As últimas do hub turismo podcast

Deixo aqui os últimos podcasts do HUB TURISMO que sugiro você ouvir. Se tiver temas e sugestões envia aqui nos nossos comentários.

1 – Eduardo Fleury do KAYAK traz as últimas notícias e análises sobre as buscas por viagens e ainda fala de tecnologia, sustentabilidade e tendências de viagens.

2 – Falamos sobre a fortaleza do mercado doméstico brasileiro à partir de estudos da Tourism Economics e os fatores que podem ajudar ou atrapalhar as oportunidades desse gigante.

3 – MUST: Mulheres do Setor de Turismo por Adriana Cavalcanti e Renata Pestana. O que é o movimento, liderança feminina, barreiras e avanços do feminismo. Sim feminismo, entenda.

4 – A voz do turismo nas urnas, são 2 podcasts com lideranças municipais sobre o papel do setor e as possibilidades de avanço, ou retrocesso. Confira o bate-papo com Ana Paula Villaça do Recife e Jair Galvão de Maceió.

Ouça aqui O HUB TURISMO

Trazemos aqui alguns de nossos podcasts do HUB TURISMO sobre cenários e avaliações do mercado de turismo. São conversas com Jaderson Alencar (FSB Comunicação) sobre marketing digital; Bruno Wendling (Presidente do FORNATUR e da Fundação de Turismo do MS) sobre destinos e promoção; com Rodrigo Cordeiro sobre o futuro dos eventos (consultor em eventos); além de nossas análises sobre o turismo internacional e os impactos da Covid-19.

Bruno Wendling fala sobre destinos, parcerias e promoção turística do Brasil

Viagens internacionais e os impactos da pandemia, Jeanine Pires

Marketing digital em turismo com Jaderson Alencar

5 ideias do que pode mudar no turismo pós pandemia, Jeanine Pires 

O futuro dos eventos com Rodrigo Cordeiro

RETOMADA DAS VIAGENS: 5 IDEIAS PARA SUA EMPRESA

Photo: Revolution Event Design & Production

Sinto uma grande ansiedade por parte dos profissionais do turismo brasileiro querendo retomar as viagens, natural diante do cenário que vivemos. Mas esse retorno não depende só de nosso desejo e sim de como a realidade irá se impor nas próximas semanas e meses, depende do quão seguro estará o viajante e da necessidade ou desejo de sua viagem. Já mencionei que entendo uma retomada gradativa, com diversas fases, sem descartar retrocessos caso nossa pressa não consiga ser balanceada com medidas seguras.

O que fazer agora enquanto as pessoas não viajam? Como se preparar para uma volta gradual? Trago aqui 5 sugestões para drenar nossa ansiedade e energia para o otimismo com nossa indústria para que saiamos mais fortes e mais competitivos dessa crise.

