O ano do Overtourism

No decorrer deste ano, abordei algumas vezes aqui no blog o tema Overtourism, citando os exemplos de Veneza, Barcelona e Amsterdã. O fato é que o fenômeno, recentemente, tem se tornado uma preocupação real por se apresentar em destinos e gerar desconfortos que podem causar uma verdadeira aversão ao Turismo (a turismofobia).

O Turismo é uma força de apoio, uma indústria que gera desenvolvimento em âmbitos globais: social, cultural, econômico etc. Essa constatação é reiterada por dados, pesquisas, experiências em destinos, vivências dos turistas e é confirmada por quem trabalha no setor direta ou indiretamente. A indústria está presente e se torna mais desenvolvida por ser benéfica. Quando o destino não está preparado para uma “superexpansão” e a chegada de hordas de turistas (que pode ser ou orgânica ou provocada), temos o Overtourism e com ele, temos um problema.

Em contrapartida com o desenvolvimento de novas estratégias de Turismo e o número de viajantes pelo mundo, 2017 foi também, sem dúvidas, o ano do Overtourism. Nesse ano, destinos buscaram estratégias para tentar conter as consequências dos “excessos” do Turismo.

Mas o ditado já nos diz que “prevenir é melhor do que remediar”. Com o tema agora em foco, PREVER as consequências da superexpansão do Turismo e até mesmo identificar a chegada do fenômeno se torna essencial na manutenção do setor como uma engrenagem de apoio e não uma dor de cabeça.

Aqui na WTM London, o assunto virou debate por sua ocorrência na Europa e no litoral do Mediterrâneo. Ministros de Turismo reuniram-se para abordar as questões de sobrecarga de turistas em alguns destinos e discutir possíveis estratégias.

Barcelona, Amsterdã, Veneza, Dubrovnik e Santorini são apenas alguns exemplos de como o crescimento desenfreado do setor pode afetar as esferas sociais e econômicas de um destino, reverberando o quanto é preciso contornar seus efeitos, com planos de ação que monitorem seus resultados,
e trabalhar a indústria de forma proporcional ao que se pode hospedar.

O fato é que, assim como o Overtourism não chega a curto prazo, a solução para o problema dificilmente funcionará em curtos espaços de tempo. Talvez uma visão mais holística para o Turismo de determinados destinos possa evitar uma sobrecarga e a transformação do turista numa visita indesejada.

Divulgado ranking das 100 cidades mais visitadas do mundo

A Euromonitor International revelou nesta terça, aqui na WTM London, a edição de 2017 do Top 100 City Destinations Ranking, um relatório que aborda as 100 principais cidades do mundo em *chegada de turistas internacionais*. O relatório deste ano inclui dados de previsão até 2025 e incorpora futuras tendências de viagens, dando uma visão mais aprofundada sobre como as tendências de viagens são apoiadas pelas oportunidades e quais desafios as cidades enfrentam no setor.

O Top 10 da lista:

1. HONG KONG: 26.6 milhões de visitantes

2. BANGKOK: 21.2 milhões de visitantes

3. LONDON: 19.2 milhões de visitantes

4. SINGAPORE: 16.6 milhões de visitantes

5. MACAU: 15.4 milhões de visitantes

6. DUBAI: 14.9 milhões de visitantes

7. PARIS: 14.4 milhões de visitantes

8. NEW YORK: 12.7 milhões de visitantes

9. SHENZHEN: 12.6 milhões de visitantes

10. KUALA LUMPUR: 12.3 milhões de visitantes

 

Brasil

A cidade do Rio de Janeiro é a única brasileira da lista. O Brasil é citado no relatório como um dos maiores mercados da América Latina. Anfitrião da Copa em 2014 e dos Jogos Olímpicos em 2016, obteve um desenvolvimento significativo graças aos dois grandes eventos, entretanto, recentemente, vem enfrentando “tempos turbulentos” na política e na economia do país, que está se recuperando paulatinamente. Possivelmente, Rio de Janeiro cairá algumas posições na próxima edição do ranking, já que este é feito de acordo com o número de turistas recebidos (no caso do Rio, este número teve alta graças às Olimpíadas).

