Four Seasons Anguilla

Testes de Covid-19 são nova amenidade da hotelaria

Ao longo dos últimos doze meses, a maior parte dos hotéis, lodges, resorts e pousadas introduziram diferentes amenidades que trouxessem mais segurança aos hóspedes em tempos de tantas incertezas e ansiedade. Primeiro vieram as máscaras cortesia e os frascos de álcool em gel e lenços desinfetantes em toda parte. Passado um ano da pandemia do novo coronavírus, os testes de Covid-19 são a nova amenidade oferecida por parte significativa da hotelaria internacional. 

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A tendência da testagem oferecida nos próprios hotéis e resorts começou ainda em 2020, com a reabertura de resorts nas Maldivas. Um dos grandes precursores foi, sem dúvidas, a rede Soneva, que montou seu próprio laboratório no destino (em parceria com a Roche) para testar qualquer turista que desembarque em um de seus hotéis no arquipélago (além de obviamente testar funcionários constantemente). 

O case de sucesso (os resorts do grupo operam há meses como “ambientes livres de Covid-19”, sem exigência sequer de uso de máscaras ou distanciamento por parte dos hóspedes e staff, como já contamos em detalhes aqui) correu o mundo e foi adaptado para outras propriedades em diferentes destinos também. 

LEIA MAIS sobre os hotéis Soneva nas Maldivas aqui.

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Four Seasons Los Cabos
Crédito: Four Seasons Los Cabos

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TESTES DE COVID-19: A NOVA AMENIDADE DA HOTELARIA INTERNACIONAL

Mas a tendência de oferecer testes de Covid-19 como nova amenidade por parte da hotelaria se popularizou de fato após a declaração do CDC americano de que qualquer viajante entrando ou retornando aos EUA precisa apresentar um teste negativo feito menos de 72h antes para ter sua entrada liberada desde o final de janeiro (por enquanto, ainda independentemente do estado de vacinação do viajante).

E brasileiros que retomaram algum tipo de viagem ao exterior têm se beneficiado desta tendência que ganha cada vez mais corpo, já que esta também passou a ser uma exigência para retornar ao Brasil após viagens internacionais desde o finalzinho de dezembro. 

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Vale lembrar que CDC americano continua encorajando as pessoas a ficarem em casa e adiarem viagens de turismo para protegerem a si mesmas e aos outros dos avanços da Covid-19. Mas, para os que ainda assim desejam seguir viajando nesses tempos, a testagem vem tendo um papel fundamental. 

Ao longo da pandemia, a hotelaria tem se esforçado cada vez mais para garantir que os hóspedes se sintam o mais confortáveis – e seguros – durante a estadia. Gerentes gerais de diferentes hotéis têm comentado que, mesmo em viagens ou destinos onde não exista essa exigência (como viagens domésticas, por exemplo), muitos hóspedes estão decidindo fazer um teste de Covid-19 para ficarem eles mesmos mais tranquilos após tomarem voos lotados, por exemplo.

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Four Seasons Anguilla
Crédito: Four Seasons Anguilla

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Como funcionam os testes de Covid-19 oferecidos nos hotéis

As particularidades (preços, tipo de teste, local de coleta etc) dos testes de Covid-19 oferecidos pelos hotéis podem variar bastante de um local para outro em função dos acordos estabelecidos com laboratórios, ou mesmo da burocracia específica de cada destino.

Das grandes redes hoteleiras internacionais, a Hyatt foi a primeira a não apenas oferecer o serviço, como oferecê-lo gratuitamente aos hóspedes. Seus 19 resorts na América Latina oferecem testes PCR para Covid-19 local e gratuitamente para qualquer turista com destino final nos EUA.

Os hóspedes destes hotéis podem também estender suas estadias com desconto caso sua viagem aos EUA tenha que ser adiada em virtude de testagem positiva. O benefício se estende também ao Grand Hyatt Rio de Janeiro, que oferece dois testes rápidos gratuitos no próprio hotel para cada quarto.

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Vista aérea do Soneva Jani, nas Maldivas
Vista aérea do Soneva Jani | Foto divulgação

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As regras de cada rede

A rede Meliá também conferiu o benefício da gratuidade dos testes anti-Covid em 10 dos seus resorts em destinos no México e na República Dominicana, focando claramente nos turistas norte-americanos. A rede anda promovendo curiosas ofertas nos EUA com dizeres como “quarta noite e teste de Covid-19 grátis”. 

Outras grandes redes hoteleiras também se adaptaram rapidamente para oferecer a comodidade dos testes de COVID-19 para seus hóspedes, como Hilton, Marriott e Four Seasons. Os testes nas propriedades destas redes são geralmente cobrados à parte, mas podem eventualmente ser ofertados gratuitamente em alguns pacotes específicos. 

