5 IDEIAS SOBRE O QUE PODE MUDAR NO TURISMO

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Se existia uma previsão de crescimento do turismo global entre 3 e 4% em 2020, já se pode estimar uma queda entre 20 a 30% nas viagens e uma perda de US$ 300 a 450 bilhões nos gastos dos viajantes internacionais.

Agora é o momento de colocar o bem estar das pessoas em primeiro lugar, não há dúvidas em relação a essa responsabilidade, que é global. No caso da indústria de viagens e turismo, uma das mais impactadas diante da pandemia, sabemos que ela vive um cenário totalmente inédito e sem precedentes; simplesmente as pessoas pararam de se locomover. Dos deslocamentos mais simples, dentro das cidades, até as longas viagens internacionais estão todos em casa se protegendo e evitando a ampliação do contágio. Embora seja muito cedo para qualquer conclusão, e ainda estejamos todos avaliando e tentando entender o que ocorre e quais serão os novos horizontes, já podemos computar um prejuízo enorme no setor, desde pequenas empresas até grandes empreendimentos. Somente as empresas aéreas já projetam uma perda de US$ 252 bilhões em 2020, segundo a IATA são US$ 39 bilhões de bilhetes comprados e não voados que são responsabilidade das companhias.

Se existia uma previsão de crescimento do turismo global entre 3 e 4% em 2020, já se pode estimar uma queda entre 20 a 30% nas viagens e uma perda de US$ 300 a 450 bilhões nos gastos dos viajantes internacionais, segundo a Organização Mundial de Turismo (OMT). Ainda segundo a entidade, podemos levar de 5 a 7 anos para recuperar as perdas de 2020. Somente para termos uma ideia, em 2009, com a crise econômica global, as chegadas de turistas internacionais caíram 4% e durante a SARS, a queda foi somente de 0,4% em 2003. Aqui no Brasil, segundo a Associação Brasileira de Empresas Aéreas (ABEAR), na semana de 23 de março desse ano as empresas associadas já apresentaram uma redução de 75% na demanda nacional e de 95% na internacional em relação a igual período de 2019.

Mesmo sendo uma crise inédita e um panorama nebuloso, penso ser importante trocarmos ideias e projetar futuros cenários; não tentando imaginar, mas buscando tatear quais transformações podem ocorrer em nossa indústria. A única certeza é de que já não somos mais o mesmo negócio, e que, provavelmente as respostas para nossas atuais perguntas ainda estejam em plena mutação. Mas vamos lá, pensar agora e reavaliar continuamente, assim, reflito sobre 5 temas que podemos começar a trocar ideias:

