Bal Harbour

Bal Harbour completa 75 anos com hotelaria renovada

Bal Harbour é uma cidadela da Flórida ao norte de Miami Beach. Um “village”, como eles preferem dizer por lá. São pouco mais de 2.500 habitantes em um vilarejo que se converteu em um dos mais luxuosos – e ricos – destinos americanos. A atmosfera sofisticada, focada em lifestyle, movimenta fortunas anualmente, tem um dos mais rentáveis shopping centers do mundo e, é claro, virou destino queridinho de ricos, celebridades e influenciadores. Agora Bal Harbour completa 75 anos com hotelaria renovada e um marketing social focado quase que exclusivamente na promoção de suas praias quase vazias, muito limpas e com bom serviço.

Neste julho, passei uma semana no destino conferindo as novidades criadas por Bal Harbour para celebrar seu jubileu de diamante e, é claro, tudo o que a hotelaria local – que não foca somente no mercado de luxo, como se poderia esperar – está oferecendo atualmente para seus hóspedes. Como sempre, os detalhes da minha viagem e das minhas hospedagens no destino você pode acompanhar no instagram @maricampos.

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BAL HARBOUR COMPLETA 75 ANOS COM HOTELARIA RENOVADA

Bal Harbour está lançando diversas novidades para celebrar os 75 anos – nova expansão do Bal Harbour Shops, novos restaurantes, ampliação das praias, um novo píer (Bal Harbour Jetty), novo Waterpark etc – e devagarinho está criando esperadas novidades na hotelaria também. Alguns hotéis renovaram suítes, o St Regis criou uma nova (e excelente) opção gastronômica interna e anda levando prêmios no novo spa, um antigo hotel foi todo reformado e até mudou de nome.

O destino continua com apenas quatro propriedades hoteleiras e poucas opções gastronômicas mas, pouco a pouco, as bem-vindas ampliações e renovações estão trazendo mais hóspedes antigos de volta ao destino – e, claro, muitos viajantes frequentes a Miami têm se hospedado também pela primeira vez no village.

Vale lembrar que os brasileiros são figurinha fácil em todos os hotéis por ali – e estão sempre dentre os três principais polos emissores de turistas para o vilarejo, juntamente com os argentinos e os próprios americanos. Agora, com a reabertura das fronteiras americanos para nós, o português voltou a ser neste julho o idioma que mais se escuta nos hotéis locais.

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Oásis para quem busca sossego e exclusividade

Bal Harbour tem dois grandes ícones hoteleiros de Miami quase lado a lado: os hotéis Ritz-Carlton Bal Harbour e St Regis Bal Harbour Resort há anos são o grande íma da hospitalidade para turistas internacionais que se interessam em passar mais que algumas horas no destino. Suas praias sempre sossegadas, quase privativas, são praticamente um oásis de sossego e exclusividade quando comparadas, por exemplo, ao agito contínuo e overcrowded de South Beach.

Em geral, exceto por um ou outro influenciador, são hóspedes que gostam do reconhecimento pelo staff mas que procuram anonimato e sossego. A busca por exclusividade e o verdadeiro do not disturb é tão grande que ambos hotéis criaram suas “beach villas”, que oferecem áreas exclusivas dos resorts mediante o pagamento de taxas de day use. Tanto Ritz-Carlton Bal Harbour quanto St Regis Bal Harbour Resort possuem boas áreas de lazer e ótimos beach clubs gratuitos para seus hóspedes à beira-mar; mas as tais “beach villas”, exclusivas para hóspedes, sempre fazem sucesso por ali – principalmente na alta temporada, quando o movimento dos hotéis cresce bastante e a ocupação pode chegar a 100%.

No Ritz-Carlton, elas se apresentam como pequenas áreas privativas ao ar livre, com beach beds, espreguiçadeiras e jacuzzis. No St Regis, são maiores e contam, além da parte externa com mesa de refeições, bancos e espreguiçadeiras, com uma bem-vinda parte interna com ar condicionado, frigobar, banheiro e serviço de mordomo dedicado – e valores que começam em US$500, dependendo da temporada. Em ambos casos, são bastante procuradas por hóspedes que querem aproveitar praia e piscina sem serem incomodados por absolutamente ninguém.

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Dois ícones hoteleiros de Bal Harbour

Durante esta semana em Bal Harbour, me hospedei novamente nos dois principais ícones hoteleiros de Bal Harbour, que figuram sempre também entre os melhores de Miami. Já havia me hospedado em ambas propriedades e foi um prazer enorme retornar para conferir as novidades, principalmente em tempos pandêmicos.

O belo Ritz-Carlton Bal Harbour é o maior oásis de sossego de Bal Harbour. São apenas 96 acomodações, todas com belas varandas e vistas panorâmicas para a praia, a lagoa de Haulover, a cidade ou tudo isso junto até de suas espetaculares banheiras. As suítes contam também com hall, lavabo, área de jantar, amplo living, cozinha completa e uma enorme varanda adicional. A exclusividade se nota no silêncio constante em praticamente todo ambiente do hotel e também no fato de cada elevador dar acesso a apenas duas acomodações por andar.

