Brach Madrid

Como é o novo hotel Brach Madrid

Madri tem excelentes hotéis de luxo e alto padrão. Não à toa, um dos programas favoritos dos viajantes frequentes é se hospedar cada vez em uma propriedade diferente, de preferência em um bairro diferente. Por isso mesmo, a inauguração do novo Brach Madrid foi bastante celebrada por distintos perfis de hóspedes.

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Instalado em um belo edifício do comecinho dos anos 1920 (Seguros La Estrella) em plena Gran Vía, mas já no sempre adorável bairro de Chueca, o Brach Madrid celebra a estreia da marca francesa Brach fora de Paris – e representa um capítulo importante da transformação acelerada da hotelaria de luxo madrilenha com um hotel cheio de personalidade.

Brach Madrid
foto: Mari Campos

Afinal, nos últimos anos Madri viu chegarem ótimos hotéis de apelo muito mais contemporâneo – o que fazia mesmo falta à capital espanhola. O Brach Madrid vem coroar esse movimento, mas com uma pegada, apesar da localização bastante popular e do décor com assinatura de Philippe Starck, bem mais discreta que sua concorrência.

Parte da bela coleção da EVOK Hotels, ali não há nada minimalista; mas tampouco existem ali excessos ou teatralidades exacerbadas, como acontece com algumas outras assinaturas de Starck na hotelaria (quem já esteve no Faena Buenos Aires, por exemplo, sabe do que eu estou falando…).

Ali, os objetos e obras de arte expostos, seja nas acomodações ou nas áreas comuns, são tão interessantes e bem selecionados que parecem até familiares, daqueles colecionados ao longo de décadas.

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Brach Madrid
foto: Mari Campos

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Como é se hospedar no novo Brach Madrid

Os interiores do Brach Madrid são extremamente acolhedores. Há uma certa teatralidade nas instalações (principalmente no restaurante principal, com direito a couro envelhecido, madeira escura, cortinas pesadas e luminárias difusas), mas de uma forma extremamente acolhedora – a começar pela discreta área de entrada pela Gran Via, revestida com ladrilhos de terracota tradicionais.

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A pequena e acanhada recepção fica alguns andares acima da porta de entrada do hotel. As acomodações – 57 no total, com distintas categorias e várias com vistas lindas para os telhados de Madri- têm a estética francesa reinterpretada de maneira bem artsy, misturando tapetes espessos, objetos vintage, fotografias em preto e branco, instrumentos musicais, livros e até halteres em algumas delas.

Embora as acomodações não sejam exatamente grandes, são tantos detalhes no décor – incluindo pisos de parquet, cabeceiras de couro, ilustrações e peças de design bem ecléticas – que só com o passar dos dias a gente vai conseguindo, pouco a pouco, prestar atenção em tudo (ou quase). Há também ótimos banheiros e secadores Dyson disponíveis – mas que precisam ser periodicamente emprestados da recepção.

As camas são excelentes, assim como o isolamento acústico, capaz de deixar todo o costumeiro caos da Gran Vía só do lado de fora. Hóspedes recebem também garrafas de água reutilizáveis, que podem ser facilmente abastecidas na propriedade.

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A gastronomia tem papel importante no novo Brach Madrid, misturando referências mediterrâneas, espanholas e libanesas de forma bem contemporânea no almoço e no jantar. E as sobremesas da casa são mesmo excelentes (há inclusive uma vitrine de doces na entrada do hotel que atrai olhares de transeuntes o tempo todo).

O café da manhã do hotel, mesclando um pequeno serviço buffet e alguns pratos à la carte, também merece destaque especial, com belas pâtisseries francesas, ótimos cafés e excelentes embutidos espanhóis.

O belo spa “La Capsule”, no subsolo, também vale a visita. Ali, a academia bem pequenininha (mas funcional) é muito bem compensada pela excelente (e linda! com estética quase futurista) piscina coberta e bem quentinha, logo ao lado.

Mas o pedaço mais gostoso do Brach Madrid é indiscutivelmente seu terraço arborizado na cobertura, exclusivo para hóspedes. Ali, em espaços mobiliados com esmero, a gente tem vistas espetaculares para o centro de Madri, incluindo fachadas de alguns de seus mais icônicos edifícios, dia e noite.

