Four Seasons Madrid

Madri quer ser polo da hotelaria de luxo

Nos últimos doze meses, a capital espanhola testemunhou a (esperada!) inauguração de propriedades de três das mais luxuosas redes hoteleiras do mundo: Four Seasons Madrid, Mandarin Oriental Ritz Madrid e Rosewood Villa Magna Madrid. E isso parece ser só o começo de uma nova era: Madri quer ser polo da hotelaria de luxo.

ACOMPANHE AS NOVIDADES DO MERCADO HOTELEIRO TAMBÉM NO INSTAGRAM @HOTELINSPECTORS

Isso mesmo: em plena pandemia, três das principais redes de hotéis de luxo abriram unidades em Madri, impulsionando um novo projeto da cidade de ser um novo pólo do turismo de luxo na Europa. Primeiro, a rede canadense Four Seasons abriu seu primeiro hotel na Espanha, o Four Seasons Madri, em pleno centro da cidade, começando uma transformação importante na região. Depois, agora em 2021, as duas reaberturas hoteleiras mais esperadas do país aconteceram: os agora Mandarin Oriental Ritz Madrid  (antigo e icônico Ritz Madrid) e Rosewood Villa Magna Madrid (antes Villa Magna, então parte do portfólio da Leading Hotels of the World).

Passei o último mês em viagem pela Espanha e, nos meus vários dias madrileños, fiz questão de me hospedar por alguns dias nas três propriedades recém abertas. Você pode conferir detalhes de todas elas também no meu Instagram @maricampos

LEIA TAMBÉM: Os melhores rooftops e os bares e restaurantes da vez em Madri

.

.

Four Seasons Madrid reestrutura turismo de luxo no centro de Madri

Inaugurado há cerca de um ano no número 3 da Plaza Canalejas, em pleno centro de Madri, a passos da Puerta del Sol, o Four Seasons Madrid (diárias desde 615 euros, mais detalhes sobre valores aqui) ganhou logo ao lado um gigante centro comercial de luxo, as Galerías Canalejas, e uma loja da Hermès no próprio lobby do hotel.

O lobby impressiona, com pé direito gigante, concierge e recepção discretos, bar de canto, uma imponente escadaria e a adorável escultura de KAWS em frente ao hall dos elevadores (parte da imensa coleção de arte espalhada por todo o hotel). Os house cars são inconfundíveis Porsche Panamera estampados com o logo del hotel, que chamam a atenção de todo turista que passa pela região.

Do lado de dentro, quartos espaçosos e muito confortáveis, com luxuosas amenidades Hermès. Os hóspedes todos recebem um safety kit com máscaras cirúrgicas e álcool em gel – e há fartura de displays de álcool em gel em todos os ambientes do hotel.

Os grandes destaques ficam por conta do belo spa na cobertura, com direito a piscina climatizada coberta e deliciosos lounges ao ar livre com vista panorâmica para Madri, e a imperdível Dani Brasserie, o mais gostoso rooftop da cidade, com bar e restaurante. A Dani Brasserie, do chef Dani Garcia, abre para todas as refeições também para não hóspedes e serve um excelente café da manhã com pratos à la carte e buffet assistido (com tudo devidamente protegido e individualizado) incluídos. O serviço ali é irretocável: eficiente e cálido na medida, para fazer jus às vistas espetaculares do local.

LEIA TAMBÉM: Como se preparar para uma viagem à Espanha nesta fase da pandemia

.

.

Mandarin Oriental Ritz Madrid dá novo twist ao grande ícone hoteleiro da cidade

O novo Mandarin Oriental Ritz, Madrid (diárias desde 850 euros, mais detalhes sobre valores aqui), reaberto neste 2021 após três anos e 99 milhões de euros de reforma, conseguiu manter todo o charme e a história do hotel mais icônico da cidade, aliado agora a uma vibe contemporânea e cosmopolita. 

Até hoje ligado à realeza espanhola (rei e rainha estiveram por lá durante minha estadia no hotel em outubro, por sinal), o novo Ritz foi inteiramente reformado e remodelado e ganhou espaços incrivelmente convidativos – a começar pelo próprio lobby, que ganhou um balcão de canto e uma impressionante instalação de arte no teto que provoca reflexos lindos conforme a luz do dia e da noite vai mudando.

Os quartos todos contam com vista externa, amenidades da Natura Bissé e uma adorável maleta de couro com secador, difusor e chapinha. As suítes têm também serviço de mordomo incluído e impecáveis (nada mini) minibar e room service. O novo spa tem uma imperdível área de piscinas climatizada e aquecida (ambas cobertas), cujo décor foi pensado para ser uma extensão dos novos banheiros dos quartos de hóspedes. 