  1. Assim como vivenciamos depois do 11 de setembro, muitas novas medidas de restrições e segurança sanitária devem passar a fazer parte das jornadas de viagens. Sendo a segurança uma preocupação de viajantes e de autoridades de fronteira, todos irão buscar viajar com proteção e evitar possíveis contágios. Tendo a segurança como uma prioridade, o desafio de autoridades e de empresários será garantir que as medidas de proteção sejam tomadas sem prejudicar os deslocamentos, poupando tempo e garantindo o livre trânsito de pessoas;
  2. A depender de como a pandemia evolui em cada país e continente, e ainda como são os diferentes hábitos e formas de viajar em cada país e cultura, podemos presenciar num primeiro momento o predomínio das viagens domésticas. Em seus países as pessoas possuem mais informação, sentem-se mais seguras e assim ficam mais à vontade para fazer deslocamentos a negócios e a lazer. Suponho que a retomada das viagens internacionais irá variar muito de acordo com o país, sua realidade, com a progressiva oferta de voos e a situação de toda a cadeia do setor de viagens e turismo local. Como o turismo é uma atividade que tem mostrado ao longo de décadas uma grande capacidade de recuperação, vamos observar como será o comportamento do consumidor no final de 2020 e nos períodos de alta temporada de cada continente para entender o passo da retomada paulatina;
  3. Necessidade urgente de diálogo entre autoridades públicas e empresários para minimizar impactos e garantir a sobrevivência de empresas, empregos e a recuperação de um setor que é responsável por 1 em cada 10 empregos no planeta. Dependendo do tamanho da empresa, da duração (imprevisível ainda) da crise e das paralizações de viagens, e do segmento de atuação, são necessárias medidas que possam monitorar diariamente o cenário e que, objetivamente, auxiliem e apoiem as empresas para a manutenção de empregos e o enfrentamento da crise. Diversas entidades mundiais e nacionais já divulgaram recomendações e orientações que ajudam a entender os tipos de medidas que podem ser tomadas;
  4. Mudança de hábitos do consumidor é outra tendência que podemos esperar, mesmo que ainda sendo ainda cedo para entender como irá ocorrer. Talvez siga adiante (mas por outros motivos) a ideia de evitar lugares com muitas pessoas, evitar o overtourism; a exigência de atitudes sustentáveis também poderá ser elevada, buscando destinos aonde o respeito ao meio ambiente se traduzirá em mais segurança sanitária em todos os aspectos (meios de hospedagem, alimentação, praias, natureza, respeito à cultura local, dentre outros). Talvez ainda, vivenciemos alteração de períodos de férias, quando poderá ocorrer a busca de viajar em baixa temporada. Infelizmente também poderemos presenciar preconceitos com a procedência de turistas, trazendo um comportamento preconceituoso ou pejorativo por parte de comunidades locais ou até de profissionais. Nem imaginamos ainda as mudanças, mas certamente o cliente será cada vez mais o protagonista de suas decisões, na busca de experiências mais autênticas, porém mais seguras e com uma interação ainda mais engajada em todas as etapas de sua viagem;
  5. Adaptação e imagem das empresas, esses certamente serão aspectos que temos que focar nossa atenção no cenário pós pandemia. As empresas terão que avaliar rapidamente as mudanças e fazer adaptações para garantir sua competitividade, lembrando que mais do que adaptações de gestão serão importantes aquelas que irão entender e atender às necessidades dos clientes. Isso está diretamente relacionado à imagem de sua marca, ela terá que passar ainda mais segurança, transmitir valores reais e demonstrar sua dedicação à respostas rápidas e precisas ao consumidor. Isso vale para empresas e também para destinos, que terão novos desafios de comunicação e marketing. Como será a promoção de destinos no novo cenário em que a segurança terá uma dimensão ainda mais ampla e exigente? O que e como comunicar? Como falar das experiências e realmente fazer o turista sentir-se parte de algo que irá satisfazer novas necessidades ?

O que você acha desses aspectos? Nos ajude a pensar e avaliar o cenário ainda tão difícil e buscar caminhos que possam ajudar a indústria de viagens turismo a superar com força esse atual desafio.

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Jeanine Pires

Professora e empresária, tem 19 anos de experiência em turismo e eventos. Diretora da Pires & Associados e da MATCHER Travel Business.Suas principais atividades são a realização de Planos de Marketing de Destinos Turísticos e palestras no Brasil e no exterior. Presidiu a EMBRATUR de 2006 a 2010, onde também foi Diretora de Turismo de Negócios e Eventos. Liderou o trabalho de promoção do Brasil como destino turístico no exterior, os programas de captação de eventos internacionais e a agenda de promoção do Brasil de 2003 a 2010. Participou da elaboração do Plano Aquarela - Marketing Turístico Internacional do Brasil em 2005 e também coordenou sua versão para 2020. Nos Convention & Visitors Bureaux de Maceió e Recife como diretora executiva, desenvolveu os programas de marketing de lazer e eventos para aquelas cidades entre 1997 a 2002. Esse blog reflete opiniões pessoais e não tem qualquer vínculo institucional

49 thoughts on “5 IDEIAS SOBRE O QUE PODE MUDAR NO TURISMO

  1. Uma mudança nas cias aéreas que se poderia pensar também era na possibilidade de alteração de nome nos bilhetes domésticos. Por exemplo, existem empresas com caixa saudável que precisam comprar por exemplo 300 passagens para seus consultores voarem em Estados do Brasil até o final do ano, e essas empresas poderiam ajudar fazendo estes “pacotes” de emissões sem nome. Ajudaria no caixa das cias a curto prazo e a empresa/cliente teria a possibilidade posteriormente em alocar os vouchers/bilhetes adquiridos para o consultor/pax voar. Uma dica.., pois nessa hora acredito que velhos paradigmas precisam ser quebrados…. abraços e obrigado. Luis Felipe – POA