Um lugar perfeito, aliás, para você levar uma boa garrafa de vinho ou cava e apreciar, com máximo sossego, os belos finais de tarde da capital espanhola.

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Kisawa Sanctuary

Review: Kisawa Sanctuary

Uma pergunta que recebo muito, há muitos anos, e, quase como uma mãe que não consegue escolher um filho predileto, sempre tive muita dificuldade em responder, é: “qual seu hotel favorito”. Mas, em novembro passado, desde que conheci o incomparável Kisawa Sanctuary, ter uma resposta mais objetiva para a tal pergunta pela primeira vez me pareceu possível.

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Os 300 hectares de pura beleza do Kisawa Sanctuary ocupam uma das extremidades da idílica ilha de Benguerra, no arquipélago de Bazaruto, em Moçambique, na África.  Inaugurado em 2021, o resort tem tudo tão bem pensado que parece ter aberto as portas agora mesmo.

Foto: Mari Campos

São 30 minutos em lancha rápida com golfinhos à vista ou, melhor ainda (já que embarque e desembarque da lancha são bem molhados porque a legislação local não permite decks em área protegida), meros sete minutos em helicóptero separando Vilankulos, que recebe diariamente voos vindos de Joanesburgo, na África do Sul, da beleza paradisíaca do Kisawa Sanctuary.

E, uma vez lá, a gente consegue dimensionar um pouco, enfim, dos verdadeiros significados das palavras “beleza” e “hospitalidade”.

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Foto: Mari Campos

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O idílico Kisawa Sanctuary

O Kisawa Sanctuary fica perfeitamente camuflado na natureza selvagem da ilha, entre dunas e vegetação intenso. Tão camuflado que da lancha a gente não enxerga construção nenhuma. E, mesmo circulando pelo resort, só avistamos seus espaços públicos e vilas quando já estamos bem pertinho.  

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Na prainha principal, que recebe as lanchas e de onde partem os passeios de barco pelo arquipélago, não permite nenhum tipo de deck ou construção por ser território protegido. Ali os hóspedes descem de pés descalços, direto na água e de lá para as areias douradas e fofinhas que circulam a propriedade.

Em uma das extremidades fica o melhor canto para banho do Kisawa Sanctuary, de águas deliciosas, ultra cristalinas, e tranquilas – sempre com providenciais espreguiçadeiras, futons e ombrelones instalados. Através de um caminho móvel de cestaria artesanal, a gente chega ao Baracca, o bar & restaurante com a melhor vista para o pôr do sol, todos os dias.

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No Kisawa, como as distâncias são sempre grandes para garantir total privacidade, o tempo todo, os hóspedes se deslocam em Mokes, adoráveis carrinhos coloridos elétricos – cada vila tem o seu. O próprio hóspede pode pilotar livremente (há distintas estações de recarga, inclusive diante de cada vila) ou pedir para seu mordomo (disponível 24h) fazê-lo.

As construções do resort são tanto colírio para os olhos quanto a natureza da ilha, integrando-se sempre perfeitamente à paisagem. Todas utilizam design biofílico, com materiais naturais e locais e o precioso trabalho de artesãos moçambicanos. Para alguns locais, para garantir mínimo impacto na terra, até impressões 3D foram utilizadas.

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Kisawa Sanctuary
Kisawa Sanctuary. Foto: Mari Campos

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COMO É SE HOSPEDAR NO KISAWA SANCTUARY

Em três quilômetros quadrados de área, o  Kisawa Sanctuary tem hoje apenas oito acomodações (de um, dois ou três dormitórios cada). E é tão seguro que os hóspedes simplesmente não trancam as portas.

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Todas as acomodações do  Kisawa Sanctuary  são em formato villa privativa. Mas esqueça tudo que você já viu sobre villas privativas em outros hotéis – ali até as menores, com um dormitório, são realmente imensas, tanto na área interna como externa – e todas têm seu próprio mordomo realmente 100% dedicado a ela e seu próprio veículo elétrico.

Foto: Mari Campos

Na área principal, prepare-se para um living enorme (com adega), quarto e banheiros gigantescos – tudo com vista para o mar, é claro. Na parte externa, 360 graus de um delicioso deck de madeira, mobiliado em distintos pontos.