A gastronomia todinha do hotel está à cargo do chef Quique Dacosta – inclusive o room service, de longe o melhor de toda minha viagem. O restaurante Palm Court, com décor bastante clássico, mas agora sob uma encantadora cúpula de vidro, recebendo muita luz natural o dia todo (funciona o dia todo e ali é servido também o delicioso café da manhã). Tem um minúsculo Champagne Bar ao fundo, para jantares especiais. Ao lado do Palm Court fica o luxuoso Deessa, o restaurante gourmet de Quique Dacosta, com direito a muito dourado e décor bem contemporâneo. Com tempo bom e temperaturas mais quentes, abrem o El Jardín del Ritz, todinho ao ar livre, no delicioso jardim do hotel.

O maior destaque fica por conta do Pictura, o novíssimo e imperdível bar do hotel. Acessível através de uma porta espelhada ao lado da recepção, o visual do bar impressiona, com quadros de artistas contemporâneos espanhóis retratados como se fossem pinturas expostas no vizinho Museo del Prado. Os barmen parecem saídos de um filme de James Bond e são excelentes; e os drinks, divinos, vêm sempre acompanhados de deliciosas castanhas e amêndoas tostadas e temperadas. 

LEIA TAMBÉM: Novos hotéis abrem as portas em plena pandemia

.

.

Rosewood Madrid Villa Magna consolida a vocação para o luxo do bairro Salamanca

O Rosewood Madrid Villa Magna (diárias a partir de 700 euros, mais detalhes sobre valores aqui) acaba (literalmente) de abrir suas portas em Madri. Após a esperada remodelação dos últimos 15 meses, quando o grupo Rosewood assumiu de fato a propriedade, o hotel foi inaugurado no último dia 22 de outubro – e, menos de uma semana depois, lá estava eu, a primeira jornalista brasileira a se hospedar no hotel. 

A nova entrada inclui um charmoso acesso para os carros e escada e rampa independentes para quem está à pé. A localização no charmoso bairro de Salamanca é excelente, seja para atividades culturais, gastronômicas ou de consumo. Os novos quartos ganharam décor muito elegante e contemporâneo, incluindo belos bar, living e banheiro, com amenidades da Maison Caulières – e kits de segurança sanitária, com máscara e álcool em gel, repostos diariamente. 

O novo hotel ganhou charmosos restaurante e bar – Las Brasas de Castellana e Tarde.O, respectivamente – e deve ganhar um restaurante estrelado até o final do ano. O principal destaque pra mim é a espetacular cafeteria Flor y Nata, o café contemporâneo mais bonito que já vi em Madri.

Também aberta a não hóspedes, a Flor y Nata tem dois charmosos espaços – um sossegado, com poltronas e mesas, e outro com banquetas e mesa alta, para quem quer apenas trabalhar por ali. Cafés e doces excelentes dia e noite, inspirados nas melhores pâtisseries francesas, e atendimento impecável. Das 16 às 19h30 ainda serve diariamente um lauto afternoon tea à la carte, com suas deliciosas pâtisseries incluídas no completíssimo menu (reserva obrigatória). 

O hotel tem também duas charmosas terrazas ao ar livre, um gramado externo para eventos, impactantes recepção e escadaria e inaugurará em breve seu esperado spa.

LEIA TAMBÉM: Madri: onde e como fazer o teste obrigatório para voltar ao Brasil

.

.

As duas suítes mais caras da Espanha

Como Madri quer ser pólo da hotelaria de luxo, seus novos hotéis trouxeram também as suítes mais caras de toda a Espanha. As suítes reais (Royal suite) dos hotéis Four Seasons Hotel Madrid e Mandarin Oriental Ritz, Madrid, podem chegar a impressionantes 20.000 euros mais impostos por noite. 

A do Mandarin Oriental Ritz, situada no primeiro piso e com vista para o Museo del Prado, é opulenta: 228 metros quadrados divididos em sala de jantar, living, studio privado, dormitório circular com closet, banheiro estilo spa (com sauna a vapor e ducha de pedra natural incluídas), dormitório adicional e lavabo. 

A do Four Seasons tem impressionantes 431 metros quadrados e ocupa o que um dia foi o escritório do antigo presidente do Banesto: além de living e espaços quarto e banheiro, tem um imenso closet, escritório, cozinha, dois dormitórios, sua própria academia e até uma curiosa chaminé. 