O belo beach club tem ótimo serviço de praia e piscina, há um bom spa e o Artisan Beach House, único restaurante da propriedade, apesar do menu bastante enxuto e do serviço nem sempre afinado, é uma opção saborosa e sossegada para as refeições, do café da manhã ao almoço. O Ritz-Carlton tem ainda um bar à beira da piscina com cardápio diferente de drinks, petiscos, lanches e sobremesas para o serviço do beach club.

As diárias incluem também drink diário na happy hour, empréstimo de bicicletas para curtir o Bal Harbour Pathway à beira-mar e o hotel tem ainda uma impressionante coleção permanente de arte nos espaços públicos, avaliada em mais de US 3.5 milhões.  Só faz bastante falta o serviço de house car e transporte gratuito até o Bal Harbour Shops; foi cancelado em 2020 e funcionários do hotel não acreditam que volte tão cedo.

CLIQUE AQUI para conferir mais detalhes e valores do Ritz-Carlton Bal Harbour.

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O St Regis Bal Harbour Resort, queridinho das influenciadoras brasileiras, fica localizado bem em frente ao Bal Harbour Shops, o multimilionário shopping center que reúne não apenas as principais marcas de luxo internacionais como os restaurantes mais disputados do destino. Tanto o St Regis quanto seu novo spa (que acaba de migrar para a marca Sothys nos tratamentos) foram nomeados propriedades 5 diamantes pelo ranking internacional da Forbes.

Com 215 quartos e suítes, tem a maior metragem por acomodação de entrada de Miami. Todos os quartos, mesmo os das categorias mais simples, têm muito espaço (walk-in closets incluídos) e grandes varandas mobiliadas com vista para o mar. Mas faz bastante falta ter coffee/tea facilities no quarto. As suítes ganham não apenas mais beleza e elegância no décor como mais amenidades e espaço; e têm até quatro quartos cada.

O hotel conta também com muito mais opções gastronômicas e menus extensos e variados em todas elas: o delicioso grego Atlantikós (onde é servido também o café da manhã), o informal Americano (na área das piscinas), o BH Burguer (famoso pelos hambúrgueres que lhe dão nome), o cardápio asiático do St Regis Bar e o imperdível La Gourmandise, único “café” de toda Bal Harbour. Além dos deliciosos cafés e pâtisseries francesas servidos dia e noite, o La Gourmandise oferece também diariamente, mediante reserva, um impecável serviço de high tea, com qualidade sem similar em Miami e região.

CLIQUE AQUI para conferir detalhes e valores do St Regis Bal Harbour.

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Nem só de luxo vive a hotelaria de Bal Harbour

Embora Bal Harbour tenha se consolidado com um destino luxuoso na Flórida, nem só para esse segmento vive a hotelaria do destino. Pelo contrário. De seus quatro hotéis, metade quer outra fatia bem diferente dos turistas que visitam a região de Miami.

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O Seaview Hotel é a mais antiga propriedade hoteleira de Bal Harbour. Inaugurado ainda na década de 60, mudou quase nada de lá pra cá. O restaurante continua pequeno, o décor duvidoso, o mobiliário nos quartos bastante antigo e as cabines à beira da piscina precisam urgentemente de uma atualização.

Mas ele seguramente tem seu público, e os brasileiros estão ali entre os mais frequentes também. Incluindo muitos repeated guests. Nesse caso, por uma razão bastante clara: o Seaview é, de longe, o hotel mais econômico de Bal Harbour e também fica de frente para o mar, com serviço de praia dedicado e acesso direto à faixa de areia.

CLIQUE AQUI para conferir detalhes e valores do Seaview Hotel Bal Harbour.

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Do outro lado da Collins Avenue, fica o único hotel de Bal Harbour afastado do mar. O acesso à praia, aliás, não é nada fácil a partir dali. Mas é também graças a ele que Bal Harbour completa 75 anos com hotelaria renovada: o antigo Quarzo Hotel acaba de ser reformado, ampliado e rebatizado de Beach Haus – e continua tendo acomodações extremamente espaçosas. A nova fase do empreendimento oferece não apenas acomodações clássicas estilo quarto de hotel, mas também várias em estilo apartamento de temporada, com cozinhas completas e eletrodomésticos de serviço.

Ganhou um segundo predinho, bem “condo” americano, cujos apartamentos – novinhos em folha – ganharam uma decoração ainda inédita por ali, bastante minimalista e com inspiração claramente nórdica. Com valores ainda bem mais econômicos que os hotéis de luxo de Bal Harbour, os dois edifícios têm ambos uma pequena piscina e solário e focam mais nos hóspedes que passam longas temporadas no destino.

CLIQUE AQUI para conferir detalhes e valores do Beach Haus.

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Em que infelizmente todos eles ainda precisam melhorar bastante? Na sustentabilidade. A começar pelas garrafas plásticas de água, que boa parte da hotelaria de luxo internacional já vem abolindo há um bom tempo.

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Caminho de Santiago

Hotelaria de charme na Galícia leva novo perfil de turista ao Caminho de Santiago

As diferentes rotas do Caminho de Santiago são há tempos um dos mais míticos itinerários do turismo internacional. Popularizado em diferentes livros, séries e filmes do final do século XX pra cá, ganhou ainda notoriedade entre viajantes de distintas nacionalidades e faixas etárias com a popularização das redes sociais. Mas, hoje, muito além dos mochileiros e da ampla rede de albergues públicos gratuitos nos trechos espanhóis, a hotelaria de charme na Galícia leva novo perfil de turista ao Caminho de Santiago.

