3 podcasts sobre eventos que você precisa ouvir

O HUB TURISMO é um podcast focado em perguntar aos profissionais da indústria de viagens e turismo tudo que você quer saber sobre o setor. Abaixo compartilhamos 3 episódios exclusivos para quem trabalha com eventos. Ouça o HUB TURISMO em qualquer plataforma de podcast de sua preferência.

Captação de eventos para hotéis com Juliana Pires

O futuro dos eventos com Rodrigo Cordeiro

Conventions e eventos comToni Sando da UNEDESTINOS

Turismo de eventos: o que um hotel deve fazer AGORA para obter melhores resultados?

Os impactos da pandemia do coronavírus atingiram toda a cadeia do turismo, em especial o setor de eventos. Agora, passados mais de seis meses desde a aplicação de medidas restritivas para evitar aglomerações, chega o momento do seu hotel planejar a volta gradual das atividades e também do turismo de eventos.

Pensando em curto e médio prazo, enquanto houver restrições no turismo de eventos, uma das opções do hotel é avaliar a possibilidade de estruturar seu espaço para eventos híbridos, com menos pessoas envolvidas e uso de ferramentas de transmissão pela internet, por exemplo. Ao mesmo tempo, o hotel deve acompanhar e analisar o cenário e conforme houver a flexibilização para eventos, adotar as medidas para atrair clientes.

Neste contexto, a expectativa é que as perdas financeiras decorrentes da pandemia de 2020 deverão ser recuperadas somente em 2022/2023, quando o faturamento deverá chegar aos níveis alcançados em 2019.

Apoio especializado

Na expectativa da volta gradual dos eventos, o hotel não deve ficar de braços cruzados. O momento é de monitorar o segmento e as decisões das autoridades sanitárias, como destacado acima, mas também de trabalhar na captação de eventos regionais e estaduais, priorizando o deslocamento por via terrestre.

Neste trabalho, o hotel pode contar com o apoio especializado de uma representação comercial, como o que é realizado pela Pires Destinos Eventos. São muitas as vantagens que o hotel obtém ao contratar este serviço, especialmente a possibilidade de usufruir de um sistema eficiente de busca completo e atualizado constantemente o que abre novas perspectivas em um momento de tantas incertezas.

Com a representação comercial, inclusive, o hotel pode fazer um estudo dos eventos já confirmados para 2021 e definir um plano “B” caso a pandemia ainda exija distanciamento social, o que irá refletir no modo como as salas serão usadas e também nos tarifários. Essa reestruturação comercial é necessária, não será rígida e precisa ser flexível conforme os avanços contra a pandemia são alcançados.

Indicadores relevantes

O uso de dados tem sido cada vez mais destacado com um dos ingredientes essenciais para a elaboração de estratégias inteligentes. No segmento de eventos não é diferente e o hotel não deve abrir mão da análise de seus indicadores medir sua performance e traçar as ações que ajudem a atrair novos clientes.

Entre os indicadores mais relevantes estão o RevPAR (quanto o hotel ganha por acomodação), valor médio da diária, taxa de ocupação, receita (média e total), resultado (anual e operacional), comparativo entre venda lazer e venda evento, tipo de evento (corporativo ou adesão), comparativo meta de faturamento e meta de venda, além de dados sobre desempenho de vendas.

Prevenção à Covid-19

Pensar na retomada dos eventos não significa deixar de lado as medidas estabelecidas por autoridades estaduais e municipais de prevenção à Covid-19. Mesmo que a curva de casos e óbitos apresente uma desaceleração, enquanto não houver uma vacina e o controle da pandemia, essa deverá ser a rotina no hotel, com a prática de todas as ações de segurança e sanitização.

O hotel precisa estar adequado às exigências sanitárias para segurança de hóspedes e colaboradores e também como forma de transmitir credibilidade para clientes (hóspedes, promotores e participantes de eventos). Por isso, neste cenário ainda em recuperação é importante que o empreendimento adote as medidas e dê publicidade a elas em todos o seu material de comunicação.

