Amanhecer no Kilombo Villas

Kilombo Villas: distanciamento social nos arredores da Praia da Pipa (RN)

Como um destino que era mais conhecido pelo turismo de massa está se portando na pandemia? Foi com essa pergunta na cabeça que fiz minha primeira viagem de avião depois de quase um ano e meio. Voei do Rio de Janeiro para Natal, no Rio Grande do Norte, e de lá fui de carro até a Praia da Pipa. Ou melhor, até Sibaúma, onde fica o Kilombo Villas.

Para quem procura um hotel boutique no litoral do Nordeste fazendo tudo certo na pandemia, o belo e discreto Kilombo Villas pode ser uma gostosa opção. São somente dez villas ou suítes em um amplo jardim de frente para o mar, no alto da falésia da isolada e deserta Praia de Sibaúma. Reduto de tartarugas-marinhas e monitorada pelo Projeto Tamar, Sibaúma fica a 15 minutos de carro do centrinho da Pipa e a duas horas do Aeroporto de Natal.

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O Kilombo na pandemia

O Kilombo é um hotel tranquilo desde tempos pré-pandêmicos. O que o tornou facilmente adaptável às novas expressões do vocabulário de viagens, como distanciamento social ou mesmo turismo de isolamento. O check-in é feito online, inclusive o envio do documento de identidade.  No local, o serviço por WhatsApp funciona bem. É atencioso e personalizado.

O espanhol Eduardo Gilles, o sócio à frente da operação do hotel, está sempre por ali e supervisiona todos os encantadores detalhes. Um deles: flores e folhas que caem pelos jardins ganham vida extra em outras áreas comuns e nas acomodações. Os pequenos arranjos podem aparecer nos lugares mais inesperados, como no bolso do roupão de banho. Outro detalhe charmoso: a embalagem de álcool em gel logo na entrada do hotel fica dentro de um coco, o coco gel. Mais um: a trilha sonora perfeita aqui e ali, às vezes quase imperceptível. São delicadezas que fazem bem ao corpo e à alma em tempos tão duros.

O bar e restaurante ficam ao lado da piscina, com mesas ao ar livre ou na área coberta com ventilação cruzada, e o menu é enviado por WhatsApp logo depois da chegada ao hotel. A cozinha é ótima, com pratos frescos e bem apresentados, e atende diariamente o dia todo. As cartas de drinques e de vinhos também são boas. Jantar à beira da piscina em noite de lua cheia é memorável. Ou seja, é possível ficar isolado no Kilombo, se for essa vontade do hóspede. Quem se sentir confiante para ir a restaurantes, tem várias opções na Pipa ao ar livre ou em lugares cobertos com amplas janelas e ventilação cruzada. Jantei em lugares bons, bonitos e charmosos, nos quais me senti segura. Todos fazem parte da associação de empresários Preserve Pipa, que quer tentar fazer com a retomada do turismo na região seja mais sustentável e menos de massa. O pessoal do Kilombo tem dicas de restaurantes e agenda táxis de ida e volta para quem estiver sem carro.

Dá para passear pela região de Tibau do Sul, onde estão Pipa e Sibaúma, passando longe de aglomerações. De carro, barco, bicicleta, cavalo ou simplesmente andando, como cada um se sentir melhor. Optei por combinar passeios privativos de carro organizados pelo hotel e caminhadas pelo Santuário Ecológico e pela falésia e a praia desertas. Fotos e dicas destes passeios e dos restaurantes da Pipa estarão no meu Instagram @CarlaLencastre.

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Como são as acomodações

Inaugurado em 2007, o Kilombo passa por manutenções constantes. A renovação mais recente foi em meados do ano, quando o hotel esteve fechado por um mês para reforma. Entre as novidades, uma das villas, a romântica das Rosas, com 140 m², passou a oferecer uma pequena piscina privativa ao ar livre e de frente para o mar. Além de uma jacuzzi.

As acomodações têm entre 35 m² e 230 m² (esta última é uma villa para quatro pessoas) e estão espalhadas em uma área verde de 1,6 mil m² frente para o mar, com ar puro, paisagismo exuberante e silêncio. Há uma bonita piscina no jardim, e algumas villas têm terraços com banheiras de hidromassagem. Com decorações únicas, todas as acomodações são repletas de luz natural.

A villa na qual me hospedei tinha um jardim de inverno com duas redes; varanda, e um solarium com jacuzzi e vista para o amanhecer no mar. Havia álcool em gel; minibar com águas, cervejas e refrigerantes, e cafeteira expresso. Um único ponto negativo: as cápsulas de café expresso são pagas à parte. Para quem pode trabalhar remotamente, o Wi-Fi é ótimo em toda a propriedade, e permite inclusive reuniões em vídeo. Há também muitas tomadas por toda a parte, tanto nas acomodações quanto em pontos estratégicos do jardim.

