Comercialização híbrida

Há algum tempo, vinha me chamando a atenção o desafio da hotelaria em lidar com seus diferentes tipos de clientes ao recebê-los simultaneamente. Um cliente corporativo ou que participa de um evento no hotel tem hábitos, demandas e necessidades muito diferentes do clientes a lazer. Lidar com estes diferentes tipos de clientes continua a ser um desafio na busca de minimizar a sazonalidade e servir bem àqueles que depois vão recomendar ou criticar o hotel e seus serviços. Da mesma forma, adequar a mão de obra e oferecer determinados tipos de serviços, ou ainda aproveitar melhor os finais de semana são desafios complexos.

Pois agora a diferenciação dos clientes passa a atuar já na comercialização, chamada híbrida.O fraco desempenho de alguns mercados e a necessidade de se reinventar fez com que o Grupo Meliá adotasse novas formas de atrair clientes com diferentes necessidades e ao mesmo tempo otimizando a ocupação e utilização de seus serviços. Segundo Vini Hinojosa em matéria publicada na edição espanhola do Hosteltur as principais ações que o grupo está desenvolvendo são:

– rede comercial própria ou de terceiros de forma a oferecer produtos para todos os segmentos de mercado

– liderança e experiência no setor de lazer

– capacidade de gerar fluxos emissivos e receptivos

– ampla disponibilidade de produtos, e

– grande conhecimento do perfil de seus clientes

O modelo já testado em algumas cidades espanholas será ampliado pelo Meliá e também será utilizado nos mercados europeus mais importantes e em outros mercados, como no Brasil. O modelo é mais adequado para hotéis em centros urbanos já consolidados (Fonte: Hosteltur, 12/05/14).

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Jeanine Pires

Professora e empresária, tem 19 anos de experiência em turismo e eventos. Diretora da Pires & Associados e da MATCHER Travel Business.Suas principais atividades são a realização de Planos de Marketing de Destinos Turísticos e palestras no Brasil e no exterior. Presidiu a EMBRATUR de 2006 a 2010, onde também foi Diretora de Turismo de Negócios e Eventos. Liderou o trabalho de promoção do Brasil como destino turístico no exterior, os programas de captação de eventos internacionais e a agenda de promoção do Brasil de 2003 a 2010. Participou da elaboração do Plano Aquarela - Marketing Turístico Internacional do Brasil em 2005 e também coordenou sua versão para 2020. Nos Convention & Visitors Bureaux de Maceió e Recife como diretora executiva, desenvolveu os programas de marketing de lazer e eventos para aquelas cidades entre 1997 a 2002. Esse blog reflete opiniões pessoais e não tem qualquer vínculo institucional

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