Crescimento do Turismo na Ásia-Pacífico

Hong Kong, a cidade mais visitada do mundo de acordo com o relatório, é beneficiada pela sua localização estratégica e relacionamento com a China; seguida de Bangkok, que ultrapassou Londres em 2015. As cidades asiáticas dominam os rankings de destino global, graças ao aumento de Turismo de saída chinês. Em 2010, 34 cidades da Ásia-Pacífico estavam presentes no ranking da Euromonitor International, número que saltou para 41 cidades em 2017 e deverá crescer para 47 cidades em 2025. A Ásia-Pacífico é uma região de destaque por ter impulsionado mudanças importantes no setor de viagens, de acordo com relatório. A previsão é que Singapura ultrapasse Londres como a terceira a cidade mais visitada do mundo até 2025, tornando o pódio totalmente asiático.

Europa

Já o desempenho das cidades europeias tem sido dificultado por vários eventos nos últimos anos, incluindo a crise da zona do euro e dos migrantes, bem como a Brexit e ataques terroristas. Apesar da incerteza, alguns destinos europeus, em particular a Grécia, a Itália e a Espanha tem se beneficiado por oferecerem clima semelhante a países do Oriente Médio afetados por percalços políticos.

América do Norte

Os controles de fronteira mais fortes podem pesar no desempenho do Turismo da América. Apesar de terem crescido positivamente, as chegadas dos EUA testemunharam uma desaceleração em 2016 devido a uma forte incerteza dólar e política em torno das eleições dos EUA.

Sobre o provedor

A Euromonitor International é o principal fornecedor mundial de inteligência de negócios global e análise estratégica de mercado.

Para saber mais informações do Turismo em outras regiões, você pode solicitar o download do relatório completo.

Direto da WTM, em Londres

Começou hoje a WTM London, a maior versão global da feira, que reúne mais 50 mil profissionais, compradores e representantes do Turismo.

Pela relevância e amplitude do evento, a programação da feira conta com diversos assuntos e novidades da indústria sendo apresentados. Confira alguns assuntos dos temas anunciados por aqui:

Qatar e os benefícios da isenção de visto

De acordo com a Qatar Airways e autoridades do Turismo de Qatar, o país está disposto a facilitar a entrada de visitantes estrangeiros em seu território. Atualmente, o Turismo do Qatar está elegendo uma lista de 80 países para ter isenção de visto para visitar o país. Além disso, há uma plataforma online que agiliza o processo de obtenção de vistos para os turistas que não possuem isenção de visto.

Air Europa celebra 30 anos

A maior linha aérea privada da Espanha comemora este ano 30 anos de existência. A Air Europa informou na WTM o investimento de $3,5 bilhões em sua frota de aeronaves. A companhia também está promovendo na feira 19 destinos da América Latina, América do Norte e Caribe.

TAP em expansão

A TAP Portugal também está presente na feira divulgando sua linha mais recente, Lisboa – Londres. A linha foi inaugurada a tempo da WTM London: desde o dia 29 de outubro, o trajeto opera uma vez por dia nos fins de semana e duas vezes por dia em dias da semana.

A empresa aérea também comunicou que viajantes indo para o Brasil, África, Venezuela, Canadá e EUA em voos operadora pela TAP podem agora escolher e pagar apenas pelos serviços usados.

Amanhã teremos mais WTM aqui em Londres. Acompanhe nos próximos posts.

A caminho da WTM London

A partir da próxima segunda-feira (6), até a quarta-feira (8), toda a indústria de Turismo estará representada em um só lugar: a World Travel Market London, no Reino Unido. A maior versão global da feira, reunirá mais de 50 mil participantes e cerca de 5 mil expositores. Ao acompanhar de perto o sucesso do evento e participar da sua programação, pode-se com facilidade dizer que a WTM London é uma ocasião excepcional de oportunidades para quem investe, promove e atua na indústria de viagens e turismo.

