A tecnologia e o humano na aviação

 

Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) anunciou os resultados da sua Pesquisa Global de Passageiros (GPS) de 2018. Foram 145 países envolvidos e mais de dez mil respostas fornecidas, para reafirmar a percepção de que, atualmente, os passageiros buscam novas tecnologias a fim de melhorar a eficiência das suas viagens.

A pesquisa revelou que os passageiros desejam se informar sobre as viagens em tempo real, através de seus dispositivos pessoais. Assim como apreciam “recursos facilitadores”, como é o caso da identificação biométrica, e “recursos de controle”, como o rastreamento de bagagens.

Receber informações sobre o status do voo (82%), bagagem (49%) e tempo de espera na segurança / imigração (46%) foram identificadas como as três principais prioridades dos viajantes após a reserva de um voo. Sendo essas informações preferencialmente recebidas através de um dispositivo pessoal. 73% dos passageiros, por exemplo, gostam de receber informações via SMS ou aplicativo de smartphone.

Outro dado mostrado pela pesquisa é que a maioria deles valorizam serviços que possam ser feitos de maneira autônoma. Como é o caso check-in de bagagem self-service, preferido por 70% dos entrevistados, e do check-in automatizado, preferido por 84%.

No entanto, é importante ressaltar que, embora as empresas devam ficar atentas e trabalhar para suprir o desejo dessa maioria, a minoria não deve ser ignorada. Embora seja menor, existe a parcela que ainda opta pelo “toque humano”. Cerca de 43% dos viajantes, por exemplo, preferem usar uma agência de viagens para reservar seus voos. E quando há algum tipo de problema, durante a viagem, uma parte considerável tende a resolver a situação por telefone ou interação presencial. Como já falamos aqui, em um texto sobre o papel do agente de viagens, o “toque humano” ainda é bastante valorizado.

Diante desse cenário fica posto o desafio dos aeroportos e companhias aéreas atenderem as expectativas dos seus clientes respeitando a pluralidade. Focar nos desejos em comum e trabalhar para oferecer uma diversidade de opções pode ser a melhor estratégia. Cada vez mais me convenço que as tecnologias estão avançando e tendem à melhorar a vida das pessoas, no entanto, nada substitui o contato humano. Não quero falar só com robôs.

Aviação: 2016 teve 3,8 bilhões de passagens aéreas, segundo IATA

O transporte aéreo de passageiros avançou, é o que diz a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA), que reúne as 275 maiores companhias aéreas do mundo. A IATA revelou nesta segunda-feira (9) que, no ano de 2016, 3,8 bilhões de passagens foram vendidas no mundo inteiro.

A informação foi divulgada no relatório final do desempenho da aviação comercial no ano passado e representa um crescimento de 7% na quantidade de passageiros em relação a 2015.

O crescimento da aviação de passageiros foi mais expressivo no mercado da Ásia-Pacífico, onde o crescimento no tráfego foi de 11,3%, somando 1,3 bilhão de embarques e respondendo por 35% do transporte aéreo em 2016.

A Europa possui, de acordo com a IATA o segundo maior mercado, com 26% de participação.

América Latina

De acordo com o relatório divulgado, a América Latina não obteve um crescimento expressivo no ano de 2016, ficando com um aumento de 1,8% em relação ao ano anterior e representando 7% da aviação global. Entretanto, o mercado latino tem manifestado números positivos que conferem otimismo ao nosso mercado aéreo: no balanço da IATA do último mês de agosto, a América Latina obteve crescimento de 9,3% na demanda, sendo a região que mais cresceu no mês, em comparação a agosto do ano passado.

Brasil

O tráfego doméstico no Brasil subiu 5,5% no mês de agosto e seu crescimento caminha a passos mais vagarosos, devido ao momento econômico ainda instável, apesar de alguns sinais de recuperação. Já a capacidade do doméstico brasileiro subiu 3,6%, o que fez a taxa de ocupação média das aeronaves brasileiras chegarem a 80,3%, uma porcentagem considerável.

A gente segue acompanhando as novidades e desdobramentos do setor.

 

Uma breve reflexão sobre aviação e Turismo

Depois da aviação doméstica brasileira apresentar sinais de recuperação e mostrar alta de 5,9% no mês de março, após 20 meses de retração, segundo a ABEAR; a Iata informou que a demanda internacional de passageiros do mês de março também obteve crescimento, de 6,4%.

Além disso, em março, companhias da América Latina tiveram alta de 9,7% no tráfego, ainda segundo a Iata.

A região Nordeste tem sido ferramenta fundamental de expansão da malha aérea no país: de acordo com a Agencia Nacional de Aviação Civil (Anac), o número de vôos para o exterior operado por empresas brasileiras e que têm cidades nordestinas como origem cresceu sete vezes em dois anos.

Articular medidas que viabilizem, principalmente em questões econômicas, a operacionalidade de vôos -como a redução da alíquota de ICMS sobre o preço do combustível- é uma dos principais fatores de incentivo à expansão da malha aérea nacional.

A aviação, apesar de ter sua própria legislação, atuação estável e políticas próprias, não pode ser vista como uma peça distanciada do setor: ela está profundamente relacionada e interligada ao Turismo. E é de extrema importância que o alcance de práticas se estenda a todo o setor unificado, para que o Turismo se desenvolva plenamente.

Tráfego aéreo global aumenta, mas ritmo de crescimento é lento

No Brasil mercado doméstico está aquecido

Em comparação ao mês de julho de 2011 o tráfego aéreo global cresceu 3,4% em julho deste ano. Mesmo assim, em relação aos anos anteriores o ritmo de crescimento ainda é considerado lento pelos especialistas. Segundo os dados divulgados pela Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA, na sigla em inglês), essa desaceleração é consequência das incertezas econômicas em vários mercados.

“As companhias aéreas estão reagindo a este momento com a redução da capacidade, que tem estabilizado as taxas de ocupação, que estão relativamente altas, e apoiado os resultados positivos”, apontou o estudo da IATA, que também citou o alto preço dos combustíveis como um fator prejudicial ao crescimento.

A IATA informou que a capacidade global cresceu 3,6% em julho, e que a taxa de ocupação teve uma média de 83,1%.  “Com exceção de África, Oriente Médio e o mercado doméstico chinês, os principais destinos viram a procura cair entre Junho e Julho. No geral, o índice de procura foi superior ao registrado no ano passado, mas a tendência de crescimento ainda está abaixo do esperado. O fato, junto com o aumento dos preços do combustível, pode fazer deste segundo semestre um período difícil para a indústria do transporte aéreo”, diz a análise da associação.

Já no Brasil o mercado doméstico de passageiros transportados por quilômetros pagos, em comparação com o mesmo período de 2011, cresceu 7,86% em julho de 2012, segundo informou a Agência Nacional de Aviação Civil, (Anac). A oferta aumentou 2,06% no mês, e no acumulado do ano (de janeiro a julho e 2012) a demanda e a oferta subiram: 7,39% e 7,47%, respectivamente. A taxa de ocupação dos voos domésticos foi de 79,45 em julho deste ano, o que representou um crescimento de 5,67% em relação aos 75,18% alcançados no mesmo mês do ano passado.