  1. Preparando a segurança do cliente: de acordo seu ramo de atividade, organize desde já todos os procedimentos de medidas sanitárias que no futuro deixarão os clientes tranquilos e seguros sobre o uso de seu serviço ou produto. Adote um selo de turismo baseado em processos profissionais, feitos por pessoas que entendem sobre a contaminação e a transmissão no formato que seu negócio funciona. Faça o caminho do cliente, imagine seus passos e coloque-se no lugar dele para entender como cada momento irá exigir segurança e distanciamento;
  2. Treinando seus colaboradores: eles ainda não estão preparados para os novos processos, então comece já. Use plataformas digitais e contrate profissionais adequados e profissionais na área de capacitação para o seu negócio. Médicos infectologistas e empresas de certificação, por exemplo, podem trazer uma visão profissional sobre o assunto que nós ainda estamos tentando decifrar, não tente fazer sem ajuda profissional, você entende de turismo e não de coronavírus (com todo o respeito);
  3. Comunicação: pense e planeje desde já como será sua comunicação interna e externa. O que está fazendo durante a quarentena? Que procedimentos adotou para seus colaboradores? Como será a experiência do cliente quando ele chegar ao seu estabelecimento? Utilize o máximo de canais que conseguir, atue com mensagens humanizadas e práticas, imagens e conteúdo adequado. Se puder, contrate uma empresa de relações públicas ou um jornalista profissional. Lembre-se de adequar tudo ao seu públic-alvo e conceito de negócios;
  4. Flexibilidade: De acordo com sua atividade, pense em ser o mais flexível possível, evitando aumento de preços, taxas, multas ou atitudes que façam o cliente pensar que vai perder dinheiro se não der certo a experiência dele. Os tempos são de muitas incertezas, e a pessoa pode ficar na dúvida de marcar uma viagem, um passeio, uma passagem, e depois ter que alterar e pagar caro por isso. Deixe suas políticas de remarcação, cancelamento e outras em letras grandes e visíveis, e não no anexo do anexo do anexo que ninguém lê;
  5. Trabalho unificado: A volta da confiança em viajar será um processo lento, com diversas fases e muitos imprevistos podem ocorrer. Procure trabalhar com lideranças de turismo do seu setor, traçar planos de comunicação conjuntos, somar esforços nas iniciativas. A tarefa de ganhar a confiança dos viajantes é de todos que trabalham com o turismo. Busque por experiências que deram certo em outros países que já estão em fases de abertura, existem muitas ideias criativas que viralizam e acabam atraindo a atenção das pessoas.

O que mais você sugere para as empresas de turismo brasileiras se prepararem desde já? Compartilha aqui suas sugestões.

PODCAST HUB TURISMO: quando as viagens voltam ?

Photo by Juja Han on Unsplash

Hoje trago um convite diferente pra você, ao invés de ler, ouça nossas ideias no HUB TURISMO, o podcast para profissionais de nosso setor. Temos vários episódios, você pode nos seguir para acompanhar, pega um café ou chá, coloca seu fone e vem pra cá.

Sugiro escutar e comentar o Episódio 2: Quando as viagens voltam ao normal? Em 6 minutos falo sobre as fases de retomada e algumas medidas que irão nos acompanhar por um bom tempo nas jornadas de viagens.

Ouça aqui o HUB TURISMO

3 COISAS QUE SEU CHEFE ESPERA QUE VOCÊ SAIBA SOBRE O CENÁRIO DO turismo hoje

Photo by Tobias Bjerknes on Unsplash

Cenário histórico e sem precedentes coloca 100% dos destinos turísticos mundiais com restrições de viagens. 217 países adotaram medidas de restrições de viagens, dentre estes, 45% têm suas fronteiras total ou parcialmente fechadas (aonde o Brasil se inclui) e 30% têm cancelamento total ou parcial de voos. Esse é o cenário atual, 20 de abril, da crise da convid-19 para o turismo segundo a Organização Mundial do Turismo – OMT.

Tendo como perspectiva de que o pico médio mundial da pandemia vai ocorrer em maio e talvez se prolongar até junho, ainda vivemos uma conjuntura incerta com várias hipóteses de qual será o desenrolar da crise atual. Já presenciamos alguns países se programando para voltar às atividades de turismo e organizações do setor preparando planos de retomada. São mais perguntas do que respostas o que emos agora, e enquanto isso busco por alguns horizontes que podem ser explorados e passar por uma reflexão inicial:

  1. As medidas de abertura e fechamento de fronteiras e retorno de voos deverá ocorrer de forma diferente nos diferentes países, e em etapas progressivas, de acordo com o cenário de contaminação e isolamento social que cada um estiver vivendo. As viagens domésticas, principalmente regionais, devem começar a retomada assim que houver controle da pandemia e as pessoas recuperarem a confiança nos deslocamentos. A volta ao patamar de 2019, no entanto, ainda deve demorar alguns anos;
  2. A convivência diária dentro de casa com novas tecnologias pode trazer o consumidor para um cenário cada vez mais on-line, inclusive de pessoas de mais idade que tinham insegurança no comércio eletrônico podem se tornar futuros consumidores mais conectados. As pessoas irão fazer mais pesquisas depois da pandemia do que costumavam fazer antes, segundo o TripAdvisor. O uso de tecnologias deve ser mais intensivo no turismo, mas acredito muito na necessidade do contato humano, de que as pessoas vão exigir respostas rápidas e eficazes para suas demandas; e ao mesmo tempo vão desejar interagir com humanos além de robôs. Como será essa convivência do on-line com o off-line?;
  3. O impacto sobre a indústria de turismo deve ocorrer sobre a demanda e também sobre a oferta de forma drástica. Para a demanda, poderemos ter distintos comportamentos de acordo com a confiança que cada cliente terá no retorno às atividades, que deve começar pelas viagens a negócios e depois a lazer. Certamente as mudanças no comportamento do consumidor serão importantes e teremos que acompanhar diariamente para entender como satisfazer suas necessidades nas viagens. Do ponto de vista da oferta, infelizmente algumas empresas não irão sobreviver, destinos serão impactados de várias formas, e a oferta de produtos e serviços provavelmente estará focada, no primeiro momento, em trazer segurança e limpeza aos viajantes. Países e empresas já adotam protocolos e selos CLEAN & SAFE (limpo e seguro), garantindo que os viajantes terão segurança sanitária em suas viagens.

Você gostaria de compartilhar conosco seus comentários e ideias sobre o atual cenário do turismo ? Deixe sua opinião aqui.

PRIMEIRO PASSO: RESTAURAR A CONFIANÇA

Photo by Joshua Hoehne on Unsplash

Diariamente tenho lido muito conteúdo sobre o que está ocorrendo no mundo do turismo durante a pandemia, desde ações e exemplos interessantes de iniciativas imediatas, até planos para a retomada depois do fim da pandemia. Tenho percebido que talvez não exista uma data em que todos ficaremos aliviados e possamos dizer: bom, de hoje em diante a vida chegou ao novo normal. Isso pode gerar certa ansiedade, mas sinto que, se a retomada for gradativa como já imaginamos, com fases distintas e de forma específica em cada destino, região e país, devemos nos preparar uma longa fase de adaptação e período incertezas. Imagino que a cada etapa novas informações, insights e ações farão parte de um cotidiano bastante impreciso.

Certamente isso não é motivo para achar que não podemos ser otimistas, pelo contrário, há que enfrentar a realidade tal qual ela se apresenta e enfrentar os desafios de forma destemida e agradecendo pelo novo que se impõe. São muitas variáveis que não estão em nosso poder de ação direta, e mesmo assim somos os mestres de nosso destino, seguramos a cada dia o que for possível e no dia seguinte insistimos em segurar novamente as mudanças e enfrentar cada adversidade. Para nosso negócio, o turismo, entendo que a restauração da CONFIANÇA será o ingrediente mais importante, e ela ocorrerá de diferentes formas. Estudos já mostram que as pessoas vão optar por viajar por perto, dentro de seu país, e secundariamente dentro de seu continente. Conta aqui a confiança em nossa marca, em como estamos agindo agora e como seguiremos na percepção do cliente depois que ele decidir voltar a usar nossos serviços.

Nenhum exercício de adivinhação ou futurologia adianta agora. Minha perspectiva é ler muito, ouvir muito, aprender com a experiência de outras empresas e outras países, e entender nossa realidade para poder me ADAPTAR ao que vem pela frente. Usar toda a capacidade de análise baseada em alguma experiência já existente para somar aos conhecimentos e experiências de outros colegas no pensar e agir de forma conjunta.

Minha sugestão? Que o setor de turismo trabalhe a restauração da confiança mas viagens diante nos novos cenários, primeiro vem a confiança em viajar, que diz respeito a todos da indústria de viagens e turismo. Estamos todos dependendo disso para que cada um cuide de seu negócio e busque seus clientes. A volta da confiança ainda depende da evolução da pandemia em cada lugar e, num segundo momento, de como nossa indústria irá enfrentar novas demandas por medidas de segurança sanitária que deixarão as pessoas tranquilas e prontas para aproveitar suas viagens. Acredito muito numa ação conjunta de empresários e governos para preparar uma comunicação eficiente no sentido de esclarecer as pessoas sobre a confiança em visitar nossos destinos. Destacando: primeiro virá a necessidade de passar tranquilidade às pessoas de que elas podem viajar, e aí cada empresa e serviço entrará em ação para mostrar seus diferenciais e as vantagens de suas marcas. No momento correto, a marca de nossa indústria deverá trazer o valor de CONFIANÇA de volta, todos juntos vamos precisar garantir o direito e o desejo de viajar.

3 PISTAS do que pode mudar nos destinos pós pandemia

Photo by Eric Tompkins on Unsplash

Ainda na linha do nosso último post sobre 5 temas que podem mudar no turismo, pensei em compartilhar algo mais amplo sobre os destinos turísticos. O que pode ajudar agora a mantê-los na mente do consumidor e quais podem ser as novidades no comportamento do futuro turista que irão exigir um pensar e fazer diferente nos lugares que serão visitados depois da pandemia.

1. Leva vantagem o destino que já possui conteúdo e ferramentas prontas e à disposição do cliente: no momento atual, vemos muitos destinos mostrando seu potencial, seus atrativos, suas experiências e enviando a seguinte mensagem aos potenciais clientes: fique em casa agora, e quando você puder viajar veja o que está lhe esperando aqui. Como as pessoas estão passando mais tempo na internet, não só trabalhando mas usando-a como ferramenta de entretenimento, além de buscar receitas de comidas, aulas de exercícios em casa, visitar museus e fazer treinamentos on-line, também existem pessoas sonhando com sua próxima viagem (mesmo que isso ainda esteja longe de uma data ou um destino mais concreto). Pesquisas mostram que está distante o momento de definir sobre viagens domésticas e muito menos as internacionais. Entendo que levam vantagem agora aqueles destinos que já possuem uma boa estrutura de conteúdo on-line, com sites, redes sociais e ferramentas que disponibilizam tours virtuais (vide os museus). Agora é manter-se na mente do cliente, produzir conteúdo, fortalecer a marca e se preparar para o futuro. Se o seu destino ainda precisa melhorar a comunicação on-line, dá para aproveitar esse momento para se organizar e preparar um super projeto para quando as pessoas buscarem lugares para visitar.

2. Possivelmente, quando as pessoas voltarem a viajar, suas exigências com questões sanitárias, de saúde e segurança serão maximizadas. Aqui trata-se de uma exigência mais ampla do que medidas de higienização em aeroportos, restaurantes, hotéis ou meios de transporte. Vejo o aumento da imposição de um turista em relação à sustentabilidade geral do destino, de seus recursos naturais, do respeito à cultura local, da valorização da experiência autêntica e, sobretudo, de um engajamento cada vez maior entre o visitante e o morador local. O turista poderá desejar cada vez mais ser um local temporário, como sempre falo, um morador temporário. E isso irá demandar novos tipos de relacionamento entre a comunidade local e os visitantes; não serão somente os profissionais de turismo diretamente ligados ao setor os protagonistas das experiências, mas sobretudo os que vivem nos destinos turísticos. Cuidado! É preciso preparar as comunidades para evitar preconceitos, medos e atitudes que possam mostrar receio em relação à permanência de “estranhos” vindos de fora….

3. O turismo será cada vez mais uma relação humanizada em todas as etapas da viagem. Todas as mudanças por que estamos passando, e ainda nem temos como avaliar quais impactos terão no comportamento das pessoas, têm um potencial de uni-las mais, fazê-las protagonistas de sua vida e aumentar a solidariedade e o sentido coletivo da vida em comunidade. Ora, se o turista quer ser um morador temporário, se ele está preocupado com a comunidade que visita, se quer interagir com ela, então sua relação será ainda de mais proximidade. Desde a preparação da viagem, em todas as fases da jornada do viajante sua participação tende a ser mais independente, exigente, comprometida e humanizada. Imagino que as tecnologias terão um papel primordial nesse cenário futuro; se hoje o mundo vive uma aceleração do uso e conhecimento de tecnologias para se adaptar ao isolamento, depois desse período muitas experiências sairão de dentro de casa para encontrar com possibilidades de experiências fora de casa.

Ainda poderíamos falar de como o marketing de destinos será no pós pandemia, ou ainda sobre o papel dos intermediários nos futuros processos de compra das viagens. Muito há que acompanhar, esperar, entender e pensar de forma diferente, de outros ângulos. A mudança ainda é nossa única certeza, então, vamos ver como ela vem, vamos nos adaptar e usar nossos talentos para revolucionar esse setor que tanto pode ajudar o mundo a se recuperar após essa pandemia.

Década de receitas internacionais dormente

Photo by Paweł Czerwiński on Unsplash

O Brasil não cresceu nada nas receitas internacionais dos turistas que nos visitaram na última década, isso é pior do que crescer tão pouco o número de visitantes. As únicas pequenas exceções são 2014 e 2016 por causa da Copa da FIFA e do Jogos Olímpicos (mesmo assim o crescimento foi muito pequeno diante da oportunidade de sediar tais acontecimentos globais). Nós já falamos em mais detalhes sobre esse tema nesses estudos que fizemos sobre o histórico da entrada de receitas e sobre os números de entrada de turistas no Brasil.

A tabela abaixo mostra a “evolução” das receitas desde 2010, o que demonstra a fragilidade do turismo receptivo internacional e, possivelmente, a falta de competitividade em termos de produtos turísticos, da escassa oferta de produtos em nosso país. Não sabemos orientar o turista para que ele gaste mais em nossos destinos, nos contentamos em trazê-lo e pronto! Assim, os resultados da atividade turística para atrair mais divisas fica tímido diante do imenso potencial.

ANOReceitas em milhões de US$
2010    5.261 
2011    6.095 
2012    6.378 
2013    6.474 
2014    6.843 
2015    5.844 
2016    6.024 
2017    5.809 
2018    5.921 
2019    5.913 

Para o fechamento de 2019, os dados divulgados pelo MTur mostram uma queda de 0,13% no ano comparado com 2018. Os únicos meses em que os turistas gastaram mais em 2019 foram março (+4,26%), julho (+43,42%) e dezembro (+4,32%).

Diante desse cenário me pergunto? Por que insistimos tanto em dizer que temos poucos turistas (6.6 milhões) e não nos preocupamos com o efeito econômico, social e ambiental de sua visita? Pra mim um dos melhores exemplos de sucesso é a Austrália, ela é o 41o país no ranking de volume de chegadas, com 9,2 milhões de turistas, pouco né? Mas é o 7o. no mundo em receitas, com US$ 45 bilhões! Veja no quadro abaixo, da OMT, o ranking de países que mais recebem visitantes e daqueles que mais ganham com as receitas das viagens aos seus países.

Fonte: OMT, International Tourism Highlights 2019.

Com os dados divulgados hoje pelo MTur do fechamento de 2019 (-,13% no ano) e o estudo feito por nós sobre a década para as receitas dessa atividade de receptivo internacional fica o desafio aos gestores, entidades e empresários: ter mais produtos, oferecer melhores experiências, mostrar nosso diferencial e, fazer promoção e marketing de forma profissional, direcionada e com metas claras de aumento da estadia e dos gastos dos estrangeiros. O que você acha que poderíamos fazer para que as divisas com os gastos dos turistas em nosso país aumentem ?

Uma curiosidade, os gastos dos brasileiros no exterior caíram 3,68%, os únicos meses positivos para as despesas no exterior foram junho (+2,44%), julho (9,64%), setembro (11,83%) e dezembro (6,71%).

2,8% dos espanhóis buscam pelo Brasil

Photo by Jon Tyson on Unsplash

Um levantamento inédito da empresa Fowardkeys sobre as viagens intercontinentais do espanhóis mostra seu comportamento em reservas antecipadas e buscas em 2019 e para o primeiro semestre de 2020.

Segundo a empresa, em 2019 o turismo emissivo espanhol cresceu somente 1,3%, e para o primeiro semestre desse ano as reservas feitas de forma antecipada estão 1,2% menores do que no mesmo período do ano passado. As Américas foram o continente preferido das viagens dos espanhóis em 2019, com 53% do total de reservas, mas o crescimento em relação a 2018 foi somente de 0,9%.

Já os dados de reservas antecipadas para o primeiro semestre de 2020 estão 5,7% menores do que no mesmo período de 2019, justificados pelos problemas por que passam diversos países sulamericanos como Argentina, Bolívia, Chile e Equador. Esse indicador é ruim para todo o continente, já que no imaginário das pessoas a situação em toda a Latino-América pode ser similar, então as reservas já estão sendo feitas para outros destinos.

Quando se trata de buscas, nesse mesmo primeiro semestre de 2020, em relação a 2019, os EUA têm 26,1% do total, a Argentina 4,3, o Brasil 2,8% e e a Colômbia 2,7% do total de buscas. Ou seja, a recuperação econômica e os ajustes dos problemas sociais na América do Sul são condições fundamentais para aumentar o número de visitantes espanhóis e certamente de outros ligares do mundo. O investimento na imagem do Brasil e em sua promoção no mercado espanhol são condição essencial para aumentar o fluxo e o gasto destes em nosso país e aproveitar as oportunidades do aumento da oferta de voos diretos ao Brasil.

3 pitacos para bombar seu marketing internacional

Photo by Paul Skorupskas on Unsplash

Todos sabem e se atualizam sobre as grandes e rápidas mudanças pelas quais o turismo global vem passando. Pois a forma de promover destinos e as estratégias de marketing também estão à todo vapor para se adaptar ao que o viajante quer. Não se trata somente de falar daquilo que o destino tem, mas de entender o que o turista quer e saber chegar a ele sua mensagem e seus diferenciais. Compartilho aqui alguns insights que tenho percebido e que podem ser mais adequados ao que conheço sobre o Brasil.

  1. FAÇA PARCERIAS: Ser visto, notado e considerado na hora de se promover no competitivo cenário internacional é um grande desafio. Não adianta sair por aí falando de minha cidade ou de meu estado sem estar vinculado ao Brasil. Em muitos lugares as pessoas nem dizem que vão ou foram ao Brasil, dizem que foram para a América do Sul. Esse desafio só é possível por meio de parcerias estratégicas que dêem força e corpo a uma abordagem multi-canais, aonde os investimentos serão menores para cada parte e os resultados serão mais eficientes com uma abordagem mais forte e unificada (destaco aqui a iniciativa que os estados do nordeste estão desenvolvendo para sua promoção conjunta no internacional).
  2. AVALIE QUEM E COMO SE PODE CHEGAR AO SEU DESTINO: Não adianta querer se promover na China só porque é o maior emissor de turistas do mundo. Ter uma estratégia de promoção de longo prazo, aonde o que direciona as ações é a inteligência comercial, possibilita a eleição de mercados prioritários e o uso de ferramentas eficazes para aquele determinado tipo de país. Hábitos, preferências por atividades, experiências mais desejadas mudam de pais para país, e ainda de pessoa para pessoa. O uso de tecnologias para conhecer melhor o comportamento dos turistas é crucial para esse trabalho, assim como uma constante política de atração e manutenção de voos internacionais (exemplo do Ceará, que aumentou e ampliou sua oferta de voos levando o estado a outro patamar de competitividade).
  3. OSTENTE EXPERIÊNCIAS ÚNICAS: Sua cidade é linda mesmo! O turismo é um sucesso aí, mas…. a competição é muito maior do que você imagina; o que existe em seu destino que é único? Quais são as experiências inesquecíveis? Que emoções e sensações seus atrativos proporcionam? Para isso é preciso ter muito conteúdo, textos e imagens atrativos, contar histórias locais (o storytelling é uma ótima técnica). Mostre o que só existe no seu lugar e como a pessoa pode se inserir nesse contexto local de forma participativa. Lembre-se, sua estratégia só pode estar ficada na experiência do turista, ele é seu foco.

Tem mais algum tema que você gostaria de compartilhar conosco sobre seu marketing internacional?