Internacional segue abalado

A aviação é extremamente importante para a economia e para o mercado de turismo no Brasil. A recente ‘descoberta’ de viagens de carro e outras formas de deslocamento terrestre são significativos para o setor. Nossa dependência dos voos é e deverá continuar a ser grande. Os voos domésticos em nosso país estão em cerca de 40% do que tínhamos antes da pandemia, e devem chegar a cerca de 65% em dezembro, conforme dados da ABEAR. Já o cenário internacional segue bastante adverso e extremamente difícil de recuperar.

Dados da Fowardkeys, empresa espanhola que avalia a demanda passada e futura de viagens com base em big data, mostram que o Brasil, entre janeiro e agosto de 2020 está no patamar de 67% do número de reservas aéreas em relação ao mesmo período de 2019. Mas se analisarmos as últimas semanas de agosto e as próximas semanas de setembro, ainda estamos estacionados em 90% das reservas em relação aos mesmos meses do ano passado.

Mundo segue quase parado

São diversos os fatores que a pandemia nos impõe quando buscamos entender a situação do movimento de passageiros, com destaque para as fronteiras fechadas. Com exceção da melhoria de voos entre os países da Europa, o tráfego internacional de passageiros ainda está com uma perda acima de 90% na comparação com 2019 (IATA). Aqui no Brasil, vemos aos poucos, lentamente, o retorno de algumas rotas, que ainda dependem da abertura de fronteiras entre nossos principais emissores como Argentina, Chile, Uruguai, Portugal, Alemanha, dentre outros.

Caminho muito longo pela frente

Em diversas conversas e estudos, me chama a atenção a grande batalha que será necessária para que os destinos brasileiros recuperem os voos que tinham, ou melhor, se esforcem muito para manter um mínimo de operações internacionais na busca de recuperação de seus visitantes estrangeiros. Como ainda não existem planejamentos fechados por parte das aéreas em relação à conexão com o Brasil, ficamos entre voos que voltam com poucas frequências para São Paulo e alguns outros poucos para determinados destinos; entre voos que foram cancelados e não voltam tão cedo ou nunca mais; e voos que podem voltar aos poucos à depender do recuo da pandemia, abertura e fronteiras e um ajuste entre governos sobre regras de viagens quando estas forem possíveis.

Cenário futuro desastroso

Nessa próxima etapa com a abertura de fronteiras, há ainda um longo caminho, estruturar protocolos que sejam os mais parecidos e claros possíveis entre os países de nosso continente, evitando bater cabeça sobre o que é e o que não é exigido de um estrangeiro que chega aqui e nos demais países. Além de cooperação e informação, o trabalho para que o Brasil seja reconhecido como uma opção nas viagens internacionais levará mais tempo do que a própria pandemia. Já entramos em 2020 em desvantagem no cenário global, com uma queda de 4,1% na chegada de estrangeiros em 2019, quando o mundo cresceu 3,4%, conforme detalhamos nesse post. O Brasil segue sem órgão de promoção internacional, sem recursos, sem estratégia, transformando o trabalho de imagem e de atração de turistas na situação mais adversa que já pude observar.

Por enquanto e por um bom tempo o doméstico segue sendo nossa fortaleza, conforme falamos aqui nesse post.

As últimas do hub turismo podcast

Deixo aqui os últimos podcasts do HUB TURISMO que sugiro você ouvir. Se tiver temas e sugestões envia aqui nos nossos comentários.

1 – Eduardo Fleury do KAYAK traz as últimas notícias e análises sobre as buscas por viagens e ainda fala de tecnologia, sustentabilidade e tendências de viagens.

2 – Falamos sobre a fortaleza do mercado doméstico brasileiro à partir de estudos da Tourism Economics e os fatores que podem ajudar ou atrapalhar as oportunidades desse gigante.

3 – MUST: Mulheres do Setor de Turismo por Adriana Cavalcanti e Renata Pestana. O que é o movimento, liderança feminina, barreiras e avanços do feminismo. Sim feminismo, entenda.

4 – A voz do turismo nas urnas, são 2 podcasts com lideranças municipais sobre o papel do setor e as possibilidades de avanço, ou retrocesso. Confira o bate-papo com Ana Paula Villaça do Recife e Jair Galvão de Maceió.