A rede Hilton, por enquanto, oferece testes em apenas parte dos seus hotéis na América Latina, e sempre pagos pelo próprio hóspede (com custo de US$30 e US$200, dependendo do tipo de teste).  . 

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A maioria dos hotéis da Marriott na América Latina não oferece os testes in loco, mas garante oferecer auxílio aos hóspedes na hora de marcar seus próprios testes e organizar o transporte ida e volta para as clínicas locais para colher o material.

A rede Four Seasons garante facilitar o acesso aos testes de COVID-19 em todas as suas propriedades, embora nem todas elas ofereçam a testagem no próprio hotel devido a regras de cada destino. O resort do grupo em Los Cabos, por exemplo, oferece testes rápidos com resultados em 40 minutos no hotel (a US$40 por pessoa) e médico disponível 24h. 

O Four Seasons Resort and Residences Anguilla oferece testes rápidos com uma enfermeira dedicada à propriedade e que podem ser agendados via concierge ou através do próprio Four Seasons App.

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Hilton Miami Airport Blue Lagoon Hotel
Hilton Miami Airport Blue Lagoon Hotel . Foto: Mari Campos.

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Outras propriedades que já oferecem testes de Covid-19

Apesar de tantas restrições de fronteiras ainda em vigor no turismo internacional, é notório que o setor esteja se adaptado de maneira bastante rápida às constantes mudanças no mercado (embora reagindo ainda muito lentamente à necessidade urgente de rever as políticas de ventilação dos seus ambientes, já que hoje está comprovado que o novo coronavírus se espalha muito mais rápida e facilmente pelo ar que através do contato com superfícies).

Alguns destinos muito frequentados por americanos resolveram investir coletivamente no oferecimento de testes de Covid-19 como nova amenidade da hotelaria internacional. Caso de Los Cabos, no México, por exemplo, cujo escritório de turismo anunciou que todos os hotéis da cidade (e também propriedades operando em sistema time share) já oferecem testes de antígeno localmente. Os testes rápidos custam cerca de US$60, mas alguns hotéis estão oferecendo tais testes gratuitamente em determinados pacotes de estadia.

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Há hotéis oferecendo créditos em promoções de hospedagem que podem também ser utilizados para pagar os testes de Covid, seja na chegada ou na partida do destino. 

Propriedades como Eden Roc Cap Cana, todos os resorts Sandals no Caribe e os hotéis do complexo Baha Mar Resort, nas Bahamas, também estão oferecendo dois testes PCR gratuitos por quarto durante a estadia.

Hotéis em outros destinos com fronteiras mais flexíveis para o turismo, como o Marrocos, também estão oferecendo testes de Covid feitos na propriedade. É o caso, por exemplo, do hotel Royal Mansour, em Marrakech, membro da Leading Hotels of the World. A LHW, aliás, mantém uma página atualizada sobre todos os seus hotéis que estão oferecendo testes de Covid-19 on-site.

Embora Brasil o oferecimento da testagem dentro dos hotéis para Covid-19 ainda não seja comum, muitos hoteleiros já planejam oferecer o serviço em breve, inclusive como forma de tentar atrair mais turistas estrangeiros em algum momento. A rede Iberostar, por exemplo, já está oferecendo aos seus hóspedes a possibilidade de realizar testes da Covid-19 diretamente no hotel também no Brasil.

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Soneva Fushi. Foto: Mari Campos

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O que acontece se o hóspede testar positivo

Apesar de tantas propriedades já oferecerem o serviço de testagem in loco há alguns meses, vale lembrar que nem todas têm regras claras sobre o que acontece caso o hóspede teste positivo. E é importante saber que as regras mudam enormemente de um hotel para outro.

Mesmo com a recomendação atual de compra de seguro viagem para até 14 dias a mais que a duração total da viagem contratada justamente para que o viajante esteja protegido em um eventual caso de contaminação, é importante ressaltar que os seguros com cobertura para casos de Covid-19 se limitam a cobrir apenas as despesas médicas e hospitalares.

LEIA MAIS sobre seguros de viagem com cobertura para Covid-19

No caso de pacientes com versões brandas da doença ou mesmo assintomáticos, a maioria dos hotéis cobra dos próprios hóspedes as diárias e despesas gerais de extensão de sua viagem (como alimentação, por exemplo) em caso de testagem positiva, até que o viajante seja “negativado” e autorizado a voltar para casa.

Marcelo Alabarce, diretor da M. Alabarce Curadoria de Viagens, teve recentemente que lidar com o caso de clientes em viagem pelo Caribe em que um dos membros testou positivo antes de voltar para o Brasil. A família brasileira teve que estender sua viagem por outros impressionantes 21 dias até que todos testassem negativo e fossem autorizados a embarcar no voo de volta para casa – pagando todas as despesas de estadia e alimentação do próprio bolso, é claro.