Os números confirmam: a edição de 2016 fechou 2,8 bilhões de libras em acordos, valor recorde para a o evento, em uma delegação de 51,5 mil pessoas. Foram mais de 870 mil reuniões comerciais, e participação de mais de 9 mil compradores. A carta de eventos da WTM facilita mais de US$ 7 bilhões em contratos.

 

Diante da amplitude alcançada pelo evento em relação aos participantes e seus diversos interesses, a programação conta com uma agenda intensa de meetings, palestras, divulgação de dados, seminários e conferências. Tem muita coisa pra acontecer em três dias!

Até lá, há a expectativa crescimento significativo da indústria a partir das operações, transações, acordos e oportunidades proporcionados pelo maior encontro de profissionais do Turismo do mundo. Vamos acompanhar de perto o desenrolar da feira e as atividades que estão para acontecer. Até a WTM London!

Brasileiros gastam 32% a mais em Setembro

De acordo com dados divulgados pelo Banco Central nesta quinta-feira (26), os brasileiros gastaram a quantia de US$ 1,7 bilhão em viagens ao exterior no último mês de setembro, o que representa uma aumento de 32% em relação a setembro do ano passado. A despesa cambial do mês que passou foi a maior para o mesmo período desde 2014.

A taxa de câmbio tem sido o fator determinante para o aumento dos gastos dos brasileiros em terras internacionais. O aumento dos gastos brasileiros tem sido observado nos últimos meses e se justifica também pelo período favorável de viagens (julho e agosto), embora a cotação do dólar ,que tem se mantido relativamente estável (no fim de setembro estava na casa dos R$ 3,16), seja decisiva nesse quesito.

No acumulado do ano, as despesas estão em US$ 14,145 bilhões, 15% a mais do que nos primeiros 9 meses de 2016.

Receita

Já os estrangeiros injetaram US$ 407 milhões, em setembro, no Brasil, registrando queda, visto que o patamar registrado no mesmo mês de 2016 foi de US$ 443 milhões. Já no acumulado dos nove primeiros meses deste ano, os gastos de estrangeiros no Brasil totalizaram US$ 4,36 bilhões – também com recuo frente ao mesmo período do ano passado, quandos somaram US$ 4,66 bilhões.

Colocando a conta na balança, com os gastos dos turistas brasileiros no exterior maiores do que a receita deixada por aqui pelos turistas estrangeiros, a conta de viagens internacionais fica negativa em US$ 1,309 bilhão, no mês de setembro deste ano e em US$ 9,870 bilhões no acumulado do ano;

O Banco Central informou que a taxa de câmbio não deverá sofrer grandes alterações nos próximos meses. Vamos acompanhar.

Vamos falar sobre economia?

A economia não é nem de longe um dos temas favoritos dos profissionais do Turismo e também não é, talvez, o assunto que todos almejam ler numa segunda-feira de manhã, mas o assunto surge frequentemente devido à predisposição do setor às diversas variáveis, incluindo, obviamente, as alterações econômicas.

A Euromonitor International publicou na última semana um estudo de previsões econômicas ao redor do mundo e, estando o Brasil numa posição instável diante do tema, nosso país foi alvo também do estudo, incluídos dados macro como PIB, inflação, taxa de desemprego, taxa de juros etc.

De acordo com o estudo, nosso mercado emergente possui previsões otimistas de recuperação da economia. Para as taxas de juros, a probabilidade é que haja redução anual.  Com o consumo já se recuperando paulatinamente, a produção industrial também está voltando aos trilhos, apoiada pela produção automobilística, eletrônica e máquinas.

Como resultado, a previsão da Euromonitor de crescimento do nosso PIB fica em 0,5% em 2017 e em 2,1% em 2018.

Relação com o Turismo

Sendo um grande influenciador do setor, o quadro econômico geral conduz algumas esferas e interfere em outras, como o número de viagens para o exterior, o gasto de turistas brasileiros em viagens internacionais, o número de turistas estrangeiros por aqui, compra de serviços de turismo e passagens aéreas, intenção de consumo etc.

