Qual cidade ganhou ou perdeu na oferta de voos internacionais?

Fortaleza é a cidade brasileira que mais cresceu em número de voos e assentos em voos internacionais no mês de março de 2019. A cidade que mais perdeu assentos foi João Pessoa. Desde minha época de EMBRATUR adoro avaliar a oferta de voos internacionais para o Brasil, estou feliz que esse trabalho continue a ser feito até hoje pelo Joaquim Neto da EMBRATUR. Parabéns! Hoje foi divulgada pela autarquia a variação da oferta de voos e assentos do mês de março de 2019 em relação a março de 2018. E alguns números nos chamam a atenção.

Fortaleza aparece disparada com a maior variação positiva de voos internacionais, cresceu 79,65% sua oferta e 69,1% sua oferta de assentos. Um número muito alto que mostra uma estratégia acertada do Ceará sob a liderança do Secretário Arialdo Pinho de fazer um novo portão de entrada no Brasil para distribuir passageiros por todo o território. A chegada do hub AL/KLM e da GOL ajudou nessa ampliação, assim como a vinda de muitos outros voos internacionais de diversas empresas. As cidades que mais aumentaram sua oferta de assentos também foram: Cabo Frio (31,115%); Brasília (24,99%) e Florianópolis (21,33%). Muitas cidades tiveram ganhos menores de assentos no período. O acumulado de janeiro a março desse ano está quase estável (+0,48%) em relação ao mesmo período de 2018, somando 3.739.279 assentos de e para o Brasil.

As cidades que mais perderam assentos internacionais em março de 2019 comparando com 2018 foram: João Pessoa (-63,8%); Porto Seguro (-50,5%) e Recife (-38,2%). Logo depois vem Navegantes com -37,94%; e Belo Horizonte caiu 31,56%. É claro que algumas cidades se destacam tanto no aumento e outras na retração, sobretudo aquelas que já tinham pouco voos como é o caso de João Pessoa e perdem pouco, mas muito na proporção.

Por que estou sempre de olho nessa oferta? Porque ela é um retrato do avanço ou recuo de um destino, região e do país nos resultados das chegadas e receitas internacionais por via aérea. Sempre olho a oferta de assentos, pois eles podem aumentar ou diminuir sem alteração da oferta de voos. Bem, esses dados nos levam ao recorrente tema de promoção internacional do Brasil, que pelos impactos gerados pelo turismo na economia merece mais atenção, mais investimentos, continuidade de relacionamento no mercado internacional. O que exploramos mais em detalhes nesse post aqui: Turismo cresce o dobro da economia.

Qual cidade ganhou ou perdeu na oferta de voos internacionais?

Fortaleza é a cidade brasileira que mais cresceu em número de voos e assentos em voos internacionais no mês de março de 2019. A cidade que mais perdeu assentos foi João Pessoa. Desde minha época de EMBRATUR adoro avaliar a oferta de voos internacionais para o Brasil, estou feliz que esse trabalho continue a ser feito até hoje pelo Joaquim Neto da EMBRATUR. Parabéns! Hoje foi divulgada pela autarquia a variação da oferta de voos e assentos do mês de março de 2019 em relação a março de 2018. E alguns números nos chamam a atenção.

Fortaleza aparece disparada com a maior variação positiva de voos internacionais, cresceu 79,65% sua oferta e 69,1% sua oferta de assentos. Um número muito alto que mostra uma estratégia acertada do Ceará sob a liderança do Secretário Arialdo Pinho de fazer um novo portão de entrada no Brasil para distribuir passageiros por todo o território. A chegada do hub AL/KLM e da GOL ajudou nessa ampliação, assim como a vinda de muitos outros voos internacionais de diversas empresas. As cidades que mais aumentaram sua oferta de assentos também foram: Cabo Frio (31,115%); Brasília (24,99%) e Florianópolis (21,33%). Muitas cidades tiveram ganhos menores de assentos no período. O acumulado de janeiro a março desse ano está quase estável (+0,48%) em relação ao mesmo período de 2018, somando 3.739.279 assentos de e para o Brasil.