Mas há também boas surpresas no setor.  O pioneiro grupo Soneva continua oferecendo até 14 dias de hospedagem gratuita em seus hotéis nas Maldivas em caso de testagem positiva pelo hóspede.  O complexo Baha Mar, nas Bahamas, também oferece nesse caso até 14 dias de acomodação cortesia, com um crédito de US$150 por pessoa/por dia para refeições. 

Hotéis das redes Hyatt e Marriott oferecem até 50% de desconto no valor das diárias caso os hóspedes tenham que fazer quarentenas ali antes de voltar para casa.  Já a rede Iberostar promete a extensão da estadia sem custo adicional em caso de testagem positiva, em quarto isolado, com entretenimento e serviço de quarto sem contato.  

LEIA TAMBÉM: Os termos do turismo popularizados na pandemia

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Reservar um hotel inteiro: tendência na pandemia

Buyout: reservar hotel inteiro é tendência na pandemia

Como evitar encontrar desconhecidos hospedados no mesmo lugar que você? É só reservar o hotel inteiro, tendência na pandemia principalmente no segmento de luxo, e receber família e amigos como se estivesse em casa. Buyout é o termo em inglês usado no setor de viagens e turismo quando um único cliente fecha um hotel. Acontecia antes da pandemia, em viagens multigeracionais, eventos familiares ou empresariais, ou simplesmente para garantir privacidade a ricos e famosos. Com a pandemia, o buyout ganhou força. O jargão vem do mundo empresarial, onde buyout significa comprar uma empresa, ou parte dela, e assumir o controle.

Além ter acesso a todos os serviços normalmente oferecidos pelo hotel, quem faz buyout também customiza a hospedagem e tem experiências personalizadas. Se o grupo gosta de cozinhar, por exemplo, pode ser possível incluir no buyout o uso da cozinha do hotel. O buyout foi uma das tendências para 2021 que mais me chamou a atenção durante a ILTM, a maior e mais importante feira de viagens de luxo da qual participei mais uma vez em dezembro. Falei sobre buyout, staycation e outras tendências do mercado de turismo de luxo neste meu texto para o jornal O Globo, publicado no início de janeiro.

Leia também: De predador a construtor, é a vez do turismo regenerativo

Na Europa, o buyout aumentou no verão passado como contou na ILTM Kevin Triboulet, diretor de Vendas e Marketing do grupo francês Airelles:

“Tivemos muito buyout no verão europeu. Pan deï Palais, em Saint-Tropez, por exemplo, foi reservado várias vezes por famílias e grupos de amigos.”

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Ainda antes do início do verão de 2020 no Hemisfério Norte, a Virtuoso, associação global voltada para experiências de viagens de luxo, chamou a atenção para o buyout:

Buyout oferece privacidade, que frequentemente é uma prioridade para viajantes do segmento de luxo, assim como distanciamento social, que continuará a ter alta demanda por muito tempo depois de as restrições causadas pela pandemia terem sido suspensas”, disse em entrevista a Forbes Misty Belles, diretora geral de Relações Públicas da Virtuoso.

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No Brasil

A tendência chegou ao Brasil. Dois exemplos de hotéis no litoral que oferecem buyout são o cearense Casana (foto no início deste texto), na Praia do Preá, perto de Jericoacoara, e o potiguar Kilombo Villas, em Sibaúma, nos arredores de Pipa. O Casana tem apenas oito espaçosos bangalôs com vista para o mar, incluindo um com dois quartos e outro com beliches. O Kilombo oferece dez acomodações com decorações únicas, uma delas com 230 metros quadrados. Buyout é mais frequente no segmento de luxo, mas também é possível fechar uma pousada econômica.

Coworth Park: reservar um hotel inteiro é tendência na pandemia
North Lodge, casa com três quartos em Coworth Park, Ascot | Foto de divulgação

Pode entrar que a casa é sua

Como privacidade e distanciamento social não são problemas para a hotelaria de luxo, com a pandemia aumentou também o aluguel de villas, casas e apartamentos dentro de hotéis e resorts, com todos os serviços. Assim como no buyout, experiências podem ser personalizadas e incluir menus exclusivos, por exemplo. Uma das novidades apresentadas na ILTM foi o North Lodge, casa com três quartos, cozinha e jardim privativo no Coworth Park, da Dorchester Collection, em Ascot, a cerca de 15 km do Aeroporto de Heathrow.

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Do lado de cá do Oceano Atlântico há uma nova villa no Cheval Blanc St-Barth Isle de France, no Caribe. A Villa de France tem cinco quartos, cozinha, duas piscinas privativas e acesso à praia.

