Mobilização à la francesa

Fortemente acusado de negligência pelas Ordens de Médicos e de Farmacêuticos da França durante esta crise do coronavirus , o governo francês vêm se mostrando incapaz de prover o mínimo necessário para assegurar o bem estar da população e controle sanitário nos hospitais e nas ruas.

Médicos extenuados e profissionais da área da saúde se encontram abandonados em uma situação triste que já cria mortes e muitas contaminações em seus ambientes de trabalho.

gestos QUE merecem destaque nesta situação caótica.

Disney PARIS doa seus alimentos

Fechada desde o dia 15 de março devido ao surto de coronavirus na França a Disneyland Paris decidiu rapidamente oferecer 15 toneladas de alimentos para instituições de caridade.

O parque de diversões doou alimentos de seus restaurantes e hotéis para evitar um enorme desperdício para associações como a Ajuda Popular e os Restos du Coeur

Os funcionários se portaram voluntários e se mobilizaram para realizar a distribuição. Os “membros do elenco Disney” coletaram e redistribuíram o mais rápido possível esses produtos frescos, incluindo saladas, frutas, laticínios.

Restaurantes levam comida aos hospitais

Pequenos empresários donos de restaurantes também resolveram fazer sua parte e levar aos hospitais da cidade comida pronta para os médicos durante seus turnos de trabalho. Um pequeno gesto que com certeza atenua o sofrimento moral que veem suportando os profissionais da área.

Pernod Ricard e outras destilarias doam álcool

70.000 litros: é o que o grupo de bebidas Pernod Ricard ofereceu ao laboratório Cooper, que fornece às farmácias francesas em álcool gel desinfetante.

A empresa não foi a única a buscar em alguns de seus estoques de álcool para ajudar diante da crise.

Pequenas destilarias fizeram doações semelhantes em sua escala: em Aurillac, a Destilaria Louis Couderc doou 300 litros para o hospital da cidade, conforme relatado pela rede de informação France 3, que afirma: “Para atender aos critérios dos cuidadores, o álcool deve ser de pelo menos 90 graus e deve ser completamente natural. O álcool usado pelas destilarias é álcool a 96 graus, não processado, podendo assim ser transformado em uma solução hidro alcoólica.”

Penúria de máscaras na França

Finalmente, diante da escassez de máscaras preventivas contra a contaminação do coronavirus, muitos grupos têm aproveitado suas reservas para oferecer centenas ou dezenas de milhares de máscaras: Auchan, CMA-CGM, Klésia PSA, Renault, Safran, mas também o Centro Nacional de Estudos Espaciais em Toulouse, o Castelo de Versalhes, o Instituto Nacional de História da Arte.

O grupo Provalliance, que inclui os salões de beleza Franck Provost, Jean-Louis David, Fabio Salsa e Saint-Algues, também anunciou que doará seus estoques de luvas e produtos desinfetantes para farmacêuticos.

Outros grandes grupos com LVMH, Alibaba, ou o ainda especialista em jogos Razer, encomendaram máscaras no exterior a fim de entregar aos profissionais da área da saúde francesa milhões de máscaras suplementares.

Penúria de Mascaras: mais uma prova que educação é essencial

Enquanto em certas periferias com altas taxas de abandono escolar alguns idiotas ignorantes roubaram máscaras em hospitais e clínicas, outros cidadãos residentes de pequenos centros urbanos mostrando maior cultura e senso cívico ofereceram as pequenas quantidades que dispunham a seus médicos e clinicas à sua proximidade.

Conclusão:

Os fatos provam, recursos financeiros e educação são muitas vezes essências para que os seres possam desenvolver o melhor de si mesmo e sua natureza humana.

E o governo nisso tudo?

Enquanto isso o governo está tentando aprovar junta à sua cúpula diminuição de direitos trabalhistas como aumento das horas de trabalhos de 35 para 48 horas semanais, proscrição dos fins de semanas pagos e outras cositas mais.

Agindo assim o governo reitera sua posição de controlador do povo e abre mão de suas responsabilidades, legando as mesmas às grandes empresas.

Outra conclusão: A ganância EStatal mata!

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Silvia Helena

Após breves passagens pela Faculdade Metodista de São Bernardo e Belas Artes de São Paulo, aos 18 anos fui estudar no Canadá, onde vivi durante 23 anos. Lá me formei em História da Arte pela Universidade de Montréal, estudei turismo no Collège Lasalle de Montréal e no Institut de Tourisme et Hôtellerie du Québec. Comecei minha carreira na área trabalhando em Cuba. Durante os anos vividos no Canadá, entre outras coisas, fui guia de circuitos pela costa leste e abri minha primeira agência de receptivo para brasileiros. Há dez anos um vento forte bateu nas velas da minha vida me conduzindo até França. Atualmente escrevo de Paris, onde vivo e trabalho dirigindo a empresa de receptivo, a Holatour.

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