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É isso mesmo: a indústria da hospitalidade cada vez mais caprichada em diferentes trechos do mítico Caminho que passa pela região espanhola da Galícia vem impulsionando sobremaneira o turismo de luxo na região. A afirmação vem do próprio departamento de turismo regional, que monitora a movimentação cada vez maior de turistas – inclusive brasileiros – na procura por hotéis de luxo, restaurantes estrelados, vinícolas e serviços privativos de guias e transportes.

Neste último maio tive o prazer de voltar a fazer parte do Caminho de Santiago desse jeito, com muito conforto e privacidade, zero muvuca, atravessando duas regiões espanholas (dá para acompanhar a viagem todinha no meu Instagram @maricampos). E as melhores surpresas hoteleiras ficaram para a sempre adorável região da Galícia, que está preparadíssima para receber turistas, peregrinos ou não, cada vez mais exigentes.

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Hotelaria de charme na Galícia

Nas últimas duas décadas, diferentes hotéis de charme começaram a despontar margeando as rotas que atravessam a Galícia – principalmente na fase final do Caminho, já quase chegando em Santiago de Compostela. E o movimento se intensificou enormemente nos últimos dez anos, não apenas com novas propriedades do nicho abrindo suas portas como com hotéis já existentes passando por amplas reformas nos anos recentes.

Um caso icônico é o do Parador de Santiago de Compostela (Hostal de los Reyes Catolicos, diárias desde 240 euros). Considerado o mais bonito dos Paradores de toda a Espanha, e considerado por muitos o hotel mais antigo do mundo, o Parador de Santiago passou por uma revitalização milionária pré pandemia. E estava mesmo precisando, dadas as constantes reclamações de hóspedes.

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Hoje, seus quartos estão mais em harmonia com os belíssimos claustros e corredores do edifício histórico. Não se trata de hotelaria de luxo, mas os quartos ficaram agora mais confortáveis (em colchões, roupas de cama etc) e os banheiros, novinhos, ficaram mesmo excelentes. O serviço não é irretocável mas é extremamente solícito, com muitos funcionários que levam décadas por ali. E a localização perfeita, de cara para a majestosa Catedral de Santiago de Compostela, em plena Praça do Obradoiro, é mesmo imbatível.

Os espaços públicos são deliciosos, o bar ganhou nova bossa e as mesinhas externas, abertas para a praça, são mesmo uma delícia nos meses mais quentes. Falta só organizar um pouquinho melhor o café da manhã: o serviço está acontecendo com hora marcada desde o começo da pandemia, justamente para controlar o fluxo de pessoas no salão. Mas, ainda assim, o buffet segue com filas quase ininterruptas, mesas bastante próximas umas das outras e demasiado ruído para degustar propriamente a refeição.

CLIQUE AQUI para mais informações sobre o Parador de Santiago de Compostela

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Al Otro lado del rio

Outra opção deliciosa da hotelaria de charme na Galícia fica nos arredores da cidade de Pontevedra, quando o Caminho de Santiago já está quase tocando seu destino final: é o charmoso e romântico Torre do Rio. Com diárias desde 240 euros, a bucólica propriedade tem nada menos que 10.000 m2 de área tomada por muito, muito verde. A vegetação exuberante, cortada pelo rio Umia, é a moldura perfeita para uma antiga fábrica de tecidos do século XVIII transformada há alguns anos em um hotel de charme de apenas 14 quartos.

Cada quarto tem estrutura, tamanho, vista e decoração completamente diferentes; mas são todos bastante confortáveis, com apelo romântico na decoração. As áreas comuns são lindas, de pequenos salões internos a terraços, varandas, alpendres e jardins charmosamente mobiliados. Não espere por alguém para carregar sua mala escadaria acima até os quartos no primeiro ou no segundo andar – não existe esse tipo de serviço. O serviço no café da manhã também é limitado, um pequeno buffet e dois tipos de ovos como prato quente. O wifi raras vezes funciona e tampouco há alguém na recepção 24h para nos atender.

Mas a beleza estética e natural da propriedade, com tanto espaço e ar muito puro, e o romantismo que paira no ar, compensa. Destaque absoluto para a incrível piscina natural entre pedras, à beira do rio, que se aproveita lindamente de uma pequena cascata.

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PEQUENA JÓIA FAMILIAR

Mas meu coração acabou batendo mais forte pelo adorável A Quinta da Auga, por exemplo, é uma propriedade familiar nos arredores da cidade de Santiago de Compostela. O antigo moinho de papel do séc. XVIII foi cuidadosamente restaurado pela família proprietária para criar aquele é provavelmente o hotel mais romântico de todo o Caminho de Santiago.

Repleto de detalhes antigos e modernos que se misturam o tempo todo, a quinta tem ótimo staff, ambientes muito charmosos, um belíssimo spa e um delicioso restaurante de influências bem galegas – o impecável Filigrana, aberto também a não hóspedes (mandatório reservar para o jantar).

