Tarragona: uma surpresa escondida

Por que ir:

A apenas uma hora de Barcelona, é deliciosa de ser desbravada a pé, com ruínas de tirar o fôlego e comida espetacular.

Experiências:

Imperdíveis: conhecer e provar as maravilhas da Vicens, loja de torrões catalães fundada em 1775; caminhar pelo calçadão local no final da tarde para ver o oceano de um lado e as muralhas históricas ganhando o alaranjado do sol se pondo; desfrutar da gastronomia local, em restaurantes na cidade antiga, como o La Cuca Fera.

Recomendadas: degustar o polvo na plancha na Quattro Cervecería; conferir as ruínas do bem conservado anfiteatro romano e o jardim a sua volta.

Serviço:

QUATTROS CERVECERÍA: Plaça de la Font, 2

TORRONS ARTESANS VICENS: Baixada de la Misericòrdia, 12

RESTAURANTE LA CUCA FERA: Plaça de Santiago, Rossinyol, 5

 

Santo André: em busca do polvo perfeito…

Por que ir: 

Como toda boa vila baiana, Santo Andre transborda charme e sossego. Por isso pode ser uma opção deliciosa para relaxar e curtir um pouco de dolce far niente, mas também oferece passeios que valem a pena sair da rede.

Um deles é provar o famoso Arroz de Polvo da Maria Nilza. Nós resolvemos conferir esta iguaria pedalando os 14km entre a vila e a praia de Guaiú – e foi o ponto alto da viagem.

Experiências:

Imperdíveis: banho onde o rio encontra o mar; o pôr do sol sobre o rio, no Restaurante Gaivota; o arroz de Polvo Maria Nilza e seu abraço de boas vindas.

Recomendado: ir de bicicleta para comer o polvo da Nilza (pra apreciar as vilas e paisagens no caminho) e chegar cedo para aproveitar o dia na linda praia de Guaiú.

Serviço:

RESTAURANTE MARIA NILZA NO FOGÃO A LENHA: Rua Caminho da Praia, 380. Praia do Guaiú, Santa Cruz Cabrália.  Tel: (73) 3671 2047, não é necessário fazer reservas mas se for em grande grupo convém avisar antecipadamente. Abre TODOS OS DIAS do ano, sem exceção, das 9:30 as 16hs. A partir da estrada de asfalto voce verá placas sinalizando o caminho.

BICICLETAS DO JUAREZ: Na pista de asfalto perto do campo, todos os dias das 8hs as 12hs e das 14hs as 18hs. Tel: (73) 99800 5923

O Mundo Por Elas

O Artur me convidou pra escrever esse blog. Fora a eterna razão da falta de tempo, não queria escrever porque não acredito em “viagem gay”. A não ser em tradução ao pé da letra, “viagem divertida”. Mas eu sou gay há já algum tempo – décadas – e nunca fiz “uma viagem gay”. E olha que viajo muuuuuito. Tipo, havia algo na configuração dos planetas quando nasci que, independentemente da fase da minha vida, da minha profissão, viagens acontecem o tempo todo, sejam elas ativas – aquelas que deliberadamente organizo – como as passivas, que tenho que fazer pelas circunstâncias. E a única vez que experimentei algo literalmente gay foi quando tinha uns vinte e poucos e fiquei em Londres em um bed and breakfast for girls only…apenas porque era onde havia lugar.

Toda essa introdução para dizer o seguinte. Gay é uma pessoa como outra qualquer. Tem gostos de viagens – muitas vezes bem refinados – como uma pessoa qualquer. A especificidade está na personalidade da pessoa e não na sua orientação sexual. Ou seja, pode gostar de lugares mais refinados ou mais rústicos. Pode gostar de natureza ou cidade ou ambos. Pode preferir Brasil ou exterior ou ambos. Pode preferir fazer uma viagem de bike ou de trem. E assim por diante…

Agora, claro, quando um casal gay viaja, gosta de ser bem tratado, como qualquer outra pessoa. Gosta de ser tratado com naturalidade e calor humano, como qualquer outra pessoa. Quer demonstrar carinho em público sem causar constrangimento. Como qualquer outra pessoa…

Nossas viagens

Entao, aqui, não vamos falar de “viagens gays”, mas vamos falar das nossas viagens. E somos um casal gay. Vamos falar das experiências felizes e as – caso ocorram – não tão felizes assim. Vamos apontar lugares que nos trataram com a maior naturalidade e simpatia e – espero que nunca ocorra, mas caso ocorra – falaremos também quando algu ém ou algum lugar pisou na bola.

Na verdade não sei exatamente o que vai acontecer aqui, porque não posso adivinhar como serão as próximas experiências. Certeza é que serão experiências saborosas, porque amamos viajar. E escolhemos cada cantinho a dedo.

Também será um blog escrito a quatro mãos. Sugeri ao Artur que eu fizesse esse blog com a Julia, minha mulher. Às vezes eu escrevo, às vezes ela, às vezes nós duas juntas…como já sou relativamente conhecida no Turismo, abro espaço aqui pra Julia se apresentar e fazer suas considerações…

Eu me casei com uma colecionadora de guias de viagem…curioso…

Eu viajo desde que me conheço por gente. Tendo família espalhada e uma curiosidade acentuada, todas as férias da infância envolviam uma longa estrada – de carro, ônibus e até motorhome por 40 dias Brasil afora. Ainda adolescente comecei com os aviões e trens e nunca mais consegui ficar mais que alguns meses sem mudar de cenário.

Talvez por isso não tardei a começar minha coleção de guias de cidades e países. Hoje, embora não consiga me desfazer das dezenas de volumes, acabo buscando mais referências online e com gente que esteve nos lugares recentemente – espero que nosso blog possa ser útil para você neste sentido.

Sou uma turista assumida. Apesar de gostar de viver um lugar como seus locais, de me misturar no novo habitat com facilidade e descobrir tesouros que nenhum guia conta, aprendi que atrações turísticas têm esse nome por uma razão: são as melhores vistas, os mais emblemáticos edifícios, as fotos mais divertidas, o maior aprendizado sobre a história.

Então meus passeios pelo mundo têm sempre esta dança entre o óbvio e o oculto, o clichê e o diferente, o famoso e o desconhecido.