Quem você será depois que isso tudo passar? A Transformação e o Mundo VUCA 2.0

Quem você será depois que isso tudo passar? Uma pergunta que parece prematura, mas que faz sentido, afinal, é justamente na crise e nos momentos difíceis que descobrimos  a nossa essência (pelo menos por um tempo, já que tudo muda o tempo todo), quão fortes, resilientes e criativos somos e, principalmente, quem podemos e queremos ser.

Os momentos de maior dificuldade também nos levam a novas alianças e acabam desfazendo outras. Mostram quais parcerias realmente fizeram, fazem e farão diferença na nossa vida e nos nossos negócios. Sim, não dá para separar uma coisa da outra, ainda mais depois desse momento sem precedentes em nível global. Tudo está ligado. Nossos negócios dependem da nossa saúde física e psicológica, dependem das nossas ações. E vice-versa.

Pensando nesse contexto de mudanças e mais mudanças, quero voltar alguns posts, quando falei do Mundo VUCA. No texto, que pode ser lido na íntegra clicando aqui, falo do universo Volátil, Incerto, Complexo e Ambíguo no qual estamos inseridos. O termo, que em português seria “VICA”, é usado pelos americanos para explicar o mundo de hoje e diz respeito a essa realidade que torna impossível qualquer previsão.

Mas, vejam só, a rapidez é tanta, que até o Mundo VUCA já passou por evoluções e foi readequado por um membro sênior da Harvard Business School, Bill George, que redefiniu as quatro letras da sigla para representar Visão, Entendimento, Coragem e Adaptabilidade.

Precisamos aceitar o fato de que vamos nos modificar e que estamos em constante aprendizado. Precisamos dar menos peso para o que ficou para trás e entender o que precisamos aprender enquanto é tempo, sem perder o timing. E como tudo muda constantemente, melhor que sejamos rápidos.

Vamos à sigla e ao que ela representa:

Visão – precisamos de grande clareza de visão para sermos capazes de enxergar além do caos, de navegar através da incerteza e complexidade que são quase inevitáveis.

Understanding – usar seu poder de comunicação, de se conectar com outras pessoas, de interagir, de estar próximo para entender o outro e ser compreendido também.

Coragem – encarar o que é novo, ter um olhar ousado. A tomada de decisões rápidas, especialmente diante das adversidades, pode significar a diferença entre sucesso e fracasso.

Adaptabilidade – mobilidade em momentos de revés. Ter jogo de cintura e ser adaptável ​​a uma série de estratégias e planos que possam ser postos em prática de acordo com a necessidade da hora. 

Esse é o recado que quero passar: visão de mundo e de futuro. Ouvidos e olhares atentos e bem próximos do outro para entendermos e sermos compreendidos. Coragem para agir e tomar decisões. Jogo de cintura. Quatro quesitos essenciais para hoje e para sempre.

Sintetizar relatos em desejos e embrulhá-los em um produto único é o que fazemos de melhor. Além disso, damos o toque final, como se fosse aquela embalagem linda, que surpreende, que dá até dó de desfazer de tão perfeita. Esse é o nosso precioso trabalho.

Lembrem-se: não importa quanto usemos a tecnologia, o toque humano jamais perderá seu lugar. A curadoria é a nossa principal competência. Isso ninguém nos tira. Isso só melhora com o tempo. Utilizemos isso por nós, pela nossa vida e pelos nossos negócios.

Agora, depois dessa nossa conversa, repito a pergunta: Quem você será depois que isso tudo passar? Quem você pretende ser e o que está fazendo para chegar nesse objetivo?

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Roberto Haro Nedelciu

Roberto Haro Nedelciu trabalhou por 26 anos em uma empresa automotiva multinacional, no departamento de Tecnologia da Informação e já viajou para 80 países. Engenheiro Industrial Mecânico, com MBA em Gestão Empresarial na Fundação Getúlio Vargas, além de sócio da Raidho Viagens, foi também diretor de Tecnologia e vice-presidente da BRAZTOA, entre 2015 e 2019, até assumir a presidência do Conselho de Administração da entidade para o biênio 201/2021. Com espírito aventureiro, tem como hobby o motociclismo e o montanhismo, já subiu até o Campo Base do Everest (Nepal), Kilimanjaro (Tanzânia), Chimborazo (Equador) e o Monte Kota KinaBalu (Malásia).

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