Tocada por mãe e filha, é difícil não se deixar seduzir por cada detalhe da propriedade. Inclusive seus espaçosos e românticos quartos, todos diferentes entre si (diárias desde 160 euros), com muita luz natural e, de longe, os melhores lençóis, colchão e roupa de banho de toda a viagem.

As áreas comuns, internas e externas, com salões, varandas e impecáveis jardins, têm capricho e aconchego na medida certa – daquele tipo que faz a gente querer pedir um café ou drink e ficar horas ali, seja namorando, confraternizando, lendo um bom livro ou simplesmente contemplando a beleza natural do local. Com tanto esmero, autenticidade e personalização de serviços, não é de se estranhar que a propriedade leve o selo Relais&Chateaux.

CONFIRA mais detalhes sobre o A Quinta da Auga aqui.

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Para ficar de olho também

A hotelaria de charme na Galícia leva novo perfil de turista ao Caminho de Santiago mesmo – mas a região não está sozinha. Na Espanha, as opções charmosas e/ou estreladas na hospitalidade estão hoje literalmente espalhadas ao longo do Caminho de Santiago – e não é nada difícil encontrar um lugarzinho especial para chamar de seu por alguns dias, seja na Galícia ou em outras regiões espanholas.

Há espaço de sobra para hotéis contemporâneos de grandes redes; mas é preciso reconhecer o trabalho incrível que muitas propriedades estão fazendo, instaladas também em fábricas, “pazos”, estâncias, conventos, mosteiros e abadias restaurados.

Além das três belas opções citadas nesta coluna, vale ficar de olho também no Gran Hotel La Perla (que já recebeu diversos hóspedes ilustres, como Hemingway, em sua longa história), o charmoso El Ciego (parte do impressionante complexo Marqués de Riscal, projetado por Frank Gehry) e a bela Abadia Retuerta Le Domaine, lindamente posicionada entre a paisagem arrebatadora dos vinhedos na Ribeira del Duero.

Você pode conferir detalhes dos hotéis citados aqui, assim como o beabá para uma viagem cheia de conforto – e zero perrengues – pelo Caminho de Santiago – no meu Instagram @maricampos

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Ultima Courchevel

A vanguarda da Ultima Collection

Hospitalidade de luxo com foco em serviço, conforto máximo e arte – mas que rompesse com as noções mais comumente pregadas pelo setor internacionalmente. Assim é a vanguarda da Ultima Collection, um portfólio hoteleiro que com poucos anos de sua fundação já tem propriedades em diferentes destinos de três países distintos (Suíça, França e Grécia). 

Neste março último, tive a chance de conhecer a fundo a impressionante história deste luxuoso grupo de hospitalidade, fundado em 2015 pelos jovens amigos Max-Hervé George e Byron Baciocchi, ambos no começo de seus 30 anos. Dá para acompanhar os detalhes desta viagem toda no meu Instagram @maricampos.

Viajantes de carteirinha com boa experiência no mercado imobiliário, a Ultima Collection foi a primeira investida da dupla de empresários no setor hoteleiro, com a primeira propriedade do grupo, o Ultima Gstaad, na Suíça, abrindo suas portas no final de 2016. Hoje, o grupo é precursor de uma nova geração de propriedades privadas de luxo que tem entre seus clientes de millennials a famílias em viagens multi-geração.

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A vanguarda da Ultima Collection

Propondo ser sempre disruptiva com o mercado, o portfólio da Ultima Collection já conta hoje com propriedades em Genebra, Megève, Gstaad, Crans-Montana, Corfú e Courchevel, inaugurado em dezembro.

“Começamos com um hotel em Gstaad, o Ultima Gstaad, um projeto de paixão que encontrou uma oportunidade incrível em uma propriedade já com alvará de hotel colocada à venda”, contam os proprietários. O Ultima Gstaad deu tão certo que funciona até hoje como uma espécie de “escola” para todas as propriedades do grupo, inclusive no serviço. 

Hoje, a maioria de seus hóspedes chega de jato privado aos destinos visitados, com uma estadia média de impressionantes 33 dias ao ano em propriedades do portfólio da Ultima Collection (a estadia mínima é de 2 noites no hotel em Gstaad e de 7 noites nas residences). Recentemente, firmaram dois contratos de estadia de um ano cada em residências do grupo.

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Paixão pela arte

A vanguarda da Ultima Collection é indissociável de sua evidente conexão coma a arte. Desde o começo, a dupla de proprietários e demais administradores do grupo definiram uma direção artística a seguir, independentemente das obras de arte que seriam (e serão) escolhidas ao longo da história de cada propriedade. 

Afinal, com clientes de origens e culturas tão distintas, eles optam sempre por peças bastante diversas para que todas encontrem seu apelo – mas sempre criando uma sensação de casa e aconchego. A maioria das peças, fotografias e obras exibidas nas propriedades são fruto de uma parceria muito bem sucedida com a Bel-Air. 

As mudanças constantes, aliás, não se restringem ao décor. Como possui muitos returning guests em algumas propriedades, e hóspedes que se hospedam com frequência em diferentes propriedades do grupo, a Ultima Collection tenta a cada temporada criar não apenas novos aspectos de design e décor mas também desenvolver novos produtos, serviços e experiências, inclusive culinárias, em cada destino. 