LEIA TAMBÉM: Grandes redes estão abrindo propriedades all inclusive

.

.

Madri quer ser polo da hotelaria de luxo

De fato, Madri quer ser novo polo da hotelaria de luxo e do próprio turismo de luxo na Europa. Em outubro passado, foi lançada a plataforma MDL – Madrid Capital del Lujo, que reune autoridades locais, governo espanhol e diversos empresários e investidores para tentar alavancar o turismo de luxo na capital espanhola. 

Do final de 2021 a meados de 2022, outros hotéis de luxo devem abrir as portas na cidade, incluindo o primeiro hotel da marca W (bem em frente ao Four Seasons Madrid, contribuindo para transformar a Plaza Canalejas em novo hub de luxo madrileño), o primeiro hotel da marca Edition (também da Marriott), o primeiro da rede francesa Evok e ainda o Radisson RED e o CR7 Pestana.  Acompanhe meu instagram @maricampos para conferir mais detalhes sobre o tema e esta viagem.

.

.

Leia tudo que já publicamos sobre hotelaria em tempos de pandemia.

Acompanhe o Hotel Inspectors também no Instagram @HotelInspectors, no facebook @HotelInspectorsBlog e no Twitter @InspectorsHotel.

.

.

Piscina do hotel de luxo Fairmont Rio de Janeiro, com vista para a Praia de Copacabana e o Pão de Açúcar | Foto de Carla Lencastre

O que vai mudar na limpeza dos hotéis com o coronavírus

Location, location, location perdeu a primazia entre os itens mais importantes na hora de escolher um hotel, avisou a Skift, plataforma americana de mídia voltada para o setor de viagens. Limpeza comprovada, porque até outro dia mesmo hóspedes apenas confiávamos, contará mais pontos no momento de decidir onde ficar na era pós-pandemia. O que vai mudar na limpeza dos hotéis? Restaurar esta confiança deve ser um dos novos objetivos da indústria da hospitalidade. Hotéis terão que passar por uma enorme readequação.

Leia mais: Como fica o bufê de café da manhã de hotel durante a pandemia

NA ÁSIA

Um dos primeiros exemplos veio da Ásia, à frente em relação à epidemia. Singapura criou uma certificação de limpeza para a hotelaria, com novos protocolos como medir a temperatura dos funcionários e higienizar as áreas comuns com frequência maior. O primeiro hotel com o selo SG Clean, concedido depois de uma auditoria, foi o Grand Hyatt Singapore, perto da Orchard Road, principal avenida comercial da cidade. O plano do Singapore Tourism Board, órgão do governo, é certificar 570 hotéis e atrações nos próximos dois meses, chegando a milhares mais adiante. O que não quer dizer que Singapura esteja livre da covid-19. Há atualmente uma segunda onda do vírus e o confinamento foi prolongado até o início de junho.

Clique aqui para seguir @HotelInspectors no Instagram

na europa

A Associación Empresarial Hotelera de Madrid (AEHM) lançou projeto parecido, o selo Hoteles Covid Free, para o que vai mudar na limpeza dos hotéis. O nome é ruim, o vírus ainda não foi estudado o suficiente para se afirmar que um local é “covid-19 free”, mas a ideia é a mesma de Singapura: seguir procedimentos de limpeza de quartos, áreas comuns e de reuniões que dê segurança a funcionários, hóspedes e clientes.

Atualização: No final de abril, Portugal também criou um selo de limpeza para empresas do setor turístico. O certificado Clean & Safe (o nome é em inglês mesmo) será concedido a hotéis que atenderem a novos padrões de segurança sanitária e higiene, e terá validade de um ano. Durante este período, o governo fará vistorias aleatórias nos hotéis certificados.

Leia mais: Covid-19 prolonga o uso de plástico na hotelaria

Grupos hoteleiros criam novos protocolos

Uma das primeiras grandes redes a anunciar o que vai mudar na limpeza dos hotéis foi a francesa AccorHotels. A empresa pretende lançar um selo de qualidade de higienização em parceria com o prestigioso Bureau Veritas organização internacional especializada em certificações. O projeto será apresentado à Alliance France Tourisme, ao governo francês e aos de outros países europeus. Uma vez validado, o selo poderá ser usado por outras redes e por hotéis independentes na Europa, além das propriedades do grupo Accor mundo afora, inclusive no Brasil. Como o Fairmont Rio Copacabana, o único da marca de luxo na América do Sul, inaugurado há menos de um ano e hoje fechado (foto em destaque no início do texto).

