Pôr do sol em Florença, Lungarno Collection | Foto de divulgação

Bons exemplos da hotelaria em tempos de coronavírus

A indústria de viagens já é uma mais das afetadas pela pandemia. Mas aqui no Hotel Inspectors a ideia neste momento é escrever sobre coisas boas. Em meio à crise, alguns hotéis têm encontrado uma maneira de fazer o bem e, consequentemente, reforçar positivamente a sua marca para o futuro. Porque quando tudo isso passar, não só vamos querer como precisar viajar. Enquanto não acaba, destaco aqui algumas ações de solidariedade e promoção de bem-estar, tanto de grandes marcas quanto de pequenas.

A rede americana Best Western está discutindo, na Grã-Bretanha a possibilidade de deixar à disposição do National Health Service (NHS, o sistema de saúde britânico) os 270 hotéis sob a sua bandeira na Inglaterra, na Escócia e no País de Gales. O Best Western Great Britain é um dos maiores grupos de hoteleiros independentes do Reino Unido. Vários proprietários dos hotéis da BWGB já se adiantaram. Alguns estão hospedando sem custo profissionais da área de saúde perto dos hospitais onde eles estão trabalhando, outros foram além e procuram parceiros para fornecerem equipamentos médicos necessários para receberem pacientes de baixo risco.

O site da BWGB destaca hotéis da marca que serviram como hospitais durante as duas guerras mundiais (clique para ler em inglês) em um texto leve e informativo. O jornal britânico The Guardian informa que o primeiro BWGB a se transformar temporariamente em um hospital fica no Sul de Londres. Ainda segundo o Guardian, Hilton, Holiday Inn (do grupo InterContinental Hotels), Premier Inn e Travelodge, também consideram ceder seus quartos vazios no Reino Unido para pacientes de baixo risco, vulneráveis em grupos de risco, e médicos e enfermeiros.

Four Seasons New York vai receber profissionais da área de saúde| Foto de divulgação

Do lado de cá do Oceano Atlântico, o Four Seasons New York anunciou que vai receber profissionais de saúde em seu luxuoso hotel na Rua 57. Nova York é, no momento, o epicentro da pandemia nos Estados Unidos.

No Brasil, o grupo de hotéis Dom Rafael, com quatro propriedades em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, cedeu uma delas para receber quem trabalha no Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM). Segundo a revista Veja, o Holiday Inn Parque Anhembi, com mais de 700 quartos e um dos maiores do país, também cederá suas instalações para apoiar o hospital de campanha montado pela prefeitura de São Paulo no Anhembi.

Equipe da Slaviero Hotéis | Foto de divulgação

A Slaviero Hotéis, com endereços em 15 cidades nas cinco regiões do Brasil e operações suspensas na maioria deles, está doando alimentos estocados a instituições de cuidam de vulneráveis. Equipes se revezam na entrega dos produtos, sempre na mesma cidade onde fica o hotel, para que a doação de cerca de 600 kg de alimentos seja concluída o mais rapidamente possível, já que a maioria é perecível. 

Na Itália, a Lungarno Collection, com cinco hotéis em Florença, promove uma campanha de duas organizações sem fins lucrativos na cidade. O objetivo é arrecadar € 50 mil para as despesas dos mais de 700 enfermeiros que vieram de outras regiões do país. O pôr do sol cor-de-rosa em Florença, no alto deste texto, é do Instagram da Lungarno

Outros hotéis estão fazendo ações bem simples, mas que já colaboram com o bem-estar de quem pode ficar em casa neste momento (como nós do Hotel Inspectors estamos fazendo). O hotel boutique e spa de luxo suíço The Capra, em Saas-Fee, membro da L.V.X. Collection da Preferred Hotels, compartilhou a receita da sopa de cenoura servida em seu restaurante.

Como, por enquanto, distanciamento social e isolamento são as únicas medidas que comprovadamente contribuem para achatar a curva da contaminação do novo coranavírus, continuarei em casa e vou arriscar a sopa de do Capra nos meus próximos dias de quarentena.

Receita The Capra Saas-Fee
Receita da sopa de cenoura do suíço The Capra | Divulgação

Se souber de outras iniciativas bacanas da hotelaria para tornar mais leves e nos ajudar a superar estes dias tão duros, conte na caixa de comentários. Vamos espalhar solidariedade por aí.

Leia mais para sonhar com dias melhores

Como é um spa cinco estrelas na lista do Forbes Travel Guide

Novos hotéis e spas cinco estrelas na lista 2020 do guia de viagens Forbes

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St. Regis Bora Bora

Os novos hotéis e spas cinco estrelas na lista Forbes

O Forbes Travel Guide criou o conceito de hotel cinco estrelas há 62 anos, nos Estados Unidos. Ao longo destas seis décadas, sua lista de propriedades estreladas tornou-se uma das mais esperadas pela indústria de viagens de luxo. A edição 2020, anunciada às vésperas do carnaval, apresenta 70 novos hotéis em todo o mundo com a classificação máxima. O número chama mais atenção se comparado ao de 2019, quando foram apenas 21 os novos hotéis que entraram no grupo cinco estrelas. O guia reconhece ainda restaurantes e spas. Este ano, no total, são 107 novos premiados, entre os 432 estabelecimentos com cinco estrelas. O FTG analisa centenas de características de cada propriedade, sendo 75% serviço e 25% instalações.

O único representante do Brasil, e da América do Sul, entre os hotéis cinco estrelas continua sendo o realmente ótimo Belmond Hotel das Cataratas, em Foz do Iguaçu. Outros oito brasileiros, em São Paulo e no Rio de Janeiro, aparecem com quatro estrelas, entre eles o Four Seasons, ou recomendados, como Santa Teresa Hotel MGallery by Sofitel.

Leia mais: Sustentabilidade no Santa Teresa Hotel MGallery by Sofitel

Fiquei particularmente feliz de ver que o Forbes Travel Guide chegou este ano a Polinésia Francesa, um dos 16 novos países contemplados este ano, na maior expansão global da história do guia. Depois de anos de queda no número de visitantes internacionais, e de hotelaria elegante, porém decadente, o arquipélago no Pacífico Sul começa a dar sinais de recuperação. Um dos seus dois hotéis cinco estrelas é o St. Regis Bora Bora, que mantém o frescor depois de mais de uma década.

Estive lá e escrevi sobre o St. Regis e, também, sobre o Conrad Bora Bora Nui, que entrou na lista do FTG como recomendado, neste link. O outro cinco estrelas da Polinésia Francesa é The Brando. A inspector Mari Campos fala um pouco sobre o hotel do ponto de vista da sustentabilidade neste link. Ainda na Polinésia Francesa, o guia recomenda também o InterContinental Bora Bora Resort & Thalasso Spa.

Suíte renovada no Beach Pavillion do Four Seasons Kuda Huraa, nas Maldivas
Suíte renovada no Beach Pavillion do Four Seasons Kuda Huraa | Foto de divulgação

Maldivas é outro país estreante. Aparece na lista com nove hotéis com quatro estrelas ou recomendados e seis hotéis cinco estrelas, entre eles o Four Seasons at Kuda Huraa, que renovou recentemente as acomodações com um ou dois quartos e piscinas privativas do Beach Pavillion.

Four Seasons é a marca recordista no FTG, com a maior quantidade de hotéis cinco estrelas (45, além de sete spas na categoria principal e mais 68 hotéis e spas com quatro estrelas ou recomendados). Já o Peninsula Hotels é a única marca com todos as suas propriedades, dez no caso, na categoria cinco estrelas, além de quatro spas com classificação máxima (os outros são quatro estrelas).

Londres continua a cidade com maior número de hotéis cinco estrelas no guia, 19, o que não surpreende quem acompanha a movimentada e luxuosa cena hoteleira da cidade. Entre as novidades, destaque para o Brown’s, a Rocco Forte Hotel, um dos mais antigos da capital, e o relativamente novo Rosewood London, com um dos melhores bares de hotel em Londres.

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Como é se hospedar no Mandarin Oriental London, hotel e spa cinco estrelas no FTG

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Forbes Travel Guide também avalia spas

Entre os 24 novos spas com a classificação máxima, destaca-se a concentração de prêmios em Los Cabos, no México, que já tinha três spas com quatro e cinco estrelas. As novidades são os spas do One&Only Palmilla (já experimentei e é mesmo divino, vou contar mais em um post futuro), do Waldorf Astoria Pedregal e do Montage, o maior da região, com quase quatro mil metros quadrados. Membro da Preferred Hotels, o Montage Los Cabos ganhou ainda um prêmio inédito, criado este ano pelo guia: o de melhor conta no Instagram. Os critérios foram consistência na qualidade das imagens e em reforçar a marca, campanhas criativas e interação.

O prêmio foi anunciado semana passada durante o Forbes Travel Guide Luxury Summit, em Las Vegas, que reuniu mais de 600 pessoas em um evento carbono zero realizado no Aria Resort & Casino, com quatro estrelas no guia. O Wynn Resorts, com sete estabelecimentos na categoria principal, é recordista em estrelas em Vegas e no mundo. Em sintonia com o viajante consciente, o Aria calculou as pegadas de carbono deixadas pelo transporte e a hospedagem de todos os participantes e compensou financiando plantio de árvores e fazendas de energia eólica. Porque não dá mais para usar a cansada palavra sustentabilidade apenas no discurso.

A lista completa do Forbes Travel Guide com 1.898 propriedades, entre cinco e quatro estrelas e recomendados, está neste link.

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Torre da Universidade de Cartagena

Onde ficar em Cartagena, no Caribe colombiano

Em cima do muro não é uma opção. Do lado de cá ou do lado de lá é a principal dúvida na hora de escolher o hotel na belíssima Cartagena das Índias, no noroeste da Colômbia. Dentro da muralha de dez quilômetros de extensão, a cidade tem um colorido Centro Histórico do século 16, Patrimônio da Humanidade pela Unesco, repleto de hotéis boutique, lojas, bares e restaurantes (estes até em cima do muro). Do lado de fora da muralha está o Mar do Caribe.

Leia mais: um roteiro por Cartagena, na revista Panrotas (a partir da p. 26)

As praias não são aquelas dos cartões-postais caribenhos, com água azul-turquesa e areia branca e fofa. A hospedagem nos grandes hotéis à beira-mar é opção a ser levada em conta para quem viaja com crianças pequenas. Ou não dispensa a infraestrutura de um resort. Ou simplesmente quer combinar história e praia na mesma cidade.

Jacuzzi com vista para o Mar do Caribe no hotel Radisson Cartagena Ocean Pavillion | Foto de Carla Lencastre
Jacuzzi com vista para o Mar do Caribe no Radisson Cartagena | Foto de Carla Lencastre

Tive as duas experiências, dentro e fora do muro. A mais recente foi mês passado, quando voltei a Cartagena a convite do Radisson Ocean Pavillion. O hotel fica na praia de La Boquilla, entre 20 e 30 minutos de carro do Centro Histórico. Passa por reformas, principalmente na decoração das áreas comuns e dos 233 quartos. A parte principal da renovação deve estar concluída em dezembro. Conto mais sobre o Radisson Cartagena em reportagem na revista Panrotas. Ainda ao norte do Centro, entre 30 e 40 minutos de carro, na região de Manzanillo del Mar, há duas novas opções de grandes redes hoteleiras: o Meliá Karmairi, somente para adultos, aberto em meados deste ano, e o Conrad Cartagena, inaugurado no final de 2017.

Prédios modernos ponta da península de Bocagrande, em Cartagena | Foto de Carla Lencastre
Prédios modernos na ponta da península de Bocagrande | Foto de Carla Lencastre

Leia mais: Conrad Bora Bora Nui, na Polinésia Francesa

A área hoteleira de praia mais perto do Centro é Bocagrande, península repleta de arranha-céus que, vista do mar, lembra Downtown Miami. Está a cerca de 15 minutos de carro da principal entrada da cidade murada, a Porta do Relógio. Um clássico na área é o Hilton, em El Laguito, no sul da península. Há outras opções de redes, em diferentes faixas de preço. Em Bocagrande, como em La Boquilla, geralmente a areia e o mar são acinzentados, com águas mornas. Há vendedores, o assédio é grande; as praias são seguras.

O conjuntos histórico que vai abrir o Four Seasons Cartagena | Foto de divulgação
Como vai ficar o conjunto histórico que abrigará o Four Seasons Cartagena| Divulgação

Também ao sul do Centro, fica Getsemaní, um dos bairros mais antigos de Cartagena. É lugar para aproveitar a vida noturna, com muitos bares de salsa. Há alguns meses, a rede Four Seasons anunciou que sua terceira propriedade na Colômbia (há dois hotéis em Bogotá) será justamente em Getsemaní, em um conjunto de prédios históricos a apenas cinco minutos de caminhada da Porta do Relógio. Passei por lá, as obras ainda não começaram. Será a 15ª propriedade da coleção Four Seasons Historic Hotels. Em fase de gentrificação, o bairro tem hostels e hotéis como o Selina, inaugurado há menos de um ano, com quartos individuais e comunitários.

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O histórico Four Seasons Lion Palace St. Petersburg, na Rússia

Como é o Selina Rio, o primeiro hotel da rede no Brasil

Onde se hospedar dentro da cidade amuralhada de Cartagena

Para quem vai a Cartagena em busca da vida do século 21 pelas ruas do século 16, o lugar para ficar é do lado de dentro do muro. Em uma vez passada, tive ótima experiência no Charleston Santa Teresa, o que contribuiu muito para o meu amor à primeira vista pela cidade. Com 87 quartos, instalado em um antigo convento do século 17 perto da Torre do Relógio, o hotel tem piscina no terraço, com vista para as torres da Catedral em primeiro plano, e o selo Traveller Made. Revisitei as áreas comuns, e a impressão continua boa. No belo claustro central estão as mesas do Harry’s, restaurante de Harry Sasson, um dos chefs colombianos mais famosos.

Outro convento, também do século 17, abriga o Sofitel Legend Santa Clara, com 123 quartos e recomendado pelo Forbes Travel Guide. Já conhecia o bar El Coro, que continua bom, e o restaurante 1621. El Coro é o endereço da cripta que inspirou Gabriel García Márquez no livro Do amor e outros demônios. A casa do escritor colombiano, ainda hoje com sua família, é vizinha ao Santa Clara. As áreas comuns do hotel são lindas, especialmente o pátio central repleto de plantas e com um poço de água. A piscina, razoavelmente grande para uma área histórica, está em um pátio ao lado. Este é o hotel do Centro Histórico com melhor estrutura para receber crianças pequenas.

Leia mais: Hotéis e spas cinco estrelas na edição 2020 do Forbes Travel Guide

Nesta viagem de agora, conheci a Casa San Agustín, membro da Leading Hotels of the World e recomendado pelo Forbes Travel Guide, a convite do próprio Radisson Cartagena. O restaurante Alma, especializado em frutos do mar com leitura contemporânea, é bem gostoso. Tem vista para a pequena piscina em formato de L, por sua vez emoldurada pela parede em pedra de um aqueduto do século 17. Os 30 quartos, com decorações únicas, oferecem mix charmoso de detalhes contemporâneos e históricos, alguns com afrescos originais nas paredes. O hotel tem spa e solário com vista para a torre da universidade do século 19, onde estudou García Márquez (foto na abertura deste texto).

E agora? Qual o seu lado do muro?

No Instagram do Hotel Inspectors, no destaque Colômbia, há outras imagens de hotéis em Cartagena, incluindo vídeos.

Leia mais: A estrutura hoteleira na República Dominicana

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Novidades na hotelaria novaiorquina

Já tem um tempinho que Nova York entendeu que era preciso inovar para renovar a hotelaria da cidade. Nos últimos cinco anos, diversos hotéis passaram por renovações e super liftings, e vários novos hotéis abriram suas portas na cidade, em distintos cantos.

Uma grande mudança foi a abertura da segunda unidade do grupo Four Seasons na até então mais isolada Downtown em 2016. O Four Seasons New York Downtown contribuiu enormemente para redesenhar a região, que se configura cada vez mais como uma excelente localização de hospedagem para quem quer explorar a cidade tanto em distintos cantos de Manhattan como também em outros distritos e vizinhanças. E o hotel ainda tem um belíssimo spa e uma filial do CUT by Wolfgan Puck.

Hoje, Downtown conta com um clima muito mais gostoso e tipicamente novaiorquino, com excitantes novos bares, novos cafés, novos restaurantes e dois grandes complexos de compras mais upscale, o Brooksfield Place e o mall Westfield, anexo à genial obra de Calatrava, o Oculus – e com muito menos fluxo de turistas que outros cantos da cidade. A região também ganhou diversas novas atrações, como o imperdível One World Observatory e o Museu e Memorial de 11 de setembro. E ganhou também novas opções em hospedagem, como as residências do AKA Wall Street, hotel membro da Preferred Hotels, para quem fica mais tempo na cidade e quer contar com a conveniência de um apartamento completo, com serviço incluído.

Mesmo os hotéis mais clássicos entenderam que é preciso reinventar e se adaptar aos novos tempos e novos perfis de público – principalmente na hotelaria de luxo. Um caso excelente é o do Mandarin Oriental New York que passou por remodelação, mas segue sendo um clássico na cidade – e adicionou aos seus atrativos grandes sacadas, como o genial bar The Aviary, filial da unidade premiada de Chicago. Instalado no 35o andar, oferece pratos e drinks fora do comum (espere malabarismos, cozinha molecular, nitrogênio líquido etc) e vistas panorâmicas para o Central Park.

Detalhe de uma das estrelas do cardápio do The Aviary, no Mandarin Oriental New York. Foto: Mari Campos

Fora de Manhattan, hotéis cada vez mais transados e focados nos millennials e hipsters entenderam que uma bela vista é fundamental para quem explora outros boroughs. Bom exemplo disso são os novos hotéis no Brooklyn e Williamsburg, sempre investindo em rooftop bars e/ou piscinas externas com vista. O belo Equinox Hotel New York, aberto recentemente em Hudson Yards, também entendeu esta máxima rapidinha e acertou imensamente nos janelões dos quartos, no delicioso rooftop e na escandalosa piscina com vista para Manhattan e uma visão privilegiada do The Vessel (que já é, aliás, o monumento mais fotografado de Nova York hoje).

O The Vessel visto do rooftop do Equinox Hotel, em Nova York. Foto: Mari Campos.

Em visita à cidade na semana passada (com apoio do NYCgo e da Copa Airlines), acompanhei pessoalmente a abertura de outros dois novos hotéis de estilos e budgets bem diferentes, e em pontos distintos de Manhattan. Primeiro, o belo Conrad New York Midtown, que abriu suas portas oficialmente no último dia primeiro de setembro. O hotel, que ocupa o edifício do antigo London Hotel, passou por um extreme makeover e reabriu inteiramente reformado.

Os quartos (que incluem sempre cápsulas de café e chás sem custos) ficaram todos espaçosos e elegantes, com cores discretas, e há obras de arte espalhadas por toda a propriedade. As suítes mais caras ficam nos andares mais altos e têm belas vistas para a cidade – como a suíte presidencial, com dois andares e vista para o Central Park. Há bom serviço de conciergerie e atendimento em geral bastante simpático. E o hotel ganha ainda um novo bar e restaurante até o final desta semana; com jeito de brasserie, a ideia do hotel é que o espaço atraia tanto turistas quanto novaiorquinos no almoço e no jantar.

Com foco nos millennials, a Moxy Hotels, marca budget jovem da Marriott Hotels, acaba de abrir no East Village o Moxy East Village, bem em frente ao lendário Webster Hall. Com design do Rockwell Group, o décor das áreas comuns chama a atenção, com homenagens a figuras históricas da música e da região. Os 286 quartos são em sua grande maioria bastante espartanos, com cama e banheiro integrados, inspirados nas cabines de navios – incluindo alguns com beliches. Mas as roupas de cama são de ótima qualidade e os chuveiros também.

Não há coffee/tea facilities nos quartos e água engarrafada custa exorbitantes (para uma propriedade que se diz econômica) 5 dólares a garrafa – mas há café e chá disponíveis gratuitamente no lobby pelas manhãs cedo. Há acesso gratuito à academia e empréstimo de bicicletas. Mas os maiores atrativos do hotel estão mesmo nas áreas sociais: no gostoso Alphabet Bar&Café no lobby, no belo restaurante de cozinha mediterrânea by Jason Hall Cathédrale e no underground lounge Little Sister, que mal abriu e já anda concorrido. O hotel anunciou também que tem planos de abrir um rooftop bar na primavera americana do ano que vem.

Em breve vai dar para ler review completinha destes hotéis clicando aqui.

Utilizei mais uma vez em Nova York os serviços de transporte da Blacklane, principalmente entre Manhattan e o aeroporto JFK. São sempre infalíveis na qualidade (do carro e do motorista) e na pontualidade.

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ILTM Latin America traz novidades da hotelaria

Na semana passada, a ILTM Latin America, mais importante evento de turismo de luxo na América Latina e um dos maiores do mundo, discutiu os rumos do turismo de bem-estar e revelou as principais novidades da hotelaria internacional.

Apostando no tema #backtolife, a feira reuniu em São Paulo os mais importantes DMCs, hoteleiros, operadores, agentes de viagem e mídia do mundo, em edição recorde (foram 100 novos expositores e 100 novos agentes a mais este ano).

O evento ressaltou a importância das viagens de bem-estar e das experiências cada vez mais exclusivas e personalizadas como chave fundamental para o mercado de luxo. Afinal, só em 2017, consumidores latino-americanos gastaram quase 35 bilhões de dólares no turismo de bem-estar e este número ainda deve crescer bastante nos próximos anos.

Durante o evento, representantes das principais propriedades e grupos hoteleiros do mundo apresentaram suas adaptações frente a este novo cenário – além de inúmeras aberturas de hotéis para os próximos meses e anos, é claro.

Detalhe da piscina aquecida do novo Hyatt de Santiago. Foto Divulgação.

O grupo Hyatt anunciou seus serviços Hyatt Privé, que funcionam como uma espécie de consultor exclusivo de viagens para os mais importantes clientes do grupo, desenvolvendo para eles experiências exclusivas em cada estadia em mais de 35 destinos. Nas futuras aberturas, destacaram o Hyatt Centric San Salvador, o Andaz Palm Springs e o Park Hyatt Kyoto, para este ano, e Park Hyatt LA, Park Hyatt Niseko, Park Hyatt Los Cabos, Grand Hyatt Cayman, Park Hyatt Mexico City e Andaz Turks & Caicos para os próximos dois anos. E o grupo ainda ressaltou a importância da nova associação do programa World of Hyatt com a American Airlines para acúmulo e uso de pontos.

A rede Marriott, através de sua vice-presidente global de Vendas, Louise Bang, destacou o novo papel da hotelaria neste cenário. Com a sociedade cada vez mais consciente sobre saúde, marcas hoteleiras adotaram o bem estar como parte integral de sua missão, maximizando o design de quartos (incluindo mais espaço e espelhos inteligentes que podem guiar e interagir com os hóspedes durante seu treino), criando opções de cardápios mais saudáveis e, de caminhadas a aulas de culinária, ampliando as experiências de bem-estar para seus hóspedes.  

Com portfólio diverso de marcas tão diferentes entre si (mas com personalidades tão bem definidas), a Marriott também anunciou durante a feira mais novidades de seu novo programa Bonvoy, que agora possibilita aos hóspedes trocar seus pontos também por experiências exclusivas em cada propriedade. Das principais renovações do grupo, ganharam destaque as propriedades de Dorado Beach, Roma e Porto Rico. Nas inaugurações hoteleiras, destaque para Bulgari Shanghai, JW Marriott Maldives, W Costa Rica, W Dubai The Palms, W Aspen, W Ibiza, Hôtel de Beni Paris, Solaz Los Cabos, Matilde Palace Budapest, Times Square Edition e The West Hollywood Edition.

Detalhe do Acqualina, um hotel do portfólio da Leading Hotels of the World. Foto: Mari Campos

A Leading Hotels of the World, que agora conta com mais de 400 hotéis em 80 países (85% deles hotéis familiares e 95% administrados de forma independente), confirmou a entrada de 30 novas propriedades a seu portfólio neste 2019. Durante a coletiva de imprensa, a diretora de marketing e PR Sheila Mueller destacou o sério e longo processo para aceitação de uma nova propriedade no portfólio e como os concierges dos hotéis da Leading desempenham papel fundamental nas experiências cada vez mais exclusivas criadas para os hóspedes.

A Accor Hotels anunciou as novidades de seu novo programa ALL (Accor Live Limitless) para os próximos meses e a mudança de foco da empresa no mercado de luxo – incluindo um novo approach para a marca Sofitel, que passa a usar o slogan “the French way”. O grupo também anunciou novos investimentos na marca Pullman, que ganha novas unidades na América Latina, e destacou as futuras aberturas dos hotéis Fairmont em Los Angeles e no Rio de Janeiro (o primeiro Fairmont da América Latina), do Sofitel Cartagena, do Pullman São Conrado, do M Gallery Buenos Aires e dos novos Raffles em Dubai, Londres e Boston.

A rede Mandarin Oriental enfatizou a esperada reabertura do Mandarin Oriental Hyde Park London (sobre o qual falaremos mais aqui adiante) as aberturas da rede em Dubai, Doha, Lago di Como e Beijing (que tem os maiores quartos da cidade e já virou flagship na China). Ganhou destaque também o Mandarin Oriental Santiago (que visitei neste mês), com inauguração oficial confirmada para dezembro. A maior novidade ficou por conta do fato da rede já ter confirmada a inauguração de uma segunda unidade na América Latina, também no Chile, em Viña del Mar, nos próximos anos.

A Four Seasons, que vem investindo pesado em iniciativas de marca (como o seu muito bem sucedido private jet), enfatizou as próximas aberturas do grupo em Boston (no mais alto edifício da cidade), em Napa Valley, Filadelfia, Los Cabos, Madri, Bangkok e uma segunda unidade em Megève (Les Chalets du Mont D’Arbois).

Durante a ILTM Latin America, a BLTA (Brazilian Luxury Travel Association, que reúne em seu portfólio 34 hotéis de luxo brasileiros independentes) inaugurou um grande mural (9,7 m x 3,3 m) em parceria com o artista Fernando Garroux, o Garu, para ressaltar a diversidade e a importância de se preservar os biomas brasileiros, já que turismo de luxo e sustentabilidade são indissociáveis (dá pra ler mais sobre o mural aqui).

Dá pra ler mais sobre outras novidades e tendências reveladas na ILTM Latin America 2019 também aqui.

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