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No Ultima Gstaad, uma louvável coleção de livros também se exibe por toda parte. Moda, história, arquitetura, design, arte, viagem, vinhos, carros… está tudo lá, nos mais diversos títulos, dos espaços comuns às suítes e residências. “Queremos sempre que nossos hóspedes tenham tempo para eles, incluindo a oportunidade de sentar e folhear um bom livro com uma xícara de café ou um belo livro. Esse é sempre um break necessário para nosso cérebro, que é constantemente super estimulado nas viagens”, dizem os proprietários. 

O design de cada propriedade é sempre inspirados pelo destino no qual está inserida. É o ambiente externo que orienta a escolha por materiais a serem utilizados. E é visível a preocupação com o uso de materiais duráveis​ como parte da abordagem ecologicamente correta do grupo – não utilizam plásticos e adquirem materiais naturais de fornecedores locais. “Mas mantemos nossas propriedades equipadas com os mais recentes gadgets para facilitar a vida de nossos hóspedes. Desde que seja fácil de usar e prático para os hóspedes, vamos adotá-lo no design sim”, garantem. 

Para garantir a sensação de “casa” e aconchego, nenhuma propriedade do grupo tem um grande lobby – pelo contrário. São sempre pequenos e discretos, adornados com flores frescas, madeira natural e objetos de décor que invoquem a sensação de privacidade e reclusão – e com a paisagem externa sempre à vista em grandes janelas. 

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Ultima Gstaad, o começo de tudo

O Ultima Gstaad, localizado na cidade alpina suíça a cerca de duas horas de carro do aeroporto de Genebra, teve suas onze suítes e seis residências (com até quatro suítes cada) renovadas para esta temporada. 

As residências, em formato apartamento, têm completo serviço de hotelaria completo agregado – incluindo o premiado café da manhã à la carte da casa servido diariamente sem custos extras no restaurante ou na sua própria sala de jantar.  a propriedade funciona ininterruptamente quase todo o ano.

Com ótimo staff na casa (incluindo muitos portugueses), os hóspedes contam ainda com carro à disposição para circular pela cidade; água, chás e café espresso cortesia em todas as acomodações; frigobar incluído nas residências e deliciosos kits de boas-vindas. O excelente restaurante está aberto também para não hóspedes, há sala de jogos privada, Shisha Bar, bar, living e uma bela extensão envidraçada do restaurante. 

Seu imenso (e imperdível!) spa oferece tratamentos estéticos e de relaxamento, clínica anti-idade, piscina térmica, jacuzzis interna e externa, saunas seca e a vapor e crioterapia. Passei dias lindos ali e os detalhes da minha estadia você pode conferir também no meu instagram @maricampos. 

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A badalada novidade em Courchevel

A vanguarda da Ultima Collection ganhou nova evidência em dezembro passado, com a inauguração de sua mais nova propriedade em Courchevel, Alpes Franceses. Fiz parte do seleto grupo de jornalistas a conhecerem em primeira mão o novo Ultima Courchevel Belvedere. 

Localizado em uma nova altitude na badalada estação de esqui, bem entre Courchevel 1650 e Courchevel 1850, são apenas 13 chalés privativos (com até cinco suítes cada) com acesso ski in/ski out, cozinha equipada, varandas com vista para os Alpes, living, sala de jantar, área de serviço e até elevador.

Cada chalé conta com um mordomo dedicado (os “ultimakers”) e tem direito a traslados para diferentes altitudes de Courchevel, chef privativo à disposição no jantar e café da manhã à la carte completo, servido na sua própria residência. 

A propriedade tem também restaurante de culinária internacional, loja de equipamentos de esqui e spa com produtos Swiss Perfection, piscina aquecida com vista para os Alpes, sauna, academia, salão de beleza e hamman. Também dá para conferir os detalhes desta minha estadia no Ultima Courchevel nos destaques do meu Instagram @maricampos.

A próxima inauguração da Ultima Collection deve acontecer ainda nesta primavera europeia, em Cannes, França. Estamos de olho. 

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Four Seasons Madrid

Madri quer ser polo da hotelaria de luxo

Nos últimos doze meses, a capital espanhola testemunhou a (esperada!) inauguração de propriedades de três das mais luxuosas redes hoteleiras do mundo: Four Seasons Madrid, Mandarin Oriental Ritz Madrid e Rosewood Villa Magna Madrid. E isso parece ser só o começo de uma nova era: Madri quer ser polo da hotelaria de luxo.

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Isso mesmo: em plena pandemia, três das principais redes de hotéis de luxo abriram unidades em Madri, impulsionando um novo projeto da cidade de ser um novo pólo do turismo de luxo na Europa. Primeiro, a rede canadense Four Seasons abriu seu primeiro hotel na Espanha, o Four Seasons Madri, em pleno centro da cidade, começando uma transformação importante na região. Depois, agora em 2021, as duas reaberturas hoteleiras mais esperadas do país aconteceram: os agora Mandarin Oriental Ritz Madrid  (antigo e icônico Ritz Madrid) e Rosewood Villa Magna Madrid (antes Villa Magna, então parte do portfólio da Leading Hotels of the World).