As cidades que mais perderam assentos internacionais em março de 2019 comparando com 2018 foram: João Pessoa (-63,8%); Porto Seguro (-50,5%) e Recife (-38,2%). Logo depois vem Navegantes com -37,94%; e Belo Horizonte caiu 31,56%. É claro que algumas cidades se destacam tanto no aumento e outras na retração, sobretudo aquelas que já tinham pouco voos como é o caso de João Pessoa e perdem pouco, mas muito na proporção.

Por que estou sempre de olho nessa oferta? Porque ela é um retrato do avanço ou recuo de um destino, região e do país nos resultados das chegadas e receitas internacionais por via aérea. Sempre olho a oferta de assentos, pois eles podem aumentar ou diminuir sem alteração da oferta de voos. Bem, esses dados nos levam ao recorrente tema de promoção internacional do Brasil, que pelos impactos gerados pelo turismo na economia merece mais atenção, mais investimentos, continuidade de relacionamento no mercado internacional. O que exploramos mais em detalhes nesse post aqui: Turismo cresce o dobro da economia.

Vem, verão!

PraiaRio
(Foto: Divulgação)

O verão está chegando e, com ele, a otimista estimativa de aumento no fluxo de estrangeiros no Brasil para a temporada, principalmente no destinos de sol e mar. De acordo com análise divulgada pela Embratur, durante a estação (nos meses de dezembro a fevereiro), é esperado um aumento de 11% no número de turistas internacionais no País, chegando a 2.420 milhões, em comparação aos 2.183 recebidos no mesmo período em 2015.

Caso essa projeção se concretize, teremos um novo recorde de fluxo estrangeiro. De acordo com a entidade, o dado estimado também representa um terço do total de visitantes do exterior durante todo o ano de 2015, encerrado em 6,3 milhões.

Dentre as razões para o crescimento de visitantes internacionais no país podemos destacar duas determinantes: o desempenho e visibilidade adquirida através da Olimpíada Rio 2016 e, sem sombra de dúvidas, a taxa de câmbio do dólar.

Para a Rio 2016, após recebermos de forma admirável a Olimpíada, conquistamos uma popularidade global que, em algum nível, se converte em potencial de destino para a viagem dos turistas internacionais.

Já com a cotação atual do dólar girando em torno de R$ 3,35, temos um momento favorável para a vinda de visitantes estrangeiros, que têm passeios e viagens mais acessíveis por aqui.

Outras medidas de incentivo

Apesar do momento favorável para a chegada de estrangeiros, ainda se faz necessária a intensificação e prática de estratégias de promoção do Brasil como destino no mercado internacional. Outra razão de incentivo para o aumento do fluxo estrangeiro no país seria a isenção de vistos estendida para os países Estados Unidos, Canadá, Japão e Austrália, beneficiados por esta política durante o período dos Jogos. A continuidade de suspensão da exigência de vistos para estes países incrementaria ainda mais a receita do turismo no Brasil durante o verão. Muito comentada, mas ainda não definida, a conclusão da política de isenção de vistos também é assunto cuja deliberação a gente aguarda com otimismo, assim como a estação mais quente do ano.

Precisamos falar sobre isenção de vistos

Passport on map
(Foto: Divulgação)

Já falei algumas vezes neste espaço o quanto uma estratégia relacionada à política de isenção de vistos no Brasil é essencial para o fomento do Turismo. É uma pauta que, finalmente, vem ganhando mais atenção, positivamente, e, apesar de estar inserida nas prioridades da lista de debates, ainda há muito o que se discutir a respeito. Nossa política de vistos necessita urgentemente de uma reorganização, com projetos concretos formados a partir de estudos de resultados; além das considerações de discurso.

Segundo as informações do Mtur, tivemos êxito na isenção de vistos no período dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio, que foi de 1º de junho a 18 de setembro de 2016. De acordo com o levantamento, o número de turistas vindos dos países inseridos no plano de isenção (Estados Unidos, Canadá, Japão e Austrália) para o Brasil aumentou em 55,31% em relação ao mesmo período do ano passado, com o número de 163.104 turistas nesse ano e 105.017 em 2015.

