater bungalow. Ali, tudo está incluído, do fine dining aos tratamentos de spa.  Parte essencial do luxuoso resort desde seu primeiro projeto, 300kv de painéis solares estão incorporados aos telhados, garantindo autosuficiência energérica à ilha – tornando-o o primeiro resort de luxo totalmente sustentável no arquipélago.  Além disso, somente plantas e árvores nativas foram culivadas no local, estrategicamente plantadas para prevenir erosão. O consumo de plástico é reduzido, há programa de reciclagem de alimentos e estufas produzindo localmente itens frescos para os hóspedes.

O Kudadoo Maldives Private Island by Hurawalhi, nas Maldivas. Foto: Diego de Pol (Divulgação).
O Kudadoo Maldives Private Island by Hurawalhi, nas Maldivas. Foto: Diego de Pol (Divulgação).

O adorável Borgo San Pietro , na Toscana, era terra abandonada e foi totalmente re-cultivado pelos donos, que plantaram ali milhares de árvores, certificando suas terras como “organic farmlands” e garantindo produtos fresquíssimos ao seu restaurante estrelado no Michelin.  Também criaram uma linha de cosméticos naturais usando o máximo de sua própria produção agrícola – com direito a laboratório de pesquisa e produção in loco, sem desperdício de nada.

Mas alguns hotéis vão seguramente mais longe, com os safari camps da Great Plains Conservation . A rede de acampamentos de safári estrategicamente distribuídos por 3 países africanos (falo mais deles aqui) , fundada pelo casal Beverly e Derek Joubert, já nasceu de fato sustentável. Seu irretocável Zarafa Camp, no norte da Botsuana, foi o primeiro camp/lodge de safári 100% auto-suficiente energeticamente do país.

Extremo conforto sem abrir mão da sustentabilidade e conservação no Duba Plains da Great Plains Conservation. Foto: Mari Campos
Extremo conforto sem abrir mão da sustentabilidade e conservação no Duba Plains da Great Plains Conservation. Foto: Mari Campos

Mais que isso, a Great Plains desenvolveu todo seu business plan (são oito camps diferentes hoje, incluindo um novinho em folha, o Mpala Jena, inaugurado em dezembro passado no Zimbábue) apostando em um turismo totalmente sustentável (sensível, com baixo volume e baixo impacto), capaz de reverter seus proventos em conservação e apoio às comunidades locais (todo o lucro dos camps é inteiramente reinvestido nos mesmos e nos projetos sócio-ambientais que o casal apoia, dos Rhinos Without Borders ao Lamps for Learning Conservation Camp for Kids).  

Com todas as tendas e áreas comuns construídas com madeiras e lonas recicladas, seus camps unem o máximo do conforto (camas enormes, lençóis de muitos fios, banheiras soak in, gastronomia com selo Relais&Chateaux e outras amenidades de luxo, sobretudo nos absolutamente irrepreensíveis Duba Plains e Zarafa Camp) com o máximo de interação possível com o meio ambiente, incluindo atividades de safári que vão muito além dos game drives tradicionais (como em barcos, canoas, walking safaris etc). Hoje os camps são energeticamente suficientes através de energia solar, reaproveitam alimentos, reciclam lixo etc.

Luxo máximo em sistema tudo incluído no The Brando, um dos hotéis mais sustentáveis do mundo. Foto: Mari Campos
Luxo máximo em sistema tudo incluído no The Brando, um dos hotéis mais sustentáveis do mundo. Foto: Mari Campos

Mas é difícil bater, neste quesito, o resort The Brando , na Polinésia Francesa, considerado um dos mais luxuosos e também um dos mais sustentáveis hotéis do planeta. E também já nasceu 100% sustentável. Para começar, desenvolveu o SWAC (Sea Water Air Conditioning), uma tecnologia de ponta que retira água do mar do fundo do oceano para resfriar o sistema de ar condicionado, de maneira auto-suficiente e em sistema de looping, “devolvendo” a água ao oceano ao final do processo – técnica que já começa a ser pesquisada e implantada por outros hotéis (como o Intercontinental Resort Bora Bora & Thalasso Spa, também no Tahiti; falo mais sobre esses hotéis aqui).

Enquanto isso, estima-se que hotéis da Polinésia Francesa em geral gastem cerca de 60% de seu consumo total apenas em ar condicionado.  O SWAC sozinho é capaz de reduzir em 90% o consumo desse tipo de energia, reduzindo signficantemente os custos da hotelaria enquanto contribui para salvar o planeta – uma solução relativamente simples para ilhas desabitadas (como o atol de Tetiaroa, onde está localizado o The Brando), que são rodeadas de água mas geralmente dependentes do continente para energia. 

O SWAC do The Brando é tão revolucionário que começa a ser implementado também em outros hotéis, como o Intercontinental Resort Bora Bora & Thalasso Spa. Foto: Mari Campos
O SWAC do The Brando é tão revolucionário que começa a ser implementado também em outros hotéis, como o Intercontinental Resort Bora Bora & Thalasso Spa. Foto: Mari Campos

Além disso, o The Brando possui também dois tipos de painéis solares espalhados por toda a propriedade, num total de mais de 3700 deles, que provêem, sozinhos, mais de 60% da energia total necessária para manter um resort de luxo funcionando – sem racionamentos ou restrições para o lado do hóspede.  Até o final desse ano, devem ser auto-suficientes para 75% de sua necessidade energética, dia e noite. Têm também sistema de “food digester” para transformar resíduos alimentícios em composto em 24h, vidros são prensados e entregues a uma companhia polinésia que o reutiliza em construção, latas são vendidas a uma companhia que as transforma em material alumínio básico, óleo de cozinha é redistribuídos a duas companhias que o transforma em combustível biológico, armazenam e reutilizam água das chuvas e mais uma série de medidas inteligentes.

Os hóspedes, é claro, são convidados a separar o lixo inclusive dentro de suas vilas – mas tudo de maneira natural, sem interferir de modo nenhum no conforto deles durante a estadia (o hotel é internacionalmente premiado por seu irrepreensível sistema de hospedagem tudo incluído).  E eles ainda se beneficiam dos produtos fresquíssimos produzidos ali mesmo (de tomates a berinjelas), transformados em pratos de alta gastronomia, e dos mais de 200kg de mel produzidos mensalmente nos apiários espalhados pelo atol. 

É preciso investir alto, é claro. Mas os retornos vêm altos também, seja na redução de custos, na economia de recursos do planeta e, obviamente, nos laços estreitados com os hóspedes – que, sim, estão cada vez mais atentos a tudo. 

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