O caminho da isenção de vistos

Enquanto nos EUA a discussão tem girado em torno do estabelecimento de barreiras migratórias, por aqui há algum tempo se discute a descomplicação da vinda de turistas de alguns países ao Brasil. O plano é que o governo brasileiro dispense, durante dois anos, a necessidade de visto para turistas dos Estados Unidos, Austrália, Canadá e Japão.

Ainda em processo e caminhando para chegar ao congresso, esta é uma das medidas mais aguardadas para o Turismo. Se mostrou eficaz no período das Olimpíadas Rio 2016 (quando 74% dos cidadão desses países entraram no Brasil se beneficiando da isenção) e da Copa do Mundo em 2014, com grandes chances de ajudar a desenvolver a receita do setor neste ano de 2017, caso seja aprovada.

A isenção de vistos para esses países pode injetar R$ 1,4 bilhão na economia nacional e impactar no aumento do fluxo de turistas das quatro nacionalidades para o Brasil. Se aprovada, seria uma força de apoio ao turismo, num tempo em que toda oportunidade deve ser aproveitada ao máximo.

Todo o andamento dos fatos e os posicionamentos diante da medida evidenciam não só a urgência de estabelecimento de providências que desenvolvam o turismo no país, evidencia também a necessidade em trazer o turismo para o eixo de atenção, classificando o setor como uma das prioridades.

Quando o setor for devidamente discutido, acompanhado e considerado, não apenas com objetivo de monetização, ou motivação puramente política ou social, mas com o entendimento da complexidade e da multiplicidade de âmbitos que essa indústria abraça (cultura, economia, sociedade, hábitos de consumo, tecnologia, serviços adjuntos etc.), é que veremos o turismo no Brasil se desenvolver de forma plena. Continuamos acompanhando.

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Jeanine Pires

Professora e empresária, tem 19 anos de experiência em turismo e eventos. Diretora da Pires & Associados e da MATCHER Travel Business.Suas principais atividades são a realização de Planos de Marketing de Destinos Turísticos e palestras no Brasil e no exterior. Presidiu a EMBRATUR de 2006 a 2010, onde também foi Diretora de Turismo de Negócios e Eventos. Liderou o trabalho de promoção do Brasil como destino turístico no exterior, os programas de captação de eventos internacionais e a agenda de promoção do Brasil de 2003 a 2010. Participou da elaboração do Plano Aquarela - Marketing Turístico Internacional do Brasil em 2005 e também coordenou sua versão para 2020. Nos Convention & Visitors Bureaux de Maceió e Recife como diretora executiva, desenvolveu os programas de marketing de lazer e eventos para aquelas cidades entre 1997 a 2002. Esse blog reflete opiniões pessoais e não tem qualquer vínculo institucional

2 thoughts on “O caminho da isenção de vistos

  1. Olá Janine. Esta é uma discussão pertinente e muito importante, especialmente neste momento de crise econômica pela qual passamos. A política de reciprocidade não tem muito sentido num mundo globalizado como o nosso quando se refere a certos países, especialmente os indicados no seu texto. Na verdade, até entendo a necessidade do ingresso de divisa para os cofres da União/MRE com a manutenção de vistos, mas poderíamos então facilitar e desburocratizar a vida do potencial turista estrangeiro. Nosso vizinho e ao mesmo tempo destino concorrente e complementar – a Argentina – já instituiu o visto eletrônico: rápido e eficiente. Se o MRE e/ou outros ministérios não querem abrir mão das taxas consulares cobradas com a emissão de vistos, o Brasil pode muito bem instituir o “e-visa”! Isto por si só já seria um grande incentivador. Claro, o ideal seria a isenção de vistos, mas se este fôr um assunto polêmico, acredito que o sistema de “e-visa” seria a melhor opção. O turista teria a facilidade de fazer tudo muito rapidamente via internet no conforto de sua casa e com pgto via cartão de crédito. Todos sairíamos ganhando.

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