A resiliência do doméstico

O atual cenário de viagens domésticas e internacionais traz uma série de riscos e oportunidades para nosso setor. As projeções de estudos globais mostram uma queda média da demanda global de viagens em cerca de 57%; sendo as domésticas previstas para voltar aos índices de 2019 em 2022 e as internacionais somente em 2024 (Oxford Economics, Julho 2020). Essas projeções são uma média e existe um passo diferente em cada país e continente, além de uma recuperação geral mais lenta do que os primeiros estudos indicavam. As viagens internacionais devem cair cerca de 64% nas Américas, e no Brasil cerca de 46% esse ano.

Um relatório da Tourism Economics/ Oxford Economics, publicado em junho analisa que a resiliência da demanda por viagens está vinculada à viagens domésticas ou a mercados de curta distância. Os custos dos deslocamentos, as restrições de fronteiras e as opções de transportes, dentre outros fatores, são variáveis que influenciam essa demanda. Trazemos aqui uma análise mais detalhada sobre o Brasil diante dessas perspectivas na busca de entender novas oportunidades e identificar riscos.

A Tourism Economics mapeia dois índices e os cruza para obter uma análise, são eles: de Resiliência Doméstica (1) e o de Resiliência de Viagens Curtas (2). Baseando-se nos dados de demanda de 2019 é identificado o percentual de viagens domésticas (1) frente ao total de viagens da população, depois o percentual de viagens entre países vizinhos (2) e os dois são combinados e somados outros fatores, gerando o Índice Potencial de Viagens. No caso do Brasil, para o item 1 somos o país mais resiliente junto com EUA, China e Japão; no item 2 também estamos acima da média mundial, o que nos leva a um índice bastante alto, acima da média mundial.

O estudo cruza ainda diversas informações e mostra, com base em dados, que o Brasil tem uma grande capacidade de resiliência. Esses indicadores são, também, avaliados com os fatores que mencionamos acima, como restrições de viagens, fronteiras fechadas ou até substituição de mercados emissores devido ao cenário ainda nebuloso (aqui alguns dados sobre a situação em alguns países da América Latina).

O Brasil tem hoje uma grande oportunidade de crescer no mercado doméstico, e tem alta resiliência no próprio doméstico e nas viagens de curta distância

Transformar essas oportunidades em realidade por aqui, além de muito trabalho e cooperação, deve considerar fatores externos como a própria situação da pandemia, a crise econômica e as dificuldades por que passa o setor de turismo para enfrentar o atual momento com um longo período de recuperação pela frente. Monitorar e acompanhar a evolução de diversos fatores macro-econômicos será fundamental para seguir no caminho de estímulo a viagens.

Muitos estudos já comprovam a preferência dos brasileiros pelas viagens dentro do país no momento atual e pós-pandemia, e uma pequena parcela que mantém a vontade de ir ao exterior. As projeções de pequenas viagens regionais já iniciam em algumas regiões do país, e as empresas de turismo seguem firmes nos cuidados para viagens seguras conforme regras e protocolos bastante rígidos. Vamos acompanhando.

O que o turismo tem a ver com as urnas?

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Não gosta ou não está disposto a conversar sobre politica? Entendo que está difícil ter uma conversa serena e tranquila né? O fato é que em novembro teremos eleições, e sempre me pergunto qual o papel das lideranças, empresários e cidadãos do turismo diante de escolhas que vão influenciar nosso emprego, nosso negócio, nossa cidade e nossa vida.

Por isso decidimos colaborar com esse debate saudável por meio de nosso podcast HUB TURISMO. Vamos trocar ideias sobre a gestão municipal de turismo e falar de projetos, práticas de sucesso, continuidade de ações que deram certo. Ah! A continuidade que tanto falamos quando os gestores são trocados e tudo começa do zero! São temas de interesse para a atuação no executivo e no legislativo. Tão importante quanto termos secretários municipais adequados e preparados é termos vereadores que pautem o setor em suas prioridades.