Passei o último mês em viagem pela Espanha e, nos meus vários dias madrileños, fiz questão de me hospedar por alguns dias nas três propriedades recém abertas. Você pode conferir detalhes de todas elas também no meu Instagram @maricampos. 

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Four Seasons Madrid reestrutura turismo de luxo no centro de Madri

Inaugurado há cerca de um ano no número 3 da Plaza Canalejas, em pleno centro de Madri, a passos da Puerta del Sol, o Four Seasons Madrid (diárias desde 615 euros, mais detalhes sobre valores aqui) ganhou logo ao lado um gigante centro comercial de luxo, as Galerías Canalejas, e uma loja da Hermès no próprio lobby do hotel.

O lobby impressiona, com pé direito gigante, concierge e recepção discretos, bar de canto, uma imponente escadaria e a adorável escultura de KAWS em frente ao hall dos elevadores (parte da imensa coleção de arte espalhada por todo o hotel). Os house cars são inconfundíveis Porsche Panamera estampados com o logo del hotel, que chamam a atenção de todo turista que passa pela região.

Do lado de dentro, quartos espaçosos e muito confortáveis, com luxuosas amenidades Hermès. Os hóspedes todos recebem um safety kit com máscaras cirúrgicas e álcool em gel – e há fartura de displays de álcool em gel em todos os ambientes do hotel.

Os grandes destaques ficam por conta do belo spa na cobertura, com direito a piscina climatizada coberta e deliciosos lounges ao ar livre com vista panorâmica para Madri, e a imperdível Dani Brasserie, o mais gostoso rooftop da cidade, com bar e restaurante. A Dani Brasserie, do chef Dani Garcia, abre para todas as refeições também para não hóspedes e serve um excelente café da manhã com pratos à la carte e buffet assistido (com tudo devidamente protegido e individualizado) incluídos. O serviço ali é irretocável: eficiente e cálido na medida, para fazer jus às vistas espetaculares do local.

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Mandarin Oriental Ritz Madrid dá novo twist ao grande ícone hoteleiro da cidade

O novo Mandarin Oriental Ritz, Madrid (diárias desde 850 euros, mais detalhes sobre valores aqui), reaberto neste 2021 após três anos e 99 milhões de euros de reforma, conseguiu manter todo o charme e a história do hotel mais icônico da cidade, aliado agora a uma vibe contemporânea e cosmopolita. 

Até hoje ligado à realeza espanhola (rei e rainha estiveram por lá durante minha estadia no hotel em outubro, por sinal), o novo Ritz foi inteiramente reformado e remodelado e ganhou espaços incrivelmente convidativos – a começar pelo próprio lobby, que ganhou um balcão de canto e uma impressionante instalação de arte no teto que provoca reflexos lindos conforme a luz do dia e da noite vai mudando.

Os quartos todos contam com vista externa, amenidades da Natura Bissé e uma adorável maleta de couro com secador, difusor e chapinha. As suítes têm também serviço de mordomo incluído e impecáveis (nada mini) minibar e room service. O novo spa tem uma imperdível área de piscinas climatizada e aquecida (ambas cobertas), cujo décor foi pensado para ser uma extensão dos novos banheiros dos quartos de hóspedes. 

A gastronomia todinha do hotel está à cargo do chef Quique Dacosta – inclusive o room service, de longe o melhor de toda minha viagem. O restaurante Palm Court, com décor bastante clássico, mas agora sob uma encantadora cúpula de vidro, recebendo muita luz natural o dia todo (funciona o dia todo e ali é servido também o delicioso café da manhã). Tem um minúsculo Champagne Bar ao fundo, para jantares especiais. Ao lado do Palm Court fica o luxuoso Deessa, o restaurante gourmet de Quique Dacosta, com direito a muito dourado e décor bem contemporâneo. Com tempo bom e temperaturas mais quentes, abrem o El Jardín del Ritz, todinho ao ar livre, no delicioso jardim do hotel.

O maior destaque fica por conta do Pictura, o novíssimo e imperdível bar do hotel. Acessível através de uma porta espelhada ao lado da recepção, o visual do bar impressiona, com quadros de artistas contemporâneos espanhóis retratados como se fossem pinturas expostas no vizinho Museo del Prado. Os barmen parecem saídos de um filme de James Bond e são excelentes; e os drinks, divinos, vêm sempre acompanhados de deliciosas castanhas e amêndoas tostadas e temperadas. 

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Rosewood Madrid Villa Magna consolida a vocação para o luxo do bairro Salamanca

O Rosewood Madrid Villa Magna (diárias a partir de 700 euros, mais detalhes sobre valores aqui) acaba (literalmente) de abrir suas portas em Madri. Após a esperada remodelação dos últimos 15 meses, quando o grupo Rosewood assumiu de fato a propriedade, o hotel foi inaugurado no último dia 22 de outubro – e, menos de uma semana depois, lá estava eu, a primeira jornalista brasileira a se hospedar no hotel. 

A nova entrada inclui um charmoso acesso para os carros e escada e rampa independentes para quem está à pé. A localização no charmoso bairro de Salamanca é excelente, seja para atividades culturais, gastronômicas ou de consumo. Os novos quartos ganharam décor muito elegante e contemporâneo, incluindo belos bar, living e banheiro, com amenidades da Maison Caulières – e kits de segurança sanitária, com máscara e álcool em gel, repostos diariamente. 