Mas não pára por aí: cada villa tem também pelo menos uma segunda área construída, para refeições e descanso, solário, uma grande piscina privativa com deck próprio e acesso direto ao mar. Tudo com total privacidade, sem absolutamente mais ninguém à vista, em momento nenhum.

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Operando sempre em sistema tudo incluído (dos vinhos da adega às refeições, dos snacks e drinks no bar ao serviço de lavanderia ilimitado), café da manhã, almoços, jantares e happy hours são servidos em distintos locais, sejam restaurantes, bares, na própria vila ou até em meio à horta ou em plena praia, à escolha do hóspede.

O  Kisawa Sanctuary  é a perfeita tradução do luxo contemporâneo: oferece os melhores materiais, os melhores produtos, serviço absolutamente impecável – mas com a calidez e o clima informal e relaxado que um resort numa ilha minimamente habitada pede. Tão relaxado que a maioria dos hóspedes circula geralmente de chinelo ou descalço.

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Kisawa Sanctuary
Kisawa Sanctuary. Foto: Mari Campos

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Uma ode constante ao local e à sustentabilidade

Dos materiais utilizados na construção e decoração aos alimentos servidos nos restaurantes, tudo no Kisawa Sanctuary é realmente o mais local e sustentável possível. O resort cultiva parte significativa dos ingredientes que utiliza em sua fenomenal cozinha (sério, dos snacks aos pratos mais elaborados, tudo é verdadeiramente delicioso) e sua mão de obra é mais de 90% local.

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Meu adorável mordomo, impecável, culto e profundamente atencioso, Beato, é moçambicano e tem ali inacreditavelmente sua primeira experiência em hospedagem – com postura e execução de tarefas mais impressionante que muito mordomo da hotelaria europeia.

Focado em turismo sustentável e regenerativo desde a primeira concepção do projeto, o Kisawa trata e reaproveita toda a água que utiliza (e também a oriunda das chuvas), recicla e regenera o lixo produzido e tem impressionantes hortas de permacultura.

Nenhuma vegetação foi removida durante a construção do resort, todo planejado para o mínimo impacto possível no solo – e para se aproveitar ao máximo da luz e da ventilação naturais. As pequenas gazelas que abundam em Benguerra zanzam livremente de lá pra cá entre a vegetação do hotel, o dia todo.

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O resort tem ainda um incrível spa (o Natural Wellness Center, NWC), cuja arquitetura que reproduz antigas casas locais acertadamente tem estampado muita capa de revista. E os tratamentos oferecidos ali (das poucas coisas pagas à parte no Kisawa) são todos personalizados, utilizando produtos sustentáveis criados ali mesmo.

Existe ainda uma piscina panorâmica comum, diante do mar, uma bela academia, lojinha vendendo lindos produtos confeccionados pelos artesãos locais e distintos esportes náuticos sempre à disposição na praia.

Existe ainda um grande menu de atividades cobradas à parte para conhecer o arquipélago. Recomendo muito o passeio de exploração marinha em barco, que chega sozinho a cantos surreais, tanto em mar, para nadar entre peixes, arraias e corais incrivelmente bem preservados, como bancos de areia diversos e ilhotas repletas de flamingos.

Impossível não voltar completamente encantado.

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Kisawa Sanctuary
Foto: Mari Campos

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Como chegar ao Kisawa Sanctuary

Chegar ao Kisawa Sanctuary é mais simples do que se poderia pensar – e o melhor e mais prático caminho desde o Brasil é via África do Sul. A South African Airways voa de São Paulo a Joanesburgo e à Cidade do Cabo, na África do Sul, com distintos voos diretos ao longo da semana.

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De qualquer uma das duas cidades, voos com a Airlink (apenas 1h30 desde Joanesburgo) pousam diretamente em Vilankulos, um aeroporto tranquilo e descomplicado, mesmo em tempos turbulentos em Moçambique.

Do aeroporto, são apenas 30 minutos em lancha ou 7 minutos de um espetacular voo em helicóptero (altamente recomendado!) até chegar diretamente ao Kisawa Sanctuary.