É nosso papel falar, conversar, sugerir, influenciar. Sempre penso que se nós não falarmos e explicarmos o que somos, o que representamos e o que precisamos, as lideranças e gestores públicos não irão adivinhar ou dar a devida importância. O que você acha ? Ouça os dois primeiros episódios desse debate, compartilhe e comente aqui para nos fortalecermos e unirmos em torno de inovação e do fazer melhor do turismo brasileiro.

Jair Galvão de Maceió

Ana Paula Villaça do Recife

Primeiros sinais do internacional?

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A Pires Inteligência em Destinos e Eventos vem acompanhando semanalmente os dados de demanda internacional para o Brasil em parceria com a Fowardkeys, empresa espanhola de monitoramento de viagens aéreas passadas e futuras. São meses sem nenhum movimento aéreo internacional, e que acaba de ser alterado à partir da abertura de fronteiras do nosso país no último dia 29 de julho. O que observamos, segundo o especialista em análises de mercado da Fowardkeys Juan Gómez:

  • Novas reservas substituíram, em números, os cancelamentos na semana de 6 de julho pela primeira vez desde o início da crise
  • Para reservas futuras, em comparação com o mesmo período de 2019, houve diminuição média de -95% para -83% na semana de 27 de julho, quando houve o anúncio da reabertura das fronteiras
  • Há um grande número de reservas com bilhetes somente de entrada no Brasil, especialmente de destinos sulamericanos como no caso da Argentina. A maioria das novas reservas foram de última hora (viagens para as duas primeiras semanas de agosto)
  • Na primeira semana de agosto registramos cancelamentos de viagens para setembro e outubro, provavelmente de passageiros que tinham viagens marcadas, mas devido à pandemia ainda estar com alto índice de contágio tiveram que cancelar suas viagens

Resumindo:

  1. Embora os sinais de retorno do internacional tenham sido iniciados com o anúncio da abertura de fronteiras, ainda precisamos que o Brasil mude os índices de contágio da pandemia para que os mercados nos aceitem e comecem a pensar em nos visitar;
  2. As reservas que foram feitas recentemente são, em sua maioria, somente de uma perna, one way, o que indica serem pessoas que moram no Brasil ou que estavam no exterior aguardando a possibilidade de retorno e;
  3. Quanto mais o Brasil demorar para enfrentar a pandemia mais tempo vamos demorar na recuperação do internacional, o pode estar demorando mais do que as projeções iniciais haviam calculado.

Retorno emaranhado na Espanha

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Estamos na última semana de julho de 2020, e nosso calendário ainda sofre com incertezas trazidas pelo cenário da pandemia. Aquele retorno linear, que funciona no gráfico ideal já não retrata a realidade que vivenciamos. A afirmação da Organização Mundial da Saúde – OMS de que a pandemia é uma onda única exige novos comportamentos. O alerta da organização também destacou que os países precisam controlar melhor a doença internamente, e que as fronteiras precisam ser abertas entre países.

Prejuízos à Espanha

As recentes medidas de viagens do Reino Unido para com a Espanha (de impor quarentena de 14 dias) acabaram com as férias de muitos espanhóis. Isso também prejudica demais a imagem da Espanha e diminui sensivelmente futuras reservas de viagens durante o verão. França, Bélgica e Alemanha também desaconselham viagens a algumas regiões da Espanha. Para piorar, uma declaração polêmica de um porta-voz do governo espanhol que agradeceu aos belgas por não virem à Espanha gerou indignação nas lideranças do turismo.

Tudo isso depois de um grande esforço do país em campanha para atrair visitantes europeus (veja aqui sobre essa campanha) e da organização em torno de medidas sanitárias. É claro que governo e empresários desaprovaram as medidas, que segundo eles não foram baseadas em fatores sanitários, já que muitas regiões da Espanha não estão com aumento de casos. Ações de empresas de turismo e da aérea AIG despencaram com os fatos.