Leia mais: É seguro usar a piscina do hotel durante a pandemia de covid-19?

O que vai mudar na limpeza dos hotéis: quarto do JW Marriot Rio, em Copacabana, antes da crise | Foto @JWMarriottRio
Quarto do JW Marriot Rio, em Copacabana, antes da crise | Foto @JWMarriottRio

A Marriott International anunciou a criação de um Conselho de Limpeza Global, o Marriott Global Cleanliness Council. As regras determinam, por exemplo, o uso de desinfetante hospitalar para limpeza de superfícies e de sinalização no lobby lembrando da importância do distanciamento social.

Leia mais: Cinco inovações que vão mudar a hotelaria

Enquanto a maioria de seus hotéis permanece fechada, a Marriott adotou tarifa solidária para hospitais particulares hospedarem funcionários e prestadores de serviço; órgãos do governo e pessoas em grupo de risco que precisem de um local de isolamento. A tarifa está disponível em quase 2.500 propriedades nas Américas, entre eles o JW Marriott Rio de Janeiro; o Marriott Executive Apartments São Paulo, e o Sheraton Porto Alegre. Nos Estados Unidos, a Marriott e o grupo Hilton, outro gigante da hotelaria, fizeram parceria com o cartão de crédito American Express e cederam quartos gratuitamente aos profissionais de saúde em Nova York, Nova Orleans e outras das cidades americanas mais atingidas pela epidemia.

Atualização: No final de abril, o grupo Hilton anunciou o CleanStay, com novas medidas para garantir a limpeza e a segurança de seus hotéis. O programa ainda está sendo desenvolvido e deve ficar pronto em junho.

no brasil

Novos protocolos de limpeza estão sendo adotados desde já por hotéis que permanecem abertos, inclusive os independentes. Um exemplo é o Vivenzo, inaugurado há um ano na Savassi, em Belo Horizonte. O hotel funciona com 33% da sua capacidade para receber pessoas que precisam se isolar e profissionais da área de saúde. O check-in, por exemplo, é realizado por vídeo; a arrumação diária do quarto está suspensa. Quando a acomodação é desocupada, há um intervalo de 72 horas antes da limpeza, que segue padrão hospitalar, para receber um novo hóspede. Os funcionários estão no hotel, mas é apenas virtual a interação entre eles e os hóspedes.

Leia mais: Como estão funcionando os hotéis do Rio durante a pandemia

Atualização: Em 12 de maio, o Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC na sigla em inglês) anunciou protocolos globais para a segurança sanitária na hotelaria, entre outros setores. As medidas (em inglês) estão neste link.

O que estamos fazendo

Desde o início da pandemia estamos tentando acompanhar a crise o mais de perto possível no momento: lendo artigos e estudos, assistindo lives de fontes confiáveis, consultando pesquisas e conversando com especialistas para trazer análises e resumos atualizados de como o setor hoteleiro passa por este momento e do que podemos esperar. Os links para textos e notícias em primeira mão estão no Instagram @HotelInspectors.

Seguimos otimistas, sem negar a seriedade da situação. Esta semana estamos também felizes por conta de você, leitor. A oito dias do final do mês, batemos mais uma vez o recorde de audiência mensal nos dois anos de Hotel Inspectors. O crescimento (neste momento em que escrevo) é de quase 45% em relação ao mês de março, que já tinha batido recorde e registrado um aumento de 22% em relação a fevereiro. Muito obrigada pela confiança!

Clique aqui para ler todos os nossos textos sobre hotelaria e coranavírus

Hotel Inspectors está no Instagram @HotelInspectors, no facebook @HotelInspectorsBlog, no Twitter @InspectorsHotel e no LinkedIn @HotelInspectors

A nova era dos hotéis de aeroporto

Antigamente, um hotel de aeroporto só precisava ser limpo e funcional. Propriedades geralmente sem qualquer apelo, se tivessem um transfer ida e volta ao aeroporto já era um grande diferencial. Mas, para nossa felicidade (quem nunca precisou de um desses em longas conexões, não é mesmo?),  esse cenário foi mudando enormemente na última década.

É claro que ainda existem hotéis de aeroporto absolutamente sem charme, precisando desesperadamente de uma reforma e, sobretudo, de um approach diferente no trato com os hóspedes (caso do Crowne Plaza do aeroporto de Los Angeles, tão conveniente na localização e tão mal mantido ao longo dos anos).