Ainda de acordo com a Euromonitor, a estimativa é de que 9,2 milhões de brasileiros realizem viagens internacionais  até o fim de 2017. Nos gastos no exterior, até o mês de agosto, este ano ultrapassou em 35% (em relação ao mesmo período do ano passado) o valor das despesas de brasileiros em viagens para fora do país, de acordo com o Banco Central.

O fato é que, estudos podem prever recuperação e prognosticar riscos, mas a influência do quadro econômico brasileiro no Turismo pode apenas ser sentido no desenrolar dos fatos. Trabalhamos em prol de um setor que é altamente influenciado pela economia e dependente dela, não tem pra onde correr (a solução é permanecer acompanhando!).

Conquistando o turista pelo estômago

Dando continuidade a uma série de posts a respeito dos novos hábitos de consumo e forma de aprimorar a prática de turismo de acordo com as novas preferências dos viajantes, há uma tendência que não passa mais despercebida: o papel da comida na viagem. É importante focarmos no alimento como integrante essencial num roteiro de viagem, pois a gastronomia é uma grande motivação para os viajantes de todo o mundo: de acordo com uma pesquisa da Booking.com, 75% dos viajantes pelo mundo gostariam de escolher um destino por suas comidas e bebidas.

Não se trata apenas de recomendar restaurantes locais. O conteúdo relacionado a experiências de degustação, mercados de alimentos e produtos regionais pode engajar viajantes que buscam experiências gastronômicas, ajudando a impulsionar o mercado local de um destino.

A Catalunha, por exemplo, é um destino que possui uma seção dedicada a comida em seu site, onde apresenta vídeos sobre sua famosa culinária e vinhos da região. Além de aumentar o envolvimento de pessoas interessadas em alimentos, esse tipo de conteúdo também ajuda a promover a autenticidade e a identidade única de um lugar. (Ver vídeo abaixo)

O setor do Turismo em Nova York, a NYCGo, também tem um foco extensivo em alimentos, usando um formato de estilo de revista para apresentar restaurantes, tendências alimentares e peculiaridades que fazem sua cena de jantar tão famosa. Também promove eventos alimentares que acontecem na cidade de Nova York, ajudando os usuários a planejar viagens e eventos específicos, além de obter inspiração.

No Brasil

Por aqui essa tendência já está se tornando uma realidade. A cidade de Florianópolis hoje está entre as 18 cidades no mundo que fazem parte da lista de Cidades Unesco da Gastronomia.

Trazer à tona a regionalidade de um destino através de sua culinária local é uma forma de valorizar a singularidade e agregar exclusividade à viagem. Há muitos anos o paladar faz parte da vivência de viagem dos turistas, está mais do que na hora de darmos a devida atenção à experiência da gastronomia como um relevante motivador da indústria de viagens e turismo.

Este post faz parte de uma série informativa a respeito de aperfeiçoamentos e boas práticas de marketing digital aplicados ao Turismo. Você pode acompanhar mais clicando aqui, aqui e aqui.

Aviação: 2016 teve 3,8 bilhões de passagens aéreas, segundo IATA

O transporte aéreo de passageiros avançou, é o que diz a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA), que reúne as 275 maiores companhias aéreas do mundo. A IATA revelou nesta segunda-feira (9) que, no ano de 2016, 3,8 bilhões de passagens foram vendidas no mundo inteiro.

A informação foi divulgada no relatório final do desempenho da aviação comercial no ano passado e representa um crescimento de 7% na quantidade de passageiros em relação a 2015.

O crescimento da aviação de passageiros foi mais expressivo no mercado da Ásia-Pacífico, onde o crescimento no tráfego foi de 11,3%, somando 1,3 bilhão de embarques e respondendo por 35% do transporte aéreo em 2016.

A Europa possui, de acordo com a IATA o segundo maior mercado, com 26% de participação.