    1. Oi Luis Felipe, excelente sugestão a sua. É uma forma de fazer caixa e ao mesmo tempo de ajudar as empresas com seus negócios!
      Obrigada pela ideia, um abraço, Jeanine

    1. Obrigada Rosana, que bom que estamos todos preocupados na proteção das pessoas e na mais rápida recuperação de nosso setor, um abraço, Jeanine

  2. Acho que os primeiros clientes a retornarem serão do seguinte perfil.
    Alto poder aquisitivo.
    Hiper exigentes
    E bem famintos de diversão voltados para casal e família.
    Então serão a minoria mas que não procurarão a internet e sim os bons consultores de Turismo agregados a agências e Operadoras bem conceituadas
    Então temos que nos preparamos para eles
    Pois acontecerá bonança
    Que se Deus quiser virar mais rápido do que o previsto.

    1. Oi Ricardo, obrigada pela contribuição. Uma das coisas que você menciona é a exigência dos clientes, também entendo que isso será cada vez mais uma característica, junto com a personalização. Vamos acompanhar, torcer para que as pessoas consigam se proteger e que a normalidade volte o quanto antes. Abraços, Jeanine

  3. De fato uma boa reflexão sobre o futuro.
    Acreditamos também no turismo doméstico como motor de arranque para reinício das atividades e sobre esse assunto, entendemos como uma oportunidade das pessoas fazerem turismo na própria cidade, conhecendo mais o que elas conhecem superficialmente, como uma forma de retomar os espaços públicos de uma maneira mais divertida, aí os guias terão muito trabalho (que bom!).

    Sobre a retomada das atividades, temos um olhar um pouco mais conservador, entendendo que será um dos últimos segmentos a voltar, já que as pessoas ainda estarão se recuperando financeiramente da pandemia, podemos ter recessão e com isso lazer e entretenimento ficam para segundo plano.

    1. Oi Tiago, obrigada pela contribuição. Realmente ainda é cedo para fazermos qualquer projeção, ainda não sabemos a duração e os verdadeiras impactos dessa pandemia em nosso negócio. Nossa certeza é a mudança, e para acompanhar essa transformação precisamos entender o que se passa, trocar ideias, estudar os diversos segmentos e observar como o cenário vai se desenvolver. Também acho que, inicialmente as pessoas podem ficar temerosas em viajar, será normal, e vamos trabalhar juntos para passar segurança e entregar o melhor de nós. Um abraço, Jeanine

  4. Ola boa tarde
    É bem asustador o que ta se passando agora,
    Estava lendo esa materia e e chamou a atencao
    Logo porque eu estou na faculdade de turismo e estou amando.
    E quando vermos uma situacao dessa dá um frio na barriga p desistir ,mas pensando p outro la nao temo que voltar atras .

    1. Oi Ana Luisa, realmente estamos numa crise sem precedentes, nosso setor está sendo muito impactado. Por outro lado, não devemos nos alarmar, pois o setor irá se recuperar, apesar de ainda não sabermos de que forma e em quanto tempo. Não desista de estudar e de trabalhar nessa indústria linda que traz a felicidade para as pessoas, vamos acompanhar e nos apoiar para resistir e seguir adiante. Um forte abraço, Jeanine

      1. Estou no último ano do curso bacharel em turismo, a incerteza domina nossas mentes. Justo agora com a pandemia precisamos de estágio na área, o que faremos?

        1. Oi Jaqueline, aos poucos as coisas voltarão ao normal, mas tudo deve ser bem diferente. Vamos pensar e agir de forma positiva, você terá um ótimo estágio. Não se esqueça de voltar aqui e nos contar como está sendo sua experiência. Um forte abraço, se cuide ! Jeanine

    1. Obrigada amigo, pois é, não existem certezas né? Talvez a única é a da mudança, mas mesmo assim ainda sem sabermos para onde. Meu exercício
      é de pensar conjuntamente, espero que tenhamos cada vez mais união e possamos trocar ideias que ajudem nosso setor a enfrentar esse momento tão difícil e encontrar saídas efetivas. Um abraço, se cuide e fique em casa! Jeanine

      1. Oi Jeanine!
        Queria só fazer um apontamento. A busca por hospedagens menos massivas, mais ecológicas atendem um segmento bem específico, pela questão do valor agregado. Acredito que esta não seria uma opção majoritariamente escolhida pelo público. Ao meu ver, toda a cadeia precisará se “readaptar”, principalmente, na questão da higienização, uma vez que, mesmo a quarentena dada como encerrada, os cuidados ainda deverão permanecer até obtermos um controle seguro da situação.
        Na China, os parques públicos e alguns atrativos, como a Muralha, foram abertos com procedimentos rigorosos: controle de fluxo, uso de máscaras, avaliação da temperatura corporal, etc. Aqui, e provavelmente no mundo, deveremos pensar em estratégias comuns. Sairemos dessa!