Balde de água na confiança

Eu fiz esse histórico aqui para refletirmos sobre como uma única medida, unilateral, colocada em vigor imediato, acaba impactando de forma mais ampla uma importante atividade como o turismo. Também, para lembrarmos da importância da preparação de porta-vozes e da comunicação unificada para a imagem de um destino. Essas ações minam diretamente a confiança nas viagens, não somente daqueles que viram frustradas suas férias, mas de todos aqueles que voltam a se planejar para futuras escapadas. Já falamos aqui o quanto a volta da confiança nas viagens é importante, e também na imensa importância que a cooperação e coordenação entre países pode significar. Na verdade o mundo precisaria cooperar muito mais em todo o cenário da pandemia, em diversos aspectos.

Imagina por outro lado, como ficam empresas e colaboradores que se preparam há meses com protocolos e divulgação de seus cuidados para receber os hóspedes. Os destinos e autoridades sanitárias também fizeram mudanças substanciais e investiram em medidas para prevenir o contágio e garantir uma experiência mais segura aos visitantes. E se isso tiver um efeito dominó para outros países ? Ficam a frustração e os enormes prejuízos, somados à justa preocupação com a segurança das pessoas, e mais ainda a necessidade urgente de diálogo e cooperação entre países. Os cuidados com a vida em primeiro lugar e a cooperação como forma de enfrentamento conjunto do vírus que não tem nacionalidade.

2 lições da pandemia para o turismo

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A experiência me ensinou que mesmo para as maiores tragédias ou sofrimentos em nossa vida sempre há uma lição a aprender, algum aspecto que podemos melhorar. Nesse momento sem precedentes para a humanidade, e especialmente para a indústria de viagens e turismo, tenho me perguntado: quais os grandes ensinamentos eu posso tirar? Essa reflexão já me despertou dois temas que não são nenhuma novidade, e sim cada vez mais essenciais para a sobrevivência e avanços do nosso setor.

Sobre a persistência

Um primeiro aspecto, ligado às incertezas temporais da pandemia, nos obriga a pensar mais no longo prazo, a entender fases distintas e planejar etapas para o futuro. Falo de planejamento de longo prazo, de continuidade e evolução renovadora em nossas empresas e, sobretudo, nas políticas púbicas do setor. Entendendo a necessidade de pensarmos no agora, em termos que pagar a conta no final do mês, não consigo conceber que nosso país não desenvolva a capacidade de cooperação publico-privada para o desenvolvimento do turismo no longo prazo. Ao assumirmos uma posição de liderança em nosso setor podemos cada vez mais garantir a salvaguarda de avanços e dirigir o setor com confiança.

É certo que aprendemos que planejar e cooperar para melhorar sempre é mais do que uma necessidade, é imperativo para o avanço e sobrevivência no cenário mega competitivo“.

O aprendizado também me remete à necessidade viva e real de pensar e agir o turismo de forma sustentável. Me refiro não somente ao meio ambiente natural, matéria prima do turismo; mas, certamente, aos aspectos de valorização cultural, de sobrevivência econômica equilibrada e de valorização dos aspectos sociais de cada destino. Mais do que uma bandeira, a sustentabilidade em todos os seus âmbitos é a garantia da existência do turismo daqui frente, aliás, de nossa sobrevivência como espécie aqui pelo planeta.

A pandemia é, segundo estudos diversos, um reflexo do desequilíbrio ambiental que vem de desmatamento, de queimadas, de lixo, dos impactos de nossa vida cotidiana que desestabiliza o habitat e contribui para a proliferação de vírus, bactérias e outros seres invisíveis que trazem contágio de animais para seres humanos (exatamente o que estamos vivendo). E isso pode se repetir, possivelmente de formas que não esperamos e que não estamos preparados.

Turismo e sustentabilidade são conceitos e vivências já inseparáveis, como estamos praticando em nossas empresas e destinos? Será que os viajantes irão aceitar paisagens sujas, águas contaminadas, culturas destroçadas e sociedades tão díspares e inconstantes? Quando essa será, de fato, a principal bandeira do turismo brasileiro na prática?

Estamos vivendo nesse planeta como se nós tivéssemos algum outro para ir”. Terry Swearingen, enfermeira e ganhadora do Goldman Environmental Prize em 1997