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O café da manhã pode ser servido na acomodação, ao livre no restaurante à beira da piscina, ou em um bangalô debruçado sobre a falésia. Neste último caso há uma taxa extra, mas vale a pena: a sensação é de estar no deque de um navio. A hora e o local devem ser marcados de véspera, por WhatsApp, e de manhã é possível ajustar o horário. O dia começa com delícias feitas na cozinha do hotel, como pães, bolos, tapiocas, geleias, ovos, queijo coalho na brasa com mel de abelhas nativas da região, doce de leite, um iogurte inesquecível, sucos frescos.

O serviço de arrumação e de abertura de cama são sob demanda e o horário também deve ser combinado por mensagem, assim como qualquer outro pedido, como água de coco gelada. À noite, a arrumação do quarto (somente se e quando o hóspede quiser) inclui aromaterapia, com uma linha exclusiva criada pela aromaterapeuta Fernanda Masson. São três aromas diferentes: alecrim, baunilha e patchouli. Escolhi a leveza do alecrim, e fui feliz.

Ações sustentáveis

Todos os funcionários do Kilombo são da região, e a maioria é descendente da comunidade quilombola homenageada no nome do hotel. Além de empregar a comunidade local, o Kilombo tem outras práticas sustentáveis, como água mineral extraída de um lençol freático a 72 metros de profundidade e energia solar para aquecer a água. Nos banheiros, as amenidades são em dispensers, diminuindo o plástico de uso único. Peixes e frutos do mar são da região, assim como o mel. Os talheres chegam em embalagens de papel reciclado. O terreno irregular não facilita a inclusão de pessoas com deficiência, mas o hotel está se preparando para receber quem tem dificuldades de locomoção. Até o final do ano, uma das villas será adaptada.

Serviço

As diárias do Kilombo para duas pessoas, em outubro, começam em R$ 824 por noite e incluem café da manhã e chá da tarde. É necessário reservar um mínimo de três noites. Fui do Rio para Natal no voo inaugural da Itapemirim (que também voa a partir de São Paulo), convidada pela Empresa Potiguar de Promoção Turística (Emprotur).

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Casa Turquesa Paraty

A hospitalidade mais em evidência do que nunca

Depois de tantos e tantos meses olhando para as paredes das nossas próprias casas, agora, com o calendário de vacinação finalmente começando a lentamente avançar no Brasil, mais e mais pessoas estão voltando a programar (ou cogitar) viagens. E a hospitalidade está mais evidência do que nunca.

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No começo do ano, escrevi aqui na coluna sobre como o brasileiro passou a dar muito mais importância para suas acomodações de viagem durante a pandemia. Viajantes estão agora focando menos nos atrativos turísticos dos lugares que visitam e muito mais nos hotéis, pousadas e imóveis de temporada escolhidos para suas viagens. Uma tendência em ascensão, independentemente do nicho e estilo de viagem, confirmada em pesquisas recentes do Airbnb, Booking, Euromonitor e outros.

Tem sido justamente através da indústria da hospitalidade que boa parte das novas experiências de viagem destes tempos têm acontecido. E hotéis, pousadas e imóveis de temporada que entenderam isso estão saindo na frente nessa corrida há meses. 

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A hospitalidade mais em evidência do que nunca

Nos últimos meses, as pessoas têm procurado cada vez mais por algo “diferente” ou “especial” nos lugares nos quais se hospedam. Foi-se o tempo em que hotel era considerado “lugar para tomar banho, dormir e tomar café” pelo brasileiro médio.

Portanto, a hospedagem agora passa a ser aspecto fundamental da viagem de cada vez mais gente, e é preciso atender com excelência e criatividade essa demanda. A tendência tem se refletido na cobertura jornalística de turismo em geral nesse período, que também tem colocado a indústria da hospitalidade mais em evidência do que nunca – gerando uma demanda ainda maior nesse sentido.

Em minha viagem a Paraty, RJ, agora em junho, hospedada na sempre incrível Casa Turquesa (uma das minhas hospedagens preferidas no país e sem dúvidas uma das melhores no Brasil), encontrei diferentes hóspedes (inclusive alguns hóspedes frequentes) que estavam ali pela propriedade em si e não pelo destino. Mostrei detalhes dessa estadia adorável no meu instagram @maricampos

Todos concordaram sobre as belezas naturais e históricas da cidade; mas afirmaram sem rodeios que a escolha da hospedagem tinha sido muito mais importante do que a escolha do destino em si. A capacidade de uma propriedade garantir real segurança nesses tempos, ser sustentável, ampliar seu menu de serviços, informatizar atendimentos (do check in às reservas de serviços sem contato) e seguir antecipando os desejos dos hóspedes foi fator primordial na escolha. Não à toa, a Casa Turquesa tem testemunhado a maior ocupação de seus treze anos de existência.

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Fatores fundamentais para a sobrevivência da indústria da hospitalidade

Um estudo recente da Traveller Made, em parceria com o Glion Institute of Higher Education, elencou dentre os principais fatores para a sobrevivência da indústria da hospitalidade no mundo durante a pandemia o aprimoramento da experiência do hóspede por meio da tecnologia, a criação de novos serviços e produtos, e os constantes treinamentos e apoio físico e mental ao staff (afinal, staff feliz é o melhor caminho para o hóspede satisfeito).

Segundo o estudo, mudar a função de quartos ociosos em tantas propriedades durante o primeiro ano da pandemia (seja como room office, como pop up bares e restaurantes, espaços para experiências gastronômicas privativas etc) foi um dos principais pontos que ajudaram hoteleiros a pensar em outras propostas de novos serviços a serem oferecidos, e também em novas utilizações para espaços pré-existentes. A Traveller Made cita também a importância do crescimento de até 80% das staycations e a implementação de novos espaços funcionais ao ar livre nesse processo. 

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Cinco aspectos INCONTORNÁVEIS

Na hotelaria brasileira, hoteleiros que vêm enfrentando a pandemia com boas taxas de ocupação em suas propriedades têm destacado em geral cinco aspectos que consideram “incontornáveis” para assegurar o bom desempenho nesses tempos duros:

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1. Segurança sanitária

Hóspedes prestam cada vez mais atenção e valorizam cada vez mais os diferentes procedimentos hoteleiros para garantir segurança, higiene e saúde durante a estadia. Mas é fundamental ser extremamente claro na comunicação de tais “protocolos” para inspirar confiabilidade. 

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2. Informatização

É desafio necessário manter a calidez e a eficiência do serviço com distanciamento social, priorizando cada vez mais operações sem contato (a digitalização de operações já é vista como fundamental para boa parte dos hóspedes no quesito “segurança). A digitalização de serviços abriu caminho para novas e bem-vindas maneiras de receber hóspedes com qualidade e respeito absoluto aos protocolos sanitários obrigatórios desses tempos.

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3. Trabalho remoto

O trabalho remoto tem ajudado sobremaneira a hotelaria brasileira a melhorar seus índices de ocupação (inclusive com estadias em média muito mais longas). Há destinos inteiros cada vez mais interessados nesse público, como mostrei recentemente em matéria para o UOL. O nomadismo digital já é uma realidade para parcela significativa dos viajantes, e a hotelaria precisa estar preparada para essa nova necessidade dos hóspedes. 

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4. Sustentabilidade

O real envolvimento de hotéis e pousadas com sustentabilidade (ambiental, econômica, social e cultural) passou a ser um dos critérios prioritários de escolhas de viagem para muito mais gente (71% dos entrevistados em estudo da Booking e 51% em estudo do Airbnb, por exemplo). O viajante está cada vez mais consciente dos impactos que suas decisões de viagem geram.

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5. Bem-estar

Segundo o Global Wellness Tourism Economy Report, o turismo de bem-estar já responde por cerca de 17% de toda a receita da indústria turística – e cresce mais e mais rápido que o turismo em geral. E a indústria da hospitalidade finalmente começa a entender que oferecer opções voltadas para o bem-estar vai muito além de pratos saudáveis no menu e massagens relaxantes no spa. 

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Reinvenção AINDA é a palavra chave

Reinvenção tem sido uma palavra frequentemente proferida pela maioria dos hoteleiros com os quais conversei nos últimos meses. Afinal, hotéis e pousadas perceberam que, com os hóspedes passando cada vez mais tempo nos lugares nos quais se hospedam, é fundamental adaptar operações, ambientes e serviços para tornar esses lugares ainda mais acolhedores e interessantes.

Sejam estas mudanças temporárias ou permanentes, a hotelaria bem-sucedida tem estado extremamente atenta às mudanças de comportamento e de padrão de gastos e consumo dos hóspedes. Portanto, com criatividade, inovação e competitividade, o hoteleiro precisa estar realmente alinhado às necessidades sociais vigentes – para muuuuuito além dos famigerados protocolos sanitários. 

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Casa Marambaia: novo hotel de luxo em Petrópolis, na região serrana do Rio de Janeiro

Casa Marambaia: novo hotel de luxo em Petrópolis, região serrana do Rio

Abrir um novo hotel em plena pandemia não é decisão fácil. Porém pode dar certo, e já temos alguns exemplos pelo Brasil. No Estado do Rio, o case de sucesso no atual momento é a Casa Marambaia, em Corrêas, um dos distritos de Petrópolis. O mais novo hotel de luxo da região serrana fluminense começou 2021 cauteloso, funcionando nos fins de semana. Hoje abre todos os dias e seu restaurante recebe o público em geral para café da manhã, almoço ou jantar. Há ainda atividades ao ar livre como piqueniques nos jardins desenhados por Burle Marx ou almoços à beira da piscina que podem ser reservadas por hóspedes ou não hóspedes.

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O ambiente e o serviço são impecáveis, mas os maiores luxos do hotel boutique são a beleza da imensa área verde, voltada para as montanhas do Parque Nacional da Serra dos Órgãos, e a ótima ventilação do casarão. Lobby, recepção, quartos, bar, restaurante, salões de estar… os cômodos são espaçosos e luminosos, com amplas portas e janelas sempre abertas para os jardins. Até o corredor no piso superior que leva aos oito quartos é bem ventilado e iluminado. Outro ponto fortíssimo é a alta gastronomia francesa, assinada pelos chefs Villard (ex-Sofitel Rio/Le Pré Catelan) e David Mansaud (ex-Copacabana Palace).

A sensação é de estar sendo recebido na casa de amigos que pensaram em todos os detalhes, como chinelos no seu número e orquídeas floridas inclusive nos banheiros. O casarão parece uma propriedade particular, o que de fato foi por sete décadas. Porém a até agora bem-sucedida transição para hotel de luxo é conduzida por um grupo experiente, o Promenade. A empresa administra hotéis e apart-hotéis no Estado do Rio e em Minas Gerais, e está em expansão para Mato Grosso do Sul (o Bonito All Suites tem inauguração prevista para o segundo semestre).

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O casarão faz parte da Fazenda Marambaia, empreendimento imobiliário com cinco diferentes loteamentos. O primeiro tem 20 casas e fica bem perto do hotel, com vista para os jardins. Conversei com Emir Penna, diretor da Promenade, que me explicou a ideia por trás dessa parte do projeto: “Essas primeiras casas já estão vendidas e em construção. Os proprietários vão usar algumas das residências, mas a Promenade vai administrar uma parte delas, aumentando as opções de hospedagem oferecidas pelo hotel”.

Casa Marambaia funciona para buyout (quando um único grupo reserva todos os quartos) e, também, como hotel destino, para quem está em busca de turismo de isolamento, porém não quer necessariamente ficar no meio do nada. É um hotel mais voltado para adultos, que aceita crianças. Alguns quartos podem receber uma cama extra.

Casa Marambaia; jardins desenhados por Burle Marx na década de 1950 | Foto de Carla Lencastre
Casa Marambaia: hotel tem jardins desenhados por Burle Marx na década de 1950 | Foto de Carla Lencastre

Como é se hospedar no novo hotel Casa Marambaia

Mês passado estive por uns dias na Casa Marambaia. Foi minha primeira viagem depois de 14 meses em casa, no Rio de Janeiro, e não poderia ter recomeçado melhor. Como meu trabalho remoto permite, fui durante a semana. O hotel segue todos os “novos protocolos”: check-in e check-out sem contato, álcool gel à vontade (em embalagens grandes para evitar desperdício de plástico), uso obrigatório de máscara nas áreas comuns (e, no restaurante, envelopes em papel para guardá-la), distanciamento social sem esforço, funcionários testados de 15 em 15 dias.

Localização

A cerca de 1h30m, do Rio, dependendo do ponto de partida e do trânsito. Para quem chega de avião de outros estados, o melhor aeroporto é o Galeão, a 80 km do hotel. A estrada (BR-040) está em boas condições. Apesar de estar imersa na natureza, a Casa Marambaia fica a meio caminho entre o Centro de Petrópolis e o distrito de Itaipava, a apenas 20 minutos de cada. É uma região com muitos bons hotéis, restaurantes e lojas charmosas.

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A Pedra do Cone e o jardim vistos de um dos quartos da Casa Marambaia | Foto de Carla Lencastre
A Pedra do Cone e o jardim vistos de um dos quartos da Casa Marambaia | Foto de Carla Lencastre
Área verde

Roberto Burle Marx desenhou os jardins na década de 1950. A paisagista Daniela Infante assina a restauração. É difícil escolher o canto mais bonito, mas acho que o meu favorito foi a escada d’água. O painel em cerâmica assinado por Burle Marx e seu parceiro Haruyoshi Ono ainda será recuperado. Para quem quiser ir além da contemplação, há quadras de tênis e trilhas para caminhadas. Os percursos, sempre montanha acima, são de diferentes níveis de dificuldade e podem ser guiados. De volta ao dolce far niente, o hotel tem ainda uma bonita piscina, original da construção. À noite, um programa delicioso é comer a sobremesa ou tomar a saideira no jardim sob as estrelas e em torno de uma fogueira.

Gastronomia

Os chefs Roland Villard e David Mansaud, presentes em alguns dias da semana, criaram os menus. A competente e simpática chef Bruna Mello comanda a cozinha no dia a dia. As técnicas são de alta gastronomia francesa, porém a ênfase é nos ótimos produtos locais. Por exemplo, todos os queijos são da região assim como as verduras que chegam de uma horta vizinha ao hotel. O café da manhã tem um minibufê com pequenas porções de pães, bolos, geleias, iogurtes e sucos (tudo feito na casa) e um serviço à mesa, que oferece pratos tradicionais internacionais, como um ovo beneditino perfeito; clássicos dos chefs, entre eles o brioche do chef Roland, tão leve que quase derrete na boca, e itens brasileiríssimos, como frutas e pão de queijo quentinho. A dupla de chefs assina ainda jantares “imperiais” com menus inspirados nos tempos de Dom Pedro II, realizados uma vez por mês.

O bar, com mesa de sinuca e sofás confortáveis, e o restaurante têm mesas largas e espaçadas umas das outras, que se espalham pela varanda voltada para o verde ou as estrelas. Há aquecedores para as noites frias de inverno (a temperatura pode baixar a um dígito) e você pode levar o seu próprio vinho com taxa de rolha de R$ 70. A combinação da cozinha francesa com a exuberante beleza tropical dos jardins proporciona experiências gastronômicas únicas, como piquenique no gramado em torno do lago ou almoço leve na área da piscina.

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Quartos

As oito acomodações em cores diferentes têm decorações únicas, elegantes e aconchegantes, com detalhes originais e objetos dos antigos proprietários mesclados a itens contemporâneos, como a assistente virtual Alexa. Os quartos têm pé-direito alto, sacada com vista estonteante, cafeteiras com cápsulas de café de cortesia, minibar (sem bebidas em garrafas de plástico), banheiros (alguns com banheira) em mármore, amenities Bvlgari. É possível agendar uma massagem relaxante ou revigorante no quarto. Fiz um ótimo tratamento com uma terapeuta que trabalhou por duas décadas no Copacabana Palace e se mudou para a serra durante a pandemia. Por conta das especificidades da construção, há quartos mais bem resolvidos do que outros em relação a tomadas e saídas USB. O Wi-Fi funciona bem para uma workcation, mas sinal de telefone é difícil.

Leia também: Uma workcation no Praia Ipanema Hotel, no Rio de Janeiro

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História

O casarão da Fazenda Marambaia foi erguido no final da década de 1940 para ser a residência de Odete Monteiro, a primeira proprietária da fazenda e amiga de Burle Marx. Mais recentemente a fazenda pertenceu ao ex-banqueiro Luiz Cezar Fernandes, um dos fundadores do Pactual. O design de interiores da versão hotel é do Projeto Mix Arquitetura, de Petrópolis. Claudia Aguiar, do Empório Maria Maria, em Itaipava, assina a decoração.

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Four Seasons Anguilla

Testes de Covid-19 são nova amenidade da hotelaria

Ao longo dos últimos doze meses, a maior parte dos hotéis, lodges, resorts e pousadas introduziram diferentes amenidades que trouxessem mais segurança aos hóspedes em tempos de tantas incertezas e ansiedade. Primeiro vieram as máscaras cortesia e os frascos de álcool em gel e lenços desinfetantes em toda parte. Passado um ano da pandemia do novo coronavírus, os testes de Covid-19 são a nova amenidade oferecida por parte significativa da hotelaria internacional. 

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A tendência da testagem oferecida nos próprios hotéis e resorts começou ainda em 2020, com a reabertura de resorts nas Maldivas. Um dos grandes precursores foi, sem dúvidas, a rede Soneva, que montou seu próprio laboratório no destino (em parceria com a Roche) para testar qualquer turista que desembarque em um de seus hotéis no arquipélago (além de obviamente testar funcionários constantemente). 

O case de sucesso (os resorts do grupo operam há meses como “ambientes livres de Covid-19”, sem exigência sequer de uso de máscaras ou distanciamento por parte dos hóspedes e staff, como já contamos em detalhes aqui) correu o mundo e foi adaptado para outras propriedades em diferentes destinos também. 

LEIA MAIS sobre os hotéis Soneva nas Maldivas aqui.

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Four Seasons Los Cabos
Crédito: Four Seasons Los Cabos

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TESTES DE COVID-19: A NOVA AMENIDADE DA HOTELARIA INTERNACIONAL

Mas a tendência de oferecer testes de Covid-19 como nova amenidade por parte da hotelaria se popularizou de fato após a declaração do CDC americano de que qualquer viajante entrando ou retornando aos EUA precisa apresentar um teste negativo feito menos de 72h antes para ter sua entrada liberada desde o final de janeiro (por enquanto, ainda independentemente do estado de vacinação do viajante).

E brasileiros que retomaram algum tipo de viagem ao exterior têm se beneficiado desta tendência que ganha cada vez mais corpo, já que esta também passou a ser uma exigência para retornar ao Brasil após viagens internacionais desde o finalzinho de dezembro. 

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Vale lembrar que CDC americano continua encorajando as pessoas a ficarem em casa e adiarem viagens de turismo para protegerem a si mesmas e aos outros dos avanços da Covid-19. Mas, para os que ainda assim desejam seguir viajando nesses tempos, a testagem vem tendo um papel fundamental. 

Ao longo da pandemia, a hotelaria tem se esforçado cada vez mais para garantir que os hóspedes se sintam o mais confortáveis – e seguros – durante a estadia. Gerentes gerais de diferentes hotéis têm comentado que, mesmo em viagens ou destinos onde não exista essa exigência (como viagens domésticas, por exemplo), muitos hóspedes estão decidindo fazer um teste de Covid-19 para ficarem eles mesmos mais tranquilos após tomarem voos lotados, por exemplo.

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Four Seasons Anguilla
Crédito: Four Seasons Anguilla

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Como funcionam os testes de Covid-19 oferecidos nos hotéis

As particularidades (preços, tipo de teste, local de coleta etc) dos testes de Covid-19 oferecidos pelos hotéis podem variar bastante de um local para outro em função dos acordos estabelecidos com laboratórios, ou mesmo da burocracia específica de cada destino.

Das grandes redes hoteleiras internacionais, a Hyatt foi a primeira a não apenas oferecer o serviço, como oferecê-lo gratuitamente aos hóspedes. Seus 19 resorts na América Latina oferecem testes PCR para Covid-19 local e gratuitamente para qualquer turista com destino final nos EUA.

Os hóspedes destes hotéis podem também estender suas estadias com desconto caso sua viagem aos EUA tenha que ser adiada em virtude de testagem positiva. O benefício se estende também ao Grand Hyatt Rio de Janeiro, que oferece dois testes rápidos gratuitos no próprio hotel para cada quarto.

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Vista aérea do Soneva Jani, nas Maldivas
Vista aérea do Soneva Jani | Foto divulgação

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As regras de cada rede

A rede Meliá também conferiu o benefício da gratuidade dos testes anti-Covid em 10 dos seus resorts em destinos no México e na República Dominicana, focando claramente nos turistas norte-americanos. A rede anda promovendo curiosas ofertas nos EUA com dizeres como “quarta noite e teste de Covid-19 grátis”. 

Outras grandes redes hoteleiras também se adaptaram rapidamente para oferecer a comodidade dos testes de COVID-19 para seus hóspedes, como Hilton, Marriott e Four Seasons. Os testes nas propriedades destas redes são geralmente cobrados à parte, mas podem eventualmente ser ofertados gratuitamente em alguns pacotes específicos. 

A rede Hilton, por enquanto, oferece testes em apenas parte dos seus hotéis na América Latina, e sempre pagos pelo próprio hóspede (com custo de US$30 e US$200, dependendo do tipo de teste).  . 

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A maioria dos hotéis da Marriott na América Latina não oferece os testes in loco, mas garante oferecer auxílio aos hóspedes na hora de marcar seus próprios testes e organizar o transporte ida e volta para as clínicas locais para colher o material.

A rede Four Seasons garante facilitar o acesso aos testes de COVID-19 em todas as suas propriedades, embora nem todas elas ofereçam a testagem no próprio hotel devido a regras de cada destino. O resort do grupo em Los Cabos, por exemplo, oferece testes rápidos com resultados em 40 minutos no hotel (a US$40 por pessoa) e médico disponível 24h. 

O Four Seasons Resort and Residences Anguilla oferece testes rápidos com uma enfermeira dedicada à propriedade e que podem ser agendados via concierge ou através do próprio Four Seasons App.

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Hilton Miami Airport Blue Lagoon Hotel
Hilton Miami Airport Blue Lagoon Hotel . Foto: Mari Campos.

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Outras propriedades que já oferecem testes de Covid-19

Apesar de tantas restrições de fronteiras ainda em vigor no turismo internacional, é notório que o setor esteja se adaptado de maneira bastante rápida às constantes mudanças no mercado (embora reagindo ainda muito lentamente à necessidade urgente de rever as políticas de ventilação dos seus ambientes, já que hoje está comprovado que o novo coronavírus se espalha muito mais rápida e facilmente pelo ar que através do contato com superfícies).

Alguns destinos muito frequentados por americanos resolveram investir coletivamente no oferecimento de testes de Covid-19 como nova amenidade da hotelaria internacional. Caso de Los Cabos, no México, por exemplo, cujo escritório de turismo anunciou que todos os hotéis da cidade (e também propriedades operando em sistema time share) já oferecem testes de antígeno localmente. Os testes rápidos custam cerca de US$60, mas alguns hotéis estão oferecendo tais testes gratuitamente em determinados pacotes de estadia.

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Há hotéis oferecendo créditos em promoções de hospedagem que podem também ser utilizados para pagar os testes de Covid, seja na chegada ou na partida do destino. 

Propriedades como Eden Roc Cap Cana, todos os resorts Sandals no Caribe e os hotéis do complexo Baha Mar Resort, nas Bahamas, também estão oferecendo dois testes PCR gratuitos por quarto durante a estadia.

Hotéis em outros destinos com fronteiras mais flexíveis para o turismo, como o Marrocos, também estão oferecendo testes de Covid feitos na propriedade. É o caso, por exemplo, do hotel Royal Mansour, em Marrakech, membro da Leading Hotels of the World. A LHW, aliás, mantém uma página atualizada sobre todos os seus hotéis que estão oferecendo testes de Covid-19 on-site.

Embora Brasil o oferecimento da testagem dentro dos hotéis para Covid-19 ainda não seja comum, muitos hoteleiros já planejam oferecer o serviço em breve, inclusive como forma de tentar atrair mais turistas estrangeiros em algum momento. A rede Iberostar, por exemplo, já está oferecendo aos seus hóspedes a possibilidade de realizar testes da Covid-19 diretamente no hotel também no Brasil.

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Soneva Fushi. Foto: Mari Campos

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O que acontece se o hóspede testar positivo

Apesar de tantas propriedades já oferecerem o serviço de testagem in loco há alguns meses, vale lembrar que nem todas têm regras claras sobre o que acontece caso o hóspede teste positivo. E é importante saber que as regras mudam enormemente de um hotel para outro.

Mesmo com a recomendação atual de compra de seguro viagem para até 14 dias a mais que a duração total da viagem contratada justamente para que o viajante esteja protegido em um eventual caso de contaminação, é importante ressaltar que os seguros com cobertura para casos de Covid-19 se limitam a cobrir apenas as despesas médicas e hospitalares.

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No caso de pacientes com versões brandas da doença ou mesmo assintomáticos, a maioria dos hotéis cobra dos próprios hóspedes as diárias e despesas gerais de extensão de sua viagem (como alimentação, por exemplo) em caso de testagem positiva, até que o viajante seja “negativado” e autorizado a voltar para casa.

Marcelo Alabarce, diretor da M. Alabarce Curadoria de Viagens, teve recentemente que lidar com o caso de clientes em viagem pelo Caribe em que um dos membros testou positivo antes de voltar para o Brasil. A família brasileira teve que estender sua viagem por outros impressionantes 21 dias até que todos testassem negativo e fossem autorizados a embarcar no voo de volta para casa – pagando todas as despesas de estadia e alimentação do próprio bolso, é claro.

Mas há também boas surpresas no setor.  O pioneiro grupo Soneva continua oferecendo até 14 dias de hospedagem gratuita em seus hotéis nas Maldivas em caso de testagem positiva pelo hóspede.  O complexo Baha Mar, nas Bahamas, também oferece nesse caso até 14 dias de acomodação cortesia, com um crédito de US$150 por pessoa/por dia para refeições. 

Hotéis das redes Hyatt e Marriott oferecem até 50% de desconto no valor das diárias caso os hóspedes tenham que fazer quarentenas ali antes de voltar para casa.  Já a rede Iberostar promete a extensão da estadia sem custo adicional em caso de testagem positiva, em quarto isolado, com entretenimento e serviço de quarto sem contato.  

LEIA TAMBÉM: Os termos do turismo popularizados na pandemia

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Fuso Hotel Florianópolis

Novos hotéis abrem suas portas em plena pandemia

Apesar de toda a crise sem precedentes gerada no turismo em 2020, o mercado hoteleiro continua aquecido em termos de novas aberturas.  Novos hotéis abrem suas portas em plena pandemia, aqui e lá fora, focados nos mais distintos públicos. As novas aberturas se concentram mais no turismo de luxo, é claro; mas cada vez mais redes com diferentes targets anunciam novas propriedades para os próximos anos.

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Além dos inúmeros hotéis que abriram suas portas em 2020, vários outros confirmaram suas inaugurações para 2021 durante a última edição da ILTM, em dezembro passado – como relatei em uma matéria bem completa sobre o tema para o UOL. Alguns hotéis modificaram recentemente sua data oficial da abertura – algo extremamente comum mesmo em tempos pré-pandemia -, mas confirmaram as inaugurações ainda para este ano. Muitas delas acontecendo neste primeiro semestre, inclusive.

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Novos hotéis abrem suas portas em plena pandemia

Do Fauchon L’Hotel Tokyo ao esperadíssimo Airelles Château de Versailles, Le Grand Contrôle, teremos excelentes adições ao portfólio internacional da hotelaria de luxo neste 2021. A hotelaria de luxo segue firme na pandemia. A maioria destes novos hotéis já está nascendo adaptada à necessidade de distanciamento social em todos os seus espaços, e priorizando ainda mais os serviços personalizados e customizados. 

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A Leading Hotels of the World, por exemplo, acaba de adicionar seis propriedades ao seu seleto portfólio e espera a abertura de um total doze novos hotéis até o final de 2021 – alguns deles já inaugurados nesse comecinho do ano.

Vale destacar também que muitos dos novos hotéis estão contrariando totalmente as expectativas mais pessimistas do setor para esta época. Apesar das necessárias restrições a deslocamentos de viajantes em tempos de pandemia, muitas propriedades estão tendo desempenho bastante acima do esperado. É o caso, por exemplo, do novo One&Only Mandarina, na Riviera Nayarit, que já está se tornando um verdadeiro hot spot mexicano. 

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Fuso Hotel Florianópolis
O novo Fuso Hotel Florianópolis. Foto: Divulgação

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Novos hotéis abrem suas portas no Brasil

O cenário não é tão diferente por aqui. Afinal, mesmo com todas as dificuldades enfrentadas pelo setor, novos hotéis abrem suas portas em plena pandemia também no Brasil. E estudos indicam que os brasileiros dão cada vez mais importância à hotelaria.

No segundo semestre do ano passado, de Florianópolis ao litoral do Ceará, diferentes hotéis foram inaugurados em terra brasilis – e vêm tendo bom desempenho neste começo de ano. 

Muitos destes hotéis fizeram adaptações em seus projetos originais – sobretudo espaciais – para se adaptar aos novos tempos e necessidade de distanciamento social. Afinal, todos estão procurando escapadas possíveisnesses tempos, certo?

Hotéis nascidos com foco no turismo de isolamento têm tido especial sucesso nestes últimos meses. E muitos hotéis urbanos vêm investindo pesado na acertada tendência da staycation, que vem mesmo beneficiando sobremaneira a hotelaria nacional nesta fase.

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Barracuda Beach Hotel (Itacaré-BA), Makena Hotel (Icaraí-CE), WK Design Hotel (Florianópolis-SC) são alguns muitos novos hotéis brasileiros que vêm sendo bem sucedidos nos últimos meses. O Carmel Taíba, no Ceará, que abriu suas portas poucos meses antes do início da pandemia, vem tendo índices de ocupação e procura bastante favoráveis também. 

Também em Florianópolis, o novo Fuso Concept Hotel, pensado para causar o menor impacto ambiental possível, vem fazendo sucesso. Localizado a 250 metros das praias de Jurerê Internacional e do Forte, tem apenas 13 bangalôs com máxima privacidade. E tem design bem contemporâneo em um terreno de 7000m², próximo à Fortaleza da Ponta Grossa, construção do século 18 tombada pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). 

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O novo Canto do Irerê, em Atibaia

Dos hotéis novinhos em folha no Brasil, inaugurados em tempo de pandemia, acabo de me hospedar por alguns dias no Canto do Irerê, inaugurado em dezembro passado em Atibaia, no interior de São Paulo.

O novo hotel boutique, localizado na periferia da cidade e exclusivo para adultos, vai totalmente ao encontro da tendência do turismo de isolamento – por sinal, uma das que mais cresce nos últimos meses.  Ocupa uma área tomada por mata nativa, com relativo distanciamento entre suas acomodações, boa gastronomia e constante contato do hóspede com a natureza.

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Por enquanto, são apenas sete chalés duplos distribuídos pela propriedade, todos com muito espaço e conforto (metragens a partir de 80 metros quadrados de área) – mas os proprietários planejam chegar em 20 chalés no pós pandemia. 

O restaurante do Canto do Irerê é pequeno e com pouca ventilação natural, mas durante a pandemia os hóspedes podem fazer todas as suas refeições no próprio chalé, sem custos extras. Porque capacidade de adaptação é mais do que nunca essencial para o sucesso na hotelaria em qualquer canto. 

Há trilhas de diferentes níveis de dificuldade na propriedade, além da possibilidade de fazer passeios guiados (pagos à parte) pelos arredores. E ainda uma belíssima piscina comum, charmosos jardins por todo canto e um chalé que funciona no momento exclusivamente como mini-spa, atendendo apenas um hóspede (ou chalé) por vez. 

CONFIRA AQUI O REVIEW COMPLETO DO NOVO HOTEL CANTO DO IRERÊ

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