França em Confinamento

Hoje eu e minha família estamos em situação de confinamento por diretriz governamental.

Eu entendo que a situação seja difícil conceber, há dias atrás dizia: não é mais que uma gripe.

O próprio governo francês manteve as eleições municipais, levando muitos à confusão, como você pôde ver no vídeo postado nesta sexta-feira dia 13. Revoltante, afinal, o Estado deveria ser mais atento e informado que a maioria das pessoas, para isso são pagos nossos governantes.

Mas no fundo, bastava olhar no dicionário. Pandemia: que se dissemina por toda uma região. Doença infecciosa e contagiosa que se dissemina muito rapidamente e acaba por atingir uma região inteira, um país, continente etc..

Então, efetivamente como venho afirmando coronavirus não passará de uma gripe sem importância para muitos de nós. Podemos contrai-la e sequer apresentar sintomas.

Esperemos que a informação de leigos que o vírus morre aos 26 graus se confirme. Pode ser que sim, pode ser que não.

Uma coisa é certa, já informada pelo ministério da saúde: tomar remédios à base de ibuprofeno, e cortisona piora sua situação. Há semanas venho tomando complementos alimentares naturais, vitamina C e cuidando particularmente em me manter saudável e fortalecer o sistema imunitário. Sugiro a todos fazer a mesma coisa.

Restrinjam desde já ao máximo contato com os idosos. Minha família passou a deixar as compras na porta da casa da sogra e sequer entrar. Exagero?   

Não, o isolamento agora é uma questão sanitária e de cidadania.

Fazer estoques não é necessário, nem indicado ou cívico. As lojas de alimentação ficarão abertas e há comida em armazéns o suficiente para alimentar o país. O mesmo deve ser o caso no Brasil. As estações de gasolina ficarão abertas e entregas por profissionais seguirão acontecendo.

Se ficarmos calmos tudo vai dar certo. Meu amigo chinês já está transitando tranqüilamente nas ruas de Shangai após seu confinamento.

Confinamento: Por quê?      

Se aqui a situação hospitalar aqui é grave, nem imagino como pode se tornar em outros países. Nas farmácias não há álcool gel e máscaras há semanas, até os hospitais estão sofrendo falta de máscaras. O número de instalações de isolamento e assistência respiratória são limitados.

Agora reflita: quantas estruturas de isolamento hospitalar e quantas máquinas de reanimação respiratória têm à sua proximidade? Qual a população de onde vive? Você precisará do SUS? Os que precisam vão ter? Ou vão ficar na fila? Os que vivem nas ruas vão se proteger como?

Entendeu?

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Silvia Helena

Após breves passagens pela Faculdade Metodista de São Bernardo e Belas Artes de São Paulo, aos 18 anos fui estudar no Canadá, onde vivi durante 23 anos. Lá me formei em História da Arte pela Universidade de Montréal, estudei turismo no Collège Lasalle de Montréal e no Institut de Tourisme et Hôtellerie du Québec. Comecei minha carreira na área trabalhando em Cuba. Durante os anos vividos no Canadá, entre outras coisas, fui guia de circuitos pela costa leste e abri minha primeira agência de receptivo para brasileiros. Há dez anos um vento forte bateu nas velas da minha vida me conduzindo até França. Atualmente escrevo de Paris, onde vivo e trabalho dirigindo a empresa de receptivo, a Holatour.

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