O novo hotel ganhou charmosos restaurante e bar – Las Brasas de Castellana e Tarde.O, respectivamente – e deve ganhar um restaurante estrelado até o final do ano. O principal destaque pra mim é a espetacular cafeteria Flor y Nata, o café contemporâneo mais bonito que já vi em Madri.

Também aberta a não hóspedes, a Flor y Nata tem dois charmosos espaços – um sossegado, com poltronas e mesas, e outro com banquetas e mesa alta, para quem quer apenas trabalhar por ali. Cafés e doces excelentes dia e noite, inspirados nas melhores pâtisseries francesas, e atendimento impecável. Das 16 às 19h30 ainda serve diariamente um lauto afternoon tea à la carte, com suas deliciosas pâtisseries incluídas no completíssimo menu (reserva obrigatória). 

O hotel tem também duas charmosas terrazas ao ar livre, um gramado externo para eventos, impactantes recepção e escadaria e inaugurará em breve seu esperado spa.

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As duas suítes mais caras da Espanha

Como Madri quer ser pólo da hotelaria de luxo, seus novos hotéis trouxeram também as suítes mais caras de toda a Espanha. As suítes reais (Royal suite) dos hotéis Four Seasons Hotel Madrid e Mandarin Oriental Ritz, Madrid, podem chegar a impressionantes 20.000 euros mais impostos por noite. 

A do Mandarin Oriental Ritz, situada no primeiro piso e com vista para o Museo del Prado, é opulenta: 228 metros quadrados divididos em sala de jantar, living, studio privado, dormitório circular com closet, banheiro estilo spa (com sauna a vapor e ducha de pedra natural incluídas), dormitório adicional e lavabo. 

A do Four Seasons tem impressionantes 431 metros quadrados e ocupa o que um dia foi o escritório do antigo presidente do Banesto: além de living e espaços quarto e banheiro, tem um imenso closet, escritório, cozinha, dois dormitórios, sua própria academia e até uma curiosa chaminé. 

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Madri quer ser polo da hotelaria de luxo

De fato, Madri quer ser novo polo da hotelaria de luxo e do próprio turismo de luxo na Europa. Em outubro passado, foi lançada a plataforma MDL – Madrid Capital del Lujo, que reune autoridades locais, governo espanhol e diversos empresários e investidores para tentar alavancar o turismo de luxo na capital espanhola. 

Do final de 2021 a meados de 2022, outros hotéis de luxo devem abrir as portas na cidade, incluindo o primeiro hotel da marca W (bem em frente ao Four Seasons Madrid, contribuindo para transformar a Plaza Canalejas em novo hub de luxo madrileño), o primeiro hotel da marca Edition (também da Marriott), o primeiro da rede francesa Evok e ainda o Radisson RED e o CR7 Pestana.  Acompanhe meu instagram @maricampos para conferir mais detalhes sobre o tema e esta viagem.

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Grandes redes estão investindo em resorts all inclusive

Nos últimos dezenove meses, muitas mudanças ocorreram na indústria da hospitalidade, provocadas pela pandemia. Além das transformações e ajustes que se fizeram necessários de 2020 para cá para que hotéis e pousadas se adequassem aos novos tempos, temos visto também a aceleração de alguns movimentos e tendências que já tinham começado no pré-pandemia. E é nesse contexto que um desses movimentos chama a atenção: grandes redes estão investindo em resorts all inclusive. E de maneira cada vez mais consistente.

Algumas das maiores redes hoteleiras do mundo, incluindo Marriott, Hyatt, Hilton e Wyndham, por exemplo, têm investido bastante nisso ultimamente. Entre 2020 e 2021, diferentes marcas hoteleiras que nunca tinham apostado nesse nicho investiram em portfólios all inclusive – tanto em rebranding de hotéis existentes como no lançamento de propriedades novinhas em folha. Mesmo redes que nunca primaram exatamente pelos padrões de serviço estão entrando nessa onda – e até o mercado de luxo quer uma fatia cada vez maior deste segmento.

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Crédito: Westin Porto de Galinhas / Divulgação

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Grandes redes estão investindo em resorts all inclusive

A Wyndham Hotels & Resorts, por exemplo, criou a marca Wyndham Alltra, a primeira do grupo inteiramente dedicada a resorts tudo incluído. Definida de maneira controversa como “upper midscale”, a nova marca se aliou à Playa Hotels and Resorts e está convertendo duas propriedades em Cancun e Playa del Carmen nas primeiras unidades da nova Wyndham Alltra – uma delas exclusiva para adultos. A rede comunicou recentemente que anúncios de novas unidades da marca all inclusive virão em breve. 

A Hilton Hotels também anunciou recentemente dois novos resorts all inclusive em seu portfólio no México. O grupo Hyatt, dono dos já populares Hyatt Zilara e Hyatt Ziva, comprou o Apple Leisure Group e, assim, adquiriu também os Secrets Resorts and Spas, famosos por seus resorts com tudo incluído em diferentes destinos.