“É um novo produto com privacidade para o hóspede se sentir em casa, mas com todos os serviços do hotel”, disse durante a ILTM Anne-Laure Pandolfi, diretora de Relações Públicas e Inovação da marca Cheval Blanc, parte do conglomerado de luxo LVMH (Moët Hennessy Louis Vuitton) que deve inaugurar este ano um esperado hotel em Paris.

Leia também: Novos hotéis de luxo previstos para abrir as portas em 2021

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‘Private retreats’

Em uma escala maior, a rede canadense Four Seasons tem hoje mais de 750 opções de hospedagem no que chama de private retreats: apartamentos, casas ou villas dentro dos hotéis. Recentemente, o grupo hoteleiro inaugurou cinco residências no Parque Nacional Serengeti, na Tanzânia. As novas villas do FS Safari Lodge Serengeti têm de um a três quartos e os hóspedes podem fazer safáris exclusivos. Para quem prefere praia, no FS Seychelles uma das novas villas tem sete quartos. Com vista para o Oceano Índico, piscina privativa de borda infinita e cozinha, acomoda até 14 pessoas. Já nas Maldivas a villa de sete quartos pode acomodar até 20 pessoas em uma ilha particular no FS Private Island at Voavah, Baa Atoll.

Residences DC Dubai: reservar um hotel inteiro é tendência na pandemia
Representação do terraço de um dos apartamentos das Residences DC Dubai | Divulgação
Residencial com serviço de hotel de luxo

Para além da hotelaria, o mercado imobiliário de alto padrão incorporou residenciais com grife e serviço de hotel de luxo, entre eles o de concierge. Há lançamentos a caminho neste segmento inclusive no Brasil, como o Rosewood São Paulo. A tendência dos residenciais de luxo com serviço de hotelaria é forte e grupos hoteleiros às vezes fazem o lançamento primeiro no mercado imobiliário. É o caso da Dorchester Collection com as Residences Dubai, previstas para este ano. O novo hotel de Dubai, o décimo do grupo, ficou para setembro de 2022. Em Londres a Dorchester Collection inaugurou recentemente as Mayfair Park Residences, ao lado do hotel 45 Park Lane.

“Sem dúvida os residenciais são um dos nossos focos para o futuro próximo”, disse na ILTM Christopher Cowdray, CEO da Dorchester Collection.

Leia também: Como é uma “staycation” em um resort urbano no Rio

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Novos hotéis de luxo em 2021: Airelles Versailles

Novos hotéis de luxo para 2021

O setor de viagens de luxo é resistente. Novos hotéis foram abertos em 2020 e há muitas novidades previstas para 2021 em todo o mundo, como mostrou a ILTM Cannes, a maior e mais importante feira de viagens de luxo do mundo realizada em dezembro. O evento na Riviera Francesa, no qual eu estaria pela nona vez, se transformou no virtual ILTM (International Luxury Travel Market) World Tour.

Leia também: A transformação do Fairmont Rio durante a pandemia

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Ao longo de 2020 propriedades independentes e de pequenas e grandes redes fecharam, outras tiveram suas aberturas adiadas, mas o segmento continua sólido e se adaptando a novos hábitos de consumo. Ben Trodd, vice-presidente de Vendas e Marketing do grupo canadense Four Seasons, destaca dois exemplos de hotéis da rede que, como muitos de nós, se “reinventaram” na pandemia. O FS Jackson Hole, no Wyoming, procurado por turistas estrangeiros, recebeu 80% de público doméstico e garantiu boas taxas de ocupação no verão de 2020. Staycation versão Estados Unidos. Já o FS Punta Mita, no México foi pioneiro no hotelschooling voltado para o mercado americano. “Estamos tomando decisões baseadas na ciência e priorizando a segurança de nossos colaboradores”, diz Trodd.

Ainda não podemos viajar por aí sem preocupação, mas há muita coisa boa nos esperando pelo mundo. Nesta reportagem para o jornal O Globo escrevo sobre várias novas tendências do turismo de luxo.

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A seguir, alguns novos hotéis de luxo previstos para abrir as portas em 2021.

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Cheval Blanc Paris

Um dos novos hotéis de luxo na França mais aguardados de 2020 está pronto para ser inaugurado em 2021. Anne-Laure Pandolfi, diretora de Relações-Públicas e Inovação da área de hotelaria do conglomerado de luxo LVMH (Moët Hennessy Louis Vuitton), diz que grife francesa pretende marcas no primeiro semestre a data de abertura de seu quinto hotel (e o primeiro urbano). O Cheval Blanc Paris está instalado no impressionante prédio art déco da antiga loja de departamentos La Samaritaine, um ícone às margens do Rio Sena, em frente à cinematográfica Pont Neuf. O hotel terá 72 quartos e suítes. Pandolfi anunciou ainda que a marca trabalha em um projeto de longo prazo para 2025 em Los Angeles, na Rodeo Drive em Beverly Hills.

