Torre Eiffel Evacuada

A Torre Eiffel e seu pátio foram evacuados nesta segunda-feira, dia 20 de maio, em razão de uma pessoa que resolveu escalar monumento. O homem foi finalmente controlado no início da noite. O edifício reabriu hoje, terça-feira.

Torre Eiffel evacuada: Pendurado nas alturas por mais de seis horas

Um homem de origem polonesa não confirmada, resolveu escalar a Torre Eiffel, por razões até o momento não divulgadas, resultando na evacuação do monumento. O “visitante” que iniciou sua subida da Torre Eiffel no inicio da tarde foi recuperado pelas equipes de regate pouco antes das 22:00.

As equipes de rapel dos bombeiros foram capazes de alcançar o impetuoso aventureiro quando ele já havia alcançado (e possivelmente ficado bloqueado) no topo ou terceiro andar da torre de 324 metros e após negociações ajudaram-no a descer. Aparentemente, segundo um dos membros das inúmeras equipes de resgate, o estrangeiro teria alegado que desejava ser filmado por um helicóptero.  

Ao pé do monumento, o show cativou espectadores e centenas de turistas que olhavam para o alto tentando ver o indivíduo. Enquanto isso, os visitantes que pagaram para visitar a Torre foram evacuados “na calma e segurança”, de acordo com a SETE, que reembolsará automaticamente os bilhetes reservados.

Turistas decepcionados

Contradizendo Chico Buarque (SIC), a decepção de muitos turistas foi relatada pelos jornais do país. No entanto, como (infelizmente) os mesmos utilizam uma única agência de imprensa (portal AFP) como fonte para suas matérias, todos os jornais do país relatam hoje a dor do mesmo grupo de 130 indianos, dos americanos Justin e Karen Smith ou das quebequenses Sylvie e Celine Forcier. Cada um deles, bons exemplos de grande desilusão, ainda que por diferentes razões: uns comemorariam aniversario de casamento, outros deverão seguir viagem e não poderão voltar mais. Pois, apesar da expectativa pela reabertura, ela não aconteceu. *

Torre Eiffel evacuada: Acontecimento raro

“Felizmente, este tipo de intrusão permanece muito rara”, salientou à AFP a empresa operadora da Torre Eiffel (SETE) saudando “o profissionalismo de seus funcionários” e todas as partes interessadas das forças públicas incluindo o corpo de bombeiros do Grupo de Pesquisa e Intervenção Perigosa (GRIMP).

As duas últimas ocasiões similares ocorreram em 1996 , quando Alain Robert, conhecido como o Homem-Aranha francês, escalou a estrutura e em 2017 quando um homem ameaçava suicidar-se, tendo sido persuadido do contrario pelas equipes de intervenção.

Embora a Torre se recuse a revelar quantas tentativas de suicídio ocorreram desde sua criação, ela sempre sofreu modificações e melhorias na área de segurança e bem-estar de seus visitantes.

A Grande dama: monumento mais visitado no mundo

A Grande Dama, como também é chamada, comemora em 2019 seus 130 anos e é atualmente ( segundo a AFP)  o monumento com entrada paga mais visitado do mundo. Recebe anualmente mais de 20 milhões de admiradores à sua volta e 7 milhões de pagantes.

No momento em que você lê este post, o monumento funciona normalmente.

Veja as melhores imagens que encontrei do acontecimento desta segunda-feira.

Post Scriptum

Não foram relatadas nos artigos de jornais a dor ou razões do visitante polonês para ter monopolizado de tal maneira a atenção da França nesta segunda à tarde, muito menos as dores dos jornalistas trocados por estagiários e uma conta on-line para um só portal fornecedor de informação nacional.

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Silvia Helena

Após breves passagens pela Faculdade Metodista de São Bernardo e Belas Artes de São Paulo, aos 18 anos fui estudar no Canadá, onde vivi durante 23 anos. Lá me formei em História da Arte pela Universidade de Montréal, estudei turismo no Collège Lasalle de Montréal e no Institut de Tourisme et Hôtellerie du Québec. Comecei minha carreira na área trabalhando em Cuba. Durante os anos vividos no Canadá, entre outras coisas, fui guia de circuitos pela costa leste e abri minha primeira agência de receptivo para brasileiros. Há dez anos um vento forte bateu nas velas da minha vida me conduzindo até França. Atualmente escrevo de Paris, onde vivo e trabalho dirigindo a empresa de receptivo, a Holatour.

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