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Lençois Maranhenses

OIÁ CASA LENÇÓIS leva hospitalidade de luxo ao Parque Nacional

Acertadamente considerado um dos lugares mais bonitos do mundo por diversas publicações, o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses finalmente recebeu sua primeira propriedade voltada ao mercado de luxo. Desde meados do ano passado, a bela OIÁ Casa Lençóis mudou o cenário da hospitalidade na região – e no próprio Maranhão.

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A imensidão de espetaculares dunas pontilhadas por lagoas muito cristalinas, que sempre enche meus olhos como se estivesse vendo aquilo pela primeira vez, agora oferece aos viajantes do nicho do luxo uma opção absolutamente autêntica e 100% brasileira para se hospedar nos Lençóis Maranhenses.

Inaugurada em junho de 2023, a OIÁ Casa Lençóis, primeira marca de hospitalidade brasileira do TP Group, vem colocando este incrível destino no mapa de desejos de muitos viajantes (nacionais e internacionais) que antes “torciam o nariz” para estadias na região.

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OIÁ Casa Lençois Maranhenses
Foto: Mari Campos

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OIÁ Casa Lençóis entra em uma bem sucedida segunda temporada

Localizada em Santo Amaro, distante cerca de 250 km do aeroporto de São Luís, e bem diante do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses (a maior concentração de dunas da América do Sul), a OIÁ oferece uma experiência bem completa, capaz de englobar com maestria patrimônio natural e cultural e uma culinária primorosa, com serviço cálido e impecável decoração contemporânea – e bem brasileira. 

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Atravessando uma bem sucedida segunda temporada, a OIÁ Casa Lençóis funciona apenas na alta temporada dos Lençóis, entre junho e novembro). Instalada na antiga Fazenda Boca da Ilha, se espalha lindamente por uma área de impressionantes 52.500 m2 de vegetação natural.

OIÁ Casa Lençois Maranhenses
Foto: Mari Campos

Rodeada de lagoas que se formam com as chuvas no primeiro semestre do ano, a propriedade foi totalmente renovada propondo uma ocupação extremamente cuidadosa com o entorno, com consultoria socioambiental da Positiva.

Definindo-se como uma hospedaria contemporânea brasileira, a OIÁ Casa Lençóis combinar o excepcional cenário natural do seu entorno com um cuidadoso projeto de decoração que valoriza itens representativos do design e da cultura brasileiros.

Com a deliciosa sofisticação da simplicidade, todos os móveis e objetos de decoração da casa – que oferece apenas cinco acomodações – foi cuidadosamente curada e selecionada pelo escritório da designer e diretora criativa da marca Marina Linhares. Como resultado, respeito máximo às características da construção original, acompanhado de objetos carregados de regionalismo e peças contemporâneas assinadas.

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Tudo incluído com muito afeto

Com capacidade para apenas 10 hóspedes e total privacidade e customização de serviços, são cinco suítes dispostas em três construções vizinhas: a casa principal e dois bangalôs anexos.

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As suítes têm muito espaço, ótimas amenidades de banho, delicioso repelente em óleo e charmosos terraços nos bangalôs – só senti falta dos chinelinhos no quarto e de ter recepção disponível 24h.

OIÁ Casa Lençois Maranhenses
Foto: Mari Campos

Não há frigobar nas acomodações, mas café espresso, água, outras bebidas e até um bolinho caseiro ficam sempre à disposição no living da casa principal.

A OIÁ Casa Lençóis oferece na a casa principal uma deliciosa área de convivência comum, com living e enorme terraço. As estadias funcionam em sistema “tudo incluído”, oferecendo refeições caprichadas, bar aberto e passeios exclusivos diários – sempre com muito afeto e carinho por parte da adorável equipe da casa.

OIÁ Casa Lençois Maranhenses
Foto: Mari Campos

A saborosa gastronomia regional é destaque importante, com o chef Luiz Felipe Streppel e sua equipe valorizando a diversidade dos ingredientes locais e do Maranhão em pratos de apresentação caprichada. O delicioso Camarão da Malásia, pescado nos rios e lagoas da região e servido com arroz de coco fresco, e o irresistível pão de queijo do desjejum, são realmente imperdíveis.