Claro que tivemos em 2016 o diferencial de ser um período de Olimpíada, o que, de forma isolada, certamente já contribui para a vinda dos turistas. Temos, no entanto, para dar uma resolução concreta, o dado de que, do total de estrangeiros beneficiados que vieram para os Jogos, 74,4% afirmaram ter a isenção de vistos como um fator determinante para a viagem. Daí a gente já enxerga com mais clareza a influência e a necessidade de se trabalhar na análise do fim da exigência de vistos para determinados países.

Estados Unidos

Enquanto isso, a controvérsia gira em torno dos Estados Unidos. Dividida entre os grupos que são contra e a favor da isenção de vistos no Brasil para os EUA, encontramos argumentos fortes para a discussão. De um lado temos a informação de que o índice de rejeição de vistos americanos para brasileiros nesse ano deve triplicar, chegando a pouco mais de 15%. Embasado neste dado, vemos o pensamento de que não estamos no momento para “abrir” o Brasil para os americanos. Será?

Para escolher um lado, os números são decisivos: além dos dados oficiais da Rio 2016, a WTTC já apontou em pesquisas que, quanto mais aberto o país, mais desenvolvido é o seu turismo. Em números, a organização indica que os países apresentam crescimento de 5% a 25% na receita do turismo à medida que reduzem as restrições de entrada.

Apesar do tema cair em territórios econômicos e políticos delicados como a crise econômica atravessada pelo Brasil e a reciprocidade de vistos, é forte o reforço em defesa da isenção para os países já mencionados. A importância desse tipo de medida para o fluxo de turistas no Brasil é corroborada pelo êxito no período da Rio 2016. A retomada de isenção de vistos já foi a debate com o Ministério das Relações Exteriores e com a Casa Civil. Se aprovada a medida, o período de dispensa se estenderá por dois anos para os mesmo países, facilitando a entrada de turistas e incentivando as viagens ao Brasil. Vamos acompanhando.

50 anos Embratur (vídeo)

Como sabemos, esta é a semana de comemoração dos 50 anos de criação da Embratur e, durante a última quarta-feira e hoje foram realizados alguns eventos pela data. Nesta quinta-feira, pela manhã ocorreu a sessão solene em homenagem à Instituição na Câmara dos Deputados.  Fiz parte do corpo profissional da Embratur durante quase 8 anos e permaneço, mesmo caminhando em outros territórios, em busca do desenvolvimento do turismo no País.

O setor do turismo além de benéfico economicamente é também bastante resistente à crise e surge, cada vez mais, como o segmento que merece atenção de lideranças políticas e comerciais do país. Nós, profissionais do turismo, temos a oportunidade e o desafio de estimular boas práticas e idealizar estratégias que desenvolvam o setor e consolidem ainda mais o papel do Turismo no Brasil.

Embratur faz 50 anos

embratur
(Foto: Divulgação)

Nesta semana a Embratur, Instituto Brasileiro de Turismo, completa 50 anos de existência. Serão realizados, nesta semana, eventos em comemoração à data e às atividades lideradas pelo Instituto ao longo dos 50 anos.

Enquanto diretora e presidente da Instituição, entre 2003 a 2010, tive a oportunidade (e por que não chamar de privilégio) de colocar em prática ideias, fazer uso de ferramentas fundamentais e participar ativamente do desenvolvimento do turismo no Brasil.

Ver o resultado de muito do que foi construído ainda no tempo em que estive à frente do instituto é um impulso para permanecer no empenho do desenvolvimento do setor. Em grandes marcos para o turismo brasileiro que posso citar: a criação da marca Brasil, o lançamento do Plano Aquarela 2020, e a mudança de percepção da imagem do Brasil no mercado internacional e a participação da captação da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos  e  diante dos seus resultados, seria um contrassenso não continuar pleiteando o fomento do turismo no País.