        1. Oi Vinicius, super bem apontada essa questão da segurança sanitária. Também considero que essas medidas serão adotadas em aeroportos, hotéis, atrativos e lugares públicos em geral. Como mencionei, devemos ter mudanças em todas as etapas da jornada do turista, vamos acompanhando para nos adaptar e atender da melhor forma os clientes quando eles começarem a voltar. Obrigada pela colaboração, se cuide, um abraço, Jeanine.

  5. Prezada Jeanine, parabéns por suas colocações.
    Concordo com muito do que fala e acredito que esse momento catastrófico para o Turismo deve abrir precedentes para mudanças na relação comercial e de consumo entre clientes, agências de viagens e fornecedores ( cias aéreas, hotéis e operadoras). Há ainda uma dificuldade enorme de entendimento das agências sendo primariamente prestadoras de serviços, seja por parte dos clientes ou do judiciário. Num momento desses ficamos com o problema todo nas mãos, no entanto, não temos poder nenhum para gerar a solução. Ficamos à mercê de regras confusas, de multas, de diferenças tarifárias e nos deixa sempre fragilizados e expostos com os clientes. Quando a viagem acontece é uma benção. Quando surge um problema, cancelamento ou remarcação nos deparamos com um pesadelo.
    Espero de verdade que possamos ter voz para ocuparmos um lugar mais claro e específico nessa cadeia de negócios. Que possamos responder apenas pelo o que é de fato nossa obrigação ou até onde temos autonomia para intervir. O que pensa disso?
    Muito obrigado.

    1. Oi Ricardo. Sua preocupação é super legítima, existem muitas lacunas ainda na legislação sobre esses temas que você menciona, e aí quando vem uma situação sem precedentes ficamos ainda mais fragilizados. Entendo que temos que procurar o bom senso quando não existe uma regra clara, e mesmo assim nos deparamos com situações que acabam nos trazendo prejuízos financeiros, estou passando por isso em uma das empresas que sou sócia também. Tenho visto algumas entidades de turismo agindo de forma pró ativa, mas mesmo assim algumas respostas do governo ainda são insuficientes ou não estão claras. Vamos apostar para que realmente a gente responda por aquilo que é o nosso negócio, conforme você menciona; e para que tenhamos soluções especiais para esses momentos inéditos que passamos. Vamos pensar e agir juntos, acredito na nossa indústria e na nossa resiliência. Um forte abraço, se cuide!

      1. Muito interessante sua materia, Jeanine! É um momento delicado para o turismo. Parabéns, excelentes observações! Penso que o segmento que se destacará após está crise, será o turismo rural, que vem crescendo de forma significativa ao longo dos anos, penso que os destinos na área rural serão bastante procurados no próximo semestre, principalmente na junção gastronômica ( culinária típica local) que estão muito presentes na área rural.

        1. Bom dia Eliana, obrigada por compartilhar sua opinião. Vamos observar como os segmentos de mercado irão reagir, na verdade teremos muito que aprender sobre o comportamento do consumidor nas viagens né? Você trabalha com turismo rural? Abraços, Jeanine

  6. Jeanine, percebendo a sua vasta experiência no turismo, quero te parabenizar pela sua matéria que aborda a crise com muita clareza, sem ilusões, mas também sem deixar de motivar a esperança em tempos melhores.
    Uma observação importante que li foi o urgente apelo para algumas mudanças, como a possibilidade do pax mudar o nome na passagem em qualquer momento, também as facilidades de parcelamento no boleto sem tanta burocracia, um aumento no DU para as agências e demais profissionais de turismo, também uma assistência profissional de consultores atendendo de forma personalizada cada empresa de turismo, principalmente as menores com objetivo de se reerguer dentro desta aérea novamente. São diversas ações que poderia ser motivadas.
    A minha sugestão é que neste período de quarentena seja gravado vídeos também dando uma luz no fim do túnel para tantos empresários que não sabem o que fazer . Muito obrigada pela atenção.