Mas, cada vez mais, o viajante em trânsito quer que a estadia num hotel de conexão consiga ser também de alguma forma memorável, mesmo que tão curta como apenas algumas horas.  E muitas redes hoteleiras estão se dando conta e se adaptando rapidamente aos novos tempos, e até marcas de luxo descobriram o filão que pode ser ter um hotel de excelentes serviços ao lado de um movimentado aeroporto (como a NH em Viena, a Fairmont em Vancouver, Sofitel em Londres ou o Andaz em Delhi).

O lobby do ótimo Hilton Miami Airport Blue Lagoon Hotel, um hotel de aeroporto com jeito de resort. Foto: Mari Campos.

Essa nova “golden age” dos hotéis de aeroporto lida com viajantes cada vez mais seguro do que querem, em propriedades que passaram a oferecer excelentes restaurantes, entretenimento de qualidade e alta tecnologia  – e, se tiver belas vistas ou os chamados plane spotters para os fãs da aviação, melhor ainda.

Antes de mais nada, conveniência e qualidade de serviços são essenciais. Por conveniência, entenda-se ter boa localização (quanto mais próximo do aeroporto, melhor), bons restaurantes (já que num layover a gente não tem outra alternativa além de comer no próprio local), camas/lençóis/toalhas de boa qualidade (mesmo que sejam poucas, as horas de sono precisam ser restauradoras) e facilidades de lazer para quem tem mais tempo disponível, como uma boa academia, por exemplo. No Brasil, gosto especialmente do Pullman Sao Paulo Guarulhos Airport e do Marriott Sao Paulo Guarulhos Airport , ambos com excelentes instalações e serviços e a curta distância do aeroporto de Guarulhos – o Pullman fica literalmente ao lado.

Se tiver uma vibe resort, melhor ainda – como o ótimo Hilton Miami Airport Blue Lagoon, um hotel do qual sou fã há anos, com ótimo parque de piscinas, kids club, lojas de conveniência, extensa pista de cooper e “prainha” própria à beira lago.  Um hotel que poderia muito bem estar em Miami Beach mas está a meros minutos do aeroporto internacional – e com ótimo serviço de shuttle também. Dá pra saber mais sobre esse ótimo hotel aqui.

A Hilton Hotels, aliás, é uma das marcas que melhor tem se saído neste quesito “bons hotéis de aeroporto” nos últimos tempos, com propriedades cheias de bossa, indo muito além do esperado para o gênero. O que inclui até mesmo um charmoso water taxi para fazer o papel de shuttle no belíssimo Hilton Boston Logan Airport, em um passeio cênico de dez minutos ao Boston Harbour ou mesmo até Downtown.

Minha maior surpresa em hotéis de aeroporto dos últimos tempos aconteceu também com outro hotel da bandeira Hilton: o Hilton Madrid Airport Hotel, na Espanha (quartos duplos desde 89 euros). Como viajo muito para Madri há muitos anos, já testei quase todos os hotéis dos arredores de Barajas e nunca vi realmente nada parecido com esse.

Para minha surpresa, do serviço aos quartos, o hotel se parece muito mais com um hotel de luxo que com um hotel de aeroporto. O design contemporâneo é super estiloso e os quartos são espaçosos e cheios de luz natural – e com muitas entradas para tomadas e USBs. Os quartos ganharam também suntuosos banheiros, incluindo enormes banheiras de hidromassagem em vários deles.

O serviço de shuttle ao aeroporto é gratuito e frequente (realizado em uma van grande e moderna) e há shuttle também para o centro de Madri (3 euros). O hotel (que fica a meros 5 minutos de Barajas) conta com boa academia, saunas e um bela piscina parcialmente coberta no rooftop. O café da manhã, geralmente não incluído na diária, tem diversas estações diferentes do buffet.

Mas o maior destaque fica por conta do restaurante/bar, que serve ótimos drinks e um excelente menu de tapas espanholas. Há também um bom Club Lounge para membros elite do Hilton Honors e o enorme shopping Plenilunio fica a apenas 5minutos de carro do hotel. Um hotel melhor que a encomenda – tem mais detalhes e review completa do hotel aqui.

Pelo jeito, vem aí uma nova era de hotéis de aeroporto – e redes que não prestarem atenção nas novas exigências de viajantes em trânsito vão mesmo ficar para trás.

Outras boas novidades em hotéis de aeroporto podem ser conferidas aqui e aqui

Para ficar por dentro destas e de outras histórias de hotelaria, acompanhe a gente no Instagram @ HotelInspectors, no facebook @HotelInspectors e no Twitter @HotelInspectors.