América Latina

De acordo com o relatório divulgado, a América Latina não obteve um crescimento expressivo no ano de 2016, ficando com um aumento de 1,8% em relação ao ano anterior e representando 7% da aviação global. Entretanto, o mercado latino tem manifestado números positivos que conferem otimismo ao nosso mercado aéreo: no balanço da IATA do último mês de agosto, a América Latina obteve crescimento de 9,3% na demanda, sendo a região que mais cresceu no mês, em comparação a agosto do ano passado.

Brasil

O tráfego doméstico no Brasil subiu 5,5% no mês de agosto e seu crescimento caminha a passos mais vagarosos, devido ao momento econômico ainda instável, apesar de alguns sinais de recuperação. Já a capacidade do doméstico brasileiro subiu 3,6%, o que fez a taxa de ocupação média das aeronaves brasileiras chegarem a 80,3%, uma porcentagem considerável.

A gente segue acompanhando as novidades e desdobramentos do setor.

 

6 destinos subestimados que valem a pena

Praia em Omã, país pouco conhecido do Oriente Médio

Na hora de escolher um destino internacional, claro que há os mais procurados pelos viajantes costumeiros que já têm lugar guardado no coração de quem pretende fazer uma viagem! Mas, um pouco distante dos holofotes publicitários, encontramos alguns destinos pouco conhecidos, mas que podem conquistar o turista ainda na hora de programar a viagem!

Separei aqui uma lista resumida destes destinos subestimados, todos com paisagens, cultura e arquitetura imperdíveis e que valem a pena comercializar ou promover.

6 destinos para sair da rotina e se surpreender!

  1. Omã

Você provavelmente conhece alguém que quer ir ou já foi para o Oriente Médio, mas dificilmente algum conhecido já foi para Omã! E isso deveria mudar, pois lá a cultura da região islâmica é igualmente expressiva e as paisagens são cativantes. Destino conhecido pelos turistas do continente, em Omã o Turismo ocupa uma parcela significativa na economia e os habitantes locais costumam ser bastante acolhedores (uns dos mais hospitaleiros do mundo!) com os visitantes estrangeiros. Há uma gama de passeios: viagem para o deserto, passeio em uma fortaleza de 1.000 anos ou ir à uma ilha com areia branca e água azul cristalina.

 

  1. Romênia

Situado no Leste Europeu é muitas vezes ignorado em favor da Grécia ou Turquia. Em qualquer época do ano, todo o país é presentado com vistas incríveis de florestas e lagos. Além das paisagens naturais, a Romênia também abriga diversos castelos e fortalezas antigas que podem ser visitados pelos turistas, incluindo o célebre castelo do Drácula, construído em meados de 1300, um dos passeios mais procurados por lá.

 

  1. Bolívia

Um dos países mais surpreendentes da América do Sul de se visitar. Só o ponto de partida, La Paz, é uma cidade colorida e interessante para se explorar a pé. Saindo de La Paz, há o Lago Titicaca, montanhas para fazer trilhas, zona rural com belas paisagens, fontes termais, minas de prata e as famosas planícies de sal, que são de uma brancura a perder de vista. A Bolívia também fica bem ao lado do Peru, portanto é um complemento perfeito para uma viagem a Machu Picchu.

 

  1. Albânia

Localizada na costa entre a Grécia e a Croácia, já pode esperar da Albânia uma paisagem “praiana mediterrânea” parecida, porém com bem menos turistas e muito, muito mais barata! É possível conhecer praias paradisíacas na Riviera Albanesa, desfrutar da culinária mediterrânea e da cultura rural no interior. Há um porém: se estiver procurando hotéis de luxo, é melhor visitar um país vizinho! Na Albânia, hotéis e pousadas em sua maioria, possuem estruturas simples, porém muito confortáveis, mas não luxuosas.