    1. Olá Daniela, obrigada pelos comentários e sugestões, concordo com você que precisamos de todo tipo de apoio de governos, entidades como o SEBRAE e de empresas especializadas em consultoria (em diversas áreas) para nos ajudar a pensar nas alternativas que temos. É isso que você falou, precisamos enfrentar a realidade, buscar soluções e nos apoiar de todas as formas. Já vi alguma iniciativas de lives e vídeos falando sobre nossa situação, tanto aqui na Panrotas como por exemplo de alguns CVBs; mas precisamos de mais diálogo e troca de ideias. Um abraço, se cuide, Jeanine.

  7. Olá! Acho que realmente muitas coisas mudarão. Sou viajante frequente, iria para a Europa dia 17 de maio,não irei mais. Cancelar essa viagem se tornou uma tortura, e olha que eu só gostaria de prorrogar, não quero dinheiro nenhum de volta. O que aprendi com isso? Jamais farei reservas de hotéis que não podem ser cancelados ou pagarei previamente minhas reservas. O mesmo se aplica a vôos low cost para deslocamento no continente.
    Não usarei sites de reserva que só disponibilizam telefones para contato. Hotéis.com por exemplo.
    Descobri que programas de milhagem são uma furada. Vc não consegue remarcar sua viagem. Continuam cobrando uma taxa para cancelar ou não aceitam cancelamento ou remarcação.
    Resumindo, reservarei diretamente com os hotéis, não usarei sites intermediadores para passagens aéreas, tudo que comprar deve ser passível de cancelamento.
    Como eu, acredito que muita gente aprendeu essa lição. Pontos para as agências físicas, onde você pode cara a cara encontrar uma solução, sem horas e horas de espera em um chat, que acaba por nada resolver. Prognóstico ruim para as agências virtuais, que esquecem que o mundo continuará girando quando a pandemia passar.

    1. Oi Laura, obrigada por compartilhar sua experiência, nos ajuda a pensar e melhorar os serviços em nossas empresas, um abraço, se cuide! Jeanine

      1. Jeanine,
        Muito obrigado em compartilhar as suas ideias que foram esclarecedoras para todo nós. Eu acredito que muitas coisas serão diferentes, principalmente relacionado com segurança, como criação de novas exigências que mudarão o comportamento dos viajantes, assim como os destinos que exigirão mais atenção para políticas sustentáveis. Concordo com você que as viagens para destinos nacionais voltarão mais rápido do que as viagens internacionais. Mas torcemos para que está experiência nos faça tratar o turismo de forma mais sustentável. Muito obrigado
        Vicente Brasil

        1. Oi Vicente, como está seu home office? O que tem feito ? Também acredito que as medidas de segurança sanitária se somarão àquelas que já temos. Quais as medidas você acha que podem ser implantadas por exemplo em fronteiras ou nos atrativos e serviços turísticos ? Abraço, se cuide, Jeanine.

    2. Olá Laura!
      Muito bacana seu posicionamento.
      Sou Proprietária de uma Pousada em Porto Seguro.
      Estou me dedicando muito para dar resposta imediata para nossas hóspedes em relação a remarcação e cancelamento. Acho que nesse momento a resposta rápida é um alívio para quem está em busca de respostas.

      1. Oi Pamela, obrigada por estar aqui conosco, estamos aprendendo muito nesses tempos né? Também acho muito importante o que você e a Laura colocam, resposta imediata e a busca da solução para o assunto que o cliente trás. Imagino que isso traz confiança no seu trabalho e retém o cliente para o futuro né? O que você acha ? Abs, Jeanine

  8. Militamos há mais de 30 anos no mercado e passamos como todos , de crise em crise sazonais, porém o turismo foi o mais atingido com o bestial novo conáviros – COVID-19., trazendo destarte prejuízos a todos os segmentos da indústria turística! Mas… vamos em frente superando essa pandemia com denodo e pensamento positivo , como diz o ditado popular “ Fé em Deus e Pé na Estrada “.