Enquanto estive na Embratur, o Instituto completou 40 anos. Nos últimos dez anos, muita coisa mudou no turismo do Brasil e do mundo, e mudou radicalmente. Com grandes transformações, principalmente tecnológicas, temos um setor que permite benefícios econômicos, ambientais, sociais e culturais; uma indústria que se destaca cada vez mais em colocar pessoas de diferentes lugares, ideologias e das mais variadas formas de viver umas mais perto das outras, trazendo um novo semblante à globalização mundial.

Ser uma liderança no turismo nos dias de hoje é um grande desafio e uma grande responsabilidade, pois é preciso estar atento a mudanças, enxergar paisagens ainda turvas  e tomar decisões que interferem em decisões coletivas. Aos que estão à frente e a todos os que depositam tempo e profissionalismo setor, é necessária a permanência do empenho e compromisso para desenvolver a indústria e a habilidade e vontade de lutar pelo turismo no Brasil.

O turismo não é apenas uma atividade econômica que valoriza o meio ambiente e a cultura local como fontes de serviço e bens de consumo; o turismo é o respeito de diferenças, é a convergência de culturas, é o encontro de identidades distintas. O turismo é a indústria da paz: ele aproxima, cria laços e proporciona experiências que nenhum outro segmento é capaz de promover.

Buenos Aires e marketing de eventos

eventosHá uma semana, mais de cem profissionais dos setores público e privado argentinos reuniram-se a fim de realizar um diagnóstico local a respeito do turismo de eventos. A ideia é unir estratégias para elaborar um plano inovador e colocar a cidade de Buenos Aires na rota do segmento.

Através de uma análise elaborada em conjunto, serão traçadas novas diretrizes de planejamento de marketing para a cidade, que saiu da lista das 20 cidades melhor posicionadas do mundo no Ranking ICCA 2015.

A reunião de esforços e investimentos da Argentina no turismo de negócios nos convoca a considerar ainda mais quais estratégias de marketing para este segmento temos no Brasil e que tipo de iniciativas podemos agregar ou estabelecer em nossas cidades, com objetivo de fomentar essa área.

Por aqui, o turismo de negócios é um dos maiores do setor, trazendo, aproximadamente, 25,3% dos turistas internacionais ao Brasil, de acordo com o Ministério do Turismo. Esta parcela de turistas apresenta um gasto médio diário bem maior do que o do turista de lazer: enquanto os visitantes a passeio gastam, em média, U$$ 73,77, o turista de negócios desembolsam U$$ 329,39 por dia (Mtur, 2015).

De acordo com a ICCA (International Congress and Convention Association), o Brasil estava até 2014 entre os dez primeiros países no mundo que mais sediam eventos associativos; em 2015 perdemos uma posição e estamos em 11° lugar. Apesar de as atividades ligadas a este setor terem crescido, ainda há muito o que ser feito. Receber os Jogos Olímpicos é, sem sombra de dúvidas, uma ocasião ímpar, da qual deveria ter saído uma nova estratégia de atração de eventos.

A criação de estratégias a curto e longo prazo que estimulem o desenvolvimento deste setor deve ser pauta obrigatória dos profissionais da área e das autoridades da indústria de viagens; o turismo de eventos e o de negócios possuem força inegável e são eficazes em trazer resultados positivos para a economia.

Sucesso na estratégia de Buenos Aires e das demais cidades latino-americanas. Fortalecer essas cidades é fortalecer o turismo no Brasil e no continente.

Quer saber mais sobre o que o Brasil poderia fazer para desenhar uma estratégia para o segmento de eventos ? Veja aqui: Eventos, e agora?

Mtur: ser ou não ser

Brasil_TurismoConsidero um ótimo debate a existência ou não do Ministério do Turismo no Brasil. Inicialmente porque obriga (no bom sentido) empresários, líderes governamentais e a sociedade a falar sobre a atividade econômica e sua situação diante das políticas públicas federais do Brasil. O turismo é importante para o Brasil? Quais as políticas públicas e privadas estão em marcha? Por outro lado, e cada vez mais, fica clara a necessidade de organização do setor privado em torno de temas comuns e uma atuação política forte, coerente e decisiva para convencer, informar e defender o setor a longo prazo.