 

  1. Mianmar

Antes chamado de Birmânia, o Mianmar é um país que abriu suas portas para o Turismo recentemente (em 2012). Quem visita, descreve o país como um destino único, onde se vive experiências autênticas e emocionantes. Parte desse encanto dos visitantes se deve aos birmaneses, que são hospitaleiros e gostam mesmo de receber os turistas. Mianmar está repleto de templos fantásticos que impressionam os visitantes, como o Shwedagon Pagoda. Na cidade de Bagan, é possível fazer o conhecido passeio de balão e, se não quiser ir de balão, admirar a vista dos balões coloridos no céu ao amanhecer do dia já é uma experiência inesquecível.

 

  1. Nicarágua

Provavelmente o destino mais barato da América Central, não deixa a desejar em nada, pois possui tantas opções de passeios e paisagens deslumbrantes quanto seus países vizinhos. Apesar de não ser um país muito grande, há uma variedade de atividades: cidades coloniais com construções antigas, praias maravilhosas por toda a costa (algumas perfeitas para a prática de surf) e, para os mais aventureiros, pode-se escalar um vulcão ativo e descer de “Volcano boarding”, acampar na selva e nadar em cachoeiras.

Alguns destes países “não descobertos” possuem enorme potencial para tornarem-se destinos bastante visitados futuramente! A opção de sair do comum e conhecer um desses grandes destinos pode ser tão irresistível para o futuro visitante quanto a ideia de conhecer um lugar já ovacionado pela maioria. Vale a pena apostar num desses destinos e se surpreender!

Como anda a estratégia do seu site?

Tennessee Vacation: exemplo de interface atraente e interação com o visitante digital

Sabendo da importância de um projeto bem feito de marketing para as vendas de uma empresa (seja ela de Turismo ou não), há, em meio a tantas modalidades de promoção de produtos e/ou marca, um que, não raro, é feito sem muita cautela, mas merece especial atenção, por se tratar de um veículo de interação com o cliente e não só de recepção: os sites.

O site oficial de uma empresa é um mecanismo de divulgação e o espaço que acolhe o futuro cliente e por isso deve ser pensado cuidadosamente com o intuito de atrair e cativar o visitante. No marketing, a área do design responsável em criar uma interação agradável do usuário com interfaces, produtos e sistemas, é chamada de UX (User Experience). A experiência do usuário está desde o fluxo de tela, disposição de imagens e até nas cores dos botões de clique.

No Turismo, enquanto a maioria dos sites relacionados a viagens tem maior atenção à área de reservas, algumas páginas tentam atrair turistas se concentrando num conteúdo informativo e com o design cuidadosamente projetado e direcionado.

Como exemplo, separei alguns sites de destinos que se utilizam do Slick UX (interface responsiva e simples) e de um visual atraente, que atrai o possível visitante.

O Tennessee Vacation toma a atenção do usuário com imagens altamente visuais e atraentes, projetadas
para destacar diferentes aspectos do estado americano.  Também ajuda diferentes tipos de viajantes
a navegar pelo site, dependendo do que eles estão interessados.















Outro exemplo de design excelente é o Visit Finland - especificamente seu mapa animado. Os usuários são
levados ao redor do mapa à medida que rolam, com cada seção detalhando informações sobre as 
principais atrações dentro de quatro regiões. O mapa em si é muito parecido com desenhos
animados, o que atribui um diferencial, gerando uma fácil experiência para o usuário e o contentamento
de um design lúdico.

No Reino Unido, o Visit Cornwall também faz uso de design marcante, integrando o vídeo do site em sua
página inicial. Apresentando as belas vistas costeiras do condado em imagens dinâmicas, a interface capta
a atenção do usuário e mostra seu atrativo exclusivo logo de início.
 
Pode parecer banal à primeira vista, mas um estudo detalhado de criação de interfaces e elaboração de
uma estratégia calculada pode fazer toda diferença no engajamento dos usuários com uma página e,
consequentemente, no aumento de vendas de um produto. Conhecimentos a respeito de inovações que
façam diferença, tragam mais eficiência e promovam oportunidades são sempre bem-vindos!

Este post faz parte de uma série informativa a respeito de aperfeiçoamentos e boas práticas de
marketing digital aplicados ao Turismo. Você pode acompanhar mais clicando aqui e aqui.