  9. Obrigada Jeanine
    Na minha opinião essa nova fase vai exigir mais profissionalismo e experiência.
    E abrirá mais espaço aos passeios privativos com roteiros bem elaborados com um preço justo.
    Enfim acho que as pequenas empresas, tipo Hoteìs boutiques, pousadas de charme, pequenas agências etc. terão sucesso garantido.
    Att;
    Elza lucena

    1. Bom dia Elza, está em home office? Como está seu cotidiano?
      Essas palavras que você mencionou são mágicas: profissionalismo e experiência, entendo que as pessoas que viajam estarão cada vez mais envolvidas em todas as fases da viagem, desde a preparação até a interação no destino, o que você acha ? Como podemos atender às suas necessidades de forma personalizada ?
      Abs, e se cuide ! Jeanine

  10. Olá Jeanine,
    Agradeço sua contribuição ao nosso setor num momento tão delicado em que O MUNDO TODO está passando. Trabalho no setor há 26 anos e sou simplesmente apaixonada pelo meu trabalho, penso que tudo vai ser diferente sim, mas que…. a atenção o atendimento diferenciado, o comprometimento sempre vai ser um diferencial no nosso segmento. São muitas empresas virtuais mas quando o passageiro precisa ele corre e apela para um agente de viagens de confiança pois simplesmente não tem suporte algum dessas empresas.
    Penso também que devemos nos unir, nos fortalecer, e exigir mais flexibilidade das cias aéreas principalmente para alterações e remarcações, pois precisamos uns dos outros. Tenho fé e esperança que dias melhores estão por vir e sim logo, logo as pessoas estarão por ai explorando muitos destinos pois terão ressinificado muita coisa em suas vidas, assim eu espero…

    1. Bom dia Fabiana, como está? Feliz em falar com profissionais como você que são apaixonados pelo nosso setor. Esse comprometimento com o cliente será o diferencial mesmo, você acha que ele pode passar a exigir que tipo de serviço ou atenção especial por parte dos agentes ? Todos teremos que trabalhar juntos para superar essa fase, e penso que já começar a pensar na retomada. Um abraço, se cuide. Jeanine.

  11. Olá Jeanine.
    Esteja bem, assim como a família, sao os meus votos.
    Na verdade, estamos perante uma crise sem precedentes e deveremos ter a noção da gravidade da mesma, sem que deixemos de ter esperança, mas o realismo, ajudará muito.
    Tratando-se de uma indústria em que o peso emocional pesa substancialmente, teremos que admitir que temos que estar preparados para uma grande e longa quarentena. Senão veja como esta doença avança e se distribui. Temos a China e restantes países asiáticos que , parece, terem uma luz ao fundo do túnel já visível; depois a Europa onde as sequelas podem ter chegado ao auge. Os USA que estarão longe do fim à vista e que serão porventura, dos mais afectados desta crise, dado que quem governa, está a leste do paraíso. E quando o vírus se voltar para ao hemisfério Sul, não sendo pessimista e tendo em atenção aos meios dos sistemas de saúde de cada um deles, pode ser uma catástrofe. Tudo isto combinado e para que se possa retomar a confiança, elemento essencial para tornar a viajar, teremos muita água a correr por baixo da ponte. Vamos ser optimistas, mas a realidade nos espera ao, voltar da esquina. Que a forma de fazer turismo e lidar com ele, todos os players, vão ter consciência que nada mais vai ser igual. Sim temos de preparar a mudança e criar as condições de confiança e segurança, os dois ingredientes que mais pesam na avaliação na escolha dos parceiros, para voltarmos à normalidade. Quanto tempo demorou o turismo a reagir a quando do ataque às torres gémeas? E quanto tempo levou a primavera àrabe, que ainda se ressente? Uma reflexão para todos nós que, num sistema de apoio mútuo, com regras de margens salutares, dando o valor a quem sabe e trabalha numa área em que a parte emocional pesa profundamente nas razões de viajar, serão ingredientes absolutamente necessários!!! Forte abraço e sucesso.

    1. Oi Henrique tudo bem, aqui enfrentando as orientações de ficar em cada e buscando estudar e entender as grandes transformações por que passa nosso setor ? Obrigada pela ótima análise, você abordou aspectos super importantes, concordo plenamente. Já não seremos a mesma indústria, muita coisa já mudou e irá mudar, teremos que entender e nos adaptar. Esse aspecto do emocional das pessoas que você aborda é bastante significativo mesmo, as viagens estão diretamente conectadas com aspectos muito subjetivos, e teremos muito que aprender e entender.
      Valeu mesmo pela colaboração. Como estão todos vocês aí ? Um forte abraço, Jeanine.

  12. Sou Agente de Viagens e trabalho Home Office. Curso Gestão de Turismo e estou no último semestre 2020, diante desta pandemia que afeta o Brasil e mundo, observamos, que o profissionalismo e o comprometimento com o cliente viajante faz a diferença, desde a pesquisa, atendimento, compra, suporte antes e pós-aquisição. Pessoas que não tinham adquirido comigo seus bilhetes e não conseguiam se comunicar com os agentes emissores do bilhete, me ligavam para saberem como proceder perante as Cias aéreas, ou que fizerem compras em sites de compra, que não tinham suporte nenhum. A medida do possível fomos equacionando algumas questões. Acreditamos que, mudanças aconteceram em todas as cadeias do turismo de forma segura e conjunta e também no comportamento dos viajantes, que serão mais exigentes na aquisição dos serviços e produtos ofertados e demandados no mercado de turismo. A recuperação será árdua e exigirá profissionalismo de todos neste momento e sempre.

    1. Oi Terezinha, obrigada pela colaboração, compartilhar sua experiência conosco é super interessante. Uma das coisas que você menciona é muito verdadeira pra mim, o comprometimento com o cliente; nosso setor vai ter mudanças profundas na demanda, e nós precisaremos nos esforçar para entender e nos adaptar a ele de uma forma totalmente diferente. Ainda não sabemos como isso termina, mas irá terminar, e então caberá a nós olharmos para o turismo como um negócio cada vez mais humanizado. Um forte abraço e bom trabalho pra você. Jeanine.

  13. Boa tarde Jeanine,
    Espero que esteja bem junto de seus familiares. Gostei muito de sua analise sobre o momento. Acredito que agora seja um momento de nos cuidar, mas aproveitando essa situação do lado positivo, temos tempos de nos reciclar, estudar e trocar com outros, tendo assim a oportunidade de nos prepararmos para nova fase. Vejo nesse momento também, a oportunidade de verificar quem são nossos parceiros de verdade cias aéreas, operadoras enfim. E com certeza a classe de agentes de viagem, será muito mais valorizada, vamos nos reerguer todos juntos!!! Vamos aprender essa lição!!

    1. Oi Teka, estamos bem obrigada, e você?
      Sua manifestação aqui é muito importante, pois é da experiência de cada um que vamos somar e pensar juntos. Como você disse, aproveitar para aprender, analisar a realidade e nos preparar para trabalhar de forma conjunta. Nossa indústria já não será mais a mesma, e teremos um longo caminho de entendimento e de adaptações. Obrigada por compartilhar sua opinião com a gente. Abs, Jeanine.

  14. “OTIMIZAR O TURISMO”

    Quando ouvimos: “Apertem os cintos, vamos decolar”, e que esse voo foi programado pra essa etapa. Sua empresa já se programou pra voar nesses novos tempos?

    Muitos estão tão somente contando com recursos dos governos ao invés de buscar alternativas pra essa nova rota.

    Lazer – As férias de JUL não poderiam ser distribuídas nos meses de JUN /JUL e AGO de acordo com as regiões do Brasil?

    Corporativo – Pool das cias. aéreas nos horários e destinos de grande aproveitamentos?

    Congressos e Eventos – Finais de semana com programações de visitas a pontos turísticos aos participantes e acomoanhantes?

    Hotelaria – hospedagem por período?

    Operadora – Órgão que garanta a segurança e a tranquilidade da venda ao agente de viagem?

    Enfim, esse e um momento pra buscarmos soluções, inovações e aperfeiçoamentos ao segmento.

    Esses planos de voos tem de partir do segmento e não dos governantes que pouco os conhecem.

    1. Oi Rodinei como estás? Ótimas sugestões, é isso mesmo, inovar, pensar de forma diferente, ver as coisas de outros ângulos, esse é nosso desafio. Um desafio conjunto, pensando e agindo juntos. Obrigada pela colaboração, abs, Jeanine

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