Bem, se o Ministério existe, e queremos que ele siga adiante, uma reflexão sobre sua atuação nos últimos anos, ao lado de uma avaliação sobre as políticas que vêm sendo desenvolvidas, o orçamento e os profissionais que estão à frente da pasta. Quais os critérios levaram a indicação de Ministros e quais as equipes são necessárias para uma política de estado para a indústria de viagem e turismo ? Qual é o Plano Nacional de Turismo ?

Se achamos que ele deve ser adicionado a outra pasta, precisamos refletir: qual seria essa pasta? Como fica a política de desenvolvimento e como fica a EMBRATUR e a promoção internacional ? Como as entidades organizadas da sociedade devem se relacionar com o poder federal ? Nos atuais moldes ?

Muitas são as perguntas, e mais do que debater se deve ou não existir um ministério para a pasta, devemos, nós profissionais da área, refletir o que queremos, como queremos e com quem queremos tocar o desenvolvimento e a promoção do turismo brasileiro. E você ?

P.S. Na busca por uma imagem para esse post, coloquei no Google “imagem do Ministério do Turismo”, mas infelizmente não dava para ilustrar esse post. Dá uma olhada.

Eventos: e a banda passando

A Copa do Mundo foi aqui. Os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 serão aqui em 430 dias (nossa!!!). O Brasil já atingiu seu máximo no ranking da ICCA. Minha pergunta: para onde vai o setor de eventos de nosso país? Qual a estratégia para o setor de eventos associativos, eventos esportivos e outros tipos de eventos para um país que fez tantos investimentos em infra-estrutura turística e em equipamentos para receber todos os tipos de eventos ?

Não vejo nenhum debate sobre a visão que temos do setor para daqui a dez anos, quais os próximos passos a seguir ? Como inovar e avançar no processo de captação de eventos ? Como podemos expandir políticas para os eventos esportivos? Por acaso estamos estudando o que fez a Inglaterra ou o Canadá para aprender com outras experiências? Ou também vamos jogar fora essa oportunidade?

O Brasil não teve estratégia de imagem para a Copa do Mundo, não tem para os Jogos Olímpicos, não sabemos quais as mensagens queremos passar para o Mundo. As pesquisa de imagem com os estrangeiros mostram EXATAMENTE a mesma coisa há 10 anos. E o setor de eventos, também vai ser espectador nesse cenário? Parece que estamos sentados na arquibancada vendo a banda passar, e que não temos nada a ver com o que está acontecendo.

EMBRATUR aos 47

Na minha opinião estamos aos 47 minutos do segundo tempo. No dia 18 de novembro a EMBRATUR comemora 47 anos de existência. Às vezes as pessoas não gostam de aniversários, mas sinto que a grande maioria gosta de ser lembrada, de celebrar a vida, de relembrar momentos e de refletir sobre o futuro.

Para a EMBRATUR, tão cara aos brasileiros e, especialmente àqueles que trabalham no turismo ou àqueles que passaram pela entidade, são quase 50 anos de história. Momentos distintos que acompanharam a vida do Brasil e a tão recente caminhada do turismo. Oportunidade para lembrar de amigos, reverenciar memórias e festejar o turismo.

Hoje, com as mudanças nos hábitos de viagens, com o maior acesso ao turismo, as pessoas conhecem um pouco mais a importância dessa indústria. Creio que muitos avanços podem ser mencionados, e também muitos desafios se colocam à frente. Para os leitores da Panrotas, só quero mencionar um desafio que considero condição essencial para que a promoção internacional do Brasil e, por consequência a EMBRATUR, precisa enfrentar: a mudança de seu modelo de gestão.

Para que a EMBRATUR possa acompanhar as rápidas mudanças por que passa o turismo mundial é necessário uma grande mudança a ser aprovada pelo executivo e pelo legislativo. É necessário ter agilidade para que suas ações sejam efetivas, consigam atingir parcerias com o setor privado, para que seus resultados sejam mensurados e mostrados como importante fonte de desenvolvimento econômico, gerador de empregos e de valorização da cultura.