O turismo quer saber da imunização

A indústria de viagens e turismo do mundo está de olho, agora, na vacinação e na confiança do consumidor, isso pode trazer a volta às viagens de forma segura. Operadores de turismo, companhias aéreas, órgãos de promoção do turismo dos países, hotelaria e tantos outros já analisam o percentual da população vacinada em cada país até o momento. E seguirão olhando ao longo do ano para preparar suas estratégias de vendas ou atração de turistas. Ainda temos um longo caminho pela frente, e o Brasil está muito atrasado em vários aspectos no que diz respeito à recuperação do mercado turístico internacional, assim como numa perspectiva de estabilidade para garantir empregos  e salvar empresas com o turismo doméstico.

Os principais destinos turísticos do mundo em 2020 trataram de mostrar seus atrativos e já deixar na mente dos possíveis viajantes que tudo já estava sendo preparado e organizado para recebê-los num futuro breve. O foco principal da estratégia de comunicação dos países a partir de 2021, é a segurança das viagens e a imunidade. A divulgação de selos turísticos e, sobretudo, de que o país está preparado para receber visitantes está sendo essencial para se preparar para a reconstrução das viagens. Eles possuem uma estratégia definida de comunicação e marketing, que se se ajusta a cada momento da situação da pandemia para otimizar resultados de forma profissional e eficiente. E que passa a ter grande foco na imunidade para garantir viagens tranquilas e seguras.

Para receber ou enviar turistas a outros países, será fundamental saber qual o índice de imunização de sua população, além de começar a exigir certificados de vacina (além de testes). De olho no ranking do percentual da população de cada país que está sendo vacinada, fui com um olhar curioso buscar o Brasil. Infelizmente encontrei nosso país entre os últimos do mundo em número de doses administradas para cada 100 habitantes (dados de 24 de janeiro do Our World in Data). Temos 0,28% de vacinados (1 dose) para cada 100 brasileiros, só ficamos na frente do Panamá, Índia, Indonésia, África, Equador e Kuait.

A imunidade poderá pesar na balança de operadores, companhias aéreas e na decisão de viagem de pessoas de todo o mundo. Também pode ser decisiva se os brasileiros quiserem voltar a viajar ao exterior ou mesmo dentro do país. Da mesma forma, o fato de um país estar mais avançado na vacinação poderá ter bastante influência no cenário tão competitivo do setor que vive uma demanda diminuída.

Quanto mais tempo demorarmos mais tempo vamos levar para:

  • poder viajar pelo Brasil
  • poder ai ao exterior
  • recuperar os 174 milhões de empregos perdidos (CNC, 2020)
  • fortalecer as empresas de turismo que foram muito impactadas pela pandemia e ainda seguem bastante frágeis
  • mostrar a força do turismo como grande aliado da recuperação econômica do Brasil

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Jeanine Pires

Palestrante e consultora apaixonada pelo turismo com 25 anos de experiência no Brasil e no exterior. Diretora da Pires Inteligência em Destinos e Eventos e Diretora da MATCHER, sua especialidade é marketing de destinos, tendências em turismo e o segmento de eventos. Presidiu a EMBRATUR de 2006 a 2010, onde também foi Diretora de Turismo de Negócios e Eventos desde 2003. Já atuou como Presidente do Conselho da Fecomércio São Paulo e da WTM Latin America.

2 thoughts on “O turismo quer saber da imunização

  1. Então todos os turistas terão que ser vacinados antes dos embarques ou nos seus alojamentos. Nesse desespero todos acham que tem o direito de ser vacinados antes dos demais. Nem todos os profissionais da saúde conseguiram ser vacinados, porque outras áreas se acham de ter o direitos de serem prioritários.

    1. Olá Nelson. Considero importante que as prioridades de vacinação sejam respeitadas. Todos têm o direito de se vacinar, quando chegar sua hora na fila. Meu post tem o intuito de mostrar a importância da vacinação, e que a reconstrução do turismo será progressiva, na medida que os países forem vacinando suas populações.

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