Atualização: La Samaritaine reabriu em junho. No mesmo mês o Cheval Blanc Paris marcou a data de inauguração para 7 de setembro de 2021

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Airelles Château de Versailles, Le Grand Contrôle

Uma das propriedade mais exclusivas e esperadas de 2021, o Airelles Versailles terá apenas 14 quartos e suítes. A decoração, com móveis originais de época, é assinada pelo designer parisiense Christopher Tollomer, o mesmo dos outros hotéis franceses da marca criada em 2017. Le Grand Contrôle é o único hotel dentro da área do Château de Versailles. Os hóspedes terão acesso aos jardins e ao palácio em horários especiais, inclusive à noite, a um spa com piscina e saunas seca e a vapor, e a jantares festivos em cinco etapas criados por Alain Ducasse. O multiestrelado chef francês, que supervisiona toda a área gastronômica do hotel, se inspirou em menus históricos. Além de jantares gourmets, haverá brunch aos domingos e chá da tarde.

“Inicialmente pensamos que uma noite em Versailles é o suficiente. Mas como todas as experiências que vamos oferecer esperamos que os hóspedes fiquem duas noites”, diz Kevin Triboulet, diretor de Vendas e Marketing.

Le Grand Contrôle abre as portas em 1º de junho. Para 2023 e além, há planos de novos hotéis Airelles em Paris e Veneza (este seria o primeiro fora da França).

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Novos hotéis de luxo em 2021: One&Only Portonovi, Montenegro
Vista da varanda de um dos quartos do O&O Portonovi | Foto de divulgação
One&Only Portonovi

A O&O finalmente inaugura seu primeiro resort europeu, outro projeto adiado de 2020. Portonovi, em Montenegro, terá 140 acomodações e um spa holístico em Boka Bay, no Mar Adriático. O segundo hotel O&O na Europa, na ilha grega de Kéa, ficou para 2022.

Marca que faz parte do grupo Kerzner International, a One&Only chegou ao evento da ILTM comemorando a abertura e as taxas de ocupação do Mandarina, o segundo resort O&O no México. “As 54 villas no Mandarina já foram concluídas levando em conta o distanciamento social”, diz David Solis, diretor regional de Vendas e Marketing.

Pelas fotos que mostramos em primeira mão no Instagram @HotelInspectors parece mesmo um lugar para ocupar o topo da lista de desejos. O hotel fica a uma hora de carro do aeroporto de Puerto Vallarta, cidade histórica na costa do Oceano Pacífico, e tem um restaurante do premiado chef Enrique Olvera.

Atualização: Portonovi foi inaugurado em 1º de maio.

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Four Seasons Napa Valley

O novo FS na principal região vinícola da Califórnia terá 85 acomodações, duas piscinas ao ar livre e spa com tratamentos voltados para o bem-estar. A inauguração ainda não tem data marcada.

A rede canadense planeja outras aberturas para 2021, entre elas Nova Orleans, com vista para o Rio Mississippi; Tamarindo, na Costa Oeste do México, e San Domenico Palace, endereço italiano histórico em Taormina, na Sicília. Já o FS Bangkok at Chao Phraya River é um hotel novo que marca o retorno da rede à capital tailandesa, em 18 de dezembro de 2020.

Atualização: O FS New Orleans foi inaugurado em 17 de agosto.

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Novos hotéis de luxo em 2021: Crockfords Las Vegas
Sala de uma das suítes do Crockfords, em Las Vegas | Foto de divulgação
Crockfords Las Vegas, LXR

Previsto para julho de 2021, o hotel de 236 quartos e suítes está localizado no Las Vegas Boulevard, perto do Wynn e do centro de convenções. O Crockfords fará parte do complexo Resorts World Las Vegas, que terá ainda um Conrad (com 1.496 acomodações) e um Hilton, num total de 3.506 quartos, com cassino, boates, sete piscinas ao ar livre e teatro com capacidade para cinco mil pessoas.

Atualização: O Resort World Las Vegas foi inaugurado no final de junho.

LXR é a mais nova marca de luxo do grupo Hilton: “Na LXR os hoteleiros são independentes. Os hotéis têm características próprias e permitem que sejam criadas experiências diferentes em cada um deles. São destination experiences para atrair hóspedes de outros resorts”, conta Feisal Jaffer, chefe global da marca hoje com seis hotéis em diferentes países.

Entre eles está o Oceana em Santa Monica, Califórnia, que reabre como LXR em janeiro. Em setembro deve ser inaugurado o Roku Kyoto, no Japão. O hotel de Londres, The Biltmore, Mayfair, pode ser considerado uma novidade. Abriu as portas no final de 2019, fechou em março e reabre em abril de 2021.

Leia também: O que mudou no bufê de refeições dos hotéis na pandemia

Novos hotéis de luxo para 2021: Waldorf Astoria Monarch Beach, na Califórnia
O beach club do Waldorf Astoria Monarch Beach, na Califórnia | Foto de divulgação
Waldorf Astoria Monarch Beach

A clássica marca de luxo do grupo Hilton acaba de assumir a operação do Monarch Beach Resort, em Dana Point, no Sul da Califórnia. A esperada reabertura do hotel de Nova York, ícone da hotelaria em Manhattan, ficou para 2022, assim como a inauguração em Londres no centenário Admiralty Arch. O histórico WA New York terá menos quartos e mais espaço. O projeto é de antes da pandemia (as obras de renovação começaram em 2017).

Dino Michael, chefe global da Waldford Astoria, chamou a atenção para os ajustes sutis da hotelaria de luxo sobre os quais já escrevemos aqui: “Somos abençoados com espaço e podemos facilmente oferecer um escritório com vista, uma workcation”. Para o futuro mais distante, em 2026, está previsto o primeiro WA japonês, em Tóquio.

Leia também: Cinco inovações que vão mudar a hotelaria

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The Residences Dorchester Collection Dubai

O crescimento dos residenciais de luxo com serviços de hotelaria de grife é uma tendência do mercado. O grupo Dorchester Collection inaugura em 2021 The Residences Dubai. O hotel mesmo, o décimo da marca, só deve abrir as portas em 2022. Todos as nove propriedades do grupo estão funcionando, ainda que nem todos os restaurantes estejam abertos. Há planos de crescimento: “Certamente vamos nos expandir no futuro próximo para a Ásia e a América Latina. Estamos olhando o mercado latino-americano muito de perto, especialmente São Paulo”, diz o CEO Christopher Cowdray.

Até 2021!

Com este rápido panorama dos novos hotéis de luxo em 2021, encerro meu ano por aqui. Foi duro para todos nós. No Hotel Inspectors nos esforçamos para trazer as novidades e as melhores análises das transformações pelas quais a hotelaria está passando em tempos de covid-19. Como resultado, vimos nossa audiência aumentar muito, aqui e no Instagram @HotelInspectors, e tivemos o reconhecimento da lista 100+ Poderosos do Turismo Panrotas Elo na categoria Conteúdo e Mobilização.

Muito obrigada pela companhia!

Leia também: O que realmente mudou nos hotéis com a pandemia

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Lobby do Four Seasons New York

Cinco inovações que vão mudar a hotelaria

Listamos cinco prováveis ou possíveis inovações que vão mudar a hotelaria em tempos de distanciamento social e biossegurança: redesenho das áreas comuns, novas tecnologias de limpeza, experiências de baixo contato, chave do quarto digital e robôs para room service.

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1 Redesenho de áreas comuns
Inovações que vão mudar a hotelaria: lobby do Anaheim Marriott
Lobby do Anaheim Marriott pré-covid-19 | Foto de Carla Lencastre

Em muitos hotéis o lobby era um ponto de encontro, com espaços projetados para facilitar, e incentivar, a interação. Várias propriedades estão rearrumando e redesenhando áreas levando em conta a covid-19. Marriott International, a maior rede hoteleira do mundo, anunciou que vai remover móveis e reorganizar lobbies para permitir distanciamento social.

Inovações que vão mudar a hotelaria: quarto do Prince Hotel Hong Kong
Quarto do Prince Hotel Hong Kong | Foto de divulgação

Da Ásia, chega um exemplo significativo. O Prince Hong Kong, parte do grupo Marco Polo, já tinha uma renovação prevista para este ano que seria executada aos poucos, sem fechar. Com a crise, as atividades do hotel foram suspensas em fevereiro e a obra será feita de uma vez só. Mas, antes de começar, todos os planos foram revisados. Desenhos de espaços comuns como lobby e restaurante foram refeitos e revestimentos, repensados. No lounge executivo, a área será ampliada em 30%. Materiais mais fáceis de limpar e higienizar serão priorizados para pisos, balcões, mesas, cadeiras.

Leia também: Como será a hotelaria de luxo na era covid-19

2 Novas tecnologias de limpeza

Pulverizadores eletroestáticos e luz ultravioleta podem vir a fazer parte dos protocolos hoteleiros. O grupo Hilton avalia seguir os dois procedimentos. A rede Marriott pretende, nos próximos meses, adotar os sprays eletrostáticos. Esta é mais uma das inovações que vão mudar a hotelaria.

O Fórum Econômico Mundial diz que raios UV podem se tornar realidade na indústria da hospitalidade. A luz ultravioleta é a etapa final da limpeza; o efeito da descontaminação é reduzido se houver poeira, por exemplo. Usada em hospitais e transporte público, sua eficácia em relação ao novo coronavírus ainda está sendo estudada.

Leia também: Como será a limpeza dos hotéis na era covid-19

3 Experiências de baixo contato

Mesmo que o check-in seja no lobby, a tendência é o hóspede usar o próprio telefone e não tocar em nenhuma superfície. Hotéis de diferentes categorias já ofereciam check-in e check-out sem contato físico. Muitos outros vão seguir pelo mesmo caminho. A Marriott anunciou que check-in e pedidos de serviço de quarto por celular estarão disponíveis em mais de 3.200 de suas propriedades em todo o mundo (o grupo administra cerca de sete mil hotéis).

Inovações que vão mudar a hotelaria: check-in e check-out virtuais no Four Seasons New York
Suíte com vista para o Central Park no FS New York | Foto de divulgação/Peter Malinowski

O Four Seasons New York, que está recebendo profissionais da área de saúde durante a pandemia, adotou check-in e check-out virtuais. Vão crescer os aplicativos de redes hoteleiras, inclusive as luxo, como Four Seasons (a foto no alto do texto é do lobby do FSNY). O app oferece comunicação em tempo real, mantendo a qualidade do serviço.

Menus de room service estarão em QR code, tablets ou TVs. Os hotéis do grupo europeu La Réserve removeram os cardápios dos quartos e, também, de seus restaurantes. O pagamento por aproximação será ampliado. Incentivo ao meio eletrônico é um dos protocolos para a hotelaria do Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC na sigla em inglês).

Elevadores touchless serão mais comuns. O Prince Hong Kong, com 394 quartos, incluiu painéis de controle de elevadores non-touch em seu projeto de renovação, por exemplo. Um mundo “beyond human” é a primeira das dez tendências de consumo apontadas pela Euromonitor International para 2020. No final de abril, a consultoria revisou a lista levando em conta a covid-19. Se no início do ano “além do humano” era um mundo onde a inteligência artificial poderia ser conveniente, agora é esperado rápido crescimento da automação no setor de serviços para evitar contato.

Leia também: É seguro usar a piscina do hotel durante a pandemia?

4 Chave do quarto (e muito mais) no celular
Inovações que vão mudar a hotelaria: quarto do Hilton Denver City Center
Quarto do Hilton Denver City Center: chave digital pré-pandemia | Foto de Carla Lencastre

O grupo Hilton, um dos pioneiros em check-in sem interação física, anunciou que a partir de junho vai ampliar seu programa Digital Key para mais de 4.700 propriedades em todo o mundo (o grupo tem cerca de 6.100 hotéis). A inciativa é parte dos novos protocolos globais de limpeza da rede. O app Hilton Honors, onde fica a chave digital, permitirá também controlar iluminação, temperatura e televisão. O MGM Resorts terá chave digital na reabertura de seus 13 hotéis em Las Vegas. Além da chave no celular, o app permitirá fazer ckeck-in e check-out no próprio telefone.

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Cartões magnéticos continuarão a ser usados como chaves, mas terão que ser constantemente desinfetados como recomenda o WTTC em seus protocolos para o novo normal na hotelaria. Fico nervosa de pensar naquela situação nada rara em que o cartão não funciona. Você volta ao lobby, o cartão é limpo, reprogramado, desinfetado… Não era divertido antes (principalmente nos longos corredores dos hotéis em Vegas), imagina agora.

Leia também: Covid-19 prolonga o uso de plástico na hotelaria

5 Robôs para serviço de quarto
Inovações que vão mudar a hotelaria: Hannah, robô para serviço de quarto do H Hotel da Curio Collection by Hilton, em Los Angeles
Hannah, robô para serviço de quarto do H Hotel da Curio Collection by Hilton, em Los Angeles: na ativa desde antes da pandemia | Foto de Carla Lencastre

Em um mundo no qual o hóspede quer ter o mínimo possível de contato social e interação humana, pedidos de room service entregues por robôs podem se tornar mais comuns. Robôs para limpeza em hotéis não é usual, mas também pode vir a ser considerado. Um exemplo são os dispositivos que emitem raios ultravioleta, por enquanto usado em hospitais.

Escrevi também sobre as inovações vão mudar a hotelaria em um mundo com covid-19, e o setor de viagens em geral, para o Projeto #Colabora, site de jornalismo independente especializado em desenvolvimento sustentável. Clique aqui para ler mais sobre as novidades da área.

Todos os nossos textos sobre o impacto da covid-19 na hotelaria estão aqui

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Pôr do sol em Florença, Lungarno Collection | Foto de divulgação

Bons exemplos da hotelaria em tempos de coronavírus

A indústria de viagens já é uma mais das afetadas pela pandemia. Em meio à crise, alguns hotéis têm encontrado uma maneira de fazer o bem e, consequentemente, reforçar positivamente a sua marca para o futuro. Porque quando tudo isso passar, não só vamos querer como precisar viajar. Enquanto não acaba, destaco aqui alguns bons exemplos da hotelaria em tempos de coronavírus, tanto de grandes marcas quanto de pequenas.

A rede americana Best Western está discutindo na Grã-Bretanha a possibilidade de deixar à disposição do National Health Service (NHS, o sistema de saúde britânico) os 270 hotéis sob a sua bandeira na Inglaterra, na Escócia e no País de Gales. O Best Western Great Britain é um dos maiores grupos de hoteleiros independentes do Reino Unido. Vários proprietários dos hotéis da BWGB já se adiantaram. Alguns estão hospedando sem custo profissionais da área de saúde perto dos hospitais onde eles estão trabalhando. Outros foram além e procuram parceiros para fornecerem equipamentos médicos necessários e receberem pacientes de baixo risco.

O site da BWGB destaca hotéis da marca que serviram como hospitais durante as duas guerras mundiais (clique para ler em inglês) em um texto leve e informativo. O jornal britânico The Guardian diz que o primeiro BWGB a se transformar temporariamente em um hospital fica no Sul de Londres. Ainda segundo o Guardian, Hilton, Holiday Inn (do grupo InterContinental Hotels), Premier Inn e Travelodge, também consideram ceder quartos vazios no Reino Unido para pacientes de baixo risco, vulneráveis em grupos de risco, e médicos e enfermeiros.

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Bons exemplos da hotelaria em tempos de coronavírus: Four Seasons New York
Four Seasons New York vai receber profissionais da área de saúde| Foto de divulgação

Outro dos bons exemplos da hotelaria em tempos de coronavírus, do lado de cá do Oceano Atlântico o Four Seasons New York anunciou que vai receber profissionais de saúde em seu luxuoso hotel na Rua 57. Nova York é, no momento, o epicentro da pandemia nos Estados Unidos.

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Ações de solidariedade no brasil

No Brasil, o grupo de hotéis Dom Rafael, com quatro propriedades em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, cedeu uma delas para hospedar quem trabalha no Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM). Segundo a revista Veja, o Holiday Inn Parque Anhembi, com mais de 700 quartos e um dos maiores do país, também cederá suas instalações para apoiar o hospital de campanha montado pela prefeitura de São Paulo no Anhembi.

Bons exemplos da hotelaria em tempos de coronavírus: Slaviero Hotéis
Equipe da Slaviero Hotéis | Foto de divulgação

A Slaviero Hotéis, com endereços em 15 cidades nas cinco regiões do Brasil e operações suspensas na maioria deles, está doando alimentos estocados a instituições de cuidam de vulneráveis. Equipes se revezam na entrega dos produtos. Sempre na mesma cidade onde fica o hotel, para que a doação de cerca de 600 kg de alimentos seja concluída o mais rapidamente possível.

Na Itália, a Lungarno Collection, com cinco hotéis em Florença, promove uma campanha de duas organizações sem fins lucrativos na cidade. O objetivo é arrecadar € 50 mil para as despesas dos mais de 700 enfermeiros que vieram de outras regiões do país. O pôr do sol cor-de-rosa em Florença, no alto deste texto, é do Instagram da Lungarno

Atualização: Escrevi sobre estas e outras ações solidárias do devastado setor de viagens para o Projeto #Colabora, site jornalístico especializado em desenvolvimento sustentável. Você pode ler clicando aqui.   

Outros hotéis estão fazendo ações bem simples, mas que já colaboram com o bem-estar de quem pode ficar em casa neste momento. Como nós do Hotel Inspectors estamos fazendo. O hotel boutique e spa de luxo suíço The Capra, em Saas-Fee, membro da L.V.X. Collection da Preferred Hotels, compartilhou a receita da sopa de cenoura servida em seu restaurante.

Como, por enquanto, distanciamento social e isolamento são as únicas medidas que comprovadamente contribuem para achatar a curva da contaminação do novo coranavírus, continuarei em casa. Vou arriscar a sopa de cenoura do Capra nos meus próximos dias de quarentena.

Bons exemplos da hotelaria em tempos de coronavírus: Receita The Capra Saas-Fee
Receita da sopa de cenoura do suíço The Capra | Divulgação

Se souber de outras iniciativas bacanas da hotelaria para tornar mais leves e nos ajudar a superar estes dias tão duros, conte na caixa de comentários. Vamos espalhar solidariedade por aí.

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