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Foto: Marriott/Divulgação

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A Marriott, que já andava flertando com o nicho dos all inclusive há mais tempo, inaugurou nada menos que vinte novas propriedades all inclusive. E anunciou que deve abrir outras 33 (!) até 2025, incluindo um Westin All Inclusive em Porto de Galinhas (PE). O programa All-Inclusive by Marriott Bonvoy parece estar fazendo sucesso, principalmente entre turistas norte-americanos. 

O grande diferencial da Marriott é que, ao contrário de outras redes que chegam agora aos resorts tudo incluído, ela não está focando apenas nos típicos resorts de categoria turística tão comuns ao nicho. Algumas de suas novas propriedades all inclusive fazem parte do luxuoso portfólio da Autograph Collection, o que tem elevado o conceito de “tudo incluído” a outro patamar.

A longo prazo, a rede planeja incluir também marcas como W e The Ritz-Carlton no nicho all inclusive. A ideia da Marriott é deixar o clássico estereótipo dos resorts all inclusive (comida ruim, quartos caídos, buffets com filas intermináveis, drinks aguados etc) definitivamente para trás.

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Crédito: Marriott/Divulgação

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Mudança de mentalidade dos viajantes  

Depois de tanto tempo em casa durante a pandemia, retomar as viagens após completar o processo vacinal tem sido atividade repleta de desafios e inseguranças para a maioria dos turistas – principalmente se a viagem for internacional (tenho falado um pouco sobre isso também no meu Instagram @maricampos).

A maior procura por propriedades all inclusive pode muito bem estar também associada à ideia de “segurança” que ela muitas vezes traz: mais espaço nos resorts para praticar o distanciamento social, tudo organizado sob o mesmo conjunto de protocolos e regras, senso de familiaridade com os processos cotidianos e nada de surpresas financeiras na hora do check out. 

Vale lembrar que muitos resorts em diferentes destinos estão criando também suas pequenas “bolhas” de segurança ao exigir certificados de vacinação ou testes negativos de Covid-19 como condição fundamental para aceitar a reserva e efetuar o check-in.  

Não à toa, grandes redes estão investindo em resorts all inclusive cada vez mais. Seus executivos defendem que estudos recentes mostram cada vez mais viajantes, de diferentes perfis sócio-econômicos e de diferentes nacionalidades, interessados pela ideia das férias com tudo incluído. 

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Crédito: Marriott/Divulgação

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Até os mais jovens estão mais abertos aos resorts all inclusive

Um relatório da STR para a Marriott mostrou que mesmo no pré-pandemia a tendência de valorização dos resorts tudo incluído já existia. No primeiro semestre de 2019, hotéis all inclusive teriam gerado $7.9 bilhões em vendas, o que já representava um aumento de 20% em relação aos cinco anos anteriores.

Junto com o relatório, a Marriott também divulgou uma pesquisa online feita com norte-americanos em julho deste ano na qual 54% dos entrevistados afirmaram considerar um resort all inclusive para as próximas férias – número que salta para 70% na faixa de entrevistados entre 18 e 34 anos. No estudo, 75% dos entrevistados disseram ainda que vêm resorts tudo incluído como opções seguras para as primeiras viagens pós lockdown e 84% afirmaram dar preferência a marcas com as quais estejam familiarizados na hora de escolher a hospedagem, independente do destino.

Atingir viajantes mais jovens com propriedades all inclusive pode ser mesmo um diferencial importantíssimo para as grandes redes – inclusive a longo prazo, trabalhando bem a lealdade à marca ao longo da vida do hóspede. Vale lembrar que a Marriott é hoje não apenas a maior rede operadora de hotéis do planeta com também dona de um dos mais bem-sucedidos e utilizados programas de fidelidade da indústria da hospitalidade.

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Foco nas experiências

Mesmo hotéis que não têm planos de se tornar tudo incluído passaram a oferecer gama muito maior de serviços e experiências aos hóspedes durante a pandemia.  Pousadas, hotéis boutique, unidades de grandes redes e resorts, todos tiveram que se adaptar nos últimos dezenove meses. E o chamado “turismo de experiência” ganhou ainda mais força no mundo e no Brasil durante a pandemia. 

O Amplia Mundo e a Braztoa, por exemplo, se uniram para criar cursos destinados a pequenos negócios do turismo para que sejam capazes de criar experiências interessantes e seguras para atrair a demanda reprimida de viajantes – e têm casos hoje de membros da comunidade que aumentaram em impressionantes 1000% seu ticket médio neste ano. 

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No nicho do turismo de luxo, os hotéis Fasano são um bom exemplo do investimento pesado na criação de novas experiências para os hóspedes nestes novos tempos. Até o site do grupo foi agora remodelado para que as reservas já possam ser feitas ali mesmo com as experiências durante a estadia incluídas – reforçando a tendência de “simplificação das férias” apontada pelas pesquisas internacionais. 

O Fasano Angra, por exemplo, aproveitou os atrativos naturais e culturais da Costa Verde para apostar no turismo de experiência. Dentre as novas atividades lançadas pelo resort neste semestre estão caminhada pela Trilha do Ouro com degustação de plantas comestíveis da região, travessia de SUP pela baía de Angra, canoagem pelo manguezal e Rio Grande, piquenique personalizado no bosque e jantar privativo ao luar.

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