As refeições são magistralmente servidas cada vez em um cenário diferente: no terraço, sob árvores, em ruínas históricas ou mesmo em plenas dunas do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, explorando um recurso tão comum na hospitalidade africana que infelizmente nunca foi devidamente valorizado pela hotelaria nacional – até agora.

OIÁ Casa Lençois Maranhenses
Foto: Mari Campos

Ali, o encanto realmente está presente não apenas a cada garfada mas a cada cenário cuidadosamente preparado pela equipe a cada café da manhã, almoço ou jantar. Algo realmente louvável – e que espero que outras propriedades brasileiras se empolguem em adotar.

Com tanta exclusividade, não é de se estranhar que a casa venha sendo também bastante procurada para buyouts.

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OIÁ Casa Lençois Maranhenses
Foto: Mari Campos

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Sustentabilidade real

Os passeios e experiências pela região são impecavelmente executados, valorizando sempre os cenários e patrimônios culturais locais. É uma explosão de beleza a cada saída, com muita aventura – mas também muito conforto.

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Passeios panorâmicos em 4×4, caminhadas, banhos nas lagoas sem mais ninguém por perto, caiaque, SUP, visitas a comunidades locais e até luau em meio às dunas fazem parte do programa oferecido. O mais importante: fazendo sempre do destino o protagonista de cada atividade.

OIÁ Casa Lençois Maranhenses
Foto: Mari Campos

A sustentabilidade das operações turísticas da OIÁ Casa Lençóis se estende também a outros aspectos. Há utilização de fontes de energia renovável, como painéis solares; a promoção da gestão adequada de resíduos em todas as instalações; o desenvolvimento da economia familiar local; a valorização da cultura tradicional; a priorização dos produtores regionais em sua cadeia de fornecedores; e contratação e capacitação de residentes para compor a equipe.

Atualmente, em parceria com o Instituto Caburé, a propriedade tenta também criar e desenvolver um projeto social colaborativo e potente na comunidade de Santo Amaro.  

A expectativa do TP Group é que outras OIÁs sejam abertas nos próximos anos. Honestamente, compartilho entusiasmadamente da mesma expectativa.

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Silversea Silver Nova

Silversea batiza seu novo navio Silver Nova

A Silversea batiza seu novo navio Silver Nova oficialmente em Fort Lauderdale – e tive o prazer de ser a única jornalista brasileira convidada para o evento. Considerado o mais esperado e comentado novo navio do mundo, o Silver Nova®, primeiro grande novo projeto da Silversea em mais de uma década (o último grande lançamento havia sido o Silver Spirit, em 2009), foi formalmente batizado e inaugurado durante uma pequena cerimônia apenas para convidados no final da semana passada.

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“Após tantos anos de pesquisa, desenvolvimento e colaboração, estamos incrivelmente orgulhosos de dar as boas vindas ao Silver Nova à nossa frota. Este navio representa um ‘game changer‘ para a indústria de cruzeiros, uma nova visão para a experiência de viagem de ultra luxo”, disse Jason Liberty, presidente e CEO do Royal Caribbean Group, durante o evento.

Como parte das tradições do Royal Caribbean Group, grupo do qual a Silversea faz parte agora, gaitas de fole anunciaram o começo da íntima celebração no teatro do novo navio. A embarcação recebeu bençãos cristãs e judias e teve a garrafa de champagne rompendo-se corretamente em seu casco, como prega a tradição, com a participação da madrinha, a chef Nina Compton.   

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Inovação em sustentabilidade e design

O mais sustentável navio de ultra luxo já construído (híbrido e com 40% menos emissão que a classe anterior) é também o maior da história da Silversea, para 728 hóspedes – um aumento bastante considerável na capacidade geral a bordo para a armadora que historicamente possuía apenas navios de pequeno porte.

A nova embarcação vem sendo chamada internacionalmente de “ship of light” (“navio de luz”) por ter a muito mais espaços externos e a maioria dos ambientes internos repletos de luz natural. Mas o Silver Nova® colocou mesmo o mercado de cruzeiros de luxo em polvorosa desde seu anúncio devido à sua ousada assimetria no design.

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Silversea Silver Nova
O novo Silver Nova da Silversea é batizado oficialmente. Imagem: Mari Campos

Segundo a design leader do projeto (que começou há mais de cinco anos), Kelly Gonzales, me contou durante um almoço a bordo, a colaboração entre seis diferentes empresas de design foi essencial para lograrem os resultados que pretendiam. “Tudo foi sempre orientado com algo em mente: a vista, a vista e a vista”, brincou Gonzales.

Assimétrico em vários sentidos, inclusive na piscina localizada à bombordo, o projeto do Silver Nova exigiu profunda sintonia também entre os designers e o estaleiro, garantindo que o equilíbrio da embarcação fosse sempre perfeito.

Com 100% suítes, todas com varanda privativa e serviço de mordomo, seu design todo horizontal foi inspirado nos mais luxuosos hotéis resorts do mundo e pensado para que os destinos e o mar sejam sempre os protagonistas na visão do passageiro.

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Evolução acertada é caminho sem volta para a armadora

A presidente da Silversea, Barbara Muckermann, disse que o inovador deck da piscina é um de seus prediletos a bordo: “estar ali na piscina, com apenas lindas paisagens à vista, é como estar na piscina do Fasano Rio, por exemplo”, brincou. Em conversa exclusiva, ela me disse que o design alcançado com o Silver Nova “é um caminho sem volta para os futuros navios da Silversea“.

Antes do início do itinerário em direção ao México, todos os hóspedes foram acomodados por uma noite, com direito a café da manhã incluído, no hotel Four Seasons Fort Lauderdale, com excelente localização frente ao mar. O Silver Nova tem quatro decks inteiros com apenas suítes e resolveu inovar também colocando as maiores e mais especiais delas na popa ao invés da proa.

São 13 categorias de suites (as categorias Veranda, Medallion e Silver Suite constituem 90% do Silver Nova), todas com varanda, closet, grandes banheiros e serviço de mordomo. Único downside? As mesas das varandas ficaram bem pequenininhas na maioria das suítes, inviabilizando o café da manhã para dois por ali.

No total, são 9 opções gastronômicas no Silver Nova – incluindo a primeira .S.A.L.T. Chef’s table da armadora -, além de room service 24 horas, tudo incluído. Apenas dois restaurantes – um asiático e um francês – têm taxas de reserva para o jantar.

O serviço de afternoon tea agora acontece apenas sob demanda individual do hóspede, mas o clássico serviço de caviar & champagne continua disponível 24h, para qualquer categoria de suíte.

Há mais “lounges” internos e externos que em qualquer outro navio da armadora – o hóspede encontra um lugar para descansar, relaxar ou simplesmente sentar para bater papo com outros hóspedes em literalmente qualquer canto do Silver Nova.

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Silversea Silver Nova
O inovador deck da piscina do Silver Nova. Foto: Mari Campos

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Silversea batiza seu novo navio Silver Nova em Fort Lauderdale

Segundo Barbara Muckermann, o briefing inicial para o projeto era um navio para 600 passageiros; mas os planos foram mudando conforme o perfil do viajante de luxo mudou também nos últimos anos. “Os principais concorrentes do Silver Nova não são outros navios e sim hotéis e resorts em terra. E pessoalmente estou animadíssima com a chegada dos navios de marcas hoteleiras como Ritz-Carlton, Four Seasons e Aman. Quanto mais, melhor!”, garante. 

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O novo design e atmosfera geral do Silver Nova, muito mais contemporâneos e informais que em qualquer outro navio da armadora, mostra também que estão de olho em ampliar consideravelmente seu guest profile. “Temos novos hóspedes na faixa dos 30 anos começando a viajar conosco para chegar a destinos nos quais navios realmente se fazem necessários, como Antártica ou Galápagos. Eles se encantam pela experiência e acabam voltando”, conta Muckermann.

Silversea Silver Nova
Tudo incluído, 24h por dia, com serviço impecável. Foto: Mari Campos

Segundo a presidente da Silversea, o Silver Nova está atraindo mais hóspedes da geração X que qualquer outra. Mas o que define mais o ‘guest profile’, no fundo, é o itinerário e não necessariamente o navio”, explica. 

A Silversea celebra neste 2024 seus 30 anos de história “setting the bar” na indústria dos cruzeiros de luxo e ultra luxo. Com frota atual de doze navios que chegam juntos a 900 destinos e alcançam todos os continentes, a armadora inaugurará ainda na metade deste ano o segundo navio desta classe Nova, o Silver Ray

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Six Senses Shaharut

Six Senses chega a Israel com Six Senses Shaharut

A imensidão de crateras, montanhas, penhascos e formações geográficas espetaculares do deserto do Negev cobrem mais da metade de todo o território de Israel. Fazendo fronteira com a Jordânia, esse fenomenal deserto, tão fértil em belezas naturais e experiências bem autênticas em tours, parques nacionais e kibbutzim da região, carecia há tempos de uma opção realmente confortável e com bom serviço de hospitalidade. O jogo agora virou: a rede Six Senses chega a Israel com Six Senses Shaharut.

O hotel, inaugurado no segundo semestre de 2021 mas aberto a turistas internacionais somente em março deste ano, já está mudando o cenário turístico na região. Com proposta 100% focada em bem estar e sustentabilidade, e instalado literalmente em meio ao deserto, o Six Senses Shaharut já começa a atrair hóspedes que nem estão viajando propriamente por Israel. É cada vez mais frequente turistas em viagem pela Jordânia escaparem por alguns dias ao país vizinho para conhecerem todas as belezas do Negev com o conforto e a excelência das propriedades Six Senses (são cerca de 3h de distância do hotel a Petra).

Conhecer o deserto do Negev, em Israel, era um dos meus sonhos de viagem. Tive o prazer de realizá-lo neste junho de 2022, após concluir um roteiro de “Terra Santa para brasileiros” com a agência curitibana Caminhos Viagens. E o sonho do Negev se realizou de maneira ainda melhor que a esperada: tive o prazer de ser a primeira jornalista brasileira a se hospedar no novo Six Senses Shaharut durante minhas aventuras por lá (dá pra acompanhar não só minha estadia no hotel quanto também toda minha bela viagem por Israel no Instagram @maricampos). E na coluna de hoje vou contar em detalhes porque esse belo resort em pleno deserto é tão especial.

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Six Senses chega a Israel com Six Senses Shaharut

Faltava mesmo ao deserto do Negev uma propriedade focada no mercado de luxo (hotéis previamente existentes por lá focavam em sua maioria nas fatias mais econômicas do turismo, como o enorme Kfar Hanokdim e o Selina Ramon. O Six Senses Shaharut chegou com 60 acomodações em uma propriedade de 46 acres do deserto.

O hotel está em harmonia com o panorama quase sobrenatural das paisagens da região. Cada suíte foi desenhada para parecer uma mini villa (ou cottage), com enormes portas, relaxantes tons pastéis, muitas texturas diferentes e a cama sempre posicionada bem no meio do quarto, para garantir vista panorâmica do deserto através das janelas que vão do chão ao teto. 

Cada uma delas possui living, varanda e espaçosos banheiros, com banheira e chuveiro bem separados; algumas possuem também pequenas piscinas privativas, chuveiro externo e área de refeições. Há pouco espaço para guardar roupas ou abrir as malas. Tampouco há espaço para guardar as malas, que acabam ficando sempre aparentes no quarto, tolhendo um pouco a passagem.  Por outro lado, há água filtrada, café em cápsulas e biscoitos cortesia no belíssimo minibar embutido.

A decoração é um dos maiores trunfos da propriedade. Tudo no quarto é repleto de texturas, distintos tecidos, aromas naturais. Tudo é inspirado no deserto, com peças, objetos e louças produzidos com exclusividade por uma comunidade próxima. A arquitetura bem bolada garante vista panorâmica para o deserto para todas as acomodações e nenhuma delas fica à vista dos hóspedes que caminham pela propriedade.

CLIQUE AQUI PARA VER MAIS DETALHES E VALORES DO SIX SENSES SHAhARUT

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Projeto levou dez anos para ser concluído

O empresário Ronny Douek começou o projeto há dez anos, quando ainda nem imaginava que seria inaugurado como Six Senses Shaharut. O hotel já estava em avançado processo de construção quando a rede Six Senses entrou na jogada. A ideia de Douek sempre foi ter ali um hotel cujas construções (acomodações, áreas comuns etc) parecessem ter estado sempre ali, como uma espécie de vila nabateia – projeto levado a cabo com esmero pela arquiteta Daniella Plesner.

Com seus parceiros comerciais, investiu mais de 100 milhões de dólares na empreitada que realmente criou um hotel que parece parte da paisagem do deserto. E o projeto tinha mesmo tudo para se tornar uma propriedade Six Senses, tão focado em autenticidade e sustentabilidade.  É o primeiro hotel tanto de Israel quanto da própria rede Six Senses a conquistar certificação LEED.

O projeto está dando tão certo que executivos da rede já planejam criar uma espécie de “circuito Six Senses” em Israel, com diferentes propriedades em outros cantos do país. Vale lembrar que a cena hoteleira está em franca expansão no país que, além do Six Senses Shaharut, ganhou esse ano seu primeiro Kempinski em Tel Aviv (o antigo The David, que acaba de reabrir as portas) e tem Mandarin Oriental em franca construção na mesma cidade. 

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Mas nem tudo foi simples: Shaharut, que se traduz como o momento logo antes da alvorada, é também o nome de uma pequena comunidade dos arredores que, então com apenas 160 residentes, viu de repente sua população aumentar com alguns dos funcionários do hotel se mudando para lá.  Inicialmente os moradores não estavam nada satisfeitos com a chegada de um hotel a seu recanto remoto e silencioso; mas parece que agora os ânimos estão finalmente se acalmando por lá. 

Diversos moradores fizeram parte de alguma maneira dos elementos artesanais da construção e manutenção do resort, da madeira esculpida dos tetos e portas aos exclusivos cobertores, colchas e cerâmicas do hotel.  Dizem que Duek supervisionou cada porta, almofada ou lamparina instalada no resort, do qual segue sendo proprietário. 

A administração do resort apostou em um staff muito jovem de israelenses. A maioria veio sem experiência na área, recém saída dos anos no exército de Israel – o que torna o serviço bastante casual em todo o hotel e ainda precisando de ajustes importantes no restaurante, principalmente durante o serviço do café da manhã. Muitos funcionários do hotel estão hoje alojados numa pequena comunidade “kibbutz-style”.

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Para comer, relaxar, Se aventurar

O Six Senses Shaharut conta com três espaços gastronômicos focados em uma fusão da cozinha israelense com a mediterrânea. Há um grill próximo à piscina, o adorável Jamillah Bar para drinks, lanches e pratos leves, e o Midian, o restaurante principal, aberto para café, almoço e jantar.

Em todos eles, a proposta do chef executivo David Bitton (ex- King David) é utilizar ingredientes locais e regionais muito frescos, muitos deles produzidos no próprio hotel ou em algum kibbutz da região. Com mesas internas e externas, a cozinha ao vivo e o fantástico forno taboon se encarregam de produzir pratos étnicos e internacionais.

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O café da manhã servido diariamente no Midian é praticamente um evento – e tudo com vista panorâmica para o vale Arava, as montanhas Edom e até o pequeno vilarejo Shaharut. São inúmeras estações distintas de um imenso buffet de quentes e frios, uma área somente para queijos locais e diferentes tipos de iogurte e uma lista bastante interessante de sucos especiais e pratos à la carte, também incluídos. (aliás, reservar diárias com meia pensão ali é fundamental)

O Six Senses Shaharut tem ainda piscina infinity com vista para o deserto israelense e as montanhas jordanianas, um belíssimo spa ayurvédico com piscina indoor, estábulo com camelos resgatados, um anfiteatro para apresentações musicais e sundowners, e um genial jardim quase tropical que abastece as cozinhas do resort.  Atividades como aulas de yoga, tours pelo jardim, criação do seu próprio scrub e até happy hour ao por do sol três vezes por semana estão incluídas nas diárias, em dias e horários específicos.

Para chegar ao hotel, são cerca de três horas e meio de carro desde Tel Aviv ou Jerusalém, três horas de Petra ou 50 minutos a partir do Aeroporto Internacional Ramon (ETM), próximo a Eliat, no mar Vermelho. Chegadas em helicópteros também podem ser reservadas. O resort recebe apenas